{"id":13319,"date":"2020-06-02T09:26:26","date_gmt":"2020-06-02T12:26:26","guid":{"rendered":"https:\/\/controversia.com.br\/?p=13319"},"modified":"2020-05-31T19:28:57","modified_gmt":"2020-05-31T22:28:57","slug":"hobsbawm-e-as-cinco-ondas-revolucionarias-do-seculo-xx","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2020\/06\/02\/hobsbawm-e-as-cinco-ondas-revolucionarias-do-seculo-xx\/","title":{"rendered":"Hobsbawm e as cinco ondas revolucion\u00e1rias do s\u00e9culo XX"},"content":{"rendered":"<p><strong>Valerio Arcary<\/strong> &#8211; \u201cPode-se, com certeza, discutir as data\u00e7\u00f5es que foram sugeridas por Hobsbawm. Mas n\u00e3o h\u00e1 como negar a din\u00e2mica. N\u00e3o est\u00e1 sendo diferente no s\u00e9culo XXI\u201d<\/p>\n<blockquote><p>Revolu\u00e7\u00f5es continuar\u00e3o ocorrendo?\u00a0<strong>As quatro grandes ondas do s\u00e9culo, 1917-20, 1944-62, 1974-8 e 1989-, poder\u00e3o ser seguidas de outras \u00adde colapso e derrubada?<\/strong>\u00a0Ningu\u00e9m que olhe em retrospecto\u00a0<strong>um s\u00e9culo em que n\u00e3o mais que um punhado de Estados hoje existentes passou a existir, ou sobreviveu, sem passar por revolu\u00e7\u00e3o, contra-revolu\u00e7\u00e3o armada, golpes mi\u00adlitares ou conflito civil armado<\/strong>\u00a0apostaria(\u2026) no triunfo universal da mudan\u00e7a pac\u00edfica e constitucional, como previsto em 1989 por alguns eu\u00adf\u00f3ricos crentes na democracia liberal. O mundo que entra no terceiro mil\u00eanio n\u00e3o \u00e9 um mundo de Estados ou sociedades est\u00e1veis\u201d. (1)\u00a0(grifo nosso).<\/p>\n<p><strong>Eric Hobsbawm<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A perspectiva hist\u00f3rica ajuda a manter a lucidez. N\u00e3o se ensina nas escolas, mas as ondas de ascenso revolucion\u00e1rio, relativamente sincronizadas, destacadas por Hobsbawm s\u00e3o a mais importante chave de compreens\u00e3o do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>As revolu\u00e7\u00f5es se inspiraram umas nas outras, e despertaram a contrarrevolu\u00e7\u00e3o. A utiliza\u00e7\u00e3o do conceito de fluxos e refluxos para descrever as altern\u00e2ncias em um per\u00edodo de maior intensidade de conflitos na luta de classes remete \u00e0 ideia de um processo que tem ra\u00edzes nacionais, mas se decide na arena internacional.<\/p>\n<p>Pode-se, com certeza, discutir as data\u00e7\u00f5es que foram sugeridas por Hobsbawm. Mas n\u00e3o h\u00e1 como negar a din\u00e2mica. N\u00e3o est\u00e1 sendo diferente no s\u00e9culo XXI. Ele come\u00e7ou com uma onda revolucion\u00e1ria na Am\u00e9rica do Sul, com a derrubada do governo De la Rua na Argentina, passou pelo Equador, Venezuela e Bol\u00edvia, e abriu o caminho para as clei\u00e7\u00f5es de Lula, Ch\u00e1vez\u00a0 e Evo Morales, entre outros.<\/p>\n<p>O crit\u00e9rio geral \u00e9 que uma onda se abre em fun\u00e7\u00e3o de um grande triunfo revolucion\u00e1rio, de repercuss\u00f5es mundiais, e se fecha com uma derrota, tamb\u00e9m de conseq\u00fc\u00eancias incontorn\u00e1veis, uma derrota hist\u00f3rica. Nesse sentido, a periodiza\u00e7\u00e3o das ondas acompanha as mudan\u00e7as das etapas na situa\u00e7\u00e3o mundial. Duas das quatro ondas, a primeira e a segunda, foram uma conseq\u00fc\u00eancia, mais ou menos direta das duas grandes guerras mundiais que sangraram o s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o se deveria concluir, apressadamente, que s\u00e3o somente as guerras que precipitam as revolu\u00e7\u00f5es, em uma rela\u00e7\u00e3o direta de causa e efeito. S\u00f3 as guerras n\u00e3o podem explicar um ascenso em forma de ondas internacionais.<\/p>\n<p>Revelou-se, tamb\u00e9m, necess\u00e1ria uma vit\u00f3ria pol\u00edtico-militar que pudesse abrir o caminho, demonstrando que seria poss\u00edvel vencer. A primeira onda s\u00f3 se esgota em 1923, porque o processo alem\u00e3o, apesar das derrotas pol\u00edticas do in\u00edcio de 1919 e de 1921, se manteve at\u00e9 23, quando ocorre uma mudan\u00e7a importante da rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7as (derrota na Alemanha e na It\u00e1lia).<\/p>\n<p>A segunda onda, que se inicia em 1944, depois da invers\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7as militares na guerra contra o eixo (derrota nazista em Stalingrado e em El Alamein, e derrota japoneza em Midway, no Pac\u00edfico), se estende, somente, at\u00e9 1949, com a vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o chinesa. Isso porque no centro da revolu\u00e7\u00e3o mundial estava a Europa do Mediterr\u00e2neo. A consolida\u00e7\u00e3o dos regimes de unidade nacional na Fran\u00e7a e It\u00e1lia, uma derrota hist\u00f3rica, fechou o processo.<\/p>\n<p>Abre-se, ent\u00e3o, uma nova etapa internacional, que ser\u00e1 definida pelo acordo de Yalta e Potsdam, que estabeleceu as bases de uma ordem pol\u00edtico-militar interestatal que se manter\u00e1, para o essencial, inalterada durante todo o per\u00edodo da \u201cguerra fria\u201d.<\/p>\n<p>Nesse intervalo, que corresponde ao per\u00edodo do boom de p\u00f3s guerra, nos pa\u00edses centrais, ocorrem tr\u00eas processos revolucion\u00e1rios muito importantes, vitoriosos em diferentes medidas, Vietnam, Arg\u00e9lia e Cuba, e outros, nos pa\u00edses dependentes e nas ex-col\u00f4nias, em maior ou menor medida derrotados (Bol\u00edvia em 1952, Indon\u00e9sia 1965 etc\u2026), mas insuficientes para alterar uma rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as mundial, e parece, portanto, um pouco for\u00e7ado, considerar a perman\u00eancia da mesma onda ininterrupta, at\u00e9 1962.<\/p>\n<p>Na verdade, o processo de descoloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia e da \u00c1frica foi impulsionado pelos EUA, nesse intervalo, e a maioria dos ex-Imp\u00e9rios, em particular o Franc\u00eas e o Ingl\u00eas, realizaram uma descoloniza\u00e7\u00e3o, sem que se abrissem crises revolucion\u00e1rias. As antigas col\u00f4nias se transformaram em pa\u00edses semicoloniais, com regimes e governos completamente subservientes \u00e0s suas ex-metr\u00f3poles, com as classes propriet\u00e1rias nacionais em forma\u00e7\u00e3o, integradas como s\u00f3cias menores dos imperialismos, no saqueio das riquezas nacionais.\u00a0<em>As descoloniza\u00e7\u00f5es negociadas e limitadas foram a regra e as revolu\u00e7\u00f2es a excep\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Por isso, ao contr\u00e1rio de Hobsbawm, considero mais apropriado que a segunda onda se encerrou em 1948\/49, com a derrota na Europa.<\/p>\n<p>A terceira onda, por sua vez, se inicia mais cedo, indubitavelmente, em 1968, com o Maio franc\u00eas, desprezado, um pouco inexplicavelmente, por Hobsbawm. Atinge v\u00e1rios continentes como uma onda internacional poderos\u00edssima: em \u00c1frica, tem no seu epicentro a guerra de liberta\u00e7\u00e3o nas ex-col\u00f4nias portuguesas, que ir\u00e3o abrir uma revolu\u00e7\u00e3o na metr\u00f3pole, mas se extende para a \u00c1sia (Vietnam, em 1975, Cambodja e Laos, na seq\u00fc\u00eancia) e Am\u00e9rica Latina, e atinge primeiro o M\u00e9xico e o Brasil, onde as rebeli\u00f5es estudantis s\u00e3o derrotada, mas se radicaliza na revolu\u00e7\u00e3o chilena.<\/p>\n<p>Mant\u00e9m-se aberta durante todos os agitados anos 1970: perspectiva de um governo PS\/PC na Fran\u00e7a, vit\u00f3ria do Labour na Inglaterra, no calor de uma onda grevista \u00fanica no p\u00f3s-guerra, imensa instabilidade na It\u00e1lia (que se expressou na vota\u00e7\u00e3o de mais de 30% no PCI), com um impressionante ascenso sindical, que s\u00f3 ser\u00e1 derrotado, porque uma boa parte da vanguarda p\u00f3s-68, se desloca para a luta armada, o que precipita uma mudan\u00e7a do regime e uma situa\u00e7\u00e3o de estado de s\u00edtio cr\u00f4nica por uns dois ou tr\u00eas anos, crise revolucion\u00e1ria na Espanha na sucess\u00e3o p\u00f3s-franquista etc\u2026<\/p>\n<p>Esta onda culmina com as vit\u00f3rias das revolu\u00e7\u00f5es nicaraguense e iraniana, mas se fecha, depois de uma s\u00e9rie de derrotas, em um processo acumulativo: estabiliza\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica em Portugal (1976\/78), Espanha e Gr\u00e9cia, guerra civil cr\u00f4nica financiada pelos EUA na America Central (a sangria espantosa em El Salvador, os contras na Nicar\u00e1gua), guerras nacionais impulsionadas e financiadas pelos EUA (massacres palestinos de Sabra e Chatila em Beirute, invas\u00e3o do Ir\u00e3 pelo Iraque).<\/p>\n<p>A onda se encerra com uma contra-ofensiva em toda a linha, militar, pol\u00edtica, econ\u00f4mica e ideol\u00f3gica, liderada por Thatcher e Reagan, que ficou conhecida pelo revivalismo do programa liberal.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 \u00faltima onda, uma vaga de revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas no Leste Europeu de 1989, com epicentro na Tchecolosv\u00e1quia, Alemanha Oriental e Rom\u00eania atingiu, quase exclusivamente, os pa\u00edses que giravam em torno da ex-URSS. A decad\u00eancia econ\u00f4mica das economias p\u00f3s-capitalistas, que vinham desde o final dos anos 1960 \u201candando de lado\u201d, se acentuou de forma dram\u00e1tica nos anos 1980, como consequ\u00eancia de uma complexa combina\u00e7\u00e3o de fatores: (a) a hegemonia econ\u00f4mica do complexo militar industrial; (b) a depend\u00eancia cada vez maior em rela\u00e7\u00e3o a um mercado mundial em depress\u00e3o; (c) a maturidade de uma nova gera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tinha vivido nem o horror da guerra, nem os anos da repress\u00e3o estalinista; (d) por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, a resist\u00eancia dos trabalhadores aos planos restauracionistas, liderados pela perestroica de Gorbatchev, que exigiam uma destrui\u00e7\u00e3o das conquistas econ\u00f4mico-sociais da etapa hist\u00f3rica anterior.<\/p>\n<p>J\u00e1 podemos hoje ser categ\u00f3ricos e concluir que ela se fechou, logo depois de 1991, com a mais dram\u00e1tica derrota hist\u00f3rica da causa socialista.<\/p>\n<p>(1)HOBSBAWM, Eric<em>. Era dos extremos: o breve s\u00e9culo XX \u2013 1914-1991<\/em>. Trad. Marcos Santarrita. S\u00e3o Paulo, Companhia das Letras. p. 445-6.<\/p>\n<p>https:\/\/revistaforum.com.br\/colunistas\/valerioarcary\/hobsbawm-e-as-cinco-ondas-revolucionarias-do-seculo-xx\/<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valerio Arcary &#8211; \u201cPode-se, com certeza, discutir as data\u00e7\u00f5es que foram sugeridas por Hobsbawm. Mas n\u00e3o h\u00e1 como negar a din\u00e2mica. 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