{"id":362,"date":"2016-05-22T12:16:19","date_gmt":"2016-05-22T15:16:19","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=362"},"modified":"2016-05-15T21:22:05","modified_gmt":"2016-05-16T00:22:05","slug":"a-economia-dos-quilombos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/","title":{"rendered":"A economia dos quilombos"},"content":{"rendered":"<p><strong>M\u00c1RCIO FERRARI<\/strong> &#8211;\u00a0Trocas de excedentes agr\u00edcolas com o entorno ainda sobrevivem nas comunidades rurais negras da atualidade<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"331\" width=\"640\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Quilombos_Abre-e1460746225326-1024x530.jpg?resize=640%2C331\" \/><\/p>\n<p><em>Sa\u00edda de escravos da senzala para a ro\u00e7a em 1861: atividade agr\u00edcola serviria de aprendizado para sustento econ\u00f4mico dos quilombos<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 no Brasil hoje, segundo levantamento do pesquisador Fl\u00e1vio dos Santos Gomes, quase 5 mil comunidades negras rurais remanescentes de antigos quilombos de escravos fugidos. Ao tentar estudar o fio de continuidade entre a atualidade e o passado escravista, Gomes encontrou um hiato desde a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o (1888) at\u00e9 pouco menos de 100 anos depois, quando as comunidades quilombolas vieram a ganhar visibilidade com a oficializa\u00e7\u00e3o do termo \u201cremanescente de quilombos\u201d na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Historiador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o pesquisador estuda a escravid\u00e3o desde o in\u00edcio dos anos 1990. As fontes habituais sobre o assunto, como processos-crimes, registros policiais e relatos de jornais, \u201cfalavam dos quilombos e das tentativas de destru\u00ed-los e capturar seus habitantes\u201d, de acordo com o pesquisador, mas n\u00e3o do modo como sobreviviam.<\/p>\n<p>\u201cResolvi partir de outra perspectiva\u201d, conta Gomes. \u201cFui estudar as comunidades negras rurais em todo o pa\u00eds, suas origens e transforma\u00e7\u00f5es, principalmente no per\u00edodo p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o. Vi que era poss\u00edvel avaliar a forma\u00e7\u00e3o de um campesinato negro no Brasil.\u201d O resultado do trabalho est\u00e1 no livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado <em>Mocambos e quilombos \u2013 Uma hist\u00f3ria do campesinato negro no Brasil<\/em> (Companhia das Letras), baseado principalmente na pesquisa \u201cCartografias da <em>plantation<\/em>: demografia, cultura material e arqueologia da escravid\u00e3o e do p\u00f3s-emancipa\u00e7\u00e3o do Brasil\u201d, em curso no Instituto de Hist\u00f3ria da UFRJ, com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Guggenheim, dos Estados Unidos, da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq). O livro inclui a lista de todos os quilombos remanescentes no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O tra\u00e7o de continuidade entre o passado e o presente foi encontrado na atividade comercial. A vis\u00e3o tradicional \u00e9 de que os mocambos e quilombos \u2013 denomina\u00e7\u00f5es que, em \u00e9pocas e lugares diferentes, designaram o mesmo fen\u00f4meno \u2013 eram redutos isolados de negros fugitivos que apenas produziam para consumo pr\u00f3prio. \u201cO tempo todo as comunidades estavam conectadas com agentes da sociedade do seu entorno, como taberneiros, vendeiros e redes mercantis\u201d, afirma Gomes. \u201cEram aglomerados agr\u00e1rios articulados, e os excedentes de sua produ\u00e7\u00e3o abasteciam as redes locais, compostas por fazendas, vilas, feiras e entrepostos de trocas.\u201d Com as transa\u00e7\u00f5es comerciais, vieram tamb\u00e9m interc\u00e2mbios religiosos e culturais e miscigena\u00e7\u00e3o \u00e9tnica.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"491\" width=\"640\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Quilombos_09-1024x786.jpg?resize=640%2C491\" \/><\/p>\n<p><em>Mulheres escravas preparam comida durante a colheita do caf\u00e9 no s\u00e9culo XIX<\/em><\/p>\n<p>A atividade econ\u00f4mica nos quilombos, que sobrevive, em ess\u00eancia, nos atuais aglomerados remanescentes, teria sua origem numa peculiaridade da escravid\u00e3o no Brasil: o h\u00e1bito dos senhores de conceder parcelas de terra e um ou dois dias por semana aos escravos para o cultivo de alimentos, a fim de se manterem. Era um modo de os propriet\u00e1rios se eximirem dos gastos com o sustento dos cativos, pelo menos em parte, mas havia outras raz\u00f5es, como refor\u00e7ar o \u201camor \u00e0 terra\u201d para desestimular as insurrei\u00e7\u00f5es e fugas em grupo. Nesse aspecto, o efeito foi o oposto: o h\u00e1bito e o dom\u00ednio da agricultura, incluindo a comercializa\u00e7\u00e3o de excedentes, inspiraram escravos a fugir e a construir uma vida sustentada pelo cultivo da terra. \u201cA economia dentro da fazenda foi tamb\u00e9m fundamental para a constitui\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias e a cria\u00e7\u00e3o de uma margem de autonomia financeira, com uma l\u00f3gica contr\u00e1ria \u00e0 da <em>plantation<\/em>, que era a da monocultura\u201d, diz Maria Helena Machado, professora do Departamento de Hist\u00f3ria da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da Universidade de S\u00e3o Paulo (FFLCH-USP) e especialista em hist\u00f3ria social da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ataque e defesa<\/strong><\/p>\n<p>A experi\u00eancia da ro\u00e7a nas propriedades dos senhores de escravos brasileiros j\u00e1 havia sido analisada pelo historiador Ciro Flamarion Cardoso (1942-2013) e pelo antrop\u00f3logo norte-americano Sidney Mintz (1922-2015), ambos nos anos 1970. Cardoso criou a express\u00e3o \u201cprotocampesinato\u201d e utilizou o conceito de \u201cbrecha camponesa\u201d em refer\u00eancia ao fen\u00f4meno. Para Gomes, que explorou a quest\u00e3o no livro <em>A hidra e os p\u00e2ntanos<\/em> (Unesp\/Polis, 2005), tais termos revelam uma subavalia\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia das ro\u00e7as permitidas pelos propriet\u00e1rios de escravos na forma\u00e7\u00e3o de um campesinato negro aut\u00f4nomo. Tamb\u00e9m n\u00e3o havia naqueles estudiosos a dimens\u00e3o de continuidade que chegaria at\u00e9 os dias de hoje. \u201cA import\u00e2ncia dos estudos de Fl\u00e1vio Gomes \u00e9 ligar a experi\u00eancia da ro\u00e7a ao quilombo e este \u00e0 comunidade camponesa\u201d, comenta Maria Helena.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"958\" width=\"640\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Quilombos_00061229-684x1024.jpg?resize=640%2C958\" \/><\/p>\n<p><em>Trabalhadores transportam produtos\u2026<\/em><\/p>\n<p>Os quilombos costumavam ser cercados por valas e madeiras pontiagudas, mas seus habitantes n\u00e3o se limitavam a se proteger. \u201cCircunst\u00e2ncias de tempo e lugar faziam de alguns quilombos unidades de guerrilha, espalhando o medo nas fazendas\u201d, diz o pesquisador. A forma mais eficaz e lucrativa de prote\u00e7\u00e3o, entretanto, era a forma\u00e7\u00e3o da rede de parceiros econ\u00f4micos, incluindo outros roceiros, garimpeiros, pescadores, mascates e quitandeiros, ind\u00edgenas e soldados desertores, al\u00e9m de escravos ao ganho, aqueles que compravam a alforria dos senhores. Na d\u00e9cada de 1870, a lenha que abastecia a Corte imperial era produzida por quilombolas do mangue do rio Igua\u00e7u, no estado do Rio de Janeiro, e comercializada por escravos rec\u00e9m-libertos.Quilombos existem desde pelo menos 1575, quando se deu o primeiro registro da exist\u00eancia de um \u201cmocambo\u201d na Bahia. Gomes explica essa precocidade pela ideia de que n\u00e3o havia forma de protesto mais eficaz contra o escravismo do que a fuga. \u201cMuitas escapadas coletivas foram antecedidas de levantes ou motins\u201d, diz o historiador. Os quilombos nunca eram totalmente fixos e contavam com os locais de dif\u00edcil acesso, como montanhas, cavernas, florestas e manguezais, como ref\u00fagio. Diante dos grandes preju\u00edzos com a perda de m\u00e3o de obra, fazendeiros mandavam capit\u00e3es do mato e tropas irem ao encal\u00e7o dos fugitivos, o que n\u00e3o impedia as comunidades de se multiplicarem. \u201cO surgimento de um quilombo atra\u00eda a repress\u00e3o, assim como mais fugas para ele\u201d, conta Gomes. Al\u00e9m disso, quilombolas, portando armas artesanais ou pistolas e espingardas roubadas ou cedidas por parceiros comerciais, faziam expedi\u00e7\u00f5es que induziam os cativos das senzalas a escapar e realizavam sequestros para aumentar a popula\u00e7\u00e3o da comunidade fugitiva. A articula\u00e7\u00e3o entre quilombolas e escravos das senzalas de grandes engenhos provocou uma rebeli\u00e3o no engenho de Santana, na Bahia, em 1789. Ocorreram sucessivos levantes at\u00e9 1828, per\u00edodo em que se formou, de acordo com Gomes, uma economia camponesa de negros fugidos.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"200\" width=\"300\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/Quilombos_00061040-300x200.jpg?resize=300%2C200\" \/><\/p>\n<p>\u2026e colhem arroz no quilombo de Morro Seco (SP), em 2015<\/p>\n<p>\u201cOs quilombos continuaram a se reproduzir mesmo com o fim da escravid\u00e3o, por\u00e9m n\u00e3o foram mais encontrados na documenta\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia e nas den\u00fancias dos jornais\u201d, diz Gomes. Nos primeiros tempos p\u00f3s-Lei \u00c1urea, \u201ccontinuaram migrando, desaparecendo, emergindo e se dissolvendo no emaranhado das formas camponesas do Brasil\u201d, mantendo a caracter\u00edstica de interagir e misturar-se com seus entornos. O pesquisador atribui a invisibilidade dos quilombos depois da aboli\u00e7\u00e3o aos recenseamentos populacionais e censos agr\u00edcolas que n\u00e3o tinham crit\u00e9rios claros e constantes sobre ra\u00e7a ou cor e n\u00e3o sabiam como classificar atividades econ\u00f4micas \u201centre a agricultura familiar, o trabalho sazonal e o extrativismo\u201d. Al\u00e9m disso, as comunidades negras rurais do in\u00edcio do s\u00e9culo XX eram marcadas por deslocamentos determinados por arranjos de moradia e trabalho. O sustento principal continuou sendo o com\u00e9rcio da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. \u201cMuitas comunidades fabricam farinha e, como no passado, vendem parte da produ\u00e7\u00e3o\u201d, diz Gomes.<\/p>\n<p>A antrop\u00f3loga Neusa Gusm\u00e3o, professora aposentada da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), relativiza a continuidade estrita entre os aglomerados de escravos fugidos e as atuais comunidades negras rurais. \u201cN\u00e3o se pode dizer com certeza que o campesinato negro atual seja origin\u00e1rio de antigos quilombos\u201d, diz ela, que pesquisou e escreveu sobre cultura negra no campo. \u201cA denomina\u00e7\u00e3o atual de quilombo obedece a uma reconfigura\u00e7\u00e3o do termo que os identifica como ligados \u00e0 terra e a pr\u00e1ticas culturais pr\u00f3prias.\u201d<\/p>\n<p>Ela concorda, entretanto, que a invisibilidade desses grupos nos anos de 1970 e 1980 \u201cera quase absoluta, tanto no meio social quanto no acad\u00eamico\u201d. O ganho de visibilidade, para o qual contribuiu o aperfei\u00e7oamento dos m\u00e9todos de pesquisa demogr\u00e1fica, teve na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 apenas uma de suas etapas. No mesmo ano, a quest\u00e3o dos quilombos associados \u00e0 identidade negra foi trazida \u00e0 tona pelos eventos e protestos organizados para lembrar os 100 anos da aboli\u00e7\u00e3o. Algo semelhante ocorreu em 1995, nos 300 anos da morte de Zumbi, l\u00edder de Palmares, o quilombo mais conhecido. Segundo o pesquisador, tem sido importante a atua\u00e7\u00e3o de entidades como a Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares, ligada ao Minist\u00e9rio da Cultura, que reconhece e certifica as comunidades remanescentes de quilombos, e principalmente dos estudos acad\u00eamicos em v\u00e1rias \u00e1reas que \u201ct\u00eam ajudado a articular os movimentos sociais em torno dessas comunidades\u201d.<\/p>\n<p>http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2016\/04\/19\/a-economia-dos-quilombos\/?cat=humanidades<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00c1RCIO FERRARI &#8211;\u00a0Trocas de excedentes agr\u00edcolas com o entorno ainda sobrevivem nas comunidades rurais negras da atualidade Sa\u00edda de escravos da senzala para a ro\u00e7a em 1861: atividade agr\u00edcola serviria de aprendizado para sustento econ\u00f4mico dos quilombos H\u00e1 no Brasil hoje, segundo levantamento do pesquisador Fl\u00e1vio dos Santos Gomes, quase 5 mil comunidades negras rurais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":363,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[5,1,8],"tags":[],"class_list":["post-362","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","category-geografia","category-sociedade"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A economia dos quilombos - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A economia dos quilombos - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"M\u00c1RCIO FERRARI &#8211;\u00a0Trocas de excedentes agr\u00edcolas com o entorno ainda sobrevivem nas comunidades rurais negras da atualidade Sa\u00edda de escravos da senzala para a ro\u00e7a em 1861: atividade agr\u00edcola serviria de aprendizado para sustento econ\u00f4mico dos quilombos H\u00e1 no Brasil hoje, segundo levantamento do pesquisador Fl\u00e1vio dos Santos Gomes, quase 5 mil comunidades negras rurais [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Controversia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-05-22T15:16:19+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/quilombola.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"968\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"627\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"headline\":\"A economia dos quilombos\",\"datePublished\":\"2016-05-22T15:16:19+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/\"},\"wordCount\":1575,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/05\\\/quilombola.jpg?fit=968%2C627&ssl=1\",\"articleSection\":[\"Economia\",\"Geografia\",\"Sociedade\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/\",\"name\":\"A economia dos quilombos - Controversia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/05\\\/quilombola.jpg?fit=968%2C627&ssl=1\",\"datePublished\":\"2016-05-22T15:16:19+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/05\\\/quilombola.jpg?fit=968%2C627&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/05\\\/quilombola.jpg?fit=968%2C627&ssl=1\",\"width\":968,\"height\":627},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/22\\\/a-economia-dos-quilombos\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A economia dos quilombos\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\",\"name\":\"Controversia\",\"description\":\"Um site de leitura e debate\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\",\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"width\":1015,\"height\":1024,\"caption\":\"Ricardo Alvarez\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\"},\"description\":\"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/controversia.com.br\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/Controversiascontemporaneas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/controversia\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/contro_versia\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A economia dos quilombos - Controversia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"A economia dos quilombos - Controversia","og_description":"M\u00c1RCIO FERRARI &#8211;\u00a0Trocas de excedentes agr\u00edcolas com o entorno ainda sobrevivem nas comunidades rurais negras da atualidade Sa\u00edda de escravos da senzala para a ro\u00e7a em 1861: atividade agr\u00edcola serviria de aprendizado para sustento econ\u00f4mico dos quilombos H\u00e1 no Brasil hoje, segundo levantamento do pesquisador Fl\u00e1vio dos Santos Gomes, quase 5 mil comunidades negras rurais [&hellip;]","og_url":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/","og_site_name":"Controversia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_published_time":"2016-05-22T15:16:19+00:00","og_image":[{"width":968,"height":627,"url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/quilombola.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Ricardo Alvarez","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia","twitter_site":"@contro_versia","twitter_misc":{"Escrito por":"Ricardo Alvarez","Tempo estimado de leitura":"8 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/"},"author":{"name":"Ricardo Alvarez","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"headline":"A economia dos quilombos","datePublished":"2016-05-22T15:16:19+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/"},"wordCount":1575,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/quilombola.jpg?fit=968%2C627&ssl=1","articleSection":["Economia","Geografia","Sociedade"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/","url":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/","name":"A economia dos quilombos - Controversia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/quilombola.jpg?fit=968%2C627&ssl=1","datePublished":"2016-05-22T15:16:19+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/quilombola.jpg?fit=968%2C627&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/quilombola.jpg?fit=968%2C627&ssl=1","width":968,"height":627},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/22\/a-economia-dos-quilombos\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/controversia.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A economia dos quilombos"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website","url":"https:\/\/controversia.com.br\/","name":"Controversia","description":"Um site de leitura e debate","publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/controversia.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2","name":"Ricardo Alvarez","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","contentUrl":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","width":1015,"height":1024,"caption":"Ricardo Alvarez"},"logo":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png"},"description":"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.","sameAs":["http:\/\/controversia.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/controversia\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/contro_versia"]}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/quilombola.jpg?fit=968%2C627&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=362"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/362\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":364,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/362\/revisions\/364"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}