{"id":15916,"date":"2021-10-19T12:30:47","date_gmt":"2021-10-19T15:30:47","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=15916"},"modified":"2021-10-17T14:34:46","modified_gmt":"2021-10-17T17:34:46","slug":"pense-2019-uma-em-cada-cinco-escolares-sofreu-violencia-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2021\/10\/19\/pense-2019-uma-em-cada-cinco-escolares-sofreu-violencia-sexual\/","title":{"rendered":"PeNSE 2019: uma em cada cinco escolares sofreu viol\u00eancia sexual"},"content":{"rendered":"<p><strong>IBGE<\/strong> &#8211; Cerca 14,6% dos escolares de 13 a 17 anos, alguma vez na vida e contra a sua vontade, foram tocados, manipulados, beijados ou passaram por situa\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o de partes do corpo. No caso das meninas, o percentual (20,1%) \u00e9 mais que o dobro do observado para os meninos (9,0%). Al\u00e9m disso, 6,3% dos escolares informaram que foram obrigados a manter rela\u00e7\u00e3o sexual contra a vontade alguma vez na vida, sendo 3,6% dos meninos e 8,8% das meninas.<\/p>\n<p>S\u00e3o informa\u00e7\u00f5es da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE) 2019 que entrevistou estudantes do 7\u00ba ano do ensino fundamental ao 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio. O universo retratado pela pesquisa abrange 11,8 milh\u00f5es de estudantes de 13 a 17 anos, dos quais 7,7 milh\u00f5es tinham de 13 a 15 anos e 4,2 milh\u00f5es, de 16 ou 17 anos. Os meninos s\u00e3o 5,8 milh\u00f5es (49,3%) e as meninas, 6 milh\u00f5es (50,7%). Nas escolas p\u00fablicas, estudavam 10,1 milh\u00f5es (85,5%) e nas escolas privadas, 1,7 milh\u00e3o (14,5%).<\/p>\n<p>Em 2019, 63,3% dos escolares j\u00e1 haviam ingerido uma dose de bebida alco\u00f3lica e 34,6% deles haviam tomado a primeira dose com menos de 14 anos. Cerca de 47% dos escolares declararam ter passado por algum epis\u00f3dio de embriaguez.<\/p>\n<p>O uso de droga il\u00edcita em algum momento da vida foi declarado por 13% dos estudantes e 4,3% o fizeram pela primeira vez com menos de 14 anos, com maior propor\u00e7\u00e3o entre os escolares da rede p\u00fablica (4,6%) do que entre os da rede privada (2,7%). Entre as drogas mencionadas, 5,3% relataram consumo recente de maconha e 0,6%, de crack. Quanto ao cigarro, 22,6% dos estudantes responderam ter fumado alguma vez na vida e 11,1% fumaram pela primeira vez antes dos 14 anos. Esse percentual, na rede p\u00fablica (11,9%), \u00e9 quase o dobro do encontrado na rede privada (6%).<\/p>\n<p>Em 2019, 35,4% dos escolares j\u00e1 haviam tido sua inicia\u00e7\u00e3o sexual, sendo que 63,3% deles usaram preservativo em sua primeira vez e 40,9% n\u00e3o o utilizaram na \u00faltima rela\u00e7\u00e3o sexual. Entre as meninas que j\u00e1 haviam tido rela\u00e7\u00e3o sexual, 7,9% engravidaram alguma vez na vida. Entre escolares da rede p\u00fablica, esse percentual foi de 8,4%, enquanto entre escolares da rede particular, foi de 2,8%.<\/p>\n<p>A PeNSE constatou que 79,7% dos adolescentes que j\u00e1 tiveram rela\u00e7\u00e3o sexual utilizam algum m\u00e9todo contraceptivo diferente da camisinha: 52,6% usaram p\u00edlula anticoncepcional na \u00faltima rela\u00e7\u00e3o sexual, 17,3% a p\u00edlula do dia seguinte e 9,8%, contraceptivos injet\u00e1veis.<\/p>\n<p>Cerca de 11,6% dos estudantes de 13 a 17 anos (1,3 milh\u00e3o de alunos) deixaram de ir \u00e0 escola porque n\u00e3o se sentiam seguros no trajeto da casa para a escola.<\/p>\n<p>Quanto ao bullying, 23% dos escolares afirmaram que se sentiram humilhados pelos colegas nos \u00faltimos 30 dias. O percentual das meninas (26,5%) superou o dos meninos (19,5%).<\/p>\n<p>A PeNSE 2019 perguntou aos escolares se eles se sentiram amea\u00e7ados, ofendidos ou humilhados nas redes sociais ou em aplicativos: 13,2% responderam que sim.<\/p>\n<p>Cerca de 49,8% dos escolares de 13 a 17 anos achavam seu corpo normal, 28,9% deles se achavam magros ou muito magros e 20,6%, gordos ou muito gordos.<\/p>\n<p>A PeNSE buscou captar como os adolescentes se sentiam nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa: 21,4% afirmaram sentir que a vida n\u00e3o valia a pena ser vivida, sendo 29,6% das meninas e 13,0% dos meninos.<\/p>\n<p>Menos da metade (49,7%) dos alunos das escolas p\u00fablicas tinham computador, enquanto nas escolas privadas esse percentual era de 89,6%.<\/p>\n<p>Cerca de 68,6% dos escolares faziam higiene bucal tr\u00eas vezes ou mais ao dia, percentual superior ao dos Estados Unidos e Europa, mas que diminuiu frente a 2015 (71,7%)<\/p>\n<p><strong>34,6% dos estudantes tomaram a primeira dose de \u00e1lcool com menos de 14 anos<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, 63,3% dos estudantes j\u00e1 haviam tomado uma dose de bebida alco\u00f3lica (uma latinha ou garrafa\u00a0<em>long neck<\/em>\u00a0de cerveja ou\u00a0<em>vodca-ice<\/em>\u00a0ou um copo de chope ou uma ta\u00e7a de vinho ou uma dose de cacha\u00e7a\/pinga, vodca, u\u00edsque etc.), contra 61,4% em 2015, sendo que 34,6% haviam tomado a primeira dose com menos de 14 anos. Para as meninas esse indicador \u00e9 ainda maior (36,8%, contra 32,3% entre os meninos). Em 2015, esse indicador ficou em 29,2% para as mulheres e 32,1% para os homens.<\/p>\n<p>Dos alunos que j\u00e1 consumiram \u00e1lcool alguma vez na vida, 47,0% tiveram epis\u00f3dio de embriaguez e 15,7% tiveram problemas com fam\u00edlia ou amigos, perderam aulas ou brigaram, uma ou mais vezes, porque tinham bebido. Esse percentual entre as meninas (17,1%) superou o dos meninos (14%) e o dos alunos da rede privada (17,6%) superou os da rede p\u00fablica (15,3%).<\/p>\n<p>Entre os escolares, em 2019, a preval\u00eancia do consumo de ao menos uma dose de bebida alco\u00f3lica nos \u00faltimos 30 dias era de 28,1% sendo 30,1% entre as mulheres e 26,0% entre os homens. E o modo mais frequente de obten\u00e7\u00e3o da bebida foi em uma festa (29,2%), seguido por mercado (26,8%), com amigos (17,7%) e em casa, com algu\u00e9m da fam\u00edlia (11,3%). Cerca de 9,7% dos escolares consumiram quatro ou mais doses de bebida alco\u00f3lica num mesmo dia.<\/p>\n<p><strong>13% dos estudantes j\u00e1 usaram alguma droga il\u00edcita<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, 13,0% dos estudantes j\u00e1 haviam usado alguma droga il\u00edcita em algum momento da vida, com maior propor\u00e7\u00e3o na rede p\u00fablica (13,3%) do que na rede privada (11,4%). Regionalmente, as maiores propor\u00e7\u00f5es ficaram no Distrito Federal (21,0%), Paran\u00e1 (19,0%) e S\u00e3o Paulo (18,3%) e as menores, na Bahia (5,5%), Alagoas (6,6%) e Par\u00e1 (7,0%).<\/p>\n<p>Os escolares que usaram pela primeira vez com menos de 14 anos eram 4,3%, com maior propor\u00e7\u00e3o na rede p\u00fablica (4,6%) do que na rede privada (2,7%).<\/p>\n<p>O consumo recente, isto \u00e9, nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa, ficou em 5,1%, variando entre 3,2% para alunos dos 13 a 15 anos e 8,7% para os de 16 e 17 anos. O indicador foi maior entre os meninos (5,6%) do que entre as meninas (4,7%) e entre alunos da rede p\u00fablica (5,3%)em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 rede privada (4,4%).<\/p>\n<p>Por tipo de droga, 5,3% relataram consumo recente de maconha e 0,6%, de\u00a0<em>crack.<\/em><\/p>\n<p><strong>22,6% dos estudantes j\u00e1 experimentaram cigarro<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, 22,6% dos estudantes tinham fumado cigarro alguma vez na vida. No grupo et\u00e1rio de 13 a 15 anos, a propor\u00e7\u00e3o das meninas (18,4%) supera a dos meninos (15,6%). Para os adolescentes de 16 e 17 anos, ocorre o inverso: 35% para eles e 30,3% para elas.<\/p>\n<p>Cerca de 11,1% dos estudantes fumaram, pela primeira vez, antes dos 14 anos, e esse indicador, na rede p\u00fablica (11,9%), \u00e9 quase duas vezes o da rede privada (6,0%). Apesar da venda proibida a menores de 18 anos, o modo mais frequente de se obter cigarro (37,55%) foi comprar em uma loja, bar, botequim, padaria ou banca de jornal. Em 2019, 26,9% dos alunos j\u00e1 haviam experimentado o narguil\u00e9 e 16,8%, o cigarro eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p><strong>Mais de um ter\u00e7o dos estudantes de 13 e 17 anos j\u00e1 teve rela\u00e7\u00e3o sexual<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, 35,4% dos estudantes de 13 a 17 anos informaram j\u00e1 ter tido rela\u00e7\u00e3o sexual, uma queda de 2,1 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a 2015 (37,5%). Na rede p\u00fablica, esse percentual (37,5%) foi mais alto do que na rede privada (23,1%).<\/p>\n<p>Na faixa dos 16 aos 17 anos, 55,8% dos escolares j\u00e1 haviam iniciado a vida sexual. Na faixa dos 13 aos 15 anos, o percentual foi menor (24,3%). Entre os meninos, o \u00edndice de adolescentes que j\u00e1 tiveram rela\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 mais alto (39,9%) do que entre as 31% meninas. A idade m\u00e9dia de inicia\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 de 13,4 anos para os meninos e de 14,2 anos para as meninas.<\/p>\n<p><strong>Entre os escolares que j\u00e1 haviam tido uma rela\u00e7\u00e3o sexual, 63,3% usaram camisinha em sua primeira vez<\/strong><\/p>\n<p>Entre os estudantes que j\u00e1 haviam iniciado a vida sexual, 63,3% usaram camisinha ou preservativo na sua primeira rela\u00e7\u00e3o. A pesquisa mostrou ainda que 40,0% dos escolares compraram a camisinha (seja em farm\u00e1cias, mercados ou lojas) e 22,1% a obtiveram junto aos servi\u00e7os de sa\u00fade. Em 21,7% dos casos foi o(a) parceiro(a) que apresentou o preservativo.<\/p>\n<p>A p\u00edlula anticoncepcional foi o m\u00e9todo contraceptivo (exclusive a camisinha) utilizado pela maioria dos escolares (52,6%). A p\u00edlula do dia seguinte (17,3%) e os contraceptivos injet\u00e1veis (9,8%) foram a segunda e a terceira categoria mais utilizadas. Esses tr\u00eas m\u00e9todos foram utilizados na \u00faltima rela\u00e7\u00e3o sexual por quase 80% dos adolescentes que j\u00e1 haviam tido uma rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Em 2019, 45,5% das meninas de 13 a 17 anos que j\u00e1 haviam tido rela\u00e7\u00e3o sexual usaram a p\u00edlula do dia seguinte alguma vez na vida.<\/p>\n<p><strong>Incid\u00eancia de gravidez em alunos da rede p\u00fablica \u00e9 quase tr\u00eas vezes mais alta<\/strong><\/p>\n<p>Entre as meninas de 13 a 17 anos que j\u00e1 haviam tido rela\u00e7\u00e3o sexual, 7,9% estiveram gr\u00e1vidas alguma vez na vida. Em escolas da rede p\u00fablica, essa propor\u00e7\u00e3o foi de 8,4%, enquanto entre as meninas da rede particular o percentual foi quase tr\u00eas vezes menor: 2,8%.<\/p>\n<p>Regionalmente, a maior incid\u00eancia de gravidez entre adolescentes que j\u00e1 haviam tido rela\u00e7\u00e3o sexual estava no Nordeste (10,9%), onde o estado de Alagoas atingiu o maior \u00edndice (15,3%). Por outro lado, a regi\u00e3o Sul (5,2%) e o estado de Santa Catarina (3,7%) apresentaram os menores percentuais.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia sexual atinge uma em cada cinco meninas de 13 a 17 anos<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 14,6% dos escolares de 13 a 17 anos alguma vez na vida foram tocados, manipulados, beijados ou passaram por situa\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o de partes do corpo contra a sua vontade. Tais casos de abuso sexual foram bem mais frequentes entre as meninas (20,1%), com taxa duas vezes maior do que a observada para os meninos (9,0%).<\/p>\n<p>Na rede privada, houve mais relatos desse tipo de viol\u00eancia (16,3%) do que na rede p\u00fablica (14,4%). Na compara\u00e7\u00e3o entre os grupos de idade, os estudantes de 16 a 17 anos apresentaram um percentual mais elevado deste tipo de ocorr\u00eancia (17,4%, contra 13,2% entre os escolares de 13 a 15 anos). Os alunos da regi\u00e3o Norte mostraram maior incid\u00eancia desse tipo de viol\u00eancia (17,1%), com o maior percentual no Amap\u00e1 (18,2%).<\/p>\n<p>Entre os escolares que sofreram abuso sexual, 29,1% apontaram o(a) namorado(a) como o agressor; 24,8% apontaram amigo(a); 20,7%, um desconhecido; 16,4%, outros familiares; 14,8%, outras pessoas; e 6,3%, pai, m\u00e3e ou respons\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Casos de estupro foram informados por 8,8% das meninas e 3,7% dos meninos<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 6,3% dos escolares foram obrigados a ter rela\u00e7\u00e3o sexual contra a vontade. Entre os meninos, o percentual foi de 3,7% e, entre as meninas, de 8,8%. Os casos foram mais elevados entre os alunos da rede p\u00fablica (6,5%) do que da rede privada (4,9%). Em 68,2 dos casos de rela\u00e7\u00e3o sexual for\u00e7ada, o aluno tinha 13 anos ou menos quando ocorreu a viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Para esse tipo de agress\u00e3o, o(a) namorado(a) (26,1%) e outra pessoa da fam\u00edlia (22,3%) foram os principais autores apontados. Mas desconhecido (19,2%), amigo (17,7%), outra pessoa (14,7%) e pai, m\u00e3e ou respons\u00e1vel (10,1%) tiveram percentuais tamb\u00e9m relevantes.<\/p>\n<p><strong>26,5% das meninas e 19,5% dos meninos j\u00e1 sofreram\u00a0<em>bullying<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, cerca de 23,0% dos escolares se sentiram humilhados pelos colegas duas ou mais vezes nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa. Os percentuais foram maiores entre as meninas (26,5%) do que entre os meninos (19,5%). Os tr\u00eas motivos mais frequentes de\u00a0<em>bullying<\/em>\u00a0foram apar\u00eancia do corpo (16,5%), apar\u00eancia do rosto (11,6%) e cor ou ra\u00e7a (4,6%).<\/p>\n<p><strong>12,0% dos escolares j\u00e1 haviam protagonizado\u00a0<em>bullying<\/em>\u00a0contra seus colegas<\/strong><\/p>\n<p>No papel de causador, 12,0% dos estudantes haviam praticado algum tipo de\u00a0<em>bullying<\/em>\u00a0contra o colega, com propor\u00e7\u00f5es maiores entre o sexo masculino (14,6%) do que feminino (9,5%). Proporcionalmente maior tamb\u00e9m entre os alunos de escolas privadas (13,5%) do que entre as p\u00fablicas (11,8%).<\/p>\n<p><strong>13,2% dos escolares j\u00e1 foram ofendidos nas redes sociais<\/strong><\/p>\n<p>Na PeNSE 2019, foi perguntado aos escolares se eles se sentiram amea\u00e7ados, ofendidos ou humilhados nas redes sociais ou aplicativos de celular nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa e 13,2% responderam positivamente. A propor\u00e7\u00e3o foi maior para as meninas (16,2%) do que para os meninos (10,2%). Os alunos de escolas p\u00fablicas (13,5%) tinham percentuais pouco mais elevados do que os de escolas privadas (11,8%).<\/p>\n<p><strong>21,4% dos escolares afirmaram sentir que a vida n\u00e3o valia a pena<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, 4,0% dos escolares n\u00e3o tinham nenhum amigo pr\u00f3ximo. O percentual de adolescentes em escolas p\u00fablicas sem amigos pr\u00f3ximos (4,3%) supera em muito os da rede privada (2,0%).<\/p>\n<p>A PeNSE buscou captar como os adolescentes se sentiam nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa. Mais da metade (50,6%) sentiam muita preocupa\u00e7\u00e3o com as coisas comuns do dia a dia, na maioria das vezes ou sempre. As meninas (59,8%) se preocupavam mais que os meninos (41,1%) e os alunos da rede privada (63%) mais que os da rede p\u00fablica (48,5%).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 40,9% dos adolescentes se sentiam irritados, nervosos ou mal-humorados na maioria das vezes ou sempre. E 30% dos adolescentes disseram acreditar que ningu\u00e9m se preocupava com eles na maior parte do tempo.<\/p>\n<p>O dado mais alarmante \u00e9 que 21,4% afirmaram sentir que a vida n\u00e3o valia a pena ser vivida, sendo 29,6% das meninas e 13,0% dos meninos.<\/p>\n<p><strong>Mais da metade dos adolescentes se acham muito gordos ou muito magros<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2015 e 2019, houve uma queda no \u00edndice de satisfa\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio corpo (70,2% em 2015 contra 66,5% em 2019) e um crescimento da insatisfa\u00e7\u00e3o (de 19,1% para 22,2%), bem mais alta entre as meninas (31,4%) que entre os meninos (12,8%.<\/p>\n<p>Menos da metade dos alunos (49,8%) autoavalia seu corpo como \u201cnormal\u201d. Esse n\u00famero caiu em rela\u00e7\u00e3o a 2015 (52,5%). Cerca de 28,9% dos estudantes se acham magros ou muito magros e 20,6% se acham gordos ou muito gordos. Por\u00e9m, a autoimagem de sobrepeso entre as meninas (25,2%) quase dez pontos percentuais mais alta que a dos meninos (15,9%).<\/p>\n<p>Quase um quarto dos adolescentes disse j\u00e1 ter feito alguma tentativa para perder peso, sendo uma preocupa\u00e7\u00e3o maior entre as meninas (27,9%, contra 21,5% dos meninos). Para tentar emagrecer, 6,1% dos escolares utilizaram a indu\u00e7\u00e3o de v\u00f4mito ou uso de laxantes e 5,4% consumiram produtos para este fim sem acompanhamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>Consumo habitual de refrigerante cai de 27,2% para 17,2% entre 2015 e 2019<\/strong><\/p>\n<p>A PeNSE investigou o consumo habitual (em cinco dias ou mais, na semana anterior \u00e0 pesquisa) de alimentos marcadores de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel (feij\u00e3o, legumes e verduras e frutas frescas) e marcadores de alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel (guloseimas doces e refrigerantes).<\/p>\n<p>A maior propor\u00e7\u00e3o foi de alunos que consumiram feij\u00e3o (59,0%), seguido de guloseimas doces (32,8%) e legumes e verduras (28,8%). Frutas frescas e refrigerantes tiveram queda em rela\u00e7\u00e3o a 2015, passando de 30,9% para 26,9% e de 27,2% para 17,2%, respectivamente.<\/p>\n<p>Cerca de 35,6% dos estudantes de escolas privadas consumiam habitualmente legumes e verduras, ante 27,7% dos escolares da rede p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>48,4% dos escolares da rede p\u00fablica nunca ou raramente consomem merenda escolar<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, 75,3% dos estudantes da rede p\u00fablica relataram oferta de merenda escolar. Destes, 77,8% consumiram merenda, com varia\u00e7\u00e3o de 10,0% entre alunos de escolas privadas (85,3%) e p\u00fablicas (77,5%).<\/p>\n<p>Embora a quase totalidade dos estudantes (99,4%) frequente escolas que referiram oferta de merenda para alguma s\u00e9rie\/turma e outros 95,5% estudem em estabelecimentos com cozinha em condi\u00e7\u00f5es de uso, quase metade desses informantes (48,4%) nunca ou raramente consumiu a refei\u00e7\u00e3o ofertada.<\/p>\n<p><strong>3<\/strong><strong>8<\/strong><strong>,5% dos meninos e\u00a0<\/strong><strong>18,0%\u00a0<\/strong><strong>das meninas eram fisicamente ativos<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, cerca de 28,1% dos estudantes brasileiros eram fisicamente ativos (realizaram 300 minutos ou mais de atividades f\u00edsicas na semana anterior \u00e0 pesquisa), sendo 38,6% dos meninos e 18,8% das meninas.<\/p>\n<p>No extremo oposto, 8,7% dos escolares estavam inativos (nenhuma atividade). A pesquisa considera como atividade f\u00edsica o deslocamento entre casa e escola, as aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica na escola e as atividades f\u00edsicas extraescolares.<\/p>\n<p><strong>11,6% dos estudantes deixaram de ir \u00e0 escola por falta de seguran\u00e7a no trajeto<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, 11,6% dos estudantes de 13 a 17 anos (ou 1,3 milh\u00e3o de escolares) deixaram de ir \u00e0 escola por n\u00e3o se sentirem seguros no trajeto da casa para a escola ou da escola para a casa. Na rede p\u00fablica, o percentual foi de 12,5%, o dobro do observado na rede privada (6,1%).<\/p>\n<p>Entre os alunos que deixaram de ir \u00e0 escola por falta de seguran\u00e7a no trajeto, 95,1% estavam em escolas em que o diretor ou respons\u00e1vel teve conhecimento de algum epis\u00f3dio de viol\u00eancia na localidade.<\/p>\n<p>Em escolas p\u00fablicas, esse percentual foi de 95,7% e em escolas privadas, 88,5%. O estado do Rio de Janeiro apresentou o maior percentual de escolares que faltaram ao menos um dia nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa por motivos de seguran\u00e7a no trajeto (17,6%).<\/p>\n<p><strong>Estudantes relatam viol\u00eancias f\u00edsicas e at\u00e9 uso de arma de fogo<\/strong><\/p>\n<p>Creca de 10,6% dos escolares j\u00e1 se envolveram em lutas f\u00edsicas, sendo que, entre os meninos, o percentual (14,6%) foi mais que o dobro das meninas (6,7%). Al\u00e9m disso, 2,9% dos escolares j\u00e1 se envolveram em briga com arma de fogo.<\/p>\n<p>Cerca de 4,8% dos escolares tinham se envolvido em brigas com o uso de arma branca nos 30 dias anteriores \u00e0 pesquisa. Os escolares da rede p\u00fablica foram os que mais reportaram envolvimento nesses epis\u00f3dios (5,1%, contra 3,0% na rede privada). O percentual de meninos envolvidos neste tipo de briga (6,7) foi mais que o dobro do das meninas (3,0%).<\/p>\n<p><strong>5,2% dos escolares se envolveram em incidentes de \u201cautoagress\u00e3o\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Entre os acidentes e agress\u00f5es que os estudantes narraram ter sofrido nos \u00faltimos 12 meses, chamou aten\u00e7\u00e3o o percentual de \u201cautoagress\u00e3o\u201d (5,2%) que, apesar de relativamente baixo, alerta para quest\u00f5es de sa\u00fade mental. Mais de 60% dos casos tinham rela\u00e7\u00e3o com depress\u00e3o, ansiedade e dificuldades de relacionamento em casa e na escola.<\/p>\n<p>Entre o total dos escolares, 21,0% afirmaram terem sido agredidos pelo pai, m\u00e3e ou respons\u00e1vel alguma vez nos \u00faltimos 12 meses. Os que mais relataram esse tipo de agress\u00e3o foram os escolares de 13 a 15 anos (23,0%, contra 17,3% nos de 16 a 17 anos), as meninas (22,1%) e os escolares da rede privada (23,6%).<\/p>\n<p><strong>Em 2019, as m\u00e3es de 17,1% dos escolares tinham ensino superior<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, cerca de 17,1% das m\u00e3es dos escolares tinham o ensino superior completo, contra 13,7% em 2015. Nas escolas p\u00fablicas, 25,8% das m\u00e3es n\u00e3o tinham instru\u00e7\u00e3o nenhuma, contra 4,3% nas escolas privadas.<\/p>\n<p>J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de m\u00e3es com ensino superior completo era de 47,7% nas escolas privadas e de 12,0% nas escolas p\u00fablicas.<\/p>\n<p><strong>89,6% dos alunos nas escolas privadas e 49,7% nas p\u00fablicas tinham computador<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 84,1% dos escolares tinham aparelho celular, sendo 95,7% nas escolas privadas e 82,2% nas escolas p\u00fablicas. J\u00e1 o computador ou\u00a0<em>notebook<\/em>\u00a0estava presente nos lares de 55,5% dos escolares, sendo 89,6% nas escolas privadas e 49,7% nas p\u00fablicas. A Regi\u00e3o Sul, com 66,4%, apresentou o maior percentual e o Nordeste, com 39,7%, o menor. A internet estava presente na casa de 86,9% dos escolares \u2013 98,6% da rede privada e 84,9% da rede p\u00fablica.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, houve um aumento consider\u00e1vel de vendas de motos no Brasil, com o aumento de aplicativos de\u00a0<em>fast-food<\/em>. Ao serem perguntados se algu\u00e9m que morava no mesmo domic\u00edlio tinha moto, 40,5% responderam que sim: 42,7% dos escolares em escolas p\u00fablicas e 27,9% em escolas privadas. Quanto a carro, 57,4% responderam que sim: sendo 52,6% na rede p\u00fablica e 85,7% na rede privada.<\/p>\n<p><strong>Alunos da rede p\u00fablica t\u00eam menos acesso \u00e0 Internet e equipamentos de inform\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>Recursos de multim\u00eddia, como computadores e\/ou\u00a0<em>tablets<\/em>, estavam dispon\u00edveis na sala de aula para 74,7% dos estudantes, sendo mais frequente para os alunos das escolas privadas (84,9%) do que para os das escolas p\u00fablicas (73,0%). A maior propor\u00e7\u00e3o se encontrava na regi\u00e3o Sul (87,1%) e as menores, nas regi\u00f5es Norte (61,6%) e Nordeste (61,9%). Entre os estados, os dois extremos foram Rio Grande do Sul (93,7%) e Maranh\u00e3o (25,1%).<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 Internet da escola estava dispon\u00edvel a 60,5% dos escolares, sendo 58,1% nas escolas p\u00fablicas e 74,4% nas escolas privadas. Sala ou laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica estavam dispon\u00edveis para 62,8% dos escolares, sendo 61,0% na rede p\u00fablica e 73,6% na rede privada.<\/p>\n<p><strong>Vacina\u00e7\u00e3o leva adolescentes a Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade, mas 7,7% t\u00eam medo<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 55,9% dos escolares afirmaram terem faltado pelo menos um dia por motivos de sa\u00fade nos 12 meses anteriores \u00e0 pesquisa. Os alunos da rede privada foram os que mais faltaram \u00e0s aulas por esse motivo (66,5%, contra 54,1% na rede p\u00fablica). E as meninas (59,2%) mais que os meninos (52,5%). Al\u00e9m disso, 56,2% dos escolares informaram ter procurado algum servi\u00e7o ou profissional de sa\u00fade nos \u00faltimos 12 meses, sendo que, na rede privada (71,4%), o percentual foi bem mais elevado que na rede p\u00fablica (53,6%).<\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o foi o principal motivo apontado pelos escolares na \u00faltima vez em que buscaram por uma Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade (27,3%). A PeNSE constatou que 76,1% das meninas e 49,1% dos meninos de 13 a 17 anos foram vacinados contra o HPV. Uma parcela significativa dos adolescentes n\u00e3o tomou a vacina (13,9%) ou n\u00e3o sabia se havia tomado (23,2%).<\/p>\n<p><strong>Higiene bucal \u00e9 melhor do que a de pa\u00edses desenvolvidos, mas teve queda<\/strong><\/p>\n<p>Quanto \u00e0 higiene bucal, 68,6% dos estudantes de 13 a 17 anos informaram escovar os dentes tr\u00eas vezes ou mais vezes por dia. Uma frequ\u00eancia melhor do que a que se verifica nos Estados Unidos ou na Europa, por exemplo, onde a frequ\u00eancia mais comum fica entre uma ou duas vezes ao dia. Contudo, em 2015 esse \u00edndice no Brasil atingiu 71,7%, o que sugere que houve uma piora no h\u00e1bito de escova\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: PeNSE 2019: uma em cada cinco escolares sofreu viol\u00eancia sexual | Ag\u00eancia de Not\u00edcias | IBGE. Link: https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-sala-de-imprensa\/2013-agencia-de-noticias\/releases\/31575-pense-2019-uma-em-cada-cinco-escolares-sofreu-violencia-sexual<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IBGE &#8211; Cerca 14,6% dos escolares de 13 a 17 anos, alguma vez na vida e contra a sua vontade, foram tocados, manipulados, beijados ou passaram por situa\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o de partes do corpo. 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