{"id":6771,"date":"2018-01-12T12:13:59","date_gmt":"2018-01-12T14:13:59","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=6771"},"modified":"2018-01-10T10:16:02","modified_gmt":"2018-01-10T12:16:02","slug":"as-12-vitorias-do-presidente-maduro-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/01\/12\/as-12-vitorias-do-presidente-maduro-em-2017\/","title":{"rendered":"As 12 vit\u00f3rias do presidente Maduro em 2017"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ignacio Ramonet<\/strong> &#8211; Em meio a brutais ataques e infinitas agress\u00f5es, o chavismo ampliou sua base de apoio, incrementando as for\u00e7as pol\u00edticas e sociais em favor da revolu\u00e7\u00e3o. A\u00ed est\u00e1, mais s\u00f3lido que nunca. O que significa um al\u00edvio e uma luminosa esperan\u00e7a para toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Neste ano heroico de brutais ataques e infinitas agress\u00f5es, o chavismo demonstrou sua fortaleza e sua capacidade de supera\u00e7\u00e3o. Para come\u00e7ar, devemos recordar que presidente Nicol\u00e1s Maduro \u00e9 o mandat\u00e1rio mais injustamente acossado, caluniado e agredido da hist\u00f3ria da Venezuela. Mais que o pr\u00f3prio comandante Hugo Ch\u00e1vez, fundador da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana. O objetivo doentio da oposi\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria nos \u00faltimos cinco anos tem sido o de tirar Maduro do Pal\u00e1cio de Miraflores a qualquer custo, com o apoio de poderosos aliados internacionais, come\u00e7ando pelo governo dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O rec\u00e9m encerrado ano de 2017 foi marcado por ataques ao presidente desde o primeiro minuto, com a Assembleia Nacional, controlada pela contrarrevolu\u00e7\u00e3o, que decidiu desconhecer a o presidente, em a\u00e7\u00e3o do dia 9 de janeiro, acusando-o de \u201cabandono do cargo\u201d. Desculpa falsa e absurda.<\/p>\n<p>Diante dessa tentativa de golpe de Estado constitucional \u2013 inspirada no modelo de golpe parlamentar como o que derrubou Dilma Rousseff no Brasil em 2016 \u2013, o Tribunal Supremo de Justi\u00e7a (TSJ) interveio para mostrar que, em virtude da Constitui\u00e7\u00e3o, a Assembleia Nacional n\u00e3o pode destituir o chefe de Estado, diretamente eleito pelo povo.<\/p>\n<p>Por sua parte, Maduro respondeu a esse ataque organizando manobras c\u00edvico-militares denominadas \u201cexerc\u00edcios de a\u00e7\u00e3o integral antiimperialista Zamora 200\u201d, que mobilizaram 600 mil efetivos entre militares e militantes partid\u00e1rios e dos movimentos sociais. Ofereceu, desse modo, uma imponente demonstra\u00e7\u00e3o da unidade entre as For\u00e7as Armadas, o Governo, o Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) e as massas populares. Essa foi a primeira vit\u00f3ria de 2017.<\/p>\n<p>Impulsionada pela vit\u00f3ria de Donald Trump nos Estados Unidos \u2013 ou seja, com a direita supremacista de volta ao poder na Casa Branca desde 20 de janeiro passado \u2013, a oposi\u00e7\u00e3o venezuelana tentou intimidar o governo madurista com uma grande marcha em Caracas no dia 23 de janeiro, data da queda do ditador Marcos P\u00e9rez Jim\u00e9nez em 1958. Mas tamb\u00e9m fracassou em termos pr\u00e1ticos. Entre outros motivos, porque Maduro respondeu organizando, nesse mesmo dia, o transporte dos restos de Fabricio Ojeda, l\u00edder revolucion\u00e1rio respons\u00e1vel pela derrubada de P\u00e9rez Jim\u00e9nez, ao Pante\u00e3o Nacional, evento que foi acompanhado por l\u00edderes sociais venezuelanos. O chamado do mandat\u00e1rio levou centenas de milhares de pessoas ao centro de Caracas, e foi poss\u00edvel ver como o chavismo popular domina as ruas, enquanto a oposi\u00e7\u00e3o exibia suas divis\u00f5es e sua esqualidez extrema. Essa foi a segunda vit\u00f3ria do presidente Maduro.<\/p>\n<p>Pouco depois se produziu a interven\u00e7\u00e3o do Tribunal Supremo, estipulando que a Assembleia Nacional se encontra em situa\u00e7\u00e3o de \u201cdesacato\u201d desde 2016. Em efeito, como se recordar\u00e1, nas elei\u00e7\u00f5es legislativas de 6 de dezembro de 2015, foram denunciadas fraudes no Estado de Amazonas., as quais foram demonstrados por grava\u00e7\u00f5es nas quais a secret\u00e1ria do governo estadual oferecia dinheiro a grupos de eleitores para votar pelos candidatos opositores. Em consequ\u00eancia, o TSJ suspendeu a esses deputados. Por\u00e9m, a Assembleia Nacional, insistiu na posse dos mesmos, j\u00e1 que com a introdu\u00e7\u00e3o desses tr\u00eas parlamentares a oposi\u00e7\u00e3o obteria uma maioria qualificada (dois ter\u00e7os da casa) e o poder de derrogar leis org\u00e2nicas, de limitar a a\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio presidente, entre outras possibilidades.<\/p>\n<p>Tens\u00f5es entre Parlamento e Tribunal Supremo s\u00e3o relativamente frequentes em todas as grandes democracias. Na Europa, por exemplo, quando surge um conflito constitucional entre poderes, \u00e9 habitual que o Judici\u00e1rio assuma atribui\u00e7\u00f5es do Legislativo. Nos Estados Unidos, at\u00e9 um presidente t\u00e3o esot\u00e9rico como Donald Trump teve que acatar decis\u00f5es recentes da Corte Suprema que n\u00e3o foram do seu agrado\u2026<\/p>\n<p>Por\u00e9m, em Caracas, a contrarrevolu\u00e7\u00e3o utilizou esse debate para relan\u00e7ar uma campanha internacional sobre a pretendida \u201caus\u00eancia de democracia na Venezuela\u201d. Com a cumplicidade da nova administra\u00e7\u00e3o estadunidense, montou uma colossal opera\u00e7\u00e3o de linchamento midi\u00e1tico mundial contra Nicol\u00e1s Maduro. Mobilizando os principais meios dominantes de comunica\u00e7\u00e3o: CNN, Fox News, at\u00e9 a BBC de Londres, sem contar os grandes meios latino-americanos, os mais influentes di\u00e1rios globais, pilares da hegemonia comunicacional conservadora, assim como as redes sociais.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a direita venezuelana manobrou com a inten\u00e7\u00e3o de internacionalizar o conflito interno, fazendo da interven\u00e7\u00e3o nos assuntos do pa\u00eds prioridade dos trabalhos da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA), e recriando o \u201cminist\u00e9rio das col\u00f4nias dos Estados Unidos\u201d, como Che Guevara chamava a entidade. Obedecendo as consignas do novo governo de Donald Trump e com o apoio de v\u00e1rios regimes conservadores da Am\u00e9rica Latina, o uruguaio Luis Almagro, secret\u00e1rio-geral da OEA, assumiu ent\u00e3o o miser\u00e1vel rol de liderar essa manobra, exigindo a aplica\u00e7\u00e3o da Carta Democr\u00e1tica do organismo contra a Venezuela.<\/p>\n<p>Mas Caracas contra atacou imediatamente e conseguiu a solidariedade diplom\u00e1tica da maioria dos Estados latino-americanos e caribenhos. Apesar dos desonestos argumentos do secret\u00e1rio-geral, a Venezuela jamais poderia ser colocada em minoria. Venceu de forma irrefut\u00e1vel, e os inimigos da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana, entre eles Washington \u2013 quebraram a cara ao se chocar com a estrat\u00e9gia de Maduro, baseada na realidade dos fatos, a honestidade pol\u00edtica e a \u00e9tica. Finalmente, em abril, Caracas decidiu se retirar da OEA, acusando essa organiza\u00e7\u00e3o de \u201ca\u00e7\u00f5es intrusivas contra a soberania da Venezuela\u201d. Com imagina\u00e7\u00e3o e aud\u00e1cia, nesse complexo cen\u00e1rio internacional, o presidente venezuelano conseguiu sua terceira grande vit\u00f3ria de 2017.<\/p>\n<p>Entretanto, as tens\u00f5es aumentaram em Caracas quando, no dia 29 de mar\u00e7o, a Sala Constitucional do TSJ declarou que \u201cenquanto persista a situa\u00e7\u00e3o de desacato e de invalidez das atua\u00e7\u00f5es da Assembleia Nacional, ser\u00e1 esta Sala Constitucional que exercer\u00e1 as atribui\u00e7\u00f5es parlamentares, garantindo que as mesmas sejam exercidas de forma a velar pelo Estado de Direito\u201d. Anteriormente, o TSJ decidiu que a imunidade parlamentar dos deputados \u201cs\u00f3 se ampara durante o exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es\u201d, o que n\u00e3o era o caso, uma vez que a Assembleia Nacional se encontrava \u201cem desacato\u201d.<\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o antichavista reagiu com protestos midi\u00e1ticos. Apoiada novamente pelas for\u00e7as conservadoras internacionais, passou a operar um plano sedicioso contrarrevolucion\u00e1rio, cujo primeiro passo, novamente, foi a estrat\u00e9gia de realizar barricadas em diversos lugares da capital e dos grandes centros urbanos. Durante quatro intermin\u00e1veis meses, a contrarrevolu\u00e7\u00e3o insistiu na mais desesperada e brutal ofensiva b\u00e9lica contra o governo bolivariano. Financiadas em d\u00f3lares pela direita internacional, as for\u00e7as antichavistas, lideradas pelos partidos Primeiro Justi\u00e7a e Vontade Popular, duas for\u00e7as de extrema direita pertencentes \u00e0 coaliz\u00e3o opositora Mesa de Unidade Democr\u00e1tica (MUD). N\u00e3o duvidaram em utilizar paramilitares, agentes terroristas e mercen\u00e1rios do crime organizado, assim como uma elite de especialistas em guerra psicol\u00f3gica e propaganda \u201cdemocr\u00e1tica\u201d, com a finalidade patol\u00f3gica de derrubar Nicol\u00e1s Maduro.<\/p>\n<p>\u00c9brias de viol\u00eancia, as hordas tentaram assaltar a democracia venezuelana. Atacaram, incendiaram e destru\u00edram hospitais, centros de sa\u00fade, creches, escolas, maternidades, armaz\u00e9ns de alimentos e de rem\u00e9dios, escrit\u00f3rios governamentais, centenas de neg\u00f3cios privados, esta\u00e7\u00f5es do metr\u00f4, etc. Enquanto isso, se multiplicavam as barricadas nos centros urbanos burgueses que controlavam.<\/p>\n<p>Os violentos, atirando dezenas de coquet\u00e9is molotov, se lan\u00e7aram ferozmente contra os efetivos das for\u00e7as de seguran\u00e7a. Cinco uniformados foram assassinados a tiros. Por outra parte, muitos dos organizadores das barricadas deram mostra de sua crueldade, quando passaram \u00e0 t\u00e1tica de cortar cabos de tens\u00e3o da via p\u00fablica para degolar motociclistas. Ou quando, cheios de \u00f3dio e de racismo, queimaram vivos a jovens chavistas. Foram 21 opositores atacados dessa forma, dos quais nove faleceram. Resultado: 121 pessoas assassinadas, milhares de feridos e perdas milion\u00e1rias de infraestrutura no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Durante esses quatro meses de selvageria contrarrevolucion\u00e1rio, a oposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tentou atacar bases militares, pensando em colocar as For\u00e7as Armadas contra o governo leg\u00edtimo, e inst\u00e1-las a atacar o pal\u00e1cio presidencial. A extrema direita golpista tentou de tudo para gerar uma guerra civil, buscando fraturar a uni\u00e3o c\u00edvico-militar e destruir a democracia venezuelana.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, em inst\u00e2ncias internacionais, seguia a fren\u00e9tica campanha midi\u00e1tica apresentando os que incendiavam hospitais, assassinavam inocentes, destru\u00edam escolas e queimavam gente viva, como \u201cher\u00f3is da liberdade\u201d. Era o mundo ao contr\u00e1rio, o da p\u00f3s-verdade, ou dos fatos alternativos.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi f\u00e1cil resistir a tanto terror, a tanta agress\u00e3o, e controlar a ordem p\u00fablica com uma vis\u00e3o de autoridade democr\u00e1tica, de proporcionalidade e de respeito aos direitos humanos. O presidente Nicol\u00e1s Maduro conseguiu algo que parecia imposs\u00edvel: a sa\u00edda do labirinto de viol\u00eancia. Com uma genial ideia, que ningu\u00e9m esperava: voltar ao poder constituinte origin\u00e1rio. A medida desconcertou a oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O pretexto do terrorismo das barricadas residia, efetivamente, no desacordo entre duas legitimidades: a do Tribunal Supremo de Justi\u00e7a e o da Assembleia Nacional. Nenhuma das duas institui\u00e7\u00f5es queria dar seu bra\u00e7o a torcer. Como sair do impasse? Baseando-se nos artigos 347, 348 e 349 da Constitui\u00e7\u00e3o chavista de 1999, e apelando ao seu status de chefe de Estado e de \u00e1rbitro m\u00e1ximo, o presidente Maduro decidiu reativar um processo popular constituinte. Era o \u00fanico modo de encontrar, pela via do di\u00e1logo pol\u00edtico e da palavra, um acordo com a oposi\u00e7\u00e3o. E de regular o conflito hist\u00f3rico, para idear solu\u00e7\u00f5es aos problemas do pa\u00eds. Planejou muito bem e esperou o momento adequado. At\u00e9 que, no dia 1\u00b0 de maio, se deram todas as condi\u00e7\u00f5es. Nesse dia, o presidente anunciou que a elei\u00e7\u00e3o dos delegados da Assembleia Constituinte se efetuaria em 30 de julho. Era a \u00fanica op\u00e7\u00e3o para a paz.<\/p>\n<p>Mas a oposi\u00e7\u00e3o novamente confirmou sua desesperante insensibilidade pol\u00edtica, e se afastou do processo. Entre aplausos da imprensa mundial, como parte da campanha inclemente contra a Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana, os partidos opositores concordaram em n\u00e3o participar; e se dedicaram a sabotar as elei\u00e7\u00f5es, a impedir o acesso aos votantes, mais uma vez com barricadas, queima de urnas, amea\u00e7as aos que desejavam exercer seu direito a participar.<\/p>\n<p>Fracassaram. Foram incapazes de impedir que, no dia 30 de julho, as pessoas fossem apoiassem massivamente a solu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica ao conflito social, \u00e0 viol\u00eancia e ao terror. Mais de 8,5 milh\u00f5es de cidad\u00e3os votaram. Muitos venceram diversos obst\u00e1culos, enfrentando paramilitares e barricadas, driblando ruas bloqueadas, cruzando c\u00f3rregos e rios, fazendo o imposs\u00edvel para cumprir com seu dever c\u00edvico, pol\u00edtico, \u00e9tico, moral. Superaram amea\u00e7as de dentro e de fora.<\/p>\n<p>Poucos esperavam t\u00e3o alto grau de mobiliza\u00e7\u00e3o popular, essa aflu\u00eancia de votantes e o enorme sucesso eleitoral. No dia seguinte, como havia vaticinado o presidente, as barricadas dispersaram. A viol\u00eancia se desvanecia. A paz voltava a reinar. Com sutileza, paci\u00eancia, coragem e decis\u00e3o, e uma fina intelig\u00eancia estrat\u00e9gica, o presidente Maduro conseguiu derrotar a t\u00e1tica da viol\u00eancia pol\u00edtica e abortar a evidente intentona golpista. Se plantou com firmeza diante das amea\u00e7as, e o fez sem alterar o mais substancial de sua pol\u00edtica. Essa foi sua vit\u00f3ria mais espetacular do ano.<\/p>\n<p>\u201cA forma\u00e7\u00e3o da Constituinte \u2013 comentou Maduro \u2013 significou, sem d\u00favidas, a chegada de um clima de paz que permitiu impulsionar a ofensiva pol\u00edtica da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana\u201d. E essa ofensiva favoreceu o que muitos pensavam imposs\u00edvel: outras duas fundamentais vit\u00f3rias eleitorais. Um na elei\u00e7\u00e3o de governadores e estados, no dia 15 de outubro, onde se conquistou 19 de 23 federa\u00e7\u00f5es \u2013 entre elas as de Miranda (que configura a regi\u00e3o da Grande Caracas) e de Lara, dois estados cuja pol\u00edtica social estava quase em extin\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os da oposi\u00e7\u00e3o. Mais tarde, somou-se o triunfo em Zulia, um estado estrat\u00e9gico, de grande peso demogr\u00e1fico e possuidor de importantes reservas de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>Meses depois, a Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana ganhou as elei\u00e7\u00f5es municipais de 10 de dezembro, com a obten\u00e7\u00e3o de 308 prefeituras de 335 em disputa, o que significa 93% dos munic\u00edpios. O chavismo se imp\u00f4s em 22 de 24 capitais, incluindo Caracas. Enquanto a contrarrevolu\u00e7\u00e3o confirmava sua impopularidade com uma queda em seu apoio eleitoral, perdendo mais de 2 milh\u00f5es de votos.<\/p>\n<p>Mostrando o mundo a vitalidade de seu sistema democr\u00e1tico, a Venezuela foi o \u00fanico pa\u00eds que realizou tr\u00eas grandes elei\u00e7\u00f5es nacionais em 2017. As tr\u00eas vencidas pelo chavismo. Enquanto a direita, desmoralizada por tantos desastres sucessivos, se via atomizada, desunida, grogue. Seus l\u00edderes confrontados entre si. Seus seguidores se renderam ao pessimismo.<\/p>\n<p>Ao menos, se conservou o apoio de seus protetores internacionais, entre eles o mais agressivo: o do presidente estadunidense Donald Trump. Ao longo de 2017 \u2013 em continuidade \u00e0 ordem executiva de 8 de mar\u00e7o de 2015, assinada por Barack Obama, que declarou a Venezuela uma \u201camea\u00e7a extraordin\u00e1ria \u00e0 seguran\u00e7a dos Estados Unidos\u201d \u2013, Donald Trump emitiu uma lista de san\u00e7\u00f5es contra a Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana.<\/p>\n<p>A mais preocupante foi a do dia 11 de agosto, poucos dias depois da elei\u00e7\u00e3o que formou a Assembleia Constituinte, quando amea\u00e7ou com uma a\u00e7\u00e3o militar. Em entrevista a jornalistas realizada em seu campo de golfe em New Jersey, Trump disse que seu governo \u201ctem muitas op\u00e7\u00f5es sobre como atuar com respeito \u00e0 Venezuela, incluindo uma poss\u00edvel op\u00e7\u00e3o militar, se for necess\u00e1rio\u201d. Dias depois, em 25 de agosto, dentro com contexto de bloqueio financeiro contra Caracas, Trump proibiu que \u201cqualquer pessoa, entidade, empresa ou associa\u00e7\u00e3o, legalmente radicada ou que realize atividades nos Estados Unidos, possa efetuar neg\u00f3cios com novos b\u00f4nus de d\u00edvida que sejam emitidos por qualquer inst\u00e2ncia do governo venezuelano, a saber: b\u00f4nus da Rep\u00fablica emitidos pelo Banco Central venezuelano ou pela empresa estatal PDVSA\u201d.<\/p>\n<p>Essas san\u00e7\u00f5es apostam em levar a Venezuela ao default (n\u00e3o pagamento de sua d\u00edvida externa) porque isso levaria a que o Estado venezuelano e a PDVSA tivessem portas fechadas nos mercados financeiros associados aos Estados Unidos, o que impediria o pa\u00eds sul-americano de oferecer b\u00f4nus para obter divisas.<\/p>\n<p>Lawrence Eagleburger, ex-Secret\u00e1rio de Estado do presidente George W. Bush, reconheceu abertamente, em entrevista ao canal Fox News, que a guerra econ\u00f4mica contra a Venezuela havia sido efetivamente desenhada em Washington: \u201cDevemos usar as ferramentas econ\u00f4micas \u2013 afirmou o republicano \u2013 para fazer com que a economia venezuelana piore, de tal forma que a influ\u00eancia do chavismo no pa\u00eds e na regi\u00e3o diminua. Tudo o que possamos fazer para que a economia venezuelana se afunda numa situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, est\u00e1 bem feito\u201d. O atual secret\u00e1rio do Tesouro, Steven Mnuchin, confirmou oficialmente que as novas san\u00e7\u00f5es t\u00eam por objetivo \u201cestrangular a Venezuela\u201d.<\/p>\n<p>Contra t\u00e3o insolentes agress\u00f5es, Nicol\u00e1s Maduro declarou que o default \u201cnunca chegar\u00e1\u201d. Primeiro, porque a Venezuela \u00e9 o pa\u00eds sul-americano que mais paga a sua d\u00edvida. Nos \u00faltimos quatro anos, Caracas cancelou 74 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Segundo, porque o governo bolivariano \u201csempre ter\u00e1 uma estrat\u00e9gia clara\u201d de renegocia\u00e7\u00e3o e reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida externa. O mandat\u00e1rio denunciou que o objetivo dos inimigos do chavismo \u00e9 isolar financeiramente a Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana at\u00e9 que n\u00e3o tenha possibilidades de cr\u00e9dito. Para ir afogando-a pouco a pouco. Querem gerar temor nos investidores privados para que n\u00e3o comprem bonos, n\u00e3o participem na renegocia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida e n\u00e3o haja investimento. Nicol\u00e1s Maduro explicou que apesar do bloqueio, o que a Venezuela enfrenta \u00e9 uma aut\u00eantica persegui\u00e7\u00e3o, na qual tamb\u00e9m participam pa\u00edses como Canad\u00e1 e os da Uni\u00e3o Europeia. Uma persegui\u00e7\u00e3o ativa ao comercio, \u00e0s contas banc\u00e1rias e aos movimentos financeiros.<\/p>\n<p>Mas o mandat\u00e1rio soube esquivar esses ataques, e surpreendeu uma vez mais os seus advers\u00e1rios quando anunciou, no dia 3 de novembro, a cria\u00e7\u00e3o de uma Comiss\u00e3o para consolidar o refinanciamento e a reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida externa, com o prop\u00f3sito de superar as agress\u00f5es financeiras. \u201cVamos fazer uma reformata\u00e7\u00e3o completa dos pagamentos externos, para chegar a um equil\u00edbrio. Vamos romper os esquemas internacionais\u201d. E foi isso o que aconteceu. Dias mais tarde, desafiando o bloqueio financeiro, e como parte da primeira aproxima\u00e7\u00e3o para a renegocia\u00e7\u00e3o e reestrutura\u00e7\u00e3o planteada pelo presidente, chegava a Caracas, a se reunir com o governo bolivariano, um grupo de credores da d\u00edvida venezuelana procedentes de pa\u00edses como Estados Unidos, Panam\u00e1, Reino Unido, Portugal, Col\u00f4mbia, Chile, Argentina, Jap\u00e3o e Alemanha. O que constituiu claramente numa vit\u00f3ria do governo de Maduro.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m precisar que o conflito de quarta gera\u00e7\u00e3o contra a Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana tem v\u00e1rias frentes e inclui de maneira simult\u00e2nea e cont\u00ednua quatro guerras: 1) uma guerra insurrecional, desenhada por especialistas e subvers\u00e3o, sabotagem e psicologia de massas, com o uso de mercen\u00e1rios, explos\u00e3o c\u00edclica de barricadas criminosas e ataques terroristas contra quart\u00e9is, objetivos militares e infraestruturas globais (rede el\u00e9trica, refinarias, distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, etc); 2) uma guerra midi\u00e1tica, com a imprensa escrita, a r\u00e1dio, a televis\u00e3o e as redes sociais transformadas em novos ex\u00e9rcitos de conquista e o uso planificado da propaganda orientada a domesticar as mentes e seduzir os cora\u00e7\u00f5es; 3) uma guerra diplom\u00e1tica com acosso em alguns foros internacionais, em particular na OEA, e ataques dos pa\u00edses o chamado Grupo de Lima (do qual participam Argentina, Brasil, Canad\u00e1, Chile, Col\u00f4mbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, M\u00e9xico, Panam\u00e1, Paraguai e Peru) aos que se somam regularmente os Estados Unidos, Canad\u00e1 e a Uni\u00e3o Europeia; e 4) uma guerra econ\u00f4mica e financeira com armazenamento e desabastecimento de alimentos e rem\u00e9dios, manipula\u00e7\u00e3o do tipo de c\u00e2mbio da moeda por escrit\u00f3rios ilegais, infla\u00e7\u00e3o induzida, bloqueio banc\u00e1rio e distor\u00e7\u00e3o do risco-pa\u00eds.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito do risco-pa\u00eds, n\u00e3o se deve esquecer que nos \u00faltimos quatro anos, como j\u00e1 se disse, Caracas honrou todos seus compromissos de pagamento de d\u00edvida, o que significou mais de 74 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. O que deveria ter diminu\u00eddo drasticamente o \u00edndice de risco-pa\u00eds, pois n\u00e3o se corre nenhum risco emprestando dinheiro \u00e0 Venezuela se esta paga religiosamente todas as suas d\u00edvidas. Entretanto, o \u00edndice continua aumentando. Atualmente, segundo o banco JP Morgan, ele se situa em 4820 pontos, 38 vezes mais alto que o de Chile, pa\u00eds que tem a mesma rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida\/PIB que a Venezuela. Esse \u00e9 o alt\u00edssimo pre\u00e7o que Caracas tem que pagar por ter optado democraticamente por um sistema pol\u00edtico socialista.<\/p>\n<p>Com respeito ao bloqueio banc\u00e1rio, ao longo de 2017, e em particular depois das san\u00e7\u00f5es de Donald Trump, os cancelamentos unilaterais de contratos se multiplicaram. Em julho, por exemplo, o agente de pagamento do Estado de Delaware informou que seu banco correspondente, o PNC Bank dos Estados Unidos, se negava a receber fundos procedentes da PDVSA. Em agosto, o Novo Banco de Portugal notificou Caracas sobre a impossibilidade de realizar opera\u00e7\u00f5es em d\u00f3lares por bloqueio dos bancos estadunidenses intermedi\u00e1rios. Mais tarde, o Bank of China Frankfurt, aliado de Caracas, tampouco pode pagar 15 milh\u00f5es de d\u00f3lares de d\u00edvidas da Venezuela \u00e0 empresa mineira canadense Gold Reserve. Em novembro, mais de 39 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u2013 pelo pagamento de 23 opera\u00e7\u00f5es de compra de alimentos para as festas de natal \u2013 foram devolvidos a Caracas porque os bancos intermedi\u00e1rios dos provedores n\u00e3o aceitaram dinheiro da Venezuela.<\/p>\n<p>Por outra parte, no come\u00e7o de setembro a empresa financeira Euroclear, filial do banco estadunidense JP Morgan, bloqueou um pagamento de 1,2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares efetuado pelo governo bolivariano para adquirir medicamentos e alimentos. Isso impediu a aquisi\u00e7\u00e3o de 300 mil doses de insulina. Ao mesmo tempo, um laborat\u00f3rio colombiano, pertencente ao grupo sueco BSN Medical, se negou a aceitar o pagamento venezuelano de um carregamento de um para o tratamento da mal\u00e1ria.<\/p>\n<p>O objetivo de todos esses bloqueios \u00e9 impedir que o governo bolivariano possa utilizar seus recursos para adquirir os alimentos e os medicamentos que a popula\u00e7\u00e3o necessita. Tudo isso com a inten\u00e7\u00e3o de for\u00e7ar a insatisfa\u00e7\u00e3o popular e criar protestos contra o governo, fomentar o caos no sistema de sa\u00fade, colocando em perigo a vida de milhares de pessoas.<\/p>\n<p>Nesse caso, gra\u00e7as \u00e0s suas rela\u00e7\u00f5es internacionais, o presidente venezuelano conseguiu resolver parcialmente os problemas. Com a chegada em novembro, de forma urgente, de importantes carregamentos de insulina procedentes da \u00cdndia, centenas de pacientes, em perigo de morte, puderam salvar suas vidas, o que sem d\u00favida se constituiu numa nova vit\u00f3ria de Nicol\u00e1s Maduro.<\/p>\n<p>Para quebrar o bloqueio financeiro, o presidente anunciou em novembro outra iniciativa: a cria\u00e7\u00e3o de uma moeda digital, o petro. Esse an\u00fancio despertou um forte entusiasmo na comunidade de investidores das criptomoedas, colocou a Venezuela na vanguarda da tecnologia e das finan\u00e7as globais, e gerou enormes expectativas. Sem contar que o pre\u00e7o do petro n\u00e3o estar\u00e1 vinculado aos caprichos da especula\u00e7\u00e3o dos mercados, e sim se associar\u00e1 ao valor internacional de ativos reais como o ouro, o g\u00e1s, o diamante e o petr\u00f3leo. A Venezuela deu assim um passo enorme para possuir um mecanismo revolucion\u00e1rio de financiamento pelo qual nenhuma pot\u00eancia estrangeira poder\u00e1 impor san\u00e7\u00f5es, nem boicotar a chegada de capitais. Nesse sentido, o petro \u00e9 mais uma vit\u00f3ria de Maduro.<\/p>\n<p>Em meio a todas essas batalhas, e apesar da quebra total do modelo de depend\u00eancia petroleira, o presidente se preocupou particularmente de que o socialismo bolivariano n\u00e3o fosse interrompido, e que n\u00e3o faltasse escolas, trabalho, teto, cuidados m\u00e9dicos, renda e alimentos. O governo revolucion\u00e1rio n\u00e3o deixou de financiar obras p\u00fablicas fundamentais, nem de edificar novas moradias: em 2017 foram entregues mais de 570 mil casas. A Miss\u00e3o Bairro Adentro foi mantida, assim como todas as Miss\u00f5es sociais. Se consolidaram programas sociais como o Plano Semeia e a Miss\u00e3o de Abastecimento Soberano. Em meio a tantos tormentos, Maduro conseguiu um milagre social de salva\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. A contrarrevolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguiu deter o avan\u00e7o do socialismo.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, os Comit\u00eas Locais de Abastecimento e Produ\u00e7\u00e3o (CLAP), modelo centralizado de distribui\u00e7\u00e3o direta, continuaram de desenvolvendo em todo o pa\u00eds e j\u00e1 ajudam a cerca de quatro milh\u00f5es de venezuelanos dos setores populares, protegidos contra o desabastecimento causado pela guerra econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Ademais, durante todos o ano de 2017, o presidente Maduro foi lan\u00e7ando novas iniciativas sociais. A mais interessante foi o novo documento de identidade, que permite conhecer, atrav\u00e9s de um sistema de c\u00f3digos, o status socioecon\u00f4mico dos cidad\u00e3os. O modelo favorece o acesso das fam\u00edlias necessitadas \u00e0s ajudas sociais das miss\u00f5es socialistas. No final de dezembro de 2017, um total de 16,5 milh\u00f5es de cidad\u00e3os haviam sido registrados com o novo documento.<\/p>\n<p>O Presidente impulsionou tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o do movimento \u201cSomos Venezuela\u201d com a finalidade de agilizar o processo de entrega das ajudas sociais. Os 200 mil brigadistas da organiza\u00e7\u00e3o t\u00eam como tarefa a identifica\u00e7\u00e3o, casa por casa, das necessidades das fam\u00edlias registradas. Depois, s\u00e3o destinadas ajudas \u00e0s fam\u00edlias de acordo com as verdadeiras necessidades. Outro dos objetivos importantes do movimento \u201cSomos Venezuela\u201d \u00e9 garantir o pagamento a 100% dos pensionados em todo o pa\u00eds, como prometeu Nicol\u00e1s Maduro.<\/p>\n<p>O Presidente prop\u00f4s tamb\u00e9m um plano chamado \u201cChamba Juvenil\u201d (algo como \u201ctrampo juvenil\u201d, em linguagem coloquial) dirigido aos jovens de entre 15 e 35 anos de idade, com o prop\u00f3sito de incorpor\u00e1-los ao emprego em \u00e1reas orientadas \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades humanas apontadas atrav\u00e9s do novo documento de identidade ou dentro dos trabalhos do movimento \u201cSomos Venezuela\u201d. O plano se dirige particularmente aos jovens universit\u00e1rios desempregados, aos n\u00e3o escolarizados, \u00e0s m\u00e3es solteiras com carga familiar e aos jovens em situa\u00e7\u00e3o de rua. Se estima que o programa possa gerar cerca de 800 mil novos empregos.<\/p>\n<p>Juntos, todos esses avan\u00e7os sociais constitu\u00edram, sem nenhuma d\u00favida, algumas das mais apreciadas vit\u00f3rias de Maduro em 2017.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos citar tamb\u00e9m o sucesso obtido no campo da pol\u00edtica externa, em particular a extraordin\u00e1ria viagem internacional de outubro, por Bielorr\u00fassia, Turquia, R\u00fassia e Arg\u00e9lia, que terminou com importantes acordos bilaterais destinados a superar a guerra econ\u00f4mica e social. Ou as incessantes negocia\u00e7\u00f5es mantidas com os pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo \u2013 tantos os da OPEP quanto os que est\u00e3o fora dela \u2013, que permitiram um espetacular incremento dos pre\u00e7os do barril, em mais de 3%.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode esquecer da grande ofensiva contra a corrup\u00e7\u00e3o iniciada em novembro, com o an\u00fancio de v\u00e1rias dezenas de deten\u00e7\u00f5es, entre os altos mandos gerenciais e diretivos da PDVSA e da Citgo, incluindo dirigentes da primeira linha. Nada parecido havia ocorrido em cem anos da ind\u00fastria petroleira venezuelana. Esta foi, sem d\u00favidas, a vit\u00f3ria mais comentada de Maduro no final de 2017.<\/p>\n<p>Para terminar, \u00e9 preciso dizer novamente que a destrui\u00e7\u00e3o da imagem de Nicol\u00e1s Maduro \u00e9 a principal finalidade principal das campanhas mundiais de propaganda pilotadas pelas grandes corpora\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o. Sem esquecer da permanente guerra digital na esfera da Internet, atrav\u00e9s de m\u00faltiplas plataformas na Web, e nas redes sociais como Facebook, Twitter, WhatsApp, Youtube, Instagram, etc. Todas estas armas de manipula\u00e7\u00e3o massiva tentam degradar a figura do Presidente e manipular a realidade venezuelana. Querem ignorar o n\u00edvel de respaldo real de amplos setores da popula\u00e7\u00e3o para com o mandat\u00e1rio, e ocultam as viol\u00eancias da oposi\u00e7\u00e3o. O objetivo \u00e9 pol\u00edtico: destruir a Venezuela bolivariana, ator crucial do sistema mundial, n\u00e3o s\u00f3 por suas riquezas, mas sobretudo por seu modelo revolucion\u00e1rio e social. E, obviamente, por sua import\u00e2ncia geopol\u00edtica como pot\u00eancia anti-imperialista de influ\u00eancia regional.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, todos esses planos para defenestrar a Nicol\u00e1s Maduro fracassaram. Como ele mesmo afirmou: \u201co imperialismo n\u00e3o foi capaz de nos asfixiar, nem poder\u00e1 vencer a Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana em nenhum dos campos onde tentem nos atacar\u201d. Pelo contr\u00e1rio, o Presidente sai fortalecido deste 2017.<br \/>\nTantas vit\u00f3rias permitem a ele retomar a iniciativa estrat\u00e9gica para a pacifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Preocupado pela defesa dos grandes interesses nacionais, e apegado aos princ\u00edpios de honestidade e de m\u00e1xima humildade, Nicol\u00e1s Maduro prop\u00f5e \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o uma mesa de negocia\u00e7\u00e3o e a retomada do di\u00e1logo. Desta vez, o cen\u00e1rio \u00e9 neutro: Santo Domingo, capital da Rep\u00fablica Dominicana. Sobre a base do respeito e do reconhecimento m\u00fatuo, com a ideia de restabelecer uma negocia\u00e7\u00e3o nacional permanente como m\u00e9todo democr\u00e1tico para defender o interesse superior da na\u00e7\u00e3o e para regular o conflito que surge naturalmente das diferen\u00e7as pol\u00edticas em meio a uma revolu\u00e7\u00e3o. Semelhante avan\u00e7o rumo \u00e0 paz \u00e9 uma das vit\u00f3rias mais apreciadas do presidente.<\/p>\n<p>Neste ano heroico de brutais ataques e infinitas agress\u00f5es, o chavismo demonstrou sua fortaleza e sua capacidade de supera\u00e7\u00e3o. Conseguiu ampliar sua base de apoio, incrementando as for\u00e7as pol\u00edticas e sociais em favor da revolu\u00e7\u00e3o. A\u00ed est\u00e1, mais s\u00f3lido que nunca. O que significa um al\u00edvio e uma luminosa esperan\u00e7a para toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Politica\/As-12-vitorias-do-presidente-Maduro-em-2017\/4\/39061<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ignacio Ramonet &#8211; Em meio a brutais ataques e infinitas agress\u00f5es, o chavismo ampliou sua base de apoio, incrementando as for\u00e7as pol\u00edticas e sociais em favor da revolu\u00e7\u00e3o. A\u00ed est\u00e1, mais s\u00f3lido que nunca. O que significa um al\u00edvio e uma luminosa esperan\u00e7a para toda a Am\u00e9rica Latina. 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