{"id":15247,"date":"2021-05-24T09:11:30","date_gmt":"2021-05-24T12:11:30","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=15247"},"modified":"2021-05-19T09:22:17","modified_gmt":"2021-05-19T12:22:17","slug":"o-capitalismo-quer-agora-colonizar-o-imaginario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2021\/05\/24\/o-capitalismo-quer-agora-colonizar-o-imaginario\/","title":{"rendered":"&#8220;O capitalismo quer agora colonizar o imagin\u00e1rio&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><strong>Anatxu Zabalbeascoa &#8211; <\/strong>S\u00e3o muitas as quest\u00f5es que definem nossa sociedade que ele enxergou antes de todos. O\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sociologia\">soci\u00f3logo<\/a>\u00a0Richard Sennett (Chicago, 1943) h\u00e1 v\u00e1rios ensaios alerta contra os perigos do trabalho flex\u00edvel que deriva da autoexig\u00eancia e da falta de ra\u00edzes. Afastado das estat\u00edsticas, utiliza a sociologia como\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/literatura\">literatura<\/a>. Em uma d\u00fazia de livros \u2013 Construir E Habitar: \u00c9tica Para Uma Cidade Aberta \u00e9 o mais recente \u2013 Sennett descobre que tipo de sociedade somos e como chegamos at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>Em seu luminoso apartamento na Washington Square, Sennett anuncia que nunca se aposentar\u00e1. H\u00e1 cinco anos sofreu um infarto. Perdeu peso, mas n\u00e3o parou de tomar caf\u00e9. Nem de escrever. Nem de tocar piano. Passa as primaveras em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nueva_york\">Nova York<\/a>, agora dar\u00e1 aulas no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/mit_massachusetts_institute_technology\">MIT<\/a>) e em Harvard. Durante os invernos ensina na London School of Economics, \u201conde encontrei os estudantes mais envolvidos em quest\u00f5es p\u00fablicas enquanto os americanos se inclinam \u00e0 parte acad\u00eamica\u201d.<\/p>\n<p>De todas as suas ocupa\u00e7\u00f5es \u2013 tamb\u00e9m foi violoncelista profissional \u2013 escrever se transformou em sua rotina. \u201cSou uma pessoa de rituais. Escrevo pela manh\u00e3 e tenho minha vida no mundo ap\u00f3s comer\u201d.<\/p>\n<p><strong>Por quanto tempo ganhou a vida tocando violoncelo?<\/strong><\/p>\n<p>Cinco anos. N\u00e3o havia completado 20 quando comecei com um grupo que tocava m\u00fasica barroca de c\u00e2mara em ambientes n\u00e3o burgueses: igrejas, f\u00e1bricas \u2013 um lugar horroroso para tocar \u2013 e em associa\u00e7\u00f5es de mineiros.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o toca mais em p\u00fablico?<\/strong><\/p>\n<p>Tenho um grupo em que voc\u00ea s\u00f3 pode entrar se fracassou como m\u00fasico. Tocamos para n\u00f3s: um diretor de jornal, o reitor de uma universidade\u2026 Se eu n\u00e3o tivesse a les\u00e3o na m\u00e3o, hoje seria um diretor de orquestra, como Toscanini.<\/p>\n<p><strong>O que fez com que sua m\u00e3e o matriculasse na famosa Juilliard School de Nova York?<\/strong><\/p>\n<p>Ela n\u00e3o me matriculou. Odiava a escola! A ideia de que me transformasse em m\u00fasico a aterrorizava. Queria que eu fosse\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/medicos\">m\u00e9dico<\/a>\u00a0ou advogado, mas com 16 anos vim para Nova York morar sozinho. Nas fam\u00edlias europeias judaicas tocar um instrumento \u00e9 parte de sua educa\u00e7\u00e3o. Mas a possibilidade de que voc\u00ea fique obcecado \u00e9 um desvio nessa educa\u00e7\u00e3o. E eu estava obcecado. Qualquer um que se dedique a tocar est\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Seus av\u00f4s vieram da Europa.<\/strong><\/p>\n<p>Ambos eram judeus, um alem\u00e3o e o outro russo, e se casaram com mulheres crist\u00e3s. Essa \u201catrocidade social\u201d de se casar fora da f\u00e9 ampliou meu mundo.<\/p>\n<p><strong>Em seus ensaios o senhor adiantou muitos dos problemas da sociedade atual: a fragmenta\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias, os perigos da flexibilidade que iria melhorar nossa vida e acabou levando o trabalho a cada minuto e local de nossa vida privada\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Simplesmente vejo o que acontece. Muitas vezes as pessoas enxergam mais com a imagina\u00e7\u00e3o do que com os olhos.<\/p>\n<p><strong>O que aconteceu para que o que n\u00f3s entend\u00edamos como direitos hoje sejam vistos como privil\u00e9gios?<\/strong><\/p>\n<p>O capitalismo moderno funciona colonizando a imagina\u00e7\u00e3o do que n\u00f3s consideramos poss\u00edvel.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/karl_marx\">Marx<\/a>\u00a0j\u00e1 havia percebido que o capitalismo tinha mais a ver com a apropria\u00e7\u00e3o do entendimento do que com a apropria\u00e7\u00e3o do trabalho. O\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/facebook\">Facebook<\/a>\u00a0\u00e9 a pen\u00faltima apropria\u00e7\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o: o que v\u00edamos como \u00fatil agora se revela como uma forma de entrar na consci\u00eancia das pessoas antes de que possamos agir. As institui\u00e7\u00f5es que se apresentavam como libertadoras se transformam em controladoras. Em nome da liberdade, o Google e o Facebook nos levaram pelo caminho em dire\u00e7\u00e3o ao controle absoluto.<\/p>\n<p><strong>Como detectar o perigo nas novas tecnologias sem se transformar em um paranoico que suspeita de tudo?<\/strong><\/p>\n<p>Devemos nos perguntar sobre o que se apresenta como real. Isso \u00e9 o que fazem os escritores e os artistas. Eu n\u00e3o suspeito. Suspeitar significa que existe algo oculto e eu n\u00e3o acho que o Facebook tenha algo oculto. Simplesmente n\u00e3o queremos ver. N\u00e3o queremos enfrentar que o gratuito significa sempre uma forma de domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Em tempos de redes sociais, como preservar a intimidade?<\/strong><\/p>\n<p>O que aconteceu com a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/caso_cambridge_analytica\">Cambridge Analytica<\/a>\u00a0\u00e9 um crime: algu\u00e9m roubou e vendeu informa\u00e7\u00e3o privada. N\u00e3o existe mist\u00e9rio. \u00c9 um neg\u00f3cio ilegal que camuflaram com conversas sobre prote\u00e7\u00e3o de dados. Quem recebeu a informa\u00e7\u00e3o pagou por ela. Mas o truque \u00e9 levar uma discuss\u00e3o que n\u00e3o deveria existir \u00e0 imprensa. Os crimes devem ser punidos.<\/p>\n<p><strong>Seus ensaios s\u00e3o lidos de outra forma ap\u00f3s a quebra do\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/tag\/lehman_brothers_kuhn_loeb_inc\/a\">Lehman Brothers<\/a>?<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse colapso, as vendas do meu livro\u00a0<em>A Cultura do Novo Capitalismo<\/em>\u00a0dispararam. At\u00e9 ent\u00e3o as cr\u00edticas \u00e0 ordem econ\u00f4mica eram consideradas nost\u00e1lgicas. Muitas das coisas que est\u00e3o acontecendo s\u00e3o t\u00e3o incr\u00edveis que tendemos a n\u00e3o acreditar, mesmo com elas na nossa frente.<\/p>\n<p><strong>O senhor n\u00e3o previu\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/donald_trump\">Trump<\/a>. E nem o Brexit.<\/strong><\/p>\n<p>Ficaram al\u00e9m dos meus poderes. Mas tive uma intui\u00e7\u00e3o. O problema de Obama \u00e9 que falava com uma eloqu\u00eancia maravilhosa, mas a desigualdade continuava aumentando. N\u00e3o conseguiu control\u00e1-la. Deu apoio \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, mas o resto ficou nas palavras. E isso \u00e9 muito perigoso. Ele teria sido um grande juiz do Supremo Tribunal, mas n\u00e3o agiu como um grande presidente.<\/p>\n<p><strong>De que maneiras podem agir hoje os pol\u00edticos para defender os direitos das pessoas contra as press\u00f5es dos poderes econ\u00f4micos?<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria explica. H\u00e1 100 anos Theodore Roosevelt decidiu que o Estado deveria romper os monop\u00f3lios. Era conservador. Mas era o presidente de todos os americanos. O capitalismo tem a tend\u00eancia a passar com grande facilidade do mercado ao monop\u00f3lio. E a\u00ed, com a repress\u00e3o da concorr\u00eancia, come\u00e7am os grandes problemas, a grande desprote\u00e7\u00e3o. Com monop\u00f3lios, o capitalismo passa de ser o sistema da concorr\u00eancia a ser o da domina\u00e7\u00e3o. Aumentar a diferen\u00e7a salarial entre os ricos e os pobres de tal maneira como ocorre agora \u00e9 o caminho a todos os populismos. Isso foi Trump. No Reino Unido tivemos o equivalente a Obama em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/tony_blair\">Tony Blair<\/a>. Pior do que Obama. Obama \u00e9 um homem de total integridade pessoal. E Blair \u00e9 somente um pol\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>Por que o Estado de bem-estar s\u00f3 parece sustent\u00e1vel nos pa\u00edses n\u00f3rdicos?<\/strong><\/p>\n<p>Eu resisto a essa ideia. N\u00e3o \u00e9 preciso ser rico para que esse sistema prospere e se mantenha. Na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/colombia\">Col\u00f4mbia<\/a>\u00a0existe com recursos muito menores. Em Botsuana h\u00e1 um modelo justo, ainda que a equidade quando se tem pouco signifique pouco. Bismarck construiu o Estado de bem-estar na Alemanha com m\u00e1s inten\u00e7\u00f5es: queria evitar que os trabalhadores se rebelassem. Com o Estado de bem-estar as pessoas se tornam conservadoras. A destrui\u00e7\u00e3o dessas pol\u00edticas que ocorre hoje na Espanha \u00e9 uma trag\u00e9dia. Sabe que meus pais lutaram na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/guerra_civil_espanola\">Guerra Civil Espanhola<\/a>?<\/p>\n<p><strong>Eu li que por ser filho de brigadistas lhe ofereceram a nacionalidade espanhola.<\/strong><\/p>\n<p>Eu gostaria. Escreva isso: eu gostaria. Aceitaria na hora. Sou americano e brit\u00e2nico, mas tamb\u00e9m gostaria de ser espanhol. Escreva.<\/p>\n<p><strong>Ele se levanta para contar a sua esposa, a soci\u00f3loga Saskia Sassen, que trabalha no c\u00f4modo ao lado.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea j\u00e1 sabe o que nossos amigos espanh\u00f3is ir\u00e3o perguntar: Espanhola ou catal\u00e3?\u2019. Precisamos ter cuidado\u201d, responde ela.<\/p>\n<p><strong>O senhor cresceu em um bairro pobre de Chicago, Cabrini Green.<\/strong><\/p>\n<p>Minha m\u00e3e era assistente social. Trabalhou para o partido comunista e foi perseguida por\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/joseph_mccarthy\">McCarthy<\/a>\u00a0at\u00e9 que, como quase todos os comunistas americanos, percebeu no que o comunismo sovi\u00e9tico havia se transformado e deixou de ser comunista. Dedicou quase uma d\u00e9cada a criar a legisla\u00e7\u00e3o de um sistema de sa\u00fade pioneiro. Mas ela e meu pai eram os t\u00edpicos comunistas burgueses.<\/p>\n<p><strong>Conheceu seu pai?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. E isso faz parte de meu drama pessoal. Conheci seu irm\u00e3o mais velho, meu tio Bill, que tamb\u00e9m lutou na Espanha com os republicanos.<\/p>\n<p><strong>Sabe por que seu pai foi embora?<\/strong><\/p>\n<p>Tenho certeza de que foi por outra mulher. Minha m\u00e3e n\u00e3o me deu nenhuma explica\u00e7\u00e3o. Mas, j\u00e1 que pergunta, o momento de maior tens\u00e3o com minha m\u00e3e n\u00e3o foi por isso. Foi por minha decis\u00e3o de me transformar em violoncelista profissional. Tinha medo de qualquer coisa que se afastasse dessa seguran\u00e7a. E via a m\u00fasica como uma vida bo\u00eamia.<\/p>\n<p><strong>Mas o senhor escolheu essa vida.<\/strong><\/p>\n<p>Tive um per\u00edodo de vida bo\u00eamia em Nova York. Depois voltei \u00e0 ordem. Fui convocado para ir \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/guerra_vietnam\">guerra do Vietn\u00e3<\/a>\u00a0e decidi evit\u00e1-la retornando a Chicago para voltar \u00e0 universidade. Depois, em Harvard, me operaram porque o t\u00fanel do carpo na m\u00e3o de muitos m\u00fasicos e alguns atletas se tensiona de tal forma que os m\u00fasculos se enrolam uns com os outros. Nos \u00faltimos 40 anos, precisei encontrar maneiras de compensar a fraqueza de alguns dedos quando toco violoncelo. Isso me afastou da m\u00fasica profissional.<\/p>\n<p><strong>Em\u00a0<em>A Corros\u00e3o do Car\u00e1ter<\/em>\u00a0o senhor descreve a fal\u00e1cia de que a flexibilidade trabalhista melhora a vida. Que tipo de car\u00e1ter produzir\u00e3o o Uber e o Deliveroo?<\/strong><\/p>\n<p>Vidas sem coluna vertebral. Um car\u00e1ter cujas experi\u00eancias n\u00e3o constroem um todo coerente. Algo muito circunscrito a nosso tempo e preocupante porque os humanos precisam de uma hist\u00f3ria pr\u00f3pria, uma coluna vertebral.<\/p>\n<p><strong>Como v\u00ea o futuro de seus estudantes?<\/strong><\/p>\n<p>Tento tirar de suas cabe\u00e7as que a vida intelectual depende das universidades. Em qualquer profiss\u00e3o a pessoa pode e deve ter uma vida intelectual ativa. \u00c9 fundamental que qualquer pessoa tenha consci\u00eancia de sua capacidade intelectual e de sua necessidade de contribuir a esse desenvolvimento. At\u00e9 mesmo se n\u00e3o tiver uma carreira universit\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>O senhor n\u00e3o parece um te\u00f3rico. Como soci\u00f3logo utiliza o trabalho de campo, n\u00e3o as estat\u00edsticas. Fala de pessoas com nomes e sobrenomes\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Sempre me senti arraigado na antropologia da vida cotidiana. Isso era suspeito para a Escola de Frankfurt dos anos trinta, exceto para Benjamin, que usava suas pr\u00f3prias experi\u00eancias para tentar entender o mundo. Por isso sofreu o desprezo da Escola de Frankfurt. A \u00fanica pessoa que o protegeu foi\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/hannah_arendt\">Hannah Arendt<\/a>.<\/p>\n<p><strong>O senhor \u00e9 considerado disc\u00edpulo de Arendt. O que lembra dela?<\/strong><\/p>\n<p>Eu a conheci em 1959. Meu grupo tocava os quartetos de Bart\u00f3k na Universidade de Chicago e ao terminar uma mulher pequenininha subiu ao palco para nos cumprimentar. Disse que havia conhecido Bart\u00f3k. Quando voltei a Chicago, fiz seu curso de est\u00e9tica e odiei a est\u00e9tica. Acho que a decepcionei e que ela significou muito mais para mim do que eu signifiquei para ela.<\/p>\n<p><strong>O que ela significou para o senhor?<\/strong><\/p>\n<p>Foi uma pedra de toque intelectual em minha trajet\u00f3ria. Mas mostrei a ela um rascunho do meu livro\u00a0<em>O decl\u00ednio do homem p\u00fablico: As tiranias da intimidade<\/em>\u00a0e o odiou. Foi esse tipo de rela\u00e7\u00e3o\u2026 Ela tinha uma conex\u00e3o melhor com pessoas que eram filosoficamente mais sofisticadas do que eu. Por isso me d\u00e1 medo que essa rela\u00e7\u00e3o seja supervalorizada. Eu gostaria de ter sido seu disc\u00edpulo, mas n\u00e3o acho que seja. Acho que \u00e9 dif\u00edcil para as pessoas entenderem que algu\u00e9m pode te influenciar profundamente sem exercer um papel possessivo sobre voc\u00ea. Senti uma grande tristeza por ela quando publicou\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/adolf_eichmann\">Eichmann<\/a>\u00a0em Jerusal\u00e9m e se transformou em uma p\u00e1ria diante da maioria da comunidade judaica que fugiu dos nazistas.<\/p>\n<p><strong>O senhor escreveu que os professores d\u00e3o li\u00e7\u00f5es e os grandes professores, d\u00favidas. E acabou questionando Arendt.<\/strong><\/p>\n<p>O que me chocava nela era que tinha certa surdez cultural. Era contra for\u00e7ar algumas formas de integra\u00e7\u00e3o racial na Am\u00e9rica, escreveu um artigo muito obscuro sobre isso. N\u00e3o ignorava que os negros precisavam for\u00e7ar esse caminho. Mas ficava na an\u00e1lise da proposta abstrata. Os negros devem ser for\u00e7ados a conviver com os brancos? Theodor Adorno disse que odiava o jazz porque era uma m\u00fasica primitiva. \u00c9 o mesmo, para mim essa gera\u00e7\u00e3o de fil\u00f3sofos tinha um problema: a surdez diante do presente. Vimos isso com a gera\u00e7\u00e3o de nossos pais: eles custavam a entender que n\u00e3o cair\u00edamos rendidos nos bra\u00e7os do partido comunista. Em sua equa\u00e7\u00e3o, ser anticomunista era igual a ser nazista, ou algo assim.<\/p>\n<p><strong>Hoje, em que lugar o senhor se situa politicamente?<\/strong><\/p>\n<p>Atravessei um per\u00edodo muito conservador. Fui liberal. Mas agora estou novamente \u00e0 esquerda. Sou um socialista de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/bernard_sanders\">Bernie Sanders<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Por que a esquerda j\u00e1 n\u00e3o se conecta com a vontade de mudan\u00e7a das pessoas?<\/strong><\/p>\n<p>Isso \u00e9 o que me deixa t\u00e3o triste sobre a esquerda espanhola. Os interesses dos partidos de esquerda \u2013 de direita j\u00e1 n\u00e3o falamos \u2013 passaram a ser mais importantes do que os interesses da popula\u00e7\u00e3o. E dessa forma n\u00e3o se pode avan\u00e7ar.<\/p>\n<p><strong>O que acontecer\u00e1 depois de Trump?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 evidentemente um criminoso. A quest\u00e3o \u00e9 se ser\u00e1 considerado respons\u00e1vel ou n\u00e3o por seus crimes. O mundo est\u00e1 cheio de criminosos soltos. E pode ser que ele se junte a esse grupo. A \u00fanica coisa que me consola \u00e9 que Trump \u00e9 um juiz t\u00e3o ruim dos demais que isso o faz cometer grandes erros. Quando se \u00e9 t\u00e3o egoc\u00eantrico, \u00e9 dif\u00edcil ver o resto. Mas\u2026 por enquanto \u00e9 o homem mais poderoso do mundo. At\u00e9 mesmo seus eleitores sabem que \u00e9 um delinquente.<\/p>\n<p><strong>E por que o apoiam?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um enigma. Mas n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno unicamente americano. J\u00e1 o presenciamos com Berlusconi. As pessoas sabiam como era e, ainda assim, o queriam para demonstrar sua irrita\u00e7\u00e3o, para incomodar. Trump \u00e9 a express\u00e3o da pol\u00edtica da ofensa. Nesse pa\u00eds j\u00e1 deixamos para tr\u00e1s a ideia de ca\u00e7\u00e1-lo. J\u00e1 foi ca\u00e7ado. O que ainda n\u00e3o sabemos \u00e9 se pagar\u00e1 ou n\u00e3o por isso. Berlusconi foi capaz de destro\u00e7ar o sistema judicial italiano. E pode ser que Trump consiga faz\u00ea-lo aqui.<\/p>\n<p><strong>Hoje a criatividade \u00e9 fundamental em todos os trabalhos?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Em sociologia, criativo \u00e9 procurar uma voz pr\u00f3pria. Mas s\u00f3 a temos falando para algu\u00e9m. N\u00e3o se tem voz pr\u00f3pria para falar sozinho.<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: https:\/\/outraspalavras.net\/outrasmidias\/o-capitalismo-quer-agora-colonizar-o-imaginario\/<\/p>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anatxu Zabalbeascoa &#8211; S\u00e3o muitas as quest\u00f5es que definem nossa sociedade que ele enxergou antes de todos. 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