{"id":6948,"date":"2018-02-01T15:42:07","date_gmt":"2018-02-01T17:42:07","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=6948"},"modified":"2018-01-30T19:44:10","modified_gmt":"2018-01-30T21:44:10","slug":"por-que-a-narrativa-golpista-foi-vitoriosa-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/02\/01\/por-que-a-narrativa-golpista-foi-vitoriosa-ii\/","title":{"rendered":"Por que a narrativa golpista foi vitoriosa? (II)"},"content":{"rendered":"<p><strong>Juarez Guimar\u00e3es e Eliara Santana<\/strong> &#8211; Anteriormente analisou-se a como a narrativa golpista conseguiu vencer. Neste artigo, a pergunta \u00e9: por que a narrativa golpista p\u00f4de ser vitoriosa contra a esquerda brasileira?<\/p>\n<p>No artigo anterior, analisou-se como a narrativa golpista \u2013 seus temas centrais, seus tempos, sua constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, suas articula\u00e7\u00f5es &#8211;\u00a0 conseguiu as condi\u00e7\u00f5es de ser vitoriosa. Neste artigo, a pergunta \u00e9: por que a narrativa golpista p\u00f4de ser vitoriosa contra a esquerda brasileira?<\/p>\n<p>Certamente a pr\u00e1xis pol\u00edtica comunicativa da esquerda brasileira carece de fundamentos conceituais que, ao mesmo tempo, estejam em sintonia com a sua identidade hist\u00f3rica e seu programa, com sua estrat\u00e9gia de poder e permitam diagnosticar a din\u00e2mica do processo em curso.\u00a0 Neste sentido, a pr\u00e1xis pol\u00edtica comunicativa\u00a0 dos neoliberais est\u00e1 bem mais\u00a0 avan\u00e7ada na articula\u00e7\u00e3o de sua identidade, sua narrativa e\u00a0 sua estrat\u00e9gia de poder. Ali\u00e1s, pode-se dizer mesmo que a\u00ed reside o centro da capacidade de legitimar sua pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir do conceito de hegemonia de Gramsci que devemos trabalhar. Com um di\u00e1logo forte com a tradi\u00e7\u00e3o do humanismo c\u00edvico, que n\u00e3o separava pol\u00edtica de linguagem, ret\u00f3rica e poder,\u00a0 a partir de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia no L\u00b4Uordine Nuovo, com\u00a0 o processo pr\u00e1tico de constru\u00e7\u00e3o da hegemonia e o papel da imprensa como organizador coletivo de Lenin, o conceito de hegemonia solda linguagem e pol\u00edtica. \u00c9 m\u00e9rito de Peter I ves ( Language and hegemony in Gramsci,\u00a0 Pluto Press) demonstrar como o debate sobre a forma\u00e7\u00e3o da l\u00edngua nacional italiana esteve nas origens do conceito hist\u00f3rico estrutural de hegemonia em Gramsci. E, ao reverso do percurso anal\u00edtico de Perry Anderson, separando consenso e coer\u00e7\u00e3o, Gramsci sempre trabalhou um conceito n\u00e3o idealista ou superestrutural de hegemonia. Isto \u00e9, hegemonia se faz da f\u00e1brica e na cultura. At\u00e9 o poder coercitivo do Estado depende de sua legitimidade,\u00a0 de ser vitorioso na disputa de valores e narrativas.<\/p>\n<p>Mas hoje \u00e9 incontorn\u00e1vel atualizar historicamente o conceito de hegemonia de Gramsci a partir das mudan\u00e7as estruturais e de \u00e9poca que\u00a0 a comunica\u00e7\u00e3o de massas experimentou nas sociedades contempor\u00e2neas. Sem essa atualiza\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 haver uma pragm\u00e1tica comunicativa de esquerda, mas n\u00e3o uma verdadeira constru\u00e7\u00e3o de hegemonia pol\u00edtica. A falta comunicativa denuncia o impasse hegem\u00f4nico da esquerda brasileira.<\/p>\n<p>Essa atualiza\u00e7\u00e3o do conceito de hegemonia pode ser realizada por meio de tr\u00eas dimens\u00f5es anal\u00edticas: pot\u00eancia comunicativa, pot\u00eancia persuasiva e pot\u00eancia org\u00e2nica. Essas tr\u00eas dimens\u00f5es convergem para formar o poder comunicativo, que est\u00e1 na base da legitima\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico do neoliberalismo contempor\u00e2neo. \u00c9 a partir dessas tr\u00eas dimens\u00f5es que podemos responder por que a narrativa golpista foi vitoriosa e, assim, descortinar os caminhos para derrot\u00e1-la.<\/p>\n<p><b>Vantagem hist<\/b><b>\u00f3rico-estrutural<\/b><\/p>\n<p>Entende-se como pot\u00eancia comunicativa\u00a0 a capacidade de difus\u00e3o de uma narrativa, isto \u00e9, tanto o seu p\u00fablico potencial como a intensidade dos efeitos desta comunica\u00e7\u00e3o. Gramsci estudava este fen\u00f4meno nos prim\u00f3rdios da forma\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, como a forma\u00e7\u00e3o de um conformismo de massas nas sociedades modernas.<\/p>\n<p>Esta pot\u00eancia comunicativa est\u00e1 intrinsecamente vinculada \u00e0s \u00e9pocas das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e s\u00e3o org\u00e2nicas \u00e0s \u00e9pocas de desenvolvimento do capitalismo e da pr\u00f3pria cultura liberal. As \u00e9pocas da imprensa, da radiodifus\u00e3o, da televis\u00e3o e sua universaliza\u00e7\u00e3o,\u00a0 da comunica\u00e7\u00e3o virtual podem ser pensadas em rela\u00e7\u00e3o a diferentes pot\u00eancias comunicativas em dire\u00e7\u00e3o a sociedades cada vez mais m\u00eddio-centradas, como formula Ven\u00edcio Lima, nas quais a pr\u00f3pria sociabilidade \u00e9\u00a0 cada vez mais mediada pelas redes de comunica\u00e7\u00e3o. A pot\u00eancia comunicativa nos diz, ent\u00e3o, de uma capacidade crescente de saturar todos os poros da sociabilidade com uma narrativa.<\/p>\n<p>Esta pot\u00eancia comunicativa nos Estados neoliberais contempor\u00e2neos est\u00e1, como nunca, fortemente concentrada e organizada em redes. No Brasil, esta rede de comunica\u00e7\u00e3o que foi modernizada, concentrada e\u00a0 generalizada em sua capacidade de audi\u00eancia no per\u00edodo da ditadura militar, passou por um processo de atualiza\u00e7\u00e3o nos dois governos neoliberais de Fernando Henrique Cardoso\u00a0 e com o processo do golpe passou \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de programaticamente org\u00e2nica ao Estado brasileiro. Mesmo durante os governos Lula e Dilma, ela foi relativamente neutralizada, mas n\u00e3o desconstru\u00edda.<\/p>\n<p>A narrativa golpista p\u00f4de ser vitoriosa, em primeiro lugar, porque havia uma vantagem hist\u00f3rico-estrutural dos neoliberais frente \u00e0 esquerda brasileira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pot\u00eancia comunicativa. Ela \u00e9 hist\u00f3rica porque \u00e9 exatamente o conceito de cultura do sil\u00eancio, tal como vem sendo desenvolvido por Ven\u00edcio Lima e em pesquisas do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras), que fornece a chave da narrativa de longa dura\u00e7\u00e3o na qual os trabalhadores-cidad\u00e3os, os negros-cidad\u00e3os, as mulheres cidad\u00e3s, os \u00edndios e todos os oprimidos tiveram o seu direito \u00e0 voz\u00a0 p\u00fablica institucionalmente impedido ou violentamente interditado.<\/p>\n<p>Essa vantagem hist\u00f3rico-estrutural das for\u00e7as pol\u00edticas org\u00e2nicas ao neoliberalismo\u00a0 realiza, em conjunturas cr\u00edticas, o que poder\u00edamos chamar de converg\u00eancia midi\u00e1tica. Isto \u00e9, fazem uma verdadeira guerra de satura\u00e7\u00e3o, concentrando a agenda, o sentido editorial, uniformizando a linguagem e as dimens\u00f5es simb\u00f3licas, no sentido de obterem o m\u00e1ximo de pot\u00eancia comunicativa. A conjuntura que se criou de 2013 at\u00e9 a efetiva\u00e7\u00e3o do impeachment da presidenta Dilma foi exatamente marcada por uma fort\u00edssima converg\u00eancia midi\u00e1tica. No centro desta converg\u00eancia midi\u00e1tica est\u00e1 a Rede Globo, e no centro de sua pot\u00eancia comunicativa est\u00e1 o Jornal Nacional, com a sua capacidade de falar diariamente para dezenas de milh\u00f5es de brasileiros.<\/p>\n<p><b>Pot<\/b><b>\u00eancia persuasiva<\/b><\/p>\n<p>A segunda raz\u00e3o da vit\u00f3ria da narrativa golpista est\u00e1 em sua maior pot\u00eancia persuasiva. O que se chama aqui de pot\u00eancia persuasiva\u00a0 de uma narrativa\u00a0 diz respeito \u00e0 credibilidade da fonte emissora, inclui as teorias da recep\u00e7\u00e3o, passa pelo teste da iman\u00eancia e, por fim, da contra-prova do contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p>O princ\u00edpio da credibilidade \u00e9 b\u00e1sico para definir a pot\u00eancia persuasiva de uma narrativa. Um poder pol\u00edtico com m\u00e1xima pot\u00eancia comunicativa pode se anular, parcial ou completamente, se perder a credibilidade. No caso da narrativa golpistta, os meios de comunica\u00e7\u00e3o em converg\u00eancia midi\u00e1tica procuraram refor\u00e7ar a sua credibilidade atrav\u00e9s da exacerba\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o de watch dogs (c\u00e3es de guarda), isto \u00e9, extraindo credibilidade do sistema pol\u00edtico e do pr\u00f3prio governo Dilma em crise atrav\u00e9s do tema da corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em pesquisas qualitativas j\u00e1 se demonstrou que a base social e eleitoral dos governos Lula e Dilma estava dispon\u00edvel para uma disputa de forma\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o no sentido dos valores neoliberais. A pol\u00edtica de inclus\u00e3o social massiva, in\u00e9dita na hist\u00f3ria brasileira, n\u00e3o formou uma base de cidadania ativa e menos ainda de valores socialistas. Os valores de mercado \u2013 do autoempreendimento individual, dos padr\u00f5es vigentes de consumo, da busca priorit\u00e1ria e competitiva por acesso \u00e0 riqueza \u2013 nunca foram decisivamente confrontados pelos valores da solidariedade, por uma cultura anti-mercantil, por uma cultura dos valores p\u00fablicos. Em s\u00edntese, havia recep\u00e7\u00e3o poss\u00edvel e de massas para uma narrativa neoliberal.<\/p>\n<p>A narrativa neoliberal n\u00e3o era tamb\u00e9m ex\u00f3gena \u00e0 disputa hist\u00f3rica entre o PT e o PSDB, inscrita nos pr\u00f3prios impasses do Estado brasileiro. Havia corrup\u00e7\u00e3o sist\u00eamica, isto \u00e9, n\u00e3o ocasional ou localizada, no funcionamento do sistema pol\u00edtico. Havia problemas estruturais no equacionamento do desenvolvimento econ\u00f4mico brasileiro que foram se tornando cada vez mais evidentes ap\u00f3s a crise financeira internacional de 2008. A narrativa neoliberal n\u00e3o inventou estes impasses: o que ela fez foi\u00a0 incorporar os dados da realidade, em um certo sentido ou dire\u00e7\u00e3o, \u00e9 claro, priorizando\u00a0 e editando os fatos, produzindo simulacros e invers\u00f5es. Em s\u00edntese: ela possu\u00eda\u00a0 um certo sentido de iman\u00eancia que a tornava veross\u00edmil.<\/p>\n<p>Por fim, e de modo decisivo, a narrativa neoliberal n\u00e3o encontrou uma narrativa que se opusesse claramente a ela. Pelo contr\u00e1rio, ap\u00f3s a polariza\u00e7\u00e3o em alta voltagem das elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2014, o segundo governo Dilma parecia confirm\u00e1-la, seja na ado\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica de sentido neoliberal, seja legitimando as a\u00e7\u00f5es da Lava Jato sem restri\u00e7\u00f5es. Em s\u00edntese: a narrativa neoliberal p\u00f4de crescer e ganhar corpo na aus\u00eancia de um contraponto e, mais ainda, por desorganizar a identidade pol\u00edtica do advers\u00e1rio a ser vencido.<\/p>\n<p>Podemos, assim, concluir parcialmente que a narrativa neoliberal dispunha de uma forte vantagem hist\u00f3rico-estrutural no campo da pot\u00eancia comunicativa e p\u00f4de somar a isso uma forte pot\u00eancia persuasiva.<\/p>\n<p><b>Comunica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e Estado neoliberal<\/b><\/p>\n<p>A terceira raz\u00e3o da vit\u00f3ria da narrativa neoliberal foi a sua extraordin\u00e1ria pot\u00eancia org\u00e2nica. \u00c9 atrav\u00e9s do conceito de hegemonia que Gramsci vincula linguagem e constru\u00e7\u00e3o de poder pol\u00edtico, formulando o conceito de intelectuais org\u00e2nicos, isto \u00e9, que formam a pr\u00e1xis da luta entre domina\u00e7\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o \u00e9: que mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas entre pol\u00edtica e linguagem trouxe o processo contempor\u00e2neo\u00a0 de constru\u00e7\u00e3o dos Estados neoliberais?<\/p>\n<p>Assim como os Estados liberais democr\u00e1ticos do p\u00f3s-guerra at\u00e9 o fim dos anos setenta constru\u00edram um aparato de comunica\u00e7\u00f5es\u00a0 empresarial baseado no livre mercado de ideias, uma certa legitimidade da regula\u00e7\u00e3o anti-monop\u00f3lica e de controle democr\u00e1tico, uma teoria do pluralismo e de uma democracia das elites, a forma\u00e7\u00e3o dos Estados neoliberais implicou nas d\u00e9cadas recentes em mudan\u00e7as hist\u00f3rico-estruturais nesta \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>O neoliberalismo concentrou a propriedade midi\u00e1tica, vinculando-a organicamente em rede aos centros de poder financeiro mundial, incentivou a deslegitima\u00e7\u00e3o de qualquer regula\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica como sendo um atentado \u00e0 liberdade de express\u00e3o, passou de um pluralismo limitado a uma pol\u00edtica de execra\u00e7\u00e3o das culturas de esquerda e, por fim, de uma democracia elitista para\u00a0 regimes baseados em legitima\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7as carism\u00e1ticas, operando cada vez mais \u00e0 margem do princ\u00edpio da soberania popular.<\/p>\n<p>No Brasil, como j\u00e1 bem analisou Ven\u00edcio Lima, a democratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds ap\u00f3s o fim da ditadura militar encontrou um obst\u00e1culo constituinte \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um sistema p\u00fablico de comunica\u00e7\u00e3o, a uma regula\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos m\u00ednimos padr\u00f5es de uma opini\u00e3o p\u00fablica democr\u00e1tica. Nos anos noventa, como j\u00e1 analisamos, a estrutura oligop\u00f3lica empresarial dos meios de comunica\u00e7\u00e3o p\u00f4de se programatizar no sentido neoliberal, isto \u00e9, constituir sua rede de intelectuais org\u00e2nicos, inclusive com novas publica\u00e7\u00f5es como o principal jornal empresarial do pa\u00eds, Valor Econ\u00f4mico. Por quatro vezes em elei\u00e7\u00f5es presidenciais, essa vantagem hist\u00f3rico-estrutural da pot\u00eancia comunicativa dos neoliberais p\u00f4de ser derrotada, sempre em segundo turno, em ambientes de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social, nos quais as for\u00e7as de esquerda podiam fazer convergir sua for\u00e7a eleitoral, com coaliz\u00f5es e importante acesso nos meses decisivos de decis\u00e3o do voto ao tempo eleitoral gratuito, ampliado pelo regime de coliga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No per\u00edodo que vai de 2013 a 2016, dos prim\u00f3rdios da campanha de A\u00e9cio Neves ao impeachment da presidenta Dilma, a narrativa neoliberal se fez org\u00e2nica: formou a maior coaliz\u00e3o de partidos desde o fim da ditadura militar, coesionou todas as classes empresariais internacionais e nacionais, atraiu para si vastas camadas\u00a0 m\u00e9dias e at\u00e9 entre os mais pauperizados, em alian\u00e7a com as igrejas evang\u00e9licas conservadoras. Em s\u00edntese: ela formou um novo bloco hist\u00f3rico para formar um Estado neoliberal no Brasil.<\/p>\n<p>Em suma: a narrativa neoliberal p\u00f4de vencer porque fez convergir pot\u00eancia comunicativa, pot\u00eancia persuasiva e pot\u00eancia org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, no momento de sua m\u00e1xima for\u00e7a, durante o impeachment da presidenta Dilma, esta narrativa conseguiu legitimar o impeachment\u00a0\u00a0 (em torno de 60 % dos brasileiros), mas n\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o da posse de Temer (em torno de 10% dos brasileiros).\u00a0 \u00c9\u00a0 uma indica\u00e7\u00e3o de seu poder destrutivo\u00a0 e de sua fraqueza em construir legitimidade democr\u00e1tica.\u00a0 Isso ficar\u00e1 mais evidente no pr\u00f3ximo artigo, em que analisaremos a crise atual da narrativa neoliberal e a sua for\u00e7a inercial, bem como os seus esfor\u00e7os de mudan\u00e7a e relegitima\u00e7\u00e3o da narrativa golpista.<\/p>\n<p>https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Politica\/Por-que-a-narrativa-golpista-foi-vitoriosa-\/4\/39154<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juarez Guimar\u00e3es e Eliara Santana &#8211; Anteriormente analisou-se a como a narrativa golpista conseguiu vencer. 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