{"id":16084,"date":"2021-12-07T12:03:37","date_gmt":"2021-12-07T15:03:37","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=16084"},"modified":"2021-12-07T20:15:32","modified_gmt":"2021-12-07T23:15:32","slug":"breve-nota-sobre-a-futilidade-do-sucesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2021\/12\/07\/breve-nota-sobre-a-futilidade-do-sucesso\/","title":{"rendered":"Breve nota sobre a futilidade do sucesso"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ladislau Dowbor<\/strong> &#8211; Todos temos direito a um pouco de filosofia, ainda que hoje para tudo se exija diploma. Mas somos fil\u00f3sofos na intimidade. \u00c9 uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. A partir de certa idade, voc\u00ea n\u00e3o pode deixar de se questionar: qual \u00e9 o sentido de tudo isso? Para onde estamos todos correndo? Wim Wenders teve esse momento de lucidez: \u201c<em>Humanity is craving for meaning.\u201d<\/em>\u00a0\u00c9 preciso dar sentido \u00e0 vida.<\/p>\n<p>Venderam-nos a ideia de que precisamos entrar na corrida pelo sucesso. Saia na frente dos outros, esse \u00e9 o objetivo geral. Mas \u00e0 frente dos outros para qu\u00ea? Ao cruzar com um professor esbaforido no corredor da PUC, outro dia, n\u00e3o pude deixar de question\u00e1-lo: para onde estamos correndo? Ele sorriu, e encolheu os ombros: quem sabe? N\u00f3s apenas corremos. Corra, cara, corra. Um filme que assisti em 1962,\u00a0<em>The Loneliness of the Long Distance Runner<\/em>, est\u00e1 muito presente para mim hoje, passados mais de cinquenta anos. O her\u00f3i do filme, interpretado por Tom Courtenay, decide que ficar \u00e0 frente de todos n\u00e3o \u00e9 o seu neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Bem, se voc\u00ea correr mais r\u00e1pido, deixar\u00e1 os outros para tr\u00e1s, voc\u00ea est\u00e1 na frente, voc\u00ea \u00e9 um sucesso. Voc\u00ea ter\u00e1 uma coroa de louros, um mausol\u00e9u, ou construir\u00e3o um enorme obelisco em sua homenagem, na Place de la Concorde ou em qualquer lugar surgir\u00e1 um enorme monumento, mais alto que os outros. No Rio de Janeiro tamb\u00e9m temos um obelisco na parte central da cidade. Quem se lembra em honra de quem? O importante \u00e9 que fique bem vis\u00edvel.<\/p>\n<p>D\u00e9cadas atr\u00e1s, com o HIV em todos os lugares, havia uma luta para que fossem autorizadas campanhas publicit\u00e1rias pelo uso de preservativos, contra todos os protestos chocados dos conservadores de sempre. Carlos Minc, ent\u00e3o secret\u00e1rio do Meio Ambiente no Rio, teve uma \u00f3tima ideia: pediu para o pessoal de escola de samba costurar uma gigantesca camisinha, e em plena luz do dia, um helic\u00f3ptero alugado foi baixando a camisinha sobre o obelisco no centro da cidade. N\u00e3o h\u00e1 m\u00eddia que resista \u00e0 vis\u00e3o da gloriosa ere\u00e7\u00e3o recebendo o preservativo, sensibilizando milh\u00f5es de brasileiros para o n\u00e3o menos gigantesco problema da AIDS no Brasil. Ningu\u00e9m mais achava absurdo discutir AIDS e preservativo. Com que rapidez o sentido do sucesso pode mudar: contribuir para uma coisa \u00fatil.<\/p>\n<p>Frans de Waal, em seus estudos apurados sobre\u00a0<em>Our Inner Ape (O primata dentro de n\u00f3s)\u00a0<\/em>comenta uma not\u00edcia de jornal norte-americano, sobre uma mulher presa por amamentar um beb\u00ea em um supermercado. Como os americanos podem ficar t\u00e3o chocados ao ver um seio, pergunta de Waal, quando voc\u00ea pode v\u00ea-los aos pares em qualquer praia da Europa? Os americanos consideram armas algo natural, mas a vis\u00e3o de um seio assusta, rompe com as normas sociais. \u00c9 tudo uma quest\u00e3o de normas sociais, muitas vezes rid\u00edculas ou divertidas, mas \u00e9 mais importante nos preocuparmos com direitos humanos.<\/p>\n<p>As normas podem mudar, os humores sociais podem mudar, mesmo que pare\u00e7am t\u00e3o r\u00edgidos e at\u00e9 sejam eternos frente ao curto prazo das nossas vidas. A escravid\u00e3o h\u00e1 pouco mais de um s\u00e9culo era considerada algo natural, da mesma forma o colonialismo nos tempos do meu pai e mesmo na minha juventude. O\u00a0<em>apartheid<\/em>\u00a0na \u00c1frica do Sul foi ontem. Na Palestina, continua. Conseguimos avan\u00e7ar nesses dramas, mas devemos considerar os novos desafios, que envolvem uma profunda mudan\u00e7a cultural, uma abordagem civilizada e solid\u00e1ria de como nos organizamos como sociedade.<\/p>\n<p>Sabemos tudo sobre as din\u00e2micas desastrosas que enfrentamos, cabem em um par\u00e1grafo. Estamos destruindo a vida neste planeta, embora tenhamos toda a tecnologia necess\u00e1ria para reverter a tend\u00eancia. Estamos mantendo mais da metade da popula\u00e7\u00e3o mundial na pobreza, em condi\u00e7\u00f5es humilhantes, embora o que produzimos em todo o mundo seja equivalente a 20 mil reais em bens e servi\u00e7os por m\u00eas por fam\u00edlia de quatro pessoas. Bastaria uma moderada redu\u00e7\u00e3o da desigualdade para assegurar a todos uma vida digna e confort\u00e1vel. Isso vale tamb\u00e9m para o Brasil, com o equivalente de 11 mil reais. E destruir a Amaz\u00f4nia faz algum sentido?<\/p>\n<p>Os recursos financeiros necess\u00e1rios para consertar tanto o meio ambiente quanto os dramas da desigualdade correm livremente em investimentos especulativos, embora saibamos muito bem o que fazer para torn\u00e1-los produtivos. No mundo morrem anualmente de fome cerca de 6 milh\u00f5es de crian\u00e7as. No Brasil temos 20 milh\u00f5es de pessoas passando fome, num pa\u00eds que produz o equivalente a 3,2 quilos de gr\u00e3os por dia por pessoa. Para os\u00a0<em>traders<\/em>\u00a0que negociam os gr\u00e3os, \u00e9 mais rent\u00e1vel o mercado externo. \u00c9 preciso ser mais claro?<\/p>\n<p>Temos o dinheiro, temos a tecnologia, temos estat\u00edsticas detalhadas sobre cada drama, em cada canto da terra. Temos at\u00e9 instru\u00e7\u00f5es passo a passo nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) da ONU para 2030. Mesmo assim, apenas olhamos e balan\u00e7amos a cabe\u00e7a. Nossos problemas n\u00e3o s\u00e3o econ\u00f4micos, s\u00e3o uma quest\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica. \u00c9 uma quest\u00e3o de mudan\u00e7a cultural. Sentimo-nos institucionalmente desamparados. E a \u00e9tica tem muito a ver com os desafios.<\/p>\n<p>Peter Drucker tinha uma compreens\u00e3o profunda do desafio quando escreveu, que \u201cn\u00e3o haver\u00e1 neg\u00f3cios saud\u00e1veis \u200b\u200bem uma sociedade doente\u201d. Podemos levar essa compreens\u00e3o para a nossa vida cotidiana: n\u00e3o haver\u00e1 vida digna em um planeta doente. Por quanto tempo o\u00a0<em>homo sapiens<\/em>\u00a0que temos dentro de n\u00f3s seguir\u00e1 repetindo o \u201c<em>the business of business is business\u201d,\u00a0<\/em>idiotice de Milton Friedman que livrava as corpora\u00e7\u00f5es da responsabilidade social e ambiental. O sucesso de Friedman se deveu essencialmente ao fato de ele trazer lustro acad\u00eamico \u00e0quilo que as corpora\u00e7\u00f5es querem, que \u00e9 pegar qualquer coisa, a qualquer custo, sem qualquer regula\u00e7\u00e3o e isso parecer leg\u00edtimo. Vemos nos notici\u00e1rios de TV homens adultos pulando como primatas, e entoando\u00a0<em>Greed is Good<\/em>\u00a0(gan\u00e2ncia \u00e9 bom), no fechamento do dia em Wall Street. N\u00e3o, Greed is not Good. N\u00f3s temos que construir um novo normal.<\/p>\n<p>Temos nos alimentado, e certamente fomos alimentados, com uma simplifica\u00e7\u00e3o cultural: \u00e9 preciso correr e alcan\u00e7ar \u201co sucesso\u201d. E sucesso \u00e9 medido na quantidade de dinheiro que voc\u00ea ganha, mas dinheiro \u00e9 riqueza individual, n\u00e3o \u00e9 bem comum. N\u00e3o \u00e9 melhoria para a comunidade na qual voc\u00ea se insere e com a qual contribui, tampouco para a constru\u00e7\u00e3o de um planeta saud\u00e1vel. Tenho na minha mesa a edi\u00e7\u00e3o brasileira da revista\u00a0<em>Forbes<\/em>, apresentando os 315 bilion\u00e1rios que temos no pa\u00eds. Os escolhidos para a capa est\u00e3o sorrindo: \u00e9 um sucesso para um bilion\u00e1rio estar na capa da\u00a0<em>Forbes<\/em>. Antes de pensar em maldade, precisamos dar uma boa chance \u00e0 ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Ter sucesso por meio do ac\u00famulo de riqueza tende a significar que foi \u201cuma conquista\u201d. A implica\u00e7\u00e3o \u00e9 que \u00e9 \u201cmerecida\u201d. Em um livro inspirador, Gar Alperovitz e Lew Daly chamaram a moderna acumula\u00e7\u00e3o de riqueza de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Economia\/Apropriacao-indebita-como-os-ricos-estao-tomando-nossa-heranca-comum\/7\/16446\"><em>Apropria\u00e7\u00e3o Ind\u00e9bita<\/em><\/a>. \u00c9 o t\u00edtulo do livro inclusive, em que eles mostram que todo o progresso que tivemos resultou basicamente do progresso tecnol\u00f3gico, que em si \u00e9 resultado de constru\u00e7\u00f5es sociais, da eletricidade \u00e0 eletr\u00f4nica ao DNA, \u00e0 biologia moderna e \u00e0 internet. Mariana Mazzucato deu mais for\u00e7a ainda a essa compreens\u00e3o em seu\u00a0<a href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/trechos\/13659.pdf\"><em>O Estado Empreendedor<\/em><\/a>, mostrando a dimens\u00e3o social e generalizada dos avan\u00e7os.<\/p>\n<p>Joseph Stiglitz mostra que atualmente as fortunas s\u00e3o essencialmente constru\u00eddas a partir de atividades especulativas, juros, dividendos e organiza\u00e7\u00e3o de monop\u00f3lios, ao inv\u00e9s do lucro resultante da contribui\u00e7\u00e3o produtiva para a sociedade. Marjorie Kelly e Ted Howard chamam isso de\u00a0<em>extractive capitalism<\/em>, mostrando que a riqueza extra\u00edda \u00e9 muito maior do que a contribui\u00e7\u00e3o produtiva, gerando um resultado l\u00edquido de extra\u00e7\u00e3o. Thomas Piketty enterrou o que restou da apar\u00eancia de legitimidade do capitalismo, em seu estilo, sob montes de p\u00e1ginas, mas tamb\u00e9m com um racioc\u00ednio muito s\u00f3lido: a contribui\u00e7\u00e3o produtiva para a sociedade e o ac\u00famulo de riqueza tornaram-se rodas separadas. E rodas separadas no ve\u00edculo econ\u00f4mico n\u00e3o funcionam. N\u00e3o \u00e9 apenas ileg\u00edtimo, simplesmente n\u00e3o est\u00e1 funcionando. O PIB mundial cresce a um ritmo m\u00e9dio de 2% a 2,5% ao ano, mas a especula\u00e7\u00e3o financeira rende cerca de 7% a 9% nas \u00faltimas d\u00e9cadas. O dinheiro obviamente tem ido para onde paga mais. O Brasil est\u00e1 se desindustrializando.<\/p>\n<p>A chave para as novas tend\u00eancias reside na compreens\u00e3o de como vinha funcionando o progresso econ\u00f4mico e social at\u00e9 h\u00e1 algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s, e como est\u00e1 sendo transformado. O principal insumo produtivo, ou fator de produ\u00e7\u00e3o, hoje \u00e9 o conhecimento e a tecnologia incorporados aos processos produtivos. A agricultura e o controle da terra eram o principal fator de produ\u00e7\u00e3o s\u00e9culos atr\u00e1s. Depois, com revolu\u00e7\u00e3o industrial, vieram a m\u00e1quina e a propriedade da f\u00e1brica. Hoje, com a revolu\u00e7\u00e3o digital, \u00e9 o insumo imaterial, o conhecimento, a informa\u00e7\u00e3o, o dinheiro virtual e as diversas dimens\u00f5es da tecnologia, que se tornaram o motor propulsor da economia. Isso muda as regras do jogo, abre novas oportunidades: Se uma pessoa tem uma ideia inovadora, essa ideia pode se espalhar pelo mundo sem nenhum custo adicional. O conhecimento \u00e9 um bem comum. O dinheiro que est\u00e1 nos bancos \u00e9 de quem?<\/p>\n<p>Se voc\u00ea produz bicicletas, produzir para mais pessoas envolve custos adicionais. A ideia \u00e9 diferente. Depois de cobrir os custos de ger\u00e1-la, \u00e9 muito mais produtivo para a sociedade deixar a ideia fluir do que multiplicar patentes e gerar escassez artificial. Em tempos de pandemia, milh\u00f5es morrem enquanto a\u00a0<em>Big Pharma<\/em>\u00a0mant\u00e9m suas patentes pr\u00e9-hist\u00f3ricas de 20 anos. A inova\u00e7\u00e3o deve certamente ser recompensada, mas na devida propor\u00e7\u00e3o dos insumos e no respeito ao fato de que o conhecimento livremente acess\u00edvel tem um enorme efeito multiplicador. Colocar ped\u00e1gios sobre o acesso \u00e0s ideias resulta em fortunas para poucos, enquanto a colabora\u00e7\u00e3o gera um progresso generalizado de enriquecimento coletivo. Tim Berners-Lee n\u00e3o patenteou a World-Wide-Web, n\u00e3o fez fortuna individualmente, com seu www. Permitiu que bilh\u00f5es aumentassem sua produtividade pelo mundo afora. Precisamos de intelig\u00eancia social e ambiental, n\u00e3o apenas da capacidade de superar os outros. Sucesso pela contribui\u00e7\u00e3o, mais do que do que trucul\u00eancia e esperteza.<\/p>\n<p>Podemos ver isso de outra maneira. Temos grande n\u00famero de pesquisas e estudos sobre a felicidade humana. Voc\u00ea pode pensar que ter dinheiro \u00e9 uma boa medida: n\u00e3o \u00e9. Ou melhor, se voc\u00ea \u00e9 muito pobre, ter algumas centenas de reais a mais acrescenta muito ao seu sentimento de felicidade. Mas depois que voc\u00ea atinge um limite relativamente modesto, da ordem de menos de 100 mil reais por ano, acumular dinheiro continua enquanto ilus\u00e3o, mas o sentimento de felicidade estagna. Passam a ter mais import\u00e2ncia o enriquecimento social e cultural, as rela\u00e7\u00f5es familiares, \u00e9 uma variedade de objetivos que tendem a predominar. Um milh\u00e3o a mais nas m\u00e3os de um milion\u00e1rio? Isso pode levantar seu obelisco \u2013 e ele vai batalhar por sempre mais \u2013 mas n\u00e3o o deixar\u00e1 mais feliz. Os poucos recursos suplementares colocados na base da pir\u00e2mide geram n\u00e3o apenas muito mais felicidade: eles reduzem drasticamente o sofrimento. Os mesmos recursos que j\u00e1 temos, mas melhor distribu\u00eddos, aumentariam radicalmente a sua produtividade social. Tornar um planeta menos desigual n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de justi\u00e7a, \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de intelig\u00eancia social e econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, do que se trata? Fazer alguns obeliscos a mais e mais altos, ou gerar sustentabilidade e bem-estar geral? Lutar contra rivais, derrotar concorrentes, poderia eventualmente fazer algum sentido quando voc\u00ea competia para produzir mais e melhores bens e servi\u00e7os para a sociedade, mas na era da revolu\u00e7\u00e3o digital, quando a colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais produtiva do que a competi\u00e7\u00e3o, o que resta \u00e9 a obsess\u00e3o pelo sucesso individual, mostrar mais dinheiro, se mandar para o espa\u00e7o. \u201c<em>S\u2019envoyer en l\u2019air<\/em>\u201d, como os franceses chamariam, com um objetivo mais s\u00e1bio e melhores resultados. Cada um de n\u00f3s contribuiu com a viagem do Bezos, ao realizarmos compras com a Amazon.<\/p>\n<p>A li\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e9 simples: seja qual for o seu sucesso individual, se n\u00e3o for acompanhado do sucesso ou do bem-estar da sociedade como um todo, bem como da restaura\u00e7\u00e3o do planeta, voc\u00ea \u00e9 apenas um oportunista. Possivelmente bem-sucedido, mas ainda oportunista. O importante n\u00e3o \u00e9 correr mais r\u00e1pido, mas entender para onde estamos indo. N\u00e3o apenas sendo inteligente em termos dos meios que voc\u00ea usa, mas inteligente em termos de resultado sist\u00eamico.<\/p>\n<p>Sucesso individual n\u00e3o faz sentido se prejudica o bem-estar social.<\/p>\n<p>Quanto ao obelisco, eu teria algumas ideias.<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: Breve nota sobre a futilidade do sucesso &#8211; Outras Palavras &#8211; https:\/\/outraspalavras.net\/crise-civilizatoria\/breve-nota-sobrea-futilidade-do-sucesso\/<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ladislau Dowbor &#8211; Todos temos direito a um pouco de filosofia, ainda que hoje para tudo se exija diploma. Mas somos fil\u00f3sofos na intimidade. \u00c9 uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. A partir de certa idade, voc\u00ea n\u00e3o pode deixar de se questionar: qual \u00e9 o sentido de tudo isso? Para onde estamos todos correndo? 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