{"id":2566,"date":"2016-12-17T12:49:32","date_gmt":"2016-12-17T14:49:32","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=2566"},"modified":"2016-12-16T16:51:40","modified_gmt":"2016-12-16T18:51:40","slug":"o-financismo-no-interior-do-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/12\/17\/o-financismo-no-interior-do-estado\/","title":{"rendered":"O financismo no interior do estado"},"content":{"rendered":"<p><strong>Paulo Kliass<\/strong> &#8211; O objetivo final \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o da previd\u00eancia social p\u00fablica e sua transfer\u00eancia para os agentes privados. Mais uma investida do capital sobre o trabalho.<\/p>\n<p>A capacidade dos representantes do sistema financeiro em tornar a sua agenda a pauta a ser defendida pelos dirigentes do Estado brasileiro sempre foi muito conhecida. Impressiona tamb\u00e9m a sua habilidade em convencer os demais segmentos das classes dominantes para que aceitem as diretrizes encaminhadas pelo financismo como sendo tamb\u00e9m a de seus pr\u00f3prios interesses. \u00c9 o caso, por exemplo, da burguesia industrial, que se deixou levar a reboque de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica que tinha como caracter\u00edstica essencial a tend\u00eancia da desindustrializa\u00e7\u00e3o. Estranho esse caminho seguro rumo \u00e0 autodestrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">O mesmo fen\u00f4meno deu-se com a aceita\u00e7\u00e3o passiva das proposi\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas ao chamado austeric\u00eddio. Uma inacredit\u00e1vel postura de concord\u00e2ncia meramente ideol\u00f3gica com uma pauta que se prop\u00f5e a destruir o pa\u00eds e os interesses econ\u00f4micos de quem quer pense no Brasil a m\u00e9dio e longo prazos. Esse \u00e9 o sentido da combina\u00e7\u00e3o perversa de liquida\u00e7\u00e3o do Estado por meio do ajuste radical da austeridade nas contas p\u00fablicas com a manuten\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria de juros nas alturas. Trata-se de uma evidente revanche nas pol\u00edticas adotadas anteriormente ao golpeachment, mas que se sustenta apenas nas ideias mais radicais de um certo doutrinarismo mercadista que sobrevive no interior do sistema financeiro.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">O fato concreto \u00e9 que a hegemonia pol\u00edtica e ideol\u00f3gica do pensamento financista sempre esteve presente na forma\u00e7\u00e3o dos quadros de nossas elites. Desde os atrasos caracter\u00edsticos de nosso agroneg\u00f3cio tupiniquim at\u00e9 os setores industriais que se acomodam \u00e0 sujei\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o subalterna de nosso Pa\u00eds na divis\u00e3o internacional do trabalho. Assim, vangloriam as virtudes de um modelo financeiro de vanguarda com pr\u00e1ticas de trabalho escravo para reduzir o chamado \u201ccusto Brasil\u201d e destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente em nome da eleva\u00e7\u00e3o da produtividade da safra de \u201ccommodities\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>A sujei\u00e7\u00e3o passiva \u00e0 domina\u00e7\u00e3o do financismo<\/b><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">O projeto de Na\u00e7\u00e3o foi completamente abandonado em favor de uma auto imola\u00e7\u00e3o desejada no altar da globaliza\u00e7\u00e3o descontrolada, onde s\u00e3o cada vez mais evidentes os efeitos perversos dessa genuflex\u00e3o aos desejos dos grandes oligop\u00f3lios internacionais e dos Estados mundialmente dominantes. As nossas classes dominantes se consideram iluminadas pelas ideias e pr\u00e1ticas que levam em considera\u00e7\u00e3o apenas os seus pr\u00f3prios interesses imediatos. Praticam todas cheias de muito orgulho uma esp\u00e9cie de tiro ao alvo aos respectivos p\u00e9s, sempre na ilus\u00e3o de que est\u00e3o surfando nas ondas da p\u00f3s-modernidade da vanguarda contempor\u00e2nea. Acham o m\u00e1ximo passar as f\u00e9rias em Miami e se consideram deveras espertas ao encher suas malas com produtos chineses comprados bem baratinhos em qualquer pra\u00e7a do exterior.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Vale tamb\u00e9m lembrar que a receita t\u00e3o martelada pelos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o para o controle da infla\u00e7\u00e3o foi incorporada pelos dirigentes pol\u00edticos dos mais variados matizes como a verdadeira panaceia para os problemas econ\u00f4micos do Brasil. E d\u00e1-lhe reafirma\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica da import\u00e2ncia do sistema financeiro, dogma que n\u00e3o poderia ser questionado em nenhum momento. Desde Fernando Henrique at\u00e9 Dilma, passando por dois mandatos de Lula, a gera\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit prim\u00e1rio foi sempre considerada como a solu\u00e7\u00e3o absoluta e inescap\u00e1vel para a estabiliza\u00e7\u00e3o macroecon\u00f4mica, n\u00e3o importando os v\u00e1rios trilh\u00f5es de reais que foram sendo sistem\u00e1tica e generosamente transferidos do or\u00e7amento p\u00fablico para os cofres dos bancos.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Em nome de uma suposta neutralidade da \u201ct\u00e9cnica\u201d sobre a \u201cpol\u00edtica\u201d, os meios de comunica\u00e7\u00e3o lograram \u00eaxito na campanha de desinforma\u00e7\u00e3o a respeito de qual seria o perfil mais adequado para ocupar os cargos estrat\u00e9gicos do Estado, com o intuito de exercer o comando da economia. E assim os interesses das institui\u00e7\u00f5es financeiras se viram permanentemente protegidos pelos indicados para tais postos. Em 2003, a coisa fica um pouco mais escandalosa com a nomea\u00e7\u00e3o de um presidente internacional do Bank of Boston para ocupar a presid\u00eancia do Banco Central. O exerc\u00edcio do poder pelo financismo n\u00e3o mais \u00e9 delegado a terceiros de confian\u00e7a, mas fica expl\u00edcito. Lula nomeia Henrique Meirelles, que abre m\u00e3o de uma promissora carreira como deputado federal, eleito para primeiro mandato pelo PSDB de Goi\u00e1s.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">O ex futuro quadro tucano fica por exatos 8 anos \u00e0 frente da institui\u00e7\u00e3o que deveria cuidar da regula\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o do sistema financeiro. A imagem da \u201craposa tomando conta do galinheiro\u201d n\u00e3o poderia ser mais apropriada para o caso. Esse talvez tenha sido o momento em que, pela primeira vez, o financismo passou a operar em nome de seus interesses a partir de dentro do pr\u00f3prio Estado. N\u00e3o precisava nem mesmo fazer \u201clobby\u201d, pois a partir de ent\u00e3o contava com o poder e a caneta para implementar as suas pr\u00f3prias pol\u00edticas p\u00fablicas. Tudo de forma direta, sem a inc\u00f4moda necessidade de intermedi\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><b>Meirelles \u00a0e Goldfajn: sem mais intermedi\u00e1rios<\/b><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Na sequ\u00eancia vimos a nomea\u00e7\u00e3o de um diretor do Banco Bradesco para o comando do Minist\u00e9rio da Fazenda. Joaquim Levy foi nomeado por Dilma, logo depois de Trabucco ter recusado o convite. Ao recusar o convite, o presidente do maior banco privado indicou um subalterno seu para a fun\u00e7\u00e3o. Dilma aceitou de forma entusi\u00e1stica, com a triste ilus\u00e3o de que o gesto asseguraria seu tr\u00e2nsito livre no interior da elite do capital. Erro fundamental de quem se achava recoberta de malandragem e esperteza. Ao renegar o desejo manifesto nas urnas de outubro de 2014, o caminho da ortodoxia burra para o impeachment ilegal foi um passeio.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Temer voltou ao financismo da matriz. Em mais uma dessas ironias da hist\u00f3ria, aceitou a insistente sugest\u00e3o de Lula e nomeou Meirelles para a Fazenda. Com ele veio o diretor mais importante do Banco Ita\u00fa para o cargo de xerife do BC: Ilan Goldfajn. Formaram a dupla din\u00e2mica mais autenticamente identificada com o sistema financeiro em seu pr\u00f3prio DNA. Permaneceram inabal\u00e1veis os princ\u00edpios da hegemonia dos bancos no comando da economia. Tanto que esse ramo de atividade \u00e9 o \u00fanico que segue apresentando ganhos bilion\u00e1rios em seus balan\u00e7os, ao passo que o resto todo da economia oferece perdas, preju\u00edzos ou fal\u00eancia. Isso para n\u00e3o falar dos trabalhadores, ceifados de seus empregos e com renda diminu\u00edda drasticamente em raz\u00e3o do austeric\u00eddio programado e desejado como meta de governo.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">O caso mais recente da pr\u00e1tica do financismo no interior do Estado deu-se durante a elabora\u00e7\u00e3o do projeto da reforma da previd\u00eancia do governo Temer. No bojo das absurdas mudan\u00e7as na estrutura da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal, uma das aberra\u00e7\u00f5es foi a transfer\u00eancia da Secretaria da Previd\u00eancia para o Minist\u00e9rio da Fazenda. Uma loucura aparentemente irracional, mas que respondia plenamente aos interesses do sistema financeiro em controlar o desmonte da previd\u00eancia social. Eles nunca esconderam sua inten\u00e7\u00e3o de se apropriar dessa massa volumosa de recursos envolvida no Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS) e que tem sido gerida pelo INSS desde a sua cria\u00e7\u00e3o h\u00e1 muitas d\u00e9cadas atr\u00e1s.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Pois o titular da pasta colocada sob a interfer\u00eancia hier\u00e1rquica de Meirelles passou alguns meses para elaborar esse projeto que h\u00e1 poucos dias veio a p\u00fablico. Uma proposta que conseguiu o m\u00e9rito de desagradar a praticamente todos os setores da sociedade, com exce\u00e7\u00e3o obviamente do sistema financeiro. A verifica\u00e7\u00e3o dos compromissos oficiais divulgados na p\u00e1gina da Secretaria da Previd\u00eancia evidencia quais os setores da economia e da sociedade que foram ouvidos preferencialmente com suas contribui\u00e7\u00f5es para a t\u00e3o aguardada reforma constitucional.<\/span><\/p>\n<p><b>Reforma da previd\u00eancia: sob encomenda para o financismo<\/b><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Em mais um cap\u00edtulo da aparentemente intermin\u00e1vel novela de incorpora\u00e7\u00e3o do financismo para dentro do Estado, ali est\u00e3o registradas as reuni\u00f5es com a ess\u00eancia das institui\u00e7\u00f5es financeiras privadas nacionais e estrangeiras. <\/span><a href=\"http:\/\/www.fazenda.gov.br\/assuntos\/agenda\/secretario-de-previdencia\/2016-09-27?month:int=9&amp;year:int=2016\"><span class=\"texto_detalhe\">De julho a dezembro foram realizados encontros<\/span><\/a><span class=\"texto_detalhe\"> com bancos de varejo, bancos de neg\u00f3cio, bancos de investimento, empresas de rating, entidades patronais, Fundo Monet\u00e1rio Internacional, empresas de previd\u00eancia privada, entre tantas outras entidades que n\u00e3o escondem sua parcialidade no tratamento de assunto t\u00e3o sens\u00edvel quanto pol\u00eamico. Ali podem ser vistos diariamente os hor\u00e1rios em que foram recebidos no gabinete representantes de Bradesco, Santander, F\u00f3rum das Empresas Transnacionais, CNI. FIESP, JP Morgan, IBMEC, Ita\u00fa, American Chamber of Commerce, entre tantos outros.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Finalmente, na v\u00e9spera da divulga\u00e7\u00e3o da proposta da maldade j\u00e1 fechada internamente no governo, foram recebidos representantes das Centrais Sindicais em 5 de dezembro. Ao que tudo indica, apenas em um gesto protocolar e nada diplom\u00e1tico de comunicar a p\u00e9ssima not\u00edcia do pacote das maldades j\u00e1 conclu\u00eddo, sem oferecer nenhum espa\u00e7o para di\u00e1logo ou negocia\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">A julgar pelas caracter\u00edsticas da proposi\u00e7\u00e3o em sua vers\u00e3o final, os interesses do financismo foram, mais uma vez, exitosos em ver seus interesses apresentados a partir do interior do pr\u00f3prio Estado. A reforma da previd\u00eancia protocolada oferece de bandeja o desmonte e o descr\u00e9dito da previd\u00eancia p\u00fablica. A proposi\u00e7\u00e3o comporta a impressionante simultaneidade de retirada dos direitos de quem j\u00e1 est\u00e1 participando do sistema, assim como o lan\u00e7amento de d\u00favidas generalizadas a respeito das vantagens para as novas gera\u00e7\u00f5es em aderir ou n\u00e3o ao regime.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Longe de resolver os falaciosos problemas do falso d\u00e9ficit estrutural, a proposta aponta apenas para a inviabiliza\u00e7\u00e3o do modelo do INSS no futuro. N\u00e3o \u00e9 por mera coincid\u00eancia que as editorias de economia dos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o apressaram-se a chamar os especialistas em previd\u00eancia privada para oferecer suas opini\u00f5es. E um dos \u201cconsensos\u201d criados para esse pessoal do mercado financeiro \u00e9 que a alternativa mais recomendada para quem quiser ver sua aposentadoria ao longo das pr\u00f3ximas d\u00e9cadas \u00e9 buscar os fundos privados. Bingo!<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Esse \u00e9 o grande servi\u00e7o que o Estado brasileiro est\u00e1 prestando, mais uma vez, ao financismo a partir de seu pr\u00f3prio interior. O objetivo \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o da previd\u00eancia social p\u00fablica e sua transfer\u00eancia para os agentes privados. Mais uma investida do capital sobre o trabalho. Mais um passo do sistema financeiro em sua trajet\u00f3ria de domina\u00e7\u00e3o do conjunto do tecido social.<\/span><\/p>\n<p>http:\/\/cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Economia\/O-financismo-no-interior-do-estado\/7\/37446<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Kliass &#8211; O objetivo final \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o da previd\u00eancia social p\u00fablica e sua transfer\u00eancia para os agentes privados. Mais uma investida do capital sobre o trabalho. A capacidade dos representantes do sistema financeiro em tornar a sua agenda a pauta a ser defendida pelos dirigentes do Estado brasileiro sempre foi muito conhecida. 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