{"id":18482,"date":"2022-11-05T12:42:46","date_gmt":"2022-11-05T15:42:46","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=18482"},"modified":"2022-11-02T17:45:52","modified_gmt":"2022-11-02T20:45:52","slug":"persistencia-de-chacinas-no-brasil-esta-ligada-a-criminalizacao-de-pobres-e-negros-diz-antropologa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2022\/11\/05\/persistencia-de-chacinas-no-brasil-esta-ligada-a-criminalizacao-de-pobres-e-negros-diz-antropologa\/","title":{"rendered":"Persist\u00eancia de chacinas no Brasil est\u00e1 ligada \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o de pobres e negros, diz antrop\u00f3loga"},"content":{"rendered":"<p><strong>LIANA COLL<\/strong> &#8211; Ap\u00f3s 30 anos do massacre do Carandiru, evento na Unicamp vai reunir pesquisadores e sobreviventes do c\u00e1rcere.<\/p>\n<p>Um dos massacres mais letais da hist\u00f3ria do Brasil ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 pessoas foram assassinadas na penitenci\u00e1ria do Carandiru, em S\u00e3o Paulo. Mas esse n\u00e3o foi um fato isolado e tampouco se restringe \u00e0s penitenci\u00e1rias. S\u00f3 em 2021, for\u00e7as policiais foram respons\u00e1veis por 46 chacinas em comunidades da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro. A fim de discutir a persist\u00eancia dessas a\u00e7\u00f5es violentas no pa\u00eds, no dia 28 de setembro ocorre na Unicamp o evento\u00a0<em>Massacres e(m) Democracias: 30 anos do massacre do Carandiru<\/em>, com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores e sobreviventes do c\u00e1rcere.<\/p>\n<p>Para a antrop\u00f3loga Juliana Farias, uma das palestrantes do evento, as chacinas refletem a criminaliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra e pobre do pa\u00eds. \u201cExiste no Brasil uma l\u00f3gica b\u00e9lica de c\u00e1lculo e de constru\u00e7\u00e3o da figura de um inimigo que vem desde o per\u00edodo colonial e se atualiza no dia de hoje. As popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e negras sofrem de uma maneira que a popula\u00e7\u00e3o branca brasileira desconhece. Isso \u00e9 muito marcado em posi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o institucionais e de Estado\u201d, explica.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/ju-man_juliana-farias_20220922_interna.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"Foto de uma mulher que aparece da cintura para cima. Ela \u00e9 branca, tem o cabelo curto e preto. Est\u00e1 usando \u00f3culos e uma blusa pink.\" \/><br \/>\n<em>Para a antrop\u00f3loga Juliana Farias, chacinas refletem a criminaliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra e pobre do pa\u00eds<\/em><\/p>\n<p>A pesquisadora desenvolve h\u00e1 20 anos estudos sobre a viol\u00eancia de Estado no Rio de Janeiro. Para ela, tanto as chacinas como o encarceramento em massa s\u00e3o formas de elimina\u00e7\u00e3o de pessoas consideradas inimigas pelo Estado. \u201c\u00c9 um c\u00e1lculo de elimina\u00e7\u00e3o que acontece por meio de execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias e \u00a0do encarceramento. Essas popula\u00e7\u00f5es que foram constru\u00eddas como sendo perigosas, historicamente, s\u00e3o as que mais sofrem com a viol\u00eancia de Estado.\u201d<\/p>\n<p>Desde 2004, Farias, que \u00e9 pesquisadora colaboradora do N\u00facleo de Estudos de G\u00eanero Pagu da Unicamp, tem se dedicado a acompanhar a luta por justi\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s chacinas. Protagonizada por mulheres, principalmente m\u00e3es de v\u00edtimas, essa busca por responsabiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 marcada por assimetrias. No Rio de Janeiro, 98% dos casos de morte ocorridos em opera\u00e7\u00f5es policiais s\u00e3o arquivados.<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente fala desses movimentos, \u00e9 uma minoria que tem coragem de seguir, porque h\u00e1 persegui\u00e7\u00e3o. S\u00e3o pessoas que recebem intimida\u00e7\u00f5es na porta de casa e amea\u00e7as contra a vida. Falamos de um cen\u00e1rio de luta que \u00e9 muito assim\u00e9trico e que d\u00e1 provas tamb\u00e9m de que s\u00e3o atua\u00e7\u00f5es marcadas por um racismo institucional muito forte, mesmo na percep\u00e7\u00e3o dos operadores do direito e dos profissionais que atuam julgando e produzindo o que deveria ser a justi\u00e7a\u201d, afirma.<\/p>\n<p>As dificuldades na busca por justi\u00e7a s\u00e3o ilustradas tamb\u00e9m pelo caso do Carandiru, cujos desdobramentos legais persistem ainda hoje. Al\u00e9m da anula\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o dos policiais pelo Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, posteriormente restabelecida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Barroso, a Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica da C\u00e2mara dos Deputados aprovou no dia 2 de agosto um projeto que anistia os policiais militares condenados por sua atua\u00e7\u00e3o no massacre.<\/p>\n<p><strong>\u201cAuto de resist\u00eancia\u201d ou execu\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<p>Como exemplo das assimetrias existentes nos processos envolvendo as chacinas, a antrop\u00f3loga lembra que o primeiro a ser ouvido, quando da apura\u00e7\u00e3o do caso, \u00e9 o respons\u00e1vel pela morte. \u201cNo registro das ocorr\u00eancias, o primeiro a falar \u00e9 o policial, explicando o que aconteceu. Ent\u00e3o a fam\u00edlia j\u00e1 come\u00e7a tendo que provar outra vers\u00e3o\u201d, explica. Falta de preserva\u00e7\u00e3o da cena do crime e da arma utilizada dificultam a coleta de provas.<\/p>\n<p>Em muitos casos, as mortes s\u00e3o justificadas por esses agentes como \u201cauto de resist\u00eancia\u201d. Apesar de essa figura jur\u00eddica n\u00e3o existir, \u00e9 comum que ela seja utilizada enquanto uma justificativa para mortes em casos de suposta leg\u00edtima defesa. Por\u00e9m, conforme a pesquisa\u00a0<em>Autos de resist\u00eancia: uma an\u00e1lise dos homic\u00eddios cometidos por policiais no Rio de Janeiro (2001-2011),<\/em>\u00a0coordenada pelo professor Michel Misse, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), h\u00e1 fortes ind\u00edcios de execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias em registros de \u201cauto de resist\u00eancia\u201d. Misse diz ainda que, muitas vezes, policiais alegam terem prestado socorro para que a cena do homic\u00eddio n\u00e3o precise ser preservada; no momento da presta\u00e7\u00e3o de socorro, por\u00e9m, corpos j\u00e1 est\u00e3o sendo levados para longe do local do ocorrido.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um registro criado pela ditadura militar no Brasil. Quando isso se deu pela primeira vez, foi para justificar uma morte que aconteceu durante uma opera\u00e7\u00e3o policial. Depois, isso foi se tornando uma pr\u00e1tica sistem\u00e1tica, uma burocracia padr\u00e3o. \u00d3rg\u00e3os de defesa dos direitos humanos passaram a estudar a pr\u00e1tica e entendem a necessidade de um exame mais minucioso desse tipo de situa\u00e7\u00e3o\u201d, explica Farias.<\/p>\n<p>Por isso, uma das estrat\u00e9gias das fam\u00edlias \u00e9 lutar para que haja per\u00edcia independente. Pelas marcas no corpo, \u00e9 poss\u00edvel saber como foi efetuado o disparo e reconstituir os fatos. \u201cOs corpos trazem evid\u00eancias pelo tipo de les\u00e3o. H\u00e1 marcas nos corpos das v\u00edtimas que provam, por exemplo, que foi uma execu\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria. Se a pessoa tem marca de tiros nos antebra\u00e7os, como que ela estava atirando no policial? Outra situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 muito comum s\u00e3o v\u00edtimas com tiro de fuzil na nuca, disparados de cima para baixo. Provavelmente essa pessoa estava de joelhos, rendida.\u201d<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/ju-man_juliana-farias_20220922_mosaico.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"Composi\u00e7\u00e3o com tr\u00eas fotos de uma mulher que aparece da cintura para cima. Ela \u00e9 branca, tem o cabelo curto e preto. Est\u00e1 usando \u00f3culos e uma blusa pink.\" \/><br \/>\n<em>\u00c9 comum que leg\u00edtima defesa seja utilizada para justificar viol\u00eancia e mortes<\/em><\/p>\n<p>Um dos casos mais emblem\u00e1ticos da utiliza\u00e7\u00e3o ileg\u00edtima do \u201cauto de resist\u00eancia\u201d ocorreu em 1996. Maicon de Souza Silva, de 2 anos, foi morto em Acari, no Rio de Janeiro. O registro da morte foi de \u201cauto de resist\u00eancia\u201d e n\u00e3o houve apura\u00e7\u00e3o sobre o crime na Justi\u00e7a brasileira. O caso prescreveu e foi parar na Corte Interamericana de Direitos Humanos.<\/p>\n<p><strong>M\u00faltiplas camadas de viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Desde casos de morte a casos de constrangimento no cotidiano de moradores, s\u00e3o m\u00faltiplas as camadas de viol\u00eancia que Juliana Farias se dedica a acompanhar. Atualmente, ela tamb\u00e9m acompanha casos de viol\u00eancia de g\u00eanero em contextos militarizados. Em uma cartografia realizada com outras pesquisadoras e moradoras de comunidades, a antrop\u00f3loga identificou situa\u00e7\u00f5es de ass\u00e9dio que ocorrem durante abordagens policiais, al\u00e9m de invas\u00f5es a casas que atingem de forma diferente as meninas e mulheres, cuja privacidade \u00e9 violada constantemente.<\/p>\n<p>Os relatos mais comuns s\u00e3o de ass\u00e9dio por parte de agentes. \u201cN\u00f3s, que somos mulheres, at\u00e9 antecipamos situa\u00e7\u00f5es de ass\u00e9dio, treinamos algumas rea\u00e7\u00f5es de resposta, ficamos mais atentas dependendo do lugar ou se est\u00e1 escuro. Vamos criando estrat\u00e9gias. Mas quem n\u00e3o mora na favela n\u00e3o precisa se preparar para um tipo de abordagem como essa, que est\u00e1 sendo realizada por um homem fardado e armado, muitas vezes com um fuzil.\u201d<\/p>\n<p>As abordagens, ainda, variam conforme vai sendo identificada, pelos policiais, a orienta\u00e7\u00e3o sexual dos envolvidos. \u201cNesses contextos militarizados, as pessoas que t\u00eam determinados marcadores de g\u00eanero, de sexualidade, de ra\u00e7a v\u00e3o sofrer viol\u00eancias diferenciadas. Se numa abordagem, por exemplo, os policiais identificam que h\u00e1 homens gays, esses jovens muitas vezes s\u00e3o obrigados a fazerem sexo oral nos pr\u00f3prios agentes, coisa que n\u00e3o acontece se for outro tipo de jovem que \u00e9 identificado como heterossexual\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>Esses atos de viol\u00eancia, conforme a pesquisadora, n\u00e3o costumam se transformar em den\u00fancias, mas n\u00e3o devem ser menosprezados. \u201cS\u00e3o camadas e camadas de viol\u00eancia. E essas n\u00e3o fazem parte de um relat\u00f3rio de den\u00fancias sobre viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos porque ningu\u00e9m morreu. Mas n\u00e3o tem como hierarquizar os atos de viol\u00eancia. S\u00e3o processos complexos que t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com g\u00eanero, ra\u00e7a, territ\u00f3rio e viol\u00eancia do Estado.\u201d<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/ju-man_juliana-farias_20220922_interna2.jpg?w=640&#038;ssl=1\" alt=\"Foto mostra mulheres caminhando em uma manifesta\u00e7\u00e3o na rua. Elas carregam cartazes.\" \/><br \/>\n<em>Responsabiliza\u00e7\u00e3o de crimes \u00e9 protagonizada por mulheres, principalmente m\u00e3es de v\u00edtimas<\/em><\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o por justi\u00e7a, afirma Farias, \u00e9 fundamental para que os casos n\u00e3o sejam arquivados. \u201cOs casos que caminham mais na Justi\u00e7a s\u00e3o aqueles que as fam\u00edlias e o movimento social est\u00e3o acompanhando, fazendo atos nos dias de audi\u00eancia e julgamentos, nas portas dos f\u00f3runs, na porta do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Existe uma interpreta\u00e7\u00e3o muito correta por parte desses movimentos de que cada inst\u00e2ncia do Estado \u00e9 respons\u00e1vel por essa pol\u00edtica de morte, que acontece n\u00e3o s\u00f3 devido ao policial que est\u00e1 na ponta.\u201d<\/p>\n<p><strong>Evento re\u00fane sobreviventes do Carandiru e pesquisadores<\/strong><\/p>\n<p>As diversas perspectivas de an\u00e1lise da viol\u00eancia de Estado e de mobiliza\u00e7\u00e3o por justi\u00e7a s\u00e3o abordadas no evento\u00a0<em>Massacres e(m) Democracias: 30 anos do massacre do Carandiru<\/em>. \u201cO massacre do Carandiru \u00e9 muito representativo do tipo de viol\u00eancia que o Estado brasileiro \u00e9 capaz de produzir. Esse caso est\u00e1 completando 30 anos e tem respostas incompletas. A gente espera que venham, mas tudo o que foi mostrado pelo Estado at\u00e9 agora vai no caminho inverso. A condena\u00e7\u00e3o do coronel Ubiratan [Guimar\u00e3es, comandante da invas\u00e3o que resultou nas 111 mortes] foi anulada. \u00c9 o Estado autorizando esse tipo de viol\u00eancia\u201d, avalia Farias.<\/p>\n<p>Todas as mesas de debate contam com a participa\u00e7\u00e3o de sobreviventes do Carandiru e do c\u00e1rcere, que tamb\u00e9m far\u00e3o rodas de conversa na Biblioteca Beth Lobo, no pr\u00e9dio do Pagu. Para a antrop\u00f3loga, esse ser\u00e1 um importante momento para fortalecer parcerias com os movimentos que protagonizam a luta por justi\u00e7a. \u201cA gente ainda precisa falar que o Brasil \u00e9 o terceiro pa\u00eds que mais encarcera no mundo, que existe uma autoriza\u00e7\u00e3o para matar institucionalizada. Quem protagoniza a luta por justi\u00e7a est\u00e1 do lado de fora da universidade, e a universidade pode apoiar a luta de uma maneira muito efetiva, entendendo esse lugar, que \u00e9 um lugar de apoio, de parceria e de troca.\u201d<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: Persist\u00eancia de chacinas no Brasil est\u00e1 ligada \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o de pobres e negros, diz antrop\u00f3loga | Unicamp &#8211; https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/noticias\/2022\/09\/27\/persistencia-de-chacinas-no-brasil-esta-ligada-criminalizacao-de-pobres-e<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LIANA COLL &#8211; Ap\u00f3s 30 anos do massacre do Carandiru, evento na Unicamp vai reunir pesquisadores e sobreviventes do c\u00e1rcere. Um dos massacres mais letais da hist\u00f3ria do Brasil ocorreu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 pessoas foram assassinadas na penitenci\u00e1ria do Carandiru, em S\u00e3o Paulo. 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