{"id":6870,"date":"2018-01-24T12:13:08","date_gmt":"2018-01-24T14:13:08","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=6870"},"modified":"2018-01-21T20:16:41","modified_gmt":"2018-01-21T22:16:41","slug":"precariado-tende-a-se-alastrar-no-brasil-como-nunca-antes-diz-sociologo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/01\/24\/precariado-tende-a-se-alastrar-no-brasil-como-nunca-antes-diz-sociologo\/","title":{"rendered":"&#8216;Precariado&#8217; tende a se alastrar no Brasil como nunca antes, diz soci\u00f3logo"},"content":{"rendered":"<p><b>FERNANDA PERRIN <\/b>&#8211; A emerg\u00eancia de\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/01\/1951904-16-milhoes-de-brasileiros-sofrerao-com-automacao-na-proxima-decada.shtml\">novos tipos de rela\u00e7\u00f5es de trabalho<\/a>, em que limites de jornada s\u00e3o mais flex\u00edveis e o rendimento, vari\u00e1vel, \u00e9 uma tend\u00eancia &#8220;delet\u00e9ria&#8221; para a popula\u00e7\u00e3o, avalia o soci\u00f3logo Ruy Braga, professor da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Ele tem pesquisado o que chama de &#8220;precariado&#8221;: uma parcela crescente dos trabalhadores que se engaja em rela\u00e7\u00f5es de trabalho precarizadas, como empregos de alta rotatividade e instabilidade. &#8220;A Rebeldia do Precariado&#8221; (2017) e &#8220;A Pol\u00edtica do Precariado&#8221; (2012) s\u00e3o algumas obras do soci\u00f3logo.<\/p>\n<p>Braga conversou com a\u00a0<b>Folha<\/b>\u00a0por telefone sobre as transforma\u00e7\u00f5es pelas quais o mercado de trabalho passa e seus impactos sociais.<\/p>\n<p><b>Folha &#8211; O aumento da flexibilidade do emprego parece gerar uma tens\u00e3o entre ganho de autonomia e perda de estabilidade. Como isso deve afetar o trabalhador?<\/b><\/p>\n<p><b>Ruy Braga &#8211;<\/b>\u00a0O c\u00f3digo de trabalho \u00e9 uma esp\u00e9cie de armist\u00edcio entre as partes, porque voc\u00ea define ali os limites de consumo de uma mercadoria muito especial, que \u00e9 o seu trabalho. Se voc\u00ea n\u00e3o tem esses limites, voc\u00ea vai ter uma situa\u00e7\u00e3o explosiva no pa\u00eds. Do ponto de vista do trabalhador \u00e9 bom ter limites, mas como ocorre agora com\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2017\/07\/1900464-veja-o-que-muda-para-empresarios-e-empregados-com-a-reforma-trabalhista.shtml\">a nova CLT<\/a>\u00a0o que voc\u00ea vai ter vai ser esse modelo: o gar\u00e7om entra \u00e0s 7h, faz uma jornada na parte da manh\u00e3, fica a tarde sem fazer nada e depois volta \u00e0 noite para terminar.<\/p>\n<p><b>Como regular a chamada &#8220;gig economy&#8221;, ligada a plataformas online, que ao mesmo tempo em que gera empregos, n\u00e3o garante cobertura trabalhista?<\/b><\/p>\n<p>O exemplo t\u00edpico [da gig economy] \u00e9 o Uber, \u00e9 o que talvez melhor expresse essas novas tend\u00eancias na economia de compartilhamento. Em\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/01\/1950831-uber-obriga-motorista-britanico-a-fazer-pausa-apos-10-horas-de-atividade.shtml\">Londres<\/a>\u00a0e S\u00e3o Francisco hoje existe uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para regular o trabalho do motorista de Uber. A mesma discuss\u00e3o est\u00e1 sendo levada adiante em\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/01\/1949381-uber-paga-ate-us-3-mi-para-encerrar-acao-coletiva-de-motoristas-de-ny.shtml\">Nova York<\/a>. S\u00e3o cidades de pa\u00edses desenvolvidos com economias bastante modernas, que j\u00e1 come\u00e7aram a\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2017\/12\/1944763-uber-devera-operar-como-empresa-de-transporte-determina-uniao-europeia.shtml\">rever essa liberdade total<\/a>\u00a0que \u00e9 voc\u00ea ter um trabalhador que \u00e9 dependente de uma empresa multinacional do setor de tecnologia, mas que na apar\u00eancia ele est\u00e1 trabalhando para si pr\u00f3prio. Isso \u00e9 uma fal\u00e1cia, porque ele depende dessa empresa.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 como proteger o trabalhador dessas tend\u00eancias que s\u00e3o delet\u00e9rias. De fato, a tecnologia permite que voc\u00ea trabalhe 24 horas por dia. Mas isso \u00e9 aceit\u00e1vel socialmente, \u00e9 desej\u00e1vel? Esse \u00e9 o problema que vivemos. \u00c9 claro que a tecnologia permite v\u00e1rias coisas, a quest\u00e3o \u00e9 o que vamos fazer como sociedade com esses horizontes. Precisamos definir o que \u00e9 aceit\u00e1vel ou n\u00e3o.<\/p>\n<p><b>A\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2017\/07\/1900464-veja-o-que-muda-para-empresarios-e-empregados-com-a-reforma-trabalhista.shtml\">reforma trabalhista<\/a>\u00a0buscou adaptar uma legisla\u00e7\u00e3o dos anos 1940 \u00e0s novas tend\u00eancias econ\u00f4micas. Ela foi bem sucedida?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 uma fal\u00e1cia dizer que a CLT \u00e9 dos anos 1940. Um estudo muito minucioso feito pela USP demonstrou que dos mais de cem artigos alterados, nenhum deles datava da d\u00e9cada de 1940. A CLT foi passando ao longo das d\u00e9cadas por constantes revis\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es. O que a reforma fez foi uma desestrutura\u00e7\u00e3o daquilo que estava mais ou menos pacificado no direito com aumento da inseguran\u00e7a jur\u00eddica, porque eles alteraram tanto a CLT em itens t\u00e3o importantes, que isso entra em contradi\u00e7\u00e3o at\u00e9 com a Constitui\u00e7\u00e3o. Isso vai criar uma\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/01\/1949291-tst-vai-decidir-se-reforma-trabalhista-so-afeta-novo-contrato.shtml\">s\u00e9rie de disputas<\/a>, o que n\u00e3o \u00e9 bom para o trabalhador e nem para o empregador.<\/p>\n<p><b>O que voc\u00ea chama de &#8220;precariado&#8221;, hoje ainda mais ou menos restrito \u00e0 base da pir\u00e2mide do mercado de trabalho, tende a se alastrar para as outras ocupa\u00e7\u00f5es?<\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o tenho d\u00favida. Basta voc\u00ea ver a quest\u00e3o da &#8216;pejotiza\u00e7\u00e3o&#8217;. At\u00e9 recentemente, voc\u00ea tinha duas grandes tend\u00eancias de precariza\u00e7\u00e3o: o trabalho subalterno, que ganha at\u00e9 1,5 sal\u00e1rio m\u00ednimo, exercido por fam\u00edlias de baixa renda vivendo em bairros mais perif\u00e9ricos, e a outra \u00e9 o\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2017\/12\/1943953-previdencia-perde-contribuintes-mais-ricos-pejotizacao-agrava-o-problema.shtml\">PJ<\/a>\u00a0[pessoa jur\u00eddica], exercido por\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2017\/12\/1940310-infoproletarios-defendem-causa-operaria-na-tecnologia.shtml\">setores profissionais<\/a>, pessoas que foram para a universidade, que falam v\u00e1rias l\u00ednguas e s\u00e3o qualificadas. Hoje ele tende a se alastrar como nunca antes.<\/p>\n<p>Essa multiplica\u00e7\u00e3o aponta para uma tend\u00eancia de polariza\u00e7\u00e3o nesses setores profissionais onde voc\u00ea encontra as classes m\u00e9dias: publicidade, jornalismo, arquitetura, professores universit\u00e1rios. Voc\u00ea tamb\u00e9m tem isso na \u00e1rea de sa\u00fade, como no caso de enfermeiros e psic\u00f3logos. A tend\u00eancia de\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2017\/12\/1943953-previdencia-perde-contribuintes-mais-ricos-pejotizacao-agrava-o-problema.shtml\">&#8216;pejotiza\u00e7\u00e3o&#8217; afasta essas pessoas da aposentadoria<\/a>, dos direitos trabalhistas e sociais em benef\u00edcio de uma renda insegura e jornadas muito longas.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/f.i.uol.com.br\/folha\/mercado\/images\/18019272.jpeg?resize=620%2C300\" alt=\"O professor de Sociologia da USP Ruy Braga (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o) ***DIREITOS RESERVADOS. N\u00c3O PUBLICAR SEM AUTORIZA\u00c7\u00c3O DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***\" width=\"620\" height=\"300\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p><em>O soci\u00f3logo e professor da Universidade de S\u00e3o Paulo Ruy Braga<\/em><\/p>\n<p><b>O aumento da inseguran\u00e7a e instabilidade do trabalhador \u00e9 sustent\u00e1vel no m\u00e9dio e longo prazo?<\/b><\/p>\n<p>Esse ataque \u00e0 renda tem um impacto sobre o consumo das fam\u00edlias. Isso \u00e9 muito ruim. Um pa\u00eds com renda t\u00e3o concentrada como o Brasil, entrar nessa trilha de aprofundamento da\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2017\/12\/1943334-filho-de-rico-tem-14-vezes-mais-chance-de-seguir-rico-do-que-pobre-ascender.shtml\">desigualdade<\/a>\u00a0com aumento ainda maior da concentra\u00e7\u00e3o, \u00e9 acabar com a possibilidade de crescimento da economia. Voc\u00ea perde um dos principais motores, que \u00e9 o do consumo. N\u00e3o acho isso sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>O que voc\u00ea tem como perspectiva de futuro \u00e9 um pouco o que j\u00e1 acontece no mercado de trabalho da \u00c1frica do Sul. Voc\u00ea tem aumento dessas oportunidades de emprego sem acesso a direitos, colapso do setor formal, afastamento dos direitos sociais, uma multiplica\u00e7\u00e3o de oportunidades ultraflex\u00edveis de trabalho, com aumento da concentra\u00e7\u00e3o de renda e viol\u00eancia social. O que a reforma aponta \u00e9 um aumento da viol\u00eancia social, tendo em vista a desestrutura\u00e7\u00e3o da renda e da prote\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p><b>Um problema \u00e9 a chamada atomiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, que desempenham suas fun\u00e7\u00f5es \u00e0 dist\u00e2ncia e n\u00e3o raro isoladamente. Como isso afeta o senso de coletividade e o movimento sindical?<\/b><\/p>\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 que haja um\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2017\/10\/1927150-sindicatos-temem-perda-de-ate-r-3-bilhoes-com-fim-de-imposto.shtml\">enfraquecimento do poder associativo dos sindicatos<\/a>. E o sindicalismo brasileiro, que se notabilizou por assessorar o Estado para cumprir a CLT, esse sindicalismo burocr\u00e1tico est\u00e1 fadado a desaparecer, porque n\u00e3o tem mais o que fazer desse ponto de vista.<\/p>\n<p>Ou ele se reinventa, o que passa por representar n\u00e3o apenas a sua base mas tamb\u00e9m todos os trabalhadores prec\u00e1rios, ou vai ficar concentrado naqueles setores ultraprotegidos, como o funcionalismo p\u00fablico, ou vai desaparecer. Porque o setor privado vai passar por uma mudan\u00e7a estrutural, ent\u00e3o se esse sindicalismo n\u00e3o se reinventar, organizado esses setores [prec\u00e1rios], ele vai desaparecer.<\/p>\n<p>A identidade coletiva j\u00e1 vinha sofrendo altera\u00e7\u00f5es muito significativas. Se voc\u00ea pegar o perfil de quem entrou no mercado de trabalho em 2002, 2003, \u00e9 um perfil muito mais feminino, muito jovem, negro, pardo. Um trabalhador muito distante daquelas identidades mais s\u00f3lidas do per\u00edodo anterior.<\/p>\n<p>O que voc\u00ea tem hoje \u00e9 um momento em que a identidade do trabalho n\u00e3o \u00e9 muito clara, porque voc\u00ea tem um novo trabalhador por um lado, e por outro voc\u00ea tem uma situa\u00e7\u00e3o de trabalho muito focada em servi\u00e7os, em \u00e1reas que n\u00e3o eram tradicionalmente desenvolvidas do ponto de vista da representa\u00e7\u00e3o sindical. Isso reproduz uma certa &#8216;desidentifica\u00e7\u00e3o&#8217; com setores mais tradicionais da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Essa tend\u00eancia geracional, de g\u00eanero e de ra\u00e7a, essa transforma\u00e7\u00e3o ainda vai levar um tempo para decantar. Para que esses trabalhadores se identifiquem como trabalhadores, construam suas identidades coletivas, as suas formas de representa\u00e7\u00e3o, que se aproximem dos sindicatos&#8230; Isso ainda vai levar um bom tempo. A identidade passada foi desconstru\u00edda e at\u00e9 agora n\u00e3o houve constru\u00e7\u00e3o de nada muito s\u00f3lido.<\/p>\n<p>Em 2013, com os protestos, isso foi se tornando um pouco mais claro, para voc\u00ea ter uma identidade mais n\u00edtida desse precariado. Essa identidade vai passar por uma rela\u00e7\u00e3o antag\u00f4nica com o governo. Mas ainda \u00e9 muito pouco, essas identidades n\u00e3o s\u00e3o n\u00edtidas, e isso \u00e9 um problema para os sindicatos.<\/p>\n<p><b>Voc\u00ea afirma que o mercado de trabalho brasileiro virou um &#8220;mecanismo de produ\u00e7\u00e3o de ressentimentos sociais em massa&#8221;. Por qu\u00ea?<\/b><\/p>\n<p>O que se percebe \u00e9 que at\u00e9 2014 e 2015, quando ainda existia ganho l\u00edquido de empregos, havia a promessa de um emprego formal, mas na realidade era um emprego que pagava muito pouco, at\u00e9 1,5 sal\u00e1rio m\u00ednimo, localizado no setor de servi\u00e7os, e que n\u00e3o oferecia uma perspectiva de progresso socio-ocupacional.<\/p>\n<p>Existia a expectativa de gera\u00e7\u00e3o de empregos formais, mas havia uma concentra\u00e7\u00e3o muito aguda do emprego nessa fatia que paga muito mal, e ao mesmo tempo terceirizado, com taxas altas de rotatividade e acidentes de trabalho. Essa era a tend\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o de frustra\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Essa realidade acabou transformando-se em ainda mais cr\u00edtica e degradante com a crise do emprego em 2015 e 2016, com eleva\u00e7\u00e3o muito significativa\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/01\/1948561-meio-milhao-de-brasileiros-vende-comida-na-rua.shtml\">do desemprego e do subemprego<\/a>.<\/p>\n<p><b>Mas ainda que os sal\u00e1rios fossem baixos, a formaliza\u00e7\u00e3o garantia a esses trabalhadores acesso a direitos trabalhistas, diferente do momento atual, em que cresce a informalidade. Nesse sentido, a frustra\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria pior agora?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 vis\u00edvel que mesmo que a remunera\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse maior, a entrada no mercado formal de trabalho garantiu acesso a direitos trabalhistas. Essa transi\u00e7\u00e3o para a formalidade garantiu tamb\u00e9m oportunidade de cursar pelo menos uma faculdade particular, ainda que noturna e de baixa qualidade.<\/p>\n<p>Com a crise do emprego, esse caminho \u00e9 bloqueado, e voc\u00ea tem uma situa\u00e7\u00e3o muito mais delet\u00e9ria para os interesses dos trabalhador, que \u00e9 exatamente o retorno da informalidade. Ent\u00e3o mesmo que aquela frustra\u00e7\u00e3o fosse ligada \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o, a condi\u00e7\u00f5es muito duras do pr\u00f3prio processo de trabalho, ainda assim era uma frustra\u00e7\u00e3o menos latente do que o retorno ao subemprego, uma realidade que havia sido superada.<\/p>\n<p><b>Vemos um movimento de retomada do emprego, ainda que pela via da informalidade, ao mesmo tempo em que as empresas come\u00e7am a implementar uma nova legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, aprovada no final do ano passado. Nesse cen\u00e1rio, como voc\u00ea v\u00ea o mercado de trabalho brasileiro em 2018?<\/b><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o acredito em uma retomada dos empregos em 2018. Imagino uma estagna\u00e7\u00e3o dos empregos formais, e aumento do subemprego. Isso porque n\u00e3o h\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica consistente, porque as empresas n\u00e3o est\u00e3o contratando e o governo corta gastos e investimentos. As pessoas n\u00e3o s\u00e3o suficientemente ricas para ficar desempregadas muito tempo, ent\u00e3o elas precisam fazer alguma atividade, o que as leva \u00e0\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2017\/11\/1939484-quase-100-das-vagas-criadas-no-setor-privado-sao-informais-diz-ibge.shtml\">informalidade<\/a>, em situa\u00e7\u00f5es de bico. Isso reduz estat\u00edstica [de desemprego], mas n\u00e3o o lado dram\u00e1tico.<\/p>\n<p>A\u00ed voc\u00ea tem outra novidade que \u00e9 o impacto da reforma trabalhista. Eu diria que a tend\u00eancia, tendo em vista as caracter\u00edsticas centrais, da flexibiliza\u00e7\u00e3o, com a afirma\u00e7\u00e3o do negociado sobre o legislado e multiplica\u00e7\u00e3o das formas at\u00edpicas de contrata\u00e7\u00e3o, como o intermitente, \u00e9 de aprofundamento do subemprego. Deve haver uma multiplica\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2017\/12\/1940592-empresas-criticam-inss-de-trabalhador-intermitente.shtml\">emprego intermitente<\/a>, o que pode mascarar a realidade do avan\u00e7o do subemprego no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Esses eixos da reforma apontam para uma desestrutura\u00e7\u00e3o do mercado e compress\u00e3o da renda do trabalhador. Eu prevejo uma concentra\u00e7\u00e3o ainda maior da renda, com aumento da\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2017\/12\/1943334-filho-de-rico-tem-14-vezes-mais-chance-de-seguir-rico-do-que-pobre-ascender.shtml\">desigualdade<\/a>\u00a0e assim por diante.<\/p>\n<p>http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2018\/01\/1951942-precariado-tende-a-se-alastrar-no-brasil-como-nunca-antes-diz-sociologo.shtml<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FERNANDA PERRIN &#8211; A emerg\u00eancia de\u00a0novos tipos de rela\u00e7\u00f5es de trabalho, em que limites de jornada s\u00e3o mais flex\u00edveis e o rendimento, vari\u00e1vel, \u00e9 uma tend\u00eancia &#8220;delet\u00e9ria&#8221; para a popula\u00e7\u00e3o, avalia o soci\u00f3logo Ruy Braga, professor da Universidade de S\u00e3o Paulo. 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