{"id":25453,"date":"2026-10-23T12:34:34","date_gmt":"2026-10-23T15:34:34","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=25453"},"modified":"2026-10-23T10:37:13","modified_gmt":"2026-10-23T13:37:13","slug":"para-uma-critica-do-fascismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/","title":{"rendered":"Para uma cr\u00edtica do fascismo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Denise Narli da Silveira<\/strong> &#8211; Perman\u00eancias e atualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O fascismo n\u00e3o desapareceu com a derrota dos regimes que marcaram tragicamente o s\u00e9culo XX. Embora suas manifesta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas mais conhecidas estejam associadas \u00e0 It\u00e1lia de Mussolini e \u00e0 Alemanha nazista, determinadas estruturas pol\u00edticas, culturais e simb\u00f3licas que favoreceram sua emerg\u00eancia permanecem ativas. Reconhecer essas perman\u00eancias n\u00e3o significa identificar qualquer manifesta\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria com o fascismo, mas compreender como mecanismos de domina\u00e7\u00e3o podem adquirir novas formas, linguagens e tecnologias, inclusive no interior de sociedades formalmente democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>O fascismo eterno<\/em>, Umberto Eco (2018) adverte que o fascismo n\u00e3o constitui uma doutrina inteiramente coerente. Sua for\u00e7a reside justamente na capacidade de reunir elementos contradit\u00f3rios, mobilizando afetos, ressentimentos e representa\u00e7\u00f5es coletivas. O culto \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, a recusa do pensamento cr\u00edtico, o medo da diferen\u00e7a, a obsess\u00e3o por conspira\u00e7\u00f5es e a constru\u00e7\u00e3o permanente de inimigos integram aquilo que o escritor italiano denominou <em>Ur-Fascismo<\/em>. Essas caracter\u00edsticas n\u00e3o precisam aparecer simultaneamente para que se reconhe\u00e7am tend\u00eancias preocupantes de reorganiza\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria da vida pol\u00edtica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema, portanto, n\u00e3o consiste apenas em perguntar se o fascismo pode retornar, mas em investigar de que maneira suas disposi\u00e7\u00f5es sobrevivem e se atualizam. Sua perman\u00eancia n\u00e3o depende necessariamente da reprodu\u00e7\u00e3o de uniformes, s\u00edmbolos ou institui\u00e7\u00f5es do passado. Ela pode manifestar-se na naturaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, na desqualifica\u00e7\u00e3o da pluralidade, na fabrica\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as e na mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de sentimentos de medo e pertencimento.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse horizonte que o pensamento de Hannah Arendt, Walter Benjamin e Giorgio Agamben oferece instrumentos decisivos para ampliar o diagn\u00f3stico de Eco. Embora partam de problemas distintos, suas reflex\u00f5es permitem compreender como a propaganda, a estetiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica e a normaliza\u00e7\u00e3o de mecanismos excepcionais podem contribuir para a eros\u00e3o da experi\u00eancia democr\u00e1tica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Origens do totalitarismo<\/em>, Hannah Arendt (2012) investiga as condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas que possibilitaram a emerg\u00eancia dos movimentos totalit\u00e1rios, destacando a import\u00e2ncia do imperialismo, do racismo, da desagrega\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos sociais e da transforma\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos em massas politicamente isoladas. A solid\u00e3o, nesse contexto, n\u00e3o representa apenas uma experi\u00eancia subjetiva, mas uma condi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que compromete a capacidade de compartilhar o mundo com outros.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A propaganda totalit\u00e1ria explora essa desagrega\u00e7\u00e3o ao oferecer explica\u00e7\u00f5es aparentemente coerentes para uma realidade marcada por contradi\u00e7\u00f5es. A complexidade dos acontecimentos \u00e9 substitu\u00edda por narrativas fechadas, nas quais todos os conflitos encontram uma causa \u00fanica e todos os advers\u00e1rios podem ser reunidos sob a figura de um inimigo comum. A verdade factual perde import\u00e2ncia diante da efic\u00e1cia de uma interpreta\u00e7\u00e3o que promete restaurar a ordem e devolver \u00e0s massas uma identidade supostamente perdida.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa reflex\u00e3o adquire atualidade diante da circula\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de desinforma\u00e7\u00e3o e da forma\u00e7\u00e3o de comunidades pol\u00edticas organizadas em torno da hostilidade. As plataformas digitais n\u00e3o produziram, por si mesmas, o autoritarismo, mas ampliaram as possibilidades de circula\u00e7\u00e3o de discursos que exploram ressentimentos, refor\u00e7am antagonismos e enfraquecem a confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es. Quando o advers\u00e1rio deixa de ser reconhecido como participante leg\u00edtimo do espa\u00e7o p\u00fablico e passa a ser tratado como inimigo a eliminar, a pr\u00f3pria experi\u00eancia democr\u00e1tica encontra-se amea\u00e7ada.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Walter Benjamin permite compreender outra dimens\u00e3o desse processo. Em seu ensaio <em>A obra de arte na era de sua reprodutibilidade t\u00e9cnica<\/em>, publicado originalmente na d\u00e9cada de 1930, o fil\u00f3sofo identifica na estetiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica uma opera\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica do fascismo. A mobiliza\u00e7\u00e3o das massas n\u00e3o se traduz necessariamente em transforma\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais. Ao contr\u00e1rio, pode oferecer \u00e0s multid\u00f5es a express\u00e3o de sua identidade pol\u00edtica enquanto preserva as estruturas de propriedade e domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pol\u00edtica transforma-se, assim, em espet\u00e1culo. A exalta\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a, a coreografia das multid\u00f5es, a monumentaliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a e a produ\u00e7\u00e3o de imagens de unidade nacional convertem a participa\u00e7\u00e3o coletiva em experi\u00eancia de aclama\u00e7\u00e3o. A t\u00e9cnica, que poderia ampliar as possibilidades de emancipa\u00e7\u00e3o, passa a organizar a percep\u00e7\u00e3o sens\u00edvel segundo os interesses do poder.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na contemporaneidade, essa din\u00e2mica encontra novas condi\u00e7\u00f5es de reprodu\u00e7\u00e3o. A circula\u00e7\u00e3o incessante de imagens, a personaliza\u00e7\u00e3o das lideran\u00e7as e a transforma\u00e7\u00e3o dos conflitos pol\u00edticos em acontecimentos midi\u00e1ticos favorecem formas de identifica\u00e7\u00e3o que dispensam a reflex\u00e3o. A visibilidade torna-se crit\u00e9rio de legitimidade, enquanto a repeti\u00e7\u00e3o de slogans e imagens tende a substituir a argumenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cr\u00edtica benjaminiana, entretanto, n\u00e3o se limita \u00e0 den\u00fancia da manipula\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Ao contrapor a politiza\u00e7\u00e3o da arte \u00e0 estetiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, Benjamin aponta para a possibilidade de transformar os meios de produ\u00e7\u00e3o cultural em instrumentos de cr\u00edtica e emancipa\u00e7\u00e3o. Sua reflex\u00e3o sobre a hist\u00f3ria tamb\u00e9m recusa a cren\u00e7a de que o progresso t\u00e9cnico corresponda necessariamente ao progresso humano. A experi\u00eancia hist\u00f3rica dos oprimidos revela que a barb\u00e1rie n\u00e3o constitui uma simples interrup\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o, mas pode desenvolver-se no interior de suas pr\u00f3prias realiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Interromper essa continuidade \u00e9 uma exig\u00eancia pol\u00edtica. A imagem benjaminiana do freio de emerg\u00eancia permite pensar a resist\u00eancia n\u00e3o como espera passiva por um futuro melhor, mas como interven\u00e7\u00e3o capaz de suspender processos hist\u00f3ricos que naturalizam a viol\u00eancia e a destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Giorgio Agamben aprofunda esse problema ao investigar as rela\u00e7\u00f5es entre soberania, direito e estado de exce\u00e7\u00e3o. Em <em>Estado de exce\u00e7\u00e3o<\/em> (2004), demonstra como medidas justificadas por situa\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias podem converter-se em t\u00e9cnicas recorrentes de governo. O perigo emerge quando a suspens\u00e3o de garantias jur\u00eddicas deixa de representar uma resposta limitada a circunst\u00e2ncias excepcionais e passa a integrar o funcionamento ordin\u00e1rio das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa perspectiva n\u00e3o autoriza a equipara\u00e7\u00e3o indiscriminada entre democracias contempor\u00e2neas e regimes fascistas. Permite, contudo, examinar criticamente a expans\u00e3o de pr\u00e1ticas securit\u00e1rias, a concentra\u00e7\u00e3o de poderes e a utiliza\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia para restringir direitos. A perman\u00eancia de dispositivos excepcionais constitui um problema pol\u00edtico precisamente porque pode enfraquecer os limites jur\u00eddicos impostos ao exerc\u00edcio do poder.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>O reino e a gl\u00f3ria<\/em> (2011), Agamben tamb\u00e9m investiga a import\u00e2ncia da aclama\u00e7\u00e3o na legitima\u00e7\u00e3o das estruturas de governo. A produ\u00e7\u00e3o p\u00fablica do consenso, a celebra\u00e7\u00e3o das autoridades e os rituais de reconhecimento constituem dimens\u00f5es simb\u00f3licas do exerc\u00edcio do poder. Essa genealogia oferece uma perspectiva fecunda para interpretar as formas contempor\u00e2neas de exposi\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas plataformas digitais, a aclama\u00e7\u00e3o assume novas configura\u00e7\u00f5es. Curtidas, compartilhamentos e manifesta\u00e7\u00f5es instant\u00e2neas de ades\u00e3o podem converter-se em indicadores de for\u00e7a pol\u00edtica, enquanto a circula\u00e7\u00e3o algor\u00edtmica de conte\u00fados intensifica disputas pela aten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata de reduzir a comunica\u00e7\u00e3o digital a um mecanismo de domina\u00e7\u00e3o, mas de reconhecer que seus dispositivos podem favorecer formas de mobiliza\u00e7\u00e3o baseadas mais na rea\u00e7\u00e3o afetiva do que na delibera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diagn\u00f3stico de Umberto Eco encontra aqui sua dimens\u00e3o mais inquietante. O fascismo n\u00e3o precisa reaparecer com a mesma apar\u00eancia para reativar disposi\u00e7\u00f5es autorit\u00e1rias. A recusa da diferen\u00e7a, a transforma\u00e7\u00e3o do dissenso em trai\u00e7\u00e3o e a necessidade permanente de produzir inimigos podem instalar-se progressivamente na linguagem cotidiana, tornando aceit\u00e1veis pr\u00e1ticas anteriormente reconhecidas como incompat\u00edveis com a democracia.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, a experi\u00eancia recente do bolsonarismo tornou particularmente vis\u00edveis algumas dessas din\u00e2micas. A ret\u00f3rica do inimigo interno, os ataques reiterados \u00e0 credibilidade do sistema eleitoral, a circula\u00e7\u00e3o de teorias conspirat\u00f3rias e a mobiliza\u00e7\u00e3o de valores nacionalistas e moralistas evidenciam a import\u00e2ncia de investigar as aproxima\u00e7\u00f5es entre movimentos contempor\u00e2neos de extrema-direita e caracter\u00edsticas identificadas por Eco. A an\u00e1lise exige aten\u00e7\u00e3o \u00e0s particularidades hist\u00f3ricas brasileiras, sem apagar as diferen\u00e7as entre esses movimentos e os regimes fascistas do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desafio consiste em compreender como sociedades democr\u00e1ticas podem produzir, tolerar ou normalizar pr\u00e1ticas que corroem suas pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia. A democracia n\u00e3o se reduz \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de elei\u00e7\u00f5es. Ela pressup\u00f5e a pluralidade, a preserva\u00e7\u00e3o dos direitos, a possibilidade do dissenso e a exist\u00eancia de um mundo comum no qual os conflitos possam ser politicamente elaborados.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, a cr\u00edtica do fascismo n\u00e3o pode restringir-se \u00e0 mem\u00f3ria de suas manifesta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. \u00c9 necess\u00e1rio reconhecer suas atualiza\u00e7\u00f5es nos discursos, nos afetos, nas imagens e nos dispositivos que organizam a experi\u00eancia coletiva. A defesa da democracia exige tamb\u00e9m enfrentar as condi\u00e7\u00f5es materiais de desigualdade, exclus\u00e3o e inseguran\u00e7a que podem ser instrumentalizadas por projetos autorit\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As contribui\u00e7\u00f5es de Arendt, Benjamin, Agamben e Eco convergem, nesse ponto, para uma tarefa cr\u00edtica: recuperar as condi\u00e7\u00f5es da experi\u00eancia pol\u00edtica compartilhada. Reconstruir o mundo comum, interromper a estetiza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, questionar a naturaliza\u00e7\u00e3o da exce\u00e7\u00e3o e identificar os sinais de reorganiza\u00e7\u00e3o do fascismo s\u00e3o opera\u00e7\u00f5es distintas, mas complementares.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resistir n\u00e3o significa apenas denunciar o autoritarismo depois que ele se consolida. Significa disputar a linguagem, as imagens, a mem\u00f3ria e as possibilidades de imaginar outras formas de vida coletiva. Se o fascismo se alimenta da fabrica\u00e7\u00e3o de inimigos e da destrui\u00e7\u00e3o da pluralidade, a resist\u00eancia come\u00e7a pela restitui\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica como espa\u00e7o de a\u00e7\u00e3o, pensamento e conviv\u00eancia entre diferentes.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o decisiva, portanto, n\u00e3o \u00e9 apenas impedir o retorno do passado, mas interromper, no presente, as condi\u00e7\u00f5es que tornam poss\u00edvel sua repeti\u00e7\u00e3o. Pensar criticamente o fascismo \u00e9 recusar que a viol\u00eancia se converta em normalidade e que a hist\u00f3ria dos vencedores seja confundida com o \u00fanico futuro poss\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Refer\u00eancias:<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AGAMBEN, Giorgio. <em>Estado de exce\u00e7\u00e3o<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Iraci D. Poleti. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2004.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AGAMBEN, Giorgio. <em>O reino e a gl\u00f3ria: uma genealogia teol\u00f3gica da economia e do governo<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Selvino J. Assmann. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2011.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ARENDT, Hannah. <em>Origens do totalitarismo: antissemitismo, imperialismo, totalitarismo<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Roberto Raposo. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2012.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade t\u00e9cnica. In: BENJAMIN, Walter. <em>Magia e t\u00e9cnica, arte e pol\u00edtica: ensaios sobre literatura e hist\u00f3ria da cultura<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Paulo Rouanet. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 2012.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de hist\u00f3ria. In: BENJAMIN, Walter. <em>Magia e t\u00e9cnica, arte e pol\u00edtica: ensaios sobre literatura e hist\u00f3ria da cultura<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Paulo Rouanet. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 2012.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ECO, Umberto. <em>O fascismo eterno<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: Record, 2018.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">*** <strong>Denise Narli da Silveira<\/strong> \u00e9 professora e pesquisadora. Doutoranda em Filosofia pelo Departamento de Filosofia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), desenvolve uma investiga\u00e7\u00e3o sobre as implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas da arte no pensamento de Walter Benjamin e Giorgio Agamben, com foco no conceito de gesto po\u00e9tico.<\/p>\n<p>Fonte: Para uma cr\u00edtica do fascismo \u2013 Blog da Boitempo &#8211; Link da mat\u00e9ria: https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2026\/10\/22\/para-uma-critica-do-fascismo\/<\/p>\n<div class=\"wp-block-group has-border-color\">\n<div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\"><\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Denise Narli da Silveira &#8211; Perman\u00eancias e atualiza\u00e7\u00f5es. O fascismo n\u00e3o desapareceu com a derrota dos regimes que marcaram tragicamente o s\u00e9culo XX. Embora suas manifesta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas mais conhecidas estejam associadas \u00e0 It\u00e1lia de Mussolini e \u00e0 Alemanha nazista, determinadas estruturas pol\u00edticas, culturais e simb\u00f3licas que favoreceram sua emerg\u00eancia permanecem ativas. Reconhecer essas perman\u00eancias n\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25454,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2],"tags":[28],"class_list":["post-25453","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica","tag-direita"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.8 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Para uma cr\u00edtica do fascismo - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Para uma cr\u00edtica do fascismo - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Denise Narli da Silveira &#8211; Perman\u00eancias e atualiza\u00e7\u00f5es. O fascismo n\u00e3o desapareceu com a derrota dos regimes que marcaram tragicamente o s\u00e9culo XX. Embora suas manifesta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas mais conhecidas estejam associadas \u00e0 It\u00e1lia de Mussolini e \u00e0 Alemanha nazista, determinadas estruturas pol\u00edticas, culturais e simb\u00f3licas que favoreceram sua emerg\u00eancia permanecem ativas. Reconhecer essas perman\u00eancias n\u00e3o [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Controversia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-10-23T15:34:34+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/prisao-fascismo.webp?fit=1440%2C1080&ssl=1\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1440\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/webp\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"headline\":\"Para uma cr\u00edtica do fascismo\",\"datePublished\":\"2026-10-23T15:34:34+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/\"},\"wordCount\":1984,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/prisao-fascismo.webp?fit=1440%2C1080&ssl=1\",\"keywords\":[\"Direita\"],\"articleSection\":[\"Pol\u00edtica\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/\",\"name\":\"Para uma cr\u00edtica do fascismo - Controversia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/prisao-fascismo.webp?fit=1440%2C1080&ssl=1\",\"datePublished\":\"2026-10-23T15:34:34+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/prisao-fascismo.webp?fit=1440%2C1080&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/prisao-fascismo.webp?fit=1440%2C1080&ssl=1\",\"width\":1440,\"height\":1080},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2026\\\/10\\\/23\\\/para-uma-critica-do-fascismo\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Para uma cr\u00edtica do fascismo\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\",\"name\":\"Controversia\",\"description\":\"Um site de leitura e debate\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\",\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/Copilot_20260308_143653-683x1024.png\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/Copilot_20260308_143653-683x1024.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/Copilot_20260308_143653-683x1024.png\",\"width\":683,\"height\":1024,\"caption\":\"Ricardo Alvarez\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/Copilot_20260308_143653-683x1024.png\"},\"description\":\"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/controversia.com.br\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/Controversiascontemporaneas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/controversia\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/contro_versia\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Para uma cr\u00edtica do fascismo - Controversia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Para uma cr\u00edtica do fascismo - Controversia","og_description":"Denise Narli da Silveira &#8211; Perman\u00eancias e atualiza\u00e7\u00f5es. O fascismo n\u00e3o desapareceu com a derrota dos regimes que marcaram tragicamente o s\u00e9culo XX. Embora suas manifesta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas mais conhecidas estejam associadas \u00e0 It\u00e1lia de Mussolini e \u00e0 Alemanha nazista, determinadas estruturas pol\u00edticas, culturais e simb\u00f3licas que favoreceram sua emerg\u00eancia permanecem ativas. Reconhecer essas perman\u00eancias n\u00e3o [&hellip;]","og_url":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/","og_site_name":"Controversia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_published_time":"2026-10-23T15:34:34+00:00","og_image":[{"width":1440,"height":1080,"url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/prisao-fascismo.webp?fit=1440%2C1080&ssl=1","type":"image\/webp"}],"author":"Ricardo Alvarez","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia","twitter_site":"@contro_versia","twitter_misc":{"Escrito por":"Ricardo Alvarez","Tempo estimado de leitura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/"},"author":{"name":"Ricardo Alvarez","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"headline":"Para uma cr\u00edtica do fascismo","datePublished":"2026-10-23T15:34:34+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/"},"wordCount":1984,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/prisao-fascismo.webp?fit=1440%2C1080&ssl=1","keywords":["Direita"],"articleSection":["Pol\u00edtica"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/","url":"https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/","name":"Para uma cr\u00edtica do fascismo - Controversia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/prisao-fascismo.webp?fit=1440%2C1080&ssl=1","datePublished":"2026-10-23T15:34:34+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/prisao-fascismo.webp?fit=1440%2C1080&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/prisao-fascismo.webp?fit=1440%2C1080&ssl=1","width":1440,"height":1080},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2026\/10\/23\/para-uma-critica-do-fascismo\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/controversia.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Para uma cr\u00edtica do fascismo"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website","url":"https:\/\/controversia.com.br\/","name":"Controversia","description":"Um site de leitura e debate","publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/controversia.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2","name":"Ricardo Alvarez","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Copilot_20260308_143653-683x1024.png","url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Copilot_20260308_143653-683x1024.png","contentUrl":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Copilot_20260308_143653-683x1024.png","width":683,"height":1024,"caption":"Ricardo Alvarez"},"logo":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Copilot_20260308_143653-683x1024.png"},"description":"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.","sameAs":["http:\/\/controversia.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/controversia\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/contro_versia"]}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/prisao-fascismo.webp?fit=1440%2C1080&ssl=1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25453"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25453\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25455,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25453\/revisions\/25455"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25454"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}