{"id":9701,"date":"2018-12-04T13:35:13","date_gmt":"2018-12-04T15:35:13","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=9701"},"modified":"2018-12-04T13:30:22","modified_gmt":"2018-12-04T15:30:22","slug":"cresce-o-risco-de-uma-nova-crise-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/12\/04\/cresce-o-risco-de-uma-nova-crise-mundial\/","title":{"rendered":"Cresce o risco de uma nova crise mundial"},"content":{"rendered":"<p><strong>Carlos Drummond\u00a0<\/strong>&#8211; Agora \u00e9 oficial: uma nova crise mundial, cogitada com frequ\u00eancia crescente nos \u00faltimos meses, \u00e9 possibilidade concreta, reconhece a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico no seu relat\u00f3rio peri\u00f3dico mais importante, o\u00a0<i>Economic Outlook<\/i>, de acompanhamento da situa\u00e7\u00e3o e perspectivas da economia global, divulgado na quarta-feira 21.<\/p>\n<p>Para a\u00a0<a class=\"external-link\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/envolverde\/ocde-reduz-projecao-de-crescimento-da-economia\">OCDE<\/a>, \u201cnuvens acumulam-se no horizonte\u201d e a combina\u00e7\u00e3o de eleva\u00e7\u00f5es de tarifas, pre\u00e7o do petr\u00f3leo e juros pode \u201cabalar seriamente o crescimento\u201d. Alertas semelhantes foram emitidos por entidades como a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m se arrisca a prever quando nem como o colapso ocorreria, mas parece n\u00e3o existir d\u00favida quanto a essa perspectiva diante da piora da economia global enfraquecida desde 2008 e golpeada pelo conflito comercial e o protecionismo em expans\u00e3o.<\/p>\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o das incertezas contribuiu para aumentar a remessa de divisas ao exterior e o d\u00f3lar voltou a subir, fechando em 3,91 reais na ter\u00e7a-feira 27, e o Banco Central vendeu lotes da moeda estadunidense no mercado na tentativa de conter a valoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a OCDE, o Brasil ser\u00e1 o terceiro pa\u00eds a sofrer o maior impacto negativo depois de China e Estados Unidos, as duas superpot\u00eancias polarizadoras da guerra comercial mundial. Em simula\u00e7\u00e3o que incluiu pa\u00edses avan\u00e7ados e emergentes, a organiza\u00e7\u00e3o projeta uma queda de -0,83% no Produto Interno Bruto do Brasil, de -0,84% no PIB dos Estados Unidos e de -1,18% no PIB da China entre 2019 e 2020.<\/p>\n<p>As estimativas t\u00eam por base a hip\u00f3tese de aumento de 20 d\u00f3lares por barril nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, eleva\u00e7\u00e3o de 1 ponto percentual nos pr\u00eamios de risco de investimento nas economias emergentes e tarifa de 25% sobre o\u00a0<a class=\"external-link\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/1028\/comeco-caotico-cabecadas-da-equipe-de-Bolsonaro-agitam-o-mercado\">com\u00e9rcio bilateral EUA-China a partir de 2019<\/a>.<\/p>\n<p>O c\u00e1lculo sup\u00f5e que todos os choques durem cinco anos e considera o efeito nos PIBs a pre\u00e7os constantes, isto \u00e9, descontada a infla\u00e7\u00e3o projetada.<\/p>\n<p>OCDE, OMC e FMI reiteram sua confian\u00e7a no crescimento, alertam quanto aos riscos da conjuntura atual, mas n\u00e3o avan\u00e7am an\u00e1lises a respeito das causas do problema. Na origem da nova amea\u00e7a, concordam v\u00e1rios economistas e profissionais do mercado, est\u00e1 o mau funcionamento do sistema financeiro mundial que, apesar de protagonizar o desencadeamento do colapso de 2008, conservou o poder conquistado sob o neoliberalismo e continuou a funcionar e a crescer sem restri\u00e7\u00f5es relevantes, apesar de novas normas de regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O seu crescimento exagerado fica claro no exemplo dos Estados Unidos, onde as institui\u00e7\u00f5es financeiras representam s\u00f3 7% do PIB e apenas 4% do total de empregos, mas respondem por 25% do lucro empresarial total.<\/p>\n<p>Com poder absoluto, o sistema financeiro reduziu os empr\u00e9stimos \u00e0 atividade econ\u00f4mica e aumentou ganhos ao girar cada vez mais em fun\u00e7\u00e3o da sua l\u00f3gica e dos seus interesses e atraiu parcelas crescentes do interesse privado para a sua \u00f3rbita.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a\u00a0<a class=\"internal-link\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/mais-admiradas\/o-mito-sobrevive-5876.html\">Apple<\/a>, com valor de mercado de 1 trilh\u00e3o de d\u00f3lares no terceiro trimestre e que hoje age tamb\u00e9m como banco de investimento, destinando grande parte do caixa para comprar t\u00edtulos emitidos por outras empresas, a ponto de ser denominada pela ag\u00eancia<em>\u00a0Bloomberg<\/em>\u00a0de \u201ca nova Pimco\u201d, uma das principais gestoras de investimentos em renda fixa no mundo.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o de carteiras de t\u00edtulos significativas por esta e muitas outras empresas produtivas escapa \u00e0 esfera de regula\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es financeiras e j\u00e1 preocupa o Office of Financial Research, \u00f3rg\u00e3o criado no Departamento do Tesouro ap\u00f3s 2008 para monitorar a estabilidade do mercado.<\/p>\n<p>O conflito comercial fragilizou a recupera\u00e7\u00e3o dos EUA, que estava longe de ser brilhante, devido, entre outras causas, a uma recomposi\u00e7\u00e3o claudicante da remunera\u00e7\u00e3o do trabalho, portanto do mercado consumidor.<\/p>\n<p>Segundo o Departamento do Trabalho, seis das dez principais categorias de emprego que mais crescem pagam 15 d\u00f3lares por hora e a participa\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho (porcentagem da popula\u00e7\u00e3o a partir dos 16 anos de idade que est\u00e1 trabalhando ou buscando ativamente o trabalho) \u00e9 t\u00e3o baixa quanto a do final dos anos 1970.<\/p>\n<p>Tal situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o exclusiva da maior economia do mundo \u00e9 uma das causas de a recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-crise de 2008 ser a mais lenta desde o fim da Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o no relat\u00f3rio da OCDE de um contexto mundial complicado foi refor\u00e7ada com o an\u00fancio pela OMC, na segunda-feira 26, da poss\u00edvel desacelera\u00e7\u00e3o das transa\u00e7\u00f5es internacionais at\u00e9 o fim do ano, segundo o indicador World Trade Outlook, de 100,3 para 98,6, o ponto mais baixo desde outubro de 2016, em consequ\u00eancia da estagna\u00e7\u00e3o do volume do com\u00e9rcio de mercadorias e do decl\u00ednio das ordens de exporta\u00e7\u00e3o, do transporte a\u00e9reo de cargas, da movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres nos portos, da produ\u00e7\u00e3o e das vendas de autom\u00f3veis, componentes eletr\u00f4nicos e mat\u00e9rias-primas agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>O comunicado da OMC foi antecedido por uma s\u00e9rie de avisos contidos em documento redigido pelo\u00a0<a class=\"external-link\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/fmi-reduz-para-1-4-previsao-de-crescimento-do-brasil-em-2018\">Fundo Monet\u00e1rio Internacional<\/a>\u00a0para a pr\u00f3xima reuni\u00e3o do G-20, grupo formado pelos ministros de Finan\u00e7as e presidentes de bancos centrais das 19 maiores economias mais a Uni\u00e3o Europeia, de 30 de novembro a 1\u00ba de dezembro em Buenos Aires.<\/p>\n<p>\u201cAs perspectivas para o crescimento a m\u00e9dio prazo s\u00e3o fracas. O crescimento da produtividade continua lento em v\u00e1rios pa\u00edses, reflexo em parte do investimento fraco ap\u00f3s a crise. A oferta de m\u00e3o de obra e a produtividade diminu\u00edram especialmente nos pa\u00edses avan\u00e7ados. Os desequil\u00edbrios globais persistem e as vulnerabilidades financeiras aumentaram. Os desequil\u00edbrios externos est\u00e3o praticamente inalterados, mas cada vez mais concentrados nas economias avan\u00e7adas e podem ser exacerbados pela combina\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas em alguns pa\u00edses. Os n\u00edveis de d\u00edvida s\u00e3o altos e as vulnerabilidades financeiras acumulam-se. O crescimento inclusivo continua sendo um desafio\u201d, avisa o Fundo.<\/p>\n<p>Em estudo divulgado em junho pelo FMI tr\u00eas dos seus economistas, o vice-diretor do departamento de pesquisas Jonathan D. Ostry, o chefe de divis\u00e3o Prakash Loungani e Davide Furceri admitem que, \u201cem vez de gerar crescimento, algumas pol\u00edticas neoliberais aumentaram a desigualdade, prejudicando a expans\u00e3o duradoura\u201d.<\/p>\n<p>Organismos internacionais convergem quanto a proximidade de uma crise, mas s\u00e3o lac\u00f4nicos nos diagn\u00f3sticos e nas an\u00e1lises sobre o papel do sistema financeiro frouxamente regulamentado e mal supervisionado no desencadeamento da Grande Recess\u00e3o dez anos atr\u00e1s e das instabilidades atuais.<\/p>\n<p>\u201cO resultado mais surpreendente do abalo global de 2007-2009 foi que n\u00e3o houve mudan\u00e7a estrutural na arquitetura do sistema financeiro internacional, o mesmo que estava no centro da crise\u201d, dispara a respeitada economista inglesa Ann Pettifor, consultora do Partido Trabalhista brit\u00e2nico e de governos e uma das poucas a prever o cataclismo de 2008.<\/p>\n<p>Em vez de reformar o sistema caracterizado por desregulamenta\u00e7\u00e3o financeira e mobilidade de capital, diz Pettifor, as autoridades respons\u00e1veis introduziram duas pol\u00edticas, o afrouxamento monet\u00e1rio e a consolida\u00e7\u00e3o fiscal, isto \u00e9, a austeridade. \u201cO resultado foi que o radicalismo monet\u00e1rio e o conservadorismo fiscal desaceleraram a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica global de uma maneira historicamente sem precedentes.\u201d<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, diz, incharam os balan\u00e7os dos bancos centrais para fornecer &#8220;suporte vital&#8221; ao setor financeiro &#8220;moribundo&#8221;. Como o setor financeiro, que corresponde a 1% da sociedade, foi o principal benefici\u00e1rio da generosidade dos BCs, isso intensificou a desigualdade.<\/p>\n<p>\u201cNo ano passado, numa \u00e9poca em que a economia global, o \u2018paciente semicomatoso\u2019, estava supostamente em recupera\u00e7\u00e3o impulsionada pelo crescimento na Uni\u00e3o Europeia, os bancos centrais ainda sentiam a necessidade de injetar ao menos 3 trilh\u00f5es de d\u00f3lares de liquidez no sistema financeiro. A recupera\u00e7\u00e3o mundial continua na \u2018respira\u00e7\u00e3o artificial\u2019 dos bancos centrais, permanece fr\u00e1gil e \u00e9 propensa a volatilidade e choques\u201d, chama aten\u00e7\u00e3o Pettifor.<\/p>\n<p>Segundo Tom Russo, ex-diretor do Lehman Brothers, o primeiro banco a quebrar em 2008, \u201cas sementes da pr\u00f3xima crise provavelmente est\u00e3o sendo regadas agora\u201d, uma refer\u00eancia ao grande ac\u00famulo de d\u00edvida das empresas.<\/p>\n<p>\u201cEu acho que provavelmente vai ser a mesma quest\u00e3o fundamental de alavancagem que tivemos h\u00e1 dez anos\u201d, alerta Russo. Muitas empresas de segunda linha tomaram emprestado grande volume de recursos porque as taxas de juros estavam baixas e, se n\u00e3o tiverem neg\u00f3cios vi\u00e1veis ou se estes forem impactados por algum desarranjo na economia ou ainda se as taxas subirem, poder\u00e3o ter problemas, prev\u00ea Stuart Plesser, diretor da ag\u00eancia de riscos Standard &amp; Poor\u2019s.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 que essas empresas, que tomaram muito dinheiro emprestado, realmente t\u00eam como pagar a d\u00edvida que assumiram?\u201d, indaga Plesser.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o do famigerado mercado de derivativos, instrumentos financeiros complexos desencadeadores do terremoto financeiro-econ\u00f4mico de dez anos atr\u00e1s, est\u00e1 longe de ser tranquila. Segundo noticiou o\u00a0<i>Financial Times<\/i>, a Commodity Futures Trading Commission, principal \u00f3rg\u00e3o regulador estadunidense de derivativos, pressiona bancos e assemelhados para exclu\u00edrem das suas carteiras os CDS (<i>swaps<\/i>\u00a0de\u00a0<i>default<\/i>\u00a0de cr\u00e9dito), um tipo de derivativo que funciona como um contrato para transfer\u00eancia, entre as partes, da exposi\u00e7\u00e3o a risco de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>O seu volume foi reduzido, mas n\u00e3o o suficiente para evitar \u201cum punhado de neg\u00f3cios controversos que abalaram o mercado este ano\u201d, admitiu o presidente da CFTC, Christopher Giancarlo. Antes a pr\u00f3pria entidade criticara o uso dos \u201cpadr\u00f5es fabricados de d\u00edvida corporativa\u201d projetados para acionar artificialmente pagamentos em contratos de CDS, uma t\u00e1tica para manipular o mercado. N\u00e3o adiantou s\u00f3 avisar.<\/p>\n<p>Preocupada com o peso descomunal do sistema financeiro na economia e na vida das pessoas, a jornalista Rana Foroohar escreveu o livro\u00a0<i>Makers and Takers: How Wall Street Destroyed Main Street<\/i>, com ampla base de informa\u00e7\u00f5es oficiais para alertar sobre o problema.<\/p>\n<p>Os ativos do setor de empr\u00e9stimos informais, diz Foroohar, que incluem os chamados bancos fantasmas, aumentaram em 13 trilh\u00f5es de d\u00f3lares desde 2007 para gritantes 80 trilh\u00f5es em 2014. Com um agravante: apesar da reforma da legisla\u00e7\u00e3o financeira de 2010, metade do volume de derivativos continua sem controle.<\/p>\n<p>As distor\u00e7\u00f5es do sistema financeiro v\u00eam de longe e sua cronologia \u00e9 a mesma do avan\u00e7o da condu\u00e7\u00e3o neoliberal da economia. No in\u00edcio dos anos 1980, prossegue Foroohar, quando a financeiriza\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ganhar for\u00e7a, 80% das opera\u00e7\u00f5es dos bancos comerciais nos Estados Unidos eram empr\u00e9stimos para empresas industriais, comerciais, imobili\u00e1rias e consumidores.<\/p>\n<p>No fim da d\u00e9cada de 1990, a propor\u00e7\u00e3o caiu para 52% e, em 2005, era de apenas 28%. Os empr\u00e9stimos e a cria\u00e7\u00e3o de empresas diminu\u00edram. No in\u00edcio dos anos 1980, as novas empresas eram metade do conjunto de firmas nos EUA e, em 2011, representavam s\u00f3 um ter\u00e7o, uma tend\u00eancia com frequ\u00eancia associada \u00e0 mudan\u00e7a do foco do setor financeiro, de empr\u00e9stimos para especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro efeito da<a class=\"external-link\" href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/peripecias-do-globalismo\">\u00a0financeiriza\u00e7\u00e3o\u00a0<\/a>\u00e9 a destina\u00e7\u00e3o crescente do caixa para recompra das emiss\u00f5es da pr\u00f3pria companhia, artif\u00edcio para mant\u00ea-las em valoriza\u00e7\u00e3o permanente e ganhar com isso. As companhias integrantes do \u00edndice S&amp;P 500 da bolsa de valores destinam 1 trilh\u00e3o de d\u00f3lares por ano para a recompra das pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es e a distribui\u00e7\u00e3o de dividendos aos acionistas, o que equivale a mais de 95% do seu lucro l\u00edquido, em vez de investir esse dinheiro em pesquisa, desenvolvimento de produ\u00e7\u00e3o ou outra atividade que contribua para o pr\u00f3prio crescimento de longo prazo.<\/p>\n<p>Dinheiro que s\u00f3 corre atr\u00e1s de mais dinheiro, v\u00ea-se, \u00e9 caminho certo para n\u00e3o gerar empregos e n\u00e3o expandir o mercado, mas assegura uma viagem sem escalas da economia direto para o buraco.<\/p>\n<dl class=\"image-inline captioned\">\n<dt><img decoding=\"async\" class=\"lazyloaded\" src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/revista\/1032\/cresce-o-risco-de-uma-nova-crise-mundial\/Chile_cobre%20da%20mina%20de%20Chuquicamata.jpg\/image\" alt=\"Chile_cobre da mina de Chuquicamata.jpg\" width=\"1200\" \/><em>Os principais produtos s\u00e3o o cobre e os bilion\u00e1rios<\/em><\/dt>\n<\/dl>\n<p><strong>Eles est\u00e3o de brincadeira\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>S\u00f3 desinforma\u00e7\u00e3o ou interesse explica a louva\u00e7\u00e3o, pelo futuro governo e a m\u00eddia, do Chile como modelo para a economia de um Brasil dez vezes maior em PIB, popula\u00e7\u00e3o e superf\u00edcie e com uma ind\u00fastria ainda situada entre as maiores do mundo, enquanto o pa\u00eds andino depende de produtos prim\u00e1rios, agropecu\u00e1rios e outros recursos naturais manufaturados para obter 95% das suas receitas de exporta\u00e7\u00e3o, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Talvez os encante o fato de o pa\u00eds andino ter uma riqueza (valor de mercado de ativos financeiros mais ativos n\u00e3o financeiros, principalmente im\u00f3veis e terrenos, menos d\u00edvidas) por adulto muito maior que a brasileira, segundo o Global Wealth Databook de 2018 do Credit Suisse. S\u00e3o 62,2 mil d\u00f3lares contra 16,6 mil no Brasil e 11,5 mil na Argentina, informa o banco.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a supera em muito a dist\u00e2ncia entre os PIBs por adulto calculados pela institui\u00e7\u00e3o, de 20,7 mil d\u00f3lares no Chile, 14,2 mil no Brasil e 21,1 mil na Argentina. H\u00e1 819 bilion\u00e1rios chilenos, um n\u00famero desproporcionalmente elevado, pois corresponde a nada menos que um ter\u00e7o dos 2.464 brasileiros com a mesma fortuna. Nada cresce tanto por l\u00e1, conclui-se, quanto a quantidade de ricos.<\/p>\n<p>Na origem do processo est\u00e1 o uso do pa\u00eds como laborat\u00f3rio para a implanta\u00e7\u00e3o a ferro e fogo em 1973 da \u00fanica experi\u00eancia neoliberal radical tida como bem-sucedida no mundo. Um conluio entre militares, Ph.Ds de Chicago mais CIA, FBI, ITT e outras for\u00e7as do governo e do empresariado chileno e estadunidense possibilitou o experimento que resultou em alguns indicadores positivos conquistados integralmente, entretanto, no per\u00edodo da democratiza\u00e7\u00e3o iniciado no governo Patricio Aylwin em 1990.<\/p>\n<p>Os entraves da alquimia neoliberal s\u00e3o, contudo, numerosos e relevantes, frisa um estudo de fevereiro da OCDE. Depois de elogiar a converg\u00eancia do PIB per capita com a m\u00e9dia do bloco de pa\u00edses e o avan\u00e7o do consumo, a organiza\u00e7\u00e3o critica o desempenho decepcionante das exporta\u00e7\u00f5es e dos investimentos e o fato de a desigualdade continuar alta.\u00a0A inclus\u00e3o socioecon\u00f4mica, diz o relat\u00f3rio, requer alto crescimento e aumento da arrecada\u00e7\u00e3o de impostos.<\/p>\n<p>\u201cGrande parte da popula\u00e7\u00e3o tem empregos prec\u00e1rios. As restri\u00e7\u00f5es ao emprego formal bloqueiam a gera\u00e7\u00e3o de postos de qualidade e uma quantidade excessiva de adultos n\u00e3o tem qualifica\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para o trabalho. A distribui\u00e7\u00e3o de renda tem de melhorar, as aposentadorias s\u00e3o baixas, assim como o gasto em pesquisa e desenvolvimento. Muitas regulamenta\u00e7\u00f5es s\u00e3o ineficientes e as defici\u00eancias de infraestrutura reduzem a produtividade.\u201d<\/p>\n<p>Saber\u00e3o disso o Chicago Boy Paulo Guedes &amp; companhia, os empres\u00e1rios e os militares brasileiros? Por maior que seja a desinforma\u00e7\u00e3o generalizada, \u00e9 preciso reconhecer, entretanto, que o capit\u00e3o eleito presidente provavelmente tinha na cabe\u00e7a uma ideia de propor\u00e7\u00e3o ao dizer em um v\u00eddeo de campanha que \u201c\u00e9 preciso matar uns 30 mil\u201d no Brasil. No Chile sob Pinochet, os militares mataram 3 mil.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"UQCFqwJaRY\"><p><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/cresce-o-risco-de-uma-nova-crise-mundial\/\">Cresce o risco de uma nova crise mundial<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Cresce o risco de uma nova crise mundial&#8221; &#8212; CartaCapital\" src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/cresce-o-risco-de-uma-nova-crise-mundial\/embed\/#?secret=UQCFqwJaRY\" data-secret=\"UQCFqwJaRY\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Drummond\u00a0&#8211; Agora \u00e9 oficial: uma nova crise mundial, cogitada com frequ\u00eancia crescente nos \u00faltimos meses, \u00e9 possibilidade concreta, reconhece a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico no seu relat\u00f3rio peri\u00f3dico mais importante, o\u00a0Economic Outlook, de acompanhamento da situa\u00e7\u00e3o e perspectivas da economia global, divulgado na quarta-feira 21. 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