{"id":508,"date":"2016-06-06T15:14:00","date_gmt":"2016-06-06T18:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=508"},"modified":"2016-06-01T12:18:24","modified_gmt":"2016-06-01T15:18:24","slug":"a-ligacao-destruidora-do-rio-doce-com-o-oceano-apos-o-desastre-de-mariana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/06\/06\/a-ligacao-destruidora-do-rio-doce-com-o-oceano-apos-o-desastre-de-mariana\/","title":{"rendered":"A liga\u00e7\u00e3o destruidora do Rio Doce com o oceano ap\u00f3s o desastre de Mariana"},"content":{"rendered":"<p><strong>Emiliano Castro de Oliveira<\/strong> &#8211; O Rio Doce caracterizava-se por chegar \u00e0 costa com baixa turbidez e baixa variabilidade qu\u00edmica. Primeiro mudou-se isso com a polui\u00e7\u00e3o oriunda da minera\u00e7\u00e3o, depois se consumindo quase toda a \u00e1gua do rio. Agora, a \u00e1gua foi trocada por rejeito de minera\u00e7\u00e3o. O ambiente marinho da regi\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 preparado para isso<img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.diplomatique.org.br\/interf\/spacer.gif?resize=1%2C12\" width=\"1\" height=\"12\" \/><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.diplomatique.org.br\/upload\/editor\/images\/102%20lama.jpg?w=640\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Com uma bacia hidrogr\u00e1fica que abrange 83,5 mil km2, percorrendo os estados de Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo, o Rio Doce abastece uma popula\u00e7\u00e3o de 3,5 milh\u00f5es de habitantes em mais de 230 munic\u00edpios.1 Apesar do alto n\u00famero populacional, o principal uso das \u00e1guas do Rio Doce \u00e9 na agricultura, minera\u00e7\u00e3o e ind\u00fastria. A origem do rio associa-se, nos dias de hoje, ao Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero, principal regi\u00e3o mineradora do pa\u00eds, em um estado que \u00e9 respons\u00e1vel por 53% da produ\u00e7\u00e3o nacional de minerais met\u00e1licos e por 29% da produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios em geral.2<\/p>\n<p>Com n\u00edveis pluviom\u00e9tricos dentro da m\u00e9dia da regi\u00e3o Sudeste (1.150 mm\/ano), a estiagem prolongada e intensa de 2015 colaborou para a queda expressiva dos n\u00edveis do rio em todo o seu curso.3 A situa\u00e7\u00e3o do volume de \u00e1gua do Rio Doce \u00e9 t\u00e3o cr\u00edtica que ele n\u00e3o tem mais vaz\u00e3o para desaguar no mar,4 morrendo antes de um banco de areia. Em compara\u00e7\u00e3o direta, a situa\u00e7\u00e3o volum\u00e9trica do Rio Doce \u00e9 mais grave que a do Para\u00edba do Sul,5 onde o uso excessivo ainda se encontra na fase de convers\u00e3o do sistema deltaico em sistema estuarino, permitindo a entrada de \u00e1gua marinha em ambientes que eram exclusivamente fluviais.<\/p>\n<p>O processo de decl\u00ednio hidrol\u00f3gico do Rio Doce \u00e9 inversamente proporcional ao avan\u00e7o da minera\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de suas nascentes. No terceiro trimestre de 2015, quando Vale e suas subsidi\u00e1rias, entre elas a Samarco, batem recorde de produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro,6 o Rio Doce apresenta seu momento de menor volume, com apenas 3 cent\u00edmetros em Colatina (ES).7 Coincidentemente, segundo o relat\u00f3rio ambiental de 2014,8 a mineradora Samarco utilizou 29 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua apenas na mina de Germano, um aumento de 74% em rela\u00e7\u00e3o a 2013. O uso da \u00e1gua n\u00e3o incluiu apenas o rio, e houve recupera\u00e7\u00e3o por meio da barragem de Santar\u00e9m, mas, de qualquer forma, esse volume de \u00e1gua foi retirado do sistema natural da bacia hidrogr\u00e1fica do Rio Doce.<\/p>\n<p>A contamina\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da bacia do Rio Doce tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um resultado do desastre ocorrido em Mariana (MG) no \u00faltimo novembro. A contamina\u00e7\u00e3o, por infiltra\u00e7\u00e3o, dos elementos qu\u00edmicos presentes no rejeito de minera\u00e7\u00e3o acumulado nas barragens e no rejeito descartado indiscriminadamente desde muito tempo vem tornando as \u00e1guas da regi\u00e3o progressivamente contaminadas, inclusive por contaminantes altamente t\u00f3xicos, como o ars\u00eanio.9 Salvo o controle associado diretamente \u00e0s \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 norma a an\u00e1lise de compostos qu\u00edmicos nas \u00e1guas de uma bacia hidrogr\u00e1fica como um todo. N\u00e3o \u00e9 de hoje que existe \u201ctoda a tabela peri\u00f3dica no Rio Doce\u201d.10<\/p>\n<p>A \u00e1gua que conseguia chegar ao mar do Esp\u00edrito Santo j\u00e1 trazia contaminantes, mas em baixa concentra\u00e7\u00e3o, e estes, aliados \u00e0 queda no volume de \u00e1gua doce que desemboca no Oceano Atl\u00e2ntico, provavelmente j\u00e1 v\u00eam modificando o ambiente marinho na regi\u00e3o da foz. A costa do Esp\u00edrito Santo apresentava um mar cristalino, com pouco sedimento em suspens\u00e3o (baixa turbidez), o que fazia os sistemas biol\u00f3gicos ali instalados serem totalmente dependentes da presen\u00e7a de luz, em diversas profundidades, para a realiza\u00e7\u00e3o de fotoss\u00edntese.<\/p>\n<p>O rompimento da barragem do Fund\u00e3o e os danos sofridos na barragem de Santar\u00e9m, no munic\u00edpio de Mariana, liberaram entre 30 milh\u00f5es e 50 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos11 de rejeito de minera\u00e7\u00e3o, principalmente de min\u00e9rio de ferro e mangan\u00eas. A destrui\u00e7\u00e3o matou pelo menos dezenove pessoas e desabrigou diretamente mais de seiscentas, al\u00e9m de provocar um evento de extin\u00e7\u00e3o nos ecossistemas associados ao rio. Indiretamente, mais de 500 mil pessoas ficaram sem \u00e1gua por mais de uma semana, e a qualidade da \u00e1gua oferecida ap\u00f3s esse per\u00edodo \u00e9 duvidosa.12 O fluxo de rejeito atingiu a calha do Rio Doce, tomando seu lugar e deixando para tr\u00e1s grandes quantidades de rejeito, que n\u00e3o pode ser carregadas pela for\u00e7a do fluxo. Ap\u00f3s dezesseis dias, esse fluxo de rejeito chegou ao Atl\u00e2ntico, na foz em Linhares (ES). A partir desse momento, o desastre de Mariana deixava de ser o respons\u00e1vel somente pela morte do Rio Doce, mas tamb\u00e9m pela modifica\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica de uma grande parte do litoral dos estados do Esp\u00edrito Santo, Bahia e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s percorrer 663 km no Rio Doce e seus afluentes,13 o fluxo de rejeitos e \u00e1gua chegou ao mar ainda com alta concentra\u00e7\u00e3o, uma vez que o rio n\u00e3o tinha volume de \u00e1gua para promover sua dissolu\u00e7\u00e3o. Esse fluxo de rejeitos apresenta caracter\u00edstica de densidade variada, ocorrendo pr\u00f3ximo \u00e0 superf\u00edcie, no interm\u00e9dio e no fundo com propriedades diferentes, mas em todos os casos misturando-se \u00e0 \u00e1gua. Como o fluxo se dispersa em diversas camadas, a alta expans\u00e3o14 no mar do Esp\u00edrito Santo est\u00e1 acontecendo livremente, de acordo com a carga de rejeitos que ainda chega pelo rio e com a circula\u00e7\u00e3o marinha local.<\/p>\n<p>A tentativa de conten\u00e7\u00e3o de parte do fluxo com barreiras flutuantes,15 pr\u00f3prias para derramamentos de \u00f3leo, foi o sinal claro do despreparo das autoridades para lidar com a situa\u00e7\u00e3o. A reabertura da foz do rio, fechada pelo baixo n\u00edvel de \u00e1gua, para liberar o rejeito foi o endosso da amplia\u00e7\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o do Rio Doce para o mar. Por que n\u00e3o houve o confinamento do fluxo de rejeitos nas in\u00fameras barragens presentes no curso do rio? O governo estava disposto a utilizar as barragens de gera\u00e7\u00e3o de energia e abastecimento presentes ao longo do Rio Doce para conter o rejeito, reduzindo a \u00e1rea afetada pelo desastre? Era preciso tamb\u00e9m iniciar a destrui\u00e7\u00e3o do ambiente marinho?<\/p>\n<p>Aparentemente, o que se veicula na m\u00eddia \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o com o aspecto visual da presen\u00e7a do rejeito no rio e no mar. Claramente essa marca visual atesta a mais alta concentra\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, mas mesmo em concentra\u00e7\u00f5es invis\u00edveis a presen\u00e7a dos compostos qu\u00edmicos existentes no rejeito ir\u00e1 continuar a matar. O ambiente marinho associado \u00e0 foz do Rio Doce modificou-se lentamente, durante milhares de anos, para acompanhar as mudan\u00e7as graduais que a qu\u00edmica e a turbidez do rio j\u00e1 apresentava. Durante toda essa rela\u00e7\u00e3o entre rio e mar, os nutrientes transportados pelo rio moldaram os sistemas biol\u00f3gicos associados \u00e0 \u00e1rea da foz, permitindo o desenvolvimento de sistemas adaptados \u00e0s baixas turbidez e variabilidade qu\u00edmica. Em maior escala, a influ\u00eancia do Rio Doce no oceano era baixa, pois n\u00e3o era um rio com alto volume de sedimentos em suspens\u00e3o e altas concentra\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas. Dessa forma, as correntes oce\u00e2nicas rapidamente conseguiam homogeneizar a \u00e1gua do rio com a do oceano, garantindo a estabilidade m\u00e9dia dos sistemas biol\u00f3gicos de uma grande \u00e1rea da costa, desde o sul da Bahia at\u00e9 o norte do Rio de Janeiro.16<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o que se instalou a partir do dia 21 de novembro de 2015 foi uma cat\u00e1strofe tamb\u00e9m para o mar. Toda a situa\u00e7\u00e3o de estabilidade relacionada \u00e0 baixa turbidez e quantidade de compostos qu\u00edmicos foi multiplicada exponencialmente. O primeiro impacto foi o da chegada do rejeito, altamente concentrado em termos sedimentares e qu\u00edmicos, que matou praticamente tudo que se relacionava com a \u00e1gua. Em um segundo momento, h\u00e1 a dispers\u00e3o da massa de rejeito mais fino, em suspens\u00e3o, que se espalha rapidamente, e em um terceiro momento, a dispers\u00e3o qu\u00edmica dos compostos altamente concentrados no rejeito. Essa \u00faltima fase perdurar\u00e1 por muito tempo e ter\u00e1 abrang\u00eancia de milhares de quil\u00f4metros quadrados, uma vez que a circula\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica na regi\u00e3o apresenta dispers\u00e3o para norte e para sul. Muitas altera\u00e7\u00f5es, mal\u00e9ficas, v\u00e3o acontecer nos sistemas biol\u00f3gicos das regi\u00f5es afetadas, uma vez que estes se desenvolveram sem a presen\u00e7a de tais contaminantes. C\u00e1lculos17 feitos com base nas quantidades declaradas de rejeito que est\u00e3o alcan\u00e7ando o mar indicam que mais de 200 mil km2 de \u00e1reas marinhas ser\u00e3o afetados. O rejeito continuar\u00e1 a ser lan\u00e7ado no mar sempre que houver uma chuva forte e remobilizar\u00e1 o que estiver acumulado fora do curso do rio, por mais de cem anos. Sem querer diminuir o desastre no curso do rio, mas o estrago no ambiente marinho ser\u00e1 bem maior.<\/p>\n<p>O que esperar dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o a puni\u00e7\u00f5es e recupera\u00e7\u00e3o? Muito pouco. Vive-se um ciclo pol\u00edtico em que o texto do novo C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o, que contempla as medidas preventivas e as puni\u00e7\u00f5es para acidentes, \u00e9 escrito e editado por advogados de grandes mineradoras.18 As medidas tomadas ap\u00f3s o desastre mostraram despreparo e desprezo pelo meio ambiente, esperando que este se recupere sozinho. A classe pol\u00edtica, reflexo direto da sociedade, ainda n\u00e3o compreendeu a necessidade de proteger o meio ambiente. A l\u00f3gica neoliberal teima em colocar pre\u00e7o em tudo. Nenhuma multa pagar\u00e1 o que houve. A natureza n\u00e3o aceita dinheiro, cheque nem cart\u00e3o de d\u00e9bito ou cr\u00e9dito.<\/p>\n<p class=\"textoTimes12Autor\">\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p>1 ANA, \u201cBacia do Rio Doce\u201d. Dispon\u00edvel em: www2.ana.gov.br\/Paginas\/servicos\/planejamento\/planoderecursos\/BaciaRioDoce.aspx.<\/p>\n<p>2 Codemig, \u201cMinas Gerais em n\u00fameros\u201d. Dispon\u00edvel em: www.codemig.com.br\/site\/content\/acodemig\/codemig.asp.<\/p>\n<p>3 Ver: http:\/\/hidroweb.ana.gov.br.<\/p>\n<p>4 \u201cRio Doce deixa de correr na foz original e de desaguar no Atl\u00e2ntico pela primeira vez na hist\u00f3ria\u201d, EM.com.br, 12 jul. 2015. Dispon\u00edvel em: www.em.com.br\/app\/noticia\/gerais\/2015\/07\/12\/interna_gerais,667496\/rio-doce-deixa-de-correr-na-foz-original-e-de-desaguar-no-atlantico.shtml.<\/p>\n<p>5 \u201cA seca planejada do Rio Para\u00edba do Sul\u201d, Le Monde Diplomatique Brasil, dez. 2014.<\/p>\n<p>6 \u201cProdu\u00e7\u00e3o da Vale bate novo recorde\u201d, EM.com.br, 20 out. 2015. Dispon\u00edvel em: www.em.com.br\/app\/noticia\/economia\/2015\/10\/20\/internas_economia,699477\/producao-da-vale-bate-novo-recorde.shtml.<\/p>\n<p>7 \u201cSeca faz n\u00edvel do Rio Doce chegar a 3 cent\u00edmetros, no ES\u201d, G1, 28 out. 2015. Dispon\u00edvel em: http:\/\/g1.globo.com\/espirito-santo\/noticia\/2015\/10\/seca-faz-nivel-do-rio-doce-chegar-3-centimetros-no-es.html.<\/p>\n<p>8 \u201cSamarco aumentou em 37% produ\u00e7\u00e3o de ferro em Mariana (MG) entre 2012 e 2015\u201d, UOL, 21 nov. 2015. Dispon\u00edvel em: http:\/\/noticias.uol.com.br\/cotidiano\/ultimas-noticias\/2015\/11\/21\/samarco-aumentou-em-37-producao-de-ferro-em-mariana-mg-entre-2012-e-2015.htm.<\/p>\n<p>9 Cetem, \u201cArs\u00eanio na \u00e1gua de Ouro Preto e Mariana (MG) \u00e9 creditado \u00e0 minera\u00e7\u00e3o de ouro\u201d, 10 jul. 2012. Dispon\u00edvel em: .<\/p>\n<p>10 \u201c\u00c9 oficial: o Rio Doce est\u00e1 completamente morto\u201d, Galileu, 13 nov. 2015. Dispon\u00edvel em: http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Meio-Ambiente\/noticia\/2015\/11\/e-oficial-o-rio-doce-esta-completamente-morto.html.<\/p>\n<p>11 \u201cO que se sabe sobre o rompimento das barragens em Mariana (MG)\u201d, UOL, 6 nov. 2015. Dispon\u00edvel em: http:\/\/noticias.uol.com.br\/cotidiano\/ultimas-noticias\/2015\/11\/06\/o-que-se-sabe-sobre-o-rompimento-das-barragens-em-mariana-mg.htm&gt;.<\/p>\n<p>12 \u201cMPES analisa laudos sobre a qualidade da \u00e1gua do Rio Doce em Colatina\u201d, EM.com.br, 26 nov. 2015. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p>13 \u201cGoverno do ES vai retomar sobrevoos para monitorar lama\u201d, G1, 7 dez. 2015. Dispon\u00edvel em: http:\/\/g1.globo.com\/espirito-santo\/desastre-ambiental-no-rio-doce\/noticia\/2015\/12\/governo-do-es-vai-retomar-sobrevoos-para-monitorar-lama.html.<\/p>\n<p>14 Idem.<\/p>\n<p>15 \u201cBarreira de 9 km n\u00e3o impede chegada de lama ao mar no ES\u201d, G1, 23 nov. 2015. Dispon\u00edvel em: http:\/\/g1.globo.com\/espirito-santo\/noticia\/2015\/11\/barreira-de-9-km-nao-impede-chegada-de-mancha-de-lama-ao-mar-no-es.html.<\/p>\n<p>16 Felipe Lobo Mendes Soares, Estudo da circula\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica superficial na costa sudeste do Brasil atrav\u00e9s de modelagem hidrodin\u00e2mica, UFRJ\/COPPE, Rio de Janeiro, 2014. Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado. Dispon\u00edvel em: www.coc.ufrj.br\/index.php\/dissertacoes-de-mestrado\/380-2014\/4457-felipe-lobo-mendes-soares.<\/p>\n<p>17 \u201cRompimento de barragem pode impactar vida marinha por cem anos\u201d, Carta Capital, 14 nov. 2015. Dispon\u00edvel em: www.cartacapital.com.br\/sociedade\/rompimento-de-barragem-pode-impactar-vida-marinha-por-cem-anos-3615.html.<\/p>\n<p>18 \u201cNovo c\u00f3digo da minera\u00e7\u00e3o \u00e9 escrito em computador de advogado de mineradoras\u201d, BBC, 7 dez. 2015. Dispon\u00edvel em: www.bbc.com\/portuguese\/noticias\/2015\/12\/151202_escritorio_mineradoras_codigo_mineracao_rs<\/p>\n<p>http:\/\/www.diplomatique.org.br\/artigo.php?id=2025<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emiliano Castro de Oliveira &#8211; O Rio Doce caracterizava-se por chegar \u00e0 costa com baixa turbidez e baixa variabilidade qu\u00edmica. 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