{"id":14615,"date":"2020-12-12T09:10:20","date_gmt":"2020-12-12T12:10:20","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=14615"},"modified":"2020-12-11T09:15:59","modified_gmt":"2020-12-11T12:15:59","slug":"a-superexploracao-e-seus-dois-sentidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2020\/12\/12\/a-superexploracao-e-seus-dois-sentidos\/","title":{"rendered":"A superexplora\u00e7\u00e3o e seus dois sentidos"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Roberta Traspadini e Marisa Amaral<\/strong> &#8211; Uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 centralidade da categoria superexplora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 cem anos, em 1920, L\u00eanin publicava um texto,<a href=\"chrome-extension:\/\/ecabifbgmdmgdllomnfinbmaellmclnh\/data\/reader\/index.html?id=16&amp;url=https%3A%2F%2Foutraspalavras.net%2Fdescolonizacoes%2Fa-superexploracao-e-seus-dois-sentidos%2F#sdfootnote1sym\"><sup>1<\/sup><\/a>&nbsp;ainda n\u00e3o traduzido para o portugu\u00eas, em que trazia a c\u00e9lebre s\u00edntese de que a alma viva do marxismo \u00e9 a an\u00e1lise concreta da situa\u00e7\u00e3o concreta. Com isso, o revolucion\u00e1rio russo desejava se referir \u00e0 import\u00e2ncia de que os fen\u00f4menos e movimentos da realidade concreta sejam corretamente diagnosticados, definidos e compreendidos, pois parte da\u00ed a capacidade que temos de (re)agir e de nos movermos no sentido de qualquer transforma\u00e7\u00e3o social, seja ela radical ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O capitalismo, ao longo de seu percorrer hist\u00f3rico, cria uma infinidade de novos fen\u00f4menos e processos que devem ser vistos, em sua ess\u00eancia, meramente como novas formas para as mesmas rela\u00e7\u00f5es sociais que fundamentam a pr\u00f3pria exist\u00eancia deste espec\u00edfico modo de produ\u00e7\u00e3o. No Livro 1 de&nbsp;<em>O Capital<\/em>, Marx formula aquela que talvez seja a mais fundamental dessas rela\u00e7\u00f5es: a taxa de explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, definida como o per\u00edodo da jornada de trabalho dos trabalhadores em que estes produzem valor que n\u00e3o ser\u00e1 apropriado por eles, mas pelo capital; \u00e9 o tempo de trabalho excedente, a mais-valia, cuja exist\u00eancia \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o estrutural que justifica o fato de o tempo de trabalho total ser sempre superior ao tempo de trabalho necess\u00e1rio, aquele que fica para os trabalhadores na forma de sal\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No tratamento que faz Marx sobre as leis capitalistas gerais (isto \u00e9, os fundamentos para o funcionamento do capitalismo), s\u00e3o identificadas tr\u00eas formas de fazer crescer a mais-valia e, com isso, o lucro capitalista: via aumento da jornada de trabalho, via intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho (ambas tratadas como mais-valia absoluta) e via redu\u00e7\u00e3o do valor da for\u00e7a de trabalho e consequente redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios (esta \u00faltima tratada como mais-valia relativa, que ocorre por meio da redu\u00e7\u00e3o dos valores e pre\u00e7os das mercadorias que comp\u00f5em a \u201ccesta\u201d de consumo dos trabalhadores, garantindo sua subsist\u00eancia e de suas fam\u00edlias). Em&nbsp;<strong>todos<\/strong>&nbsp;esses casos, o fen\u00f4meno \u00e9 o mesmo: o sal\u00e1rio recebido pelos trabalhadores \u00e9 inferior ao valor que eles produzem (e vale aqui a observa\u00e7\u00e3o de que o valor, como rela\u00e7\u00e3o social e hist\u00f3rica, \u00e9 inerente \u00e0s mercadorias, ainda que o sistema opere para mostrar somente o pre\u00e7o, o que gera uma confus\u00e3o absurda no uso dos termos e de seu real significado no modo de operar deste sistema). Dito de outra forma: o trabalho exercido pelos trabalhadores n\u00e3o \u00e9 plenamente remunerado. Melhor ainda: em parte expressiva de seu dia de trabalho, os trabalhadores dedicam a trabalhar gratuitamente para o capital, uma vez que o sal\u00e1rio que recebem \u00e9 sempre inferior a todo o valor que produzem. Numa imagem:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem v\u00ea esta charge n\u00e3o pensa errado se conclui que o trabalhador (inclu\u00edda a\u00ed toda a gama de pessoas que comp\u00f5em este grupo, homens, mulheres, crian\u00e7as, adultos, e as mais diversas ra\u00e7as e etnias) se auto-remunera, j\u00e1 que quem, de fato, trabalha e produz as mercadorias n\u00e3o tem o direito de participar do banquete da apropria\u00e7\u00e3o. Na forma da propriedade privada, os trabalhadores s\u00e3o privados de se realizarem como propriet\u00e1rios do fruto do seu pr\u00f3prio trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marx ainda nos esclarece que, \u00e0 medida que o capitalismo se expande e que a acumula\u00e7\u00e3o cresce, amplia-se esse abismo entre o tempo de trabalho total e o tempo de trabalho remunerado, isto \u00e9, aumenta o tempo de trabalho n\u00e3o pago, o tempo de trabalho roubado exercido pelo trabalhador, a taxa de explora\u00e7\u00e3o de sua for\u00e7a de trabalho. Assim, muita, intensa e excessiva explora\u00e7\u00e3o \u00e9 o que se desenha na din\u00e2mica capitalista. Uma&nbsp;<strong>(SUPER) explora\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais de cem anos depois dessa elabora\u00e7\u00e3o de Marx, em 1969, o brasileiro Ruy Mauro Marini, ao estudar a forma como os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina se inserem na din\u00e2mica necessariamente mundializada de expans\u00e3o da acumula\u00e7\u00e3o, elabora, pela primeira vez, a categoria que escolhe chamar de&nbsp;<strong>superexplora\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;do trabalho, que, mais tarde, em 1973, caracteriza pelo aumento da intensidade do trabalho, pelo prolongamento da jornada de trabalho e pela apropria\u00e7\u00e3o feita pelo capitalista do fundo de consumo do trabalhador \u2013 tr\u00eas formas de fazer crescer a taxa de explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, exatamente como definiu Marx cem anos atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(SUPER)explora\u00e7\u00e3o em Marx e superexplora\u00e7\u00e3o em Marini seriam, ent\u00e3o, a mesma coisa?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o, pois Marini n\u00e3o fala em superexplora\u00e7\u00e3o simplesmente reproduzindo ou ecoando&nbsp;<em>O Capital,&nbsp;<\/em>como lei tendencial e cont\u00ednua. Marini fala em superexplora\u00e7\u00e3o para demonstrar que as economias latino-americanas, por se inserirem de maneira subordinada na divis\u00e3o internacional do trabalho, como pa\u00edses produtores e exportadores de mercadorias t\u00edpicas do setor prim\u00e1rio e ligadas \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de recursos naturais, transferem sempre para os pa\u00edses imperialistas parte dos valores que criam internamente \u2013 seja por conta de um com\u00e9rcio internacional desigual, seja por conta do pagamento de juros e amortiza\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas, remessas de lucro como contrapartida a investimentos diretos estrangeiros, pagamento de&nbsp;<em>royalties<\/em>, ou mesmo por conta das concess\u00f5es historicamente feitas pelo Estado aos capitais monopolistas, garantindo o direito ao uso da terra para a espolia\u00e7\u00e3o extrativista, entre outras formas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ocorre o que Marini chama de cis\u00e3o das fases do ciclo do capital, que indica basicamente que \u00e9 gerado valor internamente e esse valor n\u00e3o ser\u00e1 absorvido na acumula\u00e7\u00e3o interna de capital, entrando na circula\u00e7\u00e3o internacional. Ou seja, na din\u00e2mica produtiva das economias latino-americanas, o que se define como desenvolvimento tem uma caracter\u00edstica&nbsp;<em>sui generis<\/em>: funcionar como engrenagem do capital monopolista e, por conta disso, encontrar mecanismos que contrarrestem uma suposta condi\u00e7\u00e3o de subdesenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado \u00e9: os pa\u00edses latino-americanos recorrem a uma maior explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho para a cria\u00e7\u00e3o de maior mais-valia, ampliando, com isso, sua capacidade interna de acumula\u00e7\u00e3o. Eis a\u00ed o que Marini define como superexplora\u00e7\u00e3o: como um mecanismo de compensa\u00e7\u00e3o \u00e0s perdas internacionais de valor. \u00c9 muita explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho em nome de muita acumula\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o imperialista de capital. O que significa dizer que n\u00e3o \u00e9 somente mais explora\u00e7\u00e3o. Desde o in\u00edcio do capitalismo dependente, \u00e9 mais explora\u00e7\u00e3o como forma de compensar as quedas internas nas taxas de lucro resultantes de imposi\u00e7\u00f5es exercidas no \u00e2mbito internacional pelos capitais hegem\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode parecer um tanto abstrato tratar a quest\u00e3o apenas nesse n\u00edvel, em especial quando consideramos preocupa\u00e7\u00f5es que nos ocupam hoje quanto \u00e0s formas contempor\u00e2neas que assumem as rela\u00e7\u00f5es de trabalho, sobretudo aquelas que tentam esconder as rela\u00e7\u00f5es diretas entre capital e trabalho e, para isso, se travestem de \u201cempreendedorismo\u201d e trabalho aut\u00f4nomo, iludindo a realidade da explora\u00e7\u00e3o interna e internacional da for\u00e7a de trabalho pelo capital. No entanto, se algo h\u00e1 de forte numa boa teoria, \u00e9 o fato de ela explicar, elaborar e contribuir para a transforma\u00e7\u00e3o da realidade concreta. Mas, qual a realidade do mundo do trabalho atual no Brasil? Teria sentido mantermos o debate anal\u00edtico da superexplora\u00e7\u00e3o como categoria que explica nossa particularidade hist\u00f3rica?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um retrato contempor\u00e2neo da superexplora\u00e7\u00e3o de Marini, alguns pontos, muitas quest\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Daremos tr\u00eas exemplos concretos da dimens\u00e3o da superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho no Brasil em nosso cotidiano:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>O Brasil possui uma Popula\u00e7\u00e3o Economicamente Ativa (PEA) de aproximadamente 73 milh\u00f5es de pessoas. Destas, menos de 38 milh\u00f5es trabalham com carteira assinada. Estamos falando, ent\u00e3o, de 35 milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras sem direitos formais, atuando por conta pr\u00f3pria.<\/li><li>Al\u00e9m disso, cabe refor\u00e7ar que existe no campo uma popula\u00e7\u00e3o de mais de 30 milh\u00f5es de pessoas, entre as quais 15 milh\u00f5es s\u00e3o trabalhadores. Destes, mais de 12 milh\u00f5es s\u00e3o contratados por pequenos estabelecimentos rurais e apenas 3 milh\u00f5es pelo agroneg\u00f3cio. Dados do \u00faltimo censo agropecu\u00e1rio, 2017. Os minif\u00fandios, maiores empregadores no campo, ocupam somente 7,6% das terras agricult\u00e1veis do Brasil e correspondem, no entanto, a quase 70% do n\u00famero de estabelecimentos. Em contrapartida, o latif\u00fandio, que responde apenas por 2,3% do n\u00famero de estabelecimentos, fica com 61,1% das terras. Este, n\u00e3o satisfeito com seu poderio secular, luta, com todas as for\u00e7as institucionais a seu favor, para expandir suas fronteiras agr\u00edcolas sobre os povos ind\u00edgenas e quilombolas do pa\u00eds.<\/li><li>O sistema prisional brasileiro conta atualmente com 748.009 detentos, segundo o INFOPEN (2019), com 48% deles em regime fechado. A popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria de 18 a 34 anos \u00e9 de 62% em rela\u00e7\u00e3o ao total. A popula\u00e7\u00e3o feminina prisional \u00e9 de 36.929 e a masculina de 711.080. Um destaque: nos \u00faltimos 18 anos, o aumento de mulheres presas foi de mais de 600%.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, o que o trabalho informal, o trabalho no campo e o trabalho no sistema prisional t\u00eam em comum? Todos eles comp\u00f5em a totalidade do mundo do trabalho brasileiro e sua indissoci\u00e1vel rela\u00e7\u00e3o subordinada \u00e0s economias imperialistas hegem\u00f4nicas de nosso tempo. Nesse sentido, os sal\u00e1rios, como visto antes, dever\u00e3o cumprir a fun\u00e7\u00e3o de compensar, internamente, aquilo que externamente a burguesia que atua em territ\u00f3rio brasileiro perde como apropria\u00e7\u00e3o de parte da riqueza produzida em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A rela\u00e7\u00e3o entre a teoria e a realidade tal qual se apresenta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto maior a desigualdade entre o campo e a cidade, entre os sem direito e os com direito trabalhista e as discrep\u00e2ncias regionais no que tange \u00e0 ideia de desenvolvimento como sin\u00f4nimo de crescimento econ\u00f4mico, tanto mais o capital atuante internamente encontrar\u00e1 meios fecundos de ampliar sua rela\u00e7\u00e3o de expropria\u00e7\u00e3o e espolia\u00e7\u00e3o sobre os trabalhadores e as trabalhadoras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As condicionantes internas de ra\u00e7a, classe, g\u00eanero e regionalidades, com \u00eanfase para a distin\u00e7\u00e3o intencional entre campo (atrasado) e cidade (moderna) d\u00e3o a dimens\u00e3o estruturante da nossa desigualdade e das ra\u00edzes profundas das quais emana a superexplora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como mais explora\u00e7\u00e3o, mas como particularidade hist\u00f3rica que nasce e se desenvolve condicionada pelo papel que nossa economia cumpre, em cada tempo, na divis\u00e3o internacional do trabalho. Nesse sentido, o que se entende de forma conjuntural como mais explora\u00e7\u00e3o em geral, aqui \u00e9 superexplora\u00e7\u00e3o em particular dimensionada pela totalidade da ofensiva do capital sobre e contra o trabalho em todas as partes do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O termo, portanto, que explica o arraigo nacional ao plano internacional e a inexist\u00eancia na DIT de uma poss\u00edvel autonomia, soberania nacional, sem luta de classes, sem rupturas com a ordem vigente, \u00e9 a superexplora\u00e7\u00e3o. Esta d\u00e1 a t\u00f4nica, em cada tempo, da substantiva e cont\u00ednua transfer\u00eancia de valor (do Sul para o Norte). A superexplora\u00e7\u00e3o \u00e9, ent\u00e3o, a subst\u00e2ncia que define o papel da particularidade latino-americana na totalidade desigual do jogo do capital.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que entend\u00ea-la como uma forma, trata-se de apresentar seu conte\u00fado metab\u00f3lico. Este, ancorado na forma\u00e7\u00e3o social e hist\u00f3rica de um passado invasor e colonial em que negros, negras e povos ind\u00edgenas foram preteridos como \u201cmenos\u201d no \u00e2mbito de quem \u00e9 \u201ccivilizado\u201d e quem \u00e9 \u201cb\u00e1rbaro\u201d, d\u00e3o a t\u00f4nica da profunda hist\u00f3ria que est\u00e1 por tr\u00e1s como a estrutura da conjuntura de nosso tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Superexplora\u00e7\u00e3o \u2013 particularidade e movimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Onde est\u00e3o, afinal, a particularidade e o movimento? A superexplora\u00e7\u00e3o \u00e9 particular do capitalismo dependente, est\u00e1 na sua g\u00eanese e o define como tal. E ela se expressa, se manifesta, se exprime como (SUPER)explora\u00e7\u00e3o, mais explora\u00e7\u00e3o, muita explora\u00e7\u00e3o. Como aumento da explora\u00e7\u00e3o para contornar a queda da taxa de lucro provocada pelas rela\u00e7\u00f5es entre os capitais de origem\/atua\u00e7\u00e3o dependente e aqueles que t\u00eam origem\/atua\u00e7\u00e3o no capitalismo central. Precisamente aqui est\u00e1 o movimento. A superexplora\u00e7\u00e3o \u00e9 uma (SUPER)explora\u00e7\u00e3o exercida pelo capital imperialista sobre a for\u00e7a de trabalho que vive e trabalha na periferia, e que ser\u00e1 crescente e permanentemente pressionada a contribuir com o aumento da capacidade de acumula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso ocorre como tend\u00eancia no capitalismo em geral. No capitalismo monopolista, entretanto, com a acumula\u00e7\u00e3o em escala ampliada exigindo que a atua\u00e7\u00e3o do capital se d\u00ea em escala global, o processo de centraliza\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o do capital revela a quem e para onde \u00e9 endere\u00e7ada a massa substantiva da riqueza produzida no mundo. O capitalismo dependente, parte indissoci\u00e1vel do capitalismo monopolista, \u00e9 inexpressivo nessa lista de apropria\u00e7\u00e3o da riqueza. Mas \u00e9 o real produtor, preterido na apropria\u00e7\u00e3o da mesma. De modo que a explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho aqui cumpre uma fun\u00e7\u00e3o, sobretudo, internacional e, como tal, deve atender a uma fila de interesses internos e externos que conduzem a formas de trabalho fortemente precarizadas, brutalizadas e alienantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, entre a (SUPER)explora\u00e7\u00e3o de Marx (forma superlativa) e a superexplora\u00e7\u00e3o de Marini (conte\u00fado substantivo), passando pela leitura atenta de L\u00eanin sobre a an\u00e1lise da realidade concreta, o que pretendemos demarcar \u00e9 o car\u00e1ter relacional, processual e dial\u00e9tico presentes entre a parte e o todo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"chrome-extension:\/\/ecabifbgmdmgdllomnfinbmaellmclnh\/data\/reader\/index.html?id=16&amp;url=https%3A%2F%2Foutraspalavras.net%2Fdescolonizacoes%2Fa-superexploracao-e-seus-dois-sentidos%2F#sdfootnote1anc\">1<\/a>LENIN, Vladimir Ilitch. \u00abKommunizm\u00bb: \u00abJurnal Komunistitcheskogo Internatsionala dlya Stran Yugo-Vostotchnoy Evropy \u00bb (Na Nemetskom Yazyke). Vena, Tetradi 1\u20142, ot 1 Fevralya 1920, do 18-oy, ot Maya 1920. Em: ______. Polnoe Sobranie Sotchineniy. 5. ed. Moscou: Izdatel\u2019stvo Polititcheskoy Literatury, 1980, t. 41, p. 135-137.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte da mat\u00e9ria: https:\/\/outraspalavras.net\/descolonizacoes\/a-superexploracao-e-seus-dois-sentidos\/<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberta Traspadini e Marisa Amaral &#8211; Uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 centralidade da categoria superexplora\u00e7\u00e3o. H\u00e1 cem anos, em 1920, L\u00eanin publicava um texto,1&nbsp;ainda n\u00e3o traduzido para o portugu\u00eas, em que trazia a c\u00e9lebre s\u00edntese de que a alma viva do marxismo \u00e9 a an\u00e1lise concreta da situa\u00e7\u00e3o concreta. 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