{"id":12615,"date":"2020-03-08T10:42:44","date_gmt":"2020-03-08T13:42:44","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=12615"},"modified":"2020-03-05T10:44:52","modified_gmt":"2020-03-05T13:44:52","slug":"desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/","title":{"rendered":"Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora"},"content":{"rendered":"<p><strong>Clemente Ganz L\u00facio<\/strong> &#8211;\u00a0A recess\u00e3o trouxe novamente desemprego, precariza\u00e7\u00e3o, informalidade, inseguran\u00e7a laboral e arrocho salarial. A atual situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica favorece a conforma\u00e7\u00e3o desse quadro como o novo \u201cnormal\u201d.<\/p>\n<p>A economia brasileira rasteja depois de passar por uma das mais graves crises econ\u00f4micas da sua hist\u00f3ria. O pa\u00eds experimenta a mais lenta sa\u00edda de uma recess\u00e3o com um crescimento econ\u00f4mico an\u00eamico em torno de 1% ao ano, inclusive em 2019. Ao contr\u00e1rio do que bradam e insistem os otimistas agentes econ\u00f4micos e governamentais, ao final de cada ano frustrado e no in\u00edcio do ano novo, \u201cagora vai!\u201d, a economia patina.<\/p>\n<p>Para os trabalhadores a recess\u00e3o trouxe novamente o desemprego elevado e de longa dura\u00e7\u00e3o, a precariza\u00e7\u00e3o ampliada, a informalidade crescente, o torturante desalento, a inseguran\u00e7a laboral e o arrocho salarial. A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica presente favorece a conforma\u00e7\u00e3o desse quadro como o novo normal.<\/p>\n<p>Essa afirma\u00e7\u00e3o parece contradit\u00f3ria em rela\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos indicadores do mercado de trabalho que mostram o aumento das ocupa\u00e7\u00f5es e dos sal\u00e1rios, o que tem sido comemorado como alvissareiro a lastrear uma nova onda de \u201cagora vai, mesmo!\u201d. Vamos conferir os dados<a href=\"https:\/\/teoriaedebate.org.br\/2020\/02\/18\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/#nota_1\">1<\/a>.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 209 milh\u00f5es de habitantes e cresce a uma taxa anual de 0,8%, portanto qualquer crescimento econ\u00f4mico em torno de 1% \u00e9 praticamente vegetativo, ou seja, o PIB per capita fica praticamente estagnado. Trata-se de uma trag\u00e9dia para um pa\u00eds com enormes desigualdades e mazelas sociais e econ\u00f4micas, e que passa por profundas mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar, pessoas com 14 anos ou mais, \u00e9 de 171 milh\u00f5es e cresce a uma taxa de 1,0% a.a. Entre 2012 e 2019 essa popula\u00e7\u00e3o aumentou 9,3%. A mudan\u00e7a demogr\u00e1fica fica clara agora: nesse mesmo per\u00edodo a popula\u00e7\u00e3o com at\u00e9 14 anos diminuiu \u2013 6,7%! Quando a for\u00e7a em idade de trabalho cresce acima do total da popula\u00e7\u00e3o cria-se a oportunidade para que a na\u00e7\u00e3o produza um excedente que lhe permite al\u00e7ar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de desenvolvida, produzindo bem-estar e qualidade de vida para todos. Essa janela ou b\u00f4nus demogr\u00e1fico se fechou.<\/p>\n<p>Comp\u00f5em atualmente a for\u00e7a de trabalho ativa 106 milh\u00f5es de pessoas, 92,4 milh\u00f5es ocupados e 12,6 milh\u00f5es desempregados (dados m\u00e9dios de 2019). H\u00e1 ainda em idade para trabalhar, mas fora da for\u00e7a de trabalho ativa, 65 milh\u00f5es de pessoas. A maioria s\u00e3o jovens que deveriam estudar, aposentados e mulheres respons\u00e1veis pelo cuidado dos filhos, dos idosos, dos doentes e da casa, porque os homens n\u00e3o compartilham essas atividades e n\u00e3o h\u00e1 creche e escola em tempo integral, ou pol\u00edtica p\u00fablica de sa\u00fade ou de cuidados dos idosos suficientes de qualidade. Pessoas que s\u00e3o obrigadas, pelo desemprego na fam\u00edlia e\/ou pelas ocupa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, arrocho salarial ou aumento do custo de vida, a procurar ocupa\u00e7\u00e3o e renda no mercado de trabalho. Essa situa\u00e7\u00e3o faz o contingente da for\u00e7a de trabalho ativa crescer 1,5% a.a, o que exige criar 1,6 milh\u00e3o de empregos a cada ano para que o desemprego n\u00e3o cres\u00e7a.<\/p>\n<p>Depois de uma d\u00e9cada (2004-2014) de crescimento econ\u00f4mico e de resist\u00eancia \u00e0 crise internacional (2008), a desocupa\u00e7\u00e3o foi reduzida para patamares m\u00e9dios de 6,8% em 2014 (6,2% em dezembro de 2014), com o aumento continuado do emprego protegido, diminui\u00e7\u00e3o da informalidade e crescimento dos sal\u00e1rios. A crise econ\u00f4mica transformada em recess\u00e3o reverte essa din\u00e2mica e a taxa m\u00e9dia de desemprego cresce 27% (2014\/15), 37% (2016\/17) e 13% (2017\/18), atinge o pico de 12,7% em 2017 e a maior taxa mensal em mar\u00e7o daquele ano, 13,7%. Em dois anos o desemprego dobra e atinge 13 milh\u00f5es de trabalhadores.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, o desemprego torna-se de longa dura\u00e7\u00e3o, dada as caracter\u00edsticas da grave recess\u00e3o e da lenta sa\u00edda da crise. Ao mesmo tempo, segue a sanha da desindustrializa\u00e7\u00e3o precoce do pa\u00eds e de perda dos empregos de melhor qualidade; os efeitos destrutivos de empresas e do emprego decorrente do combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o \u2013 mais de 1 milh\u00e3o de empregos diretos destru\u00eddos; a mudan\u00e7a patrimonial das empresas cuja reestrutura\u00e7\u00e3o ceifam postos de trabalho; a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que impacta na quantidade e nas caracter\u00edsticas dos postos de trabalho. Ao mesmo tempo, as reformas trabalhistas vieram para dar enorme flexibilidade ao sistema de rela\u00e7\u00f5es de trabalho para demitir e ajustar o custo da for\u00e7a de trabalho, garantindo legalidade \u00e0s mais variadas formas prec\u00e1rias de contrata\u00e7\u00e3o e de redu\u00e7\u00e3o salarial.<\/p>\n<p>Entre 2017 e 2019 a economia criou 3,1 milh\u00f5es de ocupa\u00e7\u00f5es, 1,3 (2017-18) e 1,8 (2018-19), um crescimento nada desprez\u00edvel de 42%, ainda mais diante da baixa din\u00e2mica econ\u00f4mica efetiva. Deve-se considerar que o ajuste feito no emprego durante a recess\u00e3o foi severo e coerente com o aumento da capacidade ociosa do sistema produtivo. De outro lado, atualmente, qualquer aumento da produ\u00e7\u00e3o requerer\u00e1 o crescimento das horas extras, o que em geral vem primeiro, seguido pelo aumento da contrata\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m a dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica das fam\u00edlias tem lan\u00e7ado mais pessoas no trabalho por conta pr\u00f3pria, no assalariamento sem registro em carteira ou no emprego dom\u00e9stico, predominantemente informais.<\/p>\n<p>O desemprego m\u00e9dio reduziu -2,9% (2017-18) e -1,7% (2018-19) porque a ocupa\u00e7\u00e3o cresceu 1,4% e 2,0% nos mesmos per\u00edodos. Isso representou a redu\u00e7\u00e3o de 386 mil e 125 mil desempregados respectivamente no per\u00edodo 2017-18 e 2018-19. A entrada de novas pessoas na for\u00e7a de trabalho ativa aumenta a press\u00e3o pelo emprego, diminuindo o efeito do aumento da ocupa\u00e7\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o do desemprego. Quanto pior \u00e9 a qualidade dos postos de trabalho gerado, mais persistente \u00e9 o aumento da demanda pela ocupa\u00e7\u00e3o. A t\u00edtulo de exemplo, se essa din\u00e2mica de redu\u00e7\u00e3o do desemprego observada entre 2017-19 fosse mantida, o pa\u00eds levaria cerca de 20 anos para voltar a ter uma taxa de desemprego de 6,5%. Portanto, seriam necess\u00e1rias mais de duas d\u00e9cadas para repor os empregos destru\u00eddos em dois anos e retomar o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o de 2014.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego m\u00e9dia de 2019 foi de 11,9%, a segunda redu\u00e7\u00e3o anual consecutiva. No \u00faltimo trimestre a taxa foi de 11%, uma redu\u00e7\u00e3o de 1,7 p.p. ao longo do ano na taxa trimestral. Um resultado quantitativo surpreendente com qualidade ruim.<\/p>\n<p>Os empregados s\u00e3o 62,6 milh\u00f5es (67%), os por conta pr\u00f3pria s\u00e3o 24,2 milh\u00f5es (26%), os empregadores, 4,4 milh\u00f5es (4,7%) e o trabalhador familiar auxiliar, 2,1 milh\u00f5es (2,3%). O contingente de empregados cresceu 0,7% e 1,5% anualmente entre 2017-19, mas ainda permanece -2,3 % abaixo de 2014.<\/p>\n<p>J\u00e1 o contingente de trabalhadores por conta pr\u00f3pria cresceu 3,0% e 4,1% no mesmo bi\u00eanio e est\u00e1 14,3% acima do patamar de 2014. Isso representa mais de 3 milh\u00f5es de postos criados nessa condi\u00e7\u00e3o entre 2014 e 2019, a grande maioria sem prote\u00e7\u00e3o social e laboral. O ano de 2019 termina com 19,4 milh\u00f5es de trabalhadores por conta pr\u00f3pria na informalidade, crescimento de 2% em rela\u00e7\u00e3o a 2018 e cerca de 5,1 milh\u00f5es de microempreendedores individual (MEI), aumento de 5,1%.<\/p>\n<p>Os assalariados empregados no setor privado s\u00e3o 44,8 milh\u00f5es (74%), sendo 33,2 milh\u00f5es assalariados com carteira de trabalho assinada e 11,6 milh\u00f5es (26%) assalariados sem registro em carteira de trabalho. O contingente contratado ilegalmente cresceu 4,5% e 4,0% no bi\u00eanio 2017-19 e est\u00e1 12,3% acima do patamar de 2014. Foram quase 1,3 milh\u00f5es de assalariados contratados precariamente e de forma ilegal. J\u00e1 os assalariados com carteira assinada tiveram queda de -1,2% e aumento de 1,1% no mesmo bi\u00eanio, permanecendo -8,9% abaixo do patamar de 2014, ou seja, com um volume de postos de trabalho menor na ordem de 3,2 milh\u00f5es. Mantida a din\u00e2mica positiva observada no \u00faltimo ano, cria\u00e7\u00e3o de 350 postos assalariados com carteira, a economia levaria 10 anos para repor o patamar de emprego protegido de 2014!<\/p>\n<p>O IBGE produz uma aproxima\u00e7\u00e3o do que se denomina a popula\u00e7\u00e3o ocupada informal, ou seja, sem a prote\u00e7\u00e3o social da seguridade laboral e previdenci\u00e1ria. Essa taxa diminuiu at\u00e9 atingir 39% em 2016, mas voltou a crescer com a crise e atingiu 41,4% no trimestre julho\/setembro de 2019. A estimativa m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o ocupada informal continuou a aumentar at\u00e9 atingir 41,1% em 2019.<\/p>\n<p>A qualidade dos postos de trabalho pode ser medida pela prote\u00e7\u00e3o social relacionada \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o para a Previd\u00eancia social. Enquanto as ocupa\u00e7\u00f5es sem prote\u00e7\u00e3o cresceram 12% (2016-19), as ocupa\u00e7\u00f5es protegidas cresceram 1,4% no mesmo per\u00edodo. No ano de 2016 a popula\u00e7\u00e3o ocupada e protegida era de 65,6% dos ocupados. Em 2019 esse percentual caiu para 62,9%, havendo, portanto, atualmente quase 37% de ocupados sem prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>O IBGE identificou que em 2019 cerca de 7 milh\u00f5es estavam subocupados por insufici\u00eancia de horas trabalhadas (7,5% dos ocupados), ou seja, trabalhavam jornada parcial com remunera\u00e7\u00e3o equivalente. Esse contingente era de 4,7 milh\u00f5es em 2016 e aumenta 49% at\u00e9 2019.<\/p>\n<p>A for\u00e7a de trabalho potencial n\u00e3o ativa \u00e9 estimada em 8 milh\u00f5es em 2019, aumentando 82% entre 2014 e 2019 de maneira continuada ao longo do per\u00edodo. Destaca-se o aumento de 213% do desalento (2014\/19), pessoas que declaram precisar de uma ocupa\u00e7\u00e3o, mas que desistem da procura por esta se mostrar infrut\u00edfera e com custos que n\u00e3o suportam financiar, hoje totalizam 4,7 milh\u00f5es<a href=\"https:\/\/teoriaedebate.org.br\/2020\/02\/18\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/#NOTA_2\">2<\/a>. O total da for\u00e7a de trabalho subutilizada (desocupados, desalentados, subocupados por insufici\u00eancia de horas e for\u00e7a de trabalho potencial) salta de 15,4 milh\u00f5es em 2014 para 27,6 milh\u00f5es em 2019, aumento de 79%. Mesmo quando h\u00e1 uma recupera\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o, como observado em 2018 e 2019, todos os componentes da for\u00e7a de trabalho subutilizada continuam a crescer ou se estabilizam, mas n\u00e3o recuam.<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio mensal habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 2.330,00, recuperando o valor m\u00e9dio observado em 2014 (R$ 2.327,00) depois das quedas em 2015 e 2016. Observa-se, contudo, que a recupera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 2019 em rela\u00e7\u00e3o a 2018 foi de 0,4%, muito abaixo das recupera\u00e7\u00f5es de 2018 (1,5%) e 2017 (1,6%), sempre em rela\u00e7\u00e3o aos anos anteriores.<\/p>\n<p>O IBGE distribui os ocupados em dez grupos de atividade que em 2019 eram:<\/p>\n<p>\u2022 17,7 milh\u00f5es (19%) de ocupados no setor de com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e bicicletas. Observou-se o crescimento de 1% no \u00faltimo ano e em um patamar de 2% acima da situa\u00e7\u00e3o observada em 2014. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia caiu -0,5% no \u00faltimo ano e -8,1% desde 2014.<br \/>\n\u2022 16,4 milh\u00f5es (18%) s\u00e3o trabalhadores do setor p\u00fablico, defesa, seguridade, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais. Aumento da ocupa\u00e7\u00e3o de 2,1% em 2019 e em patamar 8,8% acima da situa\u00e7\u00e3o observada em 2014. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia cresceu 1,5% no \u00faltimo ano e 6,8% desde 2014.<br \/>\n\u2022 12 milh\u00f5es (13%) ocupados na ind\u00fastria em geral. Crescimento de 1,7% na ocupa\u00e7\u00e3o nesse setor em 2019, mas ainda posicionado -9,2% abaixo do n\u00edvel observado em 2014. Esse emprego foi gravemente afetado pela crise e seus efeitos diretos e indiretos sobre a estrutura ocupacional s\u00e3o grav\u00edssimos. Foi nesse setor que houve o maior aumento do contingente ocupado no \u00faltimo ano, 388 mil trabalhadores a mais, mas s\u00e3o na maioria trabalhadores aut\u00f4nomos ou assalariados sem carteira assinada. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia caiu -0,5% no \u00faltimo ano e cresceu 0,3% desde 2014.<br \/>\n\u2022 10,5 milh\u00f5es (11%) ocupados nas atividades de informa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e atividades financeiras, imobili\u00e1rias, profissionais e administrativas. Em 2019 observou-se crescimento de 2,1% na ocupa\u00e7\u00e3o, 2,4% acima de 2014. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia caiu -1,8% no \u00faltimo ano e -1,1% desde 2014.<br \/>\n\u2022 8,5 milh\u00f5es (9%) ocupados na agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e agricultura. Queda de -0,6% em 2019 e -10,9% abaixo do n\u00edvel de 2014. Esse segmento vem perdendo continuadamente volume de postos de trabalho (-17,4% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 2012), fen\u00f4meno explicado pela inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e queda na ocupa\u00e7\u00e3o na agricultura familiar. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia cresceu 2,1% no \u00faltimo ano e 4,0% desde 2014 (11,8% desde 2012).<br \/>\n\u2022 6,7 milh\u00f5es (7%) ocupados na constru\u00e7\u00e3o, que cresceu 0,5% em 2019, mas que se encontra quase -14% abaixo do patamar de 2014, cerca de 1,1 milh\u00e3o de postos de trabalho a menos. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia caiu -1,3% no \u00faltimo ano e -7,3% desde 2014. Gravemente impactada pelos ataques \u00e0s empreiteiras e aos investimentos p\u00fablicos em obras.<br \/>\n\u2022 6,3 milh\u00f5es (7%) ocupados em servi\u00e7os dom\u00e9sticos, mais de 95% s\u00e3o mulheres, predominantemente negras. At\u00e9 2013 esse tipo de ocupa\u00e7\u00e3o estava em queda porque a qualidade do mercado de trabalho mobilizava principalmente as meninas para novas ocupa\u00e7\u00f5es. Desde 2014 volta a crescer, 0,9% em 2019, situado 5,8% acima do n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o observado em 2014. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia caiu -0,7% no \u00faltimo ano e -0,1% desde 2014 (aumento de 9,6% desde 2012).<br \/>\n\u2022 5,5 milh\u00f5es (6%) ocupados no setor de alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o, que observou aumento de 3,7% em 2019 e est\u00e1 mais de 30% acima do n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o de 2014, 44% acima do patamar de 2012. Aplicativos de alimenta\u00e7\u00e3o e hospedagem, pequenos neg\u00f3cios e ambulantes explicam esse crescimento. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia caiu -3,8% no \u00faltimo ano e -14,4% desde 2014. Ocupa\u00e7\u00e3o que se expande com a precariza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u2022 4,9 milh\u00f5es (5%) est\u00e3o ocupados no setor de transporte, armazenagem e correios que cresceu 4,6% em 2019, situado 16,2% acima do patamar ocupacional de 2014 e 18,4% acima de 2012. Novamente os aplicativos explicam parte consider\u00e1vel desse movimento. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia caiu -0,5% no \u00faltimo ano e -8,1% desde 2014.<br \/>\n\u2022 5 milh\u00f5es (5%) em outros servi\u00e7os (artes, cultura, esportes, recrea\u00e7\u00e3o; organiza\u00e7\u00f5es associativas e internacionais; repara\u00e7\u00e3o de equipamentos el\u00e9tricos e eletr\u00f4nicos pessoais e dom\u00e9sticos; outros servi\u00e7os pessoais), cresceu 3,9% em 2019 e est\u00e1 20% acima de 2014 e 31% acima de 2012. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia cresceu 0,7%, mas com queda de -5,8% desde 2014.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, a din\u00e2mica recessiva, aliada aos fatores acima indicados, destruiu intensamente postos de trabalho no campo, na ind\u00fastria e na constru\u00e7\u00e3o, que entre 2017 e 2019 n\u00e3o foram recuperados. Os demais setores sofreram os impactos da recess\u00e3o, mas, principalmente com a ocupa\u00e7\u00e3o por conta pr\u00f3pria e o assalariamento sem carteira de trabalho assinada, conseguiram recuperar o n\u00edvel de emprego. Desde 2014 somente os rendimentos m\u00e9dios no campo e servi\u00e7o p\u00fablico tiveram aumento real; a ocupa\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria e nos servi\u00e7os dom\u00e9sticos mantiveram a renda m\u00e9dia est\u00e1vel e todos os demais agrupamentos ocupacionais por atividade tiveram perda real nos rendimentos m\u00e9dios entre 2014 e 2019.<\/p>\n<p>Por fim, o rendimento m\u00e9dio real do trabalho principal dos empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada caiu -0,5% entre 2018 e 2019 e -0,4% entre 2014 e 2019. O rendimento dos assalariados sem carteira cresceu 2,8% entre 2018 e 2019 e 5,8% entre 2014 e 2019, evidenciando deslocamento do assalariamento com carteira assinada para v\u00ednculos informais. J\u00e1 o rendimento dos ocupados por conta pr\u00f3pria caiu -0,1% entre 2018 e 2019 e -6,8% entre 2014 e 2019. A massa de rendimentos em 2019 foi estimada em R$ 212,4 bilh\u00f5es subiu 2,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, aumento puxado predominantemente pelo crescimento da ocupa\u00e7\u00e3o (2,0%).<\/p>\n<p>Para os desempregados uma nova ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 um al\u00edvio sentido no imediato. Mas h\u00e1 mudan\u00e7as qualitativas em curso no mundo do trabalho, \u00e0s vezes encobertas pela crise e pelo desemprego, que precarizam os postos de trabalho, tornam os v\u00ednculos laborais informais e sem prote\u00e7\u00e3o. Mais pessoas precisam trabalhar, a jornhttps:\/\/teoriaedebate.org.br\/2020\/02\/18\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/ada de trabalho na fam\u00edlia aumenta sem o correspondente na renda do trabalho. Compreender a natureza e profundidade das transforma\u00e7\u00f5es no mundo do trabalho \u00e9 um enorme desafio.<\/p>\n<div class=\"foot-notes\">\n<p class=\"highlight-title\">notas<\/p>\n<p>1.<\/p>\n<p>Os dados utilizados nesta an\u00e1lise s\u00e3o da PNAD Cont\u00ednua (Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), divulgados para o ano de 2019 e relacionados com as mesmas bases para anos anteriores.<\/p>\n<p>2.<\/p>\n<p>Se o desalento fosse inclu\u00eddo no contingente de desempregado como faz a metodologia da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), a taxa de desemprego subiria para 15,6%.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"i8GgOZbM0W\"><p><a href=\"https:\/\/teoriaedebate.org.br\/2020\/02\/18\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/\">Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora&#8221; &#8212; Teoria e Debate\" src=\"https:\/\/teoriaedebate.org.br\/2020\/02\/18\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/embed\/#?secret=GTmYPjxMsV#?secret=i8GgOZbM0W\" data-secret=\"i8GgOZbM0W\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clemente Ganz L\u00facio &#8211;\u00a0A recess\u00e3o trouxe novamente desemprego, precariza\u00e7\u00e3o, informalidade, inseguran\u00e7a laboral e arrocho salarial. A atual situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica favorece a conforma\u00e7\u00e3o desse quadro como o novo \u201cnormal\u201d. A economia brasileira rasteja depois de passar por uma das mais graves crises econ\u00f4micas da sua hist\u00f3ria. O pa\u00eds experimenta a mais lenta sa\u00edda de uma recess\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8016,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[5],"tags":[45],"class_list":["post-12615","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-trabalho"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Clemente Ganz L\u00facio &#8211;\u00a0A recess\u00e3o trouxe novamente desemprego, precariza\u00e7\u00e3o, informalidade, inseguran\u00e7a laboral e arrocho salarial. A atual situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica favorece a conforma\u00e7\u00e3o desse quadro como o novo \u201cnormal\u201d. A economia brasileira rasteja depois de passar por uma das mais graves crises econ\u00f4micas da sua hist\u00f3ria. O pa\u00eds experimenta a mais lenta sa\u00edda de uma recess\u00e3o [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Controversia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-03-08T13:42:44+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"700\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"400\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"13 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"headline\":\"Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora\",\"datePublished\":\"2020-03-08T13:42:44+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/\"},\"wordCount\":2654,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/05\\\/trabalho.png?fit=700%2C400&ssl=1\",\"keywords\":[\"Trabalho\"],\"articleSection\":[\"Economia\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/\",\"name\":\"Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora - Controversia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/05\\\/trabalho.png?fit=700%2C400&ssl=1\",\"datePublished\":\"2020-03-08T13:42:44+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/05\\\/trabalho.png?fit=700%2C400&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/05\\\/trabalho.png?fit=700%2C400&ssl=1\",\"width\":700,\"height\":400},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2020\\\/03\\\/08\\\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\",\"name\":\"Controversia\",\"description\":\"Um site de leitura e debate\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\",\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"width\":1015,\"height\":1024,\"caption\":\"Ricardo Alvarez\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\"},\"description\":\"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/controversia.com.br\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/Controversiascontemporaneas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/controversia\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/contro_versia\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora - Controversia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora - Controversia","og_description":"Clemente Ganz L\u00facio &#8211;\u00a0A recess\u00e3o trouxe novamente desemprego, precariza\u00e7\u00e3o, informalidade, inseguran\u00e7a laboral e arrocho salarial. A atual situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica favorece a conforma\u00e7\u00e3o desse quadro como o novo \u201cnormal\u201d. A economia brasileira rasteja depois de passar por uma das mais graves crises econ\u00f4micas da sua hist\u00f3ria. O pa\u00eds experimenta a mais lenta sa\u00edda de uma recess\u00e3o [&hellip;]","og_url":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/","og_site_name":"Controversia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_published_time":"2020-03-08T13:42:44+00:00","og_image":[{"width":700,"height":400,"url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho.png","type":"image\/png"}],"author":"Ricardo Alvarez","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia","twitter_site":"@contro_versia","twitter_misc":{"Escrito por":"Ricardo Alvarez","Tempo estimado de leitura":"13 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/"},"author":{"name":"Ricardo Alvarez","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"headline":"Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora","datePublished":"2020-03-08T13:42:44+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/"},"wordCount":2654,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho.png?fit=700%2C400&ssl=1","keywords":["Trabalho"],"articleSection":["Economia"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/","url":"https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/","name":"Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora - Controversia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho.png?fit=700%2C400&ssl=1","datePublished":"2020-03-08T13:42:44+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho.png?fit=700%2C400&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho.png?fit=700%2C400&ssl=1","width":700,"height":400},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2020\/03\/08\/desemprego-diminui-informalidade-aumenta-e-emprego-piora\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/controversia.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Desemprego diminui, informalidade aumenta e emprego piora"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website","url":"https:\/\/controversia.com.br\/","name":"Controversia","description":"Um site de leitura e debate","publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/controversia.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2","name":"Ricardo Alvarez","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","contentUrl":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","width":1015,"height":1024,"caption":"Ricardo Alvarez"},"logo":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png"},"description":"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.","sameAs":["http:\/\/controversia.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/controversia\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/contro_versia"]}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/trabalho.png?fit=700%2C400&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12615","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12615"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12615\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12616,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12615\/revisions\/12616"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8016"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}