{"id":4898,"date":"2017-08-28T09:39:13","date_gmt":"2017-08-28T12:39:13","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=4898"},"modified":"2017-08-15T15:41:44","modified_gmt":"2017-08-15T18:41:44","slug":"entrevista-traz-analise-e-historias-de-corrupcao-na-ditadura-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2017\/08\/28\/entrevista-traz-analise-e-historias-de-corrupcao-na-ditadura-militar\/","title":{"rendered":"Entrevista traz an\u00e1lise e hist\u00f3rias de corrup\u00e7\u00e3o na ditadura militar"},"content":{"rendered":"<p><strong>Reda\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; Aos 53 anos do golpe, a corrup\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de exce\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o de grandes empreiteiras foi tema da conversa realizada na Casa P\u00fablica, no Rio<\/p>\n<p>H\u00e1 53 anos o pa\u00eds mergulhava nos 21 anos mais complicados de sua hist\u00f3ria: a ditadura militar. Na entrevista a seguir, conduzida pela codiretora da\u00a0<strong>P\u00fablica<\/strong>, Marina Amaral, o tema n\u00e3o \u00e9 menos denso. Como se engendrou a corrup\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de exce\u00e7\u00e3o? Quem corrompia? Como?<\/p>\n<p>Na conversa, o ex-editor do jornal\u00a0<em>Movimento<\/em>\u00a0Raimundo Pereira e o historiador Pedro Campos explanam suas vis\u00f5es sobre o tema. Campos, autor de\u00a0<em>Estranhas catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar, 1964-1988<\/em>, coloca em foco o crescimento e a consolida\u00e7\u00e3o das principais empresas do setor de constru\u00e7\u00e3o pesada no Brasil, entre elas a\u00a0<em>big three<\/em>\u00a0Andrade Gutierrez, Camargo Corr\u00eaa e Odebrecht, investigadas na opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, da Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n<p>Do lado jornal\u00edstico, Raimundo conta como foi driblar a censura para relatar os casos de corrup\u00e7\u00e3o no per\u00edodo. \u201cA campanha anticorrup\u00e7\u00e3o contra o Jango serviu para derrubar um governo leg\u00edtimo. O golpe de 64 foi um desastre, e um de seus instrumentos de mobiliza\u00e7\u00e3o foram as den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<div id=\"attachment_29772\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29772\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s3-sa-east-1.amazonaws.com\/apublica-files-main\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/07113751\/17545544_672617829613406_7589395877377006304_o.jpg?resize=640%2C480\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" data-lazy-loaded=\"true\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Raimundo Pereira (\u00e0 esquerda) ao lado de Marina Amaral e do historiador Pedro Campos<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Marina Amaral\u00a0\u2013<\/strong>\u00a0<strong>Como o jornal\u00a0<em>Movimento<\/em>\u00a0enfrentou o desafio de fazer uma cobertura cr\u00edtica ao governo na \u00e9poca da censura da imprensa? E quais os esc\u00e2ndalos que voc\u00eas conseguiram investigar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Raimundo Pereira \u2013<\/strong>\u00a0O\u00a0<em>Movimento<\/em>\u00a0foi censurado desde a edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 1. Quando chegou o cara da Pol\u00edcia Federal e avisou que o jornal seria censurado, perguntei como eles poderiam censurar se ainda n\u00e3o sabiam que tipo de linha editorial a gente iria seguir. E se fosse um jornal que elogiasse o governo? Ele riu.<\/p>\n<p>O jornal foi censurado at\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o 154. E a censura da ditadura militar foi discriminat\u00f3ria nesse per\u00edodo, pois nenhuma not\u00edcia importante que afetasse pessoas do regime militar ou tivesse a ver com o regime passava. Quando a censura caiu, em junho de 1978, come\u00e7amos a fazer um trabalho de apresenta\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o foi com o Paulo Maluf, que na \u00e9poca divergia com o regime, pois queria ser candidato de qualquer maneira.<\/p>\n<p>Fizemos o n\u00famero 171 com a ajuda de militares dissidentes, por exemplo. \u00c9 uma edi\u00e7\u00e3o que ficou famosa e vendeu muito em banca, com o \u201cGeisel no mar de lama\u201d.<\/p>\n<p>Essa edi\u00e7\u00e3o tratava de abusos e corrup\u00e7\u00e3o no governo militar, com informa\u00e7\u00f5es passadas para a gente por esses militares dissidentes. Fizemos v\u00e1rias den\u00fancias de esc\u00e2ndalos durante todo o per\u00edodo, tudo registrado no livro de autoria das aqui presentes Marina Amaral e Natalia Viana, que conta a hist\u00f3ria do\u00a0<em>Movimento<\/em>\u00a0e tem um DVD com todas as edi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Mariana Amaral \u2013\u00a0Pedro, o que voc\u00ea pode dizer para a gente sobre os governos militares e as empreiteiras?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pedro Campos \u2013\u00a0<\/strong>Eu pesquisei as empreiteiras durante a ditadura para o meu doutorado em hist\u00f3ria na UFF [Universidade Federal Fluminense] e conclui uma tese que se tornou o livro\u00a0<em>Estranhas catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar, 1964-1988<\/em>\u00a0[Eduff, 2015].<\/p>\n<p>Na pesquisa, eu precisei voltar para um per\u00edodo anterior \u00e0 ditadura, porque essas empresas \u2013 a maior parte delas e as maiores, que hoje comp\u00f5em a\u00a0<em>big three<\/em>, a Andrade Gutierrez, Camargo Corr\u00eaa e Odebrecht \u2013 foram fundadas anteriormente ao regime, na d\u00e9cada de 1930, 1940 e 1950. Naquele momento, havia um movimento da economia brasileira de deslocar o eixo de acumula\u00e7\u00e3o do capital do campo para a cidade, e havia toda a demanda de uma infraestrutura para esse desenvolvimento urbano e industrial que vai ser contratado pelo Estado e realizado por empresas privadas.<\/p>\n<p>Essas empresas nascem j\u00e1 com esse objetivo, essa fun\u00e7\u00e3o de dotar o pa\u00eds de infraestrutura para essa nova forma de acumula\u00e7\u00e3o. S\u00e3o empresas de cunho familiar, como o pr\u00f3prio nome indica. At\u00e9 hoje a Odebrecht \u00e9 controlada pela fam\u00edlia Odebrecht, a Camargo Corr\u00eaa, pela fam\u00edlia Camargo e Andrade Gutierrez, pela fam\u00edlia Andrade e pela fam\u00edlia Gutierrez.<\/p>\n<p>Essas empresas cresceram muito no per\u00edodo varguista, mas ganham patamar nacional na gest\u00e3o Kubitschek, na segunda metade da d\u00e9cada de 1950, quando a gente tem dois grandes projetos principais: a constru\u00e7\u00e3o da nova capital federal, a nova Bras\u00edlia, e tamb\u00e9m as rodovias previstas no plano de metas, as grandes estradas de rodagem como a Bel\u00e9m-Bras\u00edlia. V\u00e1rias empreiteiras de diferentes estados v\u00e3o se reunir nessas obras, v\u00e3o se encontrar, mas essas construtoras tinham um cunho local. A Camargo Corr\u00eaa era tipicamente paulista, a Andrade Gutierrez s\u00f3 tinha feito obras em Minas Gerais at\u00e9 esse per\u00edodo, principalmente quando JK foi prefeito de BH, e fez obras para o munic\u00edpio de Belo Horizonte e depois para o governo do estado.<\/p>\n<p>Essas empreiteiras v\u00e3o se organizar em escala nacional no per\u00edodo Kubitschek.<\/p>\n<p>A minha pesquisa \u00e9 muito voltada para tentar entender como esses empres\u00e1rios atuam, como eles se organizam e em que medida eles agem no aparelho do Estado.<\/p>\n<p>E fui verificar que esses organismos nos quais eles atuam funcionavam com algumas finalidades. Primeiro o cartel, com divis\u00e3o de obras, acerto de concorr\u00eancias e previs\u00e3o da divis\u00e3o do lucro em cada empreendimento. Muitas vezes eles acertavam previamente situa\u00e7\u00f5es como: \u201cEu fa\u00e7o a obra, mas vou contratar voc\u00eas para fazer parte da obra\u201d. Subcontrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Marina Amaral \u2013\u00a0J\u00e1 existia esse modelo antes da ditadura?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pedro Campos \u2013\u00a0<\/strong>Sim, inclusive com financiamento eleitoral e inser\u00e7\u00e3o junto ao PSD, que era o partido que tinha maior entrada das empreiteiras no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Elas\u00a0agem no sentido de direcionar o or\u00e7amento para as suas finalidades e de pautar as pol\u00edticas p\u00fablicas conforme seu interesse, criando prioridade e necessidade na agenda p\u00fablica. O primeiro presidente do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Pesada \u00e9 um sujeito bastante desconhecido hoje, chamado Aroldo Poulain, que foi presidente da empreiteira Metropolitana e presidente do Inpes [Instituto de Pesquisa em Estudos Sociais], que \u00e9 o organismo que criticava e tentava desestabilizar o governo Jo\u00e3o Goulart.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o golpe de 64 tem uma composi\u00e7\u00e3o empresarial muito significativa, um golpe que a gente diria que \u00e9 civil-militar ou empresarial-militar. E o regime inaugurado em 64 \u00e9 um regime com intensa participa\u00e7\u00e3o desses empres\u00e1rios do chamado capital internacional e associados, mas tamb\u00e9m com empres\u00e1rios dom\u00e9sticos com associa\u00e7\u00e3o direta ou n\u00e3o com interesses estrangeiros.<\/p>\n<p><strong>Marina Amaral\u00a0\u2013<\/strong>\u00a0<strong>Como se dava essa corrup\u00e7\u00e3o? Porque a gente v\u00ea, por exemplo, a corrup\u00e7\u00e3o atual, que a Lava Jato investiga, que est\u00e1 ligada, principalmente, a doa\u00e7\u00f5es eleitorais.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pedro Campos \u2013\u00a0<\/strong>Existem v\u00e1rias evid\u00eancias de que o pagamento de propina era muito comum, por\u00e9m as formas de pr\u00e1ticas ilegais e irregulares naquele per\u00edodo tinham l\u00e1 suas particularidades. Hoje, para uma empresa chegar at\u00e9 uma estatal, ela vai usar intermedi\u00e1rios como Parlamento, partidos, mandatos, financiamento eleitoral, emendas parlamentares.<\/p>\n<p><strong>Mariana Sim\u00f5es \u2013\u00a0Raimundo, voc\u00ea disse para mim que n\u00e3o gostava muito de cobrir corrup\u00e7\u00e3o. Queria que voc\u00ea falasse mais sobre isso.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Raimundo Pereira\u00a0\u2013<\/strong>\u00a0No caso do Brasil, a corrup\u00e7\u00e3o nunca foi nosso grande problema. A campanha anticorrup\u00e7\u00e3o contra o Jango serviu para derrubar um governo leg\u00edtimo, prometendo transforma\u00e7\u00f5es, grandes mobiliza\u00e7\u00f5es populares, grande mobiliza\u00e7\u00e3o cultural. O golpe de 64 foi um desastre, e um de seus instrumentos de mobiliza\u00e7\u00e3o foram as den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o. Vou dar um exemplo. A China est\u00e1 numa campanha anticorrup\u00e7\u00e3o h\u00e1 cinco anos. Perto da campanha chinesa, que come\u00e7ou no fim de 2012, a Lava Jato n\u00e3o chega aos p\u00e9s. Teve gente condenada \u00e0 morte por corrup\u00e7\u00e3o. A China faz congresso a cada cinco anos, e no 12\u00b0 Congresso o presidente do pa\u00eds fez o seguinte balan\u00e7o: a pol\u00edcia do Partido Comunista deteve 150 mil pessoas do Partido Comunista. N\u00e3o \u00e9 muita gente porque o partido tem 88 milh\u00f5es de filiados e 95% das den\u00fancias s\u00e3o acusa\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o. Do que lembro, a pol\u00edcia do partido encaminhou \u00e0 pol\u00edcia estatal para a puni\u00e7\u00e3o 25 mil pessoas, assim como fez com Bo Xilai, um alto dirigente, e com sua mulher, que foi condenada \u00e0 morte tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 muito ampla. Tem gente que fala que est\u00e1 ligada \u00e0 natureza humana, o que eu acho uma bobagem, mas d\u00e1 uma ideia de que a corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe. Fui presidente de empresas da imprensa alternativa, n\u00e3o passei por nenhuma em que n\u00e3o houvesse um caso de corrup\u00e7\u00e3o, um menino que roubou uma coisa do outro, que foi fazer um dep\u00f3sito nosso no banco e depois foi fazer uma pequena falcatrua. Sergio Moro, na minha modesta opini\u00e3o, criou a tese de que foi o PT que inventou a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Marina Amaral\u00a0\u2013<\/strong>\u00a0<strong>Pedro, como foi que surgiu a ideia de investigar esse per\u00edodo? Voc\u00ea descobriu essa hist\u00f3ria no decorrer da pesquisa ou voc\u00ea j\u00e1 saiu com a inten\u00e7\u00e3o de pesquisar as empreiteiras durante o governo militar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pedro Campos\u00a0\u2013<\/strong>\u00a0S\u00f3 pegando um gancho com o que o Raimundo falou\u2026 Particularmente acho o termo \u201ccorrup\u00e7\u00e3o\u201d muito ruim, muito impreciso. \u00c9 um termo que despolitiza quest\u00f5es, que d\u00e1 um vi\u00e9s moralista. Eu associo a corrup\u00e7\u00e3o diretamente com o capitalismo.<\/p>\n<p>Agora, porque eu fui estudar empreiteiras na ditadura? A proposta da pesquisa surgiu em 2006, 2007, e me chamava aten\u00e7\u00e3o na passagem do primeiro para o segundo mandato do Lula o papel das empreiteiras e das grandes construtoras. E me veio uma hip\u00f3tese geral de que o per\u00edodo da ditadura pudesse me esclarecer o porqu\u00ea de essas empreiteiras serem t\u00e3o fortes no Brasil. O que eu verifiquei na minha pesquisa \u00e9 que a ditadura certamente foi o momento sens\u00edvel e central para o impulso dessas empresas. Antes da ditadura, a gente tinha um conjunto numeroso de empreiteiras e, no final do regime, a gente v\u00ea os oligop\u00f3lios com atua\u00e7\u00e3o diversificada na economia. Foi um setor protegido pelo regime.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ricardo Silveira \u2013\u00a0Pedro, eu gostaria que voc\u00ea explicitasse como as empresas criavam essas necessidades junto ao poder p\u00fablico.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pedro Campos\u00a0\u2013<\/strong>\u00a0Tem v\u00e1rios ind\u00edcios, v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es que comprovam isso. Tem um caso da ditadura, do aeroporto internacional de S\u00e3o Paulo, em Guarulhos, que foi muito debatido e criticado na \u00e9poca. A Camargo Corr\u00eaa defendeu de maneira ardorosa a ideia e foi a idealizadora da obra, mas existia toda uma argumenta\u00e7\u00e3o, na \u00e9poca, de que n\u00e3o era uma necessidade, pois existia Viracopos e outras alternativas.<\/p>\n<p>Pouco antes foi realizada uma obra monumental para erguer o aeroporto do Gale\u00e3o, no Rio de Janeiro. Ent\u00e3o a Camargo Corr\u00eaa e as empreiteiras paulistas foram algumas que intensamente criaram a demanda de que aquela obra era urgente, que tinha que ser feita. E foi ali, no finalzinho da ditadura, in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, que ela foi realizada.<\/p>\n<p><strong>Marina Amaral \u2013\u00a0Raimundo, eu queria saber se voc\u00eas tinham essa percep\u00e7\u00e3o, se notavam um grupo empresarial que apoiava a ditadura especificamente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Raimundo Pereira \u2013\u00a0<\/strong>A coisa que n\u00f3s sempre destacamos \u00e9 que esse \u00e9 um golpe que tem composi\u00e7\u00e3o da conjuntura internacional, da posi\u00e7\u00e3o americana, do financiamento do Ibad e o papel da pr\u00f3pria imprensa. Assim, eu sou um pequeno-burgu\u00eas muito privilegiado, eu vou fazer 77, tenho aposentadoria, trabalho na editora Manifesto, minhas filhas j\u00e1 est\u00e3o criadas, minha companheira tamb\u00e9m trabalha. Agora o mundo \u00e9 um mundo extremamente desigual, controlado pelo capital financeiro.<\/p>\n<p><strong>Marina Amaral \u2013 Pedro, de que maneira a ditadura contribuiu para o aprofundamento dessa desigualdade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pedro Campos\u00a0\u2013<\/strong>\u00a0Um dos principais legados que a gente tem do regime \u00e9 justamente o aumento da desigualdade. Se a gente olhar os n\u00fameros, houve uma concentra\u00e7\u00e3o de renda muito significativa no per\u00edodo. Entre as empresas, a gente vai ter um processo de concentra\u00e7\u00e3o grande tamb\u00e9m, com uma pol\u00edtica de fus\u00e3o de empresas, incorpora\u00e7\u00f5es. Isso ocorre em diversos setores: no setor banc\u00e1rio, a gente tinha um sistema bastante descentralizado antes do regime, e no final houve a forma\u00e7\u00e3o de diversos grupos, Bradesco, Ita\u00fa, Moreira Salles. E s\u00e3o esses grandes grupos beneficiados pela ditadura que v\u00e3o ter protagonismo pol\u00edtico bastante significativo na democracia.<\/p>\n<p><strong>Marina Amaral\u00a0\u2013<\/strong>\u00a0<strong>Eu gostaria que a gente pensasse corrup\u00e7\u00e3o em outro sentido, como uma maneira de conquistar privil\u00e9gios, o que nos faz entrar num outro terreno. Pedro, voc\u00ea notou no seu livro uma proximidade pol\u00edtica entre as empreiteiras e o governo, que tipo de privil\u00e9gios se concede?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pedro Campos \u2013\u00a0<\/strong>\u00c9 interessante como certos grupos mais conservadores v\u00e3o pautar essa quest\u00e3o, \u00e9 meio caricato, mas o MBL diz que a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de Estado em excesso. Ent\u00e3o, quem tem muito Estado tem mais corrup\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o Estado que \u00e9 em si corrupto, mas essas empresas, que em sua a\u00e7\u00e3o v\u00e3o usar arbitrariamente atividades ilegais e v\u00e3o corromper o Estado.<\/p>\n<p>Eu lembrei um aspecto importante, a situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores durante a ditadura. A gente fica pensando no desenvolvimento, mas os grupos sociais, os trabalhadores foram grandes v\u00edtimas desse processo. Houve pol\u00edticas de arrocho salarial, v\u00e1rios direitos sociais conquistados foram perdidos e, particularmente, na constru\u00e7\u00e3o civil a gente tem um tra\u00e7o bastante perverso, que \u00e9 essa displic\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a no ambiente de trabalho.<\/p>\n<p>A gente tem uma multiplica\u00e7\u00e3o impressionante dos acidentes de trabalho, uma marca do regime. Na d\u00e9cada de 1970, o pr\u00f3prio Chico Buarque n\u00e3o faz a m\u00fasica \u201cConstru\u00e7\u00e3o\u201d \u00e0 toa: \u201dMorreu na contram\u00e3o atrapalhando o tr\u00e1fego\u201d. O que a gente v\u00ea naquela \u00e9poca \u00e9 uma eleva\u00e7\u00e3o bastante significativa dos acidentes e das mortes. Na d\u00e9cada de 1970, que \u00e9 o pico da economia brasileira, o chamado milagre econ\u00f4mico, acontece uma s\u00e9rie de obras no pa\u00eds, e s\u00e3o 8 mil mortes por ano. \u00c9 um genoc\u00eddio. Existiu uma pol\u00edtica de isen\u00e7\u00e3o fiscal para as empresas, e por via pol\u00edtica endere\u00e7ada aos trabalhadores. E isso precisa ser lembrado para esclarecer a popula\u00e7\u00e3o do que foi a ditadura, tendo em vista que muitas pessoas hoje defendem a interven\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"gWCrv2V37h\"><p><a href=\"https:\/\/apublica.org\/2017\/04\/entrevista-traz-analise-e-historias-de-corrupcao-na-ditadura-militar\/\">Entrevista traz an\u00e1lise e hist\u00f3rias de corrup\u00e7\u00e3o na ditadura militar<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Entrevista traz an\u00e1lise e hist\u00f3rias de corrup\u00e7\u00e3o na ditadura militar&#8221; &#8212; Ag\u00eancia P\u00fablica\" src=\"https:\/\/apublica.org\/2017\/04\/entrevista-traz-analise-e-historias-de-corrupcao-na-ditadura-militar\/embed\/#?secret=nKHpq247Na#?secret=gWCrv2V37h\" data-secret=\"gWCrv2V37h\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reda\u00e7\u00e3o &#8211; Aos 53 anos do golpe, a corrup\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de exce\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o de grandes empreiteiras foi tema da conversa realizada na Casa P\u00fablica, no Rio H\u00e1 53 anos o pa\u00eds mergulhava nos 21 anos mais complicados de sua hist\u00f3ria: a ditadura militar. 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