{"id":20071,"date":"2023-11-12T12:45:37","date_gmt":"2023-11-12T15:45:37","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=20071"},"modified":"2023-11-12T10:49:12","modified_gmt":"2023-11-12T13:49:12","slug":"para-onde-vai-a-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2023\/11\/12\/para-onde-vai-a-america-latina\/","title":{"rendered":"Para onde vai a Am\u00e9rica Latina?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fabio Luis Barbosa dos Santos<\/strong> &#8211; No fim de 2015, o bolivarianismo foi reduzido a uma minoria parlamentar na Venezuela, enquanto Macri chegou \u00e0 presid\u00eancia na Argentina. No ano seguinte, Evo Morales perdeu o referendo por um quarto mandato, enquanto o sim \u00e0 paz foi derrotado na Col\u00f4mbia. Entre uma coisa e outra, Dilma Rousseff foi golpeada no Brasil: a onda progressista sul-americana entrava em refluxo.<\/p>\n<p>Em 2020, a vit\u00f3ria eleitoral de Luis Arce na Bol\u00edvia foi celebrada como uma derrota do golpismo. No ano seguinte, Pedro Castillo chegou \u00e0 presid\u00eancia no Peru e Gabriel Boric no Chile. Na sequ\u00eancia, Gustavo Petro se elegeu na Col\u00f4mbia, enquanto Lula foi reeleito no Brasil.<\/p>\n<p>Estar\u00edamos diante de uma segunda onda progressista? Ou \u00e9 a extrema direita que nos espera? Qual \u00e9 o papel do imperialismo nesse contexto? Este texto pensa sobre estas e outras quest\u00f5es, sem pretender responder a elas.<\/p>\n<h3><b>1.<\/b><b><br \/>\n<\/b><\/h3>\n<p>Houve uma esp\u00e9cie de \u201cdan\u00e7a das cadeiras\u201d na Am\u00e9rica do Sul. No come\u00e7o do s\u00e9culo, Chile, Peru e Col\u00f4mbia foram os \u00fanicos pa\u00edses que n\u00e3o penderam para a esquerda. Mas, em anos recentes, esses pa\u00edses concentraram as expectativas de mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Mesmo onde o progressismo se segurou no poder (como na Venezuela) ou voltou \u00e0 presid\u00eancia (como no Brasil), as expectativas que encarna s\u00e3o muito distintas. O voto em Arce ou em Lula foi movido menos por esperan\u00e7a e mais por medo de algo pior. Um voto que olha\u00a0 mais para o passado do que para o futuro.<\/p>\n<p>A expectativa de mudan\u00e7a bandeou para os pa\u00edses de que menos se esperava h\u00e1 poucos anos.<\/p>\n<h3><b>2.<br \/>\n<\/b><\/h3>\n<p>O impulso vital dessa \u201cdan\u00e7a\u201d foram as ruas, que destamparam na pandemia. No Chile, a peste foi insuficiente para desmobilizar a popula\u00e7\u00e3o. Na convuls\u00e3o colombiana, viralizaram cartazes dizendo que o Estado \u00e9 mais perigoso do que o v\u00edrus. No Peru, as ruas derrubaram um presidente, em rea\u00e7\u00e3o a mais um impeachment\u00a0ileg\u00edtimo na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Rebeli\u00f5es eclodiram nos pa\u00edses em que o progressismo era mais d\u00e9bil como alternativa eleitoral, enquanto nos pa\u00edses que foram ou eram presididos por essa pol\u00edtica n\u00e3o houve rebeli\u00e3o. Insinuou-se uma rela\u00e7\u00e3o antit\u00e9tica entre progressismo e rebeli\u00e3o: parece que,\u00a0onde o progressismo estava mais vivo como alternativa, mais velas se acenderam no altar eleitoral e menores foram as chances de as ruas destamparem.Mais do que uma esperan\u00e7a pol\u00edtica, o progressismo teria se convertido em uma pol\u00edtica da espera?<\/p>\n<h3><b>3.<\/b><\/h3>\n<p>Os acontecimentos no Chile, na Col\u00f4mbia e no Peru foram produzidos por uma rebeldia que n\u00e3o cabe em urnas progressistas. Contudo, paradoxalmente, o encaminhamento das fraturas expostas nas ruas mimetizou as formas do progressismo: um novo presidente e, quem sabe, uma nova Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 indiscut\u00edvel a import\u00e2ncia da elei\u00e7\u00e3o de Petro e de Boric. Tamb\u00e9m \u00e9 certo que uma Constitui\u00e7\u00e3o virando a p\u00e1gina do pinochetismo teria um significado transcendental no Chile. O mesmo se pode dizer do Peru e da Col\u00f4mbia, pa\u00edses em que o neoliberalismo se constitucionalizou nos anos 1990.<\/p>\n<p>No entanto, quando recordamos que Venezuela, Bol\u00edvia e Equador tamb\u00e9m reescreveram constitui\u00e7\u00f5es em conjunturas efervescentes, \u00e9 inevit\u00e1vel o sabor amargo da reprise. Nesses pa\u00edses, a pol\u00edtica foi reordenada para estabelecer um novo padr\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o \u2013 uma hegemonia progressista, poder\u00edamos dizer. E seus limites do ponto de vista da\u00a0mudan\u00e7a est\u00e3o evidentes.<\/p>\n<h3><b>4.<\/b><\/h3>\n<p>Por\u00e9m, a margem de manobra do progressismo se estreitou desde a onda original. Isso \u00e9 f\u00e1cil de ver com lentes brasileiras: o Brasil que Lula encontra em 2023 \u00e9 diferente de 2003, e para pior. Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Porque o progressismo deve ser compreendido como uma tentativa de conter uma crise que o antecede no tempo (desde os anos 1970) e o transcende no espa\u00e7o (\u00e9 global). A eros\u00e3o dos pilares de uma cidadania salarial (a carteira assinada e um Estado de bem-estar) \u00e9 um processo mundial que o progressismo n\u00e3o pode reverter, mas procura mitigar.<\/p>\n<p>Entretanto, a conten\u00e7\u00e3o da crise n\u00e3o impede sua acelera\u00e7\u00e3o. Conforme argumentamos no livro\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/editoraelefante.com.br\/produto\/o-medico-e-o-monstro\/\"><i>O m\u00e9dico e o monstro<\/i><\/a><\/strong>, a pol\u00edtica da conten\u00e7\u00e3o implica fortalecer atores sociais, que corroboram a acelera\u00e7\u00e3o que se pretende conter. No caso brasileiro, os bancos, o PMDB, Michel Temer, os militares, o neopentecostalismo e as empreiteiras foram alimentados em seu momento pelos governos petistas. N\u00e3o se trata de engano nem trai\u00e7\u00e3o, mas de uma racionalidade de governo.<\/p>\n<p>Por exemplo: foi para conter a crise desatada pelo Mensal\u00e3o que se ampliou o espa\u00e7o do PMDB na base do governo. Foi assim que Temer chegou \u00e0 vice-presid\u00eancia. Anos depois, o vice protagonizou uma revers\u00e3o pol\u00edtica: a conten\u00e7\u00e3o foi sucedida pela acelera\u00e7\u00e3o da crise, que descambou em Bolsonaro.<\/p>\n<h3><b>5.<\/b><\/h3>\n<p>Se a conten\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede a acelera\u00e7\u00e3o, argumentamos que a acelera\u00e7\u00e3o pode demandar conten\u00e7\u00e3o. Com apoio das elites, Bolsonaro acelerou tend\u00eancias destrutivas que se tornaram contraproducentes ao bom funcionamento do capitalismo brasileiro. Por exemplo: queimar a Amaz\u00f4nia dificultou um acordo com a Uni\u00e3o Europeia, enquanto a difama\u00e7\u00e3o dos chineses prejudicou o agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Nesse quadro, a configura\u00e7\u00e3o tardia de uma frente pela democracia, com apoio significativo da elite e da m\u00eddia corporativa e com o aval dos Estados Unidos, se confundiu com a defesa de neg\u00f3cios. Ser\u00e1 que, em nome do combate ao golpismo, tratava-se de suspender essa din\u00e2mica autodestrutiva, ao menos provisoriamente? Por tr\u00e1s da frente que sustentou a elei\u00e7\u00e3o de Lula, haveria uma nova tentativa de conten\u00e7\u00e3o da crise brasileira?<\/p>\n<h3><b>6.<\/b><\/h3>\n<p>Essa din\u00e2mica de conten\u00e7\u00e3o e acelera\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o \u00e9 um movimento pendular, mas uma espiral corrosiva. E, \u00e0 medida que a corros\u00e3o atravessa o continente, o espa\u00e7o da pol\u00edtica progressista se estreita.<\/p>\n<p>No come\u00e7o do s\u00e9culo, Venezuela, Bol\u00edvia e Equador escreveram novas constitui\u00e7\u00f5es que anunciaram novas hegemonias. Nesses e nos demais pa\u00edses, os progressismos se reelegeram e\/ou fizeram seus sucessores, com exce\u00e7\u00e3o do Paraguai. E seguem politicamente competitivos, seja no governo ou na oposi\u00e7\u00e3o. A legitimidade da pol\u00edtica sul-americana foi reconstitu\u00edda pelo progressismo.<\/p>\n<p>Na atualidade, essa via parece n\u00e3o estar aberta. O processo constituinte chileno capotou e agora \u00e9 liderado por neopinochetistas. Petro enfrenta todos os problemas de um pa\u00eds atravessado pela parapol\u00edtica, al\u00e9m de uma m\u00e1quina de desinforma\u00e7\u00e3o. E Castillo, que n\u00e3o \u00e9 exatamente progressista, mas gozou de seu apoio, foi derrubado em meio a intrigas e contradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3><b><br \/>\n<\/b><b>7.<\/b><\/h3>\n<p>Evidentemente, a conten\u00e7\u00e3o da crise \u00e9 melhor do que sua acelera\u00e7\u00e3o, como descobrimos sob Bolsonaro. Contudo, \u00e9 impotente para modificar o sentido do movimento hist\u00f3rico. A din\u00e2mica social que coloca cada um por si e todos contra todos n\u00e3o \u00e9 votada.<\/p>\n<p>Nesse quadro, a corros\u00e3o social se aprofunda e a viol\u00eancia tamb\u00e9m. A ordem exige cada vez mais for\u00e7a e menos consenso para ficar de p\u00e9. Essas tend\u00eancias ajudam a entender por que o espa\u00e7o para o progressismo se estreitou. E por que a guinada antidemocr\u00e1tica tamb\u00e9m atravessa as sociedades que o progressismo governa.<\/p>\n<p>Na Bol\u00edvia, o barco virou quando Morales driblou a Constitui\u00e7\u00e3o para se eleger pela quarta vez. Na Venezuela, Maduro desencanou da institucionalidade que o pr\u00f3prio bolivarianismo forjou, apoiando-se cada vez mais em militares. O caso extremo \u00e9 a Nicar\u00e1gua sob Ortega e Murillo, que edificou o regime mais pr\u00f3ximo de uma ditadura tal como se conheceu no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<h3><b>8.<\/b><\/h3>\n<p>Os velhos progressismos s\u00e3o cada vez menos progressistas, enquanto o espa\u00e7o para os novos se estreita. N\u00e3o seria ind\u00edcio de que os ventos da pol\u00edtica sopram em outra dire\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>O terceiro governo Lula nem sequer teve o primeiro domingo para descansar. No entanto, o PT teve tr\u00eas mandatos e meio para se erigir como alternativa hegem\u00f4nica, antes de ser desafiado pelo bolsonarismo. J\u00e1 Boric se defrontou com Kast na primeira elei\u00e7\u00e3o presidencial de sua vida.<\/p>\n<p>Para ver onde os ventos sopram?<\/p>\n<h3><b>9.<\/b><\/h3>\n<p>A Am\u00e9rica Central exibe de modo concentrado os tra\u00e7os da pol\u00edtica continental. Por isso, pode revelar tend\u00eancias. Analisando essa regi\u00e3o, o futuro do autoritarismo n\u00e3o parece estar na Nicar\u00e1gua, mas em El Salvador.<\/p>\n<p>Profissional da pol\u00edtica do espet\u00e1culo, Nayib Bukele costurou punitivismo e bitcoin para construir um regime antidemocr\u00e1tico com uma brisa cool. Enquanto Ortega cassa institui\u00e7\u00f5es, prende opositores e fecha o pa\u00eds, Bukele n\u00e3o faz nada disso \u2013 ainda. Por meio de um sofisticado manejo das redes sociais, o salvadorenho controla a agenda pol\u00edtica do pa\u00eds. Enquanto isso, renovou dezessete vezes o estado de exce\u00e7\u00e3o, prendeu mais de 70 mil pessoas e assegurou sua candidatura \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, que a Constitui\u00e7\u00e3o pro\u00edbe.<\/p>\n<p>O bukelismo encarna o desejo de uma viol\u00eancia que ordena, presente em toda a regi\u00e3o. Todavia, as grades que protegem s\u00e3o as mesmas que prendem. J\u00e1 n\u00e3o se sabe ao certo quem est\u00e1 dentro e quem est\u00e1 fora. Bukele goza das taxas de aprova\u00e7\u00e3o popular mais altas do continente. Por\u00e9m, como saber onde termina a ades\u00e3o ao regime e come\u00e7a o medo?<\/p>\n<h3><b>10.<\/b><\/h3>\n<p>O autoritarismo se modifica, mas o imperialismo tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Em 2009, os Estados Unidos apoiaram o golpe que derrubou Manuel Zelaya em Honduras para conjurar o espectro do bolivarianismo na regi\u00e3o. Por\u00e9m, o golpe pavimentou o caminho para a narcopol\u00edtica capturar o Estado. Sob a lideran\u00e7a de Juan Orlando Hernandez (JOH), Honduras se converteu em territ\u00f3rio do narcotr\u00e1fico e em produtora massiva de migrantes.<\/p>\n<p>Treze anos depois, os Estados Unidos viram com bons olhos a vit\u00f3ria eleitoral da esposa de Zelaya, Xiomara Castro. A expectativa \u00e9 que esse governo realize pol\u00edticas sociais, contendo o narcotr\u00e1fico e a migra\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m em Honduras a acelera\u00e7\u00e3o foi sucedida pela conten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o narcopol\u00edtico que comandou o pa\u00eds por dois mandatos est\u00e1 em via de ser preso nos Estados Unidos. Enquanto isso, quadros pr\u00f3ximos a JOH s\u00e3o acolhidos na Nicar\u00e1gua de Ortega, que os protege da extradi\u00e7\u00e3o. Nesse anti-imperialismo de cabe\u00e7a para baixo, a tirania \u201cde esquerda\u201d protege da justi\u00e7a norte-americana os narcocriminosos \u201cda direita\u201d.<\/p>\n<h3><b>11.<\/b><\/h3>\n<p>Faz sentido pensar a Am\u00e9rica Latina do s\u00e9culo XXI com olhos do s\u00e9culo XX?<\/p>\n<p>Na \u00faltima campanha presidencial, bolsonaristas alardeavam o risco de o pa\u00eds virar uma Venezuela comunista. Por\u00e9m, diante da degrada\u00e7\u00e3o do tecido social venezuelano, atravessado por militares e milicianos, poucos aventaram a hip\u00f3tese de que a Venezuela se aproximava do Brasil bolsonarista.<\/p>\n<p>No outro lado da moeda, lulistas exortaram o risco de golpe. No entanto, n\u00e3o se t\u00eam not\u00edcias de golpe contra os Estados Unidos na regi\u00e3o, pois quando aconteceram, atenderam pelo nome de \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Efetivamente, um golpe bolsonarista poderia se assemelhar a uma revolu\u00e7\u00e3o, como o fascismo um dia foi. Nesse caso, estaria o progressismo avalizado pelos Estados Unidos no campo da contrarrevolu\u00e7\u00e3o? N\u00e3o estou dizendo que isso \u00e9 certo. Contudo, \u00e9 preciso cuidado para o alarmismo n\u00e3o interditar o pensamento, de um lado e de outro.<\/p>\n<h3><b>12.<\/b><\/h3>\n<p>Na atualidade, o progressismo latino-americano seria um aliado norte-americano na tentativa de salvar o mundo dos brancos na atualidade? Isso significa defender institui\u00e7\u00f5es e valores liberais que a pr\u00f3pria din\u00e2mica do neoliberalismo erode.<\/p>\n<p>Evidentemente, trata-se de uma din\u00e2mica contradit\u00f3ria que se movimenta entre a acelera\u00e7\u00e3o da crise e as tentativas de cont\u00ea-la: a subvers\u00e3o dos valores liberais, ou sua defesa. Em um mundo em que a subvers\u00e3o est\u00e1 pautada pela direita, quem pautar\u00e1 a emancipa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Enquanto progressistas convergem com liberais em defesa de um passado idealizado, a extrema direita se posiciona a favor do movimento da hist\u00f3ria que nos conduz \u00e0 barb\u00e1rie. Como fazer que o futuro deste presente n\u00e3o lhe perten\u00e7a?<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: Para onde vai a Am\u00e9rica Latina? &#8211; Editora Elefante &#8211; https:\/\/editoraelefante.com.br\/para-onde-vai-a-america-latina\/?utm_source=Not%C3%ADcias+da+Editora+Elefante&amp;utm_campaign=fb9faa6207-EMAIL_CAMPAIGN_2023_10_31_01_47&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_-fb9faa6207-%5BLIST_EMAIL_ID%5D&amp;goal=0_3b69653244-fb9faa6207-151449053&amp;mc_cid=fb9faa6207&amp;mc_eid=0ac7cd7efd<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fabio Luis Barbosa dos Santos &#8211; No fim de 2015, o bolivarianismo foi reduzido a uma minoria parlamentar na Venezuela, enquanto Macri chegou \u00e0 presid\u00eancia na Argentina. No ano seguinte, Evo Morales perdeu o referendo por um quarto mandato, enquanto o sim \u00e0 paz foi derrotado na Col\u00f4mbia. 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