Votar como Ulysses, ou contra Ulysses

Votar como Ulysses, ou contra Ulysses

Celso Rocha de Barros – Bolsonaro representa facção das Forças Armadas que ganhou poder com a tortura Jair Bolsonaro não representa o regime de 64. Representa sua dissidência extremista, que revoltou-se contra a abertura de Geisel. O ídolo de Bolsonaro não é o moderado Castelo Branco, que provavelmente gostaria mesmo de ter restaurado a democracia. Não é o Geisel, que matou gente, … Continue lendo »
Eleições Brasileiras: de susto, de bala ou vício

Eleições Brasileiras: de susto, de bala ou vício

Dóris Castro e Ana Araújo – Pouca gente imaginava que a manifestação das mulheres brasileiras no sábado passado fosse tão avassaladora. Meio milhão de pessoas (ou bem mais?) inundaram ruas e cidades de norte a sul do país. Nenhuma cidade importante ficou fora. Por algumas horas o Brasil ficou bonito. Alegre, colorido, inteligente. Com seu incisivo … Continue lendo »
Apelo sem proselitismo algum

Apelo sem proselitismo algum

Aírton Paschoa – O desfecho da eleição ameaça seriamente a existência de quatro pessoas que me são infinitamente queridas — necessárias como o ar que respiro, pois da existência delas depende a minha. Queridxs amigxs, Como sabem, nunca fui de fazer proselitismo político e não é nesta altura da vida que o faria. Vou pedir-lhes apenas … Continue lendo »
Democracias vivenciam a mais séria crise desde a 2ª Guerra, diz pesquisador

Democracias vivenciam a mais séria crise desde a 2ª Guerra, diz pesquisador

Bianca Borges – Professor da UFRN é pessimista sobre possível mudança do cenário político após eleição. A resposta para o esgotamento do sistema eleitoral brasileiro e a crise de representatividade no país passa, obrigatoriamente, por uma reforma política. É o que defende Homero Costa, 63, cientista político e professor da Universidade Federal do Rio Grande … Continue lendo »
Balanço das eleições no Brasil

Balanço das eleições no Brasil

Frei Betto – As elei­ções bra­si­leiras, no do­mingo, 7 de ou­tubro, re­ve­laram que a po­lí­tica bra­si­leira será cada vez mais con­ser­va­dora. O pró­ximo pre­si­dente do país, a tomar posse a 1 de ja­neiro de 2019, será de­fi­nido no se­gundo turno, a 28 de ou­tubro, na dis­puta entre Jair Bol­so­naro (PSL) e Fer­nando Haddad (PT). Todo o … Continue lendo »
Contra Márcio França, João Doria tenta reproduzir em São Paulo a polarização da política nacional

Contra Márcio França, João Doria tenta reproduzir em São Paulo a polarização da política nacional

VICTOR PICCHI GANDIN – O candidato a governador João Doria (PSDB) recebeu 31,77% dos votos válidos no primeiro turno da eleição para governador em São Paulo. A segunda vaga foi disputada voto-a-voto entre Márcio França (PSB) e Paulo Skaf (MDB). Com pequena vantagem sobre o terceiro colocado, França passou para o segundo turno ao obter … Continue lendo »
Um país primitivo prestes a regredir mais

Um país primitivo prestes a regredir mais

Clóvis Rossi – Tenho enorme resistência a equiparar determinados grupos e líderes políticos ao fascismo e ao nazismo. Foram modelos tão horrorosos que custa a crer que os seres humanos não tenham aprendido nada com os horrores produzidos. Feita essa ressalva, não há como não pensar em Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda nazista, ao ler o … Continue lendo »
“Vejo paralelo entre o momento atual e a eleição de Hitler na Alemanha”

“Vejo paralelo entre o momento atual e a eleição de Hitler na Alemanha”

Thiago Domenici – Em entrevista à Pública, o frade dominicano e escritor afirma que Bolsonaro é resultado da omissão do judiciário que permitiu a “lei esdrúxula da anistia recíproca” e que o PT “não cuidou de promover a alfabetização política do povo” Frei Betto, 73 anos, é frade dominicano e um dos responsáveis na propagação … Continue lendo »
A direita veio para ficar no panorama político do Brasil? Não

A direita veio para ficar no panorama político do Brasil? Não

Ricardo Antunes – O que parece sólido se desfaz. Desde a ditadura militar as eleições nunca foram tão agônicas. Talvez 2018 encontre alguma similitude com 1989, quando Collor apareceu como azarão civil que empolgou os “de cima” e arrastou muitos “de baixo”. Durou dois anos e arrebentou o país. Empobreceu ainda mais os que pouco … Continue lendo »