{"id":17856,"date":"2022-05-20T12:55:57","date_gmt":"2022-05-20T15:55:57","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=17856"},"modified":"2022-05-20T08:58:48","modified_gmt":"2022-05-20T11:58:48","slug":"para-onde-vai-o-trabalho-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2022\/05\/20\/para-onde-vai-o-trabalho-no-brasil\/","title":{"rendered":"Para onde vai o trabalho no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>Marcio Pochmann<\/strong> &#8211; O projeto ocidental de constru\u00e7\u00e3o do povo da mercadoria ultrapassou cinco s\u00e9culos de exist\u00eancia no interior das terras at\u00e9 ent\u00e3o habitadas pelos povos ind\u00edgenas h\u00e1 v\u00e1rios mil\u00eanios. Durante todo esse per\u00edodo hist\u00f3rico, tr\u00eas m\u00f3dulos distintos de uso do trabalho foram impostos ao que se constituiu como Brasil.<\/p>\n<p>Inicialmente, trazido pelo colonizador portugu\u00eas, o m\u00f3dulo do trabalho for\u00e7ado foi estabelecido por quase quatro s\u00e9culos. Atrav\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o colonial, a denominada escravid\u00e3o moderna permitiu fomentar a primeira cadeia global de valor durante a longa fase mercantilista, antecipadora do sistema capitalista no mundo.<\/p>\n<p>Isto porque a col\u00f4nia portuguesa de explora\u00e7\u00e3o definida no interior do continente amer\u00edndio se formou como entreposto colonial que sem institui\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias operou com a brutalidade e f\u00faria humana sem paralelo hist\u00f3rico. A integra\u00e7\u00e3o do continente africano \u00e0 expropria\u00e7\u00e3o violenta da m\u00e3o de obra escrava na col\u00f4nia da Am\u00e9rica portuguesa permitiu extrair da natureza, as mercadorias que beneficiassem fundamentalmente o continente europeu.<\/p>\n<p>As decis\u00f5es externas eram impostas pela presen\u00e7a direta da metr\u00f3pole portuguesa na col\u00f4nia que estabelecia o qu\u00ea, quanto e como produzir no interior do dom\u00ednio colonial. A sequ\u00eancia do trabalho for\u00e7ado, inclusive mantido na forma da segunda escravid\u00e3o, mesmo com a independ\u00eancia nacional, serviu \u00e0 oligarquia agrarista sustentada por nefasta monarquia.<\/p>\n<p>Assim como a escravid\u00e3o degradou o trabalho, sem liberdade e sem valoriza\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o negra foi aviltada, tratada como seres inferiores. Eram tratados, t\u00e3o somente, como servis \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da riqueza que atendesse aos interesses externos e de uma minoria branca que interiorizava o seu dom\u00ednio impositivo pela for\u00e7a bruta.<\/p>\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o do capitalismo a partir do final da d\u00e9cada de 1890, ap\u00f3s quase meio s\u00e9culo de transi\u00e7\u00e3o escravista, fez emergir o segundo m\u00f3dulo do trabalho, agora considerado livre. Desde o seu in\u00edcio, contudo, a superabund\u00e2ncia da m\u00e3o de obra foi viabilizada pelo financiamento p\u00fablico para atrair levas de imigrantes europeus, al\u00e9m das necessidades econ\u00f4micas da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Em pleno Estado liberal, a popula\u00e7\u00e3o negra, ex-escrava, ficou praticamente \u00e0 margem da forma\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, especialmente nas regi\u00f5es cujos setores econ\u00f4micos eram os mais din\u00e2micos, como no Centro Sul do pa\u00eds. Assim, o aparecimento da sociedade de classes no capitalismo nascente se fundamentou no acirramento da concorr\u00eancia extremamente desigual por alguma forma de rendimento a custear a reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, tornando-se obst\u00e1culo \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o sindical e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o laboral.<\/p>\n<p>Mesmo assim, a constru\u00e7\u00e3o da sociedade do trabalho assalariado assumiu protagonismo, sobretudo durante o projeto tenentista de moderniza\u00e7\u00e3o capitalista pela industrializa\u00e7\u00e3o e urbaniza\u00e7\u00e3o nacional. Com a Revolu\u00e7\u00e3o de 1930, a rela\u00e7\u00e3o salarial foi gradualmente se tornando dominante, especialmente fundamentada pela convers\u00e3o da massa de trabalhadores inorg\u00e2nicos situados no meio rural em prolet\u00e1rios urbanos, crescentemente contemplados por direitos sociais e trabalhistas e organiza\u00e7\u00e3o sindical.<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 carteira do trabalho se fez acompanhada da mobilidade social ascensional de quem nada tinha em sujeito de identidade e pertencimento \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de cidadania regulada pelo Estado moderno. Embora n\u00e3o alcan\u00e7asse toda a classe trabalhadora, o simbolismo do emprego assalariado formal mobilizou o horizonte de expectativas de quem esperava ser inclu\u00eddo em algum momento futuro n\u00e3o distante.<\/p>\n<p>Desde os anos de 1980, todavia, o capitalismo no Brasil passou a patinar. Com o ingresso passivo e subordinado na globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal na d\u00e9cada de 1990, o pa\u00eds tem rodado em falso, apontando in\u00e9dita trajet\u00f3ria de decad\u00eancia nacional.<br \/>\nResultado disso tem sido a dissolu\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o salarial, especialmente da centralidade do emprego assalariado formal. Cada vez mais distante da popula\u00e7\u00e3o juvenil, a rela\u00e7\u00e3o salarial tem sido continuamente atacada, perdendo vigor diante da for\u00e7a da terceiriza\u00e7\u00e3o, dos PJ\u2019s, dos MEI\u2019s, entre outras iniciativas de imposi\u00e7\u00e3o da nova rela\u00e7\u00e3o d\u00e9bito cr\u00e9dito do precarizante empreendedorismo.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o disso, o terceiro m\u00f3dulo do trabalho se estabelece no Brasil. Com a Era Digital, o pagamento por pe\u00e7a, produto ou partes do processo mercantil tem arruinado a remunera\u00e7\u00e3o por tempo dispon\u00edvel do trabalhador ao patr\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o aumento da popula\u00e7\u00e3o sobrante \u00e0s necessidades da din\u00e2mica capitalista de longa estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, a for\u00e7a dos atuantes sindicatos tem sido minada. Na governan\u00e7a neoliberal, instalada nos anos de 1990, o sistema corporativo de rela\u00e7\u00f5es do trabalho vigente desde a d\u00e9cada de 1930 segue o rumo de sua destrui\u00e7\u00e3o, submetido a rela\u00e7\u00f5es laborais privadas, meramente comerciais.<\/p>\n<p>Pela atual presen\u00e7a do Brasil na Divis\u00e3o Internacional do Trabalho enquanto consumidor de bens e servi\u00e7os digitais, as possibilidades do trabalho decente s\u00e3o m\u00ednimas. Ao depender do modelo prim\u00e1rio-exportador para viabilizar o pagamento das importa\u00e7\u00f5es da Era Digital, o que sobra de trabalho encaixa-se crescentemente na rela\u00e7\u00e3o d\u00e9bito cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Ainda que o Estado em seu bra\u00e7o social possa promover importante profus\u00e3o dos programas de transfer\u00eancia de renda, percebe-se a substitui\u00e7\u00e3o do trabalho pela centralidade do dinheiro aos que n\u00e3o t\u00eam emprego com rendimento para viver. Ao retirar a centralidade do trabalho na vida, o amor ao dinheiro emerge decisivo, alimentando, em consequ\u00eancia, a individualidade a buscar se satisfazer pelo consumismo de bens e servi\u00e7os, quando n\u00e3o por drogas legalizadas como antidepressivos, ou at\u00e9 drogas ilegais.<\/p>\n<p>No seu bra\u00e7o policial, o Estado se incumbe do aprisionamento da popula\u00e7\u00e3o sobrante e empobrecida ou, ainda, do genoc\u00eddio de recalcitrantes \u00e0 rela\u00e7\u00e3o d\u00e9bito cr\u00e9dito. Assim, a gest\u00e3o da massa sobrante tem sido feita pelo Estado na tentativa de postergar a cat\u00e1strofe que cada vez mais se avizinha.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio que se vislumbra, a funcionalidade da emerg\u00eancia do novo sistema jagun\u00e7o disputa, com for\u00e7a crescente, o dom\u00ednio da imensa classe trabalhadora exposta \u00e0 rela\u00e7\u00e3o d\u00e9bito cr\u00e9dito. Seja pelo fanatismo religioso, seja pelo banditismo social \u2013 expresso por mil\u00edcia fascista e crime organizado -, o futuro do terceiro m\u00f3dulo do trabalho est\u00e1 sendo redefinido.<\/p>\n<p>Na rela\u00e7\u00e3o d\u00e9bito cr\u00e9dito, o uso do trabalho serve, em geral, \u00e0s atividades gerais, incapazes de gerar identidade e pertencimento. Tanto o trabalho realizado em casa (reprodu\u00e7\u00e3o) como o efetuado fora de casa (produ\u00e7\u00e3o) t\u00eam como finalidade a busca de um cr\u00e9dito monet\u00e1rio que permita minimamente equilibrar o custo monet\u00e1rio da reprodu\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p>Para isso, nota-se a difus\u00e3o de atividades ilegais. Pela ponte de volta ao passado constru\u00edda pelo modelo econ\u00f4mico prim\u00e1rio-exportador e rentista, o que resta \u00e0 classe trabalhadora atual tem sido o cancelamento do pr\u00f3prio futuro.<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: Pochmann: Para onde vai o trabalho no Brasil &#8211; Outras Palavras &#8211; https:\/\/outraspalavras.net\/trabalhoeprecariado\/pochmann-para-onde-vai-o-trabalho-no-brasil\/<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcio Pochmann &#8211; O projeto ocidental de constru\u00e7\u00e3o do povo da mercadoria ultrapassou cinco s\u00e9culos de exist\u00eancia no interior das terras at\u00e9 ent\u00e3o habitadas pelos povos ind\u00edgenas h\u00e1 v\u00e1rios mil\u00eanios. Durante todo esse per\u00edodo hist\u00f3rico, tr\u00eas m\u00f3dulos distintos de uso do trabalho foram impostos ao que se constituiu como Brasil. 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