{"id":15060,"date":"2021-04-27T12:35:27","date_gmt":"2021-04-27T15:35:27","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=15060"},"modified":"2021-04-20T18:38:15","modified_gmt":"2021-04-20T21:38:15","slug":"por-centenas-de-anos-as-pandemias-remodelaram-a-forma-como-trabalhamos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2021\/04\/27\/por-centenas-de-anos-as-pandemias-remodelaram-a-forma-como-trabalhamos\/","title":{"rendered":"Por centenas de anos, as pandemias remodelaram a forma como trabalhamos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Freg J. Stokes<\/strong> &#8211; Quando imaginamos os quatro cavaleiros do apocalipse, pensamos na Guerra, na Fome, na Peste e na Morte, agindo juntos para devastar popula\u00e7\u00f5es humanas. Mas a pandemia atual mostrou que h\u00e1 um quinto membro na tropa maldita: o Trabalho. De\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/world-asia-54082861\">Singapura<\/a>\u00a0a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jacobinmag.com\/2020\/06\/jobs-pandemic-working-class-inequality\">Paris<\/a>, a COVID-19 entranhou-se em comunidades de trabalhadores prec\u00e1rios e de baixa renda.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jacobinmag.com\/2020\/09\/melbourne-toll-warehouse-covid-coronavirus-walkout\">Condi\u00e7\u00f5es inseguras de trabalho<\/a>\u00a0e o avan\u00e7o da precariza\u00e7\u00e3o facilitaram a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus ao redor do mundo.<\/p>\n<p>Apesar de associarmos essas condi\u00e7\u00f5es com a \u00faltima fase do capitalismo, o entrela\u00e7amento da din\u00e2mica entre pandemia, regime de trabalho e lutas de classe existe h\u00e1 sete s\u00e9culos. S\u00e3o tr\u00eas grandes ciclos: a peste bub\u00f4nica atravessou uma estaca no cora\u00e7\u00e3o do feudalismo europeu no s\u00e9culo XIV; a invas\u00e3o europ\u00e9ia das Am\u00e9ricas, que levaram ondas de pandemia de carona, auxiliaram no parto do capitalismo; e os \u00faltimos dois s\u00e9culos tem presenciado a escalada de uma sequ\u00eancia de pandemias globais, acompanhadas do desmatamento e expans\u00e3o do capitalismo industrial. Em cada est\u00e1gio desta saga de sete s\u00e9culos,\u00a0as consequ\u00eancias dos conflitos de classe t\u00eam sido influenciadas pela forma como os trabalhadores e governantes respondem \u00e0s pandemias. O desfecho da crise atual n\u00e3o ser\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Peste bub\u00f4nica e o fim do feudalismo, 1300 a 1400<\/strong><\/p>\n<p>Entre 1347 e 1352, a peste bub\u00f4nica assolou a Europa, lan\u00e7ando a \u00faltima p\u00e1 de cal sobre o agonizante sistema feudal. A propaga\u00e7\u00e3o espetacular da peste na Europa, onde matou no m\u00ednimo um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o e mais de dois ter\u00e7os em muitas \u00e1reas, pode ser atribu\u00edda, em parte, \u00e0 j\u00e1 miser\u00e1vel sa\u00fade dos habitantes da regi\u00e3o. No feudalismo tardio, a combina\u00e7\u00e3o de trabalho agr\u00edcola extenuante, fome e guerra entre senhores feudais levou a um quadro de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.net.au\/science\/articles\/2008\/01\/29\/2149185.htm\">alta incid\u00eancia de desnutri\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0entre os camponeses europeus, tornando-os mais suscet\u00edveis ao arrebatamento da praga. O Trabalho, o cavaleiro n\u00e3o consagrado, sempre estava por perto para dar assist\u00eancia\u00a0aos seus c\u00famplices mais famosos\u00a0 \u2013 a Fome, a Guerra e a Peste.<\/p>\n<p>O colapso demogr\u00e1fico subsequente teve consequ\u00eancias inesperadas. Com a repentina escassez de trabalho e abund\u00e2ncia de terra, camponeses de muitas regi\u00f5es se viram em uma posi\u00e7\u00e3o vantajosa para assumir o poder de seus senhores feudais. Os camponeses se organizaram coletivamente para se libertarem das obriga\u00e7\u00f5es feudais, interromperam pagamento aos senhores e escaparam para terras desocupadas, instaurando o que Silvia Federici e outros t\u00eam descrito como\u00a0a \u201cEra de Ouro do proletariado europeu\u201d.<\/p>\n<p>Embora esse per\u00edodo n\u00e3o deva ser idealizado, as evid\u00eancias dispon\u00edveis sugerem que, ao longo do s\u00e9culo seguinte, tanto camponeses quanto trabalhadores urbanos conseguiram demandar maiores sal\u00e1rios, barateamento dos alimentos e mais dias de folga para celebra\u00e7\u00f5es e festejos, sem falar na queda significativa da dist\u00e2ncia dos sal\u00e1rios de homens e mulheres. Na esteira da peste bub\u00f4nica, foram os trabalhadores, e n\u00e3o os senhores feudais, que obtiveram o melhor proveito da crise social.<\/p>\n<p>Em resposta, a classe dominante europeia buscou reconquistar seu dom\u00ednio sobre o trabalho. Apenas a demografia n\u00e3o determina o resultado desse conflito: essas respostas variam de acordo com o equil\u00edbrio das for\u00e7as de classe em cada regi\u00e3o da Europa. Em 1349, no pico da peste bub\u00f4nica, a Inglaterra sancionou da \u201cPortaria dos Trabalhadores\u201d. Em um movimento que aqueceria o cora\u00e7\u00e3o de Boris Johnson, a portaria declarava que os sal\u00e1rios n\u00e3o deveriam ultrapassar os valores pr\u00e9-peste e que todos aqueles abaixo de 60 anos que se recusassem a trabalhar seriam presos.<\/p>\n<p>Essas medidas falharam em raz\u00e3o das revoltas camponesas e foram necess\u00e1rias reformas adicionais como os cercamentos das terras comuns na Inglaterra para roubar a independ\u00eancia dos pequenos propriet\u00e1rios agr\u00edcolas. No mediterr\u00e2neo,\u00a0enquanto a peste bub\u00f4nica dizimou a popula\u00e7\u00e3o do Chipre, Creta e de outras ilhas produtoras de a\u00e7\u00facar, os donos de planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7ucar recorreram \u00e0 escravid\u00e3o para garantir o controle do suprimento de trabalho. Portugueses e espanh\u00f3is dariam continuidade a esse experimento brutal nas Am\u00e9ricas, auxiliados em seus des\u00edgnios por um novo ciclo de pestil\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Pandemias americanas e o nascimento do capitalismo, 1500 a 1700<\/strong><\/p>\n<p>A invas\u00e3o das Am\u00e9ricas foi um grande presente que caiu do c\u00e9u para as classes dominantes europeias em seu revide contra o trabalho. As conquistas ib\u00e9ricas desencadearam uma s\u00e9rie cont\u00ednua de pandemia sobre as popula\u00e7\u00f5es nativas, incluindo var\u00edola, sarampo, influenza, disenteria e outras. A popula\u00e7\u00e3o exata das Am\u00e9ricas em 1492 ainda \u00e9 algo discut\u00edvel, mas as\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theatlantic.com\/magazine\/archive\/2002\/03\/1491\/302445\/\">estimativas<\/a>\u00a0atuais indicam uma taxa de mortalidade de 90% entre 1492 e 1650, o que representa um total de mortos em algum ponto entre 50 e 90 milh\u00f5es. A imposi\u00e7\u00e3o dos regimes de trabalho europeus, que usavam o trabalho de nativos para abrir\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ppesydney.net\/10-talking-points-jason-w-moores-capitalism-web-life\/\">novas fronteiras para explora\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0de prata e de a\u00e7\u00facar, exacerbou a perda catacl\u00edsmica de vida. Mais uma vez, Trabalho, o quinto cavaleiro, ajudou sua c\u00famplice, a Pestil\u00eancia.<\/p>\n<p>Essa implos\u00e3o demogr\u00e1fica criou, para os conquistadores, o mesmo problema que os senhores feudais tiveram de encarar com a peste bub\u00f4nica: uma popula\u00e7\u00e3o em decl\u00ednio que lan\u00e7ava uma variedade de m\u00e9todos para resistir \u00e0s demandas de trabalho colocadas sobre ela. V\u00e1rios l\u00edderes Guarani nas florestas tropicais da Am\u00e9rica do Sul se aliaram com mission\u00e1rios jesu\u00edtas para publicizar seus conflitos com colonos espanh\u00f3is. Em suas den\u00fancias, eles conectaram explicitamente a explora\u00e7\u00e3o em seus locais de trabalho \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as em suas comunidades:<\/p>\n<blockquote><p>Os Karai (Espanh\u00f3is) n\u00e3o nos pagam por nossa exaust\u00e3o. O que n\u00f3s trazemos (dos locais de trabalho) \u00e9 fadiga; doen\u00e7a \u00e9 o que n\u00f3s trazemos. Dos nossos, com frequ\u00eancia morrem nas estradas, outros ao chegar, outros permanecem doentes para sempre.<\/p><\/blockquote>\n<p>Contudo, os mission\u00e1rios costumavam explorar tanto quanto os conquistadores e muitas comunidades ind\u00edgenas da floresta tropical atl\u00e2ntica, a Amaz\u00f4nia, e por toda parte, escolhiam o isolamento social ao inv\u00e9s da negocia\u00e7\u00e3o, recuando de \u00e1reas colonizadas e minimizando o contato com as for\u00e7as invasoras. Assim como hoje, as nossas op\u00e7\u00f5es s\u00e3o limitadas no que diz respeito \u00e0 defesa dos direitos trabalhistas durante a pandemia, aquelas comunidades ind\u00edgenas tiveram que trabalhar com um arco muito limitado de escolhas dispon\u00edveis: alguns tentaram negociar suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho enquanto outros se recusaram a trabalhar de qualquer forma.<\/p>\n<p>As pandemias nas Am\u00e9ricas tamb\u00e9m ajudaram a criar as condi\u00e7\u00f5es para o com\u00e9rcio transatl\u00e2ntico de escravos. Para contornar as dificuldades no controle do trabalho ind\u00edgena em meio a m\u00faltiplos surtos de doen\u00e7as, as pot\u00eancias europeias come\u00e7aram a abduzir jovens das costas da \u00c1frica. Os lucros provenientes de novas fronteiras de\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0que usavam o trabalho escravo nas Am\u00e9ricas, tais como a\u00e7\u00facar, algod\u00e3o e ouro, foram canalizados de volta para a Europa e ajudaram a dar o pontap\u00e9 inicial da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.<\/p>\n<p>Mesmo com debate ainda em aberto sobre como, quando e onde o capitalismo come\u00e7ou, dois fatores comumente mencionados s\u00e3o o estabelecimento do sistema de\u00a0<em>plantation<\/em>\u00a0escravocrata nas Am\u00e9ricas e o crescimento de uma classe trabalhadora dependente do mercado na Inglaterra, for\u00e7ada a ir para as cidades em raz\u00e3o dos cercamentos e outros eventos. Ambos os novos regimes de trabalho surgiram, em parte, a partir das tentativas das classes dominantes de reafirmar seus poderes sobre os trabalhadores rebeldes ap\u00f3s as pandemias.<\/p>\n<p>Para tomar as r\u00e9deas das for\u00e7as em seu pr\u00f3prio favor, a classe governantes teve que criar um novo e intrincado sistema de opress\u00e3o, com a \u201cescravid\u00e3o velada dos trabalhadores assalariados da Europa\u201d erguida sobre a \u201cescravid\u00e3o, pura e simples, do Novo Mundo\u201d, como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/marx\/works\/1867-c1\/ch31.htm\">Karl Marx coloca<\/a>. Ainda que essa seja apenas parte da hist\u00f3ria no interior de complexidades mais amplas, h\u00e1 um fio cristalino que vai das pandemias na Europa e nas Am\u00e9ricas, os subsequentes conflitos em ambas as regi\u00f5es e o nascimento do capitalismo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a disputa entre trabalho e capital n\u00e3o termina aqui. Mesmo nas planta\u00e7\u00f5es, trabalhadores escravizados encontraram formas de usar as doen\u00e7as como armas contra seus opressores. O com\u00e9rcio de escravos tamb\u00e9m possibilitou que uma nova doen\u00e7a transmitida por mosquitos chegasse \u00e0s Am\u00e9ricas tais como mal\u00e1ria e febre amarela, as quais rapidamente se tornaram end\u00eamicas \u00e0s zonas tropicais do Caribe e do continente. Durante as revoltas de escravos em Santo Domingo, o l\u00edder revolucion\u00e1rio Toussaint Louverture usou seu\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC4816006\/\">conhecimento sobre essas doen\u00e7as<\/a>\u00a0para vencer seus advers\u00e1rios franceses e ingleses.<\/p>\n<p>Louverture e outros\u00a0<a href=\"https:\/\/jacobinmag.com\/2012\/03\/the-black-jacobin-2\">jacobinos negros<\/a>\u00a0se valeram da imunidade diferencial da taxa de imunidade entre a popula\u00e7\u00e3o rebelde local e os rec\u00e9m chegados soldados europeus, atraindo seus oponentes para um longo conflito de guerrilha durante a temporada de chuvas. A independ\u00eancia do Haiti em 1804 pode ser atribu\u00edda em grande parte ao sucesso desse arsenal biol\u00f3gico. O medo de que levantes semelhantes ao do Haiti se espalhassem para outros lugares passou a desempenhar um papel importante na aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o no s\u00e9culo dezenove. Infelizmente, essa foi apenas uma vit\u00f3ria parcial para as for\u00e7as globais de trabalho. Durante o mesmo per\u00edodo, as pot\u00eancias europeias embarcaram em uma nova onda de coloniza\u00e7\u00e3o na \u00c1sia e na \u00c1frica, desencadeando novas pandemias no processo.<\/p>\n<p><strong>Pandemias globais, florestas e fazendas, 1800 a 2000<\/strong><\/p>\n<p>Ao longo dos dois \u00faltimos s\u00e9culos, o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jacobinmag.com\/2015\/03\/anthropocene-capitalism-climate-change\">capitalismo movido por combust\u00edveis f\u00f3sseis<\/a>\u00a0tem acelerado a expans\u00e3o de fronteiras de\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0na dire\u00e7\u00e3o de florestas tropicais, bem como do crescimento da agricultura de escala industrial \u2014 desenvolvimento duplo que abre uma caixa de Pandora da pestil\u00eancia. Por sua vez, a rede de com\u00e9rcio internacional tem ajudado na transmiss\u00e3o dessas doen\u00e7as entre popula\u00e7\u00f5es exploradas e exauridas ao redor do mundo.<\/p>\n<p>Segundo Mike Davis, esse \u00e9 um processo que tem se acelerado desde a Segunda Guerra Mundial, mas precedentes para a atual crise tamb\u00e9m podem ser encontrados nas ondas de pandemias instigadas pelo imperialismo do s\u00e9culo XIX na \u00c1sia e na \u00c1frica. A invas\u00e3o brit\u00e2nica da \u00cdndia levou \u00e0 transmiss\u00e3o da c\u00f3lera pelo planeta depois de 1817, atrav\u00e9s de redes navais e comerciais do Reino Unido. \u00c9 assim que uma doen\u00e7a que se originou nos campos de arroz nos deltas do Ganges propiciou um pano de fundo para o romance de Gabriel Garcia Marquez,\u00a0<em>Amor nos Tempos de C\u00f3lera<\/em>, que se desenrola na costa da Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>For\u00e7as similares participaram da dissemina\u00e7\u00e3o de um nova manifesta\u00e7\u00e3o de peste bub\u00f4nica a partir de Yunnan, na China, onde a dinastia Qing abriu uma fronteira de minera\u00e7\u00e3o de cobre. Nas densas florestas tropicais da prov\u00edncia, Yersinia Pestis, a bact\u00e9ria que causa a praga, circulava entre popula\u00e7\u00f5es de roedores locais. Por volta de 1855, a doen\u00e7a infectou os mineiros invasores e ent\u00e3o se espalhou para a costa e para o exterior, seguindo as rotas do com\u00e9rcio de \u00f3pio estabelecida pelos ingleses, que tentavam desmantelar o com\u00e9rcio chin\u00eas com a venda ilegal de drogas aos trabalhadores locais. A \u201cterceira praga\u201d, como ficou conhecida, matou mais de 12 milh\u00f5es de pessoas e foi considerada ativa pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) at\u00e9 1960.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XX, o avan\u00e7o de fronteiras de\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s florestas tropicais da \u00c1frica central foi um vetor chave para a emerg\u00eancia de novas doen\u00e7as, sendo o HIV\/AIDS de longe o exemplo mais devastador. A corrida europeia pela \u00c1frica inaugurou a disparada da extra\u00e7\u00e3o de borracha e marfim, com monarcas distantes como o Rei Leopoldo da B\u00e9lgica e o Kaiser Germano arrancando excedentes a partir da atividade n\u00e3o remunerada de trabalhadores locais, ao\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2000\/mar\/19\/biography.stephenpritchard\">custo de milh\u00f5es de vidas<\/a>.<\/p>\n<p>Estudos recentes sugerem que o consumo de carne de ca\u00e7a, provavelmente no Congo ou no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC4254776\/\">Camar\u00f5es Alem\u00e3o<\/a>, ocasionou a transmiss\u00e3o do V\u00edrus da Imunodefici\u00eancia S\u00edmia (SIV, no original em ingl\u00eas) de chimpanz\u00e9s para humanos, resultando no aparecimento do HIV-1. \u00c9 poss\u00edvel que essa carne de ca\u00e7a tenha sido\u00a0<a href=\"https:\/\/pages.ucsd.edu\/~jmoore\/publications\/ChitnisEtAlHIVAIDSRes2000.pdf\">consumida por trabalhadores em expedi\u00e7\u00f5es de trabalho for\u00e7ado<\/a>, com o v\u00edrus viajando, consequentemente, por balsas e trens ao longo das rotas de exporta\u00e7\u00e3o de borracha e m\u00e1rmore. Da Kinshasa de 1920, no Congo B\u00e9lgico, o v\u00edrus saltou para o Haiti depois da Segunda Guerra Mundial antes de finalmente ser identificado nos Estados Unidos na d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas seguintes, o avan\u00e7o cont\u00ednuo da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jacobinmag.com\/2020\/05\/climate-change-crisis-covid-coronavirus-environment\">pesca, minera\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0e de outras fronteiras das\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0na \u00c1frica central ajudou na transfer\u00eancia, de animais para humanos, de uma lista crescente de pat\u00f3genos, incluindo os v\u00edrus da Zika, Chikungunya, Ebola e Marbug. Simultaneamente, a cria\u00e7\u00e3o industrial de um grande n\u00famero de animais propiciou um terreno f\u00e9rtil para os v\u00edrus da influenza, com m\u00faltiplos surtos de gripe entre 1957 e 2010 impulsionados pela intera\u00e7\u00e3o entre\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/commentisfree\/2009\/apr\/27\/swine-flu-mexico-health\">humanos, su\u00ednos e p\u00e1ssaros<\/a>.<\/p>\n<p>Embora a origem da pandemia de gripe \u201cespanhola\u201d de 1918-19 ainda seja uma discuss\u00e3o sem consenso, \u00e9 poss\u00edvel que tamb\u00e9m tenha sido transmitida aos humanos por animais do setor pecu\u00e1rio e ent\u00e3o se espalhou entre as fileiras de jovens que desempenhavam trabalho militar para os seus l\u00edderes europeus antes de infligir um massacre ainda maior nas popula\u00e7\u00f5es da\u00a0<a href=\"https:\/\/jacobinmag.com\/2020\/03\/mike-davis-coronavirus-outbreak-capitalism-left-international-solidarity\">\u00cdndia e do Ir\u00e3 desgastadas pela ocupa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica<\/a>. Como sempre, regimes de trabalho brutalizantes deram sua contribui\u00e7\u00e3o junto \u00e0 pestil\u00eancia, guerra e fome. N\u00e3o foi por acaso que esse per\u00edodo testemunhou tamb\u00e9m uma variedade impressionante de greves e protestos, levados adiante por toda sorte de grupos, desde ativistas em Amritsar \u00e0 anarquistas em Buenos Aires e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jacobinmag.com\/2020\/04\/coronavirus-pandemic-strike-wave-spanish-flu\">costureiras em Nova York<\/a>.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1.png?resize=640%2C452&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1.png 900w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-300x212.png 300w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-768x542.png 768w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-207x146.png 207w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-50x35.png 50w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-106x75.png 106w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-600x423.png 600w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"452\" data-srcset=\"https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1.png 900w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-300x212.png 300w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-768x542.png 768w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-207x146.png 207w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-50x35.png 50w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-106x75.png 106w, https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1-600x423.png 600w\" data-src=\"https:\/\/jacobin.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1024px-People_San_Francisco_Spanish_Flu_1918.webp_-900x635-1.png\" data-sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n<p><em>As pessoas esperam na fila para obter m\u00e1scaras de gripe para evitar a propaga\u00e7\u00e3o da gripe em S\u00e3o Francisco em 1918<\/em><\/p>\n<p>As origens da COVID-19 tamb\u00e9m s\u00e3o incertas, mas uma hip\u00f3tese frequentemente mencionada \u00e9 que se disseminou de morcegos para humanos atrav\u00e9s de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pangolim\">pangolins<\/a>\u00a0mantidos em cativeiro.\u00a0<a href=\"https:\/\/nplusonemag.com\/online-only\/online-only\/chinese-virus-world-market\/\">Conforme Andy Liu argumenta<\/a>, o consumo em larga escala de escamas e da carne de pangolins na China \u00e9 um fen\u00f4meno recente, um espet\u00e1culo gastron\u00f4mico que serve como um marcador de privil\u00e9gios em meio a um cen\u00e1rio de\u00a0<em>boom<\/em>\u00a0econ\u00f4mico. O quinto cavaleiro infunde competi\u00e7\u00e3o, busca de status e destrui\u00e7\u00e3o de solidariedade de classe ao prover luxos cada vez mais extravagantes para os bem remunerados. Assim como o apetite mundial por porco e por bife, o consumo de animais selvagens ex\u00f3ticos na China foi impelido pela expans\u00e3o fren\u00e9tica da economia mundial capitalista. E o crescimento sem freios dessas fronteiras de\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0certamente trar\u00e1 muitas outras pragas sobre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Carece de verdade e embasamento a fala do primeiro ministro australiano, Scott Morrison, que\u00a0<a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2020\/03\/18\/australia\/coronavirus-covid-19-update-australia-intl-hnk\/index.html\">afirmou<\/a>\u00a0que a atual pandemia \u00e9 um \u201cevento que ocorre uma vez a cada 100 anos\u201d. Pelo contr\u00e1rio, os \u00faltimos relat\u00f3rios cient\u00edficos prev\u00eaem que se o desmatamento continuar no ritmo vigente, vamos amargurar de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2020\/aug\/30\/rampant-destruction-of-forests-will-unleash-more-pandemics\">cinco a seis pandemias por ano<\/a>. As redes de suprimento de\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0impulsionam esse processo em cada um de seus est\u00e1gios. Os porcos na China e na Europa que podem estar incubando a pr\u00f3xima pandemia de influenza s\u00e3o alimentados com gr\u00e3os de soja colhidos em planta\u00e7\u00f5es que est\u00e3o liquidando savanas e florestas tropicais na Am\u00e9rica do Sul. Essas s\u00e3o, precisamente, as \u00e1reas em que novos agentes infecciosos, tais como o v\u00edrus Machupo (um arenav\u00edrus que se hospeda em roedores na Amaz\u00f4nia), emergiram nos \u00faltimos setenta anos. A destrui\u00e7\u00e3o da floresta Amaz\u00f4nica, por sua vez, aceleraria o aquecimento global, levando \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o do derretimento do gelo \u00c1rtico, onde o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/earth\/story\/20170504-there-are-diseases-hidden-in-ice-and-they-are-waking-up\">antraz e outras doen\u00e7as h\u00e1 muito adormecidas<\/a>\u00a0j\u00e1 est\u00e3o sendo liberadas em raz\u00e3o do degelo de carca\u00e7as de cervos.<\/p>\n<p>Entretanto, existem medidas que podemos tomar para evitar o cen\u00e1rio desse pesadelo. Tenho a convic\u00e7\u00e3o de que precisamos destruir a falsa divis\u00e3o entre campanhas para seguran\u00e7a do trabalho, direitos de propriedade \u00e0s popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias e conserva\u00e7\u00e3o ambiental. N\u00e3o devemos defender a biodiversidade apenas porque achamos macacos e pangolins fofos: devemos defend\u00ea-la porque n\u00e3o queremos que macacos e pangolins nos infectem com novos v\u00edrus terr\u00edveis. A melhor forma de fazer isso \u00e9 reduzir o desmatamento e o com\u00e9rcio ilegal de animais selvagens atrav\u00e9s da implementa\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de reservas ecol\u00f3gicas bem protegidas e de territ\u00f3rios ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u00c9 do interesse da sa\u00fade do trabalhador urbano apoiar a luta dos povos ind\u00edgenas que vivem em florestas tropicais e outras regi\u00f5es biodiversas, pois trata-se de prevenir que mais madeireiros e ca\u00e7adores ilegais invadam essas \u00e1reas. Isso significa apoiar grupos ind\u00edgenas que ainda\u00a0<a href=\"https:\/\/www.hrw.org\/news\/2020\/03\/01\/bolsonaros-plan-legalize-crimes-against-indigenous-peoples\">resistem \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o aos regimes de extra\u00e7\u00e3o capitalistas<\/a>, que se recusam a trabalhar para o quinto cavaleiro. As\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jacobinmag.com\/2020\/09\/melbourne-toll-warehouse-covid-coronavirus-walkout\">greves por causa da COVID<\/a>\u00a0em dep\u00f3sitos urbanos e o combate de ind\u00edgenas contra a minera\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia s\u00e3o dois lados da mesma luta pela sa\u00fade do trabalhador.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m podemos construir solidariedade ao reconhecer que os \u00faltimos sete s\u00e9culos de pandemias e conflitos trabalhistas afetaram tanto os trabalhadores pagos quanto os n\u00e3o-pagos, no Norte e no Sul globais. Cada onda de doen\u00e7a explorou as fraquezas infligidas pelo regime de trabalho correspondente \u00e0 \u00e9poca, mas as crises resultantes tamb\u00e9m criaram as oportunidades de derrubar esses regimes.<\/p>\n<p>Como observa Naomi Klein, os tecnocratas do governo, aliados com bilion\u00e1rios do Vale do Sil\u00edcio, est\u00e3o usando a COVID-19 para inaugurar um \u201cnew deal das telas\u201d, cobrindo as rachaduras do atual sistema ao for\u00e7ar estudantes e empregados a aprender e trabalhar de casa, de plant\u00e3o e sob vigil\u00e2ncia permanente. Se o cavaleiro da Peste n\u00e3o atacar voc\u00ea nas ruas, o cavaleiro do Trabalho vai te pisotear sem que voc\u00ea tenha sequer sa\u00eddo da porta de casa.<\/p>\n<p>Para reagir e inventar nossas pr\u00f3prias alternativas a esse romance cyberpunk med\u00edocre, devemos atentar para as lutas do passado em m\u00faltiplos continentes. Podemos nos inspirar nos camponeses medievais da Inglaterra, nas comunidades Guarani do Paraguai, nos revolucion\u00e1rios do Haiti e nas costureiras de Nova York \u2014 em como eles lutaram tanto pelo direito de um trabalho melhor remunerado quanto pelo direito de n\u00e3o trabalhar de forma alguma em meio a surtos de doen\u00e7as devastadoras.<\/p>\n<p>A atual\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jacobinmag.com\/2020\/04\/picket-lines-strikes-coronavirus-pandemic-workers\">onda global de greves de trabalhadores<\/a>\u00a0que tentam proteger sua sa\u00fade em meio \u00e0 pandemia do coronav\u00edrus, as\u00a0<a href=\"https:\/\/theconversation.com\/judge-orders-brazil-to-protect-indigenous-people-from-ravages-of-covid-19-142356\">lutas dos povos ind\u00edgenas<\/a>\u00a0no Brasil para instalar postos de controle perto de suas comunidades para manter o isolamento social, juntamente com as demandas internacionais para\u00a0<a href=\"https:\/\/jacobinmag.com\/2020\/08\/for-profit-aged-care-australia\">desmercantilizar a assist\u00eancia aos idosos<\/a>, s\u00e3o a continua\u00e7\u00e3o moderna desta tradi\u00e7\u00e3o global. Em vez de esquecer essas gera\u00e7\u00f5es passadas, podemos invocar a for\u00e7a das suas vit\u00f3rias ao entrar em nossa pr\u00f3pria batalha contra os cinco cavaleiros do apocalipse capitalista.<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: https:\/\/jacobin.com.br\/2021\/03\/por-centenas-de-anos-as-pandemias-remodelaram-a-forma-como-trabalhamos\/<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Freg J. Stokes &#8211; Quando imaginamos os quatro cavaleiros do apocalipse, pensamos na Guerra, na Fome, na Peste e na Morte, agindo juntos para devastar popula\u00e7\u00f5es humanas. Mas a pandemia atual mostrou que h\u00e1 um quinto membro na tropa maldita: o Trabalho. 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