{"id":8185,"date":"2018-05-31T19:00:50","date_gmt":"2018-05-31T22:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=8185"},"modified":"2018-05-31T18:56:22","modified_gmt":"2018-05-31T21:56:22","slug":"aumento-da-desigualdade-no-mundo-fara-nascer-novo-maio-de-68-diz-maior-central-sindical-da-franca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/05\/31\/aumento-da-desigualdade-no-mundo-fara-nascer-novo-maio-de-68-diz-maior-central-sindical-da-franca\/","title":{"rendered":"Aumento da desigualdade no mundo far\u00e1 nascer novo Maio de 68, diz maior central sindical da Fran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><strong>Guilherme Azevedo <\/strong>&#8211; Os 50 anos do Maio de 68 s\u00e3o oportunidade para recuperar a mem\u00f3ria do movimento que abalou o poder na Fran\u00e7a e apresent\u00e1-lo do ponto de vista do trabalhador, indo al\u00e9m dos protestos estudantis que povoam o imagin\u00e1rio desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes juntos com estudantes universit\u00e1rios, em outras tantas separados, os oper\u00e1rios franceses marcharam pelas ruas de Paris e de outras grandes cidades da Fran\u00e7a em maio e junho de 1968, fizeram piquetes, ocuparam f\u00e1bricas e produziram a maior greve da hist\u00f3ria da Fran\u00e7a, levando cerca de 10 milh\u00f5es de pessoas a cruzarem os bra\u00e7os.<\/p>\n<p>Os resultados do protesto foram pr\u00e1ticos e marcantes: eleva\u00e7\u00e3o geral dos sal\u00e1rios em 10%, al\u00e9m da conquista da quarta semana de f\u00e9rias.<\/p>\n<p>A lideran\u00e7a do movimento esteve nas m\u00e3os de dirigentes da CGT (Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho), a maior central sindical da Fran\u00e7a, criada em 1895 e que hoje congrega cerca de 30 categorias profissionais nacionais. Um nome se projetou na \u00e9poca e entrou para a hist\u00f3ria do movimento sindical: Georges S\u00e9guy, o secret\u00e1rio-geral da CGT, \u00e0 frente dos oper\u00e1rios franceses.<\/p>\n<p>Cinquenta anos depois, o movimento sindical na Fran\u00e7a agora se confronta com as propostas de reforma trabalhista do presidente Emmanuel Macron, quem acusa de prejudicar o trabalhador ao afrouxar normas de contratos de trabalho.<\/p>\n<p>Diversas categorias na Fran\u00e7a, como os aerovi\u00e1rios, os ferrovi\u00e1rios, os profissionais da sa\u00fade p\u00fablica e os estudantes universit\u00e1rios, v\u00eam se manifestando nos \u00faltimos meses contra mudan\u00e7as e propostas de Emmanuel Macron.<\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Macron diz que um novo grande ciclo de mobiliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 chegando. Com base na composi\u00e7\u00e3o social atual do mundo, ser\u00e1 poss\u00edvel um novo Maio?<\/p>\n<p>Embora reconhe\u00e7am que &#8220;a hist\u00f3ria n\u00e3o se repete&#8221;, veem no aprofundamento da concentra\u00e7\u00e3o da riqueza nas m\u00e3os de poucos a certeza de que um novo Maio vir\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;Quando e sob qual forma, s\u00f3 o futuro dir\u00e1&#8221;, afirmam por escrito ao\u00a0<strong>UOL<\/strong>\u00a0Fabrice Ange\u00ef, secret\u00e1rio confederativo da CGT, e o Instituto de Hist\u00f3ria Social da central sindical francesa.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\">\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"pinit-img\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/7f\/2018\/05\/28\/14mar2016---o-secretario-confederativo-da-cgt-fabrice-angei-e-secretario-geral-philippe-martinez-chegam-ao-hotel-matignon-para-rodada-de-negociacoes-com-o-governo-frances-1527546194416_615x300.jpg?w=640&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p><em><span class=\"legenda pg-color10\">Fabrice Ange\u00ef e o secret\u00e1rio-geral da CGT, Philippe Martinez<\/span><\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><strong>UOL &#8211; Como podemos analisar os acontecimentos de Maio de 68 em rela\u00e7\u00e3o a todo o movimento dos trabalhadores, segundo a CGT (Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho)?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fabrice Ange\u00ef &#8211;\u00a0<\/strong>Algumas pessoas, e sobretudo os discursos veiculados pela m\u00eddia, tendem a relegar o Maio de 68 a um movimento estudantil e da sociedade com uma aspira\u00e7\u00e3o dos jovens, mas n\u00e3o podemos nos esquecer das mulheres, que encontraram maior liberdade e democracia.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m os acontecimentos de maio e junho de 1968 continuam marcados como a maior greve da hist\u00f3ria social com a convoca\u00e7\u00e3o da greve lan\u00e7ada no dia 13 de maio por iniciativa da CGT. A greve se espalhou de uma forma que ningu\u00e9m havia imaginado. Mais de 10 milh\u00f5es de trabalhadores do pa\u00eds inteiro, em todos os setores de atividade, desde a ind\u00fastria at\u00e9 as lojas de departamento, pararam de trabalhar e ocuparam os locais de trabalho.<\/p>\n<p>Os trabalhadores conseguiram, no total, conquistas mais importantes e em dom\u00ednios mais diversificados do que em 1936 [marco do movimento trabalhista na Fran\u00e7a, que gerou os chamados acordos de Matignon, de 7 de junho de 1936, com reajustes salariais de at\u00e9 15%, para os trabalhadores com sal\u00e1rios mais baixos; o direito \u00e0 sindicaliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 greve, sem san\u00e7\u00f5es patronais por causa disso]. N\u00e3o houve somente os acordos de Grenelle [nome da rua onde se situa o Minist\u00e9rio do Trabalho franc\u00eas; o an\u00fancio dos acordos se deu em 27 de maio] firmado com o governo franc\u00eas, com o aumento de 35% do sal\u00e1rio m\u00ednimo interprofissional garantido, de 55% do sal\u00e1rio m\u00ednimo rural, a legaliza\u00e7\u00e3o do direito sindical nas empresas. As negocia\u00e7\u00f5es por setor profissional que se seguiram \u00e0s de Grenelle, durante a primeira semana de junho, completaram de maneira substancial o acordo geral: recoloca\u00e7\u00f5es, progress\u00e3o de carreira, tempo e condi\u00e7\u00f5es de trabalho, melhorias das conven\u00e7\u00f5es coletivas etc.<\/p>\n<p>Embora esse movimento n\u00e3o tenha derrubado o capitalismo, ele transformou a sociedade e as mentalidades. A jun\u00e7\u00e3o entre os estudantes e os trabalhadores contribuiu muito para que o Maio de 68 assombrasse o sistema econ\u00f4mico e social como produtor de sentido, de mitos, mas tamb\u00e9m de consci\u00eancia e de afirma\u00e7\u00e3o de novas solidariedades.<\/p>\n<p><cite>Embora n\u00e3o tenha derrubado o capitalismo, Maio de 68 transformou a sociedade e as mentalidades<\/cite><br \/>\n<strong>Fabrice\u00a0 Ange\u00ef, dirigente da maior central sindical da Fran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Refer\u00eancia para os trabalhadores e os estudantes, o Maio de 68 nunca deixou de assombrar os meios patronais e o coro dos exterminadores do movimento. Confundir, falsificar, riscar do mapa e sobretudo atacar as conquistas sociais de 68, como o poder aquisitivo, a prote\u00e7\u00e3o social, os servi\u00e7os p\u00fablicos, a ind\u00fastria&#8230;<\/p>\n<p>[O presidente franc\u00eas] Emmanuel\u00a0 Macron segue bem essa linha. Para ele, o objetivo n\u00e3o mudou em 50 anos: apagar do patrim\u00f4nio nacional tudo que fez o 68, o movimento estudantil e social, as aspira\u00e7\u00f5es e os resultados, as marcas que movem ou estimulam as lutas dos trabalhadores para defender as conquistas e conquistar novos direitos.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\">\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"pinit-img\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/conteudo.imguol.com.br\/c\/parceiros\/9f\/2018\/04\/17\/o-discurso-de-macron-foi-visto-como-fortalecimento-do-bloco-1523965624679_v2_615x300.jpg?w=640&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p><em><span class=\"legenda pg-color10\">O presidente Emmanuel Macron, eleito em maio de 2017<\/span><\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><strong>UOL &#8211; O que amea\u00e7a os\u00a0trabalhadores franceses hoje? Como se posicionam diante do governo?<\/strong><\/p>\n<p>A principal amea\u00e7a aos trabalhadores franceses hoje \u00e9 a inseguran\u00e7a profissional que pesa sobre eles. Os decretos de Macron [de setembro de 2017, impondo uma reforma trabalhista que flexibiliza acordos entre empresas e empregados] precarizaram ainda mais os trabalhadores, que agora podem ser demitidos com muita facilidade; os contratos de trabalho n\u00e3o protegem mais; a &#8220;lei&#8221; \u00e9 feita dentro da empresa com todos os riscos de &#8220;dumping&#8221; social atrav\u00e9s da concorr\u00eancia com funcion\u00e1rios das diferentes empresas; as conven\u00e7\u00f5es coletivas est\u00e3o sendo enfraquecidas.<\/p>\n<p>O mesmo vale para os funcion\u00e1rios p\u00fablicos, com o corte de cargos e amea\u00e7a contra seu status. Mesmo os trabalhadores aut\u00f4nomos est\u00e3o se dando conta da engana\u00e7\u00e3o do autoemprego, quando nove entre dez n\u00e3o conseguem ter uma renda superior aos benef\u00edcios sociais m\u00ednimos (m\u00e9dia de 500 euros por m\u00eas, sendo que o limiar de pobreza \u00e9 de 900 euros por m\u00eas).<\/p>\n<p>No entanto, os trabalhadores est\u00e3o come\u00e7ando a erguer a cabe\u00e7a. Houve greves e manifesta\u00e7\u00f5es significativas desde as primeiras medidas do governo Macron e hoje as mobiliza\u00e7\u00f5es nos diferentes setores profissionais est\u00e3o se multiplicando e virando manchete na m\u00eddia: Air\u00a0 France, os ferrovi\u00e1rios, funcion\u00e1rios de hospitais e de casas de repouso, funcion\u00e1rios p\u00fablicos. S\u00f3 falta conseguir uma converg\u00eancia entre todas essas mobiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><cite>\u00c9 indispens\u00e1vel que o sindicalismo cuide de todos os trabalhadores, independentemente de seu status, inclusive os aut\u00f4nomos<\/cite><br \/>\n<strong>Fabrice\u00a0 Ange\u00ef, dirigente da maior central sindical da Fran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><strong>UOL &#8211; Quais s\u00e3o as principais demandas dos trabalhadores franceses hoje?<\/strong><\/p>\n<p>As demandas dos trabalhadores hoje dizem respeito aos sal\u00e1rios. Eles querem ter os meios para fazer bem seu trabalho, sobretudo os servidores e funcion\u00e1rios p\u00fablicos, querem que sua cidadania dentro da empresa seja reconhecida com um poder de interven\u00e7\u00e3o sobre as escolhas que s\u00e3o feitas e impactam seu cotidiano e suas vidas.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio recente da ONG Oxfam France indica que mais de 67% das riquezas criadas v\u00e3o para os acionistas e somente 5% para os empregados. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 inaceit\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>UOL &#8211; Como o sindicalismo franc\u00eas est\u00e1 se preparando para a chamada 4\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial [em que novas tecnologias, como de intelig\u00eancia artificial, confrontam novamente a for\u00e7a de trabalho humana, aposentando antigas fun\u00e7\u00f5es e profiss\u00f5es]?<\/strong><\/p>\n<p>A proximidade com os trabalhadores continua sendo de praxe, a solidariedade \u00e9 um valor. A fragmenta\u00e7\u00e3o da classe dos assalariados, a predomin\u00e2ncia dos executivos, dos engenheiros e dos t\u00e9cnicos, a globaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, a revolu\u00e7\u00e3o digital s\u00e3o elementos novos a ser levados em conta ou que se amplificaram, mas que n\u00e3o mudam o car\u00e1ter da a\u00e7\u00e3o e da atividade sindical.<\/p>\n<p>\u00c9 indispens\u00e1vel que o sindicalismo cuide de todos os trabalhadores, independentemente de seu status, inclusive os chamados trabalhadores aut\u00f4nomos e aqueles que s\u00e3o desprovidos de estatuto para levar em conta o conjunto do coletivo do trabalho. \u00c9 indispens\u00e1vel trabalhar por garantias coletivas que acompanhem individualmente o trabalhador ao longo de sua trajet\u00f3ria profissional at\u00e9 a aposentadoria, em um universo econ\u00f4mico onde ser\u00e1 necess\u00e1rio mudar de profiss\u00e3o e de empregador, mas sem ter de partir do &#8220;zero&#8221; a cada vez em termos de reconhecimento das qualifica\u00e7\u00f5es e dos direitos.<\/p>\n<p>Por outro lado, mais do que nunca, \u00e9 indispens\u00e1vel uma iniciativa internacional sindical com coopera\u00e7\u00f5es entre as organiza\u00e7\u00f5es sindicais de todos os continentes.<\/p>\n<p><cite>Mais do que nunca, \u00e9 indispens\u00e1vel uma iniciativa internacional sindical com coopera\u00e7\u00f5es entre as organiza\u00e7\u00f5es sindicais de todos os continentes<\/cite><br \/>\n<strong>Fabrice\u00a0 Ange\u00ef, dirigente da maior central sindical da Fran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><strong>UOL &#8211; \u00c9 poss\u00edvel um novo Maio de 68?<\/strong><\/p>\n<p>Georges S\u00e9guy [hist\u00f3rico secret\u00e1rio-geral da CGT, entre 1967 e 1982, que liderou o movimento grevista no Maio de 68, morto aos 89 anos no dia 13 de agosto de 2016] disse, e eu o cito: &#8220;Os acontecimentos de maio e junho de 1968 n\u00e3o surgiram &#8216;como um trov\u00e3o em um c\u00e9u sereno'&#8221;.<\/p>\n<p>Eles tiveram causas demogr\u00e1ficas (mais de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o tinha menos de 20 anos), pol\u00edticas (o regime gaullista [do general Charles de Gaulle, de tipo centralizador e autorit\u00e1rio), internacionais (guerra do Vietn\u00e3, Am\u00e9rica do Sul), econ\u00f4micas (concentra\u00e7\u00e3o, crescimento forte, mas aprofundamento das desigualdades sociais), sociais (for\u00e7a num\u00e9rica da classe oper\u00e1ria, ascens\u00e3o das novas camadas de assalariados, como executivos e empregados) e de sociedade (mudan\u00e7a dos costumes e modos de vida, populariza\u00e7\u00e3o da TV, dos eletrodom\u00e9sticos).<\/p>\n<p>Embora muitos desses elementos apare\u00e7am hoje como uma situa\u00e7\u00e3o internacional alarmante, com seus riscos de guerra, explos\u00e3o das desigualdades sociais e sele\u00e7\u00e3o de entrada na universidade, a hist\u00f3ria n\u00e3o se repete. O Maio de 2018 n\u00e3o \u00e9 o Maio de 1968. Os trabalhadores mudaram, a unidade de a\u00e7\u00e3o sindical est\u00e1 ainda mais dif\u00edcil e fragmentada, com muitos sindicatos e menos seguidores, s\u00f3 restou o capitalismo como modelo, a resigna\u00e7\u00e3o est\u00e1 inculcada nas pessoas. Tudo isso torna dif\u00edcil uma mobiliza\u00e7\u00e3o em massa.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\">\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"pinit-img\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/b8\/2018\/05\/28\/mai1968---georges-seguy-o-secretario-geral-da-cgt-a-maior-central-sindical-da-franca-na-epoca-do-maio-de-1968-1527541578673_615x300.jpg?w=640&#038;ssl=1\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p><em><span class=\"legenda pg-color10\">Georges S\u00e9guy, s\u00edmbolo da luta por direitos e dignidade na Fran\u00e7a<\/span><\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>No entanto, as mobiliza\u00e7\u00f5es contra a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, as mobiliza\u00e7\u00f5es pelos servi\u00e7os p\u00fablicos, por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, o despertar da juventude e dos aposentados que est\u00e3o tomando as ruas frente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de suas pens\u00f5es mostram que a revolta est\u00e1 se propagando e pode estourar.<\/p>\n<p>O papel do sindicalismo e da CGT \u00e9 dar esperan\u00e7a, mostrar que o progresso social \u00e9 poss\u00edvel em uma sociedade que nunca produziu tanta riqueza para viver melhor e &#8220;viver juntos&#8221; como agora. \u00c9 por isso que a CGT \u00e9 portadora de projetos e de propostas concretas. Tamb\u00e9m precisamos trabalhar no refor\u00e7o da sindicaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><cite>\u00c9 certo que, com os 10% mais ricos sendo detentores de 86% das riquezas do mundo, vir\u00e1 um novo Maio de 68. Quando e sob qual forma, s\u00f3 o futuro dir\u00e1<\/cite><br \/>\n<strong>Fabrice\u00a0 Ange\u00ef, dirigente da maior central sindical da Fran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p><strong>UOL &#8211; Qual foi a import\u00e2ncia da figura e da atua\u00e7\u00e3o de Georges S\u00e9guy, l\u00edder no Maio de 68? Qual foi o legado espec\u00edfico dele para a hist\u00f3ria do movimento sindicalista franc\u00eas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Instituto de Hist\u00f3ria Social &#8211;\u00a0<\/strong>Foi em 1967 que Georges S\u00e9guy se tornou secret\u00e1rio-geral da CGT. Aos 41 anos de idade, ele precisou administrar um movimento grevista sem precedentes. Cercado por homens experientes, como Benoit Frachon, que se tornou presidente da CGT, Georges S\u00e9guy conseguiu ser reconhecido como um dirigente sindical de envergadura. Foi ele que conduziu a interven\u00e7\u00e3o da CGT durante a ascens\u00e3o do movimento, foi ele tamb\u00e9m que definiu a ordem do dia das negocia\u00e7\u00f5es de Grenelle. Em seguida, Georges S\u00e9guy fez grandes esfor\u00e7os para que a a\u00e7\u00e3o sindical se adaptasse \u00e0s mudan\u00e7as do trabalho e dos assalariados. Sua a\u00e7\u00e3o para os jovens foi especialmente importante. [S\u00e9guy nasceu em Toulouse, em 16 de mar\u00e7o de 1927. Ainda adolescente, militou na Juventude Comunista, contra o fascismo e o nazismo, e acabou preso em 1944 pela pol\u00edcia nazista, sendo deportado para um campo de concentra\u00e7\u00e3o na \u00c1ustria. Libertado pela Cruz Vermelha, em 1945, tirou dos horrores que viu e viveu a li\u00e7\u00e3o para toda a vida: &#8220;Minha vida de uma maneira n\u00e3o mais me pertencia; ela pertencia \u00e0 causa pela qual lutamos e pela qual tantos de n\u00f3s morremos&#8221;.]<\/p>\n<p><strong>UOL &#8211; Quando pensamos no movimento de 1968, vemos imagens de estudantes protestando no Quartier\u00a0 Latin, na Sorbonne, e menos de trabalhadores e greves. O senhor acha que o movimento oper\u00e1rio ficou \u00e0 sombra do movimento estudantil na hist\u00f3ria? Se sim, por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IHS &#8211;<\/strong>\u00a0A mem\u00f3ria costuma ser alvo de lutas incessantes. \u00c9 verdade que o lugar dos trabalhadores no decorrer dos acontecimentos de maio e junho de 68 foi sendo aos poucos esquecido em benef\u00edcio dos estudantes.<\/p>\n<p>Por raz\u00f5es diversas, certos estudantes que protagonizaram o 68 procuraram diminuir a extens\u00e3o do movimento social. Estamos aqui em quest\u00f5es de batalha ideol\u00f3gica. Para ser reconhecido, o liberalismo precisa mascarar certas realidades, sobretudo quando elas s\u00e3o sociais. Foi preciso esperar o fim dos anos 2000 para que o aspecto social de 68 fosse atualizado, sobretudo como resultado do trabalho de alguns historiadores. Apesar de tudo, ainda hoje, na grande m\u00eddia, \u00e9 o aspecto estudantil de 68 que domina.<\/p>\n<p><strong>UOL &#8211; Existiria um Maio de 68, com a dimens\u00e3o que ele mostrou, sem a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IHS &#8211;\u00a0<\/strong>Com a manifesta\u00e7\u00e3o sindical de apoio aos estudantes em 13 de maio, o movimento assumiu outra dimens\u00e3o. Era o maior movimento grevista da hist\u00f3ria da Fran\u00e7a que se iniciava. As f\u00e1bricas foram ocupadas. Sem isso, \u00e9 razo\u00e1vel pensar que o movimento estudantil n\u00e3o poderia durar, nem deixar uma marca na mem\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>UOL &#8211; O que restou do esp\u00edrito de 68 no movimento sindical franc\u00eas de hoje? Qual foi o legado dessas lutas sindicais hoje?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IHS &#8211;\u00a0<\/strong>Em 1968, os militantes agiram tendo 1936 como refer\u00eancia. 1968 n\u00e3o exerceu o mesmo poder de influ\u00eancia depois. Em 1995, durante o grande movimento grevista dos ferrovi\u00e1rios, a refer\u00eancia a 68, por exemplo, foi quase inexistente.<\/p>\n<p>Contudo, \u00e9 preciso ressaltar os in\u00fameros slogans que fazem refer\u00eancia a 68 nas manifesta\u00e7\u00f5es que t\u00eam ocorrido neste momento. O cinquenten\u00e1rio ajuda nisso. Hoje, \u00e9 comum propor a greve geral.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ressaltar que, em 1968, a greve conseguiu fazer o governo recuar. Mas 68 foi tamb\u00e9m a implanta\u00e7\u00e3o da se\u00e7\u00e3o sindical em empresas e um aumento forte dos sal\u00e1rios, n\u00e3o podemos nos esquecer.<\/p>\n<p>https:\/\/noticias.uol.com.br\/internacional\/ultimas-noticias\/2018\/05\/31\/aumento-da-desigualdade-social-no-mundo-fara-nascer-um-novo-maio-de-68-diz-maior-central-sindical-da-franca.htm<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme Azevedo &#8211; Os 50 anos do Maio de 68 s\u00e3o oportunidade para recuperar a mem\u00f3ria do movimento que abalou o poder na Fran\u00e7a e apresent\u00e1-lo do ponto de vista do trabalhador, indo al\u00e9m dos protestos estudantis que povoam o imagin\u00e1rio desde ent\u00e3o. \u00c0s vezes juntos com estudantes universit\u00e1rios, em outras tantas separados, os oper\u00e1rios 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