{"id":19605,"date":"2023-07-21T12:21:21","date_gmt":"2023-07-21T15:21:21","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=19605"},"modified":"2023-08-02T19:22:48","modified_gmt":"2023-08-02T22:22:48","slug":"apostemos-na-memoria-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/","title":{"rendered":"Apostemos na mem\u00f3ria do futuro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sarah Babiker<\/strong> &#8211;\u00a0Entre a an\u00e1lise da puls\u00e3o revolucion\u00e1ria e a raz\u00e3o neoliberal que a engana e sufoca, encontra-se a obra do fil\u00f3sofo e professor Pierre Dardot (Paris, 1952). Este especialista em Hegel e Marx, autor de obras essenciais como A escolha da guerra civil: uma outra hist\u00f3ria do neoliberalismo (Elefante, 2021), busca mostrar ferramentas para a compreens\u00e3o de um mundo que avan\u00e7a (e retrocede) muito r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Nesta entrevista, ele fala sobre seu \u00faltimo livro A mem\u00f3ria do futuro: Chile 2019-2022, contando a hist\u00f3ria recente do pa\u00eds sul-americano com um misto de serenidade e entusiasmo \u2013 e do ciclo vertiginoso em que o mundo assistiu os movimentos sociais passarem do entusiasmo \u00e0 decep\u00e7\u00e3o em apenas tr\u00eas anos. O livro dialoga diretamente com Chile em chamas: a revolta antineoliberal (Elefante, 2021).<\/p>\n<p>Dardot explica que em sua decis\u00e3o de escrever sobre o ciclo de ruptura e fechamento que ocorreu no Chile, duas dimens\u00f5es conflu\u00edram: por um lado, sua pr\u00f3pria experi\u00eancia pessoal de um processo de imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que o cativou e, por outro, um interesse intelectual e pol\u00edtico pelo que estava acontecendo.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea desembarcou no Chile durante a rebeli\u00e3o. Em que aquilo que voc\u00ea viveu l\u00e1 o desafiou?<\/strong><br \/>\nFui ao Chile pela primeira vez em 2016 para uma confer\u00eancia na Faculdade de Ci\u00eancias Sociais de Santiago. E depois voltei em 2018 e em 2019, nesse ano desembarquei no pa\u00eds no in\u00edcio de novembro, e a rebeli\u00e3o havia come\u00e7ado em 18 de outubro. Digamos que cheguei na hora certa e participei dos protestos em massa. Desde os tempos de jovem ativista trotskista, quando tinha 17, 20 anos, nunca tinha visto nada igual. Foi uma revolu\u00e7\u00e3o: centenas de milhares de pessoas em mobiliza\u00e7\u00f5es massivas e, ao mesmo tempo, muito tensas no confronto com os carabineiros. Aquilo me impressionou muito: era tudo muito violento. Eu estava na manifesta\u00e7\u00e3o em que deixaram Gustavo Gatica cego, os carabineiros apontavam muito conscientemente para os olhos, da mesma forma que muitas vezes apontavam para os \u00f3rg\u00e3os genitais das mulheres.<\/p>\n<p>Eu estava naquela manifesta\u00e7\u00e3o e outra coisa me chamou a aten\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo que acontecia toda essa viol\u00eancia, havia uma alegria extraordin\u00e1ria de estar juntos. Era poss\u00edvel escutar orquestras nas marchas, algo que eu nunca tinha visto na Fran\u00e7a. N\u00e3o eram vans com equipamentos de som repetindo slogans; n\u00e3o, eram verdadeiras orquestras. Era poss\u00edvel sentir um poder coletivo, uma incr\u00edvel energia coletiva. Vou me lembrar disso por toda a minha vida: as bandeiras feministas, as bandeiras mapuche, em todos os lugares. Por isso, a capa do livro traz uma foto com a bandeira mapuche, onipresente nos protestos. O que n\u00e3o havia, e isso tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o, eram bandeiras de partidos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Essas manifesta\u00e7\u00f5es me marcar\u00e3o pelo resto da vida. Mais tarde fui a uma pequena cidade do interior, chamada Osorno, no sul do Chile, porque tinha amigos universit\u00e1rios l\u00e1, ap\u00f3s participar de uma mesa redonda sobre a nova Constitui\u00e7\u00e3o; fui \u00e0 pra\u00e7a da cidade e l\u00e1 estavam pessoas dando aulas, era o que eles chamava de universidade da rua: historiadores do direito falaram com as pessoas sobre a hist\u00f3ria do direito no Chile.<\/p>\n<p><strong>E isso n\u00e3o foi uma coisa de poucas semanas.<\/strong><br \/>\nEssa perseveran\u00e7a tamb\u00e9m me impressionou. Em 15 de novembro se chegou a um acordo entre os partidos pol\u00edticos proposto pelo ent\u00e3o presidente Pi\u00f1era \u2014 um mau acordo na minha opini\u00e3o. Gabriel Boric o assinou, mas em a t\u00edtulo pessoal, n\u00e3o em nome do seu ent\u00e3o partido, a Converg\u00eancia Social. Apesar da assinatura desse acordo, o movimento continuou. Havia manifesta\u00e7\u00f5es o tempo todo, sextas-feiras eram dias de manifesta\u00e7\u00e3o, mesmo durante a pandemia. Achei extraordin\u00e1ria a persist\u00eancia do movimento.<\/p>\n<p>Eu havia voltado para Paris, mas continuei a documentar os protestos, lendo artigos, conversando com meus amigos chilenos. E fiquei na expectativa quando foi aberto o processo constitucional, o referendo de 25 de outubro de 2020. E logo vieram as elei\u00e7\u00f5es para a Assembleia Constituinte. Isso foi em maio de 2021. Depois veio a abertura do processo constituinte com a primeira reuni\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o Constituinte. Isso foi em julho de 2021. Eu acompanhei tudo isso.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da experi\u00eancia do rebeli\u00e3o chilena, meu interesse relaciona-se com a minha hist\u00f3ria pessoal. Eu era um jovem ativista em 1973, quando Pinochet deu seu golpe. E, claro, isso me impressionou porque eu tinha acompanhado o movimento da Unidade Popular e fiquei completamente atordoado com o golpe. Mas agora, para mim, o interesse pol\u00edtico e intelectual \u00e9 que algumas li\u00e7\u00f5es de tudo isso possam ser tiradas para toda a esquerda. Aponto especialmente para a vincula\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais com o processo constituinte, algo que considero absolutamente formid\u00e1vel. Pareceu-me que pela primeira vez, ou pelo menos uma das primeiras vezes na Am\u00e9rica Latina, havia uma revolu\u00e7\u00e3o acontecendo em nome da democracia, no sentido mais radical do termo, n\u00e3o do populismo autorit\u00e1rio, nem do globalismo neoliberal. Era a democracia em sua ess\u00eancia. H\u00e1 uma esp\u00e9cie de imagin\u00e1rio coletivo no movimento do 18 de outubro, que \u00e9 tamb\u00e9m o imagin\u00e1rio coletivo nas delibera\u00e7\u00f5es internas da Conven\u00e7\u00e3o Constitucional.<\/p>\n<p><strong>O seu livro aborda tamb\u00e9m os precedentes da rebeli\u00e3o chilena, mas distingue manifesta\u00e7\u00f5es e protestos anteriores da revolu\u00e7\u00e3o de 2019. A que se deve esta disrup\u00e7\u00e3o in\u00e9dita?<\/strong><br \/>\nAcredito que est\u00e1 ligada \u00e0 hist\u00f3ria do Chile contempor\u00e2neo, porque em 2019 h\u00e1 uma consci\u00eancia compartilhada por todos os atores, pelos manifestantes, mas n\u00e3o apenas pelos manifestantes. A consci\u00eancia de que a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds se deve ao bloqueio neoliberal. Isto \u00e9 muito importante. Tudo isso estava fermentando muito antes da rebeli\u00e3o chilena. Quando Pinochet perdeu o referendo em 1989 e foi for\u00e7ado a deixar o poder, uma sucess\u00e3o de presidentes eleitos democraticamente chegou, e ent\u00e3o a sociedade esperou pela mudan\u00e7a prometida. Um express\u00e3o usada, \u201ca alegria vir\u00e1\u201d, era um dos lemas dos democratas-crist\u00e3os na \u00e9poca. A alegria estava chegando e as pessoas estavam esperando por ela. Mas, \u201conde est\u00e1 a alegria\u201d, os chilenos se perguntavam. O regime continuou, j\u00e1 era democr\u00e1tico do ponto de vista das elei\u00e7\u00f5es, mas continuou com a mesma pol\u00edtica neoliberal. Era uma democracia consensual: um pacto com as for\u00e7as armadas e depois com os partidos da coliga\u00e7\u00e3o: a Democracia Crist\u00e3, os partidos socialistas. Esse pacto consistia em n\u00e3o mexer na Constitui\u00e7\u00e3o de Pinochet de 1980 e respeitar o conceito de Estado subsidi\u00e1rio. Em troca, as elei\u00e7\u00f5es governos alternativos eram permitidos, sem problemas. Mas, no fundo, o princ\u00edpio da subsidiariedade do Estado bloqueia tudo.<\/p>\n<p>Os movimentos vinham se chocando contra esse muro da pol\u00edtica neoliberal, sempre continuada pelos governos de concerta\u00e7\u00e3o e garantida pela vig\u00eancia da Constitui\u00e7\u00e3o. Foi isso que fez tudo explodir: j\u00e1 eram 30 anos batendo na mesma parede. Por esta raz\u00e3o, esses movimentos convergiram para produzir a rebeli\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>E como esses movimentos est\u00e3o relacionados?<\/strong><br \/>\nPrimeiro, podemos ver algumas diferen\u00e7as. H\u00e1 uma pesquisadora chilena, Daniela Schroder, de quem falo no livro, que usa essa imagem das tr\u00eas conflu\u00eancias que produzem a rebeli\u00e3o. Mas s\u00e3o movimentos \u2014 os feminismos, o movimento estudantil e o movimento mapuche \u2014 que n\u00e3o se situam na mesma escala de tempo, j\u00e1 que os mapuches remontam \u00e0s funda\u00e7\u00f5es coloniais do Estado chileno.<\/p>\n<p>Os que criaram o Estado chileno, entre 1860 e 1870, conseguiram fazer o trabalho que os espanh\u00f3is n\u00e3o haviam conclu\u00eddo: no final do s\u00e9culo XVI, os espanh\u00f3is pararam aproximadamente no rio Biob\u00edo e n\u00e3o avan\u00e7aram mais. Mas em 1860-1883 veio a guerra de pacifica\u00e7\u00e3o de La Araucan\u00eda, uma terr\u00edvel ofensiva. Esta guerra vai deixar sua marca. Quando os mapuches falam de como era tudo antes de 1883, eles sonham: aqui havia fartura, havia liberdade, t\u00ednhamos muita terra pr\u00f3pria\u2026 Depois, as coisas foram diferentes.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o movimento mapuche foi se reconstituindo, principalmente na \u00e9poca da implanta\u00e7\u00e3o da concerta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que estes governos, e em particular o presidido por Patricio Aylwin, fizeram muitas promessas a eles. Mas sempre foi sobre direitos culturais, nunca sobre direitos pol\u00edticos coletivos. Eles foram apenas informados: voc\u00ea tem uma cultura e voc\u00ea tem que valoriz\u00e1-la.<\/p>\n<p><strong>Essa \u00e9 uma caracter\u00edstica dos anos noventa.<\/strong><br \/>\nCom certeza, existe esse tipo de multiculturalismo neoliberal, essa \u00e9 a estrutura. Assim, a ala mais radical dos mapuches vai esbarrar neste muro, quando persistirem na reivindica\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. Uma luta que persistir\u00e1 at\u00e9 2019. No entanto, tamb\u00e9m \u00e9 preciso dizer que os mapuches estavam muitas vezes integrados a outros movimentos durante a rebeli\u00e3o. Em ess\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 um movimento homog\u00eaneo. Alguns mapuches dizem que os que vivem nas cidades n\u00e3o s\u00e3o realmente mapuches, mas 70% dos mapuches vivem nas cidades. Esses mapuches participam de manifesta\u00e7\u00f5es, s\u00e3o estudantes, s\u00e3o mulheres.<\/p>\n<p>O que faz a diferen\u00e7a \u00e9 que os movimentos feministas e estudantis t\u00eam uma orienta\u00e7\u00e3o transversal. Pego emprestada essa ideia de Karina Nohales. Significa que o feminismo atravessa todos os estratos da sociedade e \u00e9 capaz de criar ra\u00edzes, as pr\u00f3prias feministas s\u00e3o capazes de se apropriar das demandas ou reivindica\u00e7\u00f5es dos mapuches. N\u00e3o \u00e9 o contr\u00e1rio, \u00e9 mais nessa dire\u00e7\u00e3o. O mesmo vale para os estudantes. Em 2011 tamb\u00e9m houve bandeiras mapuches, foi uma orienta\u00e7\u00e3o transversal do movimento estudantil que reivindicava uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica gratuita e de qualidade: uma reivindica\u00e7\u00e3o que era transversal a toda a sociedade.<\/p>\n<p>Fiquei impressionada com a extraordin\u00e1ria vivacidade do feminismo chileno, que foi capaz de n\u00e3o reduzir o feminismo a uma quest\u00e3o de mulheres. \u00c9 sem d\u00favida por influ\u00eancia das feministas argentinas, porque na Argentina esse ciclo come\u00e7ou em 2015-2016. No Chile, as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es foram em 2017 e a primeira greve geral feminista em 2018. O que eu acho interessante, em \u00faltima an\u00e1lise, \u00e9 que s\u00f3 houve converg\u00eancia porque houve essa orienta\u00e7\u00e3o transversal.<\/p>\n<p><strong>Diante dessa transversaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos, o que vem acontecendo l\u00e1 de cima, como tem funcionado a democracia de consenso de que voc\u00ea fala em seu livro?<\/strong><br \/>\nA democracia baseada no consenso, no Chile, tem um papel muito importante. N\u00e3o se trata de acordos entre partidos, esse tipo de pacto existe em toda a Am\u00e9rica Latina, ou na Europa. O que \u00e9 pr\u00f3prio do Chile \u00e9 justamente essa ideologia de concerta\u00e7\u00e3o. O democrata-crist\u00e3o Edgardo Boeninger foi seu principal ide\u00f3logo. Muito em breve, em 1986, ele escreveu uma carta em que dizia \u2013 e \u00e9 importante ter presente essa data porque naqueles anos houve grandes protestos e manifesta\u00e7\u00f5es bastante radicais \u2013 \u201cprecisamos de paz, precisamos de consenso, precisamos de democracia\u201d.<\/p>\n<p>A ordem \u00e9 importante, porque as pessoas pensam em outra sequencialidade: h\u00e1 manifesta\u00e7\u00f5es, logo ela se apagam e ent\u00e3o Boeninger chega com os democratas-crist\u00e3os para dizer que h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. No entanto, os protestos de 1986 ainda eram massivos quando Boeninger chegou para dizer: \u201cj\u00e1 est\u00e1 bem, n\u00e3o devemos ser t\u00e3o radicais, devemos ser capazes de defender a democracia\u201d. Ele apela para a democracia consensual: o m\u00e9todo \u00e9 sempre chegar a acordos entre os partidos. Mas \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de garantir um certo n\u00famero de princ\u00edpios fundamentais. Por outro lado, a democracia de consenso n\u00e3o faz parte do patrim\u00f4nio pol\u00edtico do Chile. Em absoluto. A patrim\u00f4nio pol\u00edtico do Chile \u00e9 a cl\u00e1ssica democracia parlamentar com uma minoria e uma maioria. O interessante aqui \u00e9 que a democracia de consenso \u00e9 de fato uma democracia contra as maiorias.<\/p>\n<p><strong>De que maneira?<\/strong><br \/>\nSente-se que a maioria n\u00e3o leva suficientemente em conta os interesses das minorias. Que minorias? Acima de tudo empres\u00e1rios, a democracia consensual deve permitir a constru\u00e7\u00e3o de mecanismos que permitam o respeito a esta minoria. A democracia contra a qual Boeninger e a coaliz\u00e3o est\u00e3o lutando \u00e9 a democracia majorit\u00e1ria. Eles s\u00e3o contra a ideia de que a maioria deve prevalecer sobre a minoria. Portanto, deve haver consenso entre a minoria e a maioria.<\/p>\n<p>Boric continua a confiar na estrutura de consenso. Acho que foi em novembro de 2022 quando ele inaugurou uma est\u00e1tua em mem\u00f3ria de Aylwin e disse algo como: \u201coh, sim, daqui a dez ou 20 anos, Giorgio Jackson, Camilla Vallejo ou eu, poder\u00edamos ser lembrado como Aylwin \u00e9, eu ficaria feliz\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 dif\u00edcil pensar nesses cen\u00e1rios que partem da ruptura \u2014 penso tamb\u00e9m no caso grego, como exemplo \u2014 e acabam se reinserindo em um certo status quo anterior.<\/strong><br \/>\nRealmente muito complicado. Tudo depende tamb\u00e9m em grande parte da atitude dos partidos pol\u00edticos que comp\u00f5em a esquerda parlamentar. O Syriza \u00e9 um bom exemplo. Tinham o vento da mobiliza\u00e7\u00e3o popular a seu favor, ent\u00e3o chega nesse momento a amea\u00e7a da Troika da Uni\u00e3o Europeia, juntamente com os partidos de direita, e dizem-lhes que o que eles t\u00eam de fazer \u00e9 submeter-se. E o que eles fazem ent\u00e3o? Isso \u00e9 t\u00edpico da esquerda, grande parte da esquerda parlamentar diz a mesma coisa: \u201cVamos apelar ao povo para nos apoiar\u201d.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 sempre que eles n\u00e3o conseguem se articular, se apoiar nos movimentos sociais, se voltam para o povo em busca de apoio, para conseguir apoio eleitoral. \u00c9 sempre assim. O que aconteceu na Gr\u00e9cia foi terr\u00edvel, porque fizeram um referendo, obtiveram 60% de apoio e 15 dias depois decidiram capitular. Algo semelhante aconteceu no Chile. N\u00e3o quero personalizar a responsabilidade do Boric como indiv\u00edduo, trata-se do sistema partid\u00e1rio da esquerda parlamentar, todos voltaram a uma l\u00f3gica de concerta\u00e7\u00e3o. Eles dizem: estamos tentando chegar aos acordos que n\u00e3o sejam t\u00e3o ruins, fazer o poss\u00edvel, sempre com a ideia de que vamos limitar os danos. E isso \u00e9 uma terr\u00edvel ilus\u00e3o, porque quanto mais concess\u00f5es fazemos \u00e0 direita, mais eles querem.<\/p>\n<p>Infelizmente, esta \u00e9 uma experi\u00eancia hist\u00f3rica muito comum. Essa ideia de tentar parar a direita e dizer, ok, se a gente ceder um pouquinho eles v\u00e3o parar de nos pressionar e a gente pode discutir as coisas com calma. N\u00e3o, eles n\u00e3o v\u00e3o. O caso do Chile hoje \u00e9 terr\u00edvel porque o p\u00eandulo est\u00e1 voltando, como dizem. Tem esse movimento que vai muito, muito para a esquerda, com os movimentos sociais, a conven\u00e7\u00e3o constituinte, etc. E ent\u00e3o, uma vez que o Recha\u00e7o ocorre, em 4 de setembro de 2022, o p\u00eandulo volta e a direita se torna cada vez mais agressiva, cada vez mais arrogante. E o que fazem ent\u00e3o os partidos da esquerda parlamentar? O que Boric faz? Recuar. Recuar e recuar e recuar.<\/p>\n<p><strong>Com qual objetivo?<\/strong><br \/>\nEles imaginam que v\u00e3o conseguir conter a direita dentro de certos limites, mas vejam o que acabou de acontecer: chegou-se a um acordo no dia 12 de dezembro, eu falo disso no pref\u00e1cio da edi\u00e7\u00e3o em espanhol do meu livro, porque j\u00e1 suspeitava naquela \u00e9poca que o que viria depois do acordo seria terr\u00edvel. E assim foi: o 7 de maio foi um desastre eleitoral, a esquerda parlamentar perdeu em todos os aspectos.<\/p>\n<p>No in\u00edcio falaram que chegariam a um acordo, que seria melhor. Um mau neg\u00f3cio \u00e9 melhor do que nenhum acordo. Eles conseguiram o acordo, exceto que Kast n\u00e3o o assinou. Ent\u00e3o todos os partidos da esquerda parlamentar assinaram o acordo junto com a direita\u2026 Nem me atrevo a dizer moderado, porque a direita moderada no Chile \u00e9 uma direita bastante agressiva. Esse \u00e9 um bom exemplo. Eles perderam tudo. Quiseram limitar os estragos e perderam as elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 uma reflex\u00e3o entre os que se mobilizaram no Chile, que tamb\u00e9m se reflete em seu livro, que questiona se os movimentos sociais estavam muito \u00e0 frente, muito na vanguarda, e esqueceram, antes da conven\u00e7\u00e3o constituinte, que os movimentos sociais s\u00e3o n\u00e3o a sociedade.<\/strong><br \/>\nSim, os movimentos sociais no Chile se politizaram muito, muito rapidamente. Era como se os jovens que participaram das manifesta\u00e7\u00f5es estivessem refazendo o mundo a cada dia. E havia uma pequena fra\u00e7\u00e3o da sociedade que os seguia. Mas a grande maioria n\u00e3o. Por isso eu insisto muito: movimentos sociais e sociedade n\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa, mas na maioria das vezes as pessoas que est\u00e3o h\u00e1 tr\u00eas anos participando de movimentos sociais t\u00eam dificuldade de aceitar isso. \u00c9 dif\u00edcil para eles aceitarem a ideia de que n\u00e3o trabalharam o suficiente com as classes trabalhadoras para que elas acompanhem, para que elas aderirem \u00e0s ideias.<\/p>\n<p>As mais l\u00facidas nesse contexto s\u00e3o as feministas chilenas, que realizaram em fevereiro passado o quinto Encontro Nacional, que foi a Confer\u00eancia Plurinacional de Mulheres e Dissidentes em Luta. Fizeram um documento resumido. A primeira vez que o li achei extraordin\u00e1rio, elas mesmas disseram: no \u00faltimo cap\u00edtulo havia um par\u00e1grafo inteiro sobre n\u00e3o ter feito o suficiente para atingir as mulheres dos bairros populares.<\/p>\n<p><strong>Como se faz essa pedagogia pol\u00edtica diante dessa subjetividade neoliberal de que voc\u00ea fala no livro, e que estaria t\u00e3o consolidada?<\/strong><br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil porque, por um lado, houve o que poder\u00edamos chamar de uma subjetiva\u00e7\u00e3o coletiva que permitiu que uma certa minoria se libertasse das garras do neoliberalismo. Mas, ao mesmo tempo, o grosso da sociedade permanece completamente dependente dele. E \u00e9 que a subjetividade neoliberal n\u00e3o \u00e9 uma subjetiva\u00e7\u00e3o coletiva, \u00e9 uma subjetiva\u00e7\u00e3o individual, que est\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o com a d\u00edvida, na rela\u00e7\u00e3o com o consumo, na rela\u00e7\u00e3o com a moradia, com a previd\u00eancia privada.<\/p>\n<p>O que chama a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 que, muitas vezes, s\u00e3o as pessoas que n\u00e3o t\u00eam nada ou quase nada, que t\u00eam demonstrado um apego mais forte \u00e0 propriedade, dizendo: ah, a conven\u00e7\u00e3o constitucional vai nos privar das poucas coisas que temos: n\u00e3o sabemos realmente o que vai acontecer, mas temos medo. A subjetiva\u00e7\u00e3o neoliberal causa medo da democracia radical. N\u00e3o ignore, n\u00e3o se engane. Se tomarmos a Constitui\u00e7\u00e3o de 1980 como ponto de partida, s\u00e3o 40 anos de exposi\u00e7\u00e3o a essa subjetiva\u00e7\u00e3o. Ou se voc\u00ea considerar a grande virada neoliberal das Juntas Militares de Pinochet, em 1975, s\u00e3o quase 50 anos. Isso transforma as pessoas por dentro.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, o recha\u00e7o da nova Constitui\u00e7\u00e3o legitimou a coaliz\u00e3o e a Constitui\u00e7\u00e3o de Pinochet?<\/strong><br \/>\n\u00c9 mais complicado, a recha\u00e7o aos partidos pol\u00edticos tradicionais ainda hoje \u00e9 muito forte. H\u00e1 outros fatores: foi a primeira vez que o voto foi obrigat\u00f3rio. Fiquei impressionado no dia 4 de setembro com as imagens de pessoas fazendo fila em frente \u00e0s se\u00e7\u00f5es eleitorais, algumas delas vindas de longe. Se n\u00e3o tivessem o carimbo de que votaram, corriam o risco de multa. As pessoas s\u00e3o obrigadas a ir votar, muitas n\u00e3o sabem em quem, se abst\u00eam ou votam nos partidos que s\u00e3o a favor do recha\u00e7o. Mas isso n\u00e3o \u00e9 necessariamente um apoio ao sistema de concerta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 que queiram voltar a esse sistema. Esse \u00e9 exatamente um dos grandes erros de Boric.<\/p>\n<p>Boric pensa depois do recha\u00e7o que \u00e9 preciso voltar ao acordo, ent\u00e3o d\u00e1 o exemplo. Mas j\u00e1 n\u00e3o estamos no contexto que deu origem \u00e0 concerta\u00e7\u00e3o. Acabou-se. Os anos 90, 2000 e 2010 acabaram. As pessoas lutam no presente, mas o fazem com a mente obscurecida pelos fantasmas do passado. Essa \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>No livro que voc\u00ea fala sobre o enfastiamento, movimentos ao redor do mundo t\u00eam se articulado em torno dessa ideia de n\u00e3o aguentar mais as coisas como elas s\u00e3o. E, no entanto, acabam se deparando com esse tipo de retra\u00e7\u00e3o constante, acompanhado de repress\u00e3o.<\/strong><br \/>\nIsso \u00e9 o que eu estava dizendo sobre o p\u00eandulo que vai e volta, que \u00e9 o que eu acho que est\u00e1 acontecendo no Chile. Ou seja: quanto mais radical a revolu\u00e7\u00e3o, mais violenta a rea\u00e7\u00e3o. Existe essa ideia de que \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio apagar o que aconteceu da mem\u00f3ria dos chilenos. E tem muita gente, at\u00e9 quem participou de movimentos sociais, que n\u00e3o lembra o que aconteceu e o que viveu. Do que participamos? J\u00e1 n\u00e3o fica nada. Ningu\u00e9m fala mais sobre isso. \u00c9 como se todos os vest\u00edgios fossem apagados. N\u00e3o se pode apagar todos os rastros f\u00edsicos, mas pode tentar apagar da mente os rastros da rebeli\u00e3o, e \u00e9 isso que est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n<p>Inclusive, h\u00e1 pessoas que participaram do movimento que, \u00e0s vezes, t\u00eam vergonha de dizer isso. Isso \u00e9 terr\u00edvel. S\u00e3o apenas os jovens ou muito jovens que querem continuar, que dizem para si mesmos, temos que retomar a luta, temos que reconstruir movimentos mais s\u00f3lidos do que os que constru\u00edmos no passado.<\/p>\n<p><strong>O que a rebeli\u00e3o chilena deixa para tr\u00e1s, o que esses momentos disruptivos deixam para o futuro?<\/strong><br \/>\n\u00c9 bom pensar no futuro, \u00e9 justamente isso que me chamou a aten\u00e7\u00e3o. Por isso adotei a ideia de \u201cA mem\u00f3ria do futuro\u201d, elaborada pelas feministas chilenas. A princ\u00edpio me perguntei o que significa a mem\u00f3ria do futuro, se o objeto da mem\u00f3ria \u00e9 o passado, n\u00e3o o futuro. E, no final, percebi que \u00e9 uma \u00f3tima express\u00e3o e pensei, oh la la, esse \u00e9 o t\u00edtulo do meu livro, n\u00e3o preciso procurar mais. As feministas disseram em todos os debates: \u201cN\u00e3o buscamos reproduzir, n\u00e3o buscamos repetir, n\u00e3o buscamos voltar, isso n\u00e3o \u00e9 problema nosso\u201d. Da\u00ed a mem\u00f3ria do futuro, o que significa que temos que ter em mente para onde queremos ir agora no presente. Recordar do que queremos focar coletivamente no presente.<\/p>\n<p>Estamos no presente, agimos no presente. Mas, ao mesmo tempo, fazemos isso pensando a partir de um olhar para o futuro. N\u00e3o se trata de um futuro distante, aquele que chegar\u00e1 em dez anos. N\u00e3o, o futuro \u00e9 tarefa coletiva. Acho extraordin\u00e1ria essa ideia das feministas. O futuro \u00e9 amanh\u00e3. Essa \u00e9 a perspectiva que devemos abrir, \u00e9 o que temos que discutir. \u00c9 importante porque a ideia est\u00e1 aberta \u00e0 delibera\u00e7\u00e3o coletiva. O futuro n\u00e3o se escreve, constr\u00f3i-se no presente, mas sem ser prisioneiro do presente. Essa \u00e9 a grande vantagem da ideia de \u201cmem\u00f3ria do futuro\u201d.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tra\u00e7a uma rela\u00e7\u00e3o entre delibera\u00e7\u00e3o e imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/strong><br \/>\n\u00c9 verdade. E \u00e9 que assim que comecei a olhar para o que estava acontecendo no Chile, descobri que havia muita imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica l\u00e1. Quase em todos os momentos, em todas as etapas de minha pesquisa, encontrei essa imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica: tanto no in\u00edcio, quando a rebeli\u00e3o eclodiu em todas as dire\u00e7\u00f5es \u2014 o que havia nos protestos foi um extraordin\u00e1rio exerc\u00edcio de imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u2014, quanto durante a conven\u00e7\u00e3o constituinte.<\/p>\n<p>Quando deliberamos, a imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica se refere a tentar imaginar o que vai ser deliberado. O que finalmente ser\u00e1 decidido coletivamente \u00e9 justamente o que n\u00e3o existe, porque \u00e9 o futuro. Mas, ao mesmo tempo, esses momentos representam a possibilidade de fazer algo para ir em dire\u00e7\u00e3o a este futuro, para trabalhar na sua constru\u00e7\u00e3o. O movimento em torno da rebeli\u00e3o chilena, o trabalho da conven\u00e7\u00e3o constitucional, esses s\u00e3o realmente os dois momentos em que me pareceu que a primazia foi restaurada \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea revela uma contradi\u00e7\u00e3o entre essa perspectiva deliberativa, a da imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, e uma certa tend\u00eancia ao presidencialismo que frustra a abertura.<\/strong><br \/>\nRoberto Gargarella, constitucionalista argentino, analisa o presidencialismo desde o processo constituinte do M\u00e9xico em 1917. Seu olhar tem peso porque h\u00e1 profundidade, h\u00e1 um campo hist\u00f3rico sobre o qual se baseia. O que quero dizer \u00e9 que o que \u00e9 especificamente latino-americano, como diz Gargarella, \u00e9 esse tipo de dualidade: momentos em que h\u00e1 uma grande radicaliza\u00e7\u00e3o do ponto de vista dos direitos sociais, como no caso da revolu\u00e7\u00e3o mexicana, mas, por outro lado, a estrutura de poder dentro do Estado n\u00e3o muda, h\u00e1 apenas pequenas corre\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quando eu era jovem, tinha muitas esperan\u00e7as na Am\u00e9rica Latina. Nossa gera\u00e7\u00e3o foi muito marcada pelo que aconteceu l\u00e1, discutimos a estrat\u00e9gia de Hugo Blanco no Peru, quer\u00edamos reinventar o mundo a partir do que a Am\u00e9rica Latina tinha a oferecer. Continuamos a faz\u00ea-lo, como no Chile. O que vemos \u00e9 que o problema \u00e9 que esse presidencialismo persiste, mesmo quando os direitos sociais s\u00e3o reconhecidos. O presidencialismo ainda \u00e9 a parte da velha estrutura do Estado que permanece inalterada. Mesmo quando h\u00e1 desdobramentos interessantes, como o de Evo Morales na Bol\u00edvia, quando s\u00e3o introduzidos mecanismos de participa\u00e7\u00e3o popular no poder. Por\u00e9m, quando Evo quis se candidatar \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o pela quarta vez, deixou isso de lado e s\u00f3 pensou no que lhe permitiria ser eleito. Ent\u00e3o conseguiu que a Justi\u00e7a Eleitoral modificasse a Constitui\u00e7\u00e3o, excepcionalmente para ele. E isso, infelizmente, aconteceu em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>Como a ideia de constitucionalismo deliberativo atua contra esse presidencialismo.<\/strong><br \/>\nPara mim, o constitucionalismo deliberativo \u00e9 a alternativa que questiona o presidencialismo. N\u00e3o sou necessariamente contra o papel do Presidente da Rep\u00fablica, mas sou contra a concess\u00e3o de poderes excepcionais e extraordin\u00e1rios. Por exemplo, no Chile, o presidente, mesmo no \u00e2mbito do projeto da nova Constitui\u00e7\u00e3o, tinha poder excepcional em mat\u00e9ria or\u00e7ament\u00e1ria para o gasto p\u00fablico. Ele tinha o direito de fazer propostas por conta pr\u00f3pria e at\u00e9 de pressionar o Parlamento a adot\u00e1-las. Isso \u00e9 mortal. O constitucionalismo deliberativo aposta que a delibera\u00e7\u00e3o pode prevalecer em todos os n\u00edveis da vida constitucional.<\/p>\n<p>Sempre tivemos a ideia de uma Constitui\u00e7\u00e3o como uma esp\u00e9cie de salvaguarda da democracia. Mas o que \u00e9 lament\u00e1vel \u00e9 o fato de que as constitui\u00e7\u00f5es s\u00e3o concebidas antes de mais nada como salvaguardas contra a democracia. Por outro lado, o velho mundo, a velha Europa, mostrou que os poderes presidenciais s\u00e3o algo bastante pernicioso. Macron \u00e9 o exemplo: faz o que quer porque existe uma Constitui\u00e7\u00e3o \u2013 da \u00e9poca de De Gaulle \u2013 que o permite. Eu disse aos meus amigos chilenos: Macron tem o direito de validar, por exemplo, a reforma da previd\u00eancia, mesmo que o Parlamento diga n\u00e3o. Ele n\u00e3o se importa, ele fez isso, apelando para o artigo 49.3 da Constitui\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o velho mundo, e eu esperava, ou espero, que a Am\u00e9rica Latina pudesse liderar algo diferente.<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: Dardot: \u201cApostemos na mem\u00f3ria do futuro\u201d &#8211; Editora Elefante &#8211; https:\/\/elefanteeditora.com.br\/dardot-apostemos-na-memoria-do-futuro\/?utm_source=Not%C3%ADcias+da+Editora+Elefante&amp;utm_campaign=2fb70e2112-EMAIL_CAMPAIGN_2023_06_30_05_47_COPY_01&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_-4f137cd635-%5BLIST_EMAIL_ID%5D&amp;goal=0_3b69653244-2fb70e2112-151449053&amp;mc_cid=2fb70e2112&amp;mc_eid=0ac7cd7efd<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sarah Babiker &#8211;\u00a0Entre a an\u00e1lise da puls\u00e3o revolucion\u00e1ria e a raz\u00e3o neoliberal que a engana e sufoca, encontra-se a obra do fil\u00f3sofo e professor Pierre Dardot (Paris, 1952). Este especialista em Hegel e Marx, autor de obras essenciais como A escolha da guerra civil: uma outra hist\u00f3ria do neoliberalismo (Elefante, 2021), busca mostrar ferramentas para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19606,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2],"tags":[70],"class_list":["post-19605","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica","tag-neoliberalismo"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Apostemos na mem\u00f3ria do futuro - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Apostemos na mem\u00f3ria do futuro - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Sarah Babiker &#8211;\u00a0Entre a an\u00e1lise da puls\u00e3o revolucion\u00e1ria e a raz\u00e3o neoliberal que a engana e sufoca, encontra-se a obra do fil\u00f3sofo e professor Pierre Dardot (Paris, 1952). Este especialista em Hegel e Marx, autor de obras essenciais como A escolha da guerra civil: uma outra hist\u00f3ria do neoliberalismo (Elefante, 2021), busca mostrar ferramentas para [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Controversia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-07-21T15:21:21+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-08-02T22:22:48+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/dardot.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"400\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"267\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"24 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"headline\":\"Apostemos na mem\u00f3ria do futuro\",\"datePublished\":\"2023-07-21T15:21:21+00:00\",\"dateModified\":\"2023-08-02T22:22:48+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/\"},\"wordCount\":4572,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/07\\\/dardot.jpg?fit=400%2C267&ssl=1\",\"keywords\":[\"Neoliberalismo\"],\"articleSection\":[\"Pol\u00edtica\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/\",\"name\":\"Apostemos na mem\u00f3ria do futuro - Controversia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/07\\\/dardot.jpg?fit=400%2C267&ssl=1\",\"datePublished\":\"2023-07-21T15:21:21+00:00\",\"dateModified\":\"2023-08-02T22:22:48+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/07\\\/dardot.jpg?fit=400%2C267&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/07\\\/dardot.jpg?fit=400%2C267&ssl=1\",\"width\":400,\"height\":267},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2023\\\/07\\\/21\\\/apostemos-na-memoria-do-futuro\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Apostemos na mem\u00f3ria do futuro\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\",\"name\":\"Controversia\",\"description\":\"Um site de leitura e debate\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\",\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"width\":1015,\"height\":1024,\"caption\":\"Ricardo Alvarez\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\"},\"description\":\"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/controversia.com.br\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/Controversiascontemporaneas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/controversia\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/contro_versia\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Apostemos na mem\u00f3ria do futuro - Controversia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Apostemos na mem\u00f3ria do futuro - Controversia","og_description":"Sarah Babiker &#8211;\u00a0Entre a an\u00e1lise da puls\u00e3o revolucion\u00e1ria e a raz\u00e3o neoliberal que a engana e sufoca, encontra-se a obra do fil\u00f3sofo e professor Pierre Dardot (Paris, 1952). Este especialista em Hegel e Marx, autor de obras essenciais como A escolha da guerra civil: uma outra hist\u00f3ria do neoliberalismo (Elefante, 2021), busca mostrar ferramentas para [&hellip;]","og_url":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/","og_site_name":"Controversia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_published_time":"2023-07-21T15:21:21+00:00","article_modified_time":"2023-08-02T22:22:48+00:00","og_image":[{"width":400,"height":267,"url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/dardot.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Ricardo Alvarez","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia","twitter_site":"@contro_versia","twitter_misc":{"Escrito por":"Ricardo Alvarez","Tempo estimado de leitura":"24 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/"},"author":{"name":"Ricardo Alvarez","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"headline":"Apostemos na mem\u00f3ria do futuro","datePublished":"2023-07-21T15:21:21+00:00","dateModified":"2023-08-02T22:22:48+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/"},"wordCount":4572,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/dardot.jpg?fit=400%2C267&ssl=1","keywords":["Neoliberalismo"],"articleSection":["Pol\u00edtica"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/","url":"https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/","name":"Apostemos na mem\u00f3ria do futuro - Controversia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/dardot.jpg?fit=400%2C267&ssl=1","datePublished":"2023-07-21T15:21:21+00:00","dateModified":"2023-08-02T22:22:48+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/dardot.jpg?fit=400%2C267&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/dardot.jpg?fit=400%2C267&ssl=1","width":400,"height":267},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2023\/07\/21\/apostemos-na-memoria-do-futuro\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/controversia.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Apostemos na mem\u00f3ria do futuro"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website","url":"https:\/\/controversia.com.br\/","name":"Controversia","description":"Um site de leitura e debate","publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/controversia.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2","name":"Ricardo Alvarez","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","contentUrl":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","width":1015,"height":1024,"caption":"Ricardo Alvarez"},"logo":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png"},"description":"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.","sameAs":["http:\/\/controversia.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/controversia\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/contro_versia"]}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/dardot.jpg?fit=400%2C267&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19605","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19605"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19605\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19676,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19605\/revisions\/19676"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19606"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}