{"id":13791,"date":"2020-07-16T15:09:33","date_gmt":"2020-07-16T18:09:33","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=13791"},"modified":"2020-07-15T15:40:44","modified_gmt":"2020-07-15T18:40:44","slug":"a-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2020\/07\/16\/a-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica\/","title":{"rendered":"A Guerra, o Futuro e a &#8220;transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><strong>Jos\u00e9 Lu\u00eds Fiori<\/strong> &#8211; No in\u00edcio da Primeira Guerra Mundial, o cavalo ainda era um elemento central do planejamento militar das grandes pot\u00eancias, e o carv\u00e3o \u00e9 que movia as m\u00e1quinas, os trens e os vapores do mundo. Mas quatro anos depois, no fim da guerra, havia acontecido uma \u201crevolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d que mudou a face do capitalismo, e o petr\u00f3leo redesenhou a geoeconomia e a geopol\u00edtica mundiais. Logo depois do conflito, o crescimento geom\u00e9trico da ind\u00fastria automobil\u00edstica teve papel fundamental na difus\u00e3o mundial do motor a combust\u00e3o, e da gasolina.<\/p>\n<blockquote><p><em>Com um consumo di\u00e1rio m\u00e9dio de mais de 300 mil barris,<br \/>\no Departamento de Defesa aparece<br \/>\ncomo o maior consumidor anual de petr\u00f3leo<br \/>\ndos Estados Unidos, o que tem provocado<br \/>\ncrescente preocupa\u00e7\u00e3o a respeito<br \/>\nda vulnerabilidade energ\u00e9tica<br \/>\nde suas for\u00e7as militares, acirrada<br \/>\npor uma postura diplom\u00e1tica e geopol\u00edtica<br \/>\nagressiva por parte da China<br \/>\na respeito do acesso a recursos petrol\u00edferos<\/em><\/p>\n<p>Barreiros, D.<em>\u00a0Proje\u00e7\u00f5es sobre o Futuro da Guerra: tecnologias disruptivas e mudan\u00e7as paradigm\u00e1ticas (2020-2060<\/em>)<\/p><\/blockquote>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que foi a guerra que acelerou o processo dessa segunda grande \u201ctransi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d da hist\u00f3ria do capitalismo industrial. Isto passou depois da guerra, mas a \u201ctransi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d do carv\u00e3o para o petr\u00f3leo teve papel decisivo no pr\u00f3prio resultado da guerra. A grande mudan\u00e7a come\u00e7ou pela Marinha Brit\u00e2nica, j\u00e1 em 1911, mas depois do primeiro passo, todas as demais pot\u00eancias envolvidas no conflito aderiram \u00e0 nova matriz energ\u00e9tica do petr\u00f3leo e \u00e0 sua utiliza\u00e7\u00e3o militar imediata na cria\u00e7\u00e3o dos novos tanques de guerra, e no desenvolvimento da avia\u00e7\u00e3o militar. E durante a guerra, devido \u00e0 import\u00e2ncia da nova fonte energ\u00e9tica, todos os governos acabaram criando estruturas e ag\u00eancias espec\u00edficas de articula\u00e7\u00e3o entre o Estado, seu comando estrat\u00e9gico, e as grandes empresas petrol\u00edferas privadas, para coordenar a produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o do \u00f3leo, por fora do mercado e em obedi\u00eancia \u00e0s estrat\u00e9gias de guerra de cada um desses pa\u00edses. Poucos dias depois da assinatura do armist\u00edcio, em 1<sup>o<\/sup>\u00a0de novembro de 1918, o governo ingl\u00eas hospedou uma reuni\u00e3o da Confer\u00eancia de Petr\u00f3leo Interaliada, criada durante a guerra, e naquela ocasi\u00e3o Lord Curzon comemorou a vit\u00f3ria dos aliados declarando em alto e bom som, que \u201ca causa aliada flutuou para a vit\u00f3ria sobre uma onda de \u00f3leo\u201d.<a href=\"chrome-extension:\/\/ecabifbgmdmgdllomnfinbmaellmclnh\/data\/reader\/index.html?id=65&amp;url=https%3A%2F%2Foutraspalavras.net%2Fgeopoliticaeguerra%2Fa-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica%2F#sdfootnote1sym\"><sup>1<\/sup><\/a><\/p>\n<p>No in\u00edcio da Primeira Guerra, os Estados Unidos controlavam 65% da produ\u00e7\u00e3o mundial do \u201couro negro\u201d, e durante o conflito os norte-americanos forneceram 80% do \u00f3leo consumido pelos pa\u00edses aliados. Por isso, depois da guerra, os norte-americanos assumiram automaticamente a lideran\u00e7a da nova matriz energ\u00e9tica do mundo, e se transformaram nos maiores produtores e exportadores mundiais de petr\u00f3leo at\u00e9 o fim da Segunda Guerra Mundial. A regi\u00e3o do C\u00e1ucaso havia perdido import\u00e2ncia, transitoriamente, depois da guerra e da revolu\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica, e a explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo do Oriente M\u00e9dio ainda estava dando seus primeiros passos, depois que a Fran\u00e7a e a Inglaterra assinaram o Acordo Sykes-Picot em 1916, que foi depois confirmado pelo Acordo de San Remo, de 1920, dividindo entre si o territ\u00f3rio do antigo Imp\u00e9rio Otomano, que viria a se transformar no epicentro da disputa energ\u00e9tica das grandes pot\u00eancias na segunda metade do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Um s\u00e9culo depois, j\u00e1 na terceira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, o mundo est\u00e1 atravessando uma transforma\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica cicl\u00f3pica, e ao mesmo tempo est\u00e1 se propondo a realizar uma nova \u201ctransi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d, que substitua os combust\u00edveis f\u00f3sseis por novas fontes de energia que sejam \u201climpas e renov\u00e1veis\u201d. A Segunda Guerra Mundial acabou h\u00e1 75 anos, e a Guerra Fria terminou 30 anos atr\u00e1s, mas hoje \u00e9 comum falar de uma \u201cterceira guerra mundial\u201d, ou de uma \u201cnova guerra fria\u201d, apesar de as grandes pot\u00eancias n\u00e3o estarem envolvidas entre si numa guerra direta e expl\u00edcita.<\/p>\n<p>De fato, o que est\u00e1 em pleno curso \u00e9 uma gigantesca muta\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica mundial, provocada pela universaliza\u00e7\u00e3o do sistema interestatal capitalista, pela ascens\u00e3o vertiginosa da China e da \u00cdndia, e pela volta da R\u00fassia \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia militar global. Tudo isso concomitante ao decl\u00ednio da participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e do poder militar das pot\u00eancias ocidentais mais ricas e industrializadas do s\u00e9culo XX, sobretudo no caso da Europa, mais do que dos Estados Unidos. E apesar dessas grandes transforma\u00e7\u00f5es, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que ocorra uma grande \u201cguerra hegem\u00f4nica\u201d entre EUA e China, ou mesmo entre EUA e R\u00fassia, nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. O territ\u00f3rio e o armamento desses pa\u00edses s\u00e3o gigantescos, eles controlam em conjunto cerca de um quarto da superf\u00edcie territorial do mundo, e mais de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o global, e j\u00e1 n\u00e3o admitem mais invas\u00f5es ou conquistas do tipo cl\u00e1ssico. Por isso, sua luta deve se deslocar para os territ\u00f3rios perif\u00e9ricos do sistema e para os espa\u00e7os e fluxos sem fronteiras por onde circulam os recursos e a energia do sistema interestatal capitalista, onde deve assumir a forma de uma \u201cguerra h\u00edbrida\u201d quase permanente, travada em v\u00e1rios pontos simultaneamente, com mudan\u00e7as s\u00fabitas e inesperadas de cen\u00e1rio, e com alian\u00e7as cada vez mais inst\u00e1veis, como se todo mundo fosse reproduzir no futuro, e em escala planet\u00e1ria, o que foi a hist\u00f3ria passada da forma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Europa.<\/p>\n<p>De qualquer maneira, essa competi\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea e cont\u00ednua entre os \u201ctr\u00eas gigantes\u201d dever\u00e1 promover um dos saltos tecnol\u00f3gicos mais espetaculares de toda a Hist\u00f3ria. E uma vez mais, como sempre ocorreu atrav\u00e9s dos anos, esse salto tecnol\u00f3gico dever\u00e1 ser liderado pela pesquisa e pela inova\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria b\u00e9lica, envolvendo uma mudan\u00e7a na matriz energ\u00e9tica que move atualmente a infraestrutura militar desses pa\u00edses, e de todo o mundo. N\u00e3o ser\u00e1 uma guerra, mas uma longa \u201cprepara\u00e7\u00e3o para a guerra\u201d, uma guerra que talvez nunca ocorra explicitamente, mas que estar\u00e1 sendo travada de forma oculta, em todos os planos, na terra, no mar, no ar, no mundo submarino e no espa\u00e7o sideral. Muito provavelmente ser\u00e1 um destes momentos em que a humanidade estar\u00e1 cruzando uma das \u201cfronteiras\u201d que alguns analistas chamam de\u201d ponto de singularidade\u201d. Ray Kurtzweil,<a href=\"chrome-extension:\/\/ecabifbgmdmgdllomnfinbmaellmclnh\/data\/reader\/index.html?id=65&amp;url=https%3A%2F%2Foutraspalavras.net%2Fgeopoliticaeguerra%2Fa-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica%2F#sdfootnote2sym\"><sup>2<\/sup><\/a>\u00a0por exemplo, \u201cprev\u00ea que o crescimento da capacidade tecn\u00f3logica envolvendo computadores, rob\u00f3tica e biotecnologia alcan\u00e7ar\u00e1 um ponto \u201ctendente ao infinito\u201d, entre 2029 e 2045, o que significaria que as intelig\u00eancias artificiais teriam superado as capacidades de todos os humanos combinados; a partir da\u00ed, a biologia humana e a m\u00e1quina fariam parte de um mesmo complexo, sem que se pudesse distinguir onde um come\u00e7a e o outro termina\u201d.<a href=\"chrome-extension:\/\/ecabifbgmdmgdllomnfinbmaellmclnh\/data\/reader\/index.html?id=65&amp;url=https%3A%2F%2Foutraspalavras.net%2Fgeopoliticaeguerra%2Fa-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica%2F#sdfootnote3sym\"><sup>3<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Hoje, do ponto de vista energ\u00e9tico, quando se olha para o planejamento estrat\u00e9gico das grandes pot\u00eancias que est\u00e3o situadas no epicentro da competi\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica mundial, o que se observa n\u00e3o \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o imediata com a exaust\u00e3o dos recursos f\u00f3sseis, mas com os custos crescentes das a\u00e7\u00f5es para garantir o acesso de cada uma delas a suas reservas dispersas pelo mundo. O Alto Comando Estrat\u00e9gico destes pa\u00edses ainda prev\u00ea o uso priorit\u00e1rio da energia f\u00f3ssil em suas v\u00e1rias plataformas militares, pelo menos at\u00e9 2050, mas todos trabalham com o mesmo objetivo de substituir a energia carb\u00f4nica por uma nova matriz que seja constru\u00edda progressivamente, e que inclua cada vez mais a energia e\u00f3lica, solar, maremotriz e biocombust\u00edvel, com o aproveitamento tamb\u00e9m de fontes ainda subutilizadas de hidrocarbonetos, como \u00e9 o caso das areias betuminosas e do hidrato de metano. Al\u00e9m disso, todos esses pa\u00edses, ao lado de outros com menor pretens\u00e3o militar, v\u00eam se empenhando no desenvolvimento da eletricidade produzida no pr\u00f3prio campo de batalha, como resultado inclusive das exig\u00eancias impostas pelos novos sistemas eletr\u00f4nicos que est\u00e3o sendo utilizados cada vez mais, nas opera\u00e7\u00f5es militares com laser, sensores qu\u00edmico-biol\u00f3gicos e exoesqueletos. V\u00e1rios autores sugerem inclusive que nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, do ponto de vista militar, \u201ca pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o de energia v\u00e1 se afastar razoavelmente do modelo \u2018coletor\u2019 da economia f\u00f3ssil-dependente em que a geografia dos recursos \u00e9 dada pela natureza , em dire\u00e7\u00e3o a um modelo \u2018agricultor\u2019, no qual a energia seja efetivamente gerada do come\u00e7o ao fim em espa\u00e7os predeterminados pelas estrat\u00e9gias de cada um. No limite da \u2018colheita de energia plantada\u2019 estariam os microgeradores port\u00e1teis e pessoais, capazes de garantir autonomia operacional a um soldado com seus equipamentos\u201d.<a href=\"chrome-extension:\/\/ecabifbgmdmgdllomnfinbmaellmclnh\/data\/reader\/index.html?id=65&amp;url=https%3A%2F%2Foutraspalavras.net%2Fgeopoliticaeguerra%2Fa-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica%2F#sdfootnote4sym\"><sup>4<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Os Estados Unidos, a R\u00fassia, a China, a pr\u00f3pria \u00cdndia e as demais pot\u00eancias intermedi\u00e1rias do sistema mundial trabalham todas com o mesmo horizonte de 2050\/60, quando programam a \u201ctransi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d de suas estruturas e plataformas militares, com vistas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um novo paradigma \u201cf\u00f3ssil<em>-free\u201d.\u00a0<\/em>Assim mesmo, hoje j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel identificar a presen\u00e7a deste novo paradigma do futuro, no desenvolvimento atual de algumas tecnologias militares \u201cde ponta\u201d utilizadas em alguns armamentos que j\u00e1 se encontram em fase embrion\u00e1ria, ou, em alguns casos, em pleno uso experimental nas disputas pelo petr\u00f3leo do Oriente M\u00e9dio. Incluem-se nesta categoria tr\u00eas tipos de tecnologias que interagem entre si, e que j\u00e1 v\u00eam sendo utilizadas de forma cada vez mais mort\u00edfera, como \u00e9 o caso dos \u201cdrones\u201d, dos \u201cenxames\u201d e da \u201cintelig\u00eancia artificial\u201d para uso militar. Tr\u00eas tecnologias que fazem parte de um processo mais amplo de \u201cdronifica\u00e7\u00e3o da guerra\u201d, com utiliza\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos armados, terrestres, a\u00e9reos e navais, operados \u00e0 dist\u00e2ncia, com autopilotagem e capacidade t\u00e1tica de tomar decis\u00f5es aut\u00f4nomas durante a execu\u00e7\u00e3o de algum objetivo alterado em meio \u00e0 batalha.<\/p>\n<p>Uma parte desse armamento, sobretudo os de maior porte, ainda utiliza combust\u00edvel da avia\u00e7\u00e3o convencional. Mas a inten\u00e7\u00e3o de seus projetores \u00e9 que num horizonte de m\u00e9dio prazo eles passem a utilizar a mesma energia dos drones de menor porte, que s\u00e3o el\u00e9tricos, ou que se utilizam de uma matriz hibrida, envolvendo uma combina\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel de hidrog\u00eanio e eletricidade. O potencial desses novos armamentos se v\u00ea multiplicado geometricamente naquilo que os especialistas chamam dos \u201cenxames\u201d \u2013 situados literalmente na \u00faltima fronteira tecnol\u00f3gica da guerra do s\u00e9culo XX \u2013 que s\u00e3o, na pr\u00e1tica, verdadeiros \u201ccoletivos de drones\u201d que operam em rede trocando informa\u00e7\u00f5es entre si, sob o comando de equipamentos dotados de \u201cintelig\u00eancia artificial\u201d que reduzem a interven\u00e7\u00e3o humana ao m\u00ednimo indispens\u00e1vel da defini\u00e7\u00e3o dos objetivos mais gerais da pr\u00f3pria guerra, e de cada um de seus combates.<\/p>\n<p>Do ponto de vista da \u201ctransi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d que est\u00e1 em debate neste momento em todo o mundo, o mais importante \u00e9 ter claro que os estrategistas militares das grandes pot\u00eancias est\u00e3o prevendo que entre 2020 e 2050\/60, todos esses novos armamentos e plataformas militares j\u00e1 estejam enquadrados na nova matriz energ\u00e9tica \u2013 \u201climpa e renov\u00e1vel\u201d \u2013 que estar\u00e1 nascendo, neste caso, da competi\u00e7\u00e3o militar entre as poucas grandes pot\u00eancias que disputar\u00e3o o poder global, durante o s\u00e9culo XXI, dentro de um sistema que ser\u00e1, com toda certeza, cada vez mais hier\u00e1rquico, assim\u00e9trico e imperial.<\/p>\n<p><a href=\"chrome-extension:\/\/ecabifbgmdmgdllomnfinbmaellmclnh\/data\/reader\/index.html?id=65&amp;url=https%3A%2F%2Foutraspalavras.net%2Fgeopoliticaeguerra%2Fa-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica%2F#sdfootnote1anc\">1<\/a>\u00a0Yergin, D.\u00a0<em>O petr\u00f3leo: uma hist\u00f3ria de conquistas, poder e dinheiro<\/em>. Rio de janeiro: Paz e Terra, 2009, p. 205.<\/p>\n<p><a href=\"chrome-extension:\/\/ecabifbgmdmgdllomnfinbmaellmclnh\/data\/reader\/index.html?id=65&amp;url=https%3A%2F%2Foutraspalavras.net%2Fgeopoliticaeguerra%2Fa-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica%2F#sdfootnote2anc\">2<\/a>\u00a0Kurtzweil, R.\u00a0<em>The singularity is near<\/em>. New York: Viking Books, 2005.<\/p>\n<p><a href=\"chrome-extension:\/\/ecabifbgmdmgdllomnfinbmaellmclnh\/data\/reader\/index.html?id=65&amp;url=https%3A%2F%2Foutraspalavras.net%2Fgeopoliticaeguerra%2Fa-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica%2F#sdfootnote3anc\">3<\/a>\u00a0Barreiros, 2019, p. 14.<\/p>\n<p><a href=\"chrome-extension:\/\/ecabifbgmdmgdllomnfinbmaellmclnh\/data\/reader\/index.html?id=65&amp;url=https%3A%2F%2Foutraspalavras.net%2Fgeopoliticaeguerra%2Fa-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica%2F#sdfootnote4anc\">4<\/a>\u00a0Barreiros, 2019, p. 9.<\/p>\n<p>Fonte da mat\u00e9ria:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"lJ1KtjbY2v\"><p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/geopoliticaeguerra\/a-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica\/\">A Guerra, o Futuro e a &#8220;transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica&#8221;<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;A Guerra, o Futuro e a &#8220;transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica&#8221;&#8221; &#8212; Outras Palavras\" src=\"https:\/\/outraspalavras.net\/geopoliticaeguerra\/a-guerra-o-futuro-e-a-transicao-energetica\/embed\/#?secret=E0YjJWW7BI#?secret=lJ1KtjbY2v\" data-secret=\"lJ1KtjbY2v\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Lu\u00eds Fiori &#8211; No in\u00edcio da Primeira Guerra Mundial, o cavalo ainda era um elemento central do planejamento militar das grandes pot\u00eancias, e o carv\u00e3o \u00e9 que movia as m\u00e1quinas, os trens e os vapores do mundo. 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