{"id":9043,"date":"2018-08-31T15:47:16","date_gmt":"2018-08-31T18:47:16","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=9043"},"modified":"2018-08-31T10:50:12","modified_gmt":"2018-08-31T13:50:12","slug":"o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/","title":{"rendered":"O Encontro de Marx com a Economia Pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Marcello Musto<\/strong> &#8211; Nesta vers\u00e3o abreviada do segundo cap\u00edtulo do rec\u00e9m-lan\u00e7ado livro &#8216;Another Marx: Early Writings to the International&#8217;, Marcello Musto acompanha os passos de Karl Marx no ano em que viveu em Paris, uma etapa marcante que abriu os horizontes da sua investiga\u00e7\u00e3o e mudou para sempre os fundamentos da ci\u00eancia econ\u00f3mica.<\/p>\n<p><b>1 &#8211; Paris: Capital do S\u00e9culo XIX<\/b><\/p>\n<p>Paris \u00e9 \u201cum milagre descomunal, um conjunto espantoso de movimentos, m\u00e1quinas e ideias, a cidade de mil romances diferentes, a cabe\u00e7a do mundo\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-1\">[1]<\/a><\/sup>. Foi assim que Balzac descreveu num dos seus contos o efeito provocado pela metr\u00f3pole sobre aqueles que n\u00e3o a conheciam bem.<\/p>\n<p>Nos anos anteriores \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o de 1848, a cidade era habitada por artes\u00e3os e trabalhadores em constante agita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Das suas col\u00f3nias de exilados, revolucion\u00e1rios, escritores e artistas, e do fermento social em geral, acumulou uma intensidade apenas vista em poucas \u00e9pocas. Mulheres e homens com os mais variados dotes intelectuais publicavam livros, revistas, jornais, escreviam poesia, discursavam em sess\u00f5es e discutiam interminavelmente em caf\u00e9s, nas ruas e nos bancos p\u00fablicos. A proximidade levava a que exercessem uma influ\u00eancia cont\u00ednua uns sobre os outros.<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-2\">[2]<\/a><\/sup><\/p>\n<p>Mikhail Bakunin, que tinha decidido atravessar o Reno, viu-se de repente \u201centre aqueles elementos novos que ainda n\u00e3o tinham nascido na Alemanha\u2026 [num clima onde] as ideias pol\u00edticas circulam entre todos os estratos da sociedade\u201d.<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-3\">[3]<\/a><\/sup>\u00a0Lorenz von Stein escreveu que \u201ca vida do pr\u00f3prio povo estava a come\u00e7ar a criar novas liga\u00e7\u00f5es e a conceber novas revolu\u00e7\u00f5es\u201d.<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-4\">[4]<\/a><\/sup>\u00a0Arnold Ruge [1802-1880] considerava que \u201cem Paris viveremos as nossas vit\u00f3rias e as nossas derrotas\u201d.<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-5\">[5]<\/a><\/sup>\u00a0Em resumo, este era o lugar para se estar naquele momento particular da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Para Balzac, \u201cas ruas de Paris t\u00eam qualidades humanas e uma fisionomia tal que nos deixam marcas a que n\u00e3o podemos resistir\u201d.<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-6\">[6]<\/a><\/sup>\u00a0Muitas destas marcas tamb\u00e9m atingiram Karl Marx, que aos vinte e cinco anos se tinha mudado para l\u00e1, em outubro de 1843; elas influenciaram profundamente a sua evolu\u00e7\u00e3o intelectual, que amadureceu decisivamente ao longo do seu tempo em Paris.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia da sua experi\u00eancia jornal\u00edstica no\u00a0<i>Rheinische Zeitung<\/i>[Gazeta Renana], o abandono de Marx do horizonte conceptual do estado racional Hegeliano, juntamente com um radicalismo democr\u00e1tico, significaram que ele chegara \u00e0 capital francesa com uma certa abertura te\u00f3rica. Mas isso era agora abalado pela vis\u00e3o tang\u00edvel do proletariado. A incerteza criada pela atmosfera problem\u00e1tica da altura, que vivia a r\u00e1pida consolida\u00e7\u00e3o de uma nova realidade econ\u00f3mico-social, foi dissipada assim que contactou, quer teorica quer empiricamente, com a classe trabalhadora parisiense e as suas condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho.<\/p>\n<p>A descoberta do proletariado e, atrav\u00e9s dele, da revolu\u00e7\u00e3o; o novo compromisso com o comunismo, ainda definido de forma pouco clara e semi-ut\u00f3pica; a cr\u00edtica da filosofia especulativa de Georg Wilhelm Friedrich Hegel [1770-1831] e da Esquerda Hegeliana; o primeiro esbo\u00e7o da conce\u00e7\u00e3o materialista da hist\u00f3ria e o in\u00edcio da sua cr\u00edtica da economia pol\u00edtica: eis o conjunto dos temas fundamentais que Marx desenvolveria ao longo deste per\u00edodo.<\/p>\n<p><b>2 &#8211; Cl\u00e1ssicos da Economia Pol\u00edtica e Trabalho Alienado<\/b><\/p>\n<p>A economia pol\u00edtica n\u00e3o foi a primeira paix\u00e3o intelectual de Karl Marx. Ela acabara de surgir enquanto disciplina na Alemanha durante a sua juventude e ele s\u00f3 a encontrou ap\u00f3s muitas outras mat\u00e9rias. Quando trabalhava na\u00a0<i>Rheinische Zeitung<\/i>, Marx j\u00e1 se tinha debru\u00e7ado acerca de quest\u00f5es econ\u00f3micas espec\u00edficas, embora apenas do ponto de vista jur\u00eddico ou pol\u00edtico. Mas a censura atingiu o jornal e levou-o a terminar a experi\u00eancia, \u201ca retirar-me do espa\u00e7o p\u00fablico para o meu estudo\u201d.<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-7\">[7]<\/a><\/sup>\u00a0Prosseguiu os seus estudos sobre o estado e as rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, nos quais Hegel era a autoridade m\u00e1xima, e em 1843 escreveu o manuscrito que foi publicado postumamente como\u00a0<i>Cr\u00edtica da Filosofia do Direito de Hegel<\/i>. Tendo desenvolvido a convic\u00e7\u00e3o de que a sociedade civil era a verdadeira base do estado pol\u00edtico, ele formulou, pela primeira vez, a import\u00e2ncia do fator econ\u00f3mico nas rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Mas foi apenas em Paris que Marx deu in\u00edcio ao \u201cestudo cr\u00edtico s\u00e9rio da economia pol\u00edtica\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-8\">[8]<\/a><\/sup>, tendo recebido um impulso decisivo a partir das contradi\u00e7\u00f5es na lei e na pol\u00edtica que n\u00e3o podiam ser resolvidas no \u00e2mbito da sua pr\u00f3pria esfera, e da incapacidade de ambas em fornecer solu\u00e7\u00f5es para os problemas sociais. O \u201cEsbo\u00e7o de uma Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica\u201d de Engels \u2014 um dos seus dois artigos publicados no primeiro e \u00fanico volume dos\u00a0<i>Deutsch-franz\u00f6sische Jahrb\u00fccher\u00a0<\/i>[Anais franco-alem\u00e3es] \u2014 tamb\u00e9m influenciou Marx nesta altura. A partir da\u00ed, os seus estudos, at\u00e9 ent\u00e3o sobretudo filos\u00f3ficos, pol\u00edticos e hist\u00f3ricos, voltaram-se para a nova disciplina que se tornou o fulcro das suas preocupa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e definiu um novo horizonte que ele nunca abandonaria,<\/p>\n<p>Sob a influ\u00eancia do livro de Moses Hess [1812\u20131872],\u00a0<i>Essence of Money<\/i>\u00a0(1845), e da sua transposi\u00e7\u00e3o do conceito de aliena\u00e7\u00e3o de um plano especulativo para o plano econ\u00f3mico-social, Marx come\u00e7ou por concentrar-se na cr\u00edtica da media\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do dinheiro enquanto obst\u00e1culo para a concretiza\u00e7\u00e3o da ess\u00eancia humana. Numa pol\u00e9mica contra\u00a0<i>A Quest\u00e3o Judaica<\/i>\u00a0(1843) de Bruno Bauer, ele considerou que a quest\u00e3o Judaica era um problema social que representava os pressupostos filos\u00f3ficos e hist\u00f3rico-sociais da civiliza\u00e7\u00e3o capitalista como um todo. O Judeu era a met\u00e1fora e a vanguarda hist\u00f3rica para as rela\u00e7\u00f5es que produzia, uma figura mundana que se tornou sin\u00f3nimo do capitalismo\u00a0<i>tout court.<\/i><\/p>\n<p>Logo em seguida, Marx come\u00e7ou grandes leituras numa nova \u00e1rea de estudo e escreveu, tanto nos seus manuscritos e cadernos de excertos, muitos coment\u00e1rios cr\u00edticos que compilou, como habitualmente, do material de leitura. O fio condutor do seu trabalho era a necessidade de revelar e confrontar a maior mistifica\u00e7\u00e3o da economia pol\u00edtica: a ideia de que as suas categorias eram v\u00e1lidas em todos os tempos e em todos os lugares. Marx estava profundamente consternado por esta cegueira e falta de no\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica por parte dos economistas, que assim tentavam ocultar e justificar a desumanidade das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas do seu tempo, apresentando-as como um facto natural. Num coment\u00e1rio a um texto de Say, apontou que \u201ca propriedade privada \u00e9 um facto cuja constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o diz respeito \u00e0 economia pol\u00edtica, mas que constitui, no entanto, o seu fundamento\u201d. [\u2026] O conjunto da economia pol\u00edtica \u00e9 portanto baseada num facto desprovido de necessidade\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-9\">[9]<\/a><\/sup>. Observa\u00e7\u00f5es id\u00eanticas repetem-se nos\u00a0<i>Manuscritos Economico-Filos\u00f3ficos de 1844<\/i>, onde Marx sublinha que \u201ca economia pol\u00edtica parte do facto da propriedade privada; n\u00e3o o explica\u201d. \u201cO economista afirma como facto ou acontecimento o que deveria deduzir\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-10\">[10]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>O seu estudo profundo e alargado da hist\u00f3ria dera-lhe uma primeira chave para ler a evolu\u00e7\u00e3o temporal das estruturas sociais, e ele tamb\u00e9m j\u00e1 assumira o que considerava as melhores ideias de Pierre-Joseph Proudhon [1809-1865], incluindo a cr\u00edtica da ideia de propriedade privada enquanto um direito natural. Com estes apoios, Marx conseguiu alcan\u00e7ar o entendimento cognitivo principal do car\u00e1cter provis\u00f3rio da hist\u00f3ria. Os economistas burgueses apresentavam leis do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista como leis eternas da sociedade humana. Marx, pelo contr\u00e1rio, tomou como seu \u00fanico e exclusivo objeto de an\u00e1lise as rela\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do seu tempo, \u201co lacerado mundo da ind\u00fastria\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-11\">[11]<\/a><\/sup>; ele sublinhou a sua transitoriedade enquanto etapa produzida pela hist\u00f3ria, e partiu para a investiga\u00e7\u00e3o sobre as contradi\u00e7\u00f5es criadas pelo capitalismo e que conduzem \u00e0 sua supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta forma diferente de entender as rela\u00e7\u00f5es sociais teve consequ\u00eancias importantes, das quais se destacam sem d\u00favida as referentes ao conceito de trabalho alienado. Ao contr\u00e1rio dos economistas e do pr\u00f3prio Hegel, para quem ele era uma condi\u00e7\u00e3o natural e imut\u00e1vel da sociedade, Marx definiu o caminho que o levaria a rejeitar a dimens\u00e3o antropol\u00f3gica da aliena\u00e7\u00e3o em favor de uma conce\u00e7\u00e3o que a enraizava historicamente numa dada estrutura de produ\u00e7\u00e3o e de rela\u00e7\u00f5es sociais: o distanciamento do homem no meio das condi\u00e7\u00f5es do trabalho industrial.<\/p>\n<p>Nos\u00a0<i>Manuscritos Economico-Filos\u00f3ficos de 1844<\/i>, a aliena\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentada como o fen\u00f3meno atrav\u00e9s do qual o produto do trabalho confronta o trabalho \u201ccomo algo estranho, um poder independente do produtor\u201d. A par desta defini\u00e7\u00e3o geral, Marx elencou quatro formas de aliena\u00e7\u00e3o do trabalhador na sociedade burguesa: 1) do produto do seu trabalho, que se torna \u201cum objeto estranho que tem poder sobre ele\u201d; 2) da sua atividade laboral, que ele entende como sendo dirigida contra si, como algo que \u201cn\u00e3o lhe pertence\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-12\">[12]<\/a><\/sup>; 3) da \u201cperten\u00e7a \u00e0 esp\u00e9cie do homem\u201d, que se transforma num \u201cser estranho a si\u201d; e 4) dos restantes seres humanos, e da rela\u00e7\u00e3o com o seu trabalho e com o objeto do seu trabalho<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-13\">[13]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>Para Marx, em contraste com Hegel, a aliena\u00e7\u00e3o n\u00e3o era coincidente com a objetifica\u00e7\u00e3o enquanto tal, mas antes com um fen\u00f3meno espec\u00edfico no \u00e2mbito de uma forma precisa de economia: em concreto, o trabalho assalariado e a transforma\u00e7\u00e3o dos produtos do trabalho em objetos que se op\u00f5em aos produtores. A diferen\u00e7a pol\u00edtica entre estas duas posi\u00e7\u00f5es \u00e9 enorme. Enquanto Hegel apresentava a aliena\u00e7\u00e3o como uma manifesta\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica do trabalho, Marx entendia-a como caracter\u00edstica de uma \u00e9poca espec\u00edfica, capitalista, da produ\u00e7\u00e3o, e julgava que seria poss\u00edvel super\u00e1-la atrav\u00e9s da \u201cemancipa\u00e7\u00e3o da sociedade da propriedade privada\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-14\">[14]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>Nos\u00a0<i>Manuscritos Economico-Filos\u00f3ficos de 1844<\/i>, Marx tamb\u00e9m enunciava a sua ideia de comunismo. Mas como ainda n\u00e3o tinha alargado o seu estudo da economia nem amadurecido a sua experi\u00eancia pol\u00edtica, essa ideia de comunismo continuava a ser bastante abstrata.<\/p>\n<p>O Marx Parisiense estava faminto de leituras e a elas se dedicava dia e noite. Era um homem cheio de entusiasmo e projetos, que elaborava planos de trabalho t\u00e3o grandes que nunca poderia completar, e que estudava cada documento relevante para o objeto de investiga\u00e7\u00e3o; ele foi absorvido pelo r\u00e1pido avan\u00e7o do seu conhecimento e pelos variados interesses que o levavam a novos horizontes, novas decis\u00f5es e ainda mais \u00e1reas de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Absorvido por t\u00e3o vastos interesses, Marx planeou o esbo\u00e7o da cr\u00edtica da filosofia do direito de Hegel, iniciou estudos sobre a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa de forma a escrever uma hist\u00f3ria da Conven\u00e7\u00e3o e sugeriu uma cr\u00edtica das doutrinas socialistas e comunistas existentes. Ent\u00e3o, atirou-se como um louco \u00e0 economia pol\u00edtica, que de repente assumiu prioridade sobre a tarefa de abrir terreno na Alemanha \u00e0 cr\u00edtica transcendental de Bauer et al., interrompendo-a para escrever a sua primeira obra acabada:\u00a0<i>A Sagrada Fam\u00edlia ou A cr\u00edtica da Cr\u00edtica cr\u00edtica. Contra Bruno Bauer e consortes<\/i>\u00a0(1845). Ainda assim, o mais prol\u00edfico jovem da Esquerda Hegeliana tinha publicado menos do que muitos dos restantes. Havia algo incr\u00edvel sobre a sua meticulosidade na sua recusa \u201cem escrever uma frase se fosse incapaz de prov\u00e1-la de dez formas diferentes\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-15\">[15]<\/a><\/sup>. A convic\u00e7\u00e3o de Marx de que a sua informa\u00e7\u00e3o era insuficiente e os seus ju\u00edzos imaturos, impediu-o de publicar boa parte do trabalho a que deu in\u00edcio; permaneceram portanto na forma de esbo\u00e7os e fragmentos. As suas notas s\u00e3o por isso extremamente valiosas. Elas permitem-nos medir o alcance da sua investiga\u00e7\u00e3o, cont\u00eam algumas reflex\u00f5es suas, e devem ser consideradas uma componente essencial da sua obra. Isto tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lido para o per\u00edodo Parisiense, em que os seus manuscritos e notas de leitura testemunham o la\u00e7o indissol\u00favel entre o que ele escreveu e os coment\u00e1rios que fez ao trabalho dos outros.<\/p>\n<p><b>3 &#8211; Manuscritos e Cadernos de Excertos: Os Documentos de 1844<\/b><\/p>\n<p>Apesar do cariz incompleto e fragmentado dos\u00a0<i>Manuscritos Economico-Filos\u00f3ficos de 1844<\/i>, quase todas as suas leituras ou ignoraram ou trataram como pouco importantes os problemas filol\u00f3gicos que apresentam.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi erradamente assumido que Marx escreveu estes textos s\u00f3 ap\u00f3s ter lido e juntado excertos dos trabalhos sobre economia pol\u00edtica, enquanto na verdade o processo de composi\u00e7\u00e3o alternou por v\u00e1rios grupos de manuscritos, e os correspondentes excertos foram espa\u00e7ados no tempo ao longo do seu per\u00edodo Parisiense, dos artigos para os\u00a0<i>Deutsch-franz\u00f6sische Jahrb\u00fccher\u00a0<\/i>\u00e0\u00a0<i>Sagrada Fam\u00edlia.<\/i><\/p>\n<p>Apesar destes evidentes problemas de forma, apesar da confus\u00e3o que se seguiu \u00e0 publica\u00e7\u00e3o de diferentes vers\u00f5es e, acima de tudo, sabendo que boa parte do segundo manuscrito (o mais importante e tamb\u00e9m o mais disperso) n\u00e3o estava naquele conjunto, nenhum dos int\u00e9rpretes ou compiladores relevantes reexaminou os originais. No entanto, isto era particularmente necess\u00e1rio para um texto t\u00e3o marcante nos debates acerca das v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es de Marx.<\/p>\n<p>Escritos entre maio e agosto, os\u00a0<i>Manuscritos Economico-Filos\u00f3ficos de 1844<\/i>\u00a0n\u00e3o s\u00e3o uma obra que se desenvolve de forma sistem\u00e1tica ou predeterminada. Todas as refer\u00eancias que lhe s\u00e3o feitas num dado sentido \u2014 tanto as que apontam a plenitude completa do pensamento de Marx como as que veem uma conce\u00e7\u00e3o definitiva oposta \u00e0 sua maturidade cient\u00edfica \u2014 s\u00e3o refutadas por um exame filol\u00f3gico cuidadoso. Sem serem homog\u00e9neos ou sequer interligados entre as suas partes, os manuscritos s\u00e3o a express\u00e3o evidente de uma posi\u00e7\u00e3o em movimento. O escrut\u00ednio dos nove cadernos que chegaram at\u00e9 n\u00f3s, com mais de 200 p\u00e1ginas de excertos e coment\u00e1rios, mostram-nos a maneira como Marx assimilava e usava o material de leitura que os alimentou.<\/p>\n<p>Marx fez os seus primeiros excertos a partir do\u00a0<i>Tratado de Economia Pol\u00edtica<\/i>\u00a0(1803) de Say, transcrevendo sec\u00e7\u00f5es inteiras enquanto adquiria conhecimento sobre os fundamentos da economia. A \u00fanica nota foi acrescentada depois, no lado direito da respetiva folha, que era a zona que ele guardava para esse efeito. A subsequente compila\u00e7\u00e3o a partir sobre\u00a0<i>Uma Investiga\u00e7\u00e3o sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Na\u00e7\u00f5es\u00a0<\/i>(1776) serviu id\u00eantico prop\u00f3sito de o familiarizar com conceitos b\u00e1sicos da economia. De facto, embora estes sejam os excertos mais longos, praticamente n\u00e3o t\u00eam coment\u00e1rios. E no entanto o pensamento de Marx sobressai claramente a partir da sua montagem de passagens e, como acontecia muitas vezes noutros \u00e2mbitos, da sua forma de colocar lado a lado as teses divergentes de v\u00e1rios economistas. Isso muda, contudo, no caso dos\u00a0<i>Princ\u00edpios de Economia Pol\u00edtica e de Tributa\u00e7\u00e3o<\/i>\u00a0(1817) de Ricardo, onde surgem as primeiras observa\u00e7\u00f5es da sua autoria, em particular em rela\u00e7\u00e3o aos conceitos de valor e pre\u00e7o que ainda eram entendidos como perfeitamente id\u00eanticos. Esta equa\u00e7\u00e3o do valor e pre\u00e7o da mercadoria situa-se na conce\u00e7\u00e3o inicial de Marx, que apenas atribu\u00eda verdade ao valor de troca produzido pela concorr\u00eancia e consignava o pre\u00e7o natural ao dom\u00ednio da abstra\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que estes estudos avan\u00e7avam, as suas notas cr\u00edticas deixaram de ser espor\u00e1dicas, mas pontuavam os seus resumos e aumentavam com o seu conhecimento enquanto passava de um autor para outro. Havia frases isoladas, depois notas mais longas, e finalmente \u2014 a prop\u00f3sito dos\u00a0<i>Elementos de Pol\u00edtica Econ\u00f3mica<\/i>\u00a0de James Mill \u2014um coment\u00e1rio cr\u00edtico sustentado acerca da media\u00e7\u00e3o do dinheiro enquanto representa\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o completa das coisas sobre os seres humanos; aqui, a rela\u00e7\u00e3o entre os excertos e o pr\u00f3prio texto de Marx \u00e9 totalmente invertida, com aqueles a surgirem espa\u00e7ados ao longo deste.<\/p>\n<p>Para concluir, Marx apresentou as suas ideias tanto nos\u00a0<i>Manuscritos Economico-Filos\u00f3ficos de 1844<\/i>\u00a0como nos cadernos de excertos das suas leituras. Os manuscritos est\u00e3o cheios de cita\u00e7\u00f5es, sendo o primeiro quase uma recolha direta, e os cadernos de compila\u00e7\u00f5es, embora muito centrados nos textos que lia na altura, s\u00e3o acompanhados dos seus coment\u00e1rios. Os conte\u00fados de ambos, a divis\u00e3o formal das folhas em colunas, a pagina\u00e7\u00e3o e o tempo da sua composi\u00e7\u00e3o confirmam que os\u00a0<i>Manuscritos Economico-Filos\u00f3ficos de 1844\u00a0<\/i>n\u00e3o s\u00e3o um trabalho que sobressaia por si, mas parte da produ\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de Marx, que consistia na altura em excertos de textos que ele estudava, reflex\u00f5es cr\u00edticas sobre esse material, e rascunhos que punha no papel, escritos de um jorro ou de forma mais refletida. Separar estes manuscritos do resto, extrapol\u00e1-los do seu contexto, pode levar a erros de interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00f3 apreciando estas notas no seu todo, juntamente com a reconstru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de como elas amadureceram na mente de Marx, mostram bem o itiner\u00e1rio e a complexidade do seu pensamento ao longo do intenso ano de trabalho em Paris.<\/p>\n<p><b>4 &#8211; Da Filosofia \u00e0 Pr\u00e1xis Revolucion\u00e1ria<\/b><\/p>\n<p>O pensamento de Marx teve uma evolu\u00e7\u00e3o decisiva no ano que passou em Paris. Estava agora seguro de que a transforma\u00e7\u00e3o do mundo era uma quest\u00e3o pr\u00e1tica, \u201cque a filosofia n\u00e3o podia resolver precisamente porque ela entendia este problema como meramente te\u00f3rico\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-16\">[16]<\/a><\/sup>. Ele despediu-se para sempre da filosofia que n\u00e3o chegara a esta consciencializa\u00e7\u00e3o e conseguiu a sua necess\u00e1ria convers\u00e3o para a filosofia da pr\u00e1xis. A partir de agora, a sua an\u00e1lise tomou como ponto de partida n\u00e3o a categoria de trabalho alienado, mas a realidade da exist\u00eancia miser\u00e1vel dos trabalhadores. As suas conclus\u00f5es n\u00e3o foram especulativas, mas sim dirigidas \u00e0 a\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>A sua conce\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria pol\u00edtica mudou profundamente. Sem adotar nenhuma das doutrinas comunistas redutoras daquele tempo, at\u00e9 distanciando-se delas, atingiu a consci\u00eancia plena de que as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas tecem a rede de liga\u00e7\u00f5es da sociedade e de que a \u201creligi\u00e3o, fam\u00edlia, estado, lei, moralidade, ci\u00eancia, arte, etc, s\u00e3o apenas modos espec\u00edficos de produ\u00e7\u00e3o e est\u00e3o sob a al\u00e7ada da lei geral\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-17\">[17]<\/a><\/sup>. O estado perdeu aqui a posi\u00e7\u00e3o principal que tinha na filosofia pol\u00edtica de Hegel; integrado na sociedade, \u00e9 entendido como uma esfera determinada, ao inv\u00e9s de determinar, pelas rela\u00e7\u00f5es entre seres humanos.<\/p>\n<p>O quadro conceptual de Marx tamb\u00e9m se alterou substancialmente no que respeita ao sujeito revolucion\u00e1rio. De uma refer\u00eancia inicial \u00e0 \u201chumanidade em sofrimento\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-18\">[18]<\/a><\/sup>, partiu para uma identifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do proletariado, considerando-o primeiro como um conceito abstrato baseado em ant\u00edteses dial\u00e9ticas \u2014 o \u201celemento passivo\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-19\">[19]<\/a><\/sup>\u00a0da teoria \u2014 e depois, na sequ\u00eancia das suas primeiras an\u00e1lises socio-econ\u00f3micas, como o elemento ativo da sua pr\u00f3pria liberta\u00e7\u00e3o, a \u00fanica classe dotada de potencial revolucion\u00e1rio na ordem social capitalista.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a cr\u00edtica algo vaga da media\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do estado e da media\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do dinheiro, entendidas como obst\u00e1culos \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o da Feuerbachiana ess\u00eancia humana comum, deu lugar \u00e0 cr\u00edtica de uma rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica em que a produ\u00e7\u00e3o material come\u00e7a a surgir como a base para qualquer an\u00e1lise e transforma\u00e7\u00e3o do presente. O que Marx prop\u00f4s j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma reivindica\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica pela emancipa\u00e7\u00e3o mas uma transforma\u00e7\u00e3o radical do verdadeiro processo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Algumas das visitas de Marx comprovaram o seu trabalho intenso durante este per\u00edodo. O jornalista radical Heinrich B\u00fcrgers [1820\u20131878] disse sobre ele em 1844: \u201cMarx tinha iniciado investiga\u00e7\u00f5es profundas na \u00e1rea da economia pol\u00edtica e alimentava o projeto de escrever uma obra cr\u00edtica que refundasse a ci\u00eancia econ\u00f3mica.\u201d<sup><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-encontro-com-economia-politica\/54631#footnote-20\">[20]<\/a><\/sup>Tamb\u00e9m Engels, que conheceu Marx pela primeira vez no ver\u00e3o de 1844 e forjou uma amizade e solidariedade teorico-pol\u00edtica que duraria para o resto das suas vidas, foi levado pela sua esperan\u00e7a num levantamento social iminente para incitar Marx, na primeira carta da sua correspond\u00eancia de quatro d\u00e9cadas, a publicar o quanto antes. A sensa\u00e7\u00e3o de Marx sobre a insufici\u00eancia do seu conhecimento impediu-o de terminar e publicar os manuscritos. Mas ele escreve, juntamente com Engels,\u00a0<i>A Sagrada Fam\u00edlia<\/i>, um ataque pol\u00e9mico contra Bauer e outras figuras do movimento da\u00a0\u00a0Esquerda Hegeliana, do qual Marx se distanciara em 1842, alegando que ela funcionava num isolamento especulativo e era voltada exclusivamente para batalhas conceptuais est\u00e9reis.<\/p>\n<p>Enquanto trabalhava na\u00a0<i>Sagrada Fam\u00edlia<\/i>, Engels instou o seu amigo numa carta no in\u00edcio de 1845 a terminar a outra obra no prelo. Mas estes apelos n\u00e3o serviram de muito. Marx ainda sentia a necessidade de continuar os seus estudos antes de tentar dar uma forma acabada aos rascunhos que escrevera. Em qualquer caso, ele apoiou-se na convic\u00e7\u00e3o de que iria em breve ser capaz de publicar, e a 1 de fevereiro de 1845 \u2014 ap\u00f3s ter recebido ordem para sair de Fran\u00e7a por causa da sua colabora\u00e7\u00e3o com o bisseman\u00e1rio dos trabalhadores em l\u00edngua alem\u00e3\u00a0<i>Vorw\u00e4rts!\u00a0<\/i><i>\u2014\u00a0<\/i>assinou um contrato com o editor de Darmstadt Karl Wilhelm Leske [1821 &#8211; 1886] para uma obra em dois volumes que seria intitulada \u201cCr\u00edtica da Pol\u00edtica e Economia Pol\u00edtica\u201d.<\/p>\n<p>Os\u00a0<i>Manuscritos Economico-Filos\u00f3ficos de 1844\u00a0<\/i>e os cadernos de excertos e notas marcaram o in\u00edcio do estudo cr\u00edtico desta nova disciplina por Marx. Est\u00e3o repletos de elementos te\u00f3ricos com origem em predecessores e contempor\u00e2neos. Nenhum dos esbo\u00e7os ou obras deste per\u00edodo podem ser classificados sob uma \u00fanica disciplina: n\u00e3o existem textos puramente filos\u00f3ficos, essencialmente econ\u00f3micos ou apenas pol\u00edticos. Marx tinha a capacidade de combinar experi\u00eancias dos prolet\u00e1rios Parisienses com estudos da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, leituras de Smith com as perspetivas de Proudhon, a revolta dos tecel\u00f5es da Sil\u00e9sia com a cr\u00edtica da conce\u00e7\u00e3o do estado em Hegel, e das an\u00e1lises de Buret sobre a pobreza com o comunismo. As suas ideias, e em especial as observa\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas que come\u00e7aram a desenvolver-se, n\u00e3o foram fruto de uma s\u00fabita fulmina\u00e7\u00e3o, mas o resultado de um estudo profundo.<\/p>\n<p>https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Politica\/O-Encontro-de-Marx-com-a-Economia-Politica\/4\/40043<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcello Musto &#8211; Nesta vers\u00e3o abreviada do segundo cap\u00edtulo do rec\u00e9m-lan\u00e7ado livro &#8216;Another Marx: Early Writings to the International&#8217;, Marcello Musto acompanha os passos de Karl Marx no ano em que viveu em Paris, uma etapa marcante que abriu os horizontes da sua investiga\u00e7\u00e3o e mudou para sempre os fundamentos da ci\u00eancia econ\u00f3mica. 1 &#8211; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9044,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[4],"tags":[57],"class_list":["post-9043","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-teoria","tag-capitalismo"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O Encontro de Marx com a Economia Pol\u00edtica - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O Encontro de Marx com a Economia Pol\u00edtica - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Marcello Musto &#8211; Nesta vers\u00e3o abreviada do segundo cap\u00edtulo do rec\u00e9m-lan\u00e7ado livro &#8216;Another Marx: Early Writings to the International&#8217;, Marcello Musto acompanha os passos de Karl Marx no ano em que viveu em Paris, uma etapa marcante que abriu os horizontes da sua investiga\u00e7\u00e3o e mudou para sempre os fundamentos da ci\u00eancia econ\u00f3mica. 1 &#8211; [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Controversia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2018-08-31T18:47:16+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/karl-marx.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1200\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"19 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"headline\":\"O Encontro de Marx com a Economia Pol\u00edtica\",\"datePublished\":\"2018-08-31T18:47:16+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/\"},\"wordCount\":3792,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/08\\\/karl-marx.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1\",\"keywords\":[\"Capitalismo\"],\"articleSection\":[\"Teoria\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/\",\"name\":\"O Encontro de Marx com a Economia Pol\u00edtica - Controversia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/08\\\/karl-marx.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1\",\"datePublished\":\"2018-08-31T18:47:16+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/08\\\/karl-marx.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/08\\\/karl-marx.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1\",\"width\":1200,\"height\":800},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2018\\\/08\\\/31\\\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O Encontro de Marx com a Economia Pol\u00edtica\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\",\"name\":\"Controversia\",\"description\":\"Um site de leitura e debate\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\",\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"width\":1015,\"height\":1024,\"caption\":\"Ricardo Alvarez\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\"},\"description\":\"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/controversia.com.br\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/Controversiascontemporaneas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/controversia\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/contro_versia\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O Encontro de Marx com a Economia Pol\u00edtica - Controversia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"O Encontro de Marx com a Economia Pol\u00edtica - Controversia","og_description":"Marcello Musto &#8211; Nesta vers\u00e3o abreviada do segundo cap\u00edtulo do rec\u00e9m-lan\u00e7ado livro &#8216;Another Marx: Early Writings to the International&#8217;, Marcello Musto acompanha os passos de Karl Marx no ano em que viveu em Paris, uma etapa marcante que abriu os horizontes da sua investiga\u00e7\u00e3o e mudou para sempre os fundamentos da ci\u00eancia econ\u00f3mica. 1 &#8211; [&hellip;]","og_url":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/","og_site_name":"Controversia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_published_time":"2018-08-31T18:47:16+00:00","og_image":[{"width":1200,"height":800,"url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/karl-marx.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Ricardo Alvarez","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia","twitter_site":"@contro_versia","twitter_misc":{"Escrito por":"Ricardo Alvarez","Tempo estimado de leitura":"19 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/"},"author":{"name":"Ricardo Alvarez","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"headline":"O Encontro de Marx com a Economia Pol\u00edtica","datePublished":"2018-08-31T18:47:16+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/"},"wordCount":3792,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/karl-marx.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1","keywords":["Capitalismo"],"articleSection":["Teoria"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/","url":"https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/","name":"O Encontro de Marx com a Economia Pol\u00edtica - Controversia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/karl-marx.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1","datePublished":"2018-08-31T18:47:16+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/karl-marx.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/karl-marx.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1","width":1200,"height":800},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2018\/08\/31\/o-encontro-de-marx-com-a-economia-politica\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/controversia.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O Encontro de Marx com a Economia Pol\u00edtica"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website","url":"https:\/\/controversia.com.br\/","name":"Controversia","description":"Um site de leitura e debate","publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/controversia.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2","name":"Ricardo Alvarez","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","contentUrl":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","width":1015,"height":1024,"caption":"Ricardo Alvarez"},"logo":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png"},"description":"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.","sameAs":["http:\/\/controversia.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/controversia\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/contro_versia"]}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/karl-marx.jpg?fit=1200%2C800&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9043","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9043"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9043\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9045,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9043\/revisions\/9045"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}