{"id":13996,"date":"2020-09-11T11:20:57","date_gmt":"2020-09-11T14:20:57","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=13996"},"modified":"2020-09-08T11:24:45","modified_gmt":"2020-09-08T14:24:45","slug":"sotaques-do-brasil-como-a-geografia-molda-nosso-jeito-de-falar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2020\/09\/11\/sotaques-do-brasil-como-a-geografia-molda-nosso-jeito-de-falar\/","title":{"rendered":"Sotaques do Brasil: como a geografia molda nosso jeito de falar"},"content":{"rendered":"<p><strong>Bruno Sousa<\/strong> &#8211; O Brasil \u00e9 um pa\u00eds continental formado por gente de tudo que \u00e9 continente: nativos indoamericanos, escravos africanos, imigrantes europeus. Essa variedade \u00e9tnica moldou nossa hist\u00f3ria, e nosso jeito de cont\u00e1-la. O idioma luso se transformou conforme os povos se misturavam ou se isolavam ao ocupar o territ\u00f3rio. Novas palavras e fonemas, ritmos mais ou menos cadenciados, originaram verdadeiros dialetos. O portugu\u00eas que falamos hoje \u00e9 o resultado (sempre inacabado) do que foi preservado boca a boca e nos registros de quem detinha o poder, e do que era mais conveniente pronunciar.<\/p>\n<p>Nossos sotaques intrigam os linguistas desde o princ\u00edpio, em que o verbo estava com Cabral. Para mape\u00e1-los, dezenas deles trabalharam quase duas d\u00e9cadas na cria\u00e7\u00e3o do<em>\u00a0Atlas Lingu\u00edstico do Brasil<\/em>\u00a0\u2013 obra na qual a SUPER mergulhou para contar a hist\u00f3ria desses sotaques. Todos dizendo a mesma coisa, mas com um jeitinho brasileiro diferente \u2013 como voc\u00ea acompanha a seguir.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"SotaquesdoBrasil_R\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/sotaquesdobrasil_r1.png?resize=640%2C234&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"234\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Mayra Fernandes\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" \/><\/p>\n<p>Em 1576, Pero de Magalh\u00e3es G\u00e2ndavo enviou uma carta para Portugal narrando como os habitantes da ent\u00e3o Terra de Santa Cruz se comunicavam: \u201cA l\u00edngua de que usam, por toda a costa, carece de tr\u00eas letras\u201d\u2026 \u201cn\u00e3o se acha nela F, nem L, nem R\u201d\u2026 \u201cporque assim n\u00e3o t\u00eam F\u00e9, nem Lei, nem Rei\u201d. O que o cronista n\u00e3o sabia era que, s\u00e9culos depois, os ind\u00edgenas seriam obrigados a aprender essas tr\u00eas letras e inventariam uma pron\u00fancia do R exclusiva entre os falantes de portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Quando os portugueses aqui chegaram, havia mais de 1.200 idiomas ind\u00edgenas. Esse encontro boca a boca entre os lusos e os nativos deixou marcas. A dificuldade dos \u00edndios para pronunciar o R dos colonizadores deu origem ao que chamamos de R caipira (ou \u201cretroflexo\u201d, para os linguistas). A pron\u00fancia de porrrta, porrrteira, n\u00e3o existe em Portugal. \u00c9 uma jabuticaba lingu\u00edstica cultivada no interior de S\u00e3o Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Paran\u00e1 e Santa Catarina \u2013 Estados que fizeram parrrte do perrrcurrrso dos bandeirantes paulistas.<\/p>\n<div>\n<p><strong>Continua ap\u00f3s a publicidade<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p>A fala brasileira preserva sinais desse choque de cultura. At\u00e9 hoje, h\u00e1 quem troque o L pelo R, como em farta (falta), frecha (flecha) e firme (filme). E isso \u00e9 coisa antiga: em 1807, o soldado Manoel Coelho seduziu a filha de um fazendeiro, que o obrigou a se casar. Coelho escreveu em uma carta que n\u00e3o casaria \u201cnem por bem nem por mar\u201d.<\/p>\n<p>Esse uso do R gerava, e ainda gera, discrimina\u00e7\u00e3o. Em 1823, numa discuss\u00e3o parlamentar sobre onde seria constru\u00edda a primeira faculdade do Brasil \u2013 a de Direito do Largo S\u00e3o Francisco \u2013, alguns pol\u00edticos, como o deputado baiano Jos\u00e9 da Silva Lisboa, queriam vetar S\u00e3o Paulo por causa da forrrma de falarrr: \u201cNas prov\u00edncias h\u00e1 dialetos com seus particulares defeitos, \u00e9 reconhecido que o de S\u00e3o Paulo \u00e9 o mais not\u00e1vel\u201d, discursou.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"SotaquesdoBrasil_porta\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/sotaquesdobrasil_porta.png?resize=640%2C126&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"126\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Bruno Sousa\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" \/><\/p>\n<p>Quando a capital paulista abriu as porrrtas para os imigrantes, a pron\u00fancia come\u00e7ou a mudar. Entre o fim do s\u00e9culo 19 e o in\u00edcio do s\u00e9culo 20, mais de 1,5 milh\u00e3o de italianos chegaram em Sampa, nada entenderam da dura poesia concreta, mas constru\u00edram o sotaque paulistano. Porrrta virou algo como \u201cporita\u201d com um R seco, que faz a l\u00edngua vibrar atr\u00e1s dos dentes e, em casos exagerados, at\u00e9 os multiplica. Carro pode virar caRRRo, se o falante for da Mooca, do Br\u00e1s ou do Bixiga, bairros paulistanos de forte influ\u00eancia italiana. Ga\u00fachos e moradores de regi\u00f5es paranaenses e catarinenses colonizadas por italianos tamb\u00e9m falam esse R vibrante.<\/p>\n<p>N\u00e3o muito longe da Pauliceia, outro jeitinho brasileiro de usar o R teve vida mais f\u00e1cil para se legitimar. Em 1808, o Rio de Janeiro tinha 23 mil habitantes. Quando Dom Jo\u00e3o 6\u00ba desembarcou por l\u00e1, trouxe uma tripula\u00e7\u00e3o de 15 mil patr\u00edcios que definiram o sotaque local. \u00c0 \u00e9poca, era moda na corte portuguesa pronunciar o R como se sa\u00edsse do fundo da garganta,\u00a0<em>\u00e0 la fran\u00e7aise<\/em>, como em roqu\u00eafoRRRt e P\u00e1RRRi. Percebendo como a nobreza ostentava a consoante, a elite carioca imitou. Foi assim, na contram\u00e3o do R caipira e 100% brasileiro, que os habitu\u00e9s das oRRRlas mais famosas do Brasil escolheram o R importado da Fran\u00e7a pelos portugueses.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"SotaquesdoBrasil_S\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/sotaquesdobrasil_s1.png?resize=640%2C234&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"234\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Mayra Fernandes\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" \/><\/p>\n<p>AntIsh da coRRRte sair do caish de Lishboa, o Rio de Janeiro n\u00e3o era sin\u00f4nimo de chiado. Assim como aconteceu com a pron\u00fancia do R, a comitiva que veio com a Coroa portuguesa alastrou o S com som de SH que, em contato com os in\u00fameros dialetos africanos dos escravos, ganhou ainda mais for\u00e7a. Existem registros que comprovam que o portugu\u00eas culto dos s\u00e9culos 16 e 17 j\u00e1 reproduzia o fonema dessa forma. Hoje, o Rio \u00e9 onde mais se chia no Brasil: 97% dos cariocas chiam no meio das palavras e 94%, no final. Fa\u00e7a o teste: pe\u00e7a para um carioca falar \u201cesqueci o isqueiro na esquina da escola\u201d.[\/caption]<\/p>\n<p>Bel\u00e9m do Par\u00e1 ocupa o segundo lugar no ranking e Florian\u00f3polis fica em terceiro. A dist\u00e2ncia entre as cidades que est\u00e3o no p\u00f3dio dos chiadores prova que a forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-cultural \u00e9 mais importante para definir a varia\u00e7\u00e3o dos sotaques do que a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. Colonizadas depois do Nordeste e do Sudeste do Pa\u00eds, as regi\u00f5es Norte e Sul receberam, a partir do s\u00e9culo 17, imigrantes da Ilha dos A\u00e7ores e da Ilha da Madeira, onde \u00e9 comum que o S assuma o som de SH. Em 1929, 15,6 mil portugueses viviam no Par\u00e1, a quarta maior popula\u00e7\u00e3o portuguesa do Brasil \u00e0 \u00e9poca. \u201cSe quesh quesh, se n\u00e3o quesh dish\u201d \u00e9 um famoso bord\u00e3o de Florian\u00f3polis. Se um belenense visitar a capital catarinense, \u00e9 mais prov\u00e1vel que ele entenda que a frase significa \u201cse queres queres, se n\u00e3o queres diz\u201d do que um vizinho estadual, ga\u00facho ou paranaense, sem o chiado no repert\u00f3rio.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"SotaquesdoBrasil_ishperto\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/sotaquesdobrasil_ishperto.png?resize=640%2C129&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"129\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Bruno Sousa\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" \/><\/p>\n<p>Outras cidades, entretanto, tamb\u00e9m receberam levas de a\u00e7orianos e madeirenses sem que eles impusessem o S chiado \u2013 Porto Alegre foi uma delas. Elisa Battisti, do Instituto de Letras da UFRGS, explica que a posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e o tamanho da popula\u00e7\u00e3o de Florian\u00f3polis e Bel\u00e9m foram prop\u00edcios para perpetuar a forma de falar dosh portuguesesh ilh\u00e9ush. \u201cQuando os a\u00e7orianos chegaram a Florian\u00f3polis, o n\u00famero de habitantes era pequeno, e houve um isolamento geogr\u00e1fico importante at\u00e9 o s\u00e9culo 20. J\u00e1 Porto Alegre era mais populosa, misturava ind\u00edgenas, portugueses, espanh\u00f3is e, depois, recebeu alem\u00e3es e italianos. Esses contatos todos foram dando corpo ao sotaque portoalegrense, sem chiamento.\u201d<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"SotaquesdoBrasil_T\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/sotaquesdobrasil_t1.png?resize=640%2C234&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"234\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Mayra Fernandes\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" \/><\/p>\n<p>Enquanto alguns ficaram ilhados no pr\u00f3prio sotaque, outros precisaram aprender a se comunicar com diferentes povos. Lar de ind\u00edgenas, garimpeiros portugueses, escravos e outras pessoas que iam e vinham na rota dos tropeiros, Curitiba transformou-se em um intenso polo de atra\u00e7\u00e3o de imigrantes a partir do s\u00e9culo 19 \u2013 sobretudo italianos, ucranianos e poloneses.<\/p>\n<p>A falta de vogais nos idiomas destes dois \u00faltimos povos acabou estimulando uma pron\u00fancia mais pausada de letras como o \u201cE\u201d para que entendessem e se fizessem entender. O folcl\u00f3rico \u201cleitE quentE\u201d curitibano surgiu assim.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"SotaquesdoBrasil_leitche\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/sotaquesdobrasil_leitche.png?resize=640%2C156&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"156\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Bruno Sousa\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" \/><\/p>\n<p>Varia\u00e7\u00f5es nas pron\u00fancias de vogais ap\u00f3s T e D, ali\u00e1s, tamb\u00e9m contribuem para a diversidade do portugu\u00eas brasileiro: em Pernambuco, na Para\u00edba e no Rio Grande do Norte, a l\u00edngua vai atr\u00e1s dos dentes para falar o T e o D \u2013 assim, o djia vira D\u00eda e tchio, T\u00edo.<\/p>\n<p>O idioma que os portugueses trouxeram para o Brasil a partir do s\u00e9culo 16 \u00e9 muito distinto do que se fala al\u00e9m-mar hoje. Ap\u00f3s mais de 500 anos de hist\u00f3ria, de imigra\u00e7\u00f5es, de mistura e de isolamento \u00e9tnico-cultural, pouco restou do portugu\u00eas lusitano arcaico.<\/p>\n<p>No entanto, alguns lugares preservaram tra\u00e7os do sotaque de Cabral. Em Cuiab\u00e1 e em outras cidades do interior do Mato Grosso, n\u00e3o \u00e9 incomum ouvir os moradores falando de um djeito D\u00edferentE. Os lusos que exploraram a regi\u00e3o no s\u00e9culo 17 em busca de ouro vinham do norte de Portugal e inseriam T antes do CH e D antes do J. E at\u00e9 hodje os cuiabanos tchamam feij\u00e3o de fedj\u00e3o.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"SotaquesdoBrasil_vogais\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/sotaquesdobrasil_vogais1.png?resize=640%2C234&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"234\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Mayra Fernandes\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" \/><\/p>\n<p>Usar vogais abertas ou fechadas \u00e9 uma diferen\u00e7a fon\u00e9tica marcante entre quem vive mais ao Norte e mais ao Sul do Brasil. A explica\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno divide opini\u00f5es. Alguns pesquisadores defendem que as vogais fechadas s\u00e3o heran\u00e7a natural de quando o portugu\u00eas ainda estava se ramificando do latim. Ent\u00e3o, as vogais fechadas faladas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste remeteriam ao jeito mais antigo de falar portugu\u00eas. Outros linguistas jogam as vogais abertas do Nordeste e do Norte na conta da chegada dos portugueses ao Brasil: a fala lusa nos s\u00e9culos 16 e 17 era cheia de \u201c\u00e9s\u201d e \u201c\u00f3s\u201d. Na maior parte do Nordeste, a sonoridade pegou, e jamais largou.<\/p>\n<p>Outras marcas de sotaque envolvendo vogais vieram da \u00c1frica, junto com os 800 mil escravos que aportaram no Brasil at\u00e9 o s\u00e9culo 17. A chegada desses imigrantes involunt\u00e1rios espalhou palavras africanas pelo Pa\u00eds e influenciou nossa maneira de falar o vocabul\u00e1rio que j\u00e1 existia aqui. Comer o R no final das palavras (Salvad\u00f4, am\u00f4, cal\u00f4) e a supress\u00e3o de vogais em ditongos (lav\u00f4ra, ch\u00earo, b\u00eajo, p\u00f4co), por exemplo, aparecem frequentemente em dialetos africanos.<\/p>\n<p>A falta de plurais, o uso do ger\u00fandio sem falar o D (andano, fazeno), a liga\u00e7\u00e3o de fonemas em som de z (oz\u00f3io, foi simbora) e a simplifica\u00e7\u00e3o da terceira pessoa do plural (diss\u00e9ro, cantaro) tamb\u00e9m s\u00e3o heran\u00e7as africanas. Em algumas delas, inclusive, os linguistas cogitam que se espalharam com for\u00e7a simplesmente por serem mais f\u00e1ceis de falar.<\/p>\n<p>As influ\u00eancias hist\u00f3ricas dizem muito sobre a forma\u00e7\u00e3o de nossos sotaques, mas n\u00e3o explicam tudo. Algumas pron\u00fancias variam de acordo com o n\u00edvel de escolaridade, a classe social e at\u00e9 a velocidade da fala. Acrescentar vogais como em arroiz, tr\u00eais, n\u00f3is, \u00e9 um exemplo de fen\u00f4meno sem origem hist\u00f3rica bem definida.<\/p>\n<p>A ditonga\u00e7\u00e3o, que \u00e9 como os linguistas denominam esse processo, evoluiu ao longo de gera\u00e7\u00f5es e se espalhou pelo Brasil poupando algumas regi\u00f5es de Minas Gerais e do Sul. Da\u00ed veio, ali\u00e1s, o costume de dizermos \u201cmeia\u201d em ve(i)z de seis: n\u00e3o confundi-lo com tr\u00ea(i)s. Carregar um sotaque tamb\u00e9m \u00e9 assim: viver trocando seis por meia d\u00fazia. No fundo, n\u00e3o existe portugu\u00eas \u201ccerto\u201d ou \u201cerrado\u201d nessa hist\u00f3ria. As l\u00ednguas s\u00e3o como as formas de vida: evoluem. E os sotaques acompanham essa eterna muta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"SotaquesdoBrasil_mapa\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/sotaquesdobrasil_mapa.png?resize=640%2C962&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"962\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Bruno Sousa\/ Tain\u00e1 Ceccato\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" \/><\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria:<br \/>\n(https:\/\/super.abril.com.br\/cultura\/sotaques-do-brasil\/)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Sousa &#8211; O Brasil \u00e9 um pa\u00eds continental formado por gente de tudo que \u00e9 continente: nativos indoamericanos, escravos africanos, imigrantes europeus. Essa variedade \u00e9tnica moldou nossa hist\u00f3ria, e nosso jeito de cont\u00e1-la. O idioma luso se transformou conforme os povos se misturavam ou se isolavam ao ocupar o territ\u00f3rio. 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