{"id":47,"date":"2016-04-25T15:45:40","date_gmt":"2016-04-25T18:45:40","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=47"},"modified":"2016-04-25T15:39:17","modified_gmt":"2016-04-25T18:39:17","slug":"a-revolucao-burguesa-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/04\/25\/a-revolucao-burguesa-no-brasil\/","title":{"rendered":"A revolu\u00e7\u00e3o burguesa no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ricardo Musse<\/strong> &#8211;\u00a0Em 1974, em meio \u00e0 ditadura e dez anos ap\u00f3s o golpe militar, Florestan Fernandes publicou <em>A revolu\u00e7\u00e3o burguesa no Brasil<\/em>. Recebido \u00e0 \u00e9poca como uma tentativa de explica\u00e7\u00e3o das origens e fundamentos do Estado autorit\u00e1rio, o livro tornou-se, com o decorrer do tempo, um dos cl\u00e1ssicos da sociologia hist\u00f3rica brasileira, uma linhagem que possui seus momentos altos em <em>Casa-grande &amp; senzala<\/em> (1933), de Gilberto Freyre; <em>Ra\u00edzes do Brasil<\/em> (1936), de S\u00e9rgio Buarque de Holanda e <em>Os donos do poder<\/em> (1958), de Raymundo Faoro.<\/p>\n<p>Florestan emprega o conceito de \u201crevolu\u00e7\u00e3o burguesa\u201d como \u201ctipo ideal\u201d, isto \u00e9, como princ\u00edpio heur\u00edstico e fio investigativo da origem, natureza e desdobramentos do capitalismo no Brasil. N\u00e3o se trata de um estudo emp\u00edrico ou mesmo de comparar as vicissitudes do processo brasileiro com os modelos de revolu\u00e7\u00e3o franc\u00eas, ingl\u00eas ou norte-americano.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de uma sucess\u00e3o de acontecimentos de impacto, de uma revolu\u00e7\u00e3o propriamente dita, n\u00e3o impediu o desenvolvimento do capitalismo no Brasil, mas ditou-lhe um ritmo pr\u00f3prio e uma condi\u00e7\u00e3o particular. A id\u00e9ia de revolu\u00e7\u00e3o burguesa presta-se assim como uma luva para determinar as etapas do processo e, sobretudo, para compreender a modalidade de capitalismo predominante no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O livro foi redigido em momentos distintos: as duas partes iniciais (\u201cAs Origens da Revolu\u00e7\u00e3o Burguesa\u201d e \u201cA Forma\u00e7\u00e3o da Ordem Social Competitiva\u201d) em 1966, e, a terceira parte (\u201cRevolu\u00e7\u00e3o Burguesa e Capitalismo Dependente\u201d), em 1974. Esse \u00faltimo ensaio complementa os demais blocos, avan\u00e7ando o acompanhamento hist\u00f3rico anterior \u2013 que se detinha na \u00e9poca da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura \u2013 at\u00e9 o presente. Mas traz tamb\u00e9m altera\u00e7\u00f5es relevantes no que tange \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o de sentido ao processo hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Os ensaios de 1966 seguem a periodiza\u00e7\u00e3o tradicional. A Independ\u00eancia abre caminho para a emerg\u00eancia da sociabilidade burguesa \u2013 seja como tipo de personalidade ou como forma\u00e7\u00e3o social \u2013, bloqueada at\u00e9 ent\u00e3o pela conjuga\u00e7\u00e3o de estatuto colonial, escravismo e grande lavoura exportadora. O simples rompimento com a condi\u00e7\u00e3o colonial, a autonomia pol\u00edtica engendra uma \u201csitua\u00e7\u00e3o nacional\u201d que desenvolve o com\u00e9rcio e a vida urbana, alicer\u00e7a o Estado e prepara a moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o do sistema escravista, no entanto, polariza o pa\u00eds entre uma estrutura heteron\u00f4mica (cujo prot\u00f3tipo \u00e9 a grande lavoura de exporta\u00e7\u00e3o) e uma din\u00e2mica autonomizante (centrada no mercado interno). Socialmente, os agentes burgueses, em simbiose com o quadro vigente, organizam-se antes como estamento do que como classe, uma situa\u00e7\u00e3o que s\u00f3 ser\u00e1 rompida com o surgimento do imigrante e do fazendeiro do caf\u00e9 na fronteira agr\u00edcola.<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado e a consolida\u00e7\u00e3o da \u201cordem econ\u00f4mica competitiva\u201d, no final do s\u00e9culo XIX, n\u00e3o liberaram completamente as potencialidades da racionalidade burguesa. Antes promoveram a acomoda\u00e7\u00e3o de formas econ\u00f4micas opostas, gerando uma sociedade h\u00edbrida e uma forma\u00e7\u00e3o social, o \u201ccapitalismo dependente\u201d, marcada pela coexist\u00eancia e interconex\u00e3o do arcaico e do moderno.<\/p>\n<p>No \u00faltimo ensaio, redigido em 1974, o conceito de \u201ccapitalismo dependente\u201d passa a ser determinado pela associa\u00e7\u00e3o da burguesia com o capital internacional. Com isso, altera-se o peso da din\u00e2mica do sistema capitalista mundial e a pr\u00f3pria periodiza\u00e7\u00e3o, marcada pela emerg\u00eancia e expans\u00e3o de tr\u00eas tipos de capitalismo: o moderno (1808-1860), o competitivo (1860-1950) e o monopolista (1950-\u2026).<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o burguesa teria conduzido o Brasil, portanto, \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o capitalista, mas n\u00e3o \u00e0 esperada revolu\u00e7\u00e3o nacional e democr\u00e1tica. Na aus\u00eancia de uma ruptura enf\u00e1tica com o passado, este cobra seu pre\u00e7o a cada momento do processo, em geral na chave de uma concilia\u00e7\u00e3o que se apresenta como nega\u00e7\u00e3o ou neutraliza\u00e7\u00e3o da reforma. A monopoliza\u00e7\u00e3o do Estado pela burguesia \u2013 tanto econ\u00f4mica, como social e pol\u00edtica \u2013 estaria na raiz do modelo autocr\u00e1tico, da \u201cdemocracia restrita\u201d que marca o s\u00e9culo XX brasileiro.<\/p>\n<p>Seria um erro grave, no entanto, atribuir a esse diagn\u00f3stico alguma forma de determinismo. O duplo car\u00e1ter dos conceitos, as contradi\u00e7\u00f5es que Florestan detecta a cada passo, em suma, a dial\u00e9tica como m\u00e9todo deixa o campo livre para a a\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica dos agentes e das classes sociais.<\/p>\n<p>O livro <em>A revolu\u00e7\u00e3o burguesa no Brasil<\/em> encerra o ciclo de interpreta\u00e7\u00f5es gerais do pa\u00eds. Mas, forneceu, ao mesmo tempo, as balizas para uma s\u00e9rie de estudos pontuais posteriores que abordaram t\u00f3picos decisivos como a resist\u00eancia dos \u201cde baixo\u201d antes e durante a emerg\u00eancia das classes, as altera\u00e7\u00f5es do estatuto das na\u00e7\u00f5es no sistema-mundo ou as rupturas no padr\u00e3o de acumula\u00e7\u00e3o no capitalismo.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p>FERNANDES, Florestan. <em>A revolu\u00e7\u00e3o burguesa no Brasil<\/em>. S\u00e3o Paulo: Globo, 2005.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"bfBCdtgwQ3\"><p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2014\/03\/28\/a-revolucao-burguesa-no-brasil\/\">A revolu\u00e7\u00e3o burguesa no Brasil<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;A revolu\u00e7\u00e3o burguesa no Brasil&#8221; &#8212; Blog da Boitempo\" src=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2014\/03\/28\/a-revolucao-burguesa-no-brasil\/embed\/#?secret=ns23ScOMHZ#?secret=bfBCdtgwQ3\" data-secret=\"bfBCdtgwQ3\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Musse &#8211;\u00a0Em 1974, em meio \u00e0 ditadura e dez anos ap\u00f3s o golpe militar, Florestan Fernandes publicou A revolu\u00e7\u00e3o burguesa no Brasil. 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