{"id":6993,"date":"2018-02-06T15:55:25","date_gmt":"2018-02-06T17:55:25","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=6993"},"modified":"2018-02-04T19:58:03","modified_gmt":"2018-02-04T21:58:03","slug":"antropoceno-e-as-fronteiras-planetarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/02\/06\/antropoceno-e-as-fronteiras-planetarias\/","title":{"rendered":"Antropoceno e as fronteiras planet\u00e1rias"},"content":{"rendered":"<p class=\"blog-post-subject\"><strong>Liszt Vieira<\/strong> &#8211; O Antropoceno teria se iniciado por volta de 1800, com o advento da sociedade industrial, caracterizada pela utiliza\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de hidrocarbonetos. Desde ent\u00e3o, a concentra\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono na atmosfera n\u00e3o cessa de crescer. Essa primeira fase do Antropoceno vai at\u00e9 1945 ou 1950.<\/p>\n<div class=\"blog-post-content\">\n<p class=\"texto_detalhe\">Em setembro de 2017, em Montreal, o Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) da ONU reafirmou que os caminhos para combater o aquecimento global requerem redu\u00e7\u00f5es substanciais das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas v\u00e3o reduzir o crescimento econ\u00f4mico, dificultar o combate \u00e0 pobreza, agravar a inseguran\u00e7a alimentar e criar novos focos de pobreza, principalmente em \u00e1reas urbanas. As popula\u00e7\u00f5es mais pobres ser\u00e3o as mais afetadas pelos eventos clim\u00e1ticos extremos, pelos processos de desertifica\u00e7\u00e3o e perdas de \u00e1reas agricult\u00e1veis que provocar\u00e3o a escassez de alimentos e de oferta de \u00e1gua pot\u00e1vel, a dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as e preju\u00edzos na infraestrutura econ\u00f4mica e social.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas trariam impactos irrevers\u00edveis, se n\u00e3o forem \u201ccontroladas\u201d, o que sup\u00f5e medidas impositivas e obrigat\u00f3rias a serem adotadas no futuro sobre o clima. H\u00e1 um certo consenso de que o aumento da temperatura global n\u00e3o deve ultrapassar 2\u00baC, sob pena de consequ\u00eancias imprevis\u00edveis no que se refere a eventos clim\u00e1ticos extremos. Mas a a\u00e7\u00e3o dos \u201cc\u00e9ticos do clima\u201d, ligados ao\u00a0<i>lobby<\/i>\u00a0da ind\u00fastria do petr\u00f3leo,\u00a0 barrou os avan\u00e7os necess\u00e1rios para evitar a situa\u00e7\u00e3o alarmante existente hoje. H\u00e1, entre os cientistas, os que temem uma eleva\u00e7\u00e3o de temperatura de at\u00e9 4\u00baC!<\/p>\n<p>O cientista brasileiro Carlos Nobre alertava, em 2010, que a cada hora 9 mil pessoas se somam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mundial &#8211; que passou de 1,5 bilh\u00e3o em 1.900 para mais de 7 bilh\u00f5es hoje. Em cada hora, 4 milh\u00f5es de toneladas de CO2 s\u00e3o emitidas, 1.500 hectares de florestas s\u00e3o derrubados no mundo, \u00a0aumentando o efeito estufa, e 3 esp\u00e9cies entram em extin\u00e7\u00e3o. (\u00a0<a href=\"http:\/\/planetasustentavel.abril.com.br\/home\/\"><i>Planeta Sustent\u00e1vel<\/i><\/a><i>\u00a0<\/i><i>&#8211; 28\/05\/2010<\/i>).<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a perda da biodiversidade j\u00e1 desencadearam um processo de destrui\u00e7\u00e3o de recursos naturais que amea\u00e7a as condi\u00e7\u00f5es de vida humana no planeta. Segundo Paul Crutzen &#8211; Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica 1995 &#8211; j\u00e1 entramos em uma nova \u00e9poca geol\u00f3gica &#8211; o Antropoceno &#8211; em que o homem come\u00e7a a destruir suas condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia no planeta.\u00a0<i>\u201cA influ\u00eancia da humanidade no planeta Terra nos \u00faltimos s\u00e9culos tornou-se t\u00e3o significativa a ponto de constituir-se numa nova \u00e9poca geol\u00f3gica\u201d (Paul Crutzen)<\/i>.<\/p>\n<p>Em 2002, o historiador John McNeill alertou que a humanidade vem se aproximando perigosamente das \u201cfronteiras planet\u00e1rias\u201d, ou seja, os limites f\u00edsicos al\u00e9m dos quais pode haver colapso total da capacidade de o planeta suportar as atividades humanas. (Something New Under the Sun, McNeill, 2002). Os eventos clim\u00e1ticos extremos n\u00e3o cessam de confirmar sua advert\u00eancia: secas, inunda\u00e7\u00f5es, desertifica\u00e7\u00e3o, falta d\u2019\u00e1gua, temperaturas excessivas, desastres naturais, refugiados ambientais.<\/p>\n<p>Em setembro de 2009, um artigo da revista Nature (<i>A safe operating space for humanity<\/i>\u00a0\u2013 Rockstr\u00f6m et alii) afirma que pode estar sob grave amea\u00e7a a longa era de estabilidade &#8211; conhecida como Holoceno \u2013 em que a Terra foi capaz de absorver, de maneira mais ou menos suave, perturba\u00e7\u00f5es internas e externas. Um novo per\u00edodo, o Antropoceno, vem emergindo desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e seu tra\u00e7o caracter\u00edstico \u00e9 a centralidade das a\u00e7\u00f5es humanas sobre as mudan\u00e7as ambientais globais. Outros autores v\u00e3o no mesmo sentido: W.Steffen, J. Grinevald, P. Crutzen, J. McNeill, O Antropoceno: perspectivas conceituais e hist\u00f3ricas, The Royal Society Publishing, 31\/01\/2011.<\/p>\n<p>Como as fronteiras planet\u00e1rias est\u00e3o sendo ultrapassadas, muitos prop\u00f5em uma governan\u00e7a global que ultrapasse os atuais limites do \u201csoberanismo\u201d visando a um sistema internacional baseado no \u201cp\u00f3s-soberanismo\u201d. Ou seja, o Estado-na\u00e7\u00e3o, tornado prov\u00edncia, constituiria hoje um obst\u00e1culo que contribui para amea\u00e7ar a sobreviv\u00eancia da humanidade no planeta. Mas, na atual globaliza\u00e7\u00e3o de domin\u00e2ncia financeira, esta tese pode colocar tantos problemas quanto os que pretende resolver.<\/p>\n<p><b>Fases do Antropoceno<\/p>\n<p><\/b>O Antropoceno teria se iniciado por volta de 1800, com o advento da sociedade industrial, caracterizada pela utiliza\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de hidrocarbonetos. Desde ent\u00e3o, a concentra\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono na atmosfera n\u00e3o cessa de crescer. Essa primeira fase do Antropoceno\u00a0 vai at\u00e9 1945 ou 1950.<br \/>\n<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"larguraBox\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images.slideplayer.com\/19\/5734533\/slides\/slide_6.jpg?w=640\" \/><\/p>\n<p>A segunda fase vai de 1950 a 2000 ou 2015 e vem sendo chamada de \u201cA Grande Acelera\u00e7\u00e3o\u201d. Entre 1950 e 2000, a popula\u00e7\u00e3o humana dobrou de 3 para 6 bilh\u00f5es de pessoas e o n\u00famero de autom\u00f3veis passou de 40 para 800 milh\u00f5es! O consumo mundial de combust\u00edvel f\u00f3ssil passou de aproximadamente 2 bilh\u00f5es de toneladas para quase 9 bilh\u00f5es. O consumo dos mais ricos se destacou do restante da Humanidade, alimentado pelo petr\u00f3leo abundante e barato no p\u00f3s-Segunda Guerra e pela difus\u00e3o de tecnologias que propiciaram um consumo de massa (autom\u00f3veis modernos, TVs etc). Segundo Crutzen, &#8220;a grande acelera\u00e7\u00e3o se encontra em estado cr\u00edtico, porque 60% dos servi\u00e7os fornecidos pelos ecossistemas terrestres j\u00e1 enfrentam degrada\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 hoje uma combina\u00e7\u00e3o explosiva entre os dilemas da crise ecol\u00f3gica global e os da desigualdade global. Um grupo de no m\u00e1ximo 2 bilh\u00f5es de pessoas disp\u00f5e de padr\u00e3o de consumo elevado e se apropria dos consequentes benef\u00edcios materiais, enquanto 4 bilh\u00f5es vivem na pobreza e 1 bilh\u00e3o na mis\u00e9ria absoluta.<\/p>\n<p>Numa terceira fase, a partir de 2000 ou 2015, a humanidade toma consci\u00eancia dos perigos do Antropoceno. Trata-se de perigos para a pr\u00f3pria humanidade que n\u00e3o poderia sobreviver com a destrui\u00e7\u00e3o dos recursos naturais promovida pela produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, capitalista ou socialista.<\/p>\n<p><b>E no Brasil?<\/p>\n<p><\/b>Enquanto isso, no Brasil, o Governo j\u00e1 insistiu na cria\u00e7\u00e3o de novas usinas t\u00e9rmicas a carv\u00e3o e g\u00e1s. O Minist\u00e9rio da Agricultura quer avan\u00e7ar sobre terras ind\u00edgenas e parques nacionais para uso do agroneg\u00f3cio, atropelando a biodiversidade, secando fontes de \u00e1gua, destruindo florestas. Lideran\u00e7as sindicais rurais, ambientalistas e ind\u00edgenas s\u00e3o assassinados por capangas de fazendeiros. E o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente silencia.<\/p>\n<p>Em 2016, 200 ativistas ambientais foram mortos em todo o mundo. 60% deles na Am\u00e9rica Latina, 25% no Brasil, que det\u00e9m o recorde mundial, de acordo com relat\u00f3rio da Global Witness. &#8220;As empresas mineradoras, madeireiras, hidroel\u00e9tricas e agr\u00edcolas passam por cima das pessoas e do meio ambiente em sua busca por lucro&#8221;, lamenta a organiza\u00e7\u00e3o (France Press, 13\/7\/2017).<\/p>\n<p>Parece que os ambientalistas est\u00e3o incomodando mais o Capital do que a tradicional classe oper\u00e1ria industrial, que j\u00e1 foi considerada \u201csujeito da revolu\u00e7\u00e3o\u201d. Mesmo com todas suas contradi\u00e7\u00f5es e correntes conservadoras, o ambientalismo tem um potencial anticapitalista que tem sido negligenciado pela esquerda desenvolvimentista, talvez porque a cr\u00edtica ambiental se aplique tamb\u00e9m a seu programa de governo e a seu modelo de socialismo.<\/p>\n<p>Em menos de 10 anos, os carros ser\u00e3o el\u00e9tricos em quase todo o mundo. E aqui continua o incentivo fiscal \u00e0 ind\u00fastria automobil\u00edstica e sua polui\u00e7\u00e3o. O Brasil ser\u00e1 obrigado a acompanhar as cadeias de produ\u00e7\u00e3o no resto do mundo, mas continua financiando o passado e n\u00e3o prioriza \u00a0investimentos em energia solar, e\u00f3lica, biomassa etc., na contram\u00e3o dos pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 vis\u00e3o de futuro. A sustentabilidade desapareceu at\u00e9 mesmo da ret\u00f3rica dos discursos oficiais. A vis\u00e3o desenvolvimentista e a neoliberal coincidem em considerar o meio ambiente como entrave ao crescimento. S\u00e3o c\u00famplices e agentes da destrui\u00e7\u00e3o irrespons\u00e1vel dos recursos naturais que amea\u00e7a a humanidade. Pela sua grandeza e biodiversidade, o Brasil poderia assumir lideran\u00e7a internacional no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Mas isso exige consci\u00eancia da import\u00e2ncia da sustentabilidade, que n\u00e3o tem sido caracter\u00edstica dos recentes Governos, muito menos do atual, comprometido exclusivamente com os interesses econ\u00f4micos do mercado.<\/p>\n<p>https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Mae-Terra\/Antropoceno-e-as-fronteiras-planetarias\/3\/39165<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Liszt Vieira &#8211; O Antropoceno teria se iniciado por volta de 1800, com o advento da sociedade industrial, caracterizada pela utiliza\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de hidrocarbonetos. 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