{"id":4794,"date":"2017-08-17T09:05:09","date_gmt":"2017-08-17T12:05:09","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=4794"},"modified":"2017-08-06T19:09:15","modified_gmt":"2017-08-06T22:09:15","slug":"os-jovens-japoneses-que-estao-trabalhando-literalmente-ate-a-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2017\/08\/17\/os-jovens-japoneses-que-estao-trabalhando-literalmente-ate-a-morte\/","title":{"rendered":"Os jovens japoneses que est\u00e3o trabalhando literalmente at\u00e9 a morte"},"content":{"rendered":"<p><strong>BBC Brasil<\/strong> &#8211; Michiyo Nishigaki encheu-se de orgulho quando seu \u00fanico filho, Naoya, conseguiu um emprego em uma grande empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es japonesa, assim que concluiu a universidade.<\/p>\n<p>Naoya adorava computadores, e o novo emprego parecia ser uma \u00f3tima oportunidade profissional no competitivo ambiente corporativo japon\u00eas.<\/p>\n<p>Dois anos depois, por\u00e9m, a m\u00e3e come\u00e7ou a notar problemas.<\/p>\n<p>&#8220;Ele me dizia que estava ocupado, mas que estava bem&#8221;, relembra Michiyo.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 que ele veio para casa para comparecer ao vel\u00f3rio do av\u00f4 e n\u00e3o conseguia sair da cama. Ele me dizia: &#8216;Me deixe dormir um pouco. N\u00e3o consigo levantar. Desculpe, m\u00e3e, mas me deixe dormir&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Mais tarde, ela soube por interm\u00e9dio de colegas que o filho estava trabalhando dia e noite.<\/p>\n<p>&#8220;Em geral, ele trabalhava at\u00e9 o hor\u00e1rio do \u00faltimo trem, mas se perdesse esse acabava dormindo no escrit\u00f3rio&#8221;, conta a m\u00e3e. &#8220;Em casos extremos, trabalhava a noite toda at\u00e9 22h do dia seguinte, totalizando 37 horas de trabalho.&#8221;<\/p>\n<p>Naoya morreu aos 27 anos, de overdose de medicamentos. Seu caso foi oficialmente considerado um de &#8220;karoshi&#8221; &#8211; termo japon\u00eas para descrever a morte por excesso de trabalho.<\/p>\n<p>O Jap\u00e3o tem tradicionalmente uma das jornadas laborais mais longas do mundo, e o fen\u00f4meno n\u00e3o \u00e9 novo &#8211; o &#8220;karoshi&#8221; come\u00e7ou a ser identificado nos anos 1960. Mas casos recentes t\u00eam colocado o tema na pauta de debates no pa\u00eds.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"pinit-img\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/25\/2017\/06\/10\/michiyo-nishigaki-perdeu-seu-filho-para-o-fenomeno-chamado-de-karoshi-1497093942714_615x300.jpg?w=640&#038;ssl=1\" \/><\/p>\n<p><em>Michiyo Nishigaki perdeu seu filho para o fen\u00f4meno chamado de &#8216;karoshi&#8217;<\/em><\/p>\n<p><strong>Jornada<\/strong><\/p>\n<p>No Natal de 2015, Matsuri Takahashi, funcion\u00e1ria da ag\u00eancia de publicidade Dentsu, cometeu suic\u00eddio aos 24 anos.<\/p>\n<p>Logo veio \u00e0 tona a informa\u00e7\u00e3o de que ela estava em estado de priva\u00e7\u00e3o de sono e havia acumulado mais de 100 horas extras nos meses que antecederam sua morte.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 algo incomum, sobretudo entre jovens rec\u00e9m-iniciados no mercado de trabalho, explica Makoto Iwahashi, funcion\u00e1rio da Posse, organiza\u00e7\u00e3o que d\u00e1 ajuda psicol\u00f3gica telef\u00f4nica para essas pessoas.<\/p>\n<p>Ele diz que a maioria dos telefonemas que recebe consiste em reclama\u00e7\u00f5es quanto a longas jornadas de trabalho.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 triste, porque esses jovens profissionais acham que n\u00e3o t\u00eam alternativa&#8221;, diz Iwahashi \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>&#8220;Ou voc\u00ea pede demiss\u00e3o ou trabalha 100 horas. E se voc\u00ea pede demiss\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o consegue viver&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Para Iwahashi, a redu\u00e7\u00e3o da estabilidade profissional aumenta a inseguran\u00e7a dos trabalhadores.<\/p>\n<p>&#8220;Havia karoshi nos anos 1960 e 70, (mas) a diferen\u00e7a \u00e9 que, ainda que eles tivessem que trabalhar por muitas horas (naquela \u00e9poca), eles tinham emprego garantido para a vida. N\u00e3o \u00e9 mais o caso.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Cultura da hora extra<\/strong><\/p>\n<p>Dados oficiais apontam que h\u00e1 centenas de casos anuais de &#8220;karoshi&#8221; no pa\u00eds, incluindo enfartos, derrames e suic\u00eddios decorrentes da estafa profissional extrema. Mas ativistas acreditam que o n\u00famero real seja muito mais alto.<\/p>\n<p>Quase um quarto das empresas japonesas tem empregados que excedem 80 horas extras semanais por m\u00eas &#8211; muitas vezes sem ganhos extras -, diz um estudo recente.<\/p>\n<p>E, em 12% das empresas, os funcion\u00e1rios fazem mais de 100 horas extras por m\u00eas.<\/p>\n<p>S\u00e3o n\u00fameros significativos: \u00e9 a partir de 80 horas extras no m\u00eas que se nota um aumento da possibilidade de morte do funcion\u00e1rio.<\/p>\n<p>O governo japon\u00eas est\u00e1 sob crescente press\u00e3o para conter o problema, mas se v\u00ea diante de uma tradi\u00e7\u00e3o corporativa antiga &#8211; quem vai embora do escrit\u00f3rio antes que seus colegas ou seu chefe passa a ser mal visto.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste ano, o governo lan\u00e7ou as &#8220;sextas premium&#8221;, estimulando as empresas a permitir que seus funcion\u00e1rios saiam mais cedo &#8211; \u00e0s 15h &#8211; na \u00faltima sexta-feira do m\u00eas. Tamb\u00e9m incentivam os funcion\u00e1rios a tirar mais dias de folga.<\/p>\n<p>Os trabalhadores japonees t\u00eam direito a 20 dias de f\u00e9rias por ano, mas atualmente 35% deles n\u00e3o usam nenhum dia sequer.<\/p>\n<p><strong>Luzes apagadas<\/strong><\/p>\n<p>Nos escrit\u00f3rios do governo distrital de Toshima, no centro de T\u00f3quio, recorreu-se \u00e0 ideia de apagar as luzes \u00e0s 19h, para for\u00e7ar os funcion\u00e1rios a irem embora na hora certa.<\/p>\n<p>&#8220;Quer\u00edamos fazer algo de visibilidade&#8221;, diz o gerente do escrit\u00f3rio, Hitoshi Ueno. &#8220;N\u00e3o se trata de apenas reduzir a jornada. Queremos que as pessoas sejam mais eficientes e produtivas, para que todos possam resguardar e aproveitar seu tempo livre. Queremos mudar o ambiente profissional em geral.&#8221;<\/p>\n<p>O foco na efici\u00eancia pode fazer sentido: enquanto o pa\u00eds tem uma das jornadas laborais mais longas do mundo, \u00e9 o menos produtivo entre os pa\u00edses do G7, grupo das na\u00e7\u00f5es mais ricas.<\/p>\n<p>Mas cr\u00edticos dizem que tais medidas s\u00e3o muito fragmentadas e incapazes de lidar com o problema central: que jovens profissionais est\u00e3o morrendo por estarem trabalhando muito duro e por muitas horas.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"pinit-img\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/7f\/2017\/06\/10\/hitoshi-ueno-quer-que-seus-funcionarios-tenham-vida-alem-do-escritorio-1497093984801_615x300.jpg?w=640&#038;ssl=1\" \/><\/p>\n<p><em>Hitoshi Ueno quer que seus funcion\u00e1rios tenham vida al\u00e9m do escrit\u00f3rio<\/em><\/p>\n<p>Para alguns, a solu\u00e7\u00e3o passa em estipular um limite legal \u00e0s horas extras.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste ano, o governo prop\u00f4s restringir as horas extras a 60 horas mensais, permitindo que &#8220;em per\u00edodos de maior demanda&#8221; esse limite subisse a 100 &#8211; j\u00e1 na zona de perigo de &#8220;karoshi&#8221;.<\/p>\n<p>Muitos acusam o governo de priorizar interesses econ\u00f4micos ao bem-estar dos trabalhadores.<\/p>\n<p>&#8220;O povo japon\u00eas conta com o governo, mas est\u00e1 sendo tra\u00eddo&#8221;, diz Koji Morioka, acad\u00eamico que estuda o fen\u00f4meno do &#8220;karochi&#8221; h\u00e1 30 anos.<\/p>\n<p>Enquanto o debate avan\u00e7a, mais jovens t\u00eam morrido, e grupos de apoio a fam\u00edlias enlutadas ganham cada vez mais membros.<\/p>\n<p>Michiyo Nishigaki, m\u00e3e de Naoya, diz que seu pa\u00eds est\u00e1 &#8220;matando&#8221; sua m\u00e3o de obra, em vez de valoriz\u00e1-la.<\/p>\n<p>&#8220;As empresas focam apenas nos lucros de curto prazo&#8221;, opina.<\/p>\n<p>&#8220;Meu filho e outros jovens n\u00e3o odeiam trabalhar. S\u00e3o capazes e querem se sair bem. Deem a eles a oportunidade de trabalhar sem uma longa jornada ou problemas de sa\u00fade, e eles se tornar\u00e3o um privil\u00e9gio do pa\u00eds&#8221;, conclui.<\/p>\n<p>https:\/\/noticias.uol.com.br\/ultimas-noticias\/bbc\/2017\/06\/10\/os-jovens-japoneses-que-estao-trabalhando-literalmente-ate-a-morte.htm<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BBC Brasil &#8211; Michiyo Nishigaki encheu-se de orgulho quando seu \u00fanico filho, Naoya, conseguiu um emprego em uma grande empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es japonesa, assim que concluiu a universidade. Naoya adorava computadores, e o novo emprego parecia ser uma \u00f3tima oportunidade profissional no competitivo ambiente corporativo japon\u00eas. 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