{"id":9624,"date":"2018-11-22T12:05:30","date_gmt":"2018-11-22T14:05:30","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=9624"},"modified":"2018-11-21T14:11:13","modified_gmt":"2018-11-21T16:11:13","slug":"consciencia-negra-o-que-mudou-na-vida-dos-negros-21-anos-apos-musica-classica-dos-racionais-mcs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/11\/22\/consciencia-negra-o-que-mudou-na-vida-dos-negros-21-anos-apos-musica-classica-dos-racionais-mcs\/","title":{"rendered":"Consci\u00eancia Negra: o que mudou na vida dos negros 21 anos ap\u00f3s m\u00fasica cl\u00e1ssica dos Racionais MC&#8217;s"},"content":{"rendered":"<p><strong>Leandro Machado e Luiza Franco<\/strong> &#8211;\u00a0A letra de &#8216;Cap\u00edtulo 4 Vers\u00edculo 3&#8217; apresentava dados sobre viol\u00eancia e educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p>H\u00e1 21 anos, o grupo paulistano Racionais MC&#8217;s lan\u00e7ava um \u00e1lbum que seria considerado \u00edcone e maior refer\u00eancia da hist\u00f3ria do rap nacional.\u00a0<i>Sobrevivendo no Inferno<\/i>\u00a0rapidamente se tornou um marco da m\u00fasica brasileira, al\u00e7ando Mano Brown, Edi Rock, KL Jay e Ice Blue ao t\u00edtulo de maiores expoentes do estilo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Com letras contundentes sobre o cotidiano da periferia e em pres\u00eddios de S\u00e3o Paulo, o disco vendeu mais de um milh\u00e3o de c\u00f3pias, ganhou pr\u00eamios e um clipe marcante da m\u00fasica\u00a0<i>Di\u00e1rio de Um Detento<\/i>, que narra a hist\u00f3ria do massacre do Carandiru por meio das mem\u00f3rias de um presidi\u00e1rio.<\/p>\n<p>Neste m\u00eas, a editora Companhia da Letras lan\u00e7ou um livro para celebrar o disco hist\u00f3rico, com letras, fotos e cr\u00edticas. O \u00e1lbum dos Racionais tamb\u00e9m estar\u00e1 ao lado de livros de Cam\u00f5es e Guimar\u00e3es Rosa na lista de obras obrigat\u00f3rias para o vestibular 2020 da Universidade de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p>Uma das m\u00fasicas mais famosas do \u00e1lbum,\u00a0<i>Cap\u00edtulo 4, Vers\u00edculo 3<\/i>\u00a0come\u00e7a de uma maneira diferente, denunciando uma s\u00e9rie de dados negativos sobre viol\u00eancia e exclus\u00e3o contra a popula\u00e7\u00e3o negra. Em participa\u00e7\u00e3o especial, o tamb\u00e9m rapper Primo Preto recita: &#8220;<i>60% dos jovens de periferia sem antecedentes criminais j\u00e1 sofreram viol\u00eancia policial \/ A cada quatro pessoas mortas pela pol\u00edcia, tr\u00eas s\u00e3o negras \/ Nas universidades brasileiras, apenas 2% dos alunos s\u00e3o negros \/ A cada quatro horas um jovem negro morre violentamente em S\u00e3o Paulo<\/i>&#8220;.<\/p>\n<p>As fontes dos dados n\u00e3o s\u00e3o citadas na letra.<\/p>\n<p>Mais de duas d\u00e9cadas depois da m\u00fasica de ser lan\u00e7ada, a BBC News Brasil verificou pesquisas, estudos e dados p\u00fablicos para saber se aquele cen\u00e1rio descrito pelos Racionais continua o mesmo. A reportagem conseguiu atualizar tr\u00eas dos quatro \u00edndices citados na m\u00fasica. A exce\u00e7\u00e3o foi o trecho sobre os jovens da periferia que j\u00e1 sofreram viol\u00eancia policial.<\/p>\n<p><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16CB7\/production\/_104376339_screenshot_5.png?resize=496%2C680&#038;ssl=1\" alt=\"KL Jay\" width=\"496\" height=\"680\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/p>\n<figure class=\"media-portrait has-caption full-width\"><figcaption class=\"media-caption\"><em><span class=\"media-caption__text\">Neste m\u00eas, a Cia da Letras lan\u00e7ou livro para celebrar o disco hist\u00f3rico<br \/>\n<\/span><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"story-body__crosshead\"><strong>A cada quatro mortos pela pol\u00edcia, tr\u00eas s\u00e3o negros<\/strong><\/p>\n<p>Em\u00a0<i>Cap\u00edtulo 4, Vers\u00edculo 3<\/i>, os Racionais dizem que, nos anos 1990, a popula\u00e7\u00e3o negra era a maior v\u00edtima da letalidade policial. Segundo a letra, tr\u00eas em cada quatro mortos pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a eram negros.<\/p>\n<p>O \u00edndice permanece o mesmo 21 anos depois do lan\u00e7amento da m\u00fasica.<\/p>\n<p>Recentemente, o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica analisou 4.254 registros de boletins de ocorr\u00eancia de mortes decorrentes de interven\u00e7\u00f5es policiais entre 2015 e 2016, o que representa 78% do universo dos casos no per\u00edodo.<\/p>\n<p><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/D077\/production\/_104376335_screenshot_3.png?resize=640%2C395&#038;ssl=1\" alt=\"Mano Brown\" width=\"640\" height=\"395\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><figcaption class=\"media-caption\"><em><span class=\"media-caption__text\">Na m\u00fasica, os Racionais dizem que, nos anos 1990, popula\u00e7\u00e3o negra era a maior v\u00edtima da letalidade policial<\/span><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o estudo, 76,2% dos mortos pela pol\u00edcia no Brasil eram negros (pretos e pardos). Ou seja, tr\u00eas em cada quatro v\u00edtimas eram negras no per\u00edodo analisado, exatamente o cen\u00e1rio descrito na letra dos Racionais. Os brancos representam 22,6% do total (963 pessoas).<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, o \u00edndice significa que, entre 2015 e 2016, ao menos 3.240 pessoas negras foram mortas pelas for\u00e7as policiais do pa\u00eds &#8211; o n\u00famero pode ser maior, pois o estudo n\u00e3o teve acesso a todos os casos do per\u00edodo.<\/p>\n<p>Para Samira Bueno, diretora-executiva do F\u00f3rum, esse dado se repete porque, em sua maioria, as v\u00edtimas de opera\u00e7\u00f5es policiais continuam vivendo nos mesmos lugares.<\/p>\n<p>&#8220;Isso acontece porque os lugares onde a pol\u00edcia mata s\u00e3o os mesmos desde sempre, as periferias, vulner\u00e1veis n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 viol\u00eancia, mas tamb\u00e9m a coisas como renda per capita mais baixa, alta evas\u00e3o escolar. O \u00edndice ser o mesmo at\u00e9 hoje \u00e9 um reflexo do racismo estrutural. A viol\u00eancia policial \u00e9 s\u00f3 mais um fator&#8221;, diz.<\/p>\n<p class=\"story-body__crosshead\"><strong>A cada quatro horas, um negro morre violentamente<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00fasica dos Racionais afirma que, a cada quatro horas, um jovem negro morre violentamente em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca em que ela foi composta, no final dos anos 1990, S\u00e3o Paulo vivia um per\u00edodo mais violento do que o atual &#8211; pelo menos em termos de assassinatos.<\/p>\n<p>Naquele ano, a taxa de homic\u00eddios no Estado era de 36 casos para cada 100 mil habitantes, segundo o Atlas da Viol\u00eancia, levantamento do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Em 2016, esse n\u00famero foi de 10,88 &#8211; uma queda 69% em 21 anos.<\/p>\n<p>Segundo dados do DataSUS, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 749 jovens negros (de 15 a 24 anos) foram v\u00edtimas de homic\u00eddio no Estado de S\u00e3o Paulo em 2016. Ou seja, 2,05 pessoas por dia &#8211; 0,34 a cada quatro horas, n\u00famero bastante menor que o cen\u00e1rio da m\u00fasica.<\/p>\n<p>Entre os brancos, o n\u00famero \u00e9 ligeiramente menor &#8211; 0,27 v\u00edtimas a cada quatro horas, segundo o DataSUS.<\/p>\n<p><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/6885\/production\/_104375762_screenshot_1.png?resize=640%2C386&#038;ssl=1\" alt=\"Edi Rock aponta para o Cap\u00e3o Redondo, bairro da periferia de S\u00e3o Paulo onde surgiram os Racionais.\" width=\"640\" height=\"386\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><figcaption class=\"media-caption\"><em><span class=\"media-caption__text\">Edi Rock aponta para o Cap\u00e3o Redondo, bairro da periferia de S\u00e3o Paulo onde surgiram os Racionais<\/span><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por outro lado, um estudo do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica mediu a vulnerabilidade \u00e0 viol\u00eancia dos jovens negros e brancos de 15 a 29 anos por Estado. O indicador expressa a raz\u00e3o entre a taxa de mortalidade por homic\u00eddio. Quanto maior o risco relativo, maior a propor\u00e7\u00e3o de mortes de jovens negros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 de jovens brancos em um mesmo Estado.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, jovens negros t\u00eam 2,71 mais chances de morrer por homic\u00eddio do que os brancos no pa\u00eds como um todo &#8211; em S\u00e3o Paulo, esse \u00e9 n\u00famero \u00e9 de 1,6.<\/p>\n<p>Em outros Estados, a propor\u00e7\u00e3o de jovens negros assassinados em rela\u00e7\u00e3o aos brancos \u00e9 grande. Um dos exemplos \u00e9 o Rio Grande do Norte, que hoje tem a pior taxa de homic\u00eddios do Brasil &#8211; 68 casos a cada 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>Um levantamento do Observat\u00f3rio da Viol\u00eancia do Rio Grande do Norte, entidade ligada ao F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, analisou 4.221 homic\u00eddios de pessoas entre 16 e 29 anos no Rio Grande do Norte entre 2015 e agosto de 2018. Segundo a pesquisa, 89% das v\u00edtimas jovens eram negras.<\/p>\n<p>Proporcionalmente, o Rio Grande do Norte tem mais negros que S\u00e3o Paulo, entretanto. No Estado nordestino, 69,7% da popula\u00e7\u00e3o se autodeclara preta ou parda; no Estado do Sudeste, esse n\u00famero \u00e9 de 39,2%. No Brasil como um todo, 55,7% da popula\u00e7\u00e3o se autodeclara preta ou parda; os brancos s\u00e3o 43,2%.<\/p>\n<p>Para Samira Bueno, do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, diferen\u00e7as de renda e escolaridade dos negros em S\u00e3o Paulo podem influenciar na redu\u00e7\u00e3o das mortes.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 diferen\u00e7as entre os Estados que coincidem com outros indicadores &#8211; renda per capita, escolaridade etc. Em S\u00e3o Paulo esses indicadores s\u00e3o melhores. Temos que pensar a vulnerabilidade do jovem \u00e0 viol\u00eancia como uma quest\u00e3o de acesso a direitos&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Ainda assim, a pesquisadora diz que o perfil das v\u00edtimas de homic\u00eddio e o de mortos pela pol\u00edcia s\u00e3o diferentes: h\u00e1 mais negros jovens entre os mortos pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 uma seletividade da parte da pol\u00edcia. \u00c9 o estere\u00f3tipo do criminoso, da figura que o sistema n\u00e3o vai conseguir corrigir. Lembremos do que disse um comandante da Rota em entrevista recentemente, que a abordagem policial tem que ser diferente na periferia e nos Jardins (bairro rico da zona oeste de S\u00e3o Paulo).&#8221;<\/p>\n<p class=\"story-body__crosshead\"><strong>Nas universidades brasileiras, apenas 2% dos alunos s\u00e3o negros<\/strong><\/p>\n<p class=\"story-body__crosshead\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11E97\/production\/_104376337_screenshot_4.png?resize=640%2C360&#038;ssl=1\" alt=\"Ice Blue\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><figcaption class=\"media-caption\"><em><span class=\"media-caption__text\">Entre dados citados na m\u00fasica, o \u00fanico que reflete avan\u00e7os na inclus\u00e3o de negros \u00e9 o que fala de acesso ao ensino superior.<\/span><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre os dados citados na m\u00fasica dos Racionais, o \u00fanico que reflete avan\u00e7os na inclus\u00e3o social de negros \u00e9 o que se refere ao acesso ao ensino superior.<\/p>\n<p>Na letra, o rapper Primo Preto diz que &#8220;nas universidades brasileiras apenas 2% dos alunos s\u00e3o negros&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, em 2015, o dado mais recente dispon\u00edvel, 30% das pessoas com n\u00edvel superior completo eram pretas ou pardas (5.424.514 pessoas). Os brancos representam muito mais &#8211; 68% do total (ou 12.450.621).<\/p>\n<p>O percentual de negros com n\u00edvel superior quase dobrou entre 2005 e 2015, fruto da pol\u00edtica de cotas implantadas em universidades p\u00fablicas e programas de bolsas e financiamentos para estudantes pobres, como Prouni e Fies.<\/p>\n<p>Em 2005, 5,5% dos jovens pretos ou pardos em idade universit\u00e1ria frequentavam uma faculdade. Dez anos depois, eram 12,8%. Apesar desse avan\u00e7o, o n\u00famero est\u00e1 muito aqu\u00e9m do da popula\u00e7\u00e3o branca, que subiu de 17,8% para 26,5% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Para Thaiane Rezende, mestre em ci\u00eancia pol\u00edtica pela Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisadora da \u00e1rea, o aumento do n\u00famero de universidades federais e de matr\u00edculas no ensino superior tamb\u00e9m explica a melhora. &#8220;Em 2003, t\u00ednhamos 45 universidades federais, em 2015 eram 63. O n\u00famero de matr\u00edculas tamb\u00e9m cresceu, saltando de 567,1 mil para 1.214.635 no mesmo per\u00edodo&#8221;, diz, citando dados do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, diz, apesar da melhora, o objetivo ainda n\u00e3o foi alcan\u00e7ado, pois, al\u00e9m do acesso, a academia precisa repensar &#8220;pr\u00e1ticas etnoc\u00eantricas&#8221;. &#8220;Precisamos romper e desconstruir ideias e posturas monoculturais e etnoc\u00eantricas. A universidade e o conhecimento acad\u00eamico precisam ser ocupados e transformados a partir de formula\u00e7\u00f5es e pesquisas feitas por intelectuais negros, ind\u00edgenas&#8221;, explica.<\/p>\n<p>&#8220;A pol\u00edtica de a\u00e7\u00e3o afirmativa ser\u00e1 incompleta enquanto a academia n\u00e3o for radicalmente transformada a partir de uma perspectiva decolonial. A identidade e o referencial negro s\u00e3o fundamentais para essa pol\u00edtica de conhecimento que come\u00e7a com acesso de negros a universidade, mas vai muito al\u00e9m&#8221;, diz Rezende.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da universidade, em outros \u00edndices de educa\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o negra ainda tem participa\u00e7\u00e3o menor do que a branca, mesmo sendo maioria num\u00e9rica no pa\u00eds.<\/p>\n<p>No ensino m\u00e9dio, por exemplo, enquanto 75,7% dos brancos est\u00e3o frequentando a escola, entre os negros essa taxa \u00e9 de 62%. Os dados s\u00e3o do Anu\u00e1rio Brasileiro da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, levantamento da ONG Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o de 2017.<\/p>\n<p>A escolaridade m\u00e9dia dos negros \u00e9 de 10,8 anos de estudo, segundo a mesma pesquisa. J\u00e1 os brancos estudam 12 anos, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>A pesquisadora Thaiane Rezende cita uma met\u00e1fora para explicar por que esses n\u00fameros seguem desiguais: &#8220;O regime de escravid\u00e3o ocupa mais de tr\u00eas quartos da hist\u00f3ria do Brasil. Se o Brasil fosse um vov\u00f4 de 100 anos, ele teria vivido mais de 75 anos sob o regime de escravid\u00e3o. D\u00e1 pra imaginar que um vov\u00f4 de 100 anos, que teve apenas os \u00faltimos 25 anos para se reorganizar a partir de uma l\u00f3gica que reconhece a condi\u00e7\u00e3o de humanidade de pessoas negras, conseguiria cumprir esse dever de casa facilmente?&#8221;, questiona.<\/p>\n<p>&#8220;O que quero dizer \u00e9 que vivemos ainda sob os efeitos da constru\u00e7\u00e3o escravocrata que dominou a maior parte da hist\u00f3ria do nosso pa\u00eds. Temos evid\u00eancias qualitativas e quantitativas para afirmar que o racismo \u00e9 estrutural na sociedade brasileira. Vivemos em um pa\u00eds onde a popula\u00e7\u00e3o negra tem as piores estat\u00edsticas em termos de v\u00e1rios indicadores sociais e econ\u00f4micos&#8221;, completa.<\/p>\n<p>https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-46202282<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leandro Machado e Luiza Franco &#8211;\u00a0A letra de &#8216;Cap\u00edtulo 4 Vers\u00edculo 3&#8217; apresentava dados sobre viol\u00eancia e educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra. 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