{"id":14743,"date":"2021-01-20T12:09:23","date_gmt":"2021-01-20T15:09:23","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=14743"},"modified":"2021-01-19T18:13:11","modified_gmt":"2021-01-19T21:13:11","slug":"escola-so-chegara-ao-seculo-xxi-se-enfrentar-desigualdades-educacionais-e-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2021\/01\/20\/escola-so-chegara-ao-seculo-xxi-se-enfrentar-desigualdades-educacionais-e-sociais\/","title":{"rendered":"Escola s\u00f3 chegar\u00e1 ao s\u00e9culo XXI se enfrentar desigualdades educacionais e sociais"},"content":{"rendered":"<p><strong>Jo\u00e3o Vitor Santos<\/strong> &#8211; Para o professor, a experi\u00eancia da pandemia escancara que \u00e9 preciso educar para promo\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a social, hospitalidade e cidadania global e digital.<\/p>\n<p>Entre todas as \u00e1reas drasticamente impactadas pela\u00a0<strong>pandemia<\/strong>, a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/601891-no-brasil-39-das-escolas-nao-dispoem-de-estruturas-basicas-para-lavagem-de-maos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">escola<\/a>, sem d\u00favidas, tem lugar de destaque. A\u00a0<strong>suspens\u00e3o das aulas presenciais<\/strong>\u00a0e a imposi\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>ensino remoto<\/strong>\u00a0escancararam as\u00a0<strong>desigualdades<\/strong>\u00a0que vivemos e que se refletem no ambiente das escolas. O resultado \u00e9 uma sombra dos chamados\u00a0<strong>d\u00e9ficits de aprendizagem<\/strong>. O professor\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/586764-homeschooling-desafios-e-preocupacoes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rodrigo Manoel Dias da Silva<\/a>\u00a0reconhece o abismo que se abriu entre as realidades de muitos estudantes, mas observa que \u00e9 preciso serenidade para encarar o tema. \u201cAssumir imperfei\u00e7\u00f5es exige uma\u00a0<strong>\u00e9tica<\/strong>\u00a0e uma\u00a0<strong>pedagogia<\/strong>. O\u00a0<strong>horizonte \u00e9tico<\/strong>\u00a0\u00e9 reconhecer nossas fragilidades humanas e nossa vulnerabilidade coletiva \u2013 tra\u00e7os acentuados pela\u00a0<strong>pandemia<\/strong>\u201d, diz. Assim, compreende que \u201cfalar que retomaremos aprendizagens n\u00e3o significa supor que iremos realinhar d\u00e9ficits ou perdas, mas principalmente que devemos seguir novos caminhos\u201d.<\/p>\n<p>Na entrevista concedida por e-mail \u00e0\u00a0<strong>IHU On-Line<\/strong>, ele tamb\u00e9m observa que \u201cimporta destacar que essas \u2018perdas\u2019 s\u00e3o distribu\u00eddas socialmente de maneira muito\u00a0<strong>desigual<\/strong>, ou seja, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que as\u00a0<strong>experi\u00eancias de aprendizagem<\/strong>\u00a0(e de\u00a0<strong>ensino<\/strong>) de 2020 foram at\u00edpicas para todos, no entanto as condi\u00e7\u00f5es para enfrentar essas atipicidades foram muito distintas\u201d. \u00c9 por isso que, aponta o professor, escola e gestores devem estar ainda mais conectados com a realidade de cada um dos alunos. \u201cAo longo dos pr\u00f3ximos dois anos letivos, no m\u00ednimo, devemos \u2018calibrar\u2019 planejamentos mais realistas, que sejam capazes de retomar aprendizagens parciais e, ao mesmo tempo, de ampliar repert\u00f3rios cient\u00edficos e culturais\u201d, sugere. E adverte: \u201cainda n\u00e3o\u00a0<strong>ressignificamos a escola<\/strong>. A maior parte de n\u00f3s ainda espera encontrar a mesma escola que deixamos em abril do ano passado\u201d.<\/p>\n<p>Os desafios, claro, s\u00e3o enormes, e o professor os lista de forma pr\u00e1tica. Mas \u00e9 importante tamb\u00e9m que se compreendam as quest\u00f5es de fundo por tr\u00e1s desses desafios. \u201cA\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/597695-a-vida-apos-a-emergencia-do-virus-nao-sera-a-mesma-de-antes-como-mudarao-as-lojas-escolas-viagens-restaurantes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">escola p\u00f3s-pandemia<\/a>\u00a0ser\u00e1 desafiada pelo pertencimento, pelos territ\u00f3rios e pelo bin\u00f4mio respeito-valoriza\u00e7\u00e3o da vida em todas as formas\u201d, destaca. E ainda enfatiza que \u201cna situa\u00e7\u00e3o brasileira, a\u00a0<strong>escola emergente p\u00f3s-pandemia<\/strong>\u00a0somente ser\u00e1 do s\u00e9culo XXI se for capaz de enfrentar as\u00a0<strong>desigualdades<\/strong>\u00a0persistentes no meio educacional e social\u201d. Ou seja, como em outros campos, a\u00a0<strong>pandemia<\/strong>\u00a0apressou uma s\u00e9rie de transforma\u00e7\u00f5es e precipitou ainda mais o que j\u00e1 parecia urgente. \u201cPrecisamos educar para a produ\u00e7\u00e3o de uma cultura que promova a\u00a0<strong>justi\u00e7a social<\/strong>, a\u00a0<strong>hospitalidade<\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong>cidadania global<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>digital<\/strong>\u201d, analisa.<\/p>\n<p>Por fim,\u00a0<strong>Rodrigo<\/strong>\u00a0se diz otimista e acredita que seja durante, seja depois da pandemia, a escola continuar\u00e1 imprescind\u00edvel para o\u00a0<strong>desenvolvimento human\u00edstico<\/strong>. \u201cTal como uma cer\u00e2mica japonesa, deixar as imperfei\u00e7\u00f5es \u00e0 mostra \u00e9 um gesto generoso consigo e com o mundo ao demonstrar (ou relembrar) que as cicatrizes s\u00e3o um legado, s\u00e3o patrim\u00f4nios vivos. Vale para n\u00f3s, para as institui\u00e7\u00f5es\u201d, sintetiza.<\/p>\n<div>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ihu.unisinos.br\/images\/ihu\/2021\/01\/15_01_rodrigo_manoel__foto_arquivo_pessoal.jpg?w=640\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Rodrigo Manoel Dias da Silva (Foto: Arquivo pessoal)<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva<\/strong>\u00a0\u00e9 coordenador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da UNISINOS. Licenciado em Pedagogia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul &#8211; UERGS, \u00e9 mestre e doutor em Ci\u00eancias Sociais pela UNISINOS. Suas pesquisas versam sobre Sociologia da Educa\u00e7\u00e3o e Pol\u00edticas Educacionais. Entre suas publica\u00e7\u00f5es, destacamos \u201c<strong>Experi\u00eancia e subjetiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nas ocupa\u00e7\u00f5es estudantis no Rio Grande do Sul<\/strong>\u201d (Estudos Avan\u00e7ados, v. 34, p. 409-424, 2020) e \u201c<strong>Quest\u00f5es urbanas e a agenda formativa da educa\u00e7\u00e3o patrimonial<\/strong>\u201d (Educa\u00e7\u00e3o e Cultura Contempor\u00e2nea, v. 16, p. 392-411, 2019).<\/p>\n<h3>Confira a entrevista.<\/h3>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 2020 \u00e9 um ano para n\u00e3o ser esquecido sob in\u00fameros aspectos. Mas, no campo da educa\u00e7\u00e3o, por que esse ano n\u00e3o deve ser esquecido? E pelo que deve ser lembrado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva \u2013<\/strong>\u00a0Realmente, o ano de\u00a0<strong>2020<\/strong>\u00a0\u00e9 um ano para n\u00e3o ser esquecido. Nossa gera\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o havia experimentado um fen\u00f4meno de tamanha envergadura, tendo em vista que, at\u00e9 o momento, 90 milh\u00f5es de casos foram confirmados e cerca de\u00a0<strong>dois milh\u00f5es de pessoas faleceram em virtude da Covid-19<\/strong>, no mundo [dados no momento em que o professor enviou as respostas da entrevista, em 11-01-2021].<\/p>\n<p>De casos isolados na\u00a0<strong>China<\/strong>\u00a0aos nossos c\u00edrculos de vizinhan\u00e7a ou a n\u00f3s mesmos, a realidade \u00e9 que experimentamos uma pandemia, geradora de\u00a0<strong>crises econ\u00f4micas<\/strong>,\u00a0<strong>pol\u00edticas<\/strong>\u00a0e principalmente\u00a0<strong>sanit\u00e1ria<\/strong>\u00a0\u2013 a qual infelizmente ainda n\u00e3o podemos dizer que acabou. A experi\u00eancia de dor e sofrimento ocasionada pelo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/598415-a-pandemia-da-covid-19-atinge-3-milhoes-de-casos-e-200-mil-mortes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">adoecimento coletivo e pela morte<\/a>\u00a0ainda ir\u00e1 reverberar entre n\u00f3s. A principal rea\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria \u00e0 pandemia foi o\u00a0<strong>isolamento social<\/strong>, al\u00e9m da busca por medica\u00e7\u00f5es adequadas e pela\u00a0<strong>vacina<\/strong>.<\/p>\n<p>Tal isolamento transformou a organiza\u00e7\u00e3o e o funcionamento de diversas institui\u00e7\u00f5es, em todos os campos da vida. Na\u00a0<strong>educa\u00e7\u00e3o<\/strong>, experimentamos um conjunto de transforma\u00e7\u00f5es, desde a necessidade de\u00a0<strong>educa\u00e7\u00e3o domiciliar<\/strong>\u00a0at\u00e9 a\u00a0<strong>digitaliza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias escolares<\/strong>, a partir da media\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas e sistemas tecnol\u00f3gicos. Por um lado, as\u00a0<strong>aulas remotas<\/strong>\u00a0mostraram que estamos preparados para formas educacionais digitalizadas e que certos processos pedag\u00f3gicos dependentes da presencialidade f\u00edsica talvez n\u00e3o precisem voltar ao seu \u201cnormal\u201d. Por outro, a\u00a0<strong>educa\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0em 2020 evidenciou o quanto as\u00a0<strong>desigualdades socioecon\u00f4micas e culturais<\/strong>\u00a0interferem na escola e nas rela\u00e7\u00f5es de\u00a0<strong>aprendizagem<\/strong>. A\u00a0<strong>pandemia<\/strong>\u00a0nos mostrou faces perversas da\u00a0<strong>exclus\u00e3o escolar<\/strong>,\u00a0<strong>social<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>digital<\/strong>.<\/p>\n<div>\n<blockquote><p>A experi\u00eancia de dor e sofrimento ocasionada pelo adoecimento coletivo e pela morte ainda ir\u00e1 reverberar entre n\u00f3s \u2013 Rodrigo Manoel Dias da Silva<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Fala-se muito em perdas decorrentes da educa\u00e7\u00e3o remota, medidas de distanciamento e alunos e professores fora da escola. Mas como o senhor mensura essas perdas? Afinal, que perdas s\u00e3o essas e quais os impactos futuros?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva \u2013<\/strong>\u00a0\u00c9 dif\u00edcil dimensionar quantitativamente essas perdas. Entendo que dois aspectos interferem nessa an\u00e1lise. Primeiro, que os efeitos da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/603096-e-cruel-professores-relatam-de-aulas-on-line-com-300-alunos-a-demissoes-por-pop-up\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">educa\u00e7\u00e3o remota<\/a>\u00a0s\u00e3o observ\u00e1veis em todos os setores da educa\u00e7\u00e3o formal no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0e no mundo, da\u00a0<strong>educa\u00e7\u00e3o infantil<\/strong>\u00a0\u00e0<strong>\u00a0p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0<em>stricto sensu<\/em>, tanto em redes p\u00fablicas quanto em redes privadas. Segundo, que v\u00eam sendo amplamente discutidos os efeitos psicossociais da pandemia sobre as popula\u00e7\u00f5es escolares, principalmente crian\u00e7as e adolescentes. Os dois tra\u00e7os anal\u00edticos acentuam que a\u00a0<strong>pandemia<\/strong>\u00a0trouxe efeitos universais \u00e0\u00a0<strong>educa\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0e \u00e0\u00a0<strong>escola<\/strong>.<\/p>\n<p>Importante nos interrogarmos o que significa \u201cperdas\u201d nesse cen\u00e1rio. Trata-se, na maior parte dos casos, de experi\u00eancias de n\u00e3o-aprendizagem ou aprendizagem parcial ocasionadas pela aus\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o cotidiana com professores e colegas. No entanto, importa destacar que essas \u201cperdas\u201d s\u00e3o distribu\u00eddas socialmente de maneira muito\u00a0<strong>desigual<\/strong>, ou seja, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que as experi\u00eancias de\u00a0<strong>aprendizagem<\/strong>\u00a0(e de ensino) de 2020 foram at\u00edpicas para todos, no entanto as condi\u00e7\u00f5es para enfrentar essas atipicidades foram muito distintas.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>educa\u00e7\u00e3o online<\/strong>\u00a0alcan\u00e7a o estudante de escolas de alto padr\u00e3o de forma muito diferente do estudante das camadas populares que frequentam a escola em nossas periferias urbanas. In\u00fameras fam\u00edlias dispunham de apenas um smartphone para que tr\u00eas ou quatro crian\u00e7as acessassem suas aulas, considerando-se que o mesmo aparelho tamb\u00e9m era usado ao longo do dia por sua m\u00e3e para trabalhar. Para a maioria dos estudantes desse segundo grupo, a\u00a0<strong>aprendizagem escolar<\/strong>\u00a0foi uma realidade muito distante em 2020.<\/p>\n<div>\n<blockquote><p>A pandemia nos mostrou faces perversas da exclus\u00e3o escolar, social e digital \u2013 Rodrigo Manoel Dias da Silva<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Quais os maiores desafios, falando em termos de Brasil, para superarmos essas perdas, esses efeitos da pandemia sobre a educa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva \u2013<\/strong>\u00a0Diante do que vivemos at\u00e9 aqui, quando a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/167-noticias\/observasinos\/602236-as-escolas-gauchas-estao-prontas-para-voltar-as-aulas-presenciais-em-setembro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">escola voltar \u00e0 presencialidade<\/a>\u00a0f\u00edsica encontrar\u00e1 sujeitos marcados por experi\u00eancias subjetivas muito fortes. Nossos professores e estudantes viveram condi\u00e7\u00f5es existenciais muito singulares em 2020. N\u00e3o sei dimensionar o dado estat\u00edstico, mas tomamos conhecimento de in\u00fameros casos de<strong>\u00a0adolescentes fragilizados<\/strong>\u00a0por suas situa\u00e7\u00f5es materiais e ps\u00edquicas, tentativas de\u00a0<strong>suic\u00eddio<\/strong>,\u00a0<strong>viol\u00eancia psicol\u00f3gica<\/strong>,\u00a0<strong>viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/strong>,\u00a0<strong>abuso sexual<\/strong>, al\u00e9m da inseguran\u00e7a de estar em uma sociedade marcada pelo medo.<\/p>\n<p>As\u00a0<strong>rela\u00e7\u00f5es familiares<\/strong>\u00a0se intensificaram pelas demiss\u00f5es, pelas\u00a0<strong>jornadas de trabalho<\/strong>\u00a0reduzidas e pelo<strong>\u00a0home office<\/strong>, por vezes conduzindo \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>conflitos dom\u00e9sticos<\/strong>, \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o de casamentos e recombina\u00e7\u00f5es familiares. Em alguns momentos, inclusive, discutia em minhas aulas na\u00a0<strong>Unisinos<\/strong>\u00a0que \u00e9ramos rom\u00e2nticos ao definirmos que em casa todos estariam protegidos.<\/p>\n<div>\n<blockquote><p>Em alguns momentos, inclusive, discutia em minhas aulas na Unisinos que \u00e9ramos rom\u00e2nticos ao definirmos que em casa todos estariam protegidos \u2013 Rodrigo Manoel Dias da Silva<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<h3>Desafios<\/h3>\n<p>O primeiro desafio \u00e9 conhecer como os estudantes retornam \u00e0\u00a0<strong>escola<\/strong>, sob v\u00e1rios aspectos (social, econ\u00f4mico, cognitivo e psicol\u00f3gico). As c\u00e2meras desligadas ao longo das atividades remotas podem configurar evid\u00eancias de v\u00e1rios processos pedag\u00f3gicos, do simples\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/601207-risco-de-evasao-em-escolas-publicas-chega-a-31-desmotivacao-com-a-aula-online-e-a-principal-causa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">desinteresse pela escola<\/a>\u00a0\u00e0 tentativa de silenciamento de realidades privadas. Precisamos conhecer o que aconteceu com nossos alunos ao longo desse ano.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o importante \u00e9 construirmos um planejamento qualificado a fim de\u00a0<strong>enfrentarmos as desigualdades escolares<\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong>exclus\u00e3o digital<\/strong>. Ao longo dos pr\u00f3ximos dois anos letivos, no m\u00ednimo, devemos \u201ccalibrar\u201d planejamentos mais realistas, que sejam capazes de retomar aprendizagens parciais e, ao mesmo tempo, de ampliar repert\u00f3rios cient\u00edficos e culturais. \u00c9 poss\u00edvel afirmar que a\u00a0<strong>gest\u00e3o escolar<\/strong>\u00a0ter\u00e1 grandes responsabilidades em 2021.<\/p>\n<p>Por fim, 2020 mostrou os limites de nossa\u00a0<strong>infraestrutura tecnol\u00f3gica<\/strong>. Tivemos muitos problemas com conex\u00e3o \u00e0 Internet, somados \u00e0 aus\u00eancia de suportes tecnol\u00f3gicos \u2013 notes, tabletes e smartphones \u2013 a todos. Necess\u00e1rio investir em tecnologia apropriada, mas tamb\u00e9m renovar os processos de forma\u00e7\u00e3o de discentes e docentes.<\/p>\n<div>\n<blockquote><p>Assumir imperfei\u00e7\u00f5es exige uma \u00e9tica e uma pedagogia. O horizonte \u00e9tico \u00e9 reconhecer nossas fragilidades humanas e nossa vulnerabilidade coletiva \u2013 tra\u00e7os acentuados pela pandemia \u2013 Rodrigo Manoel Dias da Silva<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Recentemente, o senhor publicou uma reflex\u00e3o sobre a imperfei\u00e7\u00e3o, a necessidade de assumirmos que somos imperfeitos e incompletos. Seria o caso de assumirmos que 2020 foi o ano da imperfei\u00e7\u00e3o e finitudes e pararmos um pouco de, como no caso da educa\u00e7\u00e3o, falarmos em perdas e d\u00e9ficits decorrentes da pandemia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva<\/strong>\u00a0\u2013 No final do ano, publiquei a cr\u00f4nica \u201c<strong>Kintsugi e a filosofia da imperfei\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d, no\u00a0<strong>Jornal VS<\/strong>\u00a0(16-12-2020). Desenvolvi a ideia de que 2020 \u00e9 um ano para n\u00e3o ser esquecido, mas apreciado. Assumi o\u00a0<strong>Kintsugi<\/strong>, t\u00e9cnica japonesa de restaura\u00e7\u00e3o de cer\u00e2micas, como met\u00e1fora para pensarmos que as imperfei\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes dimens\u00f5es da vida humana. Sob certos aspectos, o\u00a0<strong>Kintsugi<\/strong>\u00a0se op\u00f5e aos valores e aos princ\u00edpios da\u00a0<strong>sociedade de consumo<\/strong>\u00a0na qual vivemos \u2013 que\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/186-noticias\/noticias-2017\/563796-zygmunt-bauman-representava-algum-conforto-em-um-mundo-cada-vez-mais-cinzento\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bauman<\/a>\u00a0corretamente definiu como\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/572833-o-poder-parasitario-do-sistema-financeiro-na-analise-de-ladislau-dowbor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">capitalismo parasit\u00e1rio<\/a>.<\/p>\n<p>Assumir imperfei\u00e7\u00f5es exige uma\u00a0<strong>\u00e9tica<\/strong>\u00a0e uma\u00a0<strong>pedagogia<\/strong>. O\u00a0<strong>horizonte \u00e9tico<\/strong>\u00a0\u00e9 reconhecer nossas fragilidades humanas e nossa vulnerabilidade coletiva \u2013 tra\u00e7os acentuados pela\u00a0<strong>pandemia<\/strong>. A\u00a0<strong>pedagogia<\/strong>\u00a0das imperfei\u00e7\u00f5es exige que reconhe\u00e7amos que nossas experi\u00eancias pedag\u00f3gicas s\u00e3o incompletas e inst\u00e1veis. Falar que retomaremos aprendizagens n\u00e3o significa supor que iremos realinhar d\u00e9ficits ou perdas, mas principalmente que devemos seguir novos caminhos. Tenho afirmado que a\u00a0<strong>escola p\u00f3s-pandemia<\/strong>\u00a0\u00e9 um projeto social em aberto, no qual precisamos discutir o que esperamos da escola, quais suas responsabilidades e como ser\u00e1 seu funcionamento.<\/p>\n<p>Tenho clareza que os\u00a0<strong>investimentos metodol\u00f3gicos<\/strong>\u00a0realizados nos \u00faltimos anos n\u00e3o nos prepararam para um evento cr\u00edtico no qual a pr\u00f3pria humanidade estaria em risco. Imagino que se tiv\u00e9ssemos investido em propostas metodol\u00f3gicas reflexivas e baseadas no autoconhecimento estar\u00edamos mais preparados para enfrentar uma\u00a0<strong>pandemia<\/strong>. Por outro lado, 2021 \u00e9 um momento absolutamente favor\u00e1vel para que fa\u00e7amos isso.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Como uma \u201cfilosofia da imperfei\u00e7\u00e3o\u201d pode contribuir para vermos outro horizonte depois da experi\u00eancia da pandemia? E como aceitar a imperfei\u00e7\u00e3o sem cair no fatalismo e no des\u00e2nimo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva \u2013<\/strong>\u00a0Imperfei\u00e7\u00e3o, no contexto metaf\u00f3rico do\u00a0<strong>Kintsugi<\/strong>, \u00e9 um estado pr\u00f3prio \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana. Mais que uma t\u00e9cnica de restauro \u00e9 uma filosofia de vida. Tal reconhecimento n\u00e3o deveria nos levar ao\u00a0<strong>fatalismo<\/strong>\u00a0e ao\u00a0<strong>des\u00e2nimo<\/strong>, mas deveria nos conduzir ao\u00a0<strong>autoconhecimento<\/strong>\u00a0e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de nossos limites e possibilidades \u2013 individual e coletivamente.<\/p>\n<p>A consci\u00eancia da imperfei\u00e7\u00e3o seria o centro de uma pedagogia orientada pelos dilemas individuais e civilizat\u00f3rios em cada tempo hist\u00f3rico, inclusive reconhecendo as contradi\u00e7\u00f5es vividas at\u00e9 ent\u00e3o. Nesse sentido, situa\u00e7\u00f5es ou eventos cr\u00edticos nos levam a reconsiderar o modo como vivemos e projetar o amadurecimento de novas formas de viver juntos.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 De que forma a escola \u00e9 ressignificada na experi\u00eancia da educa\u00e7\u00e3o em tempos de pandemia? E como, objetivamente, essa ressignifica\u00e7\u00e3o se d\u00e1 na escola p\u00fablica e na privada?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva \u2013<\/strong>\u00a0Ainda n\u00e3o ressignificamos a\u00a0<strong>escola<\/strong>. A maior parte de n\u00f3s ainda espera encontrar a mesma escola que deixamos em abril do ano passado. Muitos colegas\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/598332-professores-terao-que-mudar-seu-jeito-de-ensinar-depois-da-quarentena\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">professores<\/a>\u00a0ainda ministram as mesmas aulas, com a mesma linguagem, apenas mediados por uma webcam e por um microfone. No entanto, a experi\u00eancia escolar de 2020 nos trouxe importantes elementos para acompanharmos essa ressignifica\u00e7\u00e3o (ou reelabora\u00e7\u00e3o, como prefiro) nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Um elemento que precisa ser repensado \u00e9 o objetivo da\u00a0<strong>educa\u00e7\u00e3o escolar<\/strong>. N\u00e3o podemos mostrar insatisfa\u00e7\u00e3o com a forma social em que vivemos, e seguirmos educando para a reprodu\u00e7\u00e3o desse modelo. Se criticamos os tra\u00e7os insustent\u00e1veis, antiecol\u00f3gicos, consumistas, monoculturais e racistas de nossa sociedade e, em espec\u00edfico, de nosso pa\u00eds, precisamos educar para a produ\u00e7\u00e3o de uma cultura que promova a\u00a0<strong>justi\u00e7a social<\/strong>, a\u00a0<strong>hospitalidade<\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong>cidadania global e digital<\/strong>.<\/p>\n<div>\n<blockquote><p>Priorizou-se a socializa\u00e7\u00e3o e o intento de mostrar que os estudantes n\u00e3o estavam sozinhos, num esfor\u00e7o bonito de solidariedade e integra\u00e7\u00e3o social \u2013 Rodrigo Manoel Dias da Silva<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Que professores e alunos o senhor viu emergirem dessa experi\u00eancia que vivemos em 2020? E o que deve permanecer de pr\u00e1ticas dessa experi\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva \u2013<\/strong>\u00a0Sigo concordando com\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/603078-inseguranca-e-desigualdades-sentimentos-e-fatos-artigo-de-francois-dubet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fran\u00e7ois Dubet<\/a>\u00a0que menciona que o\u00a0<strong>projeto moderno de escolariza\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0se corporifica nas rela\u00e7\u00f5es entre professores e alunos. Os principais tra\u00e7os que organizavam a estrutura e o quadro de valores da escola dependiam substancialmente da rela\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica entre docentes e discentes.<\/p>\n<p>Em 2020, observamos diferentes rea\u00e7\u00f5es frente \u00e0 sala de\u00a0<strong>aula online<\/strong>\u00a0e, grosso modo, sobre a\u00a0<strong>educa\u00e7\u00e3o escolar<\/strong>\u00a0ofertada remotamente. Nas\u00a0<strong>escolas p\u00fablicas brasileiras<\/strong>, apesar da demora em oferecer alternativas em algumas redes e sistemas, observamos um esfor\u00e7o em acompanhar os estudantes, de professores entregando a cavalo atividades impressas e livros did\u00e1ticos em munic\u00edpios do interior do\u00a0<strong>Rio Grande do Sul<\/strong>\u00a0a mobiliza\u00e7\u00f5es para redistribuir cestas b\u00e1sicas nas periferias urbanas.<\/p>\n<p>Priorizou-se a\u00a0<strong>socializa\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0e o intento de mostrar que os estudantes n\u00e3o estavam sozinhos, num esfor\u00e7o bonito de\u00a0<strong>solidariedade e integra\u00e7\u00e3o social<\/strong>. Por\u00e9m, por diversos fatores, as aprendizagens foram parciais. Se utilizarmos os par\u00e2metros anteriores, ningu\u00e9m aprendeu da mesma forma e com a mesma qualidade \u2013 tanto em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas quanto privadas.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>escola<\/strong>\u00a0precisar\u00e1 reelaborar estrat\u00e9gias para promover o\u00a0<strong>engajamento dos estudantes<\/strong>\u00a0em 2021. A escola p\u00f3s-pandemia ser\u00e1 desafiada pelo pertencimento, pelos territ\u00f3rios e pelo bin\u00f4mio respeito-valoriza\u00e7\u00e3o da vida em todas as formas. Enfrentar seriamente essas interpela\u00e7\u00f5es exigir\u00e1 que repensemos principalmente os processos de forma\u00e7\u00e3o continuada dos professores.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Existem estudos e indicadores de aprendizagem que vinham insistindo que a escola j\u00e1 n\u00e3o estava cumprindo seu papel, que a educa\u00e7\u00e3o precisava ser reformada e repensada, pois oper\u00e1vamos ainda com muitas l\u00f3gicas do s\u00e9culo XIX. Essa escola que emerge da pandemia \u00e9 a escola do s\u00e9culo XXI?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva \u2013<\/strong>\u00a0Provavelmente sim. \u00c9 farta a literatura em\u00a0<strong>Sociologia da Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0que explora os descompassos entre a\u00a0<strong>escola do s\u00e9culo XIX<\/strong>\u00a0e os desafios da\u00a0<strong>escola do s\u00e9culo XXI<\/strong>. As promessas modernas e republicadas da escola europeia \u2013 crescimento econ\u00f4mico, mobilidade social e desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico \u2013 n\u00e3o foram capazes de garantir transforma\u00e7\u00e3o social. Nos \u00faltimos dois s\u00e9culos, a escola foi sendo remodelada, adequada ao tempo e ao espa\u00e7o, mas perseverou na manuten\u00e7\u00e3o de desigualdades e na garantia de\u00a0<strong>padr\u00f5es desiguais de distribui\u00e7\u00e3o social do conhecimento<\/strong>. Por isso, costumamos designar essa\u00a0<strong>escola<\/strong>\u00a0como\u00a0<strong>elitista<\/strong>,\u00a0<strong>seletiva<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>excludente<\/strong>. A\u00a0<strong>escola brasileira<\/strong>\u00a0foi descrita com precis\u00e3o por\u00a0<strong>An\u00edsio Teixeira<\/strong>\u00a0no livro\u00a0<strong>Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio<\/strong>, na d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Nc7ipHWIQVU\" width=\"100%\" height=\"400\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>Pensando na\u00a0<strong>situa\u00e7\u00e3o brasileira<\/strong>, a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/601475-educacao-pos-pandemia-despertar-a-pessoa-no-homem\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">escola emergente p\u00f3s-pandemia<\/a>\u00a0somente ser\u00e1 do s\u00e9culo XXI se for capaz de enfrentar as\u00a0<strong>desigualdades persistentes<\/strong>\u00a0no meio\u00a0<strong>educacional e social<\/strong>. Caso contr\u00e1rio, teremos uma escola hipertecnol\u00f3gica, mas presa ao s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<div>\n<blockquote><p>A escola emergente p\u00f3s-pandemia somente ser\u00e1 do s\u00e9culo XXI se for capaz de enfrentar as desigualdades persistentes no meio educacional e social \u2013 Rodrigo Manoel Dias da Silva<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 O que o senhor destaca de mais positivo nas experi\u00eancias da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica nesse tempo de pandemia? E o que considera como grandes equ\u00edvocos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva \u2013<\/strong>\u00a0A\u00a0<strong>pandemia<\/strong>\u00a0chegou de maneira r\u00e1pida e surpreendente. Decidir como proceder frente ao\u00a0<strong>isolamento social<\/strong>\u00a0e organizar a\u00a0<strong>educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/strong>\u00a0e seus amplos contingentes de popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi uma tarefa f\u00e1cil. A infraestrutura das escolas mostrava-se insuficiente para o andamento presencial em seu cotidiano e, com certeza, sua estrutura tecnol\u00f3gica era prec\u00e1ria. Mesmo assim, considero que algumas administra\u00e7\u00f5es municipais demoraram muito para definir um caminho e algumas estrat\u00e9gias.<\/p>\n<p>Esse tempo mostrou que a\u00a0<strong>escola<\/strong>\u00a0\u00e9 um organismo vivo, capaz de reorganizar-se de outros modos, com outro funcionamento e novos objetivos. Para avan\u00e7ar, precisa de investimentos mais consistentes e programas de forma\u00e7\u00e3o continuada criativos e efetivamente capazes de ampliar o repert\u00f3rio formativo de professores e alunos.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 A velha perspectiva da educa\u00e7\u00e3o libertadora de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/edicao\/223\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Paulo Freire<\/a>\u00a0ainda vinha sendo apontada como sa\u00edda para crises na educa\u00e7\u00e3o, pensando e articulando os conte\u00fados escolares desde a realidade dos alunos. Como conceber essa perspectiva num momento de educa\u00e7\u00e3o remota, de dificuldades de acessos e de tempo em que se fala em sistema h\u00edbrido de educa\u00e7\u00e3o, mesclando aulas remotas e presenciais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva \u2013<\/strong>\u00a0A obra de\u00a0<strong>Paulo Freire<\/strong>\u00a0nos oferece um horizonte \u00e9tico para pensarmos uma\u00a0<strong>educa\u00e7\u00e3o humanista e cr\u00edtica<\/strong>. Esse lugar \u00e9 indiscut\u00edvel. Por\u00e9m, para discutir novas tem\u00e1ticas e realidades precisa ser cotejada \u00e0 luz de abordagens contempor\u00e2neas, reelaborada a partir dos contextos e desafios atuais.<\/p>\n<p>A ideia de pr\u00e1xis nos instiga \u00e0 cria\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica de outras abordagens te\u00f3ricas e metodol\u00f3gicas para repensarmos a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/600132-a-educacao-no-brasil-so-vai-respirar-quando-bolsonaro-deixar-a-presidencia-entrevista-com-daniel-cara\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">educa\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<div>\n<blockquote><p>al como uma cer\u00e2mica japonesa, deixar as imperfei\u00e7\u00f5es \u00e0 mostra \u00e9 um gesto generoso consigo e com o mundo ao demonstrar (ou relembrar) que as cicatrizes s\u00e3o um legado, s\u00e3o patrim\u00f4nios vivos \u2013 Rodrigo Manoel Dias da Silva<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Quais os desafios para animar professores e alunos para que concebam a escola como um lugar pulsante de vida, de ensino e aprendizagem mesmo diante de tantas d\u00favidas e incertezas sobre o ano de 2021?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Manoel Dias da Silva \u2013<\/strong>\u00a0Como epidemiologistas v\u00eam nos advertindo, a possibilidade de uma vida \u201cnormal\u201d, mesmo com a\u00a0<strong>vacina<\/strong>, ainda \u00e9 uma realidade distante. Muito provavelmente este ano letivo ser\u00e1 h\u00edbrido ou presencial, o que se imp\u00f5e como desafio central \u00e0\u00a0<strong>educa\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0e \u00e0s\u00a0<strong>pol\u00edticas educacionais<\/strong>\u00a0em 2021.<\/p>\n<p>Contudo, este ano letivo ser\u00e1 uma oportunidade radical para a\u00a0<strong>renova\u00e7\u00e3o da escola<\/strong>\u00a0e a potencializa\u00e7\u00e3o de novas aprendizagens individuais e coletivas. N\u00e3o significa questionar sobre seu futuro ou subestimar sua pertin\u00eancia hist\u00f3rica, mas reconhecer suas imperfei\u00e7\u00f5es como artif\u00edcio para justificar sua exist\u00eancia. Tal como uma cer\u00e2mica japonesa, deixar as imperfei\u00e7\u00f5es \u00e0 mostra \u00e9 um gesto generoso consigo e com o mundo ao demonstrar (ou relembrar) que as cicatrizes s\u00e3o um legado, s\u00e3o patrim\u00f4nios vivos. Vale para n\u00f3s, para as institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Sou um otimista. Afirmo que em qualquer\u00a0<strong>cen\u00e1rio social p\u00f3s-pandemia<\/strong>\u00a0a\u00a0<strong>escola<\/strong>\u00a0seguir\u00e1 imprescind\u00edvel.<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria: http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-noticias\/entrevistas\/606153-escola-so-chegara-ao-seculo-xxi-se-enfrentar-desigualdades-educacionais-e-sociais-entrevista-especial-com-rodrigo-manoel-dias-da-silva<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Vitor Santos &#8211; Para o professor, a experi\u00eancia da pandemia escancara que \u00e9 preciso educar para promo\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a social, hospitalidade e cidadania global e digital. Entre todas as \u00e1reas drasticamente impactadas pela\u00a0pandemia, a\u00a0escola, sem d\u00favidas, tem lugar de destaque. A\u00a0suspens\u00e3o das aulas presenciais\u00a0e a imposi\u00e7\u00e3o do\u00a0ensino remoto\u00a0escancararam as\u00a0desigualdades\u00a0que vivemos e que se refletem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1452,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[6],"tags":[79,46],"class_list":["post-14743","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","tag-coronavirus","tag-desigualdade-social"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Escola s\u00f3 chegar\u00e1 ao s\u00e9culo XXI se enfrentar desigualdades educacionais e sociais - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2021\/01\/20\/escola-so-chegara-ao-seculo-xxi-se-enfrentar-desigualdades-educacionais-e-sociais\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Escola s\u00f3 chegar\u00e1 ao s\u00e9culo XXI se enfrentar desigualdades educacionais e sociais - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Jo\u00e3o Vitor Santos &#8211; Para o professor, a experi\u00eancia da pandemia escancara que \u00e9 preciso educar para promo\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a social, hospitalidade e cidadania global e digital. 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