{"id":1565,"date":"2016-08-11T21:20:32","date_gmt":"2016-08-12T00:20:32","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=1565"},"modified":"2016-08-11T21:19:20","modified_gmt":"2016-08-12T00:19:20","slug":"existe-a-classe-trabalhadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/08\/11\/existe-a-classe-trabalhadora\/","title":{"rendered":"Existe a classe trabalhadora?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Vicen\u00e7 Navarro<\/strong> &#8211; Parece um paradoxo que, ainda quando a m\u00eddia quase nunca utilize os termos e conceitos de classes sociais, estas persistam na consci\u00eancia das pessoas.<\/p>\n<p>Um dos livros escritos no Reino Unido que gostaria que fosse amplamente lido na Espanha (ao ser especialmente relevante para este pa\u00eds) \u00e9 excelente \u201cA demoniza\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria\u201d, de Owen Jones Chavs. Nele, o autor detalha como a sociedade brit\u00e2nica, caracterizada por uma estratifica\u00e7\u00e3o por classes sociais bastante acentuada, viu a classe dominante, que controla os grandes meios de informa\u00e7\u00e3o, introduzir uma cultura de supervaloriza\u00e7\u00e3o de si mesma e do desejo das demais pelo seu status, enquanto difundiu tamb\u00e9m o menosprezo e a discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 classe trabalhadora, utilizando em sua linguagem express\u00f5es ofensivas para definir tal classe. Um exemplo \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o do termo \u201cchavs\u201d para definir o proletariado, a palavra utilizada no t\u00edtulo do livro, que equivaleria a definir os membros da classe trabalhadora como a \u201cclasse baixa\u201d.<\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">De certa forma, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda pior na Espanha, onde sequer se usa mais o termo \u201cclasse trabalhadora\u201d, que praticamente desapareceu do discurso pol\u00edtico, liter\u00e1rio e raramente aparece nos meios de comunica\u00e7\u00e3o. As s\u00e9ries televisivas t\u00eam como protagonistas profissionais da classe m\u00e9dia, de renda alta, que refletem esta vis\u00e3o (err\u00f4nea) de que a maioria da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 e se sente de classe m\u00e9dia. Na Espanha o termo \u201cclasse trabalhadora\u201d definitivamente deixou de existir, de forma que, na estratifica\u00e7\u00e3o social mais utilizada na m\u00eddia (at\u00e9 mesmo por acad\u00eamicos) se distinguem tr\u00eas classes: a classe alta, a classe m\u00e9dia e a classe baixa, utilizando este \u00faltimo termo para definir a classe trabalhadora, a qual considera-se que est\u00e1 desaparecendo, pr\u00f3xima da extin\u00e7\u00e3o. Atualmente, at\u00e9 mesmo alguns l\u00edderes de esquerdas se resistem a utilizar o termo \u201cclasse trabalhadora\u201d, por consider\u00e1-lo antiquado, e em seu lugar a dividem em classe m\u00e9dia e classe baixa.<\/span><\/p>\n<p><b>A desapari\u00e7\u00e3o do discurso de classes: a Guerra Fria continua viva na cultura do pa\u00eds<\/b><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Os Estados Unidos s\u00e3o o pa\u00eds onde se fizeram essas mudan\u00e7as de defini\u00e7\u00f5es, j\u00e1 nos Anos 50, quando j\u00e1 n\u00e3o se utilizava os termos de classe capitalista, classe m\u00e9dia rentista e classe trabalhadora, substitu\u00eddos por classe alta, m\u00e9dia e baixa \u2013 uma mudan\u00e7a de linguagem que ocorreu em plena efervesc\u00eancia da Guerra Fria, quando se tentou varrer qualquer elemento que soasse como socialismo ou comunismo em toda a sociedade estadunidense. O \u00faltimo que a estrutura de poder queria era que se conservasse alguma consci\u00eancia de classe por parte da classe trabalhadora.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Naquele per\u00edodo, nos centros intelectuais do pa\u00eds, em universidades e funda\u00e7\u00f5es, nos meios de comunica\u00e7\u00e3o mais importantes, se redefiniu o conceito de classe, que passou a se basear pelo n\u00edvel de renda do indiv\u00edduo, independentemente da origem de tal renda. O objetivo era evitar por todos os meios que se estabelecesse uma consci\u00eancia de classe, ocultando ou tentando evitar qualquer percep\u00e7\u00e3o que significasse o reconhecimento da exist\u00eancia de classes sociais que pudessem estar em conflito. Em seu lugar, se enfatizou o rol dos indiv\u00edduos na busca do \u201csonho americano\u201d, segundo o qual todo individuo poderia subir pela escala social em base ao m\u00e9rito e a oportunidade. Desta maneira, a linguagem de conflito coletivo, incluindo o conflito de classes, desapareceria, e com ele tamb\u00e9m se esvaneceria o conceito de classes.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">O que era permiss\u00edvel na narrativa e na linguagem dominante era agrupar os indiv\u00edduos segundo a hierarquia social, tomando o n\u00edvel de renda como indicador do lugar que ditos indiv\u00edduos ocupavam na escala social. A redefini\u00e7\u00e3o das classes em alta, m\u00e9dia e baixa, e n\u00e3o mais classe capitalista, m\u00e9dia rentista ou trabalhadora, foi uma mudan\u00e7a de grande import\u00e2ncia, que serviu para mascarar a din\u00e2mica de poder da ordem capitalista. A sociedade de classes passou a ser apresentada como a sociedade de n\u00edveis de renda, sendo o mais baixo o que correspondia a que, objetivamente, continuava sendo a classe trabalhadora, a classe que adquire suas rendas a base de trabalho assalariado, numa rela\u00e7\u00e3o subordinada com a classe capitalista, mediada nesta rela\u00e7\u00e3o pela classe media, que n\u00e3o \u00e9 objetivamente a maioria da popula\u00e7\u00e3o \u2013 que continua sendo a classe trabalhadora.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Ultimamente a classe capitalista, que nos Estados Unidos \u00e9 chamada de classe corporativa (\u201cthe corporate class\u201d), e que inclui os propriet\u00e1rios e gestores do grande capital (as maiores corpora\u00e7\u00f5es financeiras e econ\u00f4micas dos diferentes setores econ\u00f4micos do pa\u00eds), passou a ser definida como o 1% (mostrando, assim, o elevad\u00edssimo grau de concentra\u00e7\u00e3o da propriedade do capital), situado diante dos demais 99% da popula\u00e7\u00e3o. Esta vis\u00e3o do capitalismo, que os movimentos sociais contestat\u00f3rios como o Occupy Wall Street tornaram sua, tem algo de verdade, pois este 1% necessita, para sustentar o seu dom\u00ednio, que um setor da popula\u00e7\u00e3o atue em fun\u00e7\u00e3o disso. Este setor cumpre um papel fundamental na reprodu\u00e7\u00e3o do sistema e est\u00e1 constitu\u00eddo pela classe m\u00e9dia de renda alta (incluindo a classe m\u00e9dia profissional), que tem interesses diferentes dos da maioria da popula\u00e7\u00e3o, pois seu poder depende da sua rela\u00e7\u00e3o com o 1% superior. E o 1% n\u00e3o estaria onde est\u00e1 sem a exist\u00eancia e o apoio deste setor cujo tamanho vai do 15% ao 20% da popula\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o inclu\u00eddos nesta popula\u00e7\u00e3o, por exemplo, todos os gerentes e diretores dos meios de informa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e persuas\u00e3o. Por isso, o conflito passa a ser n\u00e3o s\u00f3 do 1% contra o 99% restante, mas sim do 1 19% contra o 80% restante.<\/span><\/p>\n<p><b>Existe consci\u00eancia de classe?<\/b><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Parece um paradoxo que, ainda quando os meios de informa\u00e7\u00e3o quase nunca utilizam os termos e conceitos de classes sociais, estas persistam na consci\u00eancia das pessoas. Assim, a popula\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos apresenta sua identifica\u00e7\u00e3o social tendo como alternativas a credencial de classe alta, classe m\u00e9dia ou classe baixa, diante das quais a grande maioria responde que faz parte da classe m\u00e9dia, do qual se deduz, erroneamente, que a maioria da popula\u00e7\u00e3o se considera de classe m\u00e9dia. Se a elei\u00e7\u00e3o fosse entre classe alta, classe m\u00e9dia ou classe trabalhadora, a maioria dos e das estadunidenses se definiriam como classe trabalhadora, e n\u00e3o como classe m\u00e9dia. Nos Estados Unidos, a grande maioria (cerca de 56%) das pessoas entre 18 e 35 anos se define como sendo da classe trabalhadora (porcentagem que vem subindo durante os anos da crise). Somente um 33% se sente de classe m\u00e9dia neste outro cen\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">A grande maioria dos que se definem como classe trabalhadora apoiaram a candidatura do socialista Bernie Sanders, o candidato outsider do Partido Democrata, que se referiu explicitamente \u00e0 classe trabalhadora em seu discurso, utilizando este mesmo termo para defini-la. O candidato que surpreendeu nas prim\u00e1rias do Partido Republicano, Donald Trump, tamb\u00e9m usa uma ret\u00f3rica sobre a para a classe trabalhadora, e o fato que marcou as candidaturas dos dois pol\u00edticos que acabo de mencionar \u00e9 que ambos fizeram balan\u00e7ar o establishment (o 20% da popula\u00e7\u00e3o com renda superior) em seus respectivos partidos, que ignorava ou queria ignorar que existia tal classe social, e que desconhecia ou queria desconhecer a grande redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de vida de tal classe, algo que vem ocorrendo desde que se iniciou a revolu\u00e7\u00e3o (ou, melhor dizendo, a contrarrevolu\u00e7\u00e3o) neoliberal, nos Anos 80.<\/span><\/p>\n<p><b>A proletariza\u00e7\u00e3o da classe m\u00e9dia<\/b><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">Nos Estados Unidos, as novas gera\u00e7\u00f5es, que sempre acreditaram que a educa\u00e7\u00e3o, incluindo a universit\u00e1ria, lhes garantiria um futuro melhor que o de seus pais, viram que aquilo n\u00e3o era correto, pois, depois de realizar seus estudos e se endividar at\u00e9 a m\u00e9dula para alcan\u00e7ar o diploma e esse conhecimento que pensavam ser essa chave de um novo status social, perceberam que a realidade era outra. Os sal\u00e1rios para os empregos que se aspiravam n\u00e3o muito mais baixos hoje que h\u00e1 trinta anos, e os muitos que sequer encontram vagas para esses empregos acabam tendo que aceitam outros trabalhos, com sal\u00e1rios ainda mais baixos que os que sonhavam. Uma situa\u00e7\u00e3o que tem sido ainda mais marcante durante esta Grande Recess\u00e3o (2008-2016). Esta \u00e9 a causa da grande insatisfa\u00e7\u00e3o desses jovens e a radicalidade que explica, de novo, o sucesso das candidaturas de Bernie Sanders (que surpreendeu o establishment do Partido Democrata estadunidense, representado por Hillary Clinton) e de Donald Trump (que tamb\u00e9m quebrou o c\u00e1lculo dos caciques do Partido Republicano). Hoje, a estrutura de poder est\u00e1 altamente questionada, pois para a grande maioria da classe trabalhadora, cujo tamanho tem aumentado objetiva e subjetivamente, as (mal) chamadas institui\u00e7\u00f5es \u201crepresentativas\u201d perderam sua credibilidade e sua legitimidade.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"texto_detalhe\">E isso tamb\u00e9m est\u00e1 ocorrendo na Fran\u00e7a (onde o partido com maior apoio eleitoral entre a classe trabalhadora \u00e9 o partido de Marine Le Pen), no Reino Unido (onde a maioria da classe trabalhadora apoiou o brexit), na Espanha (onde a maioria dos jovens apoiam o Podemos), e um longo etc. A classe trabalhadora, embora n\u00e3o apare\u00e7a nos meios, continua existindo. E aos que n\u00e3o acreditam nisso, recomendo que esperem a evolu\u00e7\u00e3o dos acontecimentos pol\u00edticos na Europa, e logo ver\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>http:\/\/cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Internacional\/Existe-a-classe-trabalhadora-\/6\/36534<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vicen\u00e7 Navarro &#8211; Parece um paradoxo que, ainda quando a m\u00eddia quase nunca utilize os termos e conceitos de classes sociais, estas persistam na consci\u00eancia das pessoas. 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