{"id":7501,"date":"2018-03-15T09:25:09","date_gmt":"2018-03-15T12:25:09","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=7501"},"modified":"2018-03-12T19:27:52","modified_gmt":"2018-03-12T22:27:52","slug":"sucesso-da-mpb-se-deve-a-engajamento-politico-somado-a-refinamento-musical-e-poetico-que-veio-da-bossa-nova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/03\/15\/sucesso-da-mpb-se-deve-a-engajamento-politico-somado-a-refinamento-musical-e-poetico-que-veio-da-bossa-nova\/","title":{"rendered":"\u2018SUCESSO DA MPB SE DEVE A ENGAJAMENTO POL\u00cdTICO SOMADO A REFINAMENTO MUSICAL E PO\u00c9TICO QUE VEIO DA BOSSA NOVA\u2019"},"content":{"rendered":"<p><strong>Beatriz Maia &#8211;\u00a0<\/strong>Jos\u00e9 Roberto Zan, professor do Departamento de M\u00fasica do Instituto de Artes da Unicamp, explora os caminhos e as conjunturas que favoreceram a forma\u00e7\u00e3o da m\u00fasica popular brasileira. Fala tamb\u00e9m sobre a hierarquiza\u00e7\u00e3o que separa as composi\u00e7\u00f5es elitizadas das manifesta\u00e7\u00f5es de periferias, como a \u201chigieniza\u00e7\u00e3o do samba\u201d, e comenta as contradi\u00e7\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o musical.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 a m\u00fasica popular?<br \/>\n<\/strong>A no\u00e7\u00e3o de m\u00fasica popular se diferencia da m\u00fasica de concerto, cl\u00e1ssica, art\u00edstica, ou erudita \u2013 s\u00e3o v\u00e1rias denomina\u00e7\u00f5es e todas elas question\u00e1veis. S\u00e3o denomina\u00e7\u00f5es voltadas para o reconhecimento de um determinado campo, de um n\u00edvel cultural onde essa m\u00fasica se situa. E, em contraposi\u00e7\u00e3o a isso, h\u00e1 outro segmento cultural na sociedade moderna que passa a ser reconhecido como \u201ccultura popular\u201d. As pr\u00e1ticas musicais inseridas nesse contexto recebem a denomina\u00e7\u00e3o \u201cm\u00fasica popular\u201d.<\/p>\n<p>As no\u00e7\u00f5es sobre o que \u00e9 popular, ou cultura popular, foram se formando historicamente, e a valoriza\u00e7\u00e3o do popular come\u00e7a a ocorrer fundamentalmente no contexto do romantismo, no final do s\u00e9culo XIX, e ganha for\u00e7a no s\u00e9culo XX. No s\u00e9culo XIX, alguns pa\u00edses, especialmente a Alemanha, passaram pela unifica\u00e7\u00e3o tardia. No contexto de expans\u00e3o da sociedade burguesa, da economia capitalista, isso gerou uma esp\u00e9cie de necessidade hist\u00f3rica de constru\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do Estado Nacional. E essa constru\u00e7\u00e3o passava, para alguns te\u00f3ricos sociais e pol\u00edticos, pela pesquisa sobre a esfera simb\u00f3lica da vida social.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, juntamente com o desenvolvimento do capitalismo e da sociedade burguesa, ocorre uma r\u00e1pida expans\u00e3o urbana na Europa e na Am\u00e9rica do Norte especialmente a partir da segunda metade do s\u00e9culo XIX e a forma\u00e7\u00e3o de grandes metr\u00f3poles como Paris, Viena, Londres, Roma e Nova Iorque. Nessas grandes cidades, constitui-se um p\u00fablico consumidor de um tipo de cultura que se diferenciava bastante da cultura cortes\u00e3 ou da alta cultura.\u00a0 Estava em forma\u00e7\u00e3o a chamada sociedade de massas e expandia-se a produ\u00e7\u00e3o de uma cultura voltada para o entretenimento.<\/p>\n<p>A demanda crescente por bens culturais foi acompanhada pela emerg\u00eancia de uma estrutura produtiva voltada para a m\u00fasica de consumo, predominantemente de car\u00e1ter dan\u00e7ante. Houve uma crescente profissionaliza\u00e7\u00e3o das atividades desse ramo de neg\u00f3cios envolvendo a produ\u00e7\u00e3o industrial, a distribui\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio de partituras e de pianos. Ao mesmo tempo, multiplicavam-se espa\u00e7os de divers\u00e3o onde a m\u00fasica estava presente.\u00a0 E a\u00ed circulavam g\u00eaneros como a polca, a valsa e a mazurca. Essa m\u00fasica de audi\u00e7\u00e3o f\u00e1cil passa a ser definida como m\u00fasica popular em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica de concerto ou \u201cm\u00fasica s\u00e9ria\u201d. Ao longo do s\u00e9culo XX ela vai se integrar \u00e0 ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, ao r\u00e1dio, \u00e0 televis\u00e3o e, mais recentemente, \u00e0 internet.<\/p>\n<p><strong>Em quais aspectos a m\u00fasica de concerto e essa m\u00fasica popular do s\u00e9culo XIX diferem?<br \/>\n<\/strong>Embora as fronteiras entre esses n\u00edveis n\u00e3o sejam claras ou r\u00edgidas, podem-se reconhecer diferen\u00e7as entre elas. Se voc\u00ea olhar para a estrutura de uma sinfonia, ela tem partes que s\u00e3o encadeadas, que s\u00e3o imbricadas, formando um todo org\u00e2nico. Comp\u00f5em uma narrativa que pode levar o ouvinte atento a uma experi\u00eancia est\u00e9tica sublime. Por outro lado, a m\u00fasica popular n\u00e3o tem essa estrutura, ela \u00e9 mais breve, tem um ritmo mais acentuado, com melodias e cad\u00eancias harm\u00f4nicas de f\u00e1cil audi\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 feita em geral para uma audi\u00e7\u00e3o desatenta e dan\u00e7ante.<\/p>\n<p><strong>E no Brasil, como se deu a forma\u00e7\u00e3o da m\u00fasica popular?<br \/>\n<\/strong>No Brasil, na segunda metade do s\u00e9culo XIX, tamb\u00e9m ocorre a forma\u00e7\u00e3o de um mercado de partituras, ainda que n\u00e3o com a mesma for\u00e7a da Europa e dos Estados Unidos. Surgem aqui as editoras que produzem partituras de polcas, mazurcas e valsas dan\u00e7antes, que v\u00e3o circular nas grandes cidades, especialmente no Rio de Janeiro. A polca, por exemplo, chega ao Brasil pouco depois do grande sucesso na Europa, e cresce nessa \u00e9poca um p\u00fablico consumidor de m\u00fasica ligeira tocada ao piano nos sal\u00f5es de baile. Surgem compositores dedicados a esse tipo de m\u00fasica, e aos poucos esses g\u00eaneros se mesclaram com ritmos brasileiros, como batuques e lundus, dando origem ao maxixe e ao choro. Em espa\u00e7os de entretenimento como o caf\u00e9-concerto, caf\u00e9-cantante e teatro de revista, que se multiplicavam no Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras, esse tipo de m\u00fasica era praticado com frequ\u00eancia ao lado de g\u00eaneros tradicionais como o lundu e a modinha.<\/p>\n<p>Com a entrada da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, a produ\u00e7\u00e3o e o consumo dessa m\u00fasica popular ganharam escala muito maior. Da\u00ed novos g\u00eaneros populares surgiram, como o samba, o choro, a valsa brasileira e as marchinhas.<\/p>\n<p><strong>Como chegamos \u00e0 chamada m\u00fasica popular brasileira?<br \/>\n<\/strong>Essa hist\u00f3ria segue com a populariza\u00e7\u00e3o do r\u00e1dio no Brasil. Em 1932, o ent\u00e3o presidente Get\u00falio Vargas opta por instaurar um modelo comercial para a radiofonia brasileira. Dessa forma, as emissoras passam a buscar patroc\u00ednio junto \u00e0s empresas para formarem suas receitas. Rapidamente, elas se transformaram em grandes empresas com capacidade de aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o para a \u00e9poca, e o r\u00e1dio se torna um meio de comunica\u00e7\u00e3o de massa de grande alcance no Brasil.<\/p>\n<p>A m\u00fasica popular era a que mais compunha a programa\u00e7\u00e3o das r\u00e1dios. As emissoras at\u00e9 mantinham hor\u00e1rios para as m\u00fasicas de concerto, para not\u00edcias e humor, mas a m\u00fasica popular era dominante. O Ademar Cas\u00e9, um dos pioneiros do r\u00e1dio que tinha um programa nessa \u00e9poca, dizia que durante a programa\u00e7\u00e3o erudita o telefone n\u00e3o tocava, e durante a programa\u00e7\u00e3o popular o telefone n\u00e3o parava de tocar, com os ouvintes pedindo m\u00fasicas. As r\u00e1dios ampliaram programas com m\u00fasica popular porque davam mais audi\u00eancia e, consequentemente, atra\u00edam mais patroc\u00ednio. Assim, as emissoras foram acumulando capital e se transformando em uma verdadeira ind\u00fastria cultural.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a m\u00fasica popular brasileira ganhava forma. Se ela tinha ainda uma heran\u00e7a folcl\u00f3rica, mesclada com a m\u00fasica de sal\u00e3o, as formas musicais foram se definindo mais claramente a partir dessa articula\u00e7\u00e3o entre a ind\u00fastria do disco, as gravadoras e as emissoras de r\u00e1dio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2650\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2650 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/pixinguinha-300x196.jpg?resize=300%2C196\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/pixinguinha-300x196.jpg 300w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/pixinguinha-24x16.jpg 24w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/pixinguinha-36x24.jpg 36w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/pixinguinha-48x31.jpg 48w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/pixinguinha.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"196\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><em>Pixinguinha e Jo\u00e3o da Baiana<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><span class=\"wpsdc-drop-cap\">P<\/span>ixinguinha, por exemplo, vem de uma comunidade de negros, ex-escravos da regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio de Janeiro, mas estudou m\u00fasica e se transformou em um grande compositor popular. Al\u00e9m de instrumentista, foi um excelente compositor e arranjador. Por outro lado, nesse per\u00edodo h\u00e1 muitos m\u00fasicos eruditos que n\u00e3o conseguiam emprego, dada a aus\u00eancia de mercado para absorv\u00ea-los, e migraram para o r\u00e1dio. Foi o caso do Radam\u00e9s Gnattali, que estudou para ser um m\u00fasico erudito e foi contratado pela R\u00e1dio Nacional, onde virou o principal arranjador. Com todo o conhecimento musical que tinha, ele pegava um samba e dava um tratamento orquestral inovador. A forma musical vai se construindo a partir desse cruzamento entre m\u00fasicos com forma\u00e7\u00e3o e aqueles mais intuitivos do morro.<\/p>\n<p>Da\u00ed vai se formando, ao longo do s\u00e9culo, o que podemos chamar de uma \u201chierarquia de estilos e gostos na m\u00fasica popular\u201d. Alguma produ\u00e7\u00e3o passa a ser reconhecida como um segmento musical popular de bom gosto, enquanto outros v\u00e3o ser considerados suspeitos, porque falam da malandragem, da boemia, o que para a classe m\u00e9dia branca brasileira era problem\u00e1tico. E entrava ainda no mercado a m\u00fasica caipira, que tamb\u00e9m n\u00e3o era considerada naquele momento um segmento leg\u00edtimo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, passamos a ter uma estratifica\u00e7\u00e3o do mercado fonogr\u00e1fico. Um repert\u00f3rio com caracter\u00edsticas de\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/Who9nyCTD_I\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Aquarela do Brasil [clique aqui para ouvir]<\/em><\/a>, composi\u00e7\u00e3o de Ary Barroso, era considerado de muito bom gosto. Era samba, mas glamourizado, com tratamento orquestral. A letra fala de um Brasil paradis\u00edaco, sem conflitos. A mulata converte-se em \u201cmorena sestrosa\u201d, o negro malandro em \u201cmulato inzoneiro\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 o que voc\u00ea chama nos seus trabalhos de \u201chigieniza\u00e7\u00e3o do samba\u201d?<br \/>\n<\/strong>Sim. O samba vem das comunidades negras, pobres, da capoeira, que eram vistas pela classe m\u00e9dia branca como redutos de marginais, alco\u00f3latras e prostitutas. Esse era o modo pelo qual as classes m\u00e9dias e as elites viam o mundo do samba. O Ary Barroso era branco, de fam\u00edlia tradicional mineira, culto. Apesar de ser bo\u00eamio e frequentar os cabar\u00e9s, tinha uma origem que o diferenciava da malandragem. A m\u00fasica que ele comp\u00f5e \u00e9 compat\u00edvel com a expectativa e o gosto da classe m\u00e9dia branca, e das autoridades pol\u00edticas tamb\u00e9m.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2655\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2655 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Wilson-Batista-224x300.jpg?resize=224%2C300\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" srcset=\"http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Wilson-Batista-224x300.jpg 224w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Wilson-Batista-300x402.jpg 300w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Wilson-Batista-18x24.jpg 18w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Wilson-Batista-27x36.jpg 27w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Wilson-Batista-36x48.jpg 36w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Wilson-Batista.jpg 458w\" alt=\"\" width=\"224\" height=\"300\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><em>Wilson Batista<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>J\u00e1 o Wilson Batista era um compositor negro, pobre, descendente de escravos, e que falava da malandragem provavelmente a partir da sua viv\u00eancia. Ele tem um samba carnavalesco que fez muito sucesso na \u00e9poca, que fala \u201cn\u00e3o trabalho e tenho orgulho de ser vadio\u201d\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/RMo-a3AQfnc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>[clique aqui para ouvir]<\/em><\/a>, e isso para o governo Get\u00falio era um problema. O ide\u00e1rio que Get\u00falio buscava desenvolver era sustentado, entre outras coisas, pela valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho. A higieniza\u00e7\u00e3o do samba ocorre nesse contexto hist\u00f3rico de tirar o samba dos seus redutos de cultura negra e transform\u00e1-lo em uma express\u00e3o da brasilidade. E esse samba n\u00e3o \u00e9 o do malandro que passa com a navalha no bolso, como o do Wilson Batista. \u00c9 o da \u201cAquarela do Brasil\u201d, que traduzia uma vis\u00e3o ed\u00eanica do pa\u00eds, com arranjos glamorosos. Esse tipo de refinamento vai se produzir em um segmento de bom gosto, numa m\u00fasica popular refinada, que se prolonga nos anos de 1940 e 1950 e culmina na bossa nova.<\/p>\n<p>Os compositores da bossa nova n\u00e3o s\u00e3o mais os sambistas do morro. Veja o Tom Jobim, de fam\u00edlia tradicional, estudou m\u00fasica erudita com forma\u00e7\u00e3o para ser concertista. Como Radam\u00e9s, se profissionalizou como m\u00fasico popular. Tornou-se arranjador, trabalhou em gravadoras e atuou como m\u00fasico em boates. O Vin\u00edcius de Morais era um intelectual, poeta e diplomata. Eles fazem um samba que est\u00e1 em outro patamar, \u00e9 quase semi-erudito. H\u00e1 um refinamento que est\u00e1 presente tanto nos aspectos musicais como na linguagem po\u00e9tica, nas letras das can\u00e7\u00f5es. \u00c9 uma sofistica\u00e7\u00e3o que passa pela economia de elementos. A bossa nova n\u00e3o \u00e9 exagerada, \u00e9 tudo muito contido. \u00c9 uma coisa elitizada, civilizada. J\u00e1 o popular \u00e9 r\u00fastico, \u00e9 exagerado. E a MPB \u00e9 herdeira da bossa nova.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2657 alignnone\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bossa-nova.jpg?resize=300%2C207\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bossa-nova.jpg 600w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bossa-nova-300x207.jpg 300w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bossa-nova-24x17.jpg 24w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bossa-nova-36x25.jpg 36w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bossa-nova-48x33.jpg 48w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"207\" \/><\/p>\n<p>S\u00f3 que acontece um fen\u00f4meno complexo a\u00ed. A bossa nova, em um primeiro momento, est\u00e1 traduzindo uma vis\u00e3o de mundo, e uma expectativa de modernidade em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil cultivada por um segmento da classe m\u00e9dia brasileira, a carioca. A moderniza\u00e7\u00e3o em curso no Brasil nos anos 1950, impulsionada pela pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo de Juscelino Kubitschek, sinalizava a possibilidade de o Brasil se transformar em um pa\u00eds moderno sem ruptura violenta.\u00a0<strong>E a bossa nova, de certa forma, traduz isso: um Brasil moderno e cordial. Uma utopia de Brasil.<\/strong><\/p>\n<p><strong>E n\u00e3o \u00e9 bem assim que a hist\u00f3ria se encaminha, n\u00e3o \u00e9?<br \/>\n<\/strong>Na d\u00e9cada de 1960 a coisa vai mudar de figura, com o acirramento de tens\u00f5es e conflitos sociais que culmina no golpe militar em 1964. Ainda em 1962 temos a cria\u00e7\u00e3o do Centro Popular de Cultura da UNE, cujo objetivo era levar consci\u00eancia revolucion\u00e1ria \u00e0s massas por meio da arte popular. Uma arte cujo conte\u00fado tratava de quest\u00f5es sociais e pol\u00edticas e, ao mesmo tempo, com formas art\u00edsticas ou linguagens que fossem conhecidas e de f\u00e1cil compreens\u00e3o pelos segmentos populares. A produ\u00e7\u00e3o do CPC circulava principalmente pela rede de universidades brasileiras, chegava at\u00e9 as massas em eventos organizados por artistas e estudantes militantes. V\u00e1rios artistas aderiram ao CPC, como Ferreira Goulart, por exemplo, que rompe com o concretismo e torna-se diretor do centro. O CPC atuou nas \u00e1reas de teatro, m\u00fasica, poesia, educa\u00e7\u00e3o popular. Quem dirigia o departamento de m\u00fasica era Carlos Lyra, jovem compositor da bossa nova.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2660\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2660 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/carlos-lyra-nara-leao-300x172.jpg?resize=300%2C172\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/carlos-lyra-nara-leao-300x172.jpg 300w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/carlos-lyra-nara-leao-24x14.jpg 24w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/carlos-lyra-nara-leao-36x21.jpg 36w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/carlos-lyra-nara-leao-48x28.jpg 48w, http:\/\/www.comciencia.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/carlos-lyra-nara-leao.jpg 712w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"172\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><em>Nara Le\u00e3o e Carlos Lyra<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Nesse momento h\u00e1 uma cis\u00e3o no grupo da bossa nova. V\u00e1rios m\u00fasicos como Carlos Lyra, Geraldo Vandr\u00e9, S\u00e9rgio Ricardo, Edu Lobo, Nara Le\u00e3o, aderiram ao CPC e produziram repert\u00f3rio de can\u00e7\u00f5es. Em vez de falar do mar azul de Ipanema, v\u00e3o falar da mis\u00e9ria do povo, do trabalhador urbano, do campon\u00eas, das contradi\u00e7\u00f5es da sociedade brasileira. E o interessante \u00e9 que mesmo sendo uma m\u00fasica militante, ela n\u00e3o rompia com as marcas estil\u00edsticas musicais da bossa nova, como a maneira de cantar e os arranjos. O viol\u00e3o continua a ser tocado \u00e0 maneira de Jo\u00e3o Gilberto. \u00c9 a\u00ed que a MPB est\u00e1 se formando. Em 1962, Carlos Lyra vai organizar, juntamente com o CPC, a \u201cPrimeira Noite da Moderna M\u00fasica Popular Brasileira\u201d, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ao lado de compositores da bossa nova engajada, participaram representantes da chamada velha guarda: Cartola, Clementina de Jesus e Pixinguinha, entre outros.<\/p>\n<p><strong>Nesse momento se consolida a MPB?<br \/>\n<\/strong>Sim, come\u00e7ava a aparecer a sigla MMPB, posteriormente apenas MPB, como definidora de um segmento musical refinado e, ao mesmo tempo, cr\u00edtico. Nesse momento a TV Excelsior, que era de um grupo de empres\u00e1rios com posi\u00e7\u00f5es nacionalistas, organizou o primeiro Festival de M\u00fasica Popular Brasileira, em 1965.\u00a0 A can\u00e7\u00e3o vencedora foi\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/pySellcmkso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Arrast\u00e3o [clique aqui para ouvir]<\/em><\/a>, de Edu Lobo e Vinicius de Morais, interpretada por\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/nxTUla_ehJ8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elis Regina [clique aqui para ouvir a interpreta\u00e7\u00e3o de Elis]<\/a>. O p\u00fablico dos festivais era composto majoritariamente por universit\u00e1rios de esquerda. O sucesso do festival inspirou os outros canais a organizarem seus festivais.<\/p>\n<p>Foi principalmente no contexto desses festivais que a MPB se consolidou como um segmento musical leg\u00edtimo. E ela possu\u00eda duas caracter\u00edsticas fundamentais que garantiram seu sucesso.\u00a0 O primeiro era o refinamento musical e po\u00e9tico que vinha da bossa nova. O segundo, o engajamento pol\u00edtico. Um engajamento, de certo modo, na linha do ide\u00e1rio nacional popular dos anos 1960.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea falou algumas vezes em segmentos de bom gosto, e da hierarquiza\u00e7\u00e3o dos g\u00eaneros musicais. H\u00e1 divis\u00e3o entre a m\u00fasica elitizada e a das periferias?<br \/>\n<\/strong>O campo da cultura \u00e9 um campo estratificado e hierarquizado. H\u00e1 sempre n\u00edveis culturais que s\u00e3o reconhecidos como leg\u00edtimos, atividades art\u00edsticas consideradas de bom gosto, e aquelas que n\u00e3o s\u00e3o. No interior da esfera cultural h\u00e1 lutas simb\u00f3licas pela conquista de reconhecimento. Como apontam alguns soci\u00f3logos, h\u00e1 uma luta de classes no campo cultural. No Brasil, durante os anos de 1960, o meio musical foi marcado por conflitos e lutas culturais intensas. A MPB emergiu como segmento leg\u00edtimo, de bom gosto e, portanto, hegem\u00f4nico. Os conte\u00fados das can\u00e7\u00f5es, muitas vezes de maneira indireta ou metaf\u00f3rica, denunciavam as desigualdades sociais, a explora\u00e7\u00e3o de trabalhadores, e se opunham criticamente ao regime ditatorial que reproduzia essas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>De certo modo, parte do repert\u00f3rio da MPB traduzia, atrav\u00e9s da linguagem cancional, aspectos do ide\u00e1rio nacional popular e do projeto nacional desenvolvimentista que balizaram a pol\u00edtica brasileira at\u00e9 1964. Pode-se dizer que esse conte\u00fado, t\u00e3o caro a intelectuais, estudantes e organiza\u00e7\u00f5es de esquerda, contribuiu para que esse segmento musical adquirisse reconhecimento e legitimidade dentro do sistema cultural brasileiro. Mas desigualdade social n\u00e3o combina com consenso.<\/p>\n<p>Em 1969, no Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o promovido pela TV Globo, logo ap\u00f3s o AI-5, Jorge Ben apresentou um samba intitulado\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/iEqIbXcwRsA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Charles Anjo 45 [clique aqui para ouvir]<\/em><\/a>. A letra fala de um l\u00edder do morro \u2013 a suposta comunidade do narrador da can\u00e7\u00e3o \u2013 ligado \u00e0 contraven\u00e7\u00e3o que fora preso. O narrador lamenta esse fato, fala da situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica do morro gerada pela aus\u00eancia de Charles e manifesta a esperan\u00e7a do retorno do l\u00edder. Claramente n\u00e3o se reconhece nessa composi\u00e7\u00e3o refer\u00eancia, mesmo que indiretamente, \u00e0 ideia de na\u00e7\u00e3o brasileira. Nesse samba, o compositor n\u00e3o canta o Brasil na\u00e7\u00e3o, canta a comunidade do morro em que vive. E o l\u00edder do morro n\u00e3o \u00e9 o presidente da rep\u00fablica, \u00e9 o Charles, um bandido que usa rev\u00f3lver calibre 45 e que est\u00e1 preso. Mais recentemente, esse samba foi citado pelo grupo de rap de S\u00e3o Paulo Os Racionais. Vale lembrar que o rap paulistano tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 tematizando a na\u00e7\u00e3o brasileira, est\u00e1 falando do cotidiano do seu bairro, da periferia da grande cidade do mesmo modo que Jorge Ben fala do morro no samba de 1969. H\u00e1 certa conex\u00e3o de sentidos nesse ponto.<\/p>\n<p><span class=\"wpsdc-drop-cap\">O<\/span>funk carioca e o rap da periferia de S\u00e3o Paulo e de outras cidades brasileiras s\u00e3o pr\u00e1ticas musicais que expressam identidades localizadas muito espec\u00edficas, traduzem\u00a0 problemas complexos e espec\u00edficos das comunidades em que seus protagonistas est\u00e3o inseridos. O cr\u00edtico conservador vai dizer que eles est\u00e3o imitando o negro americano, mas n\u00e3o \u00e9 imita\u00e7\u00e3o. Trata-se, de reapropria\u00e7\u00e3o e reelabora\u00e7\u00e3o de uma maneira de narrar suas pr\u00f3prias experi\u00eancias.\u00a0<strong>O que tem a ver\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/yUuJrpP0Mak\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Chega de saudade [clique aqui para ouvir]<\/em><\/a>\u00a0 com o cotidiano violento de Cidade de Deus? Nada.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como enxerga a produ\u00e7\u00e3o musical brasileira hoje?<br \/>\n<\/strong>A base da estrutura da produ\u00e7\u00e3o musical de hoje est\u00e1 bastante diferente. Nas d\u00e9cadas de 1950 e 1960, para gravar um disco, o artista tinha de ser contratado por uma grande gravadora, ter um produtor que assumisse o disco, precisava que se reconhecesse seu potencial de venda no mercado. Hoje, com o desenvolvimento das tecnologias digitais, n\u00e3o precisa mais ter um grande est\u00fadio. Qualquer um consegue gravar com alguma qualidade em casa e colocar no YouTube, por exemplo. O desenvolvimento tecnol\u00f3gico abriu brechas para uma produ\u00e7\u00e3o fora do controle das grandes gravadoras. Isso possibilitou o afloramento de uma diversidade musical muito grande.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que h\u00e1 essas brechas, as grandes empresas de inform\u00e1tica tendem a afunilar os conte\u00fados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Os sites criam mecanismos para expor primeiro os artistas que est\u00e3o em evid\u00eancia, que s\u00e3o mais acessados. Ent\u00e3o h\u00e1 brechas, mas tem que saber como utiliz\u00e1-las. Isso possibilita que circule online m\u00fasicas de determinadas comunidades porque h\u00e1 p\u00fablico para procurar aquele conte\u00fado. Mas o grande p\u00fablico tende a ser orientado por aquilo que o site de compartilhamento mostra. \u00c9 uma contratend\u00eancia \u00e0quilo que chamam de \u201cdemocratiza\u00e7\u00e3o da cultura\u201d promovida pela internet.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"AH3V89Xx8Q\"><p><a href=\"https:\/\/www.comciencia.br\/ha-uma-luta-de-classes-no-campo-cultural\/\">&#8216;Sucesso da MPB se deve a engajamento pol\u00edtico somado a refinamento musical e po\u00e9tico que veio da bossa nova&#8217;<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;&#8216;Sucesso da MPB se deve a engajamento pol\u00edtico somado a refinamento musical e po\u00e9tico que veio da bossa nova&#8217;&#8221; &#8212; \" src=\"https:\/\/www.comciencia.br\/ha-uma-luta-de-classes-no-campo-cultural\/embed\/#?secret=n8BbJnW5sQ#?secret=AH3V89Xx8Q\" data-secret=\"AH3V89Xx8Q\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beatriz Maia &#8211;\u00a0Jos\u00e9 Roberto Zan, professor do Departamento de M\u00fasica do Instituto de Artes da Unicamp, explora os caminhos e as conjunturas que favoreceram a forma\u00e7\u00e3o da m\u00fasica popular brasileira. 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