{"id":14781,"date":"2021-02-01T12:00:26","date_gmt":"2021-02-01T15:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=14781"},"modified":"2021-01-30T15:10:11","modified_gmt":"2021-01-30T18:10:11","slug":"antes-de-amarelo-de-emicida-estes-documentarios-ja-contavam-a-trajetoria-do-negro-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2021\/02\/01\/antes-de-amarelo-de-emicida-estes-documentarios-ja-contavam-a-trajetoria-do-negro-no-brasil\/","title":{"rendered":"Antes de &#8216;AmarElo&#8217; de Emicida, estes document\u00e1rios j\u00e1 contavam a trajet\u00f3ria do negro no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Thais Carran\u00e7a &#8211; &#8220;Tem um velho ditado iorub\u00e1 que diz: &#8216;Exu matou um p\u00e1ssaro ontem com uma pedra que s\u00f3 jogou hoje&#8217;. Esse ditado \u00e9 a melhor forma de resumir o que eu tento fazer. Eu n\u00e3o sinto que eu vim, eu sinto que eu voltei. E que, de alguma forma, meus sonhos e minhas lutas come\u00e7aram muito tempo antes da minha chegada.&#8221;<\/p>\n<p>Assim o rapper Emicida, como \u00e9 mais conhecido o paulistano Leandro Roque de Oliveira, abre o document\u00e1rio\u00a0<i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">AmarElo<\/i>.<\/p>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Lan\u00e7ado em dezembro de 2020 na plataforma de streaming Netflix, o longa metragem celebra o legado da cultura negra brasileira, em meio aos bastidores do show de lan\u00e7amento do \u00e1lbum de mesmo nome do cantor, no Theatro Municipal de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">No filme, Emicida resgata a mem\u00f3ria de \u00edcones da hist\u00f3ria afro-brasileira, como o arquiteto escravizado Tebas da S\u00e3o Paulo do s\u00e9culo 18; a Frente Negra Brasileira, primeira organiza\u00e7\u00e3o de ativismo negro do pa\u00eds, ainda na d\u00e9cada de 1930; o Teatro Experimental do Negro, criado por Abdias Nascimento em 1944; a feminista negra L\u00e9lia Gonzalez (1935-1994); e o Movimento Negro Unificado (MNU) surgido em 1978, em meio \u00e0 ditadura militar.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Com isso, o rapper busca mostrar que a jornada de luta dos negros brasileiros n\u00e3o come\u00e7ou agora. Trata-se de um movimento coletivo, com continuidades entre gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p id=\"Hoje-o-gri\u00f4-\u00e9-eletr\u00f4nico\" class=\"css-4qzrek-SubHeading e14hemmw1\" tabindex=\"-1\"><strong>Hoje, o gri\u00f4 \u00e9 eletr\u00f4nico<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\"><i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">AmarElo<\/i>\u00a0n\u00e3o foi o primeiro e n\u00e3o ser\u00e1 o \u00faltimo document\u00e1rio a resgatar a jornada de sobreviv\u00eancia, luta e vit\u00f3rias dos negros brasileiros. Antes dele, outros trabalhos guardaram essa hist\u00f3ria em pel\u00edcula e videotape.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;A hist\u00f3ria do movimento negro n\u00e3o passa pelos bancos escolares, passa pela tradi\u00e7\u00e3o da conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria&#8221;, diz Fil\u00f3 Filho, um dos fundadores do acervo digital de cultura negra Cultne. &#8220;Hoje, o gri\u00f4 \u00e9 eletr\u00f4nico. O audiovisual \u00e9 uma forma de fala, passando de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o as nossas hist\u00f3rias.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Gri\u00f4, na \u00c1frica Ocidental, \u00e9 o indiv\u00edduo que tem por voca\u00e7\u00e3o preservar e transmitir as hist\u00f3rias, conhecimentos, can\u00e7\u00f5es e mitos do seu povo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;H\u00e1 um problema com a hist\u00f3ria recente. Ela j\u00e1 \u00e9 suficientemente velha para estar fora do discurso jornal\u00edstico corrente mas, ao mesmo tempo, \u00e9 nova demais para ter historiografia&#8221;, diz o jornalista Gabriel Priolli. &#8220;Ent\u00e3o a hist\u00f3ria recente fica num certo limbo e esse \u00e9 o papel da recircula\u00e7\u00e3o desses materiais: permitir que os jovens tenham a no\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, o sentido de continuidade e progress\u00e3o das coisas.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Confira a seguir tr\u00eas document\u00e1rios que, antes de\u00a0<i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">AmarElo<\/i>, trataram da trajet\u00f3ria dos negros e negras no Brasil.<\/p>\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"css-1vsigzm-StyledImg-fadeIn e1enwo3v0\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/601F\/production\/_116570642_3paulorobertoleandro.png?w=640&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/240\/cpsprodpb\/601F\/production\/_116570642_3paulorobertoleandro.png 240w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/320\/cpsprodpb\/601F\/production\/_116570642_3paulorobertoleandro.png 320w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/480\/cpsprodpb\/601F\/production\/_116570642_3paulorobertoleandro.png 480w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/601F\/production\/_116570642_3paulorobertoleandro.png 624w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/800\/cpsprodpb\/601F\/production\/_116570642_3paulorobertoleandro.png 800w\" alt=\"Paulo Roberto Leandro de \u00f3culos, bigode fino e terno marrom. Numa legenda em letras brancas, l\u00ea-se a fala do jornalista, que diz &quot;Um quadro do pensamento negro no Brasil de hoje&quot;\"  \/><\/p>\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\"><em>O jornalista Paulo Roberto Leandro, falecido em 2015, cuja fala de abertura no document\u00e1rio &#8216;O Negro da Senzala ao Soul&#8217; foi reproduzida no AmarElo de Emicida<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p id=\"1-O-Negro-da-Senzala-ao-Soul-1977\" class=\"css-4qzrek-SubHeading e14hemmw1\" tabindex=\"-1\"><strong>1. O Negro da Senzala ao Soul (1977)<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Um quadro do pensamento negro no Brasil de hoje. \u00c9 isso que estar\u00e1 em seu v\u00eddeo a partir de agora.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">As palavras s\u00e3o de um \u00e2ncora de televis\u00e3o negro, que aparece sem ser identificado durante os primeiros minutos do document\u00e1rio de Emicida.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Esse jornalista \u00e9 Paulo Roberto Leandro, falecido em 2015. E a cena \u00e9 parte de um outro document\u00e1rio:\u00a0<i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">O Negro da Senzala ao Soul<\/i>, lan\u00e7ado em 1977, por Gabriel Priolli, ent\u00e3o rep\u00f3rter da TV Cultura, em seu primeiro emprego como jornalista, aos 24 anos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Priolli conta que o filme surgiu de uma reportagem comum da TV Cultura, quando ele foi enviado para cobrir a &#8220;Quinzena do Negro&#8221; na USP, evento acad\u00eamico organizado pelo soci\u00f3logo Eduardo de Oliveira e Oliveira (1924-1980).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">\u00c0 \u00e9poca, na Cultura, o chefe de reportagem era o jornalista negro Roberto Camargo, e Paulo Roberto Leandro, tamb\u00e9m preto, era diretor do departamento de jornalismo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;1977 era um momento que o movimento estudantil estava eclodindo, com as primeiras passeatas depois de 1968 [ano de endurecimento da ditadura militar, quando foi decretado o Ato Institucional N\u00ba 5] saindo da USP naquele ano&#8221;, lembra Priolli.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Era o momento de rearticula\u00e7\u00e3o da sociedade civil depois da morte do Vlado [Vladimir Herzog, diretor de jornalismo da TV Cultura e professor da USP, morto pela ditadura em 1975], com uma rearticula\u00e7\u00e3o geral do movimento sindical, dos movimentos de carestia, de trabalhadores rurais, estudantes, negros, mulheres, gays e os partidos tamb\u00e9m come\u00e7avam a discutir a quest\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria&#8221;, recorda o jornalista.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Nesse caldo de cultura, surge a Quinzena do Negro. Era para ser um debate acad\u00eamico, mas quando cheguei ali, vi que era muito mais que isso. Era um embri\u00e3o do ressurgimento e da rearticula\u00e7\u00e3o do movimento negro&#8221;, diz Priolli, lembrando que j\u00e1 estavam ali presentes diversos dos militantes negros que fundariam no ano seguinte o MNU.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Isso aconteceu num momento em que a soul music bombava no Brasil&#8221;, conta o jornalista.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Ela juntava milhares de jovens nos bailes. O que hoje \u00e9 o funk na \u00e9poca era o soul, que juntava a molecada negra nas periferias de S\u00e3o Paulo e Rio, sobretudo. E era, evidentemente, muito mais do que ouvir m\u00fasica, tinha um sentido cultural e pol\u00edtico de black pride [orgulho negro] e de identidade que era uma coisa vis\u00edvel.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Priolli conta que o ineditismo do document\u00e1rio foi tratar de um assunto que, na \u00e9poca, era tabu e n\u00e3o tinha espa\u00e7o no debate p\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"css-1vsigzm-StyledImg-fadeIn e1enwo3v0\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/AE3F\/production\/_116570644_4roteironegrodasenzalaaosoul.png?w=640&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/240\/cpsprodpb\/AE3F\/production\/_116570644_4roteironegrodasenzalaaosoul.png 240w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/320\/cpsprodpb\/AE3F\/production\/_116570644_4roteironegrodasenzalaaosoul.png 320w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/480\/cpsprodpb\/AE3F\/production\/_116570644_4roteironegrodasenzalaaosoul.png 480w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/AE3F\/production\/_116570644_4roteironegrodasenzalaaosoul.png 624w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/800\/cpsprodpb\/AE3F\/production\/_116570644_4roteironegrodasenzalaaosoul.png 800w\" alt=\"Em papel pardo, impresso em letras azuis, l\u00ea-se um trecho do roteiro do document\u00e1rio que diz: &quot;Sim, eles est\u00e3o unidos de novo. N\u00e3o mais de cabelos esticados, cabelos t\u00edmidos de uma \u00e9poca que j\u00e1 passou. Quase noventa anos ap\u00f3s a Aboli\u00e7\u00e3o, a quarta gera\u00e7\u00e3o de negros brasileiros livres come\u00e7a a consolidar uma unidade racial. E a luta pela afirma\u00e7\u00e3o da cor, por uma consci\u00eancia negra sem disfarces ou branqueamento, vai deixando para tr\u00e1s hist\u00f3rias de humilha\u00e7\u00e3o.&quot;\"  \/><\/p>\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\"><em>Roteiro original do document\u00e1rio &#8216;O Negro da Senzala ao Soul&#8217;, feito por Gabriel Priolli para a TV Cultura<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Ainda viv\u00edamos sob uma censura terr\u00edvel, ela s\u00f3 cairia no final do ano seguinte. Todo mundo achou que o document\u00e1rio seria censurado, mas ele passou&#8221;, lembra o jornalista.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Foi uma ousadia muito grande, pois o Brasil era oficialmente uma &#8216;democracia racial&#8217; e ponto. N\u00e3o existia quest\u00e3o do negro. Simplesmente afirmar que existia, que o racismo era um problema estrutural, que precisava ser enfrentado e faria parte central da luta democr\u00e1tica tinha uma dimens\u00e3o subversiva muito grande.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Priolli conta, com orgulho, que o document\u00e1rio foi abra\u00e7ado pelo movimento negro desde sua produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 o lan\u00e7amento. &#8220;Desde que foi ao ar, ele passou a ser um material de estudo do movimento negro e de &#8216;agitprop&#8217; [termo usado pela esquerda durante a ditadura para a\u00e7\u00f5es de agita\u00e7\u00e3o e propaganda pol\u00edtica]. C\u00f3pias do programa rodavam nas m\u00e3os dos militantes para fazer trabalho de base, ent\u00e3o ele teve um papel pol\u00edtico importante.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Para ele, foi uma emo\u00e7\u00e3o rever trechos do seu trabalho no document\u00e1rio de Emicida. &#8220;Me senti recompensado, vivo. Considero talvez o trabalho mais importante da minha vida e ver que ele continua ressoando na juventude 43 anos depois d\u00e1 muito orgulho e satisfa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">O document\u00e1rio\u00a0<i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">O Negro da Senzala ao Soul\u00a0<\/i><a class=\"css-h9s9st-InlineLink e1cs6q200\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5AVPrXwxh1A&amp;ab_channel=GabrielPriolli\" aria-label=\"pode ser visto na \u00edntegra no YouTube, externo\">pode ser visto na \u00edntegra no YouTube<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<div class=\"css-12qgn6e e1lxseq90\" data-e2e=\"youtube-embed-https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5AVPrXwxh1A&amp;ab_channel=GabrielPriolli\">\n<div class=\"lazyload-wrapper\">\n<div class=\"css-g8g379-Wrapper ewhrggl0\">\n<figure class=\"css-7xpxf-Figure e1wn2dcg0\">\n<div class=\"css-n4nv66-OEmbed e181078e0\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5AVPrXwxh1A?feature=oembed\" width=\"200\" height=\"150\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p id=\"2-\u00d4r\u00ed-1989\" class=\"css-4qzrek-SubHeading e14hemmw1\" tabindex=\"-1\"><strong>2. \u00d4r\u00ed (1989)<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;No Brasil, voc\u00ea pode encontrar nos terreiros, nas escolas de samba, nos grupos de maracatu, nos ranchos, nos blocos de frevo, os reinos africanos recriados&#8221;, diz o militante do movimento negro Ciro Nascimento, durante um desfile da Vai-Vai em 1980, registrado pelo document\u00e1rio\u00a0<i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">\u00d4r\u00ed<\/i>, lan\u00e7ado pela soci\u00f3loga e cineasta Raquel Gerber em 1989.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">\u00d4r\u00ed em iorub\u00e1 significa &#8220;cabe\u00e7a&#8221;, mas tamb\u00e9m &#8220;consci\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Partindo da vida e do pensamento da historiadora e militante negra Beatriz Nascimento (1942-1995), o filme documenta os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, discute a rela\u00e7\u00e3o entre Brasil e \u00c1frica e o conceito de quilombo.<\/p>\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"css-1vsigzm-StyledImg-fadeIn e1enwo3v0\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/FC5F\/production\/_116570646_5ricarnavaldesopaulo1981.png?w=640&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/240\/cpsprodpb\/FC5F\/production\/_116570646_5ricarnavaldesopaulo1981.png 240w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/320\/cpsprodpb\/FC5F\/production\/_116570646_5ricarnavaldesopaulo1981.png 320w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/480\/cpsprodpb\/FC5F\/production\/_116570646_5ricarnavaldesopaulo1981.png 480w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/FC5F\/production\/_116570646_5ricarnavaldesopaulo1981.png 624w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/800\/cpsprodpb\/FC5F\/production\/_116570646_5ricarnavaldesopaulo1981.png 800w\" alt=\"Nelson Triunfo com um enorme cabelo black power, de olhos fechados e com roupas que remetem \u00e0 \u00c1frica, durante um desfile de escola de samba\"  \/><\/p>\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\"><em>O dan\u00e7arino e ativista Nelson Triunfo, durante o carnaval de S\u00e3o Paulo de 1981, em imagem do document\u00e1rio &#8216;\u00d4r\u00ed&#8217;<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Gerber conta que, nos anos 1970, trabalhou como volunt\u00e1ria na Cinemateca Brasileira, onde ajudou na restaura\u00e7\u00e3o dos negativos do filme\u00a0<i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">Deus e o Diabo na Terra do Sol<\/i>, ap\u00f3s um roubo na institui\u00e7\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o do audiovisual brasileiro, que \u00e0 \u00e9poca estava instalada em galp\u00f5es no Parque do Ibirapuera.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Foi uma escola de cinema para mim. Glauber tinha uma rela\u00e7\u00e3o muito forte com a cultura da Bahia, ent\u00e3o passei a me interessar pelas culturas formadoras do Brasil, ele me abriu muitas portas de reflex\u00e3o sobre as origens da nossa forma\u00e7\u00e3o cultural&#8221;, conta Gerber.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Ela realizou algumas de suas primeiras filmagens no terreiro Il\u00ea Xoroqu\u00ea, em S\u00e3o Paulo, que era frequentado \u00e0 \u00e9poca pela milit\u00e2ncia negra. Tamb\u00e9m esteve presente na Semana do Negro na USP, em 1977. E em 1978 teve a oportunidade de viajar pela primeira vez \u00e0 \u00c1frica \u2014 que passava pelos processos de luta pela independ\u00eancia nacional dos pa\u00edses, ap\u00f3s a coloniza\u00e7\u00e3o \u2014, al\u00e9m de acompanhar a forma\u00e7\u00e3o do Movimento Negro Unificado tamb\u00e9m naquele ano.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Havia toda uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores que impulsionava a realiza\u00e7\u00e3o de um trabalho nessa \u00e1rea&#8221;, diz a cineasta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;E eu conheci nessa \u00e9poca, em 1977, a Beatriz Nascimento, por quem senti uma grande afinidade no campo das ideias&#8221;, recorda Gerber.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Ela estava produzindo uma historiografia que queria se contrapor \u00e0 historiografia oficial, que mostrava o negro brasileiro s\u00f3 como escravo. Ent\u00e3o ela se propunha a fazer uma nova historiografia dos quilombos no Brasil, mostrando o quilombo como recria\u00e7\u00e3o de uma forma\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, mas tamb\u00e9m como uma forma de organiza\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia dos negros ao colonialismo. Uma forma que vem da \u00c1frica para as Am\u00e9ricas e se perpetua at\u00e9 hoje.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">O document\u00e1rio levou 11 anos para ser conclu\u00eddo, tendo parte do seu material apreendido pela ditadura ainda em 1977. A diretora conta que enfrentou na produ\u00e7\u00e3o do filme a aus\u00eancia de imagens sobre a hist\u00f3ria negra, com muito da mem\u00f3ria da escravid\u00e3o tendo sido destru\u00edda ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, na \u00e9poca de sua estreia, o filme foi passado em poucas salas, devido \u00e0 dificuldade de se exibir document\u00e1rios de longa metragem nos cinemas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Demorou quase 50 anos para o filme ser visto no Brasil. Ele foi exibido internacionalmente e ganhou muitos pr\u00eamios importantes, mas demorou muito para ser conhecido aqui. S\u00f3 h\u00e1 um ano ele est\u00e1 dispon\u00edvel em plataforma digital e agora h\u00e1 muita demanda, porque ele atende aos professores na \u00e1rea de ensino de hist\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">O document\u00e1rio\u00a0<i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">\u00d4r\u00ed\u00a0<\/i><a class=\"css-h9s9st-InlineLink e1cs6q200\" href=\"https:\/\/tamandua.tv.br\/filme\/?name=ori\" aria-label=\"pode ser visto na \u00edntegra na plataforma Tamandu\u00e1, externo\">pode ser visto na \u00edntegra na plataforma Tamandu\u00e1<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\"><b>3. Frente Negra Brasileira (1985)<\/b><\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;S\u00f3 o outro me interessa. Afinal, \u00e9 no encontro que nossa exist\u00eancia faz sentido&#8221;, diz Emicida em\u00a0<i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">AmarElo<\/i>, citando o\u00a0<i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">Manifesto Antropof\u00e1gico<\/i>\u00a0do modernista Oswald de Andrade.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">O document\u00e1rio\u00a0<i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">Frente Negra Brasileira<\/i>, de pouco mais de 17 minutos e editado por Ras Adauto e Z\u00f3zimo Bulbul, registra um grande encontro da hist\u00f3ria negra brasileira.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Em 1985, na sede campestre do Clube Aristocrata \u2014 hist\u00f3rico clube para negros criado na d\u00e9cada de 1960 em S\u00e3o Paulo, em resposta \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o sofrida pela elite negra por parte da high society paulistana \u2014, militantes do MNU se encontraram com remanescentes da Frente Negra Brasileira.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Voc\u00eas querem saber a diferen\u00e7a entre a nossa \u00e9poca e a sua \u00e9poca?&#8221;, pergunta Henrique Cunha, um dos fundadores da Frente Negra Brasileira, durante o encontro.<\/p>\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"css-1vsigzm-StyledImg-fadeIn e1enwo3v0\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/640\/cpsprodpb\/14A7F\/production\/_116570648_6militantesdomnu.png?w=640&#038;ssl=1\" srcset=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/240\/cpsprodpb\/14A7F\/production\/_116570648_6militantesdomnu.png 240w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/320\/cpsprodpb\/14A7F\/production\/_116570648_6militantesdomnu.png 320w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/480\/cpsprodpb\/14A7F\/production\/_116570648_6militantesdomnu.png 480w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/14A7F\/production\/_116570648_6militantesdomnu.png 624w, https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/800\/cpsprodpb\/14A7F\/production\/_116570648_6militantesdomnu.png 800w\" alt=\"Quatro militantes do MNU, de punhos cerrados, se levantam para receber os aplausos da plateia, durante show do cantor Emicida no Theatro Municipal de S\u00e3o Paulo\"  \/><\/p>\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\"><em>Na d\u00e9cada de 1980, os militantes da MNU eram os jovens aprendendo com os veteranos da Frente Negra Brasileira. Agora, s\u00e3o eles os veteranos homenageados por Emicida em seu show no Theatro Municipal<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;\u00c9 que, na nossa \u00e9poca, n\u00f3s sent\u00edamos o preconceito aberto. N\u00f3s pass\u00e1vamos no barbeiro, ele dizia: &#8216;N\u00e3o, aqui n\u00e3o cortamos cabelo de preto&#8217;. Preto entrava no restaurante, ouvia: &#8216;Escuta, voc\u00eas v\u00e3o comer l\u00e1 na baixada, porque aqui o patr\u00e3o n\u00e3o quer preto&#8217;. Era assim aberto.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">Fil\u00f3 Filho, um dos criadores do acervo Cultne, junto a Carlos Medeiros, Ras Adauto e Vik Birkbeck, conta que o encontro surgiu de uma discuss\u00e3o dentro do movimento negro sobre a quest\u00e3o da mem\u00f3ria.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Ali foi um momento hist\u00f3rico entre gera\u00e7\u00f5es do movimento negro, jovens ouvindo os mais velhos, e eles falando ali enquanto sujeitos daquele momento da d\u00e9cada de 1930&#8221;, diz Fil\u00f3 Filho, cujo nome de batismo \u00e9 Asfil\u00f3fio de Oliveira Filho.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;A import\u00e2ncia da mem\u00f3ria \u00e9 essa. Futuras gera\u00e7\u00f5es, os pr\u00f3ximos doutores que n\u00f3s vamos ter, ter\u00e3o refer\u00eancias com base nisso que n\u00f3s plantamos. Estamos entregando o bast\u00e3o para essa gera\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a\u00ed&#8221;, diz o videomaker e produtor.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">&#8220;Gra\u00e7as a Deus, mais da metade dos estudantes universit\u00e1rios hoje s\u00e3o negros. Mas gra\u00e7as a qu\u00ea? Ao movimento negro. Ele que pavimentou essa estrada para essa garotada hoje estar a\u00ed agora. Quero deixar esse mundo com a convic\u00e7\u00e3o de que eles n\u00e3o v\u00e3o deixar de resgatar o passado.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"css-oywjep-GridComponent e57qer20\" dir=\"ltr\">\n<p class=\"css-1ikvhrr-Paragraph e1cc2ql70\" dir=\"ltr\">O document\u00e1rio\u00a0<i class=\"css-h1y5j7 ewc4zcb0\">Frente Negra Brasileira\u00a0<\/i><a class=\"css-h9s9st-InlineLink e1cs6q200\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2FRnKpFLiQE&amp;feature=youtu.be&amp;ab_channel=CultneAcervo\" aria-label=\"pode ser visto na \u00edntegra no YouTube, externo\">pode ser visto na \u00edntegra no YouTube<\/a>, disponibilizado pelo acervo Cultne.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Fonte da mat\u00e9ria: https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-55710653<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Thais Carran\u00e7a &#8211; &#8220;Tem um velho ditado iorub\u00e1 que diz: &#8216;Exu matou um p\u00e1ssaro ontem com uma pedra que s\u00f3 jogou hoje&#8217;. 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