{"id":6398,"date":"2017-12-13T19:45:56","date_gmt":"2017-12-13T21:45:56","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=6398"},"modified":"2017-12-13T20:23:31","modified_gmt":"2017-12-13T22:23:31","slug":"pode-o-subalterno-lutar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2017\/12\/13\/pode-o-subalterno-lutar\/","title":{"rendered":"Pode o subalterno lutar?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ruy Braga<\/strong> &#8211; Livro de Jess\u00e9 Souza sobre a elite do atraso falha ao desprezar a capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das massas populares.<\/p>\n<p>Estou entre aqueles que consideram urgente repensar as classes brasileiras \u00e0 luz da globaliza\u00e7\u00e3o capitalista. Nos \u00faltimos 25 anos, o pa\u00eds passou por profundas mudan\u00e7as, com especial impacto nas classes subalternas. Nesse sentido, sou o primeiro a reconhecer a import\u00e2ncia de Jess\u00e9 Souza, que, h\u00e1 tempos, vem inovando te\u00f3rica e empiricamente nesse campo: no\u00e7\u00f5es como \u201cral\u00e9\u201d e \u201cbatalhadores\u201d j\u00e1 entraram para o l\u00e9xico sociol\u00f3gico nacional.<\/p>\n<p>No entanto, as inova\u00e7\u00f5es conceituais devem ser capazes de iluminar os novos problemas trazidos pela transforma\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. O livro de Souza, A elite do atraso, segue nesta dire\u00e7\u00e3o. Trata-se de um instigante ensaio de interpreta\u00e7\u00e3o das mazelas nacionais que se alimenta das novidades introduzidas pelo autor na an\u00e1lise da din\u00e2mica das classes sociais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A tese do ensaio \u00e9 sedutoramente simples: o golpe de 2016 resultou do pacto classista, manipulado pela m\u00eddia conservadora e pelos procuradores da Lava Jato, entre a elite endinheirada e a classe m\u00e9dia brasileira, a fim de bloquear a ascens\u00e3o social da \u201cral\u00e9 de novos escravos\u201d promovida pelos governos petistas. A legitimidade do golpe estaria assentada sobre o prest\u00edgio que no\u00e7\u00f5es como \u201cpatrimonialismo\u201d e \u201cpopulismo\u201d desfrutariam nos meios acad\u00eamicos e midi\u00e1ticos. Da\u00ed a necessidade de criticar tais no\u00e7\u00f5es para restaurar nossa capacidade de enfrentar reflexivamente os interesses que est\u00e3o por tr\u00e1s do golpe.<\/p>\n<p>O impeachment de Dilma Rousseff teria assegurado \u00e0 \u201celite endinheirada\u201d o acesso privilegiado ao fluxo financeiro oriundo da d\u00edvida p\u00fablica, e \u00e0 classe m\u00e9dia a reprodu\u00e7\u00e3o da prerrogativa de explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores dom\u00e9sticos a pre\u00e7o vil. Subsidiariamente, os interesses estadunidenses organizados pela cia e pela nsa abocanhariam o pr\u00e9-sal, condenando o pa\u00eds a reviver eternamente a repeti\u00e7\u00e3o do passado colonial.<\/p>\n<p>O grande m\u00e9rito do livro \u00e9 o de\u00a0 condensar as principais contradi\u00e7\u00f5es nacionais na resili\u00eancia da escravid\u00e3o. Se deixarmos de lado os excessos ret\u00f3ricos \u2014 e s\u00e3o muitos \u2014 do autor, para quem a escravid\u00e3o \u201cnunca foi efetivamente compreendida nem criticada\u201d no pa\u00eds, devemos reconhecer se tratar de uma formula\u00e7\u00e3o ousada e merecedora de um olhar atento.<\/p>\n<p>Gostaria de me concentrar naquilo que o pr\u00f3prio autor considera a grande quest\u00e3o nacional \u2014 a reprodu\u00e7\u00e3o de uma \u201cral\u00e9 de novos escravos\u201d inadaptados \u00e0 sociedade moderna. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil perceber sua presen\u00e7a na paisagem urbana: garis, empregadas dom\u00e9sticas, gar\u00e7ons, bab\u00e1s, faxineiras, cobradores, motoboys, pedreiros, prostitutas etc. Abandonada e humilhada, esta \u201csubclasse de sub-humanos\u201d serviria apenas como objeto para a explora\u00e7\u00e3o da classe m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Por se tratar de uma classe incapaz de competir por capitais econ\u00f4micos e culturais, a \u201cral\u00e9 de novos escravos\u201d seria politicamente passiva e, consequentemente, dependente de condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas capazes de mitigar sua exclus\u00e3o social. Eis a import\u00e2ncia do projeto lulista para o autor: redimir essa classe da escravid\u00e3o contempor\u00e2nea. Ao mesmo tempo, grande parte da resist\u00eancia da classe m\u00e9dia aos governos petistas adviria da\u00ed. Afinal, a sobreviv\u00eancia de seus privil\u00e9gios dependeria da explora\u00e7\u00e3o da \u201cral\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Ao libertar-se do entediante trabalho dom\u00e9stico, a classe m\u00e9dia pode investir seu tempo na aquisi\u00e7\u00e3o de novas qualifica\u00e7\u00f5es e educa\u00e7\u00e3o dos filhos etc. A reden\u00e7\u00e3o lulista da \u201cral\u00e9\u201d implicaria a destrui\u00e7\u00e3o dos privil\u00e9gios da classe m\u00e9dia: n\u00e3o \u00e9 de se espantar que essa classe tenha batido panelas e ido \u00e0s ruas para acabar de vez com o \u201cpopulismo\u201d dos governos petistas. Vale observar que a cr\u00edtica de Souza \u00e0 teoria do populismo extrapolou o debate acad\u00eamico. Ao localizar esta teoria na base do liberalismo conservador brasileiro, ele identificou os trabalhos de Francisco Weffort como\u00a0 fonte tanto da deslegitima\u00e7\u00e3o dos interesses populares ao supostamente \u201cnegar racionalidade\u201d aos interesses das massas quanto do \u201cracismo de classe\u201d ao tornar \u201csuspeita de manipula\u00e7\u00e3o qualquer lideran\u00e7a popular\u201d.<\/p>\n<p>Entendo que um autor deva ser capaz de reconhecer-se nas interpreta\u00e7\u00f5es daquilo que ele supostamente escreveu. E Weffort n\u00e3o se perceberia na s\u00edntese de Souza: a chave explicativa do populismo em Weffort n\u00e3o \u00e9 a manipula\u00e7\u00e3o das massas pela lideran\u00e7a carism\u00e1tica, j\u00e1 que ele enfatizou a import\u00e2ncia da a\u00e7\u00e3o das massas numa fase da hist\u00f3ria brasileira em que predominava um modo de regula\u00e7\u00e3o formalmente democr\u00e1tico. Da\u00ed sua \u00eanfase na fun\u00e7\u00e3o de intermedia\u00e7\u00e3o da estrutura sindical entre o poder pol\u00edtico e a classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ao representar as reivindica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas desta junto ao poder pol\u00edtico e, ao mesmo tempo, representar o poder pol\u00edtico junto ao operariado, Weffort revelou a for\u00e7a da \u201cpress\u00e3o\u201d dos subalternos sobre o Estado. Contudo, se o populismo resultou das press\u00f5es dos trabalhadores sobre o Estado, ele seria igualmente produto da \u201ctrai\u00e7\u00e3o das massas populares\u201d por governos incapazes, tendo em vista as limita\u00e7\u00f5es do fordismo perif\u00e9rico de cumprir suas promessas reformistas. Essa \u201ctrai\u00e7\u00e3o\u201d alimentaria novas press\u00f5es, e assim sucessivamente.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"olho\">Enquanto Weffort apreendeu as massas populares como sujeitos de sua hist\u00f3ria, Souza silenciou a ag\u00eancia pol\u00edtica dos pobres<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>S\u00edntese provis\u00f3ria entre press\u00e3o e trai\u00e7\u00e3o das massas populares, essa hegemonia prec\u00e1ria poderia se reproduzir apenas se o desenvolvimento econ\u00f4mico acomodasse parte dos interesses em conflito: de forma semelhante ao ocorrido em 2016, quando a crescente participa\u00e7\u00e3o popular coincidiu com a recess\u00e3o econ\u00f4mica de 1962, amea\u00e7ando o modelo de desenvolvimento, as classes dominantes optaram pelo golpe de Estado.<\/p>\n<p>Em vez de passividade e manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das massas, inquieta\u00e7\u00e3o social e press\u00e3o popular sobre o Estado: Weffort entendia que a particularidade brasileira estaria em reproduzir rela\u00e7\u00f5es sociais \u201camb\u00edguas\u201d,\u00a0 perme\u00e1veis \u00e0 presen\u00e7a de diferentes interesses classistas. A legisla\u00e7\u00e3o trabalhista ilustraria essa ambival\u00eancia.<\/p>\n<p>Ao localizar a teoria do populismo de Weffort na base do liberalismo conservador brasileiro, Souza equivoca-se agudamente. A cr\u00edtica de Weffort ao sindicalismo populista, com suas lideran\u00e7as excessivamente acomodadas \u00e0 estrutura sindical e confiantes na representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica parlamentar, n\u00e3o apenas iluminou a relativa inatividade das classes subalternas ap\u00f3s o golpe de 1964, como pode nos ajudar a compreender o golpe de 2016.<\/p>\n<p>Afinal, o sindicalismo brasileiro contempor\u00e2neo, com sua pletora de cargos na administra\u00e7\u00e3o federal e nos conselhos dos fundos de pens\u00e3o das estatais, preparou a contento as classes subalternas do pa\u00eds para enfrentar o golpe e o desmanche dos direitos sociais e trabalhistas promovido pelo governo ileg\u00edtimo de Temer? Na realidade, at\u00e9 o momento, essa tarefa foi assumida pelos movimentos sociais dos trabalhadores pobres e sem teto.<\/p>\n<p>Talvez a indisposi\u00e7\u00e3o de Souza com\u00a0 Weffort seja de outra ordem. Enquanto este apreendeu as massas populares como sujeitos de sua hist\u00f3ria, Souza silenciou a ag\u00eancia pol\u00edtica dos pobres em sua no\u00e7\u00e3o de \u201cral\u00e9 de novos escravos\u201d. Assim, quando o soci\u00f3logo insiste na resili\u00eancia da escravid\u00e3o como eixo de uma leitura globalizante do presente, ele o faz \u00e0 custa do apagamento da hist\u00f3ria das lutas e mobiliza\u00e7\u00f5es dos subalternos.<\/p>\n<p>Afinal, a promulga\u00e7\u00e3o da clt, em 1943, coroou um hist\u00f3rico ciclo de lutas sociais no pa\u00eds que se iniciou com a greve geral de 1917 em S\u00e3o Paulo, ampliando-se da funda\u00e7\u00e3o do pcb, em 1922, at\u00e9 as greves dos anos 1930, que conquistaram a jornada regular de trabalho. Como a prote\u00e7\u00e3o trabalhista assistia s\u00f3 os trabalhadores urbanos, isso contribuiu para atrair uma massa popular de pequenos sitiantes arruinados e moradores do interior, sobretudo do Nordeste e de Minas, para os centros urbanos industriais.<\/p>\n<p>Essa \u201cral\u00e9\u201d n\u00e3o apenas imigrou para as grandes cidades como tamb\u00e9m ocupou regi\u00f5es perif\u00e9ricas pr\u00f3ximas \u00e0s empresas, ergueu suas casas em regime de mutir\u00e3o, formou associa\u00e7\u00f5es de moradores a fim de exigir das prefeituras investimentos nos bairros, ligou-se \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica e, ap\u00f3s sua absor\u00e7\u00e3o pela ind\u00fastria, disputou a dire\u00e7\u00e3o dos sindicatos. Em suma, a \u201cral\u00e9\u201d transformou-se nos \u201cpe\u00f5es\u201d da ind\u00fastria participando de greves e de mobiliza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ao longo de todo o ciclo populista.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o golpe civil-militar, os pe\u00f5es mantiveram-se relativamente silentes s\u00f3 entre 1964 e 1968, quando as greves de Osasco e Contagem reiniciaram o ciclo das mobiliza\u00e7\u00f5es, intensificando-se, a partir de 1978, com a forma\u00e7\u00e3o do \u201cnovo sindicalismo\u201d. Ao observarmos as bases sociais das greves, percebemos se tratar de trabalhadores imigrantes, pobres, negros e mesti\u00e7os que aportaram nas cidades a fim de arriscar melhor sorte na ind\u00fastria fordista. Tendo em vista a deteriora\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios de seus maridos, as esposas dos pe\u00f5es muito frequentemente eram empurradas para o trabalho dom\u00e9stico, tornando a separa\u00e7\u00e3o entre \u201ctrabalhadores\u201d e \u201cral\u00e9\u201d um tanto quanto artificial.<\/p>\n<p>Sabemos que esses grupos est\u00e3o misturados nas mesmas fam\u00edlias, fazendo com que melhorias nas condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores interessem \u00e0 \u201cral\u00e9\u201d e vice-versa. Da\u00ed ser poss\u00edvel identificar, ao longo do ciclo grevista de 1978 a 1995, a exist\u00eancia de la\u00e7os de solidariedade atando as lutas oper\u00e1rias nas f\u00e1bricas e as lutas populares nos bairros. A tese da exist\u00eancia de uma classe passiva, inadaptada e vitimada, localizada no centro dos dilemas nacionais, n\u00e3o convence.<\/p>\n<p>De certa maneira, o apassivamento sociol\u00f3gico dos subalternos rebelou-se contra Souza em seu estudo da forma\u00e7\u00e3o da \u201celite da ral\u00e9\u201d ou da nova classe dos \u201cbatalhadores\u201d do capitalismo financeiro. Se a \u201cral\u00e9\u201d \u00e9 uma classe exclu\u00edda socialmente e inerte politicamente, como explicar seu papel no crescimento econ\u00f4mico durante boa parte dos governos lulistas? Para o autor, ao fazer com que amplos setores de trabalhadores e de microempres\u00e1rios incorporassem as necessidades pr\u00f3prias \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o financeira, o p\u00f3s-fordismo teria produzido uma massa disposta a submeter-se a toda sorte de superexplora\u00e7\u00e3o do trabalho para \u201cascender a novos patamares de consumo\u201d.<\/p>\n<p>Esta elite foi delineada a partir das trajet\u00f3rias de vida de dois teleoperadores, feirantes de Caruaru, um pequeno produtor rural bem-sucedido de Cachoeiro do Sul, comerciantes do Ver-o-Peso de Bel\u00e9m, uma costureira e microempres\u00e1ria de Juazeiro do Norte&#8230; Com exce\u00e7\u00e3o dos dois teleoperadores, pode parecer um tanto inusitado que esse heter\u00f3clito conjunto de trabalhadores precarizados e microempres\u00e1rios represente \u201cuma classe social nova e moderna, produto das transforma\u00e7\u00f5es recentes do capitalismo mundial\u201d.<\/p>\n<p>Na realidade, a rela\u00e7\u00e3o mais not\u00e1vel que a maioria deles mant\u00e9m entre si n\u00e3o \u00e9 com o p\u00f3s-fordismo financeirizado, mas com as pol\u00edticas p\u00fablicas dos antigos governos petistas. Quem realmente garante a unidade dessa \u201cnova classe trabalhadora\u201d n\u00e3o \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o capitalista mundializada, mas sim o lulismo: quando elogios aos programas federais come\u00e7am a se multiplicar nos relatos, fica f\u00e1cil entender por que uma popula\u00e7\u00e3o t\u00e3o amparada pelo governo federal tenha se identificado com o \u201cprofeta exemplar\u201d, isto \u00e9, com Lula. Para Souza, a pr\u00e1tica pol\u00edtica dos subalternos resume-se a sufragar o \u201cprofeta exemplar\u201d. Aqui, cabe notar a inusitada ressignifica\u00e7\u00e3o com sinal trocado da tese da manipula\u00e7\u00e3o pelo l\u00edder carism\u00e1tico das expectativas das massas erroneamente atribu\u00edda a Weffort.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"olho\">A ral\u00e9 de novos escravos \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 a principal for\u00e7a de resist\u00eancia ao golpe de 2016 como a grande esperan\u00e7a de reinven\u00e7\u00e3o da esquerda brasileira<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>De volta ao come\u00e7o, dir\u00edamos que o livro de Souza peca ao n\u00e3o compreender que o conservadorismo do pa\u00eds apenas pode ser equacionado a partir dos resultados mais ou menos bem-sucedidos das lutas sociais protagonizadas pelas classes subalternas brasileiras. Onde Souza v\u00ea a repeti\u00e7\u00e3o da humilha\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o nas atividades mais desprestigiadas executadas pela \u201cral\u00e9\u201d em benef\u00edcio da classe m\u00e9dia, caso dos garis, \u00e9 poss\u00edvel identificar um movimento grevista vitorioso que, em 2014, n\u00e3o s\u00f3 derrotou a cobertura negativa da Globo como a resist\u00eancia do sindicato da categoria, a persegui\u00e7\u00e3o do Judici\u00e1rio, a repress\u00e3o da pol\u00edcia, as amea\u00e7as da empresa e a hostilidade da prefeitura carioca.<\/p>\n<p>A partir de 2008, as greves n\u00e3o s\u00f3 aumentaram sem cessar ano ap\u00f3s ano, como, entre 2013 e 2016, mantiveram-se em um patamar historicamente in\u00e9dito, compar\u00e1vel apenas ao final dos anos 1980. Dentre os setores grevistas mais ativos, encontraremos os subalternos que fazem parte da \u201cral\u00e9\u201d: garis, cobradores de \u00f4nibus, terceirizados do setor de limpeza, agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade etc.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o devemos esquecer que a \u201cral\u00e9 de novos escravos\u201d atuante no Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto \u00e9 hoje n\u00e3o s\u00f3 a principal for\u00e7a pol\u00edtica de resist\u00eancia aos desdobramentos do golpe de 2016, como tamb\u00e9m \u2014 por meio da Frente Povo Sem Medo \u2014, a grande esperan\u00e7a de reinven\u00e7\u00e3o da esquerda brasileira.<\/p>\n<p>Trata-se de uma dimens\u00e3o que escapa completamente ao livro de Souza. Por mais que este busque substituir a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos subalternos pelo lulismo, a \u201cral\u00e9\u201d continuar\u00e1 desafiando o conservadorismo da classe m\u00e9dia, a passividade das lideran\u00e7as lulistas e a atual onda de mercantiliza\u00e7\u00e3o do trabalho, da terra e do dinheiro que devasta os direitos sociais e trabalhistas no pa\u00eds. Afinal, ontem e hoje, a \u201cral\u00e9\u201d n\u00e3o \u00e9 formada por \u201cnovos escravos\u201d, mas, por cidad\u00e3os politicamente ativos.<\/p>\n<p>http:\/\/revista451.com.br\/conteudos\/visualizar\/Pode-o-subalterno-lutar#.WjBolAjhnuE.facebook<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ruy Braga &#8211; Livro de Jess\u00e9 Souza sobre a elite do atraso falha ao desprezar a capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das massas populares. Estou entre aqueles que consideram urgente repensar as classes brasileiras \u00e0 luz da globaliza\u00e7\u00e3o capitalista. 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