{"id":6198,"date":"2017-12-06T12:32:34","date_gmt":"2017-12-06T14:32:34","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=6198"},"modified":"2017-12-03T12:42:36","modified_gmt":"2017-12-03T14:42:36","slug":"classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/","title":{"rendered":"\u201cClasse C n\u00e3o usa Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong>FL\u00c1VIA MARREIRO<\/strong> &#8211; Antrop\u00f3logo Juliano Spyer retrata em livro como um povoado da Bahia usa e incorpora as redes sociais. Obra faz parte de s\u00e9rie de universidade brit\u00e2nica que mergulha no cotidiano digital de nove pa\u00edses.<\/p>\n<p>O antrop\u00f3logo Juliano Spyer mergulhou no cotidiano de um povoado no norte da Bahia por 15 meses. Instalou-se, criou la\u00e7os, adicionou e foi adicionado em centenas de contatos no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/facebook\/a\">Facebook<\/a>\u00a0e em seus grupos de WhatsApp. Passou a compartilhar os dramas sociais, enredos amorosos e memes da paisagem real e virtual, tanto p\u00fablica quanto privada, da comunidade de cerca de 15.000 habitantes cujo nome ele preferiu preservar.<\/p>\n<p>O resultado da incurs\u00e3o, seu doutorado na University College London (UCL), no Reino Unido, se transformou no rec\u00e9m-lan\u00e7ado\u00a0<em>Social Media in Emergent Brazil<\/em>, um dos estudos qualitativos mais completos dispon\u00edveis (<a href=\"http:\/\/discovery.ucl.ac.uk\/10025054\/1\/Social-Media-in-Emergent-Brazil.pdf\">o download \u00e9 livre<\/a>\u00a0e uma vers\u00e3o em portugu\u00eas deve sair em 2018) de como as classes populares no Brasil usam e incorporam a Internet e as redes sociais. A obra faz parte de uma s\u00e9rie da universidade brit\u00e2nica\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ucl.ac.uk\/why-we-post\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que compara o panorama em nove pa\u00edses<\/a>. Na entrevista abaixo, Spyer aponta um abismo que separa o tipo de uso pol\u00edtico das redes nas classes mais abastadas e nos estratos mais pobres do pa\u00eds e fala do impacto dos evang\u00e9licos nessas comunidades. O grupo impressionou tanto o autor que ele j\u00e1 prepara novo livro sobre o tema que, por ora, leva o t\u00edtulo\u00a0<em>Crentes, uma revolu\u00e7\u00e3o popular brasileira<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Pergunta.<\/strong>\u00a0Seu livro conta que n\u00e3o \u00e9 comum na comunidade que voc\u00ea estudou postar opini\u00f5es pol\u00edticas, mas mostra, por exemplo, o caso de uma evang\u00e9lica que publicou as fotos de seu casamento no Facebook para marcar a vit\u00f3ria ante o pastor local que se negou a cas\u00e1-la porque ela j\u00e1 morava com o namorado. As redes s\u00e3o armas pol\u00edticas para as classes populares, mas n\u00e3o como a gente pensa?<\/p>\n<p><strong>Resposta.<\/strong>\u00a0Exato. A rede pode ser e \u00e9 usada no jogo local de poderes, como ferramenta para mostrar conquistas ou atacar rivais, mas n\u00e3o para discutir vis\u00f5es sobre a pol\u00edtica como fazem os setores mais escolarizados. A classe C n\u00e3o usa o Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Para os meus vizinhos no povoado a pol\u00edtica \u00e9 palp\u00e1vel. Eles querem saber se o posto de sa\u00fade vai ficar aberto 24 horas, se a rua ser\u00e1 asfaltada, se a escola que fechou porque o Governo suspendeu o pagamento dos funcion\u00e1rios terceirizados da limpeza vai reabrir. M\u00e3es est\u00e3o sendo incorporadas ao mundo do trabalho formal, o que confere grandes vantagens para a fam\u00edlia em termos de benef\u00edcios e estabilidade, mas traz novas dores de cabe\u00e7a. Essas m\u00e3es n\u00e3o estar\u00e3o na vizinhan\u00e7a para ficar do olho nos filhos e por isso elas querem saber quando o Governo oferecer\u00e1 atividades que deem alternativa para que a filha ou o filho n\u00e3o fiquem pela rua desacompanhados \u2013 por exemplo, atividades f\u00edsicas ou aulas de l\u00ednguas. Eles n\u00e3o precisam da Internet para saber desses problemas porque s\u00e3o dificuldades di\u00e1rias da vida no brasileiro das camadas populares. E eles tamb\u00e9m n\u00e3o precisam das m\u00eddias sociais para se articularem,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/22\/economia\/1503370922_013669.html\">porque essa articula\u00e7\u00e3o j\u00e1 existe nas redes tradicionais de ajuda m\u00fatua<\/a>, que se baseiam na proximidade f\u00edsica entre as pessoas.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0Nem durante a campanha esse tipo de post pol\u00edtico aparece?<\/p>\n<blockquote><p>Eles tamb\u00e9m n\u00e3o precisam das m\u00eddias sociais para se articularem, porque essa articula\u00e7\u00e3o j\u00e1 existe nas redes tradicionais de ajuda m\u00fatua<\/p><\/blockquote>\n<p>Os moradores n\u00e3o discutem pol\u00edtica por entenderem que os pol\u00edticos os veem como cidad\u00e3os de segunda categoria. O candidato aparece nas campanhas prometendo mundos e, depois que \u00e9 eleito, desaparece. Veja um caso relativamente comum de um tema pol\u00edtico que motivou protesto no povoado: um grupo de moradores se organizou para fretar \u00f4nibus e fazer manifesta\u00e7\u00e3o na frente da prefeitura contra a presen\u00e7a de caminh\u00f5es de carga transitando irregularmente no povoado. A passagem desses caminh\u00f5es quebra o asfalto, levanta poeira e provoca problemas respirat\u00f3rios. Desde que eu sa\u00ed de l\u00e1, h\u00e1 tr\u00eas anos, a situa\u00e7\u00e3o piorou porque os caminh\u00f5es agora passam de madrugada, poluindo o ar e tamb\u00e9m, por causa do barulho intenso, atrapalhando o sono das pessoas que acordam de madrugada para trabalhar.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0Voc\u00ea estava em campo em junho de 2013 e na campanha de 2014. Como os grandes protestos foram acompanhados de l\u00e1?<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/11\/20\/politica\/1511197107_444639_1511564179_sumario_normal.jpg?resize=640%2C349&#038;ssl=1\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/11\/20\/politica\/1511197107_444639_1511564179_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/11\/20\/politica\/1511197107_444639_1511564179_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/11\/20\/politica\/1511197107_444639_1511564179_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Culto evang\u00e9lico no povoado da Bahia durante a pesquisa.\" width=\"640\" height=\"349\" \/><\/p>\n<p><em>Culto evang\u00e9lico no povoado da Bahia durante a pesquisa<\/em><\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0Eu acompanhei os grandes\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/03\/31\/cultura\/1490994170_335565.html\">protestos de junho de 2013<\/a>\u00a0simultaneamente de dois pontos de vista. Enquanto os meus amigos intelectuais de classe m\u00e9dia de S\u00e3o Paulo dedicavam muitas horas discutindo pol\u00edtica e repassando informa\u00e7\u00e3o sobre as mobiliza\u00e7\u00f5es, no povoado esse tema chegou apenas via TV, e ela praticamente n\u00e3o gerou conversas cara a cara nas ruas nem pela Internet. Meus vizinhos do povoado assistiram \u00e0s not\u00edcias dos protestos que aconteciam a 100 quil\u00f4metros dali, em Salvador, da mesma forma como assistiram os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/primavera_arabe\/a\">protestos da Primavera \u00c1rabe<\/a>\u00a0ou do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/05\/25\/opinion\/1464201363_747135.html\">Occupy Wall Street nos Estados Unidos<\/a>. Como eu expliquei anteriormente, pol\u00edtica governamental \u00e9 um tema que frequentemente os lembra de sua condi\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os de segunda categoria, porque, segundo eles explicam, pol\u00edticos aparecem nas campanhas depois somem. H\u00e1 pessoas que se manifestam online e offline, nesses per\u00edodos de campanha, a favor de um ou outro candidato, mas pelo que eu vi esse tipo de apoio muitas vezes tem a ver com v\u00ednculos dessas pessoas com grupos pol\u00edticos espec\u00edficos. Quem apoia e faz campanha pelo candidato \u2013 vereador, deputado estadual, prefeito \u2013 geralmente espera recompensa, principalmente sendo contratado para um cargo no servi\u00e7o p\u00fablico. O que circulou muito em 2014, principalmente via WhatsApp, foi conte\u00fado ridicularizando pol\u00edticos e concordando com essa ideia pessimista sobre o pol\u00edtico ser essencialmente um interesseiro. Essa raiva contra a classe pol\u00edtica lembra o clima aqui do Reino Unido, que levou \u00e0 vit\u00f3ria do Brexit, e nos Estados Unidos, que elegeu Trump, e que se manifesta hoje, nas camadas populares brasileiras, pelo apoio a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/jair_messias_bolsonaro\/a\">Bolsonaro<\/a>. Em outras ocasi\u00f5es essa revolta apareceu no voto pelo Tiririca (\u201cpior que t\u00e1 n\u00e3o fica\u201d), mas a crise econ\u00f4mica desses \u00faltimos anos e o consequente o empobrecimento desses setores parece que azedaram o humor desse grupo, que quer ver os outros grupos da sociedade sa\u00edrem de sua zona de conforto.<\/p>\n<p><strong>P<\/strong>. Voc\u00ea presenciou proselitismo pol\u00edtico ligado \u00e0 religi\u00e3o?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/C2TG15TT1nQ\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p><em>Um dos v\u00eddeos da pesquisa compila o que circula no WhatsApp falando mal da rede, &#8220;uma praga&#8221; para os pais.<\/em><\/p>\n<p>Eu presenciei principalmente o apoio a uma agenda mais conservadora, e associada aos temas sobre sexualidade, e cr\u00edticas principalmente ao PT, mas essas eram opini\u00f5es expressas por indiv\u00edduos, e n\u00e3o vis\u00f5es oficiais de determinadas igrejas.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0O impacto das comunidades evang\u00e9licas no povoado que voc\u00ea estudou e a tens\u00e3o com outros grupos fica clara no seu livro. Sempre se fala que h\u00e1 um grande desconhecimento dos grupos evang\u00e9licos, que costumam aparecer como monol\u00edticos. Voc\u00ea concorda?<\/p>\n<p>A conduta das camadas escolarizadas a respeito dos evang\u00e9licos \u00e9 parecida com o que vejo na Europa e nos EUA em rela\u00e7\u00e3o aos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/musulmanes\/a\">mu\u00e7ulmanos<\/a>: fala-se deles como se todos fossem iguais quando isso n\u00e3o \u00e9 verdade<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0Concordo com a ideia de que h\u00e1 um grande desconhecimento por parte das camadas m\u00e9dias e as elites brasileiras sobre os evang\u00e9licos. Esse termo \u00e9 compartilhado por v\u00e1rios grupos crist\u00e3os muito diferentes. Nos\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/tag\/estados_unidos\/a\">Estados Unidos<\/a>, que \u00e9 um pa\u00eds predominantemente protestante, as pessoas sabem, por exemplo, que protestantes hist\u00f3ricos (como batistas ou metodistas) s\u00e3o muito diferentes de pentecostais em termos socioecon\u00f4micos. Uma parte do problema aqui parece ser o preconceito de classe que se expressa pelo idioma da religi\u00e3o. Conforme a antrop\u00f3loga Clara Mafra explicou, o protestantismo atraiu as camadas populares desde o in\u00edcio no s\u00e9culo XIX porque na igreja protestante as pessoas se tratam como iguais, enquanto na Igreja Cat\u00f3lica o pobre tradicionalmente cedia lugar no banco para as fam\u00edlias importantes e tinha que assistir a missa de p\u00e9. O problema, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 a cr\u00edtica que se faz a posturas conservadoras dos chamados \u201cevang\u00e9licos\u201d, mas entender que essa cr\u00edtica perde a for\u00e7a ao revelar um desentendimento do tema,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/05\/24\/politica\/1464104563_524219.html\">porque h\u00e1 grande variedade de pontos de vista nesse grupo<\/a>. Essa postura das camadas escolarizadas sobre os evang\u00e9licos \u00e9 parecida com o que vejo na Europa e nos Estados Unidos em rela\u00e7\u00e3o aos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/musulmanes\/a\">mu\u00e7ulmanos<\/a>: fala-se frequentemente deles como se todos fossem iguais quando isso n\u00e3o \u00e9 verdade.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0O que mais chamou aten\u00e7\u00e3o no uso das redes sociais pelos usu\u00e1rios evang\u00e9licos?<\/p>\n<blockquote><p>No QG da campanha de Trump havia funcion\u00e1rios do Google, do YouTube, do Twitter e do Facebook trabalhando. N\u00e3o vejo porque seria diferente no caso brasileiro<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0Como eles invertem uma certa desconfian\u00e7a que as camadas populares demonstram em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 utilidade da educa\u00e7\u00e3o. Em fam\u00edlias que n\u00e3o s\u00e3o evang\u00e9licas, os pais temem que a escola far\u00e1 o filho ficar pregui\u00e7oso e desrespeitoso, porque ele n\u00e3o aprende a trabalhar duro desde cedo e tamb\u00e9m porque esse filho acaba passando muito tempo entre seus pares.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/05\/25\/politica\/1464213018_877456.html\">Os pais evang\u00e9licos se convertem \u00e0 religi\u00e3o e tamb\u00e9m \u00e0 ideia de que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um componente importante<\/a>\u00a0para a transforma\u00e7\u00e3o da vida de sua fam\u00edlia. Algumas igrejas do povoado ofereciam cursos de alfabetiza\u00e7\u00e3o para adultos que se sentem envergonhados nos cultos por n\u00e3o poderem ler a B\u00edblia. Mas a principal consequ\u00eancia dessa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 como esses pais passam se orgulhar de dizer que seus filhos est\u00e3o estudando. E por causa desse apre\u00e7o pela educa\u00e7\u00e3o, a Internet passa a se tornar, para eles, uma ferramenta que complementa a educa\u00e7\u00e3o formal.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0Os adolescentes no seu livro aparecem angustiados com o &#8220;trabalho&#8221; de estar nas redes sociais. N\u00e3o \u00e9 preocupante essa captura?<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0Falo do adolescente vendo sua presen\u00e7a na rede social como um trabalho porque \u2013 como acontece tamb\u00e9m em grupos adolescentes das camadas m\u00e9dias e altas \u2013 h\u00e1 uma associa\u00e7\u00e3o entre popularidade off-line e n\u00famero de amigos ou seguidores online. Mas n\u00e3o acho que o problema que voc\u00ea aponta afeta especialmente adolescentes.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/10\/20\/tecnologia\/1508510081_732406.html\">Na verdade, talvez os adolescentes sejam os menos afetados porque<\/a>\u2013 no caso dos do povoado \u2013 muitos t\u00eam essa ambi\u00e7\u00e3o de ampliar suas fronteiras buscando contato com pessoas fora de seus c\u00edrculos diretos. \u00c9 comum a cr\u00edtica de que o uso da Internet \u00e9 ruim porque o jovem passa a escrever usando g\u00edrias e sem se importar em obedecer \u00e0s regras gramaticais, mas o que vi \u00e9 que eles aprendem a escrever com menos erros por p\u00e2nico de passar vergonha na frente de seus pares nas redes. O uso da Internet \u00e9 a primeira motiva\u00e7\u00e3o real para eles aprenderem a ler e a escrever. Um dos motivos expl\u00edcitos do encantamento que eles t\u00eam pelas redes sociais \u00e9 que os pais deles t\u00eam muito menos educa\u00e7\u00e3o formal e conhecimento tecnol\u00f3gico e, consequentemente, n\u00e3o conseguem acompanhar o que acontece ali, ent\u00e3o os jovens tem mais liberdade de comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 ali, por exemplo, que os evang\u00e9licos universit\u00e1rios se sentem seguros para manter v\u00ednculos com pessoas de outras religi\u00f5es e vis\u00f5es de mundo, inclusive com seguidores das religi\u00f5es de matriz africana. Eles fazem isso para combater a vis\u00e3o estereotipada que existe sobre evang\u00e9licos, e mostrar a seus colegas como eles n\u00e3o s\u00e3o alienados ou bitolados no que a B\u00edblia diz. O jovem, portanto, est\u00e1 mais aberto para circular por grupos diferentes enquanto os adultos est\u00e3o mais circunscritos a determinados c\u00edrculos sociais.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/11\/20\/politica\/1511197107_444639_1511630360_sumario_normal.jpg?resize=360%2C360&#038;ssl=1\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/11\/20\/politica\/1511197107_444639_1511630360_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2017\/11\/20\/politica\/1511197107_444639_1511630360_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"O antrop\u00f3logo Juliano Spyer exibe seu livro.\" width=\"360\" height=\"360\" \/><\/p>\n<p><em>O antrop\u00f3logo Juliano Spyer exibe seu livro<\/em><\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0Quando aconteceu\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/05\/08\/politica\/1494276972_448127.html\">o caso do estupro coletivo no Rio divulgado nas redes<\/a>\u00a0muitos diziam que o material do v\u00eddeo era do tipo que circula muito mais do que sabemos. Seria uma falha na esp\u00e9cie de pol\u00edtica de privacidade dos usu\u00e1rios que voc\u00ea detalha no livro: conte\u00fados envolvendo pessoas pr\u00f3ximas s\u00e3o compartilhados com muito mais cuidado, usando at\u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/tag\/bluetooth\/a\">bluetooh<\/a>. Na sua etnografia, voc\u00ea recebeu v\u00eddeos de locais que, no limite, eram crimes?<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0Esse \u00e9 um aspecto da pesquisa de campo que discuto em um dos cap\u00edtulos, mas que n\u00e3o pude aprofundar porque o que o conte\u00fado desses v\u00eddeos dificilmente pode ser mostrado fora desses contextos das trocas diretas, porque eles s\u00e3o moralmente muito chocantes e tamb\u00e9m pelos problemas legais que a exibi\u00e7\u00e3o disso traria.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/05\/26\/politica\/1464275134_153470.html\">Esse tipo de v\u00eddeo que voc\u00ea menciona \u00e9 de um tipo comum<\/a>, e h\u00e1 outras categorias al\u00e9m de temas relacionados a sexualidade como, por exemplo, de viol\u00eancia expl\u00edcita. Conforme outros estudos sobre o Brasil tamb\u00e9m mencionam, esse aspecto da nossa cultura popular ecoa valores do mundo popular da Europa medieval estudados por Bakhtin, um te\u00f3rico russo. H\u00e1 muito conte\u00fado desse tipo que circula informalmente, mas ele reflete a rotina da vida envolta em muita informalidade, em que a viol\u00eancia em geral e a viol\u00eancia dom\u00e9stica s\u00e3o parte do dia a dia.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/11\/18\/actualidad\/1511039404_742600.html\">N\u00e3o acho que a Internet amplie o toler\u00e1vel<\/a>.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0Por qu\u00ea?<\/p>\n<p><strong>R<\/strong>. O Brasil tem uma robusta produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica sobre as classes populares, mas esse conhecimento ainda est\u00e1 restrito a esses c\u00edrculos de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. Fora deles, as camadas escolarizadas continuam muito distantes do mundo popular. Como escreveu\u00a0<a href=\"http:\/\/claudialwfonseca.webnode.com.br\/publica%c3%a7%c3%b5es\/mulher-e-familia\/\">a antrop\u00f3loga Claudia Fonseca<\/a>, a nossa sociedade \u00e9 t\u00e3o segregada que o contato que temos com grupos populares geralmente se resume \u00e0s conversas com a empregada e a situa\u00e7\u00f5es de assalto. Esses v\u00eddeos chocam em parte porque eles n\u00e3o fazem parte da nossa realidade. Mas n\u00e3o defendo que isso justifique ou explique pr\u00e1ticas como a do v\u00eddeo que voc\u00ea mencionou.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0Voc\u00ea fez etnografia presencial cl\u00e1ssica e por meio das plataformas e contrastou comportamentos para chegar a um retrato refinado. N\u00e3o deveria ser um assunto de debate p\u00fablico que um monop\u00f3lio privado, o pr\u00f3prio Facebook, tem parte dessas informa\u00e7\u00f5es e muitas outras sobre esse mundo de gente?<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0Como voc\u00ea diz, o Facebook, que tamb\u00e9m \u00e9 dono do WhatsApp, n\u00e3o apenas det\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre pessoas como usa essa informa\u00e7\u00e3o de maneira \u00e0s vezes complicada. Vou usar um exemplo pessoal: por eu morar aqui no Reino Unido e ser leitor da revista\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/the_economist\/a\">The Economist<\/a>, o algoritmo do Facebook \u201centendeu\u201d que eu teria uma perspectiva conservadora da pol\u00edtica. O Facebook hoje se permite \u201ccurtir\u201d um conte\u00fado em nome do usu\u00e1rio,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/11\/20\/politica\/ver%20aqui%20https:\/\/goo.gl\/r2PWsA)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como a BBC j\u00e1 mostrou<\/a>. Por causa disso, uma amiga me mandou uma mensagem no contexto dos debates sobre o Brexit perguntando se era verdade mesmo que eu tinha \u201ccurtido\u201d o perfil da atual primeira ministra. Mas eu n\u00e3o fiz isso nem tinha sido notificado da curtida em meu nome que aparecia na linha do tempo dos meus contatos. A partir dessa experi\u00eancia, fico pensando como isso ser\u00e1 usado para influenciar as elei\u00e7\u00f5es no Brasil. Se essa maneira de manipular opini\u00f5es acontece em pa\u00edses ricos, onde a opini\u00e3o p\u00fablica tem mais for\u00e7a, no Brasil esse tipo de uso da plataforma dever\u00e1 ser ainda mais explorado.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/news\/av\/magazine-40852227\/the-digital-guru-who-helped-donald-trump-to-the-presidency\">Uma marqueteira da campanha Trump recentemente revelou \u00e0 BBC<\/a>\u00a0que, no QG da campanha havia funcion\u00e1rios do Google, do YouTube, do Twitter e do Facebook trabalhando para aumentar a efici\u00eancia do uso dessas ferramentas. N\u00e3o vejo por que seria diferente no caso brasileiro, tendo como consequ\u00eancia um poss\u00edvel acirramento da polariza\u00e7\u00e3o e dando vantagem a quem tem maior or\u00e7amento.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0O livro conclui dizendo que as redes ajudam o conservadorismo &#8211; e n\u00e3o s\u00f3 no Brasil. Voc\u00ea pode explicar? Por que isso acontece?<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0A narrativa \u201ccl\u00e1ssica\u201d sobre a Internet \u00e9 que ela expande os potenciais do indiv\u00edduo, e isso tamb\u00e9m acontece no povoado em que eu morei. Dei os exemplos dos evang\u00e9licos usando as m\u00eddias sociais como complemento \u00e0 escola e dos jovens que via comunica\u00e7\u00e3o online t\u00eam maior autonomia. Ao mesmo tempo,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/09\/26\/politica\/1506459691_598049.html\">a Internet tamb\u00e9m fortalece o conservadorismo que se manifesta pelo controle moral das pessoas<\/a>, que via redes sociais ganharam novos espa\u00e7os para se vigiarem e poderem atacar as reputa\u00e7\u00f5es umas das outras. As camadas populares dependem muito de redes de ajuda m\u00fatua para viver e sobreviver \u00e0 presen\u00e7a limitada de servi\u00e7os governamentais. Mas essas redes de ajuda m\u00fatua existem junto com a pr\u00e1tica das pessoas monitorarem e controlarem a vida umas das outras. Nesse sentido, a Internet fortalece pr\u00e1ticas que resultam de valores tradicionais.<\/p>\n<p><strong>S\u00c9RIE MOSTRA SEMELHAN\u00c7AS ENTRE BRASIL, \u00cdNDIA E CHINA<\/strong><\/p>\n<p>Por que n\u00f3s postamos? A pergunta norteou a s\u00e9rie de livros\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ucl.ac.uk\/why-we-post\"><em>Why we post<\/em><\/a>\u00a0do Departamento de Antropologia da University College London (UCL), no Reino Unido. Coordenada pelo antrop\u00f3logo Daniel Miller, o esfor\u00e7o tem o ambicioso objetivo de mapear como as redes sociais est\u00e3o mudando &#8211; e s\u00e3o mudadas &#8211; nos mais diferentes contextos em nove pa\u00edses, incluindo Brasil, China, \u00cdndia e Turquia.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 interessante ver como h\u00e1 semelhan\u00e7as entre grupos culturalmente t\u00e3o distantes como brasileiros, indianos e chineses, e h\u00e1 distancia entre brasileiros pobres e ricos quando o tema s\u00e3o o uso das redes sociais&#8221;, diz Juliano Spyer, respons\u00e1vel pelo livro brasileiro do conjunto.&#8221; Ele diz que, enquanto as camadas m\u00e9dias e as elites de alguns dos pa\u00edses entendem que as m\u00eddias sociais distraem seus filhos das obriga\u00e7\u00f5es escolares, nos setores populares de Brasil, na \u00cdndia ou na China, &#8220;<a href=\"https:\/\/apublica.org\/2015\/03\/conectados-ou-um-requiem-para-a-lan-house\/\">ver o filho na lan house\u00a0<\/a>, de certo modo, representa um dom\u00ednio de novas tecnologias que, para os pais, tem mais possibilidades de se converter em trabalho e dinheiro do que ir \u00e0 escola.&#8221;<\/p>\n<p>Todos os livros da s\u00e9rie s\u00e3o gratuitos,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/11\/20\/politica\/%20https:\/\/goo.gl\/n6zhA7\">incluindo o que faz a compara\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses<\/a>.<\/p>\n<p>https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/11\/20\/politica\/1511197107_444639.html?id_externo_rsoc=whatsapp<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FL\u00c1VIA MARREIRO &#8211; Antrop\u00f3logo Juliano Spyer retrata em livro como um povoado da Bahia usa e incorpora as redes sociais. Obra faz parte de s\u00e9rie de universidade brit\u00e2nica que mergulha no cotidiano digital de nove pa\u00edses. O antrop\u00f3logo Juliano Spyer mergulhou no cotidiano de um povoado no norte da Bahia por 15 meses. Instalou-se, criou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6199,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,8],"tags":[24,68],"class_list":["post-6198","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica","category-sociedade","tag-rede-social","tag-tecnologia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>\u201cClasse C n\u00e3o usa Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever\u201d - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u201cClasse C n\u00e3o usa Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever\u201d - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"FL\u00c1VIA MARREIRO &#8211; Antrop\u00f3logo Juliano Spyer retrata em livro como um povoado da Bahia usa e incorpora as redes sociais. Obra faz parte de s\u00e9rie de universidade brit\u00e2nica que mergulha no cotidiano digital de nove pa\u00edses. O antrop\u00f3logo Juliano Spyer mergulhou no cotidiano de um povoado no norte da Bahia por 15 meses. Instalou-se, criou [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Controversia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2017-12-06T14:32:34+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rede-social-jovem.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1960\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1127\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"16 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"headline\":\"\u201cClasse C n\u00e3o usa Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever\u201d\",\"datePublished\":\"2017-12-06T14:32:34+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/\"},\"wordCount\":3134,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/12\\\/rede-social-jovem.jpg?fit=1960%2C1127&ssl=1\",\"keywords\":[\"Rede Social\",\"Tecnologia\"],\"articleSection\":[\"Pol\u00edtica\",\"Sociedade\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/\",\"name\":\"\u201cClasse C n\u00e3o usa Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever\u201d - Controversia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/12\\\/rede-social-jovem.jpg?fit=1960%2C1127&ssl=1\",\"datePublished\":\"2017-12-06T14:32:34+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/12\\\/rede-social-jovem.jpg?fit=1960%2C1127&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/12\\\/rede-social-jovem.jpg?fit=1960%2C1127&ssl=1\",\"width\":1960,\"height\":1127},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2017\\\/12\\\/06\\\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"\u201cClasse C n\u00e3o usa Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever\u201d\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\",\"name\":\"Controversia\",\"description\":\"Um site de leitura e debate\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\",\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"width\":1015,\"height\":1024,\"caption\":\"Ricardo Alvarez\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\"},\"description\":\"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/controversia.com.br\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/Controversiascontemporaneas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/controversia\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/contro_versia\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"\u201cClasse C n\u00e3o usa Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever\u201d - Controversia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"\u201cClasse C n\u00e3o usa Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever\u201d - Controversia","og_description":"FL\u00c1VIA MARREIRO &#8211; Antrop\u00f3logo Juliano Spyer retrata em livro como um povoado da Bahia usa e incorpora as redes sociais. Obra faz parte de s\u00e9rie de universidade brit\u00e2nica que mergulha no cotidiano digital de nove pa\u00edses. O antrop\u00f3logo Juliano Spyer mergulhou no cotidiano de um povoado no norte da Bahia por 15 meses. Instalou-se, criou [&hellip;]","og_url":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/","og_site_name":"Controversia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_published_time":"2017-12-06T14:32:34+00:00","og_image":[{"width":1960,"height":1127,"url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rede-social-jovem.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Ricardo Alvarez","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia","twitter_site":"@contro_versia","twitter_misc":{"Escrito por":"Ricardo Alvarez","Tempo estimado de leitura":"16 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/"},"author":{"name":"Ricardo Alvarez","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"headline":"\u201cClasse C n\u00e3o usa Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever\u201d","datePublished":"2017-12-06T14:32:34+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/"},"wordCount":3134,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rede-social-jovem.jpg?fit=1960%2C1127&ssl=1","keywords":["Rede Social","Tecnologia"],"articleSection":["Pol\u00edtica","Sociedade"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/","url":"https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/","name":"\u201cClasse C n\u00e3o usa Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever\u201d - Controversia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rede-social-jovem.jpg?fit=1960%2C1127&ssl=1","datePublished":"2017-12-06T14:32:34+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rede-social-jovem.jpg?fit=1960%2C1127&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rede-social-jovem.jpg?fit=1960%2C1127&ssl=1","width":1960,"height":1127},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2017\/12\/06\/classe-c-nao-usa-facebook-para-mobilizacao-politica-mas-a-rede-motiva-o-jovem-pobre-a-ler-e-escrever\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/controversia.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"\u201cClasse C n\u00e3o usa Facebook para mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas a rede motiva o jovem pobre a ler e escrever\u201d"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website","url":"https:\/\/controversia.com.br\/","name":"Controversia","description":"Um site de leitura e debate","publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/controversia.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2","name":"Ricardo Alvarez","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","contentUrl":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","width":1015,"height":1024,"caption":"Ricardo Alvarez"},"logo":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png"},"description":"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.","sameAs":["http:\/\/controversia.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/controversia\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/contro_versia"]}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/rede-social-jovem.jpg?fit=1960%2C1127&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6198"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6198\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6200,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6198\/revisions\/6200"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}