{"id":296,"date":"2016-05-17T15:29:03","date_gmt":"2016-05-17T18:29:03","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=296"},"modified":"2016-05-09T20:30:42","modified_gmt":"2016-05-09T23:30:42","slug":"a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/","title":{"rendered":"A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o tempo presente"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xs-12 col-sm-8 margin-0 padding-0 col-md-12\">\n<div class=\"titulo_detalhe\">\n<p class=\"titulo_detalhe\"><strong>Rodrigo Medeiros<\/strong> &#8211; As hist\u00f3ricas desigualdades sociais hierarquizaram o espa\u00e7o urbano brasileiro e influenciam ainda hoje os elevados n\u00edveis de viol\u00eancia que enfrentamos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"pag\" class=\"img_editorial_detalhe col-xs-12 col-sm-8 margin-0 padding-0 col-md-12\">\n<div id=\"pag_1\">\n<p class=\"texto_detalhe\"><span class=\"texto_detalhe\">Em tempos de grande perplexidade pol\u00edtica, a revista \u201cThe Economist\u201d, em sua edi\u00e7\u00e3o de 23 de abril de 2016, apontou para as muitas heran\u00e7as que o Brasil n\u00e3o discutiu adequadamente. \u00a0Na mat\u00e9ria destacada na sua capa consta que \u201cn\u00e3o h\u00e1 atalhos para resolver os problemas. As ra\u00edzes da disfun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Brasil podem ser enxergadas na economia baseada no trabalho escravo do s\u00e9culo XIX, na ditadura ocorrida no s\u00e9culo XX e em um sistema eleitoral viciado em campanhas ruinosamente caras e que protegem os pol\u00edticos da presta\u00e7\u00e3o de contas\u201d (tradu\u00e7\u00e3o livre). \u00a0Vejamos ent\u00e3o alguns poucos aspectos dessas quest\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">O modelo brasileiro de transi\u00e7\u00e3o do regime militar para a Nova Rep\u00fablica converge, em certos aspectos, para a experi\u00eancia espanhola do Pacto de Moncloa (1977). Tratou-se de algo positivo uma anistia pol\u00edtica ampla, por\u00e9m faltou permitir uma maior investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que fizesse a sociedade refletir e aprender com o passado. Em certa medida, alguns grupos seguiram com ast\u00facia o personagem aristocrata Tancredi Falconieri do cl\u00e1ssico de Lampedusa (1956): \u201cA n\u00e3o ser que nos salvemos, dando-nos as m\u00e3os agora, eles nos submeter\u00e3o \u00e0 Rep\u00fablica. Para que as coisas permane\u00e7am iguais, \u00e9 preciso que tudo mude\u201d. Os aspectos hist\u00f3rico-estruturais do subdesenvolvimento n\u00e3o foram vencidos entre n\u00f3s.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Mat\u00e9ria publicada na edi\u00e7\u00e3o de 9 de fevereiro de 2013 da revista \u201cThe Economist\u201d afirmou que aproximadamente 50% das diferen\u00e7as de renda nos EUA e na Gr\u00e3-Bretanha em uma gera\u00e7\u00e3o s\u00e3o atribu\u00edveis a diferen\u00e7as na gera\u00e7\u00e3o anterior; em sociedades mais igualit\u00e1rias, a Escandin\u00e1via, por exemplo, esse n\u00famero \u00e9 inferior a 30% e \u00e9 bastante comum que uns 70-80% do status social de uma fam\u00edlia tendam a ser transmitidos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Para entendermos melhor essa quest\u00e3o no caso brasileiro, \u00e9 preciso recuar at\u00e9 os acontecimentos que marcaram a campanha abolicionista no s\u00e9culo XIX. Nesse sentido, destaco o livro da pesquisadora Angela Alonso, \u201cFlores, votos e balas: o movimento abolicionista brasileiro (1868-88)\u201d, editado pela Companhia das Letras, em 2015.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Logo no in\u00edcio do livro, Alonso afirma que \u201centender o abolicionismo, seus protagonistas e o andamento do processo pol\u00edtico da aboli\u00e7\u00e3o importa porque o fim da escravid\u00e3o dividiu \u00e1guas em nossa hist\u00f3ria, e tamb\u00e9m porque a natureza de seu remate ainda reverbera nas formas contempor\u00e2neas da desigualdade no Brasil\u201d (p. 20). Grandes e hist\u00f3ricas desigualdades sociais hierarquizaram o espa\u00e7o urbano brasileiro e influenciam ainda hoje os elevados n\u00edveis de viol\u00eancia que enfrentamos. Desigualdades excessivas conspiraram contra o desenvolvimento do mercado dom\u00e9stico e a constru\u00e7\u00e3o de la\u00e7os de solidariedade nacional porque travaram a amplia\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o social do trabalho na economia formal brasileira.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto_detalhe\"><span class=\"texto_detalhe\">A ret\u00f3rica mudancista dos abolicionistas mobilizou compaix\u00e3o, direito e progresso. O Clube da Lavoura, por sua vez, representou a sociedade fundada na escravid\u00e3o. O imperador D. Pedro II, equilibrando-se domesticamente e confrontado com as press\u00f5es estrangeiras, considerava a aboli\u00e7\u00e3o quest\u00e3o de forma e oportunidade. No campo cient\u00edfico, o abolicionismo brasileiro buscou tamb\u00e9m se escorar nas ideias de Auguste Comte, que definiam o progresso como a marcha inexor\u00e1vel para a industrializa\u00e7\u00e3o, a urbaniza\u00e7\u00e3o e a seculariza\u00e7\u00e3o, elementos estes que abalariam as institui\u00e7\u00f5es tradicionais. Segundo Alonso, \u201ca ret\u00f3rica do progresso \u2013 \u2018a luz do s\u00e9culo\u2019 \u2013 pedia a um s\u00f3 tempo reforma social e pol\u00edtica, aboli\u00e7\u00e3o e rep\u00fablica\u201d (p. 133). Associa\u00e7\u00f5es e jornais foram criados contra a escravid\u00e3o e at\u00e9 as artes (confer\u00eancias-concerto) foram usadas como armas de deslegitima\u00e7\u00e3o do escravismo, acusado de ilegal, imoral e anacr\u00f4nico. Para Alonso, o abolicionismo \u201ccresceu justamente porque se expandiu para al\u00e9m de um \u00fanico estrato social\u201d (p. 146) e \u201cao envolver mulheres e crian\u00e7as, o movimento atacou a escravid\u00e3o onde ela era t\u00e3o forte quanto silenciosa: em casa\u201d (p 148). O movimento abolicionista politizou a vida privada. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">A escravid\u00e3o era o \u201csangue do organismo social\u201d e a base da lavoura de exporta\u00e7\u00e3o. De acordo com Alonso, \u201centranhada no estilo de vida, [a escravid\u00e3o] contaminara fam\u00edlia e religi\u00e3o e impedia a emerg\u00eancia de uma \u00e9tica do trabalho\u201d (p. 204-5). O abolicionismo brasileiro n\u00e3o era homog\u00eaneo em suas cren\u00e7as e objetivos espec\u00edficos, por\u00e9m as \u201ccrises intra-abolicionistas nunca explodiram o movimento porque a unidade era imperativa em face dos escravistas\u201d (p. 226). Esta \u00e9 uma valiosa li\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica para o campo progressista no presente.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">O trabalho escravo ainda \u00e9 uma triste e anacr\u00f4nica realidade encontrada no Brasil. Mat\u00e9ria da \u201cAg\u00eancia Brasil\u201d, assinada por Andreia Verd\u00e9lio (28\/01\/2016), indica que a maioria das v\u00edtimas de trabalho escravo no Brasil pode ser localizada em \u00e1reas urbanas, concentrando aproximadamente 61% dos casos. A mat\u00e9ria diz tamb\u00e9m que est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional o Projeto de Lei do Senado de n\u00famero 432, de 2013, que busca reduzir o conceito do trabalho escravo, retirando dele o trabalho degradante e a jornada exaustiva. H\u00e1 quem argumente que estamos em tempos de globaliza\u00e7\u00e3o e que \u00e9, portanto, preciso construir as novas condi\u00e7\u00f5es de competitividade nacional. Essas \u201ccondi\u00e7\u00f5es\u201d n\u00e3o precisam sinalizar para o passado, afinal, um novo tipo de trabalho escravo n\u00e3o ser\u00e1 capaz de tornar a economia brasileira mais produtiva e pr\u00f3spera. Nesse sentido, novas formas de servid\u00e3o (precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, por exemplo) apenas cristalizariam a perversa heran\u00e7a das desigualdades disfuncionais brasileiras e conspirariam contra a confian\u00e7a social nas institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">A retomada do debate sobre desenvolvimento \u00e9 necess\u00e1ria. No que diz respeito \u00e0s diferen\u00e7as de produtividades entre pa\u00edses e atividades, s\u00e3o interessantes as informa\u00e7\u00f5es do \u201cAtlas da complexidade econ\u00f4mica\u201d, derivado de pesquisa de Ricardo Hausmann (Harvard) e Cesar Hidalgo (MIT). Em s\u00edntese, o processo de desenvolvimento \u00e9 o avan\u00e7o da complexidade econ\u00f4mica: diversifica\u00e7\u00e3o exportadora com n\u00e3o ubiquidade. Entre n\u00f3s, a perda de complexidade exportadora desde 1994 foi intensificada pela reprimariza\u00e7\u00e3o no boom das commodities. Sobrevaloriza\u00e7\u00e3o cambial cr\u00f4nica da moeda brasileira, desindustrializa\u00e7\u00e3o prematura e acomoda\u00e7\u00e3o de trabalhadores em atividades de baixa produtividade impactaram na infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e no baixo desempenho geral da economia. O fim do superciclo global das commodities, que exp\u00f4s a fragilidade da inser\u00e7\u00e3o externa brasileira, se encontrou com a grave crise pol\u00edtica. <\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">O Brasil j\u00e1 viveu o tempo no qual a sua inser\u00e7\u00e3o global foi prim\u00e1rio-exportadora e os governos estiveram bem livres de vincula\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias e muitas despesas obrigat\u00f3rias. A Primeira Rep\u00fablica, olig\u00e1rquica e antissocial, n\u00e3o resolveu o problema das contas p\u00fablicas brasileiras e isso ficou claro nos desdobramentos da crise de 1929: concentra\u00e7\u00e3o de riquezas e socializa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos. Coube posteriormente ao ministro Osvaldo Aranha um levantamento dos empr\u00e9stimos que Estados e munic\u00edpios tinham contra\u00eddo no estrangeiro, tendo em vista a consolida\u00e7\u00e3o da d\u00edvida externa brasileira. A d\u00e9cada de 1930, na onda da Grande Depress\u00e3o, n\u00e3o foi marcada pelos avan\u00e7os do liberalismo econ\u00f4mico e da paz mundial. O fantasmag\u00f3rico teatro de sombras da Primeira Rep\u00fablica foi constru\u00eddo no ocaso do Imp\u00e9rio, quando atores olig\u00e1rquicos compreenderam efetivamente que haviam perdido a batalha da escravid\u00e3o. Os tempos s\u00e3o outros, pois vivemos em um pa\u00eds urbano, por\u00e9m \u00e9 sempre importante aprender algo com o passado para evitarmos reproduzir, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, os dramas j\u00e1 experimentados.<\/span><\/p>\n<p>http:\/\/cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Economia\/A-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/7\/36041<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rodrigo Medeiros &#8211; As hist\u00f3ricas desigualdades sociais hierarquizaram o espa\u00e7o urbano brasileiro e influenciam ainda hoje os elevados n\u00edveis de viol\u00eancia que enfrentamos. Em tempos de grande perplexidade pol\u00edtica, a revista \u201cThe Economist\u201d, em sua edi\u00e7\u00e3o de 23 de abril de 2016, apontou para as muitas heran\u00e7as que o Brasil n\u00e3o discutiu adequadamente. \u00a0Na mat\u00e9ria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":298,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-296","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o tempo presente - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o tempo presente - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Rodrigo Medeiros &#8211; As hist\u00f3ricas desigualdades sociais hierarquizaram o espa\u00e7o urbano brasileiro e influenciam ainda hoje os elevados n\u00edveis de viol\u00eancia que enfrentamos. Em tempos de grande perplexidade pol\u00edtica, a revista \u201cThe Economist\u201d, em sua edi\u00e7\u00e3o de 23 de abril de 2016, apontou para as muitas heran\u00e7as que o Brasil n\u00e3o discutiu adequadamente. \u00a0Na mat\u00e9ria [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Controversia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-05-17T18:29:03+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/escravidao-abolicao.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"640\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"349\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"headline\":\"A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o tempo presente\",\"datePublished\":\"2016-05-17T18:29:03+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/\"},\"wordCount\":1331,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/05\\\/escravidao-abolicao.jpg?fit=640%2C349&ssl=1\",\"articleSection\":[\"Sociedade\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/\",\"name\":\"A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o tempo presente - Controversia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/05\\\/escravidao-abolicao.jpg?fit=640%2C349&ssl=1\",\"datePublished\":\"2016-05-17T18:29:03+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/05\\\/escravidao-abolicao.jpg?fit=640%2C349&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/05\\\/escravidao-abolicao.jpg?fit=640%2C349&ssl=1\",\"width\":640,\"height\":349},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/05\\\/17\\\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o tempo presente\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\",\"name\":\"Controversia\",\"description\":\"Um site de leitura e debate\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\",\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"width\":1015,\"height\":1024,\"caption\":\"Ricardo Alvarez\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\"},\"description\":\"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/controversia.com.br\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/Controversiascontemporaneas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/controversia\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/contro_versia\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o tempo presente - Controversia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o tempo presente - Controversia","og_description":"Rodrigo Medeiros &#8211; As hist\u00f3ricas desigualdades sociais hierarquizaram o espa\u00e7o urbano brasileiro e influenciam ainda hoje os elevados n\u00edveis de viol\u00eancia que enfrentamos. Em tempos de grande perplexidade pol\u00edtica, a revista \u201cThe Economist\u201d, em sua edi\u00e7\u00e3o de 23 de abril de 2016, apontou para as muitas heran\u00e7as que o Brasil n\u00e3o discutiu adequadamente. \u00a0Na mat\u00e9ria [&hellip;]","og_url":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/","og_site_name":"Controversia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_published_time":"2016-05-17T18:29:03+00:00","og_image":[{"width":640,"height":349,"url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/escravidao-abolicao.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Ricardo Alvarez","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia","twitter_site":"@contro_versia","twitter_misc":{"Escrito por":"Ricardo Alvarez","Tempo estimado de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/"},"author":{"name":"Ricardo Alvarez","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"headline":"A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o tempo presente","datePublished":"2016-05-17T18:29:03+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/"},"wordCount":1331,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/escravidao-abolicao.jpg?fit=640%2C349&ssl=1","articleSection":["Sociedade"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/","url":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/","name":"A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o tempo presente - Controversia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/escravidao-abolicao.jpg?fit=640%2C349&ssl=1","datePublished":"2016-05-17T18:29:03+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/escravidao-abolicao.jpg?fit=640%2C349&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/escravidao-abolicao.jpg?fit=640%2C349&ssl=1","width":640,"height":349},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/05\/17\/a-abolicao-da-escravidao-e-o-tempo-presente\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/controversia.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o e o tempo presente"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website","url":"https:\/\/controversia.com.br\/","name":"Controversia","description":"Um site de leitura e debate","publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/controversia.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2","name":"Ricardo Alvarez","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","contentUrl":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","width":1015,"height":1024,"caption":"Ricardo Alvarez"},"logo":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png"},"description":"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.","sameAs":["http:\/\/controversia.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/controversia\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/contro_versia"]}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/escravidao-abolicao.jpg?fit=640%2C349&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/296","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=296"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/296\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":299,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/296\/revisions\/299"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/298"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=296"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}