{"id":25390,"date":"2026-09-23T12:32:03","date_gmt":"2026-09-23T15:32:03","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=25390"},"modified":"2026-09-21T09:34:11","modified_gmt":"2026-09-21T12:34:11","slug":"o-capital-como-forca-destrutiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2026\/09\/23\/o-capital-como-forca-destrutiva\/","title":{"rendered":"O capital como for\u00e7a destrutiva"},"content":{"rendered":"<p><strong>ELEUT\u00c9RIO F. S. PRADO* <\/strong>&#8211; Do otimismo schumpeteriano \u00e0 puls\u00e3o de morte freudiana: os economistas come\u00e7am a enxergar que o capitalismo deixou de criar para apenas destruir.<\/p>\n<p>Um economista brasileiro not\u00f3rio, Ant\u00f4nio Delfim Neto, disse certa vez que os economistas existem para produzir desenvolvimento. Um economista famoso internacionalmente, Joseph A. Schumpeter, disse que o capitalismo \u00e9 um m\u00e9todo de mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica que ele caracterizou como de destrui\u00e7\u00e3o criativa. Ele tinha, pois, consci\u00eancia de que o processo de acumula\u00e7\u00e3o implica em destrui\u00e7\u00e3o, mas acreditava que ele, apesar disso, seria ben\u00e9fico para a humanidade. Ora, se isso foi um dia verdade, agora n\u00e3o \u00e9 mais \u2013 definitivamente. O capitalismo se tornou um m\u00e9todo de cria\u00e7\u00e3o destrutiva.<\/p>\n<p>Os brasileiros, no presente momento, est\u00e3o imersos num processo eleitoral. De um lado, h\u00e1 candidatos de extrema direita que, sob o comando do imperialismo americano, querem dar continuidade e aprofundar a l\u00f3gica da destrui\u00e7\u00e3o. De outro, h\u00e1 um candidato, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, que perfila no campo democr\u00e1tico e que pode dar uma chance a grande n\u00famero de brasileiros de passar a enxergar que o tal de desenvolvimento econ\u00f4mico acabou e que, em consequ\u00eancia, a humanidade est\u00e1 no rumo da barb\u00e1rie, sen\u00e3o da extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como se poder\u00e1 ver em sequ\u00eancia at\u00e9 mesmo os economistas est\u00e3o come\u00e7ando a tirar a venda dos olhos para enxergar a destrutividade crescente do capitalismo. Para tanto, \u00e9 preciso embarcar numa curta viagem que come\u00e7a falando da teoria neocl\u00e1ssica, instrumento dos economistas tecnocr\u00e1ticos, para apresentar em sequ\u00eancia um livro bem interessante de dois economistas keynesianos recentemente publicado no Brasil.<\/p>\n<p><strong>John Maynard Keynes com Sigmund Freud<\/strong><\/p>\n<p>A teoria neocl\u00e1ssica tem a pretens\u00e3o de explicar a circula\u00e7\u00e3o de mercadoria (vista como mero bem ou mero servi\u00e7o), ou seja, o funcionamento dos mercados, a partir dos indiv\u00edduos concebendo-os como \u00e1tomos sociais que maximizam utilidade. Mas, como se pode saber,<a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a> ela falha silenciosamente porque, se \u00e9 capaz de conceber um equil\u00edbrio geral de demandas e ofertas, n\u00e3o \u00e9 capaz de provar que h\u00e1 uma din\u00e2mica de mercado que supostamente produz esse equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>Ademais, ela n\u00e3o pode compreender a destrutividade do capitalismo. A teoria de John M. Keynes seria capaz n\u00e3o s\u00f3 de fazer isso, mas, mais do que isso, ela poderia explicar plena e cabalmente o pr\u00f3prio capitalismo e a din\u00e2mica da acumula\u00e7\u00e3o de capital?<\/p>\n<p>Bem, os economistas keynesianos Gilles Dostaler e Bernard Maris acham que sim e, para prov\u00e1-lo, combinaram a teoria desse economista not\u00e1vel com a teoria das puls\u00f5es constitutivas do indiv\u00edduo de Sigmund Freud, igualmente not\u00e1vel, mas m\u00e9dico e psicanalista. Eis o que dizem na introdu\u00e7\u00e3o de <em>Capitalismo e puls\u00e3o de morte<\/em><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a>: \u201cO que Freud e Keynes ensinam, como esperamos mostrar neste livro, \u00e9 que esse desejo de equil\u00edbrio, que faz parte do capitalismo \u2013 que \u00e9 sempre presente, mas sempre repelido pelo crescimento \u2013, n\u00e3o \u00e9 outra coisa que uma puls\u00e3o de morte\u201d.<a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a><\/p>\n<p>Come\u00e7aram bem: o capitalismo \u00e9, pois, um macro indiv\u00edduo e ele deseja \u2013 tal como o agente econ\u00f4mico da teoria neocl\u00e1ssica \u2013 alcan\u00e7ar o equil\u00edbrio, mas uma for\u00e7a inaudita n\u00e3o o deixa descansar e, por isso, ele cresce, cresce, cresce. A tend\u00eancia ao equil\u00edbrio, adv\u00e9m da puls\u00e3o de morte que, evidentemente, o indiv\u00edduo muito sabido da teoria neocl\u00e1ssica desconhece. Ora, eles tamb\u00e9m pretendem explicar uma sua inconsci\u00eancia adicional: eis que \u201ca destrui\u00e7\u00e3o, a autodestrui\u00e7\u00e3o e a morte constituem tamb\u00e9m o esp\u00edrito do capitalismo\u201d. \u201cA grande ast\u00facia do capitalismo\u2026 \u2013 dizem \u2013 \u00e9 canalizar e desviar as for\u00e7as da aniquila\u00e7\u00e3o, a puls\u00e3o de morte, para o crescimento\u201d.<a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a><\/p>\n<p>Parece confuso? Sim, a puls\u00e3o de morte parece responder pela tend\u00eancia ao equil\u00edbrio e pelo crescimento, ou seja, pela tend\u00eancia ao desequil\u00edbrio. As conex\u00f5es l\u00f3gicas, ademais, n\u00e3o foram bem explicitadas. Para entender melhor tudo que est\u00e1 em jogo nesse esfor\u00e7o de teoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 preciso avan\u00e7ar. E para avan\u00e7ar \u00e9 preciso entender como reelaboram a teoria de Keynes a partir do que se encontra nos livros tardios de Freud, <em>Para al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer<\/em><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a> e <em>Mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o<\/em>,<a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a> publicados respectivamente em 1920 e 1930<em>.<\/em><\/p>\n<p><strong>O enigma da acumula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Gilles Dostaler e Bernard Maris rememoram, de in\u00edcio, a teoria freudiana das puls\u00f5es. Durante a vida \u2013 dizem \u2013 a esp\u00e9cie humana se move por meio do conflito entre duas puls\u00f5es, uma delas promove a vida e a outra visa a morte. Como o pr\u00f3prio Freud explicou, h\u00e1 na psique for\u00e7as \u201cque querem conduzir a v\u00edtima \u00e0 morte\u201d e for\u00e7as, \u201cas puls\u00f5es sexuais, que tendem incessantemente para a renova\u00e7\u00e3o da vida\u201d. Trata-se \u2013 resumem \u2013 de uma luta incessante entre Eros e T\u00e2natos. E esse campo de for\u00e7as \u201cse complica pelo fato de a pr\u00f3pria puls\u00e3o sexual conter uma componente s\u00e1dica, de modo que [citando Freud literalmente] o princ\u00edpio do prazer parece estar simplesmente a servi\u00e7o da puls\u00e3o de morte\u201d.<a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a><\/p>\n<p>Havendo apresentado esse fundamento antropol\u00f3gico, esses dois autores passam imediatamente a mostrar como eles operam num sistema econ\u00f4mico abstratamente concebido para gerar crescimento econ\u00f4mico, por meio de um processo de destrui\u00e7\u00e3o criativa: \u201cPode-se dizer que a grande intelig\u00eancia, ou a grande for\u00e7a, da puls\u00e3o de vida em sua luta contra a puls\u00e3o de morte \u00e9 devia-la, utilizar a sua energia para explorar e destruir a natureza, em benef\u00edcio da humanidade. E essa palavra \u2018desviar\u2019 refere-se\u2026 ao princ\u00edpio do investimento e da acumula\u00e7\u00e3o. Somos obrigados a admitir a hip\u00f3tese de que um princ\u00edpio de morte est\u00e1 incorporado na pr\u00f3pria estrutura e subst\u00e2ncia de todo esfor\u00e7o humano construtivo\u201d.<a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a><\/p>\n<p>Dado esse passo, Gilles Dostaler e Bernard Maris procuram mostrar uma certa converg\u00eancia entre a metapsicologia de Freud e a teoria econ\u00f4mica de John M. Keynes. A funda\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica desenvolvida pelo primeiro est\u00e1, segundo eles, presente na obra do segundo autor; a estrutura da economia, tal como se encontra na obra desse segundo autor, comparece tamb\u00e9m na obra do grande psicanalista. E os conceitos chaves de um e de outro seriam a escassez e o desvio do consumo presente para o consumo futuro, ou seja, a propens\u00e3o a investir, al\u00e9m da no\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio antes mencionada.<\/p>\n<p>Segundo eles, isso aparece no escrito de Freud precisamente quando esse autor substitu\u00ed o princ\u00edpio de prazer pelo princ\u00edpio de realidade. Como se sabe, ele argumenta no livro antes examinado que o ser humano diante das dificuldades e obst\u00e1culos do mundo externo, ao inv\u00e9s de buscar satisfa\u00e7\u00e3o imediata, sob a tutela do impulso de conserva\u00e7\u00e3o, ele a sacrifica a satisfa\u00e7\u00e3o no presente para obter satisfa\u00e7\u00e3o no futuro. Ao adiar a satisfa\u00e7\u00e3o reclamada, ele adia tamb\u00e9m o prazer, o atendimento \u00e0 puls\u00e3o, que ent\u00e3o fica insatisfeita e, por isso, insiste em obter satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eis como Gilles Dostaler e Bernard Maris interpretam essa passagem: \u201cAo aprender a reprimir o prazer\u201d \u2013 conv\u00eam \u2013 \u201cele descobre a utilidade e a raz\u00e3o. Ele descobre o princ\u00edpio de realidade\u201d. Eles veem, portanto, uma homologia entre o comportamento do indiv\u00edduo movido por suas puls\u00f5es e o comportamento do consumidor racional da teoria econ\u00f4mica padr\u00e3o: ao renunciar ao consumo presente, o agente da teoria econ\u00f4mica opta por ter mais-consumo no futuro.<\/p>\n<p>Eis, pois, como apresentam a l\u00f3gica supostamente transist\u00f3rica do processo econ\u00f4mico: \u201cPara a maior parte dos economistas, poupar significa abster-se de consumir, de satisfazer necessidades, e investir significa desviar o trabalho da produ\u00e7\u00e3o imediata de bens de consumo para acumular capital\u201d.<a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_edn9\" name=\"_ednref9\">[ix]<\/a><\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Deve-se notar de imediato que \u201cos economistas\u201d acima referidos s\u00e3o aqueles que Karl Marx chamou de vulgares porque se limitam a apreender os nexos externos, aparentes, entre os fen\u00f4menos, formulando teorias instrumentais que oferecem apenas um entendimento plaus\u00edvel desses fen\u00f4menos. Para esses economistas \u201cpoupar \u00e9 n\u00e3o consumir\u201d, \u201cinvestir \u00e9 consumir meios de produ\u00e7\u00e3o\u201d e \u201ccapital\u201d, que resulta do \u201cato de investir\u201d, consiste nos meios de produ\u00e7\u00e3o (m\u00e1quinas, instala\u00e7\u00f5es e trabalhadores) ou em sua dura\u00e7\u00e3o produtiva.<\/p>\n<p>\u201cA puls\u00e3o de morte persegue o seu objetivo, mas \u00e9 constantemente atrasada, desviada na sua busca, pela puls\u00e3o de vida, e os desvios tornam-se cada vez maiores. Em economia esse desvio na produ\u00e7\u00e3o assume a forma de acumula\u00e7\u00e3o de capital. Quando mais longos forem os desvios da produ\u00e7\u00e3o, mais tempo \u00e9 necess\u00e1rio para atingir a produ\u00e7\u00e3o final, mais tempo \u00e9 gasto processo da produ\u00e7\u00e3o, mais pessoas e m\u00e1quinas s\u00e3o exclu\u00eddas do processo de mercado e do consumo para participar do investimento, maior ser\u00e1 a acumula\u00e7\u00e3o\u201d.<a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_edn10\" name=\"_ednref10\">[x]<\/a><\/p>\n<p>Agora, se v\u00ea como eles explicam o aumento do valor produzido por um dado investimento; eis que o fazem copiando implicitamente a teoria do capital de Eugen B\u00f6hm-Bawerk. Para esse autor, o aumento de valor no curso da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 explicado por sua dura\u00e7\u00e3o. Eis que ele criou a lei da maior produtividade dos m\u00e9todos indiretos de produ\u00e7\u00e3o; quanto mais longo este for, maior ser\u00e1 o mais-valor acrescentado. Dado um investimento inicial, o valor do produto ao final ser\u00e1 tanto maior quanto maior for o per\u00edodo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO capital \u00e9 um desvio temporal que exclui a satisfa\u00e7\u00e3o imediata. A puls\u00e3o de morte, por outro lado, \u00e9 o gozo imediato da aniquila\u00e7\u00e3o. Um economista chamou o crescimento de puls\u00e3o da vida porque ele \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o da escassez. \u00c9 porque a economia s\u00f3 existe atrav\u00e9s da escassez que as utopias, seja de Thomas Morus, seja de Karl Marx, prometiam a abund\u00e2ncia para finalmente ultrapassar o problema econ\u00f4mico. Em seu <em>Perspectivas econ\u00f4micas para nossos netos<\/em>, Keynes explica como o problema econ\u00f4mico seria ultrapassado e, assim, ele se une \u00e0 utopia de Marx, a quem n\u00e3o deixa de ser al\u00e9rgico.\u201d<a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_edn11\" name=\"_ednref11\">[xi]<\/a><\/p>\n<p>Contudo, Gilles Dostaler e Bernard Maris n\u00e3o se aventuram a explicar a raz\u00e3o dessa alergia. Ousamos pensar que vem a ser a teoria do valor trabalho e a teoria da explora\u00e7\u00e3o que se segue dela. De qualquer modo, mesmo caindo em certas teorias absurdas, oxal\u00e1 eles ajudem os economistas em geral a sa\u00edrem de suas constru\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias para visitarem o mundo real. \u00c9 certamente muito dif\u00edcil perder as ilus\u00f5es que sustentam a profiss\u00e3o. Mas \u00e9 f\u00e1cil ver depois que uma intervers\u00e3o ocorreu: o desenvolvimento foi j\u00e1 substitu\u00eddo por um afundamento progressivo \u2013 pontuado de cat\u00e1strofes.<\/p>\n<p><strong>*Eleut\u00e9rio F. S. Prado<\/strong><em> \u00e9 professor titular e s\u00eanior do Departamento de Economia da USP. Autor, entre outros livros, de<\/em> <a href=\"https:\/\/lutasanticapital.com.br\/products\/pre-venda-da-logica-da-critica-da-economia-politica\">Da l\u00f3gica da cr\u00edtica da economia pol\u00edtica<\/a> (<em>Lutas Anticapital<\/em>).<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Ver PRADO, Eleut\u00e9rio F. S. \u2013 Equil\u00edbrio: fundamento ou fen\u00f4meno emergente. In: <em>Ci\u00eancia da Economia \u2013 Demarca\u00e7\u00f5es<\/em>. Curitiba: Editora CRV, 2018, p. 101-114.<\/p>\n<p><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> DOSTALER, Gilles e MARIS, Bernard \u2013 <em>Capitalismo e puls\u00e3o de morte<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Marcia Tiburi. Avar\u00e9, SP: Editora Contracorrente, 2025.<\/p>\n<p><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Idem, p. 19.<\/p>\n<p><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> Idem, p. 20.<\/p>\n<p><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> FREUD, Sigmund. <em>Al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer. Freud (1917-1920) <\/em>\u2013 Obras Completas. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010.<\/p>\n<p><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> FREUD, Sigmund. <em>O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar Souza. S\u00e3o Paulo: Penguin Classics e Companhia das Letras, 2011.<\/p>\n<p><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> Dostaler e Maris, p. 46.<\/p>\n<p><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> Idem, p. 40<\/p>\n<p><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_ednref9\" name=\"_edn9\">[ix]<\/a> Idem, p. 46.<\/p>\n<p><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_ednref10\" name=\"_edn10\">[x]<\/a> Idem, p, 59.<\/p>\n<p><a href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-capital-como-forca-destrutiva%2F#_ednref11\" name=\"_edn11\">[xi]<\/a> Idem, p. 62.<\/p>\n<p>Fonte: O capital como for\u00e7a destrutiva &#8211; &#8211; Link da mat\u00e9ria: https:\/\/aterraeredonda.com.br\/o-capital-como-forca-destrutiva\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ELEUT\u00c9RIO F. 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