{"id":15307,"date":"2021-06-10T12:05:17","date_gmt":"2021-06-10T15:05:17","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=15307"},"modified":"2021-06-07T19:07:02","modified_gmt":"2021-06-07T22:07:02","slug":"boaventura-muito-alem-de-luz-e-trevas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2021\/06\/10\/boaventura-muito-alem-de-luz-e-trevas\/","title":{"rendered":"Boaventura: muito al\u00e9m de Luz e Trevas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Boaventura de Sousa Santos<\/strong> &#8211; A pergunta mais radical que podemos imaginar pode formular-se assim: por que \u00e9 que existe o ser em vez do nada? Na filosofia ocidental esta pergunta foi feita por Leibniz na\u00a0<em>Teodiceia<\/em>, mas est\u00e1 igualmente presente nas filosofias orientais, tanto na indiana como na chinesa. A radicalidade da pergunta reside em que, sendo aparentemente t\u00e3o simples, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dar-lhe resposta. N\u00e3o me detenho nela, mas numa outra, do mesmo calibre, que se me afigura mais produtiva: por que \u00e9 que existe a luz em vez das trevas? Pode pensar-se que esta pergunta \u00e9 uma outra maneira de formular a anterior, j\u00e1 que as trevas, a escurid\u00e3o, s\u00e3o o nada. S\u00f3 n\u00e3o ser\u00e1 assim para as pessoas cegas, para quem a escurid\u00e3o \u00e9 tudo, sendo a partir dela que constroem corajosamente a luz nas sua vidas. Mas mesmo para as pessoas que veem, o nada das trevas ou escurid\u00e3o \u00e9 um nada pleno de sentidos e conte\u00fados, que variaram ao longo da hist\u00f3ria e variam hoje segundo os contextos. A escurid\u00e3o tanto pode significar o medo de algo no escuro como o medo da escurid\u00e3o. A escurid\u00e3o tanto nos pode meter medo como nos pode proteger, tanto nos pode condenar como absolver. E, reciprocamente, o mesmo sucede com a luz ou a claridade. A divindade tanto pode ser a luz plena como a escurid\u00e3o plena. A escurid\u00e3o tanto pode ser o horror como o \u00eaxtase, tanto evoca a cegueira como evoca diversas vis\u00f5es. Em face desta diversidade e ambiguidade proponho-me analisar tr\u00eas contextos diferentes: o pensamento religioso e laico; o racismo, o sexismo e as geografias da luz e da escurid\u00e3o; as novas escurid\u00f5es e as novas cegueiras. Neste texto, analiso o primeiro contexto, deixando os restantes para pr\u00f3ximo texto.<\/p>\n<p><strong>O pensamento religioso e laico<\/strong><\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o entre as trevas e a luz e o tr\u00e2nsito de uma para outra est\u00e1 presente em todo o pensamento antigo, laico ou religioso. Pode ler-se na B\u00edblia: \u201cE disse Deus: \u2018Haja luz\u2019. E houve luz. Viu Deus que a luz era boa, e separou as trevas da luz; e \u00e0 luz chamou dia, \u00e0s trevas, noite. Assim se fez tarde e depois se fez manh\u00e3: o dia primeiro\u201d (<a href=\"https:\/\/www.bibliaonline.com.br\/acf\/gn\/1\/3-5+\"><em>G\u00e9nesis<\/em><\/a><a href=\"https:\/\/www.bibliaonline.com.br\/acf\/gn\/1\/3-5+\">\u00a01:3-5<\/a>). E no Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o escreve o ap\u00f3stolo que Jesus de Nazar\u00e9 proclamou: \u201cEu sou a luz do mundo. Quem me seguir n\u00e3o andar\u00e1 na escurid\u00e3o mas ter\u00e1 a luz do mundo\u201d (Jo. 8:12). No crep\u00fasculo desta longa tradi\u00e7\u00e3o, Martin Luther King Jr. exortava assim os seus contempor\u00e2neos: \u201cCada pessoa deve decidir se vai caminhar na luz do altru\u00edsmo criativo ou na escurid\u00e3o do ego\u00edsmo destrutivo\u201d. A verdadeira escurid\u00e3o n\u00e3o era a da pele, mas a do racismo.<\/p>\n<p>Na alegoria mais famosa da cultura ocidental, a\u00a0<em>Alegoria da Caverna,<\/em>\u00a0Plat\u00e3o, na Rep\u00fablica (514a-520a), imagina os humanos acorrentados no interior de uma caverna e virados para uma parede. No exterior h\u00e1 uma fogueira e entre ela e a entrada da caverna circulam pessoas com objetos. Os seres humanos presos na caverna n\u00e3o veem mais que as sombras dos objetos e tomam-nas por realidade. Um deles sai da caverna e, depois de se habituar \u00e0 luz do sol, v\u00ea finalmente a verdadeira realidade dos objetos cujas sombras vira antes projetadas na parede da caverna. Regressa \u00e0 caverna, conta o que viu, mas os seus companheiros n\u00e3o acreditam e amea\u00e7am mat\u00e1-lo. Com esta alegoria, Plat\u00e3o pretende mostrar a oposi\u00e7\u00e3o entre as falsas cren\u00e7as e o verdadeiro conhecimento. Nos s\u00e9culos posteriores, esta alegoria e a met\u00e1fora da luz continuaram a ser usadas de m\u00faltiplas formas.<\/p>\n<p>No pensamento oriental, chin\u00eas e indiano, as met\u00e1foras conceituais s\u00e3o distintas, mas a rela\u00e7\u00e3o entre a luz e escurid\u00e3o persiste. Conf\u00facio (551 AC-479 AC) incita \u00e0 boa conduta exortando os seguidores a acender uma vela em vez de insultar a escurid\u00e3o, ao mesmo tempo que lhes assegura que nem toda a escurid\u00e3o do mundo \u00e9 capaz de apagar uma vela. S\u00e9culos mais tarde, um disc\u00edpulo dele, o neoconfucionista Wang Yangming (1472-1529), considera que o conhecimento do s\u00e1bio \u00e9 como o sol num dia sem nuvens, o conhecimento da pessoa de bem, como o sol com algumas nuvens, e o conhecimento da pessoa est\u00fapida, como o sol num dia escuro e triste. Para o Budismo a met\u00e1fora da luz e da ilumina\u00e7\u00e3o \u00e9 igualmente importante, mas a luz \u00e9 aqui sobretudo a luz interior que torna poss\u00edvel o auto-conhecimento.<\/p>\n<p>No pensamento e religi\u00e3o isl\u00e2micos, a conex\u00e3o conceitual entre a luz e a ilumina\u00e7\u00e3o como met\u00e1foras do aprofundamento espiritual est\u00e1 igualmente muito presente. Atribui-se ao Profeta Maom\u00e9 o dito \u201co conhecimento \u00e9 a luz\u201d; e no Alcor\u00e3o a luz da revela\u00e7\u00e3o \u00e9 contrastada com a escurid\u00e3o da falsidade. O\u00a0<em>Nicho das Luzes<\/em>, de al-Ghazali (1056-1111), \u00e9 o tratado mais conhecido sobre a met\u00e1fora da luz no Isl\u00e3, mas al-Suhraward\u012b (1154-1191) \u00e9 quem oferece a hermen\u00eautica mais complexa da luz ao ponto de inspirar uma nova escola de pensamento, a Escola da Ilumina\u00e7\u00e3o. O mais importante em al-Suhraward\u012b \u00e9 o modo como supera as dicotomias da filosofia grega, incluindo a dicotomia entre luz e trevas, e as substitui por grada\u00e7\u00f5es entre os opostos; tal como os m\u00edsticos e ascetas do Cristianismo do Oriente M\u00e9dio nos primeiros s\u00e9culos da cristandade, al-Suhraward\u012b v\u00ea a intensifica\u00e7\u00e3o de luz como uma escada que progride de modo complexo do opaco e do crepuscular para o transparente e o solar. De faco, todo o pensamento m\u00edstico, qualquer que seja a sua raiz filos\u00f3fica ou religiosa, concebe a aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 divindade como a intensifica\u00e7\u00e3o da luz.<\/p>\n<p>No mundo europeu moderno, os processos de seculariza\u00e7\u00e3o trouxeram consigo para a epistemologia as imagens bin\u00e1rias da luz e das trevas. O conhecimento e a verdade passaram a ser a luz, a claridade, enquanto a ignor\u00e2ncia e a falsidade passaram a ser as trevas, a escurid\u00e3o. A m\u00e1xima express\u00e3o desse transplante ocorreu, na cultural ocidental, com o Iluminismo do S\u00e9culo das Luzes. O nome diz tudo. E, como referi, no Budismo, o conceito de Iluminismo \u00e9 igualmente central, mas a verdade a que aspira n\u00e3o \u00e9 verdade sobre o mundo; \u00e9 antes a verdade sobre cada um, o auto-conhecimento, em vez do conhecimento exterior.<\/p>\n<p>Este esquem\u00e1tico percurso pretende mostrar que muitos dos binarismos que continuam a assombrar a vida contempor\u00e2nea (homem\/mulher, branco\/negro, humanidade\/natureza, raz\u00e3o\/emo\u00e7\u00e3o, forma\/conte\u00fado) t\u00eam uma longa tradi\u00e7\u00e3o no binarismo claridade\/escurid\u00e3o. Da\u00ed a import\u00e2ncia dos autores que, ao longo dos tempos, foram chamando a aten\u00e7\u00e3o para a complexidade, as misturas e as interpenetra\u00e7\u00f5es que tais oposi\u00e7\u00f5es escondem. J\u00e1 referi o fil\u00f3sofo isl\u00e2mico al-Suhraward\u012b. Na cultura ocidental a figura mais fascinante \u00e9 Giordano Bruno. Entre a luz e as trevas, entre a claridade e a escurid\u00e3o, Giordano Bruno (1548-1600) introduz uma media\u00e7\u00e3o entre os opostos \u2013 a sombra. Contrariamente \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o plat\u00f3nica, Bruno atribui um valor positivo \u00e0 sombra, j\u00e1 que esta \u00e9 a medida da verdade que \u00e9 acess\u00edvel aos humanos. Esta \u00e9 para mim uma das novidades mais intrigantes e mais duradouras do pensamento renascentista ocidental, prova convincente de que \u00e9 nos per\u00edodos inaugurais que a criatividade humana mais se afirma. Bruno \u00e9 uma figura fulgurante que pagou com a vida o seu fulgor. Foi excomungado tanto pela igreja cat\u00f3lica como pelas igrejas protestantes, e queimado vivo pela Inquisi\u00e7\u00e3o no Campo di Fiori em 1600.\u00a0<em>De Umbris Idearum<\/em>\u00a0(Da sombra das Ideias), publicado em 1582, \u00e9 na apar\u00eancia apenas um livro sobre t\u00e9cnicas de memoriza\u00e7\u00e3o (<em>ars memoriae<\/em>), pois os frades (tal como os im\u00e3s isl\u00e2micos) deviam memorizar os textos sagrados (recorrendo a mnem\u00f4nicas) como parte da sua educa\u00e7\u00e3o e da sua edifica\u00e7\u00e3o religiosa. Mas, na verdade, o livro \u00e9 muito mais que isso e cont\u00e9m toda uma teologia e uma filosofia, em parte, baseadas na nova ci\u00eancia copernicana. Para Bruno, os humanos devem lutar contra as trevas em nome da luz, mas nunca alcan\u00e7am a luz. A luz \u00e9 do reino de Deus. O reino dos seres humanos s\u00e3o as sombras, que Bruno designa por\u00a0<em>phantasmata<\/em>. As sombras podem ser de diferentes tipos, mas \u00e9 na sombra que estamos condenados a viver. A sombra \u00e9 a met\u00e1fora dos limites do nosso conhecimento, um conhecimento finito num universo que Bruno considera ser infinito (a m\u00e1xima heresia ao tempo), mas tamb\u00e9m \u00e9 o \u00fanico meio de obtermos uma imagem do que \u00e9 a verdade divina. A luz \u00e9 uma roupa que induz em erro, mas apenas porque a nudez da verdade nos est\u00e1 vedada. A luz n\u00e3o est\u00e1 ao nosso alcance, mas a sombra cont\u00e9m vest\u00edgios de luz (<em>lucis vestigium<\/em>). Para o argumento que aqui defendo, as trevas e a luz contribuem igualmente para a produ\u00e7\u00e3o da sombra. Nenhuma \u00e9 nada e as duas s\u00e3o tudo. S\u00e9culos mais tarde, Hegel diria que a verdade est\u00e1 no todo. Bruno foi considerado arrogante ao defender que se Deus \u00e9 infinito e o mundo foi criado \u00e0 Sua imagem, o mundo \u00e9 igualmente infinito e cada \u00e1tomo de vida, por mais \u00ednfimo, tem uma dimens\u00e3o espiritual, ou seja, alma. Para mim, Bruno \u00e9 antes um apelo \u00e0 humildade do humano.<\/p>\n<p>Em todo este percurso, o entendimento do sentido da exist\u00eancia \u00e9 contido na dicotomia claridade\/escurid\u00e3o ou luz\/trevas. Ou seja, apenas um dos sentidos dos seres humanos \u00e9 mobilizado \u2013 a vis\u00e3o. N\u00e3o significar\u00e1 isto uma limita\u00e7\u00e3o auto-imposta? O que se perde nessa limita\u00e7\u00e3o? O que se ganharia em termos de compreens\u00e3o do mundo e da sociedade se em vez de mobilizarmos apenas um dos sentidos mobiliz\u00e1ssemos todos eles? Ser\u00e1 poss\u00edvel submeter o monop\u00f3lio da vis\u00e3o ao que designo por sociologia das aus\u00eancias? O in\u00edcio de uma resposta pode encontrar-se, por exemplo, nas filosofias dos povos ind\u00edgenas da Am\u00e9rica Latina. O s\u00e1bio ind\u00edgena escuta a realidade (a terra, o c\u00e9u, a paisagem) em vez de a ver apenas, sente-a, apalpa-a, toca-lhe, saboreia-a, em vez de simplesmente a observar. E se a observa, n\u00e3o o faz sem se sentir observado por aquilo que observa. \u00c9 um sentirpensar que n\u00e3o reconhece a dicotomia sujeito\/objeto e mobiliza todos os sentidos. Aponta para uma racionalidade mais ampla que n\u00e3o conhece sem ser conhecida, que \u00e9 racional por ser tamb\u00e9m emocional e afetiva. Em tempos de cat\u00e1strofe ecol\u00f3gica e em que a recorr\u00eancia das pandemias nos transmite mensagens inquietantes da natureza sobre a insustentabilidade dos modelos de produ\u00e7\u00e3o e de consumo que dominam a vida contempor\u00e2nea, as filosofias ind\u00edgenas oferecem possibilidades de compreens\u00e3o da realidade e de transforma\u00e7\u00e3o social que v\u00e3o muito para al\u00e9m das que a tradi\u00e7\u00e3o predominantemente visual pode oferecer. N\u00e3o se trata de substituir uma tradi\u00e7\u00e3o por outra, trata-se antes de as integrar a todas num paradigma de filosofia intercultural.<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: https:\/\/outraspalavras.net\/descolonizacoes\/boaventura-muito-alem-de-luz-trevas\/<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boaventura de Sousa Santos &#8211; A pergunta mais radical que podemos imaginar pode formular-se assim: por que \u00e9 que existe o ser em vez do nada? 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