{"id":7361,"date":"2018-03-05T15:24:08","date_gmt":"2018-03-05T18:24:08","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=7361"},"modified":"2018-03-04T20:30:08","modified_gmt":"2018-03-04T23:30:08","slug":"as-novas-faces-das-migracoes-internacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/03\/05\/as-novas-faces-das-migracoes-internacionais\/","title":{"rendered":"As novas faces das migra\u00e7\u00f5es internacionais"},"content":{"rendered":"<p><strong>MANUEL ALVES FILHO e\u00a0GABRIELA VILLEN<\/strong> &#8211; Atlas e livro produzidos por pesquisadores do Nepo-Unicamp revelam as mudan\u00e7as ocorridas nos fluxos migrat\u00f3rios contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>As migra\u00e7\u00f5es internacionais contempor\u00e2neas apresentam caracter\u00edsticas distintas dos fluxos registrados nos s\u00e9culos XIX e XX. Uma das novidades relacionadas ao fen\u00f4meno \u00e9 a intensifica\u00e7\u00e3o da migra\u00e7\u00e3o Sul-Sul, configurada pelo movimento cada vez mais vigoroso de pessoas entre e em dire\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Caribe, bem como de movimentos migrat\u00f3rios oriundos da \u00c1frica e de pa\u00edses como S\u00edria, L\u00edbano, Paquist\u00e3o, Bangladesh e Nepal. Outro dado novo, este relativo ao Brasil, \u00e9 interioriza\u00e7\u00e3o das migra\u00e7\u00f5es internacionais, notadamente no Estado de S\u00e3o Paulo. Estes e outros aspectos s\u00e3o analisados em detalhes, e sob diferentes olhares, em duas obras que acabam de ser conclu\u00eddas e tiveram hoje seu pr\u00e9-lan\u00e7amento\u00a0<strong>(leia texto abaixo),<\/strong>\u00a0ambas com ampla participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do N\u00facleo de Estudos da Popula\u00e7\u00e3o \u201cElza Berqu\u00f3\u201d (Nepo) da Unicamp.<\/p>\n<p>O\u00a0<em>Atlas Tem\u00e1tico Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es &#8211; Migra\u00e7\u00f5es\u00a0<\/em><em>Internacionais<\/em>\u00a0e o livro\u00a0<em>Migra\u00e7\u00f5es Sul-Sul<\/em>\u00a0foram produzidos no contexto do projeto tem\u00e1tico Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es em S\u00e3o Paulo, que completa 10 anos. O projeto est\u00e1 sediado no Nepo e conta com financiamento da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp). Os dois volumes dialogam entre si, a partir dos diferentes contextos das migra\u00e7\u00f5es transnacionais, como explica a professora do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (IFCH) da Unicamp e pesquisadora do Nepo, Rosana Baeninger, que conduziu os dois produtos.<\/p>\n<p>De acordo com ela, as obras tratam de temas que se entrecruzam e que ajudam a jogar luz sobre o que ela classifica de \u201cnovas faces\u201d dos fluxos migrat\u00f3rios internacionais. O Atlas, por exemplo, traz dados sobre os primeiros 15 anos das migra\u00e7\u00f5es no Brasil e em S\u00e3o Paulo no s\u00e9culo XXI. \u201cUm dos objetivos do Observat\u00f3rio \u00e9 justamente ter um olhar atento para as migra\u00e7\u00f5es recentes\u201d, explica Rosana Baeninger.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_DEST_atlas-tematico_rosana_20180222.jpg?w=640\" alt=\"Foto: Scarpa\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"67a68b6f-6014-46d5-8539-15b8ca42765f\" \/><\/p>\n<p><em>Rosana Baeninger, pesquisadora do Nepo e coordenadora das obras: \u201cEntender essas quest\u00f5es \u00e9 fundamental para preparar a sociedade para a imigra\u00e7\u00e3o recente\u201d<\/em><\/p>\n<p>A pesquisadora informa que uma parte do Atlas tra\u00e7a o panorama brasileiro das migra\u00e7\u00f5es internacionais no per\u00edodo considerado. Em linhas gerais, a publica\u00e7\u00e3o mostra quais s\u00e3o os pa\u00edses de origem e os munic\u00edpios de resid\u00eancia dos imigrantes. \u201cEsse n\u00edvel de detalhamento somente foi poss\u00edvel porque usamos a base de dados da Pol\u00edcia Federal (PF) e do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, que traz diversas informa\u00e7\u00f5es sobre as pessoas que obt\u00eam o Registro Nacional de Estrangeiro (RNE), documento concedido a quem \u00e9 admitido no pa\u00eds na condi\u00e7\u00e3o de tempor\u00e1rio, permanente, asilado ou refugiado\u201d, detalha.<\/p>\n<p>A base de dados, continua Rosana Baeninger, permite verificar, ainda, como se d\u00e1 o fluxo migrat\u00f3rio interno, ao proceder a an\u00e1lise do local de entrada do imigrante e a cidade onde ele fixa resid\u00eancia. \u201cEssa quest\u00e3o \u00e9 muito importante porque \u00e9 nova no contexto brasileiro. Anteriormente, essa mobilidade interna da migra\u00e7\u00e3o internacional era invis\u00edvel, muito em fun\u00e7\u00e3o da falta de documenta\u00e7\u00e3o para a perman\u00eancia dos imigrantes internacionais no pa\u00eds. O acordo de resid\u00eancia do Mercosul e o visto humanit\u00e1rio a haitianos deu visibilidade a este fen\u00f4meno. Tamb\u00e9m \u00e9 importante porque os novos munic\u00edpios de concentra\u00e7\u00e3o dos imigrantes precisam se preparar para acolh\u00ea-los. Isso implica na oferta de pol\u00edticas p\u00fablicas universais, como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m na ado\u00e7\u00e3o de iniciativas espec\u00edficas para suprir as necessidades dessa popula\u00e7\u00e3o\u201d, pondera a pesquisadora do Nepo.<\/p>\n<p>Entre 2000 e 2015, segundo o Atlas, foram registrados no Brasil 870.926 imigrantes, vindos dos mais diversos pa\u00edses do mundo. Destes, 367.436 foram registrados no Estado de S\u00e3o Paulo. \u201cVale ressaltar que n\u00e3o estamos falando de estoque, mas sim de novos imigrantes que chegaram ao pa\u00eds nesse per\u00edodo\u201d, observa Rosana Baeninger. Ao acompanhar a movimenta\u00e7\u00e3o desses imigrantes, os pesquisadores constataram uma intensifica\u00e7\u00e3o da interioriza\u00e7\u00e3o das migra\u00e7\u00f5es internacionais, notadamente em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Houve uma mudan\u00e7a na configura\u00e7\u00e3o dessas migra\u00e7\u00f5es, a partir de 2010, principalmente por causa da entrada mais expressiva de haitianos e s\u00edrios no pa\u00eds, al\u00e9m de imigrantes latino-americanos. \u201cS\u00e3o poucos os munic\u00edpios do Estado que n\u00e3o tiveram nenhum registro da chegada de imigrantes nos primeiros 15 anos do s\u00e9culo XXI\u201d, afirma Nat\u00e1lia Belmonte Dem\u00e9trio, p\u00f3s-doutoranda do Nepo e uma das autoras do Atlas. \u201cO pano de fundo desse movimento \u00e9 a mobilidade do capital e da for\u00e7a de trabalho. Entretanto, o fen\u00f4meno foi potencializado por causa da decis\u00e3o de pa\u00edses europeus e dos Estados Unidos de fecharem as suas fronteiras aos imigrantes. Como consequ\u00eancia, houve um aumento na presen\u00e7a de pa\u00edses do sul global nesses fluxos, configurando o que chamamos de migra\u00e7\u00e3o Sul-Sul\u201d, pormenoriza Rosana Baeninger.<\/p>\n<p>Na esteira das mudan\u00e7as, ela chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de os imigrantes j\u00e1 n\u00e3o pertencerem, como no passado, a um segmento formado majoritariamente por pessoas de baixa renda e baixa qualifica\u00e7\u00e3o profissional. \u201cAtualmente, a migra\u00e7\u00e3o internacional mescla trabalhadores de diferentes perfis profissionais e socioecon\u00f4micos\u201d, assegura. Com base nos dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais), elaborada pelo Minist\u00e9rio do Trabalho, o Atlas mostra como os imigrantes se distribuem no mercado de trabalho formal, tanto no Brasil quanto em S\u00e3o Paulo, e como eles est\u00e3o agrupados por atividade e nacionalidade.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_DEST_atlas-tematico_estudantes_20180222.jpg?w=640\" alt=\"Foto: Scarpa\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"cab40f82-d221-446d-bbaa-8d62b5be1ab7\" \/><\/p>\n<p><em>Joice Domeniconi (\u00e0 esq.) e Nat\u00e1lia Belmonte Dem\u00e9trio<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de exemplos, em 2015 os haitianos eram os que mais predominavam no setor de Produ\u00e7\u00e3o de Bens e Servi\u00e7os Industriais. J\u00e1 os paraguaios representavam a maioria entre os Trabalhadores Agropecu\u00e1rios, da Floresta e da Ca\u00e7a. Os portugueses, por sua vez, estavam mais presentes no segmento denominado Servi\u00e7os Administrativos. \u201cA de se ressaltar, ainda, a presen\u00e7a dos trabalhadores do conhecimento, especialmente em S\u00e3o Paulo\u201d, acrescenta Joice Domeniconi, tamb\u00e9m autora do Atlas.<\/p>\n<p>O Atlas Tem\u00e1tico foi produzido no contexto dos 35 anos do Nepo. O volume foi dedicado \u00e0 professora Elza Berqu\u00f3, fundadora do \u00f3rg\u00e3o. Conta ainda com a autoria de Duval Fernandes e Roberta Peres. \u201cPara produzirmos o Atlas tivemos com o apoio da Fapesp, do CNPq, do Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNFPA), da Miss\u00e3o Paz e do fot\u00f3grafo Chico Max, que cedeu as fotos da Exposi\u00e7\u00e3o Somos Todos Imigrantes para ilustrar o volume\u201d, registra Rosana Baeninger. Segundo ela, o Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es em S\u00e3o Paulo j\u00e1 est\u00e1 trabalhando na elabora\u00e7\u00e3o de outro atlas, que abordar\u00e1 especificamente a quest\u00e3o dos refugiados.<\/p>\n<p><strong>M\u00faltiplos olhares<\/strong><\/p>\n<p>O livro\u00a0<em>Migra\u00e7\u00f5es Sul-Sul<\/em>, organizado por Rosana Baeninger com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do Nepo e de outras institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa, foi produzido de forma concomitante ao Atlas das Migra\u00e7\u00f5es. Ele re\u00fane 82 artigos de especialistas de diversos pa\u00edses, a maioria da Am\u00e9rica Latina. S\u00e3o quase mil p\u00e1ginas, que trazem an\u00e1lises sobre diversos aspectos relacionados \u00e0s migra\u00e7\u00f5es internacionais, como direitos humanos, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, leis de imigra\u00e7\u00e3o etc. O livro conta, em uma de suas partes, com textos sobre as a\u00e7\u00f5es da academia para imigrantes e refugiados. Um dos autores \u00e9 o reitor Marcelo Knobel, que escreve sobre as a\u00e7\u00f5es da Unicamp para refugiados e refugiadas no \u00e2mbito da C\u00e1tedra S\u00e9rgio Vieira de Mello.<\/p>\n<p>O livro aponta que os processos migrat\u00f3rios passaram por uma reconfigura\u00e7\u00e3o importante. Uma consequ\u00eancia das mudan\u00e7as \u00e9 que os pa\u00edses latino-americanos deixaram de ser lugares de imigra\u00e7\u00e3o e emigra\u00e7\u00e3o para se transformarem em locais de tr\u00e2nsito migrat\u00f3rio. \u201cA imigra\u00e7\u00e3o haitiana demonstra bem essa situa\u00e7\u00e3o. Muitos haitianos j\u00e1 sa\u00edram pelas fronteiras em dire\u00e7\u00e3o ao Chile e Estados Unidos. Artigos como os presentes no livro ajudam a pensar as migra\u00e7\u00f5es e a entender melhor suas complexidades. Esse tipo de trabalho \u00e9 importante porque vamos continuar convivendo com esse fen\u00f4meno, que se mostra distante do imagin\u00e1rio migrat\u00f3rio dos s\u00e9culos XIX e XX\u201d, assinala Rosana Baeninger.<\/p>\n<p>No passado, aponta a pesquisadora, os imigrantes representavam uma m\u00e3o de obra branca, europeia e civilizada. \u201cAgora, com a migra\u00e7\u00f5es Sul-Sul, o perfil desses imigrantes mudou. Vamos verificar cada vez mais a chegada de pessoas n\u00e3o brancas, como o exemplo mais recente dos ind\u00edgenas da Venezuela em Roraima. Entender essas quest\u00f5es \u00e9 fundamental para preparar a sociedade para a imigra\u00e7\u00e3o recente. Isso inclui a garantia e a promo\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, respeito, toler\u00e2ncia e formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para essa popula\u00e7\u00e3o\u201d, pontua.<\/p>\n<p>A C\u00e1tedra S\u00e9rgio Vieira de Mello, institu\u00edda na Unicamp em setembro de 2017, tem tamb\u00e9m como objetivo estimular o debate e a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre o tema dos refugiados e ter\u00e1 papel fundamental na interlocu\u00e7\u00e3o com a sociedade e com essa imigra\u00e7\u00e3o, aponta a pesquisadora do Nepo. De acordo com ela, a comunidade cientifica est\u00e1 preocupada em desenvolver investiga\u00e7\u00f5es que ofere\u00e7am subs\u00eddios tanto para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas quanto para o melhor entendimento por parte da sociedade sobre esses novos fluxos migrat\u00f3rios.<\/p>\n<p>O livro\u00a0<em>Migra\u00e7\u00f5es Sul-Sul<\/em>\u00a0est\u00e1 dispon\u00edvel para\u00a0<em>download<\/em>\u00a0gratuito neste endere\u00e7o eletr\u00f4nico.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.nepo.unicamp.br\/publicacoes\/livros\/migracoes_sul_sul\/migracoes_sul_sul.pdf\">http:\/\/www.nepo.unicamp.br\/publicacoes\/livros\/migracoes_sul_sul\/migracoes_sul_sul.pdf<\/a>. A obra contou com apoio da Fapesp, Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes) e Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNFPA). Tanto o\u00a0<em>Atlas das Migra\u00e7\u00f5es<\/em>como o livro\u00a0<em>Migra\u00e7\u00f5es Sul-Sul\u00a0<\/em>dever\u00e3o ser lan\u00e7ados no F\u00f3rum Campinas pela Paz, marcado para os dias 23 e 24 de fevereiro.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p><strong>Livros podem nortear pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong><\/p>\n<p>GABRIELA VILLEN<\/p>\n<p>Resultado de 10 anos de trabalho conduzido por pesquisadores do N\u00facleo de Estudos da Popula\u00e7\u00e3o \u201cElza Berqu\u00f3\u201d (Nepo) da Unicamp, no \u00e2mbito de projeto tem\u00e1tico da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), o Atlas Tem\u00e1tico Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es-Migra\u00e7\u00f5es Internacionais e o livro Migra\u00e7\u00f5es Sul-Sul tiveram seu pr\u00e9-lan\u00e7amento, nesta quinta-feira (22), na Unicamp.<\/p>\n<p>A coordenadora do projeto, Rosana Baeninger, ressaltou a import\u00e2ncia do trabalho na rela\u00e7\u00e3o entre produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e a sociedade civil. \u201cAcreditamos que essas informa\u00e7\u00f5es podem subsidiar pol\u00edticas p\u00fablicas, dando um panorama das migra\u00e7\u00f5es\u00a0 nos \u00faltimos cinco anos, no Estado de S\u00e3o Paulo. Esperamos que os formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas e os agentes que estejam atuando diretamente com os imigrantes possam ter um embasamento melhor sobre o fen\u00f4meno com o qual est\u00e3o lidando\u201d, explicou.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_DEST_atlas-tematico_reitor_20180222.jpg?w=640\" alt=\"Foto: Perri\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"aba5240a-0ad5-45eb-aaf7-22d95e6ea010\" \/><\/p>\n<p><em>O reitor Marcelo Knobel: \u201c\u00c9 fundamental, para que tenhamos avan\u00e7os, cruzar esses dados, verificar e entender como a imigra\u00e7\u00e3o funciona\u201d<\/em><\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio de Justi\u00e7a e Defesa da Cidadania do Estado de S\u00e3o Paulo, M\u00e1rcio Fernandes Elias Rosa, que recebeu o Atlas das m\u00e3os do reitor Marcelo Knobel, o valor do trabalho \u00e9 \u201cinestim\u00e1vel\u201d. \u201cA constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e sua execu\u00e7\u00e3o a partir de dados cient\u00edficos diminuem grandemente a margem de erro e poss\u00edveis equ\u00edvocos, al\u00e9m de ser fundamental para defini\u00e7\u00e3o de prioridades\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>Chamou aten\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio especialmente a interioriza\u00e7\u00e3o dos movimentos migrat\u00f3rios, n\u00e3o mais restritos \u00e0 capital e regi\u00e3o metropolitana. Ele destacou tamb\u00e9m a diversidade da origem dos imigrantes entres as informa\u00e7\u00f5es decisivas para futuros planejamentos. \u201c\u00c9 preciso garantir que todos tenham efetiva chance de inclus\u00e3o na sociedade brasileira\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_DEST_atlas-tematico_coordenador_20180222.jpg?w=640\" alt=\"Foto: Perri\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"26c1be35-97cc-4287-ae3b-9859f0985395\" \/><\/p>\n<p><em>O secret\u00e1rio de Justi\u00e7a e Defesa da Cidadania do Estado de S\u00e3o Paulo, M\u00e1rcio Fernandes Elias Rosa: \u201cA constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e sua execu\u00e7\u00e3o a partir de dados cient\u00edficos diminuem grandemente a margem de erro e poss\u00edveis equ\u00edvocos\u201d<\/em><\/p>\n<p>Para o reitor Marcelo Knobel, a parceria com o governo estadual, sobretudo em situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, entre as quais a quest\u00e3o da imigra\u00e7\u00e3o venezuelana, possibilita contemplar a sociedade com as pesquisas desenvolvidas na Universidade. \u201cO Nepo fez um trabalho espetacular de acompanhamento desses dados e estamos colhendo os louros dessa pesquisa de f\u00f4lego, realizada ao longo de anos, com apoio da Fapesp\u201d, registrou.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_DEST_atlas-tematico_pesquisadora_20180222_1.jpg?w=640\" alt=\"Foto: Perri\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"5537b5e7-02d4-46ec-9103-6cdf8bf880e0\" \/><\/p>\n<p><em>Ana Carolina de Moura Delfin Maciel, coordenadora da Cocen: \u201c\u00c9 um trabalho que se expande para al\u00e9m da academia\u201d<\/em><\/p>\n<p>Segundo ele, o Atlas dever\u00e1 subsidiar tamb\u00e9m pesquisas e pol\u00edticas dentro da Universidade, com destaque para a C\u00e1tedra dos Refugiados e para as pol\u00edticas de internacionaliza\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 fundamental, para que tenhamos avan\u00e7os, cruzar esses dados, verificar e entender como a imigra\u00e7\u00e3o funciona\u201d, completou.<\/p>\n<p>A forte rela\u00e7\u00e3o que o trabalho conclu\u00eddo estabelece com a sociedade foi destacada tamb\u00e9m pela coordenadora da Coordenadoria dos Centros e N\u00facleos de Pesquisa Interdisciplinares (Cecon) da Unicamp, Ana Carolina de Moura Delfin Maciel. \u201c\u00c9 um trabalho que se expande para al\u00e9m da academia e pode possibilitar n\u00e3o s\u00f3 parceria entre a Universidade e \u00f3rg\u00e3os governamentais, como aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. Isso vem ao encontro da proposta da Cocen, que \u00e9 justamente esse elo entre a pesquisa acad\u00eamica e a sociedade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/noticias\/2018\/02\/22\/novas-faces-das-migracoes-internacionais<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MANUEL ALVES FILHO e\u00a0GABRIELA VILLEN &#8211; Atlas e livro produzidos por pesquisadores do Nepo-Unicamp revelam as mudan\u00e7as ocorridas nos fluxos migrat\u00f3rios contempor\u00e2neos. As migra\u00e7\u00f5es internacionais contempor\u00e2neas apresentam caracter\u00edsticas distintas dos fluxos registrados nos s\u00e9culos XIX e XX. 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