O “OUTUBRO VERMELHO” e a esclerose brasileira

JOSÉ LUÍS FIORI - Desta vez tudo passou muito rápido. “Por qué protestan? Es por la desigualdad económica. Y los bajos salários. También por la baja o nula movilidad social y la falta de un futuro mejor para los jóvenes. Es por los servicios públicos infames. Y por la globalización y la pérdida de puestos de trabajo…”

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Por que o Líbano também diz basta!

Nizar Hassan - Primeiro ministro renunciou ontem, mas gesto não parece capaz de encerrar revolta. População reage contra imposto regressivo, cortes nos serviços públicos e sistema político que aliena os cidadãos, ao dividir poder entre partidos religiosos. O Líbano passou a viver, na última semana, uma revolta sem p

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A revolta não é um enigma

Edson Teles - Seja no Chile dos encapuchados ou dos revoltosos de hoje, ou no Brasil do Quebra-quebra de 1983 ou da revolta de junho de 2013, seja ainda nos momentos em que o “morro desce e não é carnaval”, o que temos se destaca é a sistemática tentativa de desqualificação de uma ação política. O Chile arde nas cha

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Aconteceu em Santiago

Antonio Martins - O que a explosão popular nas ruas do Chile pode dizer sobre as pernas curtas da “nova” direita, a crise do capitalismo e insuficiência de uma esquerda que parece incapaz de renovar seu projeto. E o Chile – quem diria? – pegou fogo por menos de vinte centavos. No início de outubro, o governo de

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O odor da fúria

Jamil Chade - Incêndios em Santiago, Quito, Barcelona ou Paris. Milhares de pessoas tomando as ruas de Londres, Bagdad, o centro de Argel ou as praças de Hong Kong. Visualmente, os manifestantes não se parecem. Uns são brancos de olhos azuis. Outros, indígenas, árabes ou asiáticos. Mas em castelhano, em inglês, em á

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Quando os cientistas enfrentam o sistema

Jane Shallice - Oposição à guerra, à vigilância, às drogas psiquiátricas, aos agrotóxicos. Defesa de uma Ciência para o Povo. Movimento dos anos 1970 poderia inspirar pesquisadores hoje, quando tecnologia parece transformar-se em pesadelo. As consequências sociais da direção para a qual a ciência move-se hoje são cl

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Harvey: os insurgentes estão chegando

Edgar Sapiña - Geógrafo aposta que, nos próximos anos, surgirá uma nova e instigante esquerda a partir de lutas anticapitalistas. Ao atualizar e reorganizar a luta de classes, poderá dar salto ideológico: varrer o neoliberalismo, tanto das ruas quanto das mentes. David Harvey (Gillingham, 1935) é um geógrafo m

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A manifestação e a contra-manifestação

Ao que parece, a intenção do governo é mandar um recado com a realização de uma "contra-manifestação": mostrar que ainda conta com o apoio de parte da sociedade e, numericamente falando, tentar juntar nas ruas mais pessoas do que aquelas que integraram o outro movimento. Enfim, uma queda de braço. Porém, antes mesmo

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