{"id":1491,"date":"2016-08-11T09:03:03","date_gmt":"2016-08-11T12:03:03","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=1491"},"modified":"2016-08-01T12:05:23","modified_gmt":"2016-08-01T15:05:23","slug":"boaventura-de-sousa-santos-quinze-questoes-para-uma-nova-esquerda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/08\/11\/boaventura-de-sousa-santos-quinze-questoes-para-uma-nova-esquerda\/","title":{"rendered":"Boaventura de Sousa Santos: Quinze quest\u00f5es para uma nova esquerda"},"content":{"rendered":"<p><strong>Vitor Taveira &#8211;\u00a0<\/strong>&#8220;Quando confort\u00e1vel no governo, a esquerda engana quem nela confia e engana-se ao confiar em quem nunca deveria&#8221;, afirma o intelectual<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Em uma entrevista com o professor portugu\u00eas Boaventura de Sousa Santos, para a produ\u00e7\u00e3o da reportagem sobre o avan\u00e7o da direita na Am\u00e9rica Latina, publicada na\u00a0<a href=\"http:\/\/lojacarosamigos.com.br\/Produto-Revistas-Edicoes-Anteriores-Caros-Amigos-Ano-20-Ed-231-versao-1466-1463.aspx\">edi\u00e7\u00e3o 231<\/a> de Caros Amigos, perguntei como a esquerda poderia contrapor \u00e0 ofensiva da direita, especialmente na Am\u00e9rica Latina. \u201cRespondo em forma de teses para discuss\u00e3o\u201d, indicou.<\/p>\n<p>Boaventura \u00e9 professor da Universidade de Coimbra, Portugal, e da Universidade de Wisconsin-Madison, EUA. Dirige o projeto de investiga\u00e7\u00e3o ALICE &#8211; Espelhos estranhos, li\u00e7\u00f5es imprevistas. \u00c9 entusiasta e participante ativo do F\u00f3rum Social Mundial ao longo dos anos, tendo trabalhado e dialogado com movimentos pol\u00edticos sociais de todo o planeta, especialmente da Am\u00e9rica Latina e outros pa\u00edses do Sul Global.<\/p>\n<p>Seguem abaixo as 15 quest\u00f5es levantadas pelo professor para reflex\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Pluralidade na uni\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A esquerda vai certamente continuar a ser uma pluralidade de esquerdas mas a pluralidade tem de saber ultrapassar a fragmenta\u00e7\u00e3o e articular-se no respeito da diferen\u00e7a ainda que maximizando converg\u00eancias e minimizando diverg\u00eancias. O fortalecimento do fascismo social com\u00a0 fachada pol\u00edtica\u00a0 democr\u00e1tica\u00a0 vai exigir um esfor\u00e7o adicional na busca de consensos que permitam um novo tipo de frente democr\u00e1tica mas com a mesma abrang\u00eancia das frentes populares na Europa dos anos 1930 ante a amea\u00e7a do fascismo enquanto regime politico (e n\u00e3o &#8220;apenas&#8221; enquanto regime social como acontece\u00a0 atualmente). \u00c9 tr\u00e1gico que, em tempos recentes, tenha sido mais\u00a0 f\u00e1cil \u00e0 for\u00e7as importantes de esquerda (em geral, de orienta\u00e7\u00e3o social-democr\u00e1tica ou de centro-esquerda) realizar alian\u00e7as com for\u00e7as de direita do que com outras for\u00e7as de esquerda. Mas as dificuldades na concretiza\u00e7\u00e3o de articula\u00e7\u00f5es de esquerda n\u00e3o s\u00e3o, em geral, da responsabilidade de apenas um setor da esquerda. Infelizmente, o sectarismo tem-se distribu\u00eddo generosamente. As teses seguintes falam de esquerda no singular para designar o campo de consensos pr\u00e1ticos que devem subjazer \u00e0s alian\u00e7as entre as esquerdas.<\/p>\n<p><strong>Poder para a democracia<\/strong><\/p>\n<p>A refunda\u00e7\u00e3o da esquerda exige uma refunda\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica concebida enquanto teoria e pr\u00e1tica do exerc\u00edcio e da transforma\u00e7\u00e3o do poder em seu sentido mais amplo. O poder \u00e9 sempre express\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es desiguais que permitem a quem o tem representar o mundo como seu e transform\u00e1-lo de acordo com as suas necessidades, interesses e aspira\u00e7\u00f5es, seja esse mundo a fam\u00edlia, a empresa, a comunidade, a escola, o mercado, a cidadania, o globo terrestre.\u00a0 O poder s\u00f3 \u00e9 democr\u00e1tico quando \u00e9 exercido para ampliar e aprofundar a democracia. No seu sentido mais amplo, a democracia \u00e9 todo o processo de transforma\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es desiguais de poder em rela\u00e7\u00f5es de autoridade partilhada. Por isso n\u00e3o h\u00e1 sociedades democr\u00e1ticas; h\u00e1 sociedades que, quando governadas pela esquerda, est\u00e3o em processo de democratiza\u00e7\u00e3o e, quando governadas pela direita, em processo de desdemocratiza\u00e7\u00e3o. Governar \u00e0 esquerda \u00e9 ampliar a democracia tanto nas rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas como nas rela\u00e7\u00f5es sociais. Governar \u00e0 direita \u00e9 restringir a democracia nessas mesmas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Zona de conforto<\/strong><\/p>\n<p>Tanto na oposi\u00e7\u00e3o como no poder a esquerda deve manter a coer\u00eancia entre os meios e os fins. N\u00e3o h\u00e1 fins honrosos quando os meios para os obter s\u00e3o vergonhosos. A mesma coer\u00eancia \u00e9 exigida entre estar na oposi\u00e7\u00e3o e estar no governo. Nas sociedades dominadas pelo capitalismo, o colonialismo e o patriarcado, a zona de conforto da esquerda \u00e9 a oposi\u00e7\u00e3o. Quando no governo, o desconforto do poder exercido na sociedade tem de ser o espelho do poder do desconforto no interior da esquerda. Quando confort\u00e1vel no governo, a esquerda engana quem nela confia e engana-se ao confiar em quem nunca deveria.<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o com os movimentos<\/strong><\/p>\n<p>Nas condi\u00e7\u00f5es atuais, governar \u00e0 esquerda significa governar contra a corrente, isto \u00e9, governar sem dominar os par\u00e2metros gerais do poder que domina nas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais, pol\u00edticas, culturais e internacionais. \u00c9 um governo que para n\u00e3o ser fr\u00e1gil tem de ser duplamente forte: seguro nas ra\u00edzes e musculado nas asas. \u00c9 um governo que para ser sustent\u00e1vel n\u00e3o pode apoiar-se apenas \u00a0nas institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e jur\u00eddicas. Deve saber relacionar-se organicamente com os movimentos e organiza\u00e7\u00f5es sociais e mesmo com a a\u00e7\u00e3o direta e pacifica dos cidad\u00e3os e cidad\u00e3s. Deve, sobretudo, saber que as novas for\u00e7as de direita procurar\u00e3o essa mesma rela\u00e7\u00e3o pois a mobiliza\u00e7\u00e3o social e a a\u00e7\u00e3o direta n\u00e3o s\u00e3o monop\u00f3lio da esquerda. Pelo contr\u00e1rio, podem ser as armas mais eficazes contra a esquerda. Por isso, a esquerda suicida-se sempre que desperdi\u00e7a ou negligencia a confian\u00e7a que em si depositam os movimentos e as organiza\u00e7\u00f5es sociais. A confian\u00e7a fortalece-se com a proximidade solid\u00e1ria assente no respeito da autonomia; enfraquece-se com a dist\u00e2ncia arrogante e a voracidade do controle.<\/p>\n<p><strong>Reforma pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, o atual regime pol\u00edtico n\u00e3o permite que se governe de modo coerente \u00e0 esquerda. A prioridade da esquerda dever ser a reforma pol\u00edtica e n\u00e3o o regressar ao governo a todo custo ou o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. N\u00e3o merece a pena ter ganhos a curto prazo se eles\u00a0 rapidamente se transformam em perdas de longo prazo. A reforma pol\u00edtica pode exigir a convoca\u00e7\u00e3o de uma assembleia constituinte origin\u00e1ria. Tal exig\u00eancia ter\u00e1 de enfrentar a poderosa contra-reforma liderada pelo sistema judicial e pelos m\u00eddia. A reforma pol\u00edtica deve ser orientada para permitir uma revolu\u00e7\u00e3o cultural e social que, a prazo, a sustente e a defenda da persistente contra-reforma pol\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Representa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A reforma pol\u00edtica deve ser orientada por tr\u00eas ideias: a democracia representativa perdeu a capacidade de se defender das for\u00e7as antidemocr\u00e1ticas; para que a democracia prevale\u00e7a \u00e9 necess\u00e1rio inventar novas institucionalidades que permitam articular, nas diferentes escalas de governa\u00e7\u00e3o, a democracia representativa e a democracia participativa; em sociedades dominadas por rela\u00e7\u00f5es capitalistas, coloniais e patriarcais a democracia, tal como a esquerda, est\u00e3o sempre em risco; s\u00f3 uma vigilante economia de cuidado lhes permite sobreviver e florescer.<\/p>\n<p><strong>Influ\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que aconteceu no tempo em que havia uma separa\u00e7\u00e3o clara entre ditadura e democracia, as for\u00e7as antidemocr\u00e1ticas t\u00eam hoje meios de ganhar influ\u00eancia dentro dos partidos democr\u00e1ticos, inclusive dos que se designam de esquerda. No atual contexto, s\u00e3o antidemocr\u00e1ticas as for\u00e7as que apenas respeitam a democracia na medida em que ela respeita os seus interesses econ\u00f4micos ou outros, n\u00e3o admitindo que tais interesses possam ser reconfigurados ou afetados negativamente em resultado da competi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica nomeadamente quando esta procura atender a interesses de outros grupos ou classes sociais. A debilidade da democracia representativa reside na facilidade com que hoje minorias sociais se convertem em maiorias pol\u00edticas e, paralelamente, na facilidade com que maiorias sociais se convertem em minorias pol\u00edticas.<\/p>\n<p><strong>Para al\u00e9m dos partidos<\/strong><\/p>\n<p>Articular a democracia representativa (os cidad\u00e3os elegem os decisores pol\u00edticos) com a democracia participativa (os cidad\u00e3os e as comunidades organizam-se para tomar decis\u00f5es pol\u00edticas) exigir\u00e1 uma refunda\u00e7\u00e3o do sistema pol\u00edtico no seu conjunto (novas institui\u00e7\u00f5es) e n\u00e3o apenas do regime politico (sistema de partidos, sistema eleitoral etc.). Pressup\u00f5e que os cidad\u00e3os se possam organizar por outras formas que n\u00e3o os partidos para intervir ativamente na pol\u00edtica, via elei\u00e7\u00f5es ou referendos. Pressup\u00f5e que os partidos pol\u00edticos de esquerda existentes sejam refundados de modo a que eles pr\u00f3prios sejam internamente organizados por via de articula\u00e7\u00f5es entre democracia representativa e democracia participativa (assembleias e ou c\u00edrculos de cidad\u00e3os e cidad\u00e3s simpatizantes). Esta \u00faltima deve ter um papel central em tr\u00eas \u00e1reas: defini\u00e7\u00e3o da agenda pol\u00edtica; sele\u00e7\u00e3o de candidatos aos org\u00e3os da democracia representativa;\u00a0 vigil\u00e2ncia sobre cumprimento dos termos dos mandatos. Os novos partidos ter\u00e3o a forma de partido-movimento e saber\u00e3o viver com o fato de n\u00e3o terem o monop\u00f3lio da representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. N\u00e3o h\u00e1 cidad\u00e3os despolitizados; h\u00e1 cidad\u00e3os que n\u00e3o se deixam politizar pelas formas dominantes de politiza\u00e7\u00e3o, sejam elas partidos ou movimentos da sociedade civil organizada. A esmagadora maioria dos cidad\u00e3os n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es ou interesse para aderir a partidos ou participar em movimentos. Mas quando vem para a rua s\u00f3 surpreende as elites pol\u00edticas que perderam o contato com &#8220;as bases&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Democracias<\/strong><\/p>\n<p>Dado que a democracia representativa est\u00e1 muito mais consolidada que a\u00a0 democracia participativa, a articula\u00e7\u00e3o entre as duas ter\u00e1 sempre de ter presente esse desequil\u00edbrio. O pior que pode acontecer \u00e0 democracia participativa \u00e9 ter todos os defeitos da democracia representativa e nenhuma das suas virtudes.<\/p>\n<p><strong>Capitalismo moderno<\/strong><\/p>\n<p>A reforma pol\u00edtica n\u00e3o vale por si. O seu objetivo \u00e9 facilitar a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica nas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais, culturais e internacionais. Por sua vez, essa revolu\u00e7\u00e3o tem por objetivo diminuir gradual e sustentadamente as rela\u00e7\u00f5es de poder desigual e as consequentes injusti\u00e7as provocadas pelas tr\u00eas formas de domina\u00e7\u00e3o moderna: capitalismo, colonialismo e patriarcado. Estas tr\u00eas formas de domina\u00e7\u00e3o operam articuladamente. Tanto o colonialismo como o patriarcado existiram muito antes do capitalismo moderno mas foram profundamente reconfigurados por este para servir os objetivos da expans\u00e3o do capitalismo. O patriarcado foi reconfigurado para desvalorizar o trabalho das mulheres na fam\u00edlia e na reconstitui\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho. Apesar de ser um trabalho iminentemente produtivo porque produz a pr\u00f3pria vida e foi\u00a0 falsamente concebido como trabalho reprodutivo. Essa desvaloriza\u00e7\u00e3o abriu o caminho para a desvaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado das mulheres. O patriarcado continua vigente apesar de todas as lutas e conquistas dos movimentos feministas e de mulheres. Por sua vez, o colonialismo, assente na inferioridade natural de certos grupos humanos, foi crucial para justificar a pilhagem e a despossess\u00e3o, o genoc\u00eddio e a escravatura em que assentou a chamada acumula\u00e7\u00e3o primitiva. Acontece que essa forma de acumula\u00e7\u00e3o capitalista particularmente violenta, longe de corresponder a uma fase do desenvolvimento capitalista, \u00e9 um componente constitutivo deste. Por isso, o fim do colonialismo hist\u00f3rico n\u00e3o significou o fim do colonialismo enquanto forma de sociabilidade e continua hoje vigente nas formas de colonialismo interno, discrimina\u00e7\u00e3o racial, viol\u00eancia policial, trabalho escravo etc. O patriarcado e o colonialismo s\u00e3o os fatores que alimentam e reproduzem o fascismo social nas sociedades que o capitalismo v\u00ea interessadamente como politicamente democr\u00e1ticas. Nas condi\u00e7\u00f5es atuais em que domina a forma mais anti-social de capitalismo (o capitalismo financeiro), a domina\u00e7\u00e3o capitalista mais do que nunca exige a domina\u00e7\u00e3o colonialista e sexista. \u00c9 por isso que as conquistas contra a discrimina\u00e7\u00e3o racial ou sexual s\u00e3o t\u00e3o prontamente revertidas quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Alma pequena da esquerda<\/strong><\/p>\n<p>O drama das lutas contra a domina\u00e7\u00e3o da \u00e9poca moderna foi o terem-se centrado numa das formas de domina\u00e7\u00e3o negligenciando ou mesmo negando a exist\u00eancia das outras formas. Assim a esquerda pol\u00edtica tem sido, no seu melhor, anticapitalista, mas quase sempre racista e sexista. N\u00e3o podemos esquecer que a social democracia europeia, que permitiu regular o capitalismo e criar sociedades mais justas atrav\u00e9s da universaliza\u00e7\u00e3o dos direitos sociais e econ\u00f4micos, foi tornada poss\u00edvel pela explora\u00e7\u00e3o violenta das col\u00f4nias europeias e, mais tarde, pela subordina\u00e7\u00e3o neocolonialista do mundo n\u00e3o europeu. A fragilidade e a reversibilidade das conquistas sociais residem em que as formas de domina\u00e7\u00e3o negadas minam por dentro as conquistas contra a domina\u00e7\u00e3o reconhecida. Assim, uma luta de esquerda orientada para dar um rosto mais humano ao capitalismo, mas que despreze a exist\u00eancia de racismo, de colonialismo e de sexismo pode n\u00e3o s\u00f3 causar imenso sofrimento humano\u00a0 como pode acabar fortalecendo o capitalismo que quis controlar e deixar-se derrotar ingloriamente por ele. Isto explica em parte que os governos progressistas da Am\u00e9rica Latina da \u00faltima d\u00e9cada tenham t\u00e3o facilmente minimizado os &#8220;danos colaterais&#8221; da explora\u00e7\u00e3o desenfreada dos recursos naturais causada pelo consenso das commodities e aparentemente nem se tenham dado conta que o neo-extrativismo representava a continuidade mais direta com o colonialismo hist\u00f3rico contra o qual sempre se manifestaram. Tais danos envolveram a expuls\u00e3o de camponeses e ind\u00edgenas das suas terras e territ\u00f3rios ancestrais, o assassinato de lideres sociais por sic\u00e1rios a mando de empres\u00e1rios sem escr\u00fapulos e num contexto de total impunidade, expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola para al\u00e9m de toda a responsabilidade ambiental, o envenenamento de popula\u00e7\u00f5es do campo sujeitas \u00e0 pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de herbicidas e pesticidas, alguns deles proibidos internacionalmente. Tudo isto aparentemente mereceu a pena apenas porque a alma da esquerda era bem pequena.<\/p>\n<p><strong>Antis<\/strong><\/p>\n<p>A pol\u00edtica de esquerda tem de ser conjuntamente anticapitalista, anticolonialista e antisexista sob pena de n\u00e3o merecer nenhum destes atributos.<\/p>\n<p><strong>Lutas<\/strong><\/p>\n<p>Obviamente as diferentes lutas sociais n\u00e3o podem lutar todas contra as diferentes formas do domina\u00e7\u00e3o da mesma maneira e ao mesmo tempo. O fato de as tr\u00eas formas de domina\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderem, em geral, reproduzir-se isoladamente umas das outras n\u00e3o significa que em certos contextos a luta contra uma delas n\u00e3o esteja mais pr\u00f3xima ou seja mais urgente. O importante \u00e9 que, por exemplo, ao conduzir uma luta contra o colonialismo se tenha presente nas bandeiras e articula\u00e7\u00f5es de luta que a domina\u00e7\u00e3o colonialista n\u00e3o existe sem a domina\u00e7\u00e3o capitalista e sexista.<\/p>\n<p><strong>Intercultural<\/strong><\/p>\n<p>A esquerda do futuro tem de ser intercultural e de se organizar com base na prioridade da articula\u00e7\u00e3o das lutas contra as diferentes domina\u00e7\u00f5es como condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria da efic\u00e1cia das lutas. Como as diferentes tradi\u00e7\u00f5es de luta criaram as culturas oposicionais espec\u00edficas (hist\u00f3rias fundadoras, narrativas e linguagens pr\u00f3prias, bandeiras de luta agregadoras), a articula\u00e7\u00e3o entre lutas\/movimentos\/organiza\u00e7\u00f5es envolver\u00e1, em maior ou menor medida, algum trabalho de tradu\u00e7\u00e3o intercultural.<\/p>\n<p><strong>Domina\u00e7\u00e3o da natureza e do conhecimento<\/strong><\/p>\n<p>A interculturalidade ir\u00e1 introduzir na agenda politica duas formas domina\u00e7\u00e3o-sat\u00e9lite que fornecem ao capitalismo, ao colonialismo e ao patriarcado, o \u00f3leo que lhes permite funcionar com mais legitimidade social: a domina\u00e7\u00e3o da natureza e a domina\u00e7\u00e3o causada pelo conhecimento acad\u00eamico dominante nas nossas universidades e centros de pesquisa. Com isto duas outras dimens\u00f5es de injusti\u00e7a se tornar\u00e3o vis\u00edveis: a injusti\u00e7a ecol\u00f3gica e a injusti\u00e7a cognitiva. Somadas \u00e0s restantes estas duas formas de injusti\u00e7a obrigar\u00e3o a uma revolu\u00e7\u00e3o cultural e cognitiva com impacto espec\u00edfico nas pol\u00edticas de sa\u00fade e de educa\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 ent\u00e3o t\u00e3o poss\u00edvel valorizar os conhecimentos populares nascidos na luta contra a domina\u00e7\u00e3o como deixar de festejar como her\u00f3is da nossa hist\u00f3ria homens brancos respons\u00e1veis por genoc\u00eddios, trafico de escravos, roubo de terras. No plano te\u00f3rico, o marxismo que continua a ser t\u00e3o importante para analisar as sociedades do nosso tempo ter\u00e1 de ser descolonizado e despatriarcalizado para nos poder ajudar a imaginar e a desejar uma sociedade mais justa e mais digna de que nos est\u00e1 dada a viver no tempo presente.<\/p>\n<p>http:\/\/www.carosamigos.com.br\/index.php\/politica\/7291-boaventura-de-sousa-santos-quinze-questoes-para-uma-nova-esquerda<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vitor Taveira &#8211;\u00a0&#8220;Quando confort\u00e1vel no governo, a esquerda engana quem nela confia e engana-se ao confiar em quem nunca deveria&#8221;, afirma o intelectual\u00a0 Em uma entrevista com o professor portugu\u00eas Boaventura de Sousa Santos, para a produ\u00e7\u00e3o da reportagem sobre o avan\u00e7o da direita na Am\u00e9rica Latina, publicada na\u00a0edi\u00e7\u00e3o 231 de Caros Amigos, perguntei como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1492,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1491","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - 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