{"id":24210,"date":"2024-09-10T12:33:43","date_gmt":"2024-09-10T15:33:43","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=24210"},"modified":"2024-09-08T14:36:31","modified_gmt":"2024-09-08T17:36:31","slug":"o-problema-do-negro-e-o-marxismo-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2024\/09\/10\/o-problema-do-negro-e-o-marxismo-no-brasil\/","title":{"rendered":"O problema do negro e o marxismo no Brasil"},"content":{"rendered":"<div id=\"__reading__mode__header__container\">\n<div id=\"header_content_id\">\n<p id=\"mainContentTitle\"><strong>FLORESTAN FERNANDES*<\/strong> &#8211; N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o passado remoto e o passado recente que enla\u00e7am ra\u00e7a e classe na revolu\u00e7\u00e3o social<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"__reading__mode__mainbody__id\" class=\"__reading__mode__mainbody\">\n<div id=\"mainContainer\" class=\"__reading__mode__extracted__article__body\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-f28501d e-con-full e-flex e-con e-child\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-2684028 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Os que refletem sobre os \u201cproblemas brasileiros\u201d pulverizam as realidades e os grupos. Da\u00ed, temos temas e gavetas de um arquivo. N\u00e3o hist\u00f3ria viva, consci\u00eancia hist\u00f3rica cr\u00edtica e movimento pol\u00edtico revolucion\u00e1rio.<a id=\"_ednref1\" href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-problema-do-negro-e-o-marxismo-no-brasil%2F%3Futm_source%3Dnewsletter%26utm_medium%3Demail%26utm_campaign%3Dnovas_publicacoes%26utm_term%3D2024-09-02#_edn1\">[i]<\/a><\/p>\n<p>O marxismo ignorou a \u201cquest\u00e3o racial\u201d no Brasil.<a id=\"_ednref2\" href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-problema-do-negro-e-o-marxismo-no-brasil%2F%3Futm_source%3Dnewsletter%26utm_medium%3Demail%26utm_campaign%3Dnovas_publicacoes%26utm_term%3D2024-09-02#_edn2\">[ii]<\/a>\u00a0Na verdade, o marxismo ignorou tudo que \u00e9 espec\u00edfico \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do capitalismo no Brasil; o que \u00e9 geral no processo de transforma\u00e7\u00e3o das antigas sociedades coloniais na Am\u00e9rica Latina (em especial: a descoloniza\u00e7\u00e3o como realidade hist\u00f3rica). Em outras palavras, n\u00e3o se deve confundir a eclos\u00e3o e a marcha das \u201clutas sociais\u201d, de partidos ou de movimentos (anarquistas, comunistas, socialistas, etc.) com a constitui\u00e7\u00e3o do marxismo.<\/p>\n<p>Este mal se delineia nos ensaios e livros que servem de ponto de refer\u00eancia \u00e0 periodiza\u00e7\u00e3o da historiografia.<a id=\"_ednref3\" href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-problema-do-negro-e-o-marxismo-no-brasil%2F%3Futm_source%3Dnewsletter%26utm_medium%3Demail%26utm_campaign%3Dnovas_publicacoes%26utm_term%3D2024-09-02#_edn3\">[iii]<\/a>\u00a0Houve o esbo\u00e7o de um salto qualitativo, no fim da d\u00e9cada de 1960; mas, foi sufocado ou floresceu sem continuidade, dentro e fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Sem qualquer intuito simplificador: a falta de clareza na consci\u00eancia social e racial das classes possuidoras e da ra\u00e7a dominante corresponde a debilidade da consci\u00eancia social e racial das classes despossu\u00eddas e da \u201cra\u00e7a\u201d negra. Ao restringir o uso do conflito \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio das elites dirigentes das classes possuidoras, a \u201cra\u00e7a\u201d dominante condenou-se \u00e0 mistifica\u00e7\u00e3o permanente da \u201cquest\u00e3o racial\u201d e limitou (pelo movimento dial\u00e9tico correspondente: conferir Marx e Engels,\u00a0<em>O Manifesto comunista<\/em>) a arena hist\u00f3rica do \u201cprotesto negro\u201d (em termos de consci\u00eancia aut\u00f4noma e tamb\u00e9m de pr\u00e1tica pol\u00edtico-social).<\/p>\n<p>Este j\u00e1 fez muito ao negar a mistifica\u00e7\u00e3o existente, ainda que nos limites da ideologia de paladino da ordem legal e do radicalismo burgu\u00eas que n\u00e3o se concretizou (a contraideologia elaborada pelos movimentos de protesto negro marca o n\u00edvel hist\u00f3rico mais alto do desmascaramento da situa\u00e7\u00e3o racial e de uma tomada de posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica diante da \u201cquest\u00e3o racial\u201d).<\/p>\n<p>As an\u00e1lises sociol\u00f3gicas n\u00e3o eram \u201cneutras\u201d: por tr\u00e1s do pesquisador universit\u00e1rio havia uma ruptura com as formas tradicionais de explica\u00e7\u00e3o (e de defesa) do mundo. A pesquisa emp\u00edrica e a interpreta\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica rompiam a unidade monol\u00edtica do pensamento conservador tanto quanto se negavam a inserir-se nos quadros da domina\u00e7\u00e3o tradicional (com sua ideologia de autodefesa da ordem racial imperante).<\/p>\n<p>Em consequ\u00eancia, aquelas an\u00e1lises e interpreta\u00e7\u00f5es corroboraram o \u201cprotesto negro\u201d e o aprofundaram (em termos te\u00f3ricos). Ficam como marcos de uma postura cr\u00edtica e militante na proposi\u00e7\u00e3o da \u201cquest\u00e3o racial\u201d no Brasil \u2013 embora n\u00e3o se possa afirmar que retratam uma reelabora\u00e7\u00e3o do marxismo com vistas \u00e0 teoria ou \u00e0 pr\u00e1tica revolucion\u00e1rias inerentes ao marxismo-leninismo.<\/p>\n<p>A partir do aqui e do agora: \u00e9 preciso superar, simultaneamente, a \u00f3tica do movimento radical do protesto negro e os limites da ci\u00eancia de contesta\u00e7\u00e3o. Deve-se dar outra envergadura \u00e0 liga\u00e7\u00e3o entre lutas de classes e conflitos de ra\u00e7as (que n\u00e3o podem ser dissociados entre si no capitalismo) e inserir, tanto o movimento racial quanto a pesquisa cient\u00edfica, na din\u00e2mica dessa transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>A esse respeito, o que se fez dentro do marxismo na Europa n\u00e3o pode servir-nos como marco de refer\u00eancia (embora a an\u00e1lise da incorpora\u00e7\u00e3o do mundo colonial e da quest\u00e3o judaica tenham indicado qu\u00e3o longe Marx e Engels poderiam ir nesses temas).<\/p>\n<p>De fato, s\u00f3 muito recentemente os marxistas europeus se viram diante da tem\u00e1tica \u201cra\u00e7a\u201d, \u201ccapitalismo monopolista\u201d e \u201cdomina\u00e7\u00e3o imperialista\u201d; por infelicidade, a irrup\u00e7\u00e3o dessa tem\u00e1tica coincide com tend\u00eancias expl\u00edcitas ou camufladas de \u201crevis\u00e3o do marxismo\u201d e uma compreens\u00e3o deformada das implica\u00e7\u00f5es morais e pol\u00edticas do \u201cinternacionalismo prolet\u00e1rio\u201d tem alimentado uma vis\u00e3o complacente do que fica por tr\u00e1s da \u201cpartilha do mundo\u201d quando os prolet\u00e1rios do centro se beneficiam de uma estratifica\u00e7\u00e3o racial inexor\u00e1vel.<a id=\"_ednref4\" href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-problema-do-negro-e-o-marxismo-no-brasil%2F%3Futm_source%3Dnewsletter%26utm_medium%3Demail%26utm_campaign%3Dnovas_publicacoes%26utm_term%3D2024-09-02#_edn4\">[iv]<\/a>\u00a0Ora, n\u00f3s n\u00e3o podemos tomar uma posi\u00e7\u00e3o \u201cmoderada\u201d ou \u201crevisionista\u201d. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o passado remoto e o passado recente que enla\u00e7am ra\u00e7a e classe na revolu\u00e7\u00e3o social. Sem entender o que decorre de uma descoloniza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o vai at\u00e9 ao fundo e at\u00e9 ao fim, corremos o risco de n\u00e3o tirar do protesto negro \u2013 organizado e consciente ou n\u00e3o \u2013 todo o impulso que ele pode levar para a luta revolucion\u00e1ria do proletariado pela conquista do poder.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-43022 c008\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/FLO1.jpg?w=640&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/FLO1.jpg 729w, https:\/\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/FLO1-300x131.jpg 300w, https:\/\/aterraeredonda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/FLO1-150x66.jpg 150w, \" alt=\"\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption c007\">Panfleto do semin\u00e1rio no qual Florestan apresentou esta confer\u00eancia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><strong>*Florestan Fernandes<\/strong>\u00a0<em>(1920-1995) foi professor de sociologia na USP e deputado federal pelo PT. Autor, entre outros livros, de<\/em>\u00a0A Revolu\u00e7\u00e3o burguesa no Brasil (<em>Contracorrente<\/em>).<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p><a id=\"_edn1\" href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-problema-do-negro-e-o-marxismo-no-brasil%2F%3Futm_source%3Dnewsletter%26utm_medium%3Demail%26utm_campaign%3Dnovas_publicacoes%26utm_term%3D2024-09-02#_ednref1\">[i]<\/a>\u00a0Pesquisa, edi\u00e7\u00e3o e notas de Diogo Valen\u00e7a de Azevedo Costa (UFRB) e Paulo Fernandes Silveira (FEUSP e GPDH-IEA\/USP). Esse documento encontra-se na Cole\u00e7\u00e3o Especial do Fundo Florestan Fernandes, na Biblioteca Comunit\u00e1ria da UFSCar; refer\u00eancia para localiza\u00e7\u00e3o: UFSCar\/SiBi\/COLESP\/Fundo Florestan Fernandes\/t\u00edtulo do documento.<\/p>\n<p><a id=\"_edn2\" href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-problema-do-negro-e-o-marxismo-no-brasil%2F%3Futm_source%3Dnewsletter%26utm_medium%3Demail%26utm_campaign%3Dnovas_publicacoes%26utm_term%3D2024-09-02#_ednref2\">[ii]<\/a>\u00a0Essas notas foram redigidas para a confer\u00eancia de Florestan no semin\u00e1rio: \u201cO marxismo e a quest\u00e3o racial\u201d, organizado pelo Centro de Interc\u00e2mbio de Pesquisas e Estudos Econ\u00f4micos e Sociais (CIPES) e pelo Instituto Brasileiro de Estudos Africanistas (IBEA), realizado no Sedes Sapientiae, na cidade de S\u00e3o Paulo, em 1979. Pela programa\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio, Florestan apresentaria a confer\u00eancia \u201cO problema do negro e o marxismo no Brasil\u201d, no dia 12\/11, Celso Prudente apresentaria a confer\u00eancia \u201cO Marxismo e os problemas do terceiro mundo\u201d, no dia 19\/11, Jacob Gorender apresentaria a confer\u00eancia \u201cO marxismo e os problemas das nacionalidades oprimidas\u201d, no dia 23\/11, Romeu Sabar\u00e1 apresentaria a confer\u00eancia \u201cUm caso de aplica\u00e7\u00e3o concreta do m\u00e9todo marxista\u201d, no dia 30\/11, e Cl\u00f3vis Moura apresentaria a confer\u00eancia \u201cO imperialismo e as classes poli\u00e9tnicas dos pa\u00edses do capitalismo dependente\u201d, no dia 7\/12. Um dos diversos relat\u00f3rios do SNI sobre o movimento negro indica que o semin\u00e1rio foi vigiado por agentes policiais, dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/imagem.sian.an.gov.br\/acervo\/derivadas\/br_dfanbsb_v8\/mic\/gnc\/rrr\/80000864\/br_dfanbsb_v8_mic_gnc_rrr_80000864_d0001de0002.pdf\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/imagem.sian.an.gov.br\/acervo\/derivadas\/br_dfanbsb_v8\/mic\/gnc\/rrr\/80000864\/br_dfanbsb_v8_mic_gnc_rrr_80000864_d0001de0002.pdf<\/a><\/p>\n<p><a id=\"_edn3\" href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-problema-do-negro-e-o-marxismo-no-brasil%2F%3Futm_source%3Dnewsletter%26utm_medium%3Demail%26utm_campaign%3Dnovas_publicacoes%26utm_term%3D2024-09-02#_ednref3\">[iii]<\/a>\u00a0Em 1978, citando um artigo do jornal\u00a0<em>\u00daltima Hora<\/em>, um dossi\u00ea do DEOPS sobre Florestan termina afirmando que ele \u201c\u00e9 um dos poucos cientistas que estuda e luta pela ra\u00e7a negra, e fala dos problemas do negro de hoje\u201d (Relat\u00f3rio da Divis\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es do DEOPS. Assunto: Florestan Fernandes. Dossi\u00ea 50-Z-0-14616. S\u00e3o Paulo: Arquivo do Estado de S\u00e3o Paulo). No texto \u201cDe uma ci\u00eancia para e n\u00e3o tanto sobre o negro\u201d, o soci\u00f3logo e militante do movimento negro Eduardo de Oliveira e Oliveira assume uma perspectiva semelhante \u00e0 de Florestan, dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/de-uma-ciencia-para-e-nao-tanto-sobre-o-negro\/\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/aterraeredonda.com.br\/de-uma-ciencia-para-e-nao-tanto-sobre-o-negro\/<\/a><\/p>\n<p><a id=\"_edn4\" href=\"read:\/\/https_aterraeredonda.com.br\/?url=https%3A%2F%2Faterraeredonda.com.br%2Fo-problema-do-negro-e-o-marxismo-no-brasil%2F%3Futm_source%3Dnewsletter%26utm_medium%3Demail%26utm_campaign%3Dnovas_publicacoes%26utm_term%3D2024-09-02#_ednref4\">[iv]<\/a>\u00a0Entre as disputas acad\u00eamicas desse per\u00edodo, algumas autoras e autores questionaram a falta de rigor te\u00f3rico das correntes marxistas revolucion\u00e1rias. No livro\u00a0<em>Sobre a viol\u00eancia<\/em>, publicado em 1969, Hannah Arendt questionou as apropria\u00e7\u00f5es dos textos de Marx por Fanon e pelos militantes do Black Panther. Em\u00a0<em>Autoritarismo e democratiza\u00e7\u00e3o<\/em>, publicado em 1975, FHC criticou os equ\u00edvocos dos intelectuais da Teoria Marxista da Depend\u00eancia, em especial, de Ruy Mauro, Gunder Frank e R\u00e9gis Debray. Curiosamente, os censores do SNI sugeriram a proibi\u00e7\u00e3o do livro, pois entenderam que FHC defendia a contra-viol\u00eancia revolucion\u00e1ria, dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/imagem.sian.an.gov.br\/acervo\/derivadas\/br_rjanrio_tt\/0\/mcp\/pro\/0448\/br_rjanrio_tt_0_mcp_pro_0448_d0001de0001.pdf\">http:\/\/imagem.sian.an.gov.br\/acervo\/derivadas\/br_rjanrio_tt\/0\/mcp\/pro\/0448\/br_rjanrio_tt_0_mcp_pro_0448_d0001de0001.pdf<\/a><\/p>\n<div id=\"__reading__mode__mainbody__id\" class=\"__reading__mode__mainbody\">\n<div id=\"mainContainer\" class=\"__reading__mode__extracted__article__body\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-f28501d e-con-full e-flex e-con e-child\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-2684028 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: O problema do negro e o marxismo no Brasil &#8211; A Terra \u00e9 Redonda &#8211; https:\/\/aterraeredonda.com.br\/o-problema-do-negro-e-o-marxismo-no-brasil\/?utm_source=newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=novas_publicacoes&amp;utm_term=2024-09-02<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FLORESTAN FERNANDES* &#8211; N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o passado remoto e o passado recente que enla\u00e7am ra\u00e7a e classe na revolu\u00e7\u00e3o social Os que refletem sobre os \u201cproblemas brasileiros\u201d pulverizam as realidades e os grupos. Da\u00ed, temos temas e gavetas de um arquivo. 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