{"id":24783,"date":"2025-07-22T12:55:53","date_gmt":"2025-07-22T15:55:53","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=24783"},"modified":"2025-07-17T18:00:58","modified_gmt":"2025-07-17T21:00:58","slug":"dna-revela-um-retrato-mais-detalhado-da-populacao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2025\/07\/22\/dna-revela-um-retrato-mais-detalhado-da-populacao-brasileira\/","title":{"rendered":"DNA revela um retrato mais detalhado da popula\u00e7\u00e3o brasileira"},"content":{"rendered":"<p><strong>Maria Guimar\u00e3es<\/strong> &#8211; Novos resultados de sequenciamento do material gen\u00e9tico de 2.723 pessoas evidenciam uma composi\u00e7\u00e3o menos europeia, com marcas de viol\u00eancia.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image c008\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/rpf-genetica-site-1-2025-05-1140.jpg?w=640&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/rpf-genetica-site-1-2025-05-1140.jpg 1140w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/rpf-genetica-site-1-2025-05-1140-250x138.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/rpf-genetica-site-1-2025-05-1140-700x387.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/rpf-genetica-site-1-2025-05-1140-120x66.jpg 120w, \" alt=\"\" \/><br \/>\n<em>L\u00e9o Ramos Chaves\/Revista Pesquisa FAPESP<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 surpresa para ningu\u00e9m que o povo brasileiro \u00e9 miscigenado, mas a gen\u00f4mica agora traz detalhes ao entendimento de como a hist\u00f3ria envolve viol\u00eancia contra ind\u00edgenas e escravizados de origem africana \u2013 especialmente as mulheres \u2013 e quais efeitos essa constitui\u00e7\u00e3o pode ter hoje na sa\u00fade dessa popula\u00e7\u00e3o. Os resultados do sequenciamento do material gen\u00e9tico de 2.723 pessoas de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds tra\u00e7am um retrato novo do brasileiro e revelam uma quantidade inesperada de variantes gen\u00e9ticas desconhecidas, com potenciais efeitos para doen\u00e7as metab\u00f3licas, c\u00e2ncer e outros aspectos da sa\u00fade, de acordo com artigo publicado esta semana na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Science<\/em>.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito bonito enxergar no DNA o que j\u00e1 sab\u00edamos dos livros de hist\u00f3ria\u201d, diz a geneticista Lygia da Veiga Pereira, do Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade de S\u00e3o Paulo (IB-USP) e idealizadora do projeto DNA do Brasil. Segundo ela, at\u00e9 cerca de 10 anos atr\u00e1s a diversidade gen\u00e9tica amostrada em popula\u00e7\u00f5es humanas era muito baixa, com uma propor\u00e7\u00e3o de cerca de 80% de ascend\u00eancia europeia. Isso porque a maior parte dos estudos era feita no hemisf\u00e9rio Norte, onde a miscigena\u00e7\u00e3o \u00e9 menor. No Brasil, o foco era nas regi\u00f5es Sul e Sudeste, onde h\u00e1 menor presen\u00e7a de ancestralidade africana e ind\u00edgena. O investimento na amplia\u00e7\u00e3o desse retrato se deve ao apoio do Departamento de Ci\u00eancia e Tecnologia (Decit), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e se iniciou no final de 2019 \u2013 embora o in\u00edcio da pandemia de Covid-19, poucos meses depois, tenha adiado as atividades por quase dois anos.<\/p>\n<p>\u201cEsper\u00e1vamos encontrar variantes gen\u00e9ticas novas, mas os resultados foram muito al\u00e9m\u201d, afirma a geneticista Kelly Nunes, que se empenhou na an\u00e1lise dos dados como parte de seu est\u00e1gio de p\u00f3s-doutorado no IB-USP no laborat\u00f3rio da geneticista T\u00e1bita H\u00fcnemeier, ao lado de tr\u00eas outros colegas com quem divide o posto de primeiros autores do artigo. \u201cDetectamos 78 milh\u00f5es de variantes, um valor muito alto, dos quais quase 9 milh\u00f5es n\u00e3o tinham registro em nenhum outro banco de dados.\u201d Ficou claro que o DNA que comp\u00f5e a popula\u00e7\u00e3o brasileira inclui uma amostragem de popula\u00e7\u00f5es negligenciadas do ponto de vista gen\u00f4mico, especialmente africanas e ind\u00edgenas da Am\u00e9rica do Sul. \u201cEstabelecemos parcerias com colaboradores para conseguir amostras das cinco regi\u00f5es brasileiras, o que permitiu maior acesso \u00e0 ancestralidade africana e ind\u00edgena\u201d, detalha a pesquisadora.<\/p>\n<p>O artigo define a coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica como o maior deslocamento populacional na hist\u00f3ria humana. No Brasil, foram cerca de 5 milh\u00f5es de europeus e 5 milh\u00f5es de africanos transplantados para a regi\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o povoada por cerca de 10 milh\u00f5es de ind\u00edgenas que falavam mais de mil idiomas. Esses povos foram dizimados, com um decl\u00ednio populacional de 83% no interior do pa\u00eds e 98% no litoral.<\/p>\n<p>Em termos da estrutura gen\u00e9tica da popula\u00e7\u00e3o, os resultados evidenciaram que a linhagem paterna, expressa no cromossomo Y, presente apenas nos homens, \u00e9 predominantemente (71%) europeia. Enquanto isso a linhagem materna, registrada no DNA das mitoc\u00f4ndrias \u2013 parte das c\u00e9lulas transmitida apenas da m\u00e3e para os filhos \u2013, carrega 42% de ancestralidade africana e 35% ind\u00edgena. \u201cA \u00fanica explica\u00e7\u00e3o s\u00e3o quatro s\u00e9culos de viol\u00eancia em diversos sentidos\u201d, resume H\u00fcnemeier, uma das coordenadoras do trabalho, que, al\u00e9m da gen\u00e9tica, mergulhou em uma investiga\u00e7\u00e3o dos paralelos hist\u00f3ricos durante a reda\u00e7\u00e3o do artigo. Ela ressalta que n\u00e3o \u00e9 incomum ouvir de pessoas mais velhas relatos do tipo \u201cminha av\u00f3 foi pega no la\u00e7o\u201d, sem aten\u00e7\u00e3o ao que isso significa. Em gera\u00e7\u00f5es mais recentes, o caracter\u00edstico passou a ser o casamento entre ancestralidades parecidas. Para a pesquisadora, os resultados ajudam a derrubar a m\u00edstica da democracia racial que comp\u00f5e a identidade nacional, j\u00e1 que a miscigena\u00e7\u00e3o, de modo geral, n\u00e3o foi consentida.<\/p>\n<p>\u201cNossa av\u00f3 \u00e9 ind\u00edgena, nossa m\u00e3e \u00e9 africana e nosso pai \u00e9, majoritariamente, europeu\u201d, resume a historiadora Maria Helena Machado, da USP, que n\u00e3o participou do trabalho. Ela \u00e9 especialista em g\u00eanero e maternidade na escravid\u00e3o, sistema que atravessou todo o per\u00edodo colonial e do Imp\u00e9rio. \u201cA mulher escravizada ou administrada, ind\u00edgena ou africana, estava a servi\u00e7o do escravizador, tornando corriqueiros os ass\u00e9dios e estupros em massa.\u201d As mulheres eram, assim, duplamente escravizadas: funcionavam como trabalhadoras e reprodutoras. \u201cNo corpo da mulher escravizada se deu a coloniza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a historiadora. Ela explica que as pol\u00edticas coloniais portuguesas e do pa\u00eds independente, a partir de 1822, foram sempre de est\u00edmulo \u00e0 mesti\u00e7agem e ao branqueamento. Um exemplo significativo: Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva (1763-1838), como deputado da Assembleia Constituinte em 1823, apresentava propostas para contribuir \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do povo brasileiro por meio do est\u00edmulo de casamentos entre mulheres afrodescendentes e ind\u00edgenas com homens brancos. Era parte de um projeto \u201ccivilizat\u00f3rio\u201d em que a popula\u00e7\u00e3o negra seria integrada \u00e0 europeia. A continuidade da escravid\u00e3o at\u00e9 1888, por\u00e9m, manteve as mulheres escravizadas vulner\u00e1veis aos homens que detinham o controle de seus corpos. \u201cTudo isso leva \u00e0 situa\u00e7\u00e3o que os geneticistas agora descrevem\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Interessante tamb\u00e9m, e que n\u00e3o seria surpreendente se fosse habitual refletir sobre isso, \u00e9 a ampla diversidade de etnias africanas. Gente que nunca se encontraria na \u00c1frica, por viverem em pa\u00edses e comunidades distantes, foi posta \u00e0 for\u00e7a nos mesmos navios negreiros e agrupada nos contextos de trabalho escravizado. A ideia era reunir pessoas de culturas diferentes, que nem falavam a mesma l\u00edngua, para minimizar o risco de elas se organizarem para combater seus \u201csenhores\u201d. O resultado \u00e9 um am\u00e1lgama de todo um continente, que s\u00f3 se encontra em terras brasileiras. \u201c\u00c9 o pa\u00eds com mais ancestralidade africana fora da \u00c1frica\u201d, afirma H\u00fcnemeier.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do afluxo inicial de portugueses a partir do s\u00e9culo XVI, a diversidade europeia tamb\u00e9m se revela alta, com o grande aporte de imigrantes da Alemanha e da It\u00e1lia nos s\u00e9culos XIX e XX, al\u00e9m de uma amostragem mais esparsa de outros pa\u00edses. Um dado curioso foram 10 descendentes de japoneses amostrados em S\u00e3o Paulo, que n\u00e3o apresentaram sinais de miscigena\u00e7\u00e3o \u2013 e assim revelaram uma contribui\u00e7\u00e3o muito restrita e recente para a composi\u00e7\u00e3o populacional do pa\u00eds.<\/p>\n<div id=\"attachment_552631\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-552631 size-full c008\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/rpf-genetica-site-2-2025-05-1140.jpg?w=640&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/rpf-genetica-site-2-2025-05-1140.jpg 1140w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/rpf-genetica-site-2-2025-05-1140-250x138.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/rpf-genetica-site-2-2025-05-1140-700x387.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/rpf-genetica-site-2-2025-05-1140-120x66.jpg 120w, \" alt=\"\" \/><br \/>\n<em>A ancestralidade ind\u00edgena e africana confere uma riqueza particular \u00e0 composi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica da popula\u00e7\u00e3o brasileira &#8211; <span class=\"media-credits\">L\u00e9o Ramos Chaves\/Revista Pesquisa FAPESP<\/span><\/em><\/p>\n<p><strong>Medicina personalizada<\/strong><br \/>\nCerca de 36 mil entre as quase 9 milh\u00f5es de novas variantes descritas aparentam ter efeitos nocivos e podem estar associadas a doen\u00e7as como c\u00e2ncer, disfun\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas ou doen\u00e7as infecciosas (mal\u00e1ria, hepatite, influenza, tuberculose, salmonelose e leishmaniose). \u201cO que descobrirmos sobre essas variantes pode vir a ser extrapolado para povos que n\u00e3o foram amostrados, como no continente africano\u201d, prop\u00f5e Nunes.<\/p>\n<p>Ao analisar o efeito da sele\u00e7\u00e3o natural sobre o genoma brasileiro depois da miscigena\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m se destacaram genes ligados \u00e0 fertilidade, ou o n\u00famero de filhos gerados, com origem na ancestralidade europeia. \u00c9 um tra\u00e7o que certamente trouxe benef\u00edcios durante o processo de coloniza\u00e7\u00e3o, em que os portugueses que aqui se instalaram ampliaram sua presen\u00e7a rapidamente ao longo das gera\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, genes de resposta imunol\u00f3gica de origem africana tamb\u00e9m apresentam sinais de sele\u00e7\u00e3o, refletindo o hist\u00f3rico de um amplo card\u00e1pio de agentes patog\u00eanicos.<\/p>\n<p>Os resultados tamb\u00e9m detectaram pistas gen\u00e9ticas para doen\u00e7as metab\u00f3licas concentradas na ancestralidade ind\u00edgena, onde parecem estar relacionadas ao contexto atual de dr\u00e1stica mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos alimentares, de um modo de vida baseado nos recursos da floresta \u00e0 abund\u00e2ncia de ultraprocessados. \u201cPassamos a consumir alimentos industrializados, o que gera um ambiente de sele\u00e7\u00e3o natural para certos genes\u201d, explica.<\/p>\n<p>Entender essa composi\u00e7\u00e3o pode ser importante no desenvolvimento da medicina de precis\u00e3o, e vem exatamente da\u00ed o interesse do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade por financiar o projeto dentro de seu Programa Nacional de Gen\u00f4mica e Sa\u00fade de Precis\u00e3o \u2013 Genomas Brasil. O que j\u00e1 existe de conhecimento sobre genes associados a doen\u00e7as \u2013 e como isso pode contribuir para diagn\u00f3sticos precisos e decis\u00f5es sobre tratamentos \u2013 se baseia em amostragem de popula\u00e7\u00f5es com ancestralidade europeia. A medicina personalizada, portanto, s\u00f3 se dirige a essas pessoas. Um dos coordenadores do estudo \u00e9 o cardiologista Alexandre da Costa Pereira, do Instituto do Cora\u00e7\u00e3o (Incor) do Hospital das Cl\u00ednicas da USP, que contribui com vis\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do DNA do Brasil, o programa Genomas Brasil abarca outros dois projetos: Genomas Raros, uma parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, e o Genoma-SUS, coordenado pelo m\u00e9dico Leandro Colli, da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP) da USP. Em simp\u00f3sio realizado em maio no Ciclo ILP-FAPESP, uma parceria da Funda\u00e7\u00e3o com o Instituto do Legislativo Paulista, Colli ressaltou a import\u00e2ncia de identificar variantes associadas a doen\u00e7as. O Genoma-SUS, que prev\u00ea terminar em novembro o sequenciamento de 21 mil genomas, incluindo pacientes que passaram pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade, deve trazer uma contribui\u00e7\u00e3o relevante a esse objetivo. Um complemento financiado pela FAPESP deve ampliar essa amostra com mais 15 mil genomas. \u201c\u00c9 importante ir atr\u00e1s de como aplicar a gen\u00f4mica para entender desigualdades sociais e atingir um melhor diagn\u00f3stico de doen\u00e7as gen\u00e9ticas\u201d, afirma o bi\u00f3logo Eduardo Tarazona, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenador do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia Ancestralidade gen\u00f4mica, doen\u00e7as e bioinform\u00e1tica no Brasil (INCT-AncesGen) e um dos pesquisadores \u00e0 frente do Genoma-SUS. \u201cQuanto menos europeia uma pessoa \u00e9, menos a ci\u00eancia e a gen\u00e9tica sabem sobre suas doen\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p>Um grande desafio foi a pr\u00f3pria an\u00e1lise dos dados, que contou com infraestrutura de computa\u00e7\u00e3o em nuvem cedida pelo Google. \u201cNo Brasil n\u00e3o havia profissionais qualificados para analisar esse volume de dados\u201d, conta Nunes, que afirma ter aprendido muito no processo, assim como outras pessoas que se qualificaram no \u00e2mbito do projeto.<\/p>\n<p>O grupo de Pereira e H\u00fcnemeier j\u00e1 tem mais cerca de 7 mil genomas sequenciados, ampliando a busca por representatividade. As autoras prometem novos resultados em breve. \u201cO Brasil s\u00e3o Brasis\u201d, conclui H\u00fcnemeier.<\/p>\n<p class=\"bibliografia separador-bibliografia\"><strong>Projeto<\/strong><br \/>\nRastreando mudan\u00e7as evolutivas na Am\u00e9rica pr\u00e9 e p\u00f3s-contato usando dados gen\u00f4micos de s\u00e9ries temporais (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/109326\/rastreando-mudancas-evolutivas-na-america-pre-e-pos-contato-usando-dados-genomicos-de-series-tempora\/?q=21\/06860-8\" rel=\"noopener\">n\u00ba 21\/06860-8<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade<\/strong>\u00a0Jovens Pesquisadores \u2013 Fase 2;\u00a0<strong>Pesquisador respons\u00e1vel<\/strong>\u00a0T\u00e1bita H\u00fcnemeier (USP);\u00a0<strong>Investimento<\/strong>\u00a0R$ 1.358.298,83.<\/p>\n<p class=\"bibliografia\"><strong>Artigo cient\u00edfico<\/strong><br \/>\nNUNES, K.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.adl3564\" rel=\"noopener\">Admixture\u2019s impact on Brazilian population evolution and health<\/a>.\u00a0<strong>Science<\/strong>. 15 maio 2025.<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: DNA revela um retrato mais detalhado da popula\u00e7\u00e3o brasileira : Revista Pesquisa Fapesp &#8211; https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/dna-revela-um-retrato-mais-detalhado-da-populacao-brasileira\/<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Guimar\u00e3es &#8211; Novos resultados de sequenciamento do material gen\u00e9tico de 2.723 pessoas evidenciam uma composi\u00e7\u00e3o menos europeia, com marcas de viol\u00eancia. 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