{"id":2270,"date":"2016-11-23T15:57:15","date_gmt":"2016-11-23T17:57:15","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=2270"},"modified":"2016-11-16T18:59:00","modified_gmt":"2016-11-16T20:59:00","slug":"a-verdade-da-repressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/","title":{"rendered":"A verdade da repress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Antonio Candido<\/strong> &#8211; H\u00e1 mais de cinquenta anos, o cr\u00edtico liter\u00e1rio apoiava-se em Balzac, Kafka e Dostoievski para dizer: a institui\u00e7\u00e3o policial \u201cj\u00e1 n\u00e3o tem necessidade de motivos, mas apenas de est\u00edmulos\u201d<\/p>\n<blockquote><p>Publicado em \u201cOpini\u00e3o\u201d, em janeiro de 1972<\/p><\/blockquote>\n<p>Balzac, que percebeu tanta coisa, percebeu tamb\u00e9m qual era o papel que a pol\u00edcia estava come\u00e7ando a desempenhar no mundo contempor\u00e2neo. Fouch\u00e9 a tinha transformado num instrumento preciso e onipotente, necess\u00e1rio para manter a ditadura de Napole\u00e3o. Mas criando dentro da ditadura um mundo paralelo, que se torna fator determinante e n\u00e3o apenas elemento determinado.<\/p>\n<p>O romancista tinha mais ou menos dezesseis anos quando Napole\u00e3o caiu, e assim p\u00f4de ver como a pol\u00edcia organizada por Fouch\u00e9 adquirira por acr\u00e9scimo (numa esp\u00e9cie de desenvolvimento natural das fun\u00e7\u00f5es) o seu grande papel no mundo burgu\u00eas e constitucional que ent\u00e3o se abria: disfar\u00e7ar o arb\u00edtrio da vontade dos dirigentes por meio da simula\u00e7\u00e3o de legalidade.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia de um soberano absoluto \u00e9 ostensiva e brutal, porque o soberano absoluto n\u00e3o se preocupa em justificar demais os seus atos. Mas a de um Estado constitucional tem de ser mais herm\u00e9tica e requintada. Por isso, vai-se misturando organicamente com o resto da sociedade, pondo em pr\u00e1tica um modelo que se poderia chamar de \u201cveneziano\u201d \u2014 ou seja, o que estabelece uma rede sutil de espionagem e de dela\u00e7\u00e3o irrespons\u00e1vel (cobertas pelo anonimato) como alicerce do Estado.<\/p>\n<p>Para este fim, criam-se por toda a parte v\u00ednculos \u00edntimos e profundos. A pol\u00edcia se disfar\u00e7a e assume uma organiza\u00e7\u00e3o dupla, bifurcando-se numa parte vis\u00edvel (com os seus distintivos e as suas siglas) e numa parte secreta, com o seu ex\u00e9rcito impressentido de espi\u00f5es e alcaguetes, que em geral aparecem como exercendo ostensivamente uma outra atividade. Este funcionamento duplo permite satisfazer tamb\u00e9m a um requisito intransigente da burguesia, dominante desde os tempos de Balzac, e dispensado s\u00f3 nos casos de salva\u00e7\u00e3o da classe: a tarefa policial deve ser executada implacavelmente, mas sem ferir demais a sensibilidade dos bem-postos na vida. Para isso, \u00e9 preciso esconder tanto quanto poss\u00edvel os aspectos mais desagrad\u00e1veis da investiga\u00e7\u00e3o e da repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Para obter esse resultado, a sociedade suscita milhares de indiv\u00edduos de alma convenientemente deformada. Assim como os \u201ccomprachicos\u201d d\u2019O Homem que Ri, de Victor Hugo, estropiavam fisicamente as crian\u00e7as a fim de obterem aleij\u00f5es para divertimento dos outros, a sociedade puxa para fora daqueles indiv\u00edduos a brutalidade, a priva\u00e7\u00e3o, a frustra\u00e7\u00e3o, a torpeza, a tara \u2014 e os remete \u00e0 fun\u00e7\u00e3o repressora.<\/p>\n<p>Da\u00ed o interesse da literatura pela pol\u00edcia, desde que Balzac viu a solidariedade org\u00e2nica entre ela e a sociedade, o poder dos seus setores ocultos e o aproveitamento do marginal, do degenerado, para o fortalecimento da ordem. Nos seus livros h\u00e1 um momento onde o transgressor n\u00e3o se distingue do repressor, mesmo porque este pode ter sido antes um transgressor, como \u00e9 o caso de Vautrin, ao mesmo tempo o seu maior criminoso e o seu maior policial.<\/p>\n<p>Dostoievski percebeu uma coisa mais sutil: a fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica do policial como suced\u00e2neo poss\u00edvel da consci\u00eancia \u2014 a sociedade entrando na casa de cada um atrav\u00e9s da press\u00e3o ou do desvendamento que ele efetua. Em Crime e Castigo, o juiz de instru\u00e7\u00e3o Porf\u00edrio Porfiriovitch vai-se tornando para Raskolnikof uma esp\u00e9cie de desdobramento dele mesmo.<\/p>\n<p>Mas foi Kafka n\u2019O Processo, quem viu o aspecto por assim dizer essencial e ao mesmo tempo profundamente social. Viu a pol\u00edcia como algo insepar\u00e1vel da justi\u00e7a, e esta assumindo cada vez mais um aspecto de pol\u00edcia. Viu de que maneira a fun\u00e7\u00e3o de reprimir (mostrada por Balzac como fun\u00e7\u00e3o normal da sociedade) adquire um sentido transcendente, ao ponto de acabar se tornando a sua pr\u00f3pria finalidade. Quando isso ocorre, ela desvenda aspectos b\u00e1sicos do homem, repressor e reprimido.<\/p>\n<p>Para entrar em funcionamento, a pol\u00edcia-justi\u00e7a de Kafka n\u00e3o tem necessidade de motivos, mas apenas de est\u00edmulos. E uma vez em funcionamento n\u00e3o pode mais parar, porque a sua finalidade \u00e9 ela pr\u00f3pria. Para isso, n\u00e3o hesita em tirar qualquer homem do seu trilho at\u00e9 liquid\u00e1-lo de todo, f\u00edsica ou moralmente. N\u00e3o hesita em p\u00f4-lo (seja por que meio for) \u00e0 margem da a\u00e7\u00e3o, ou da suspeita de a\u00e7\u00e3o, ou da vaga possibilidade de a\u00e7\u00e3o que o Estado quer reprimir, sem se importar se o indiv\u00edduo visado est\u00e1 envolvido nela. Em face da import\u00e2ncia ganha pelo processo punitivo (que acaba tendo o alvo esp\u00fario de funcionar, pura e simplesmente, mesmo sem motivo), a materialidade da culpa perde sentido.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia aparece ent\u00e3o como um agente que viola a personalidade, roubando ao homem os prec\u00e1rios recursos de equil\u00edbrio de que usualmente disp\u00f5e: pudor, controle emocional, lealdade, discri\u00e7\u00e3o \u2014 dissolvidos com per\u00edcia ou brutalidade profissionais. Operando como poderosa for\u00e7a redutora, ela traz \u00e0 superf\u00edcie tudo o que t\u00ednhamos conseguido reprimir, e transforma o pudor em impudor, o controle em desmando, a lealdade em dela\u00e7\u00e3o, a discri\u00e7\u00e3o em bisbilhotice tr\u00e1gica.<\/p>\n<p>Da\u00ed uma esp\u00e9cie de monstruosa verdade suscitada pela pol\u00edcia. Verdade oculta de um ser que ia penosamente se apresentando como outro, que de fato era outro, na medida em que n\u00e3o era obrigado a recair nas suas profundidades abissais. Ali\u00e1s, seria mais correto dizer que o outro \u00e9 o suscitado pela pol\u00edcia. O outro, com a sua verdade imposta ou desentranhada pelo processo repressor, extra\u00edda, contra a vontade, dos por\u00f5es onde tinha sido mais ou menos trancada.<\/p>\n<p>De fato, a pol\u00edcia tem necessidade de construir a verdade do outro para poder manipular o eu do seu paciente. A sua for\u00e7a consiste em opor o outro ao eu, at\u00e9 que este seja absorvido por aquele e, deste modo, esteja pronto para o que se espera dele: colabora\u00e7\u00e3o, submiss\u00e3o, omiss\u00e3o, sil\u00eancio. A pol\u00edcia esculpe o outro por meio do interrogat\u00f3rio, o vasculhamento do passado, a exposi\u00e7\u00e3o da fraqueza, a viol\u00eancia f\u00edsica e moral. No fim, se for preciso, poder\u00e1 inclusive empregar a seu servi\u00e7o este outro, que \u00e9 um novo eu, manipulado pela dosagem de um ingrediente da mais alta efic\u00e1cia: o medo \u2014 em todos os seus graus e modalidades.<\/p>\n<p>* * *<\/p>\n<p>Um exemplo dessa redu\u00e7\u00e3o degradante \u00e9 o comportamento do delegado com o encanador, no filme Inqu\u00e9rito sobre um cidad\u00e3o acima de qualquer suspeita, de Elio Petri.<\/p>\n<p>O delegado, que \u00e9 tamb\u00e9m o criminoso, resolve brincar com o destino e como que provar o mecanismo autodominante da pol\u00edcia, a sua finalidade em si mesma. Para isso, dirige-se a um transeunte qualquer, escolhido ao acaso, e confessa que \u00e9 o matador procurado, dando como prova a gravata azul celeste que usa e fora vista nele. Convence ent\u00e3o o pobre transeunte a ir \u00e0 pol\u00edcia e relatar o fato, dando-lhe para levar como ind\u00edcio (e evidentemente como baralhamento do ind\u00edcio) diversas gravatas iguais, que mostrariam como era a do assassino.<\/p>\n<p>Chegado \u00e0 pol\u00edcia, o transeunte, que \u00e9 encanador, d\u00e1 de cara com o assassino que se confessara na rua, e que ia delatar; mas que agora est\u00e1 no seu papel de delegado. Este o interroga com brutalidade e o pressiona f\u00edsica e moralmente para dizer quem era o assassino que se desvendara a ele na rua. Mas o pobre diabo, completamente desorganizado pela contradi\u00e7\u00e3o inexplic\u00e1vel, n\u00e3o tem coragem para tanto. Com isso, vai ficando suspeito, vai-se caracterizando legalmente corno poss\u00edvel criminoso, at\u00e9 desaparecer dos nossos olhos, tr\u00f4pego, arrasado, por uns corredores sujos que levam aonde bem suspeitamos.<\/p>\n<p>A for\u00e7a que o paralisa, e que nos paralisaria eventualmente, vem de uma ambiguidade, misteriosa na apar\u00eancia, mas eficaz, cuja natureza foi sugerida acima: o repressor e o transgressor s\u00e3o o mesmo, n\u00e3o apenas fisicamente e do ponto de vista dos pap\u00e9is sociais, mas ontologicamente (o outro \u00e9 o eu).<\/p>\n<p>Tudo nesse epis\u00f3dio \u00e9 modelar: a gratuidade com que se escolhe o culpado; a imposi\u00e7\u00e3o de um comportamento n\u00e3o intencional (ir \u00e0 pol\u00edcia com as gravatas azuis no bra\u00e7o, delatar um criminoso sem nome, que n\u00e3o interessa); o baralhamento da verdade, quando ele constata que o homem que se denunciara como assassino \u00e9 tamb\u00e9m o delegado; a transforma\u00e7\u00e3o do inocente em suspeito e do suspeito em delinquente, aceita pelo pr\u00f3prio inocente, do fundo da sua desorganiza\u00e7\u00e3o mental, forjada pela inquiri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O fulcro desse processo talvez seja aquele momento do interrogat\u00f3rio em que o delegado pergunta ao pobre diabo, j\u00e1 zonzo, qual \u00e9 a sua profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u2014 Sou hidr\u00e1ulico\u201d, responde ele.<\/p>\n<p>O delegado esbraveja:<\/p>\n<p>\u201d \u2014 Qual hidr\u00e1ulico qual nada! Agora toda a gente quer ser alguma coisa bonita! O que voc\u00ea \u00e9 \u00e9 encanador, n\u00e3o \u00e9? En-ca-na-dor! Por que hi-dr\u00e1u-li-co?!\u201d.<\/p>\n<p>E o desgra\u00e7ado, j\u00e1 sem f\u00f4lego nem prumo: \u201c\u2014 Sim, sou encanador\u201d\u2019. (Cito de mem\u00f3ria porque n\u00e3o tenho o roteiro.)<\/p>\n<p>V\u00ea-se que o pobre homem, a exemplo de toda a sua categoria profissional, tinha adotado uma designa\u00e7\u00e3o de cunho t\u00e9cnico (idraulico, em italiano), que o afasta da velha designa\u00e7\u00e3o artesanal \u201cencanador\u201d (stagnaro, em italiano), e assim lhe d\u00e1 a ilus\u00e3o de um n\u00edvel aparentemente mais elevado, ou pelo menos mais cient\u00edfico e atualizado. Mas o policial o reduz ao n\u00edvel anterior, desmascara a sua autopromo\u00e7\u00e3o, lira para fora a sua verdade indesejada. E, no fim, \u00e9 como se ele dissesse:<\/p>\n<p>\u201c\u2014 Sim, confesso, n\u00e3o sou um t\u00e9cnico de nome sonoro, que evoca inocentemente alguma coisa de engenharia; sou mesmo um pobre diabo, um encanador. Estou reduzido ao meu verdadeiro eu, libertado do outro\u201d .<\/p>\n<p>Mas, na verdade, foi a pol\u00edcia que lhe imp\u00f4s o outro como eu. A pol\u00edcia efetuou um desmantelamento da personalidade, arduamente constru\u00edda, e trouxe de volta o que o homem tinha superado. Sinistra mentalidade redutora, que nos obriga a ser, ou voltar a ser, o que n\u00e3o queremos ser; e que mostra como Alfred de Vigny tinha raz\u00e3o, quando anotou seu di\u00e1rio:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tenha medo da pobreza, nem do ex\u00edlio, nem da pris\u00e3o, nem da morte. Mas tenha medo do medo\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"hTrveGOHX4\"><p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2016\/09\/09\/antonio-candido-a-verdade-da-repressao\/\">Antonio Candido: A verdade da repress\u00e3o<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Antonio Candido: A verdade da repress\u00e3o&#8221; &#8212; Blog da Boitempo\" src=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2016\/09\/09\/antonio-candido-a-verdade-da-repressao\/embed\/#?secret=FmrYa17r6B#?secret=hTrveGOHX4\" data-secret=\"hTrveGOHX4\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antonio Candido &#8211; H\u00e1 mais de cinquenta anos, o cr\u00edtico liter\u00e1rio apoiava-se em Balzac, Kafka e Dostoievski para dizer: a institui\u00e7\u00e3o policial \u201cj\u00e1 n\u00e3o tem necessidade de motivos, mas apenas de est\u00edmulos\u201d Publicado em \u201cOpini\u00e3o\u201d, em janeiro de 1972 Balzac, que percebeu tanta coisa, percebeu tamb\u00e9m qual era o papel que a pol\u00edcia estava come\u00e7ando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2271,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,8],"tags":[],"class_list":["post-2270","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica","category-sociedade"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A verdade da repress\u00e3o - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A verdade da repress\u00e3o - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Antonio Candido &#8211; H\u00e1 mais de cinquenta anos, o cr\u00edtico liter\u00e1rio apoiava-se em Balzac, Kafka e Dostoievski para dizer: a institui\u00e7\u00e3o policial \u201cj\u00e1 n\u00e3o tem necessidade de motivos, mas apenas de est\u00edmulos\u201d Publicado em \u201cOpini\u00e3o\u201d, em janeiro de 1972 Balzac, que percebeu tanta coisa, percebeu tamb\u00e9m qual era o papel que a pol\u00edcia estava come\u00e7ando [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Controversia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-11-23T17:57:15+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/antonio-candido-violencia-policial.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"620\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"620\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"headline\":\"A verdade da repress\u00e3o\",\"datePublished\":\"2016-11-23T17:57:15+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/\"},\"wordCount\":1775,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/11\\\/antonio-candido-violencia-policial.jpg?fit=620%2C620&ssl=1\",\"articleSection\":[\"Pol\u00edtica\",\"Sociedade\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/\",\"name\":\"A verdade da repress\u00e3o - Controversia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/11\\\/antonio-candido-violencia-policial.jpg?fit=620%2C620&ssl=1\",\"datePublished\":\"2016-11-23T17:57:15+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/11\\\/antonio-candido-violencia-policial.jpg?fit=620%2C620&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/11\\\/antonio-candido-violencia-policial.jpg?fit=620%2C620&ssl=1\",\"width\":620,\"height\":620},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2016\\\/11\\\/23\\\/a-verdade-da-repressao\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A verdade da repress\u00e3o\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\",\"name\":\"Controversia\",\"description\":\"Um site de leitura e debate\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\",\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"width\":1015,\"height\":1024,\"caption\":\"Ricardo Alvarez\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\"},\"description\":\"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/controversia.com.br\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/Controversiascontemporaneas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/controversia\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/contro_versia\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A verdade da repress\u00e3o - Controversia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"A verdade da repress\u00e3o - Controversia","og_description":"Antonio Candido &#8211; H\u00e1 mais de cinquenta anos, o cr\u00edtico liter\u00e1rio apoiava-se em Balzac, Kafka e Dostoievski para dizer: a institui\u00e7\u00e3o policial \u201cj\u00e1 n\u00e3o tem necessidade de motivos, mas apenas de est\u00edmulos\u201d Publicado em \u201cOpini\u00e3o\u201d, em janeiro de 1972 Balzac, que percebeu tanta coisa, percebeu tamb\u00e9m qual era o papel que a pol\u00edcia estava come\u00e7ando [&hellip;]","og_url":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/","og_site_name":"Controversia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_published_time":"2016-11-23T17:57:15+00:00","og_image":[{"width":620,"height":620,"url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/antonio-candido-violencia-policial.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Ricardo Alvarez","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia","twitter_site":"@contro_versia","twitter_misc":{"Escrito por":"Ricardo Alvarez","Tempo estimado de leitura":"9 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/"},"author":{"name":"Ricardo Alvarez","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"headline":"A verdade da repress\u00e3o","datePublished":"2016-11-23T17:57:15+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/"},"wordCount":1775,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/antonio-candido-violencia-policial.jpg?fit=620%2C620&ssl=1","articleSection":["Pol\u00edtica","Sociedade"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/","url":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/","name":"A verdade da repress\u00e3o - Controversia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/antonio-candido-violencia-policial.jpg?fit=620%2C620&ssl=1","datePublished":"2016-11-23T17:57:15+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/antonio-candido-violencia-policial.jpg?fit=620%2C620&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/antonio-candido-violencia-policial.jpg?fit=620%2C620&ssl=1","width":620,"height":620},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2016\/11\/23\/a-verdade-da-repressao\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/controversia.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A verdade da repress\u00e3o"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website","url":"https:\/\/controversia.com.br\/","name":"Controversia","description":"Um site de leitura e debate","publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/controversia.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2","name":"Ricardo Alvarez","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","contentUrl":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","width":1015,"height":1024,"caption":"Ricardo Alvarez"},"logo":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png"},"description":"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.","sameAs":["http:\/\/controversia.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/controversia\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/contro_versia"]}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/antonio-candido-violencia-policial.jpg?fit=620%2C620&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2270"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2270\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2272,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2270\/revisions\/2272"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2271"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2270"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}