{"id":6731,"date":"2018-01-09T12:33:43","date_gmt":"2018-01-09T14:33:43","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=6731"},"modified":"2018-01-08T16:35:51","modified_gmt":"2018-01-08T18:35:51","slug":"algoritmos-das-rede-sociais-promovem-preconceito-e-desigualdade-diz-matematica-de-harvard","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2018\/01\/09\/algoritmos-das-rede-sociais-promovem-preconceito-e-desigualdade-diz-matematica-de-harvard\/","title":{"rendered":"Algoritmos das rede sociais promovem preconceito e desigualdade, diz matem\u00e1tica de Harvard"},"content":{"rendered":"<p><strong>Carlos Juliano Barros<\/strong> &#8211; Algoritmos podem ser mal\u00e9ficos para a sociedade<\/p>\n<p>Eles est\u00e3o por toda parte. Nos formul\u00e1rios que preenchemos para vagas de emprego. Nas an\u00e1lises de risco a que somos submetidos em contratos com bancos e seguradoras. Nos servi\u00e7os que solicitamos pelos nossos smartphones. Nas propagandas e nas not\u00edcias personalizadas que abarrotam nossas redes sociais. E est\u00e3o aprofundando o fosso da desigualdade social e colocando em risco as democracias.<\/p>\n<p>Definitivamente, n\u00e3o \u00e9 com entusiasmo que a americana Cathy O&#8217;Neil enxerga a revolu\u00e7\u00e3o dos algoritmos, sistemas capazes de organizar uma quantidade cada vez mais impressionante de informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis na internet, o chamado Big Data.<\/p>\n<p>Matem\u00e1tica com forma\u00e7\u00e3o em Harvard e Massachussetts Institute of Technology (MIT), duas das mais prestigiadas universidades do mundo, ela abandonou em 2012 uma bem-sucedida carreira no mercado financeiro e na cena das startups de tecnologia para estudar o assunto a fundo.<\/p>\n<p>Quatro anos depois, publicou o livro\u00a0<em>Weapons of Math Destruction<\/em>\u00a0(Armas de Destrui\u00e7\u00e3o em C\u00e1lculos, em tradu\u00e7\u00e3o livre, um trocadilho com a express\u00e3o &#8220;armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa&#8221; em ingl\u00eas) e tornou-se uma das vozes mais respeitadas no pa\u00eds sobre os efeitos colaterais da economia do Big Data.<\/p>\n<p>A obra \u00e9 recheada de exemplos de modelos matem\u00e1ticos atuais que ranqueiam o potencial de seres humanos como estudantes, trabalhadores, criminosos, eleitores e consumidores. Segundo a autora, por tr\u00e1s da aparente imparcialidade desses sistemas, escondem-se crit\u00e9rios nebulosos que agravam injusti\u00e7as.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso dos seguros de autom\u00f3veis nos Estados Unidos. Motoristas que nunca tomaram uma multa sequer, mas que tinham restri\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito por morarem em bairros pobres, pagavam valores consideravelmente mais altos do que aqueles com facilidade de cr\u00e9dito, mas j\u00e1 condenados por dirigirem embriagados. &#8220;Para a seguradora, \u00e9 um ganha-ganha. Um bom motorista com restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito representa um risco baixo e um retorno alt\u00edssimo&#8221;, exemplifica.<\/p>\n<p>Confira abaixo os principais trechos da entrevista:<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil &#8211; H\u00e1 s\u00e9culos pesquisadores analisam dados para entender padr\u00f5es de comportamento e prever acontecimentos. Qual \u00e9 novidade trazida pelo Big Data?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cathy O&#8217;Neil &#8211;<\/strong>\u00a0O diferencial do Big Data \u00e9 a quantidade de dados dispon\u00edveis. H\u00e1 uma montanha gigantesca de dados que se correlacionam e que podem ser garimpados para produzir a chamada &#8220;informa\u00e7\u00e3o incidental&#8221;. \u00c9 incidental no sentido de que uma determinada informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fornecida diretamente &#8211; \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o indireta. \u00c9 por isso que as pessoas que analisam os dados do Twitter podem descobrir em qual pol\u00edtico eu votaria. Ou descobrir se eu sou gay apenas pela an\u00e1lise dos posts que curto no Facebook, mesmo que eu n\u00e3o diga que sou gay.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que esse processo \u00e9 cumulativo. Agora que \u00e9 poss\u00edvel descobrir a orienta\u00e7\u00e3o sexual de uma pessoa a partir de seu comportamento nas redes sociais, isso n\u00e3o vai ser &#8220;desaprendido&#8221;. Ent\u00e3o, uma das coisas que mais me preocupam \u00e9 que essas tecnologias s\u00f3 v\u00e3o ficar melhores com o passar do tempo. Mesmo que as informa\u00e7\u00f5es venham a ser limitadas &#8211; o que eu acho que n\u00e3o vai acontecer &#8211; esse ac\u00famulo de conhecimento n\u00e3o vai se perder.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil &#8211; O principal alerta do seu livro \u00e9 de que os algoritmos n\u00e3o s\u00e3o ferramentas neutras e objetivas. Pelo contr\u00e1rio: eles s\u00e3o enviesados pelas vis\u00f5es de mundo de seus programadores e, de forma geral, refor\u00e7am preconceitos e prejudicam os mais pobres. O sonho de que a internet pudesse tornar o mundo um lugar melhor acabou?<\/strong><\/p>\n<p><strong>O&#8217;Neil &#8211;<\/strong>\u00a0\u00c9 verdade que a internet fez do mundo um lugar melhor em alguns contextos. Mas, se colocarmos numa balan\u00e7a os pr\u00f3s e os contras, o saldo \u00e9 positivo? \u00c9 dif\u00edcil dizer. Depende de quem \u00e9 a pessoa que vai responder. \u00c9 evidente que h\u00e1 v\u00e1rios problemas. S\u00f3 que muitos exemplos citados no meu livro, \u00e9 importante ressaltar, n\u00e3o t\u00eam nada a ver com a internet. As pris\u00f5es feitas pela pol\u00edcia ou as avalia\u00e7\u00f5es de personalidade aplicadas em professores n\u00e3o t\u00eam a ver estritamente com a internet. N\u00e3o h\u00e1 como evitar que isso seja feito, mesmo que as pessoas evitem usar a internet. Mas isso foi alimentado pela tecnologia de Big Data.<\/p>\n<p>Por exemplo: os testes de personalidade em entrevistas de emprego. Antes, as pessoas se candidatavam a uma vaga indo at\u00e9 uma determinada loja que precisava de um funcion\u00e1rio. Mas hoje todo mundo se candidata pela internet. \u00c9 isso que gera os testes de personalidade. Existe uma quantidade t\u00e3o grande de pessoas se candidatando a vagas que \u00e9 necess\u00e1rio haver algum filtro.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil &#8211; Qual \u00e9 o futuro do trabalho sob os algoritmos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>O&#8217;Neil &#8211;\u00a0<\/strong>Testes de personalidade e programas que filtram curr\u00edculos s\u00e3o alguns exemplos de como os algoritmos est\u00e3o afetando o mundo do trabalho. Isso sem mencionar os algoritmos que ficam vigiando as pessoas enquanto elas trabalham, como \u00e9 o caso de professores e caminhoneiros. H\u00e1 um avan\u00e7o da vigil\u00e2ncia. Se as coisas continuarem indo do jeito como est\u00e3o, isso vai nos transformar em rob\u00f4s.<\/p>\n<p>Mas eu n\u00e3o quero pensar nisso como um fato inevit\u00e1vel &#8211; que os algoritmos v\u00e3o transformar as pessoas em rob\u00f4s ou que os rob\u00f4s v\u00e3o substituir o trabalho dos seres humanos. Eu n\u00e3o quero admitir isso. Isso \u00e9 algo que podemos decidir que n\u00e3o vai acontecer. \u00c9 uma decis\u00e3o pol\u00edtica. Essa ideia de que os rob\u00f4s v\u00e3o substituir o trabalho humano \u00e9 muito fatalista. \u00c9 preciso reagir e mostrar que essa \u00e9 uma batalha pol\u00edtica. O problema \u00e9 que estamos t\u00e3o intimidados pelo avan\u00e7o dessas tecnologias que sentimos que n\u00e3o h\u00e1 como lutar contra.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil &#8211; E no caso das companhias de tecnologia como a Uber? Alguns estudiosos usam o termo &#8220;gig economy&#8221; (economia de &#8220;bicos&#8221;) para se referir \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o do trabalho feita por empresas que utilizam algoritmos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O&#8217;Neil &#8211;<\/strong>\u00a0Esse \u00e9 um \u00f3timo exemplo de como entregamos o poder a essas empresas da\u00a0<em>gig economy<\/em>, como se fosse um processo inevit\u00e1vel. Certamente, elas est\u00e3o se saindo muito bem na tarefa de burlar legisla\u00e7\u00f5es trabalhistas, mas isso n\u00e3o quer dizer que elas deveriam ter permiss\u00e3o para agir dessa maneira. Essas companhias deveriam pagar melhores remunera\u00e7\u00f5es e garantir melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>No entanto, os movimentos que representam os trabalhadores ainda n\u00e3o conseguiram assimilar as mudan\u00e7as que est\u00e3o ocorrendo. Mas essa n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o essencialmente algor\u00edtmica. O que dever\u00edamos estar perguntando \u00e9: como essas pessoas est\u00e3o sendo tratadas? E, se elas n\u00e3o est\u00e3o sendo bem tratadas, dever\u00edamos criar leis para garantir isso.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o estou dizendo que os algoritmos n\u00e3o t\u00eam nada a ver com isso &#8211; eles t\u00eam, sim. \u00c9 uma forma que essas companhias usam para dizer que elas n\u00e3o podem ser consideradas &#8220;chefes&#8221; desses trabalhadores. A Uber, por exemplo, diz que os motoristas s\u00e3o aut\u00f4nomos e que o algoritmo \u00e9 o chefe. Esse \u00e9 um \u00f3timo exemplo de como n\u00f3s ainda n\u00e3o entendemos o que se entende por &#8220;responsabilidade&#8221; no mundo dos algoritmos. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o em que venho trabalhando h\u00e1 algum tempo: que pessoas v\u00e3o ser responsabilizadas pelos erros dos algoritmos?<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil &#8211; No livro voc\u00ea argumenta que \u00e9 poss\u00edvel criar algoritmos para o bem &#8211; o principal desafio \u00e9 garantir transpar\u00eancia. Por\u00e9m, o segredo do sucesso de muitas empresas \u00e9 justamente manter em segredo o funcionamento dos algoritmos. Como resolver a contradi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>O&#8217;Neil &#8211;<\/strong>\u00a0Eu n\u00e3o acho que seja necess\u00e1ria transpar\u00eancia para que um algoritmo seja bom. O que eu preciso saber \u00e9 se ele funciona bem. Eu preciso de indicadores de que ele funciona bem, mas isso n\u00e3o quer dizer que eu necessite conhecer os c\u00f3digos de programa\u00e7\u00e3o desse algoritmo. Os indicadores podem ser de outro tipo &#8211; \u00e9 mais uma quest\u00e3o de auditoria do que de abertura dos c\u00f3digos.<\/p>\n<p>A melhor maneira de resolver isso \u00e9 fazer com que os algoritmos sejam auditados por terceiros. N\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel confiar nas pr\u00f3prias empresas que criaram os algoritmos. Precisaria ser um terceiro, com legitimidade, para determinar se elas est\u00e3o operando de maneira justa &#8211; a partir da defini\u00e7\u00e3o de alguns crit\u00e9rios de justi\u00e7a &#8211; e procedendo dentro da lei.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil &#8211; Recentemente, voc\u00ea escreveu um artigo para o jornal New York Times defendendo que a comunidade acad\u00eamica participe mais dessa discuss\u00e3o. As universidades poderiam ser esse terceiro de que voc\u00ea est\u00e1 falando?<\/strong><\/p>\n<p><strong>O&#8217;Neil &#8211;<\/strong>\u00a0Sim, com certeza. Eu defendo que as universidades sejam o espa\u00e7o para refletir sobre como construir confiabilidade, sobre como requerer informa\u00e7\u00f5es para determinar se os algoritmos est\u00e3o funcionando.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil &#8211; Quando vieram a p\u00fablico as revela\u00e7\u00f5es de Edward Snowden de que o governo americano espionava a vida das pessoas atrav\u00e9s da internet, muita gente n\u00e3o se surpreendeu. As pessoas parecem dispostas a abrir m\u00e3o da sua privacidade em nome da efici\u00eancia da vida virtual?<\/strong><\/p>\n<p><strong>O&#8217;Neil &#8211;<\/strong>\u00a0Eu acho que s\u00f3 agora estamos percebendo quais s\u00e3o os verdadeiros custos dessa troca. Com dez anos de atraso, estamos percebendo que os servi\u00e7os gratuitos na internet n\u00e3o s\u00e3o gratuitos de maneira alguma, porque n\u00f3s fornecemos nossos dados pessoais. H\u00e1 quem argumente que existe uma troca consentida de dados por servi\u00e7os, mas ningu\u00e9m faz essa troca de forma realmente consciente &#8211; n\u00f3s fazemos isso sem prestar muita aten\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, nunca fica claro para n\u00f3s o que realmente estamos perdendo.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 pelo fato de a NSA (sigla em ingl\u00eas para a Ag\u00eancia de Seguran\u00e7a Nacional) nos espionar que estamos entendendo os custos dessa troca. Isso tem mais a ver com os empregos que n\u00f3s arrumamos ou deixamos de arrumar. Ou com os benef\u00edcios de seguros e de cart\u00f5es de cr\u00e9dito que n\u00f3s conseguimos ou deixamos de conseguir. Mas eu gostaria que isso estivesse muito mais claro.<\/p>\n<p>No n\u00edvel individual ainda hoje, dez anos depois, as pessoas n\u00e3o se d\u00e3o conta do que est\u00e1 acontecendo. Mas, como sociedade, estamos come\u00e7ando a entender que fomos enganados por essa troca. E vai ser necess\u00e1rio um tempo para saber como alterar os termos desse acordo.<\/p>\n<p><strong>BBC Brasil &#8211; O \u00faltimo cap\u00edtulo do seu livro fala sobre a vit\u00f3ria eleitoral de Donald Trump e avalia como as pesquisas de opini\u00e3o e as redes sociais influenciaram na corrida \u00e0 Casa Branca. No ano que vem, as elei\u00e7\u00f5es no Brasil devem ser as mais agitadas das \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas. Que conselho voc\u00ea daria aos brasileiros?<\/strong><\/p>\n<p><strong>O&#8217;Neil &#8211;<\/strong>\u00a0Meu Deus, isso \u00e9 muito dif\u00edcil! Est\u00e1 acontecendo em todas as partes do mundo. E eu n\u00e3o sei se isso vai parar, a n\u00e3o ser que fechem o Facebook &#8211; o que, a prop\u00f3sito, eu sugiro que fa\u00e7amos. Agora, falando s\u00e9rio: as campanhas pol\u00edticas na internet devem ser permitidas, mas n\u00e3o deveriam ser permitidos an\u00fancios personalizados, customizados &#8211; ou seja, todo mundo deveria receber os mesmos an\u00fancios. Eu sei que essa ainda n\u00e3o \u00e9 uma proposta realista, mas acho que dever\u00edamos pensar grande porque esse problema \u00e9 grande. E eu n\u00e3o consigo pensar em outra maneira de resolver essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que isso seria um elemento de um conjunto maior de medidas porque nada vai impedir pessoas idiotas de acreditar no que elas querem acreditar &#8211; e de postar sobre isso. Ou seja, nem sempre \u00e9 um problema do algoritmo. \u00c0s vezes, \u00e9 um problema das pessoas mesmo. O fen\u00f4meno das fake news \u00e9 um exemplo. Os algoritmos pioram a situa\u00e7\u00e3o, personalizando as propagandas e amplificando o alcance, por\u00e9m, mesmo que n\u00e3o existisse o algoritmo do Facebook e que as propagandas pol\u00edticas fossem proibidas na internet, ainda haveria idiotas disseminando fake news que acabariam viralizando nas redes sociais. E eu n\u00e3o sei o que fazer a respeito disso, a n\u00e3o ser fechar as redes sociais.<\/p>\n<p>Eu tenho tr\u00eas filhos, eles t\u00eam 17, 15 e 9 anos. Eles n\u00e3o usam redes sociais porque acham que s\u00e3o bobas e eles n\u00e3o acreditam em nada do que veem nas redes sociais. Na verdade, eles n\u00e3o acreditam em mais nada &#8211; o que tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 bom. Mas o lado positivo \u00e9 que eles est\u00e3o aprendendo a checar informa\u00e7\u00f5es por conta pr\u00f3pria. Ent\u00e3o, eles s\u00e3o consumidores muito mais conscientes do que os da minha gera\u00e7\u00e3o. Eu tenho 45 anos, a minha gera\u00e7\u00e3o \u00e9 a pior. As coisas que eu vi as pessoas da minha idade compartilhando ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o de Trump eram rid\u00edculas. Pessoas postando ideias sobre como colocar Hilary Clinton na presid\u00eancia mesmo sabendo que Trump tinha vencido. Foi rid\u00edculo. A esperan\u00e7a \u00e9 ter uma gera\u00e7\u00e3o de pessoas mais espertas.<\/p>\n<p>https:\/\/tecnologia.uol.com.br\/noticias\/bbc\/2017\/12\/24\/algoritmos-das-rede-sociais-promovem-preconceito-e-desigualdade-diz-matematica-de-harvard.htm<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Juliano Barros &#8211; Algoritmos podem ser mal\u00e9ficos para a sociedade Eles est\u00e3o por toda parte. Nos formul\u00e1rios que preenchemos para vagas de emprego. Nas an\u00e1lises de risco a que somos submetidos em contratos com bancos e seguradoras. Nos servi\u00e7os que solicitamos pelos nossos smartphones. 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