{"id":126,"date":"2016-04-29T12:39:23","date_gmt":"2016-04-29T15:39:23","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=126"},"modified":"2016-04-27T13:44:05","modified_gmt":"2016-04-27T16:44:05","slug":"eles-querem-uma-nova-policia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2016\/04\/29\/eles-querem-uma-nova-policia\/","title":{"rendered":"Eles querem uma nova pol\u00edcia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Luiza Sans\u00e3o<\/strong> &#8211;\u00a0\u201cA institui\u00e7\u00e3o da qual fazemos parte \u00e9 assassina\u201d, afirma o investigador Denilson Neves. Conhe\u00e7a ele e outros\u00a0policiais que encampam a luta pelos direitos humanos dentro das corpora\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o do pensamento hegem\u00f4nico das pol\u00edcias, que legitima pr\u00e1ticas criminosas, policiais que s\u00e3o ativistas em direitos humanos lutam, de dentro das corpora\u00e7\u00f5es, por uma reestrutura\u00e7\u00e3o do modelo de seguran\u00e7a p\u00fablica vigente. Espalhados pelo pa\u00eds, alguns deles contam \u00e0 <strong>Ponte Jornalismo\u00a0<\/strong>como buscam espa\u00e7os para defender suas posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Conhecido por sua milit\u00e2ncia em defesa dos direitos humanos e pelo fim da guerra \u00e0s drogas, o delegado da Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro <strong>Orlando Zaccone<\/strong>, 51 anos, ressalta que a pol\u00edcia tem um vi\u00e9s autorit\u00e1rio no Brasil, onde ser policial significa se afastar dos interesses populares e se atrelar aos interesses dos governos. \u201cAlguns policiais que, politicamente, se posicionam contra formas autorit\u00e1rias e modelos fascistas de governo, muitas vezes vistos como \u2018menos policiais\u2019, acabam buscando espa\u00e7os dentro das institui\u00e7\u00f5es para andar na contram\u00e3o, e formas de operar que levem a pol\u00edcia a um patamar mais democr\u00e1tico\u201d, analisa.<\/p>\n<div id=\"attachment_13391\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><a class=\"grouped_elements\" title=\"Anderson . Foto: Arquivo Pessoal\" href=\"http:\/\/i0.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Anderson.jpg\" rel=\"tc-fancybox-group13379\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-13391 tc-smart-loaded\" src=\"http:\/\/i0.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Anderson.jpg?resize=424%2C424\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" srcset=\"http:\/\/i0.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Anderson.jpg?resize=300%2C300 300w, http:\/\/i0.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Anderson.jpg?resize=150%2C150 150w, http:\/\/i0.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Anderson.jpg?resize=109%2C109 109w, http:\/\/i0.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Anderson.jpg?resize=100%2C100 100w, http:\/\/i0.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Anderson.jpg?resize=32%2C32 32w, http:\/\/i0.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Anderson.jpg?resize=64%2C64 64w, http:\/\/i0.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Anderson.jpg?resize=96%2C96 96w, http:\/\/i0.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Anderson.jpg?resize=128%2C128 128w, http:\/\/i0.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Anderson.jpg?w=854 854w\" alt=\"Anderson . Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"424\" height=\"424\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Anderson Duarte conta que enfrentou persegui\u00e7\u00f5es do comando da PM\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>\u00c9 o caso do tenente Anderson Duarte, 32 anos, da Pol\u00edcia Militar do Cear\u00e1, que paga um pre\u00e7o alto por ser o \u00fanico oficial cearense em atividade a se colocar publicamente a favor da desmilitariza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias. \u201cQuando voc\u00ea assume posi\u00e7\u00f5es na contram\u00e3o do sistema, est\u00e1 implicando a sua carreira e a sua pr\u00f3pria vida. \u00c9 uma decis\u00e3o muito s\u00e9ria\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Nascido em fam\u00edlia pobre, como a maioria de seus colegas, Anderson ingressou na PM por necessidade, h\u00e1 dez anos, quando cursava Geografia na UECE (Universidade Estadual do Cear\u00e1) e seguiu estudando, o que logo se mostrou um obst\u00e1culo: quando o policial iniciou o mestrado em Educa\u00e7\u00e3o na UFC (Universidade Federal do Cear\u00e1), ouviu de um comandante que \u201cpolicial n\u00e3o \u00e9 pra ficar estudando, n\u00e3o\u201d e foi transferido do setor administrativo para a rua.<\/p>\n<p>Anderson ignorou o conselho do comandante e continuou a estudar. Concluiu o mestrado com a disserta\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.repositorio.ufc.br\/bitstream\/riufc\/7522\/1\/2013-DIS-ADBARBOZA.pdf\" target=\"_blank\">Policiamento Comunit\u00e1rio e Educa\u00e7\u00e3o: Discursos de Produ\u00e7\u00e3o de uma \u201cNova Pol\u00edcia\u201d<\/a> e hoje \u00e9 professor da disciplina de \u00c9tica e Cidadania no Curso de Forma\u00e7\u00e3o de Oficiais da Academia Estadual de Seguran\u00e7a P\u00fablica, al\u00e9m de tutor dos cursos de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia da SENASP (Secretaria Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica), \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Silenciamento e boicotes<\/strong><\/p>\n<p>Em outubro, tendo sido um dos cinco servidores de institui\u00e7\u00f5es brasileiras de Seguran\u00e7a P\u00fablica selecionados pela SENASP para trabalhar na elabora\u00e7\u00e3o do Pacto Nacional pela Redu\u00e7\u00e3o de Homic\u00eddios, Anderson foi impedido, pela Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social do Estado do Cear\u00e1, de assumir o cargo, em Bras\u00edlia (DF), na comiss\u00e3o que determinar\u00e1 as diretrizes das a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios dolosos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 2012, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de postagens cr\u00edticas em seu perfil no Facebook, o oficial foi transferido de Fortaleza para a cidade de Crate\u00fas (a 370 quil\u00f4metros da capital), por 20 dias, sem ter sido consultado previamente e sem direito \u00e0 licen\u00e7a de 10 dias para deslocamento. Ainda que de forma velada, situa\u00e7\u00f5es como esta impedem que o policial tenha direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o \u2013 garantido pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 a todo cidad\u00e3o brasileiro.<\/p>\n<p>\u201cSempre acreditei que somente um trabalhador da seguran\u00e7a p\u00fablica pleno de seus direitos de cidadania poder\u00e1 reconhecer e garantir direitos dos demais cidad\u00e3os. Por isso, reivindiquei muitas vezes o direito de liberdade de express\u00e3o dos policiais nas redes sociais\u201d, diz o tenente, aludindo \u00e0 sua luta para que se torne lei a <a href=\"http:\/\/download.rj.gov.br\/documentos\/10112\/1188889\/DLFE-54511.pdf\/portariainterministerial.pdf\" target=\"_blank\">portaria interministerial<\/a> da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a que estabelece as Diretrizes Nacionais de Promo\u00e7\u00e3o e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Seguran\u00e7a P\u00fablica. \u201cO respeito a esse direito \u00e9 fundamental para que haja mais democracia interna nas institui\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e, consequentemente, na sociedade\u201d, completa.<\/p>\n<p>Em fevereiro deste ano, o escriv\u00e3o da Pol\u00edcia Civil do Rio Grande do Sul, Leonel Guterres Radde, 34 anos, tamb\u00e9m viu cerceado seu direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o. Por postar, em seu perfil no Facebook, cr\u00edticas ao governo do Estado, foi submetido a uma sindic\u00e2ncia. Ao manifestar-se, na mesma rede social, dizendo-se v\u00edtima de uma injusti\u00e7a, foi aberta contra ele uma nova sindic\u00e2ncia. A segunda foi arquivada, mas a primeira sindic\u00e2ncia resultou em 43 dias de puni\u00e7\u00e3o para o escriv\u00e3o, depois reduzida para 11 dias de multa. \u201cContinuo achando que \u00e9 um equ\u00edvoco. Imagina se as pessoas n\u00e3o puderem emitir opini\u00f5es e cr\u00edticas pessoais sem praticar crimes contra a honra de terceiros\u201d, questiona Leonel.<\/p>\n<p><strong>Constru\u00e7\u00e3o de pontes<\/strong><\/p>\n<p>Vendo-se censurado, Anderson decidiu criar um espa\u00e7o na internet para se expressar livremente. \u201cUm policial de esquerda, um policial pensador, n\u00e3o \u00e9 aceito nem no meio policial nem no meio da esquerda tradicional. Voc\u00ea \u00e9 um estranho em todos os ninhos. Ent\u00e3o, se ningu\u00e9m me aceita em lugar nenhum, vou criar um lugar onde eu possa manifestar minhas ideias e tamb\u00e9m receber ideias de outros policiais\u201d, conta. Foi assim que o tenente criou, h\u00e1 um ano e meio, o blog <a href=\"http:\/\/www.policialpensador.com\/\" target=\"_blank\">Policial Pensador<\/a>.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o pela constru\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o na internet tamb\u00e9m foi adotada em 2007 pelo tenente da PM da Bahia Danillo Ferreira, de Feira de Santana (BA), que criou, com mais quatro colegas, o <a href=\"http:\/\/abordagempolicial.com\/\" target=\"_blank\">Abordagem Policial<\/a>. \u201cO blog surgiu a partir da necessidade que, \u00e0 \u00e9poca, sentimos eu e alguns colegas na Academia de estender os debates que t\u00ednhamos no quartel para outros atores e institui\u00e7\u00f5es\u201d, conta Danillo. Para ele, \u201cqualquer mudan\u00e7a pretendida nas organiza\u00e7\u00f5es policiais s\u00f3 ocorrer\u00e1 com o apoio dos pr\u00f3prios policiais\u201d. Tendo ingressado na pol\u00edcia em 2006, atualmente Danillo trabalha com m\u00eddias sociais na PM, colaborando com a administra\u00e7\u00e3o dos perfis institucionais.<\/p>\n<p>Em Salvador (BA), a aus\u00eancia de um espa\u00e7o no qual policiais civis na contracorrente pudessem defender suas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas motivou, em 2010, a cria\u00e7\u00e3o do Coletivo Sankofa, organiza\u00e7\u00e3o sindical que debate quest\u00f5es ligadas ao poder das institui\u00e7\u00f5es representativas. \u201cN\u00e3o temos uma postura corporativista, de defender a imagem do policial a qualquer custo, mas de defesa e valoriza\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia. O princ\u00edpio da pol\u00edcia n\u00e3o pode ser manter a ordem, mas garantir direitos\u201d, afirma o investigador Kleber Rosa, 41 anos, dirigente do coletivo, que tamb\u00e9m \u00e9 professor de Sociologia e militante do movimento negro. Ele ingressou na Pol\u00edcia Civil quando ainda cursava Ci\u00eancias Sociais na Universidade Federal da Bahia (UFBA), h\u00e1 quase 16 anos.<\/p>\n<div id=\"attachment_13393\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><a class=\"grouped_elements\" title=\"Kleber . Foto: Arquivo Pessoal\" href=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Kleber.jpg\" rel=\"tc-fancybox-group13379\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Kleber.jpg?resize=480%2C319\" alt=\"Kleber . Foto: Arquivo Pessoal\" \/><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-13393 size-full\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/yH5BAEAAAAALAAAAAABAAEAAAIBRAA7\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" alt=\"Kleber . Foto: Arquivo Pessoal\" data-src=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Kleber.jpg?resize=480%2C319\" data-srcset=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Kleber.jpg?w=480 480w, http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Kleber.jpg?resize=300%2C199 300w\" data-tcjp-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Kleber Rosa \u00e9 investigador e um dos criadores do Coletivo Sankofa<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Outro dirigente do coletivo, o investigador Denilson Neves, 46 anos, acredita que assumir uma postura cr\u00edtica com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 institui\u00e7\u00e3o policial \u00e9 condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para se abrir o di\u00e1logo com outras categorias de trabalhadores e movimentos sociais. \u201cA institui\u00e7\u00e3o da qual fazemos parte \u00e9 assassina, aterradora, corrupta, truculenta. A gente precisa cortar na pr\u00f3pria carne, assumir que a pol\u00edcia \u00e9 isso e fazer a autocr\u00edtica em nome do Estado e da pr\u00f3pria categoria. Este \u00e9 o primeiro passo para acolher aquele que te v\u00ea, de certa forma, com estigma\u201d, defende.<\/p>\n<p>O desafio, segundo Denilson, \u00e9 vencer a vis\u00e3o \u201cprovinciana e corporativista\u201d dos policiais, para quem os problemas \u201cdevem ser resolvidos no c\u00edrculo interno da pol\u00edcia\u201d, e faz\u00ea-los perceber que s\u00e3o trabalhadores como qualquer outro. \u201cPoliciais t\u00eam ass\u00e9dio moral, problema salarial, de sa\u00fade, doen\u00e7a ocupacional, mas n\u00e3o constroem um espa\u00e7o de liberta\u00e7\u00e3o onde possam discutir tudo isso com profundidade\u201d, analisa o sindicalista, que ingressou na Pol\u00edcia Civil h\u00e1 18 anos e cursa Filosofia na Universidade Federal da Bahia. Para isso, Denilson defende que os policiais devem se despir do preconceito e se articular com outras esferas, como os movimentos LGBT, negro e estudantil. \u201c\u00c9 um enfrentamento dif\u00edcil, mas \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda poss\u00edvel\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Desmilitarizar para humanizar<\/strong><\/p>\n<p>Expostos a um estatuto diferenciado do restante da popula\u00e7\u00e3o, policiais militares s\u00e3o submetidos a um poder punitivo muito mais amplo. A desmilitariza\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia, para Anderson Duarte, \u00e9 o primeiro passo para \u201ctransformar policiais em cidad\u00e3os\u201d, reconhecendo direitos trabalhistas que hoje n\u00e3o possuem, como o direito \u00e0 greve. \u201cAssim, o policial vai come\u00e7ar a se reconhecer como cidad\u00e3o e, talvez assim, reconhecer um cidad\u00e3o. Porque \u00e9 muito dif\u00edcil, para quem n\u00e3o tem direitos, reconhecer direitos\u201d, destaca o tenente da PM cearense.<\/p>\n<div id=\"attachment_13392\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><a class=\"grouped_elements\" title=\"Denilson\" href=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Denilson.jpg\" rel=\"tc-fancybox-group13379\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-13392\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/yH5BAEAAAAALAAAAAABAAEAAAIBRAA7\" sizes=\"(max-width: 353px) 100vw, 353px\" alt=\"Denilson\" data-src=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Denilson.jpg?resize=353%2C357\" data-srcset=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Denilson.jpg?resize=297%2C300 297w, http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Denilson.jpg?resize=1012%2C1024 1012w, http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Denilson.jpg?resize=109%2C109 109w, http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Denilson.jpg?resize=100%2C100 100w, http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Denilson.jpg?resize=32%2C32 32w, http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Denilson.jpg?resize=64%2C64 64w, http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Denilson.jpg?resize=96%2C96 96w, http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Denilson.jpg?resize=128%2C128 128w\" data-tcjp-recalc-dims=\"1\" \/><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/Denilson.jpg?resize=353%2C357\" alt=\"Denilson\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>\u201cA institui\u00e7\u00e3o da qual fazemos parte \u00e9 assassina\u201d, diz o investigador Denilson Neves<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>A pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de militar, segundo ele, imp\u00f5e uma dist\u00e2ncia irredut\u00edvel entre o policial e a sociedade civil. \u201cA Pol\u00edcia Militar n\u00e3o tem identifica\u00e7\u00e3o nenhuma com o povo. O militar lida sempre com inimigos, e o inimigo \u00e9 externo, ou seja, \u00e9 diferente dele. O cidad\u00e3o comum \u00e9 o civil, n\u00e3o \u00e9 um igual\u201d, define o PM. Ele ressalta que a vis\u00e3o militarizada est\u00e1 presente em toda a pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica, mesmo quando executada por policiais civis. \u201cNo Rio de Janeiro, por exemplo, a CORE [Coordenadoria de Recursos Especiais], que faz parte da Pol\u00edcia Civil, utiliza os mesmos m\u00e9todos do BOPE [Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Policiais Especiais], que \u00e9 da PM. H\u00e1 favelas que s\u00f3 a CORE sobe, com os mesmos m\u00e9todos, e \u00e9 civil\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>Anderson critica ainda a forma desigual com que a pol\u00edcia se relaciona com as camadas mais baixas da sociedade, transformando moradores de favelas em inimigos a serem combatidos. \u201cQuando se concentra recursos b\u00e9licos em comunidades e se faz policiamento com fuzis e tanques de guerra nas favelas, como foram as ocupa\u00e7\u00f5es policiais para a implementa\u00e7\u00e3o das UPPs [Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora, no Rio de Janeiro], est\u00e1 se construindo o inimigo. Por que n\u00e3o ocupam Copacabana, Leblon ou Jardim Bot\u00e2nico com tanques e fuzis?\u201d, questiona. \u201cH\u00e1 sempre uma trincheira, mesmo que n\u00e3o seja vis\u00edvel, que separa o militar das demais pessoas. Essa trincheira est\u00e1 na pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o do militar. N\u00f3s somos ensinados a isso\u201d, explica o tenente. Por isso, ele defende que a condi\u00e7\u00e3o para que se \u201cpossa ter o policial como um trabalhador \u00e9, primordialmente, desmilitariz\u00e1-lo\u201d.<\/p>\n<p>A maioria dos oficiais da PM op\u00f5e-se \u00e0 desmilitariza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias, por \u201cuma quest\u00e3o claramente de poder\u201d, e n\u00e3o por se preocupar com a seguran\u00e7a, afirma ele. \u201cEmbora nem todo policial seja um tirano, o sistema militar permite a tirania. A tirania se dissemina do coronel ao soldado e vai desaguar no cidad\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n<p>Apesar da resist\u00eancia entre oficiais, o projeto de desmilitariza\u00e7\u00e3o encontra grande aceita\u00e7\u00e3o entre os pra\u00e7as (soldados, cabos, sargentos e subtenentes). Pesquisa realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas em S\u00e3o Paulo e pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, em parceria com a SENASP, para saber a<a href=\"http:\/\/jobs.seepix.com.br\/forum\/ApresentacaoFinal.pdf\" target=\"_blank\">Opini\u00e3o dos Policiais Brasileiros sobre Reformas e Moderniza\u00e7\u00e3o da Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/a>, divulgada em 2014, revelou que 73,7% defendem a desvincula\u00e7\u00e3o entre pol\u00edcia e Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Para falar sobre militarismo, o ex-delegado geral da Pol\u00edcia Civil de S\u00e3o Paulo Marcos Carneiro, 58 anos, remonta ao per\u00edodo da ditadura militar que, em 1969, incorporou a Guarda Civil de S\u00e3o Paulo \u00e0 For\u00e7a P\u00fablica, uma pol\u00edcia aquartelada, criando a atual Pol\u00edcia Militar do Estado de S\u00e3o Paulo. \u201cTirou-se das ruas um policial que tinha um quepe, um uniforme, um distintivo e uma arma dentro de um coldre fechado, substituindo-o por esse modelo de um cara com capacete, farda, coturno e uma submetralhadora. Para garantir o cidad\u00e3o? Para combater o crime? Conta outra!\u201d, critica Marcos, hoje aposentado.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o militarista, segundo ele, \u201cdoutrina jovens\u201d a acreditarem que vivem numa guerra. \u201cAquele jovem, com 20 anos de idade, vai para as ruas pensando que tem que ser um anjo salvador, o justiceiro que vai fazer uma guerra contra o crime. E quem \u00e9 o inimigo? \u00c9 associado \u00e0 pobreza. O policial v\u00ea um sujeito de bermuda, camiseta e chinelo: \u2018para esse cara\u2019\u201d, afirma o ex-delegado, que j\u00e1 determinou a pris\u00e3o de mais de uma dezena de PMs durante sua carreira, por homic\u00eddios, sequestros e extors\u00e3o. \u201cEu j\u00e1 ouvi, depois de prender PMs, que ele s\u00f3 \u2018mata bandido\u2019. Mas \u00e9 exatamente por isto. Ele n\u00e3o pode matar bandido, n\u00e3o pode matar ningu\u00e9m\u201d, completa.<\/p>\n<div id=\"attachment_10443\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><a class=\"grouped_elements\" title=\"Orlando Zaccone\/ Foto: reprodu\u00e7\u00e3o v\u00eddeo Crimes e Castigos\" href=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/OrlandoZaccone.jpg\" rel=\"tc-fancybox-group13379\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-10443 size-full\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/yH5BAEAAAAALAAAAAABAAEAAAIBRAA7\" sizes=\"(max-width: 496px) 100vw, 496px\" alt=\"Orlando Zaccone\/ Foto: reprodu\u00e7\u00e3o v\u00eddeo Crimes e Castigos\" data-src=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/OrlandoZaccone.jpg?resize=496%2C354\" data-srcset=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/OrlandoZaccone.jpg?w=496 496w, http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/OrlandoZaccone.jpg?resize=300%2C214 300w\" data-tcjp-recalc-dims=\"1\" \/><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/OrlandoZaccone.jpg?resize=496%2C354\" alt=\"Orlando Zaccone\/ Foto: reprodu\u00e7\u00e3o v\u00eddeo Crimes e Castigos\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Para delegado Orlando Zaccone, barb\u00e1rie \u00e9 culpa do Estado, mais do que da pol\u00edcia<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Para o delegado Orlando Zaccone, o debate sobre a viol\u00eancia policial precisa transcender a no\u00e7\u00e3o de que a \u00fanica culpada pela barb\u00e1rie \u00e9 a pr\u00f3pria pol\u00edcia, colocando o Estado, respons\u00e1vel pela militariza\u00e7\u00e3o, numa posi\u00e7\u00e3o c\u00f4moda. \u201cOs policiais operam uma m\u00e1quina que \u00e9 constru\u00edda e gestada pelo poder pol\u00edtico. Responsabiliz\u00e1-los, sozinhos, \u00e9 uma forma de o Estado, que \u00e9 quem determina esse modelo, se proteger de sua pr\u00f3pria responsabilidade. A viol\u00eancia policial no Brasil \u00e9 tratada meramente como um desvio de fun\u00e7\u00e3o dos policiais, nunca como uma pol\u00edtica de Estado chamando seus gestores \u00e0 responsabilidade. Se o policial mata uma pessoa que \u00e9 constru\u00edda como traficante, todo mundo aplaude; mas se n\u00e3o se consegue transformar o pedreiro ou o dan\u00e7arino em traficante, o policial \u00e9 preso e o Estado se coloca protegido dentro dessa pol\u00edtica que ele mesmo cria\u201d, critica o delegado.<\/p>\n<p><strong>Ciclo completo<\/strong><\/p>\n<p>O chamado ciclo completo de pol\u00edcia \u2013 que determina, principalmente, que a mesma institui\u00e7\u00e3o que faz o policiamento ser\u00e1 respons\u00e1vel pela investiga\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 o modelo adotado pela maior parte dos pa\u00edses ocidentais, mas enfrenta resist\u00eancias para ser adotado no Brasil, onde a pol\u00edcia sempre se dividiu entre a ostensiva (militar) e a judici\u00e1ria (civil).<\/p>\n<p>Para o escriv\u00e3o da Pol\u00edcia Civil do Rio Grande do Sul Leonel Guterrez Radde, o modelo ideal seria uma pol\u00edcia desmilitarizada de ciclo completo, \u201cque come\u00e7a na rua e termina no indiciamento do acusado, faz todo o processo de investiga\u00e7\u00e3o\u201d e em que \u201ctodos os policiais passariam por todas as \u00e1reas e teriam uma carreira \u00fanica\u201d.<\/p>\n<p>Mais uma vez, a desmilitariza\u00e7\u00e3o est\u00e1 no cerne da quest\u00e3o. \u201cN\u00e3o d\u00e1 pra discutir ciclo completo desvinculado da desmilitariza\u00e7\u00e3o. A gente vai entregar a investiga\u00e7\u00e3o para uma institui\u00e7\u00e3o que n\u00e3o teve a oportunidade de se pensar? Sem desmilitarizar a PM, n\u00e3o h\u00e1 como entregar a ela a investiga\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o policial rodovi\u00e1rio federal de Goi\u00e1s Fabricio Rosa, 36 anos, professor de direitos humanos em cursos de forma\u00e7\u00e3o policiais.<\/p>\n<p>Ele cita um exemplo de como a divis\u00e3o entre diferentes pol\u00edcias atrapalha a seguran\u00e7a p\u00fablica no Brasil. \u201cTem muito roubo de carga em determinado local da rodovia, s\u00f3 que a PRF n\u00e3o pode investigar a quadrilha que fez aquilo, tem que mandar para uma outra institui\u00e7\u00e3o estadual, que j\u00e1 est\u00e1 abarrotada com outros tipos de crimes. Ent\u00e3o o crime n\u00e3o \u00e9 devidamente apurado e fica por isso mesmo\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>Antes de ingressar na Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria, Fabricio foi, por mais de cinco anos, oficial da PM, na qual ingressou aos 19 anos. \u201cQuando sa\u00ed da PM, descobri um outro universo poss\u00edvel\u201d, diz ele. Militante de direitos humanos desde muito novo, s\u00f3 viu a possibilidade de encampar seu ativismo quando deixou a pol\u00edcia militarizada. Na PRF de Goi\u00e1s, cuja Comiss\u00e3o de Direitos Humanos preside, envolveu-se em projetos de combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil.<\/p>\n<p>Um deles \u00e9 o mapeamento dos pontos vulner\u00e1veis da explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes que a PRF de Goi\u00e1s realiza h\u00e1 12 anos e serve de base tanto para opera\u00e7\u00f5es repressivas como para a\u00e7\u00f5es preventivas da pol\u00edcia, como palestras em postos de gasolina, panfletos e cartazes informativos. Uma \u201cexperi\u00eancia \u00fanica no Brasil e talvez no mundo\u201d, da qual Fabr\u00edcio, que j\u00e1 coordenou o projeto, se orgulha.<\/p>\n<div id=\"attachment_13518\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><a class=\"grouped_elements\" title=\"Marina . Foto: Arquivo Pessoal\" href=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/IMG_6173.jpg\" rel=\"tc-fancybox-group13379\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13518 tc-smart-loaded\" src=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/IMG_6173.jpg?resize=900%2C600\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" srcset=\"http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/IMG_6173.jpg?w=900 900w, http:\/\/i2.wp.com\/ponte.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/IMG_6173.jpg?resize=300%2C200 300w\" alt=\"Marina . Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"900\" height=\"600\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Inspetora Marina Lavatto usa jiu-jitsu para aproximar a pol\u00edcia da comunidade no Rio<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Outro projeto social diferente foi implantado pela inspetora Marina Lattavo, da Delegacia de Homic\u00eddios de Niter\u00f3i, S\u00e3o Gon\u00e7alo e Itabora\u00ed, na Regi\u00e3o Metropolitana do Rio, que convidou os colegas a dar aulas de jiu-jitsu para moradores de comunidades de uma das regi\u00f5es onde se registravam os mais altos \u00edndices de homic\u00eddios do Estado. Segundo a inspetora, o projeto \u201cJiu-jitsu \u2013 Em Defesa de Quem Precisar\u201d, do qual participam hoje 50 fam\u00edlias, vem ajudando a mudar o modo como moradores de comunidades e policiais enxergavam uns aos outros. \u201cMuitas vezes, com a forma\u00e7\u00e3o e a vis\u00e3o de sociedade que o policial tem, tende a pensar que a crian\u00e7a pobre da favela vai crescer, virar traficante e ser morta. Mas agora ele come\u00e7ou a enxergar aquela crian\u00e7a como uma crian\u00e7a\u201d, afirma. A vis\u00e3o da crian\u00e7a sobre o policial, segundo Marina, tamb\u00e9m mudou. \u201c\u00c9 importante fazer com que aquelas crian\u00e7as enxerguem o policial como algu\u00e9m que est\u00e1 ali para proteg\u00ea-la, n\u00e3o como um inimigo que vai l\u00e1 matar o pai dela\u201d.<\/p>\n<p><strong>Guerra \u00e0s drogas<\/strong><\/p>\n<p>Dentre todos os temas que aborda em suas aulas de direitos humanos para policiais, Fabr\u00edcio afirma que o mais dif\u00edcil \u00e9 a quest\u00e3o da guerra \u00e0s drogas. Na \u00fanica vez em que foi hostilizado como professor, Fabr\u00edcio debatia a quest\u00e3o quando um professor da disciplina \u201ccombate ao narcotr\u00e1fico\u201d entrou na sua sala de aula. \u201cEle me xingou, dizendo que eu estava sendo antiprofissional e descumprindo os valores da institui\u00e7\u00e3o, porque o combate \u00e0s drogas \u00e9 um dos valores da institui\u00e7\u00e3o\u201d, recorda. \u201cAs pol\u00edcias se alimentam disso simbolicamente, porque isso d\u00e1 ao policial o status de guerreiro, e financeiramente, porque os governos federal e estadual d\u00e3o verbas para as pol\u00edcias\u00a0em programas como \u2018Crack \u2013 \u00e9 poss\u00edvel vencer\u2019, o PROERD [Programa Educacional de Resist\u00eancia \u00e0s Drogas] das PMs e outros, que n\u00e3o d\u00e3o em nada\u201d, diz o policial, que estuda a guerra \u00e0s drogas em seu mestrado em Direitos Humanos.<\/p>\n<p>Os \u201c<a href=\"http:\/\/ponte.org\/grupo-de-policiais-defende-a-legalizacao-de-todas-as-drogas\/\" target=\"_blank\">agentes da lei contra a proibi\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d, reunidos na LEAP (Law Enforcement Against Prohibition), v\u00eam mostrando, h\u00e1 longa data, por meio de semin\u00e1rios no Rio e palestras em diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, que n\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda para se transformar as pol\u00edcias e sua rela\u00e7\u00e3o com a sociedade sen\u00e3o legalizar a produ\u00e7\u00e3o, o com\u00e9rcio e o consumo de todas as subst\u00e2ncias \u2013 j\u00e1 que a guerra \u00e0s drogas n\u00e3o apenas n\u00e3o \u00e9 capaz de reduzir seu consumo como promove uma verdadeira matan\u00e7a que atinge, sobretudo, moradores de favelas e os pr\u00f3prios policiais. Muitos dos policiais entrevistados para esta mat\u00e9ria s\u00e3o membros da organiza\u00e7\u00e3o, por acreditarem que somente com o fim da guerra \u00e9 poss\u00edvel desmilitarizar os soldados que s\u00e3o lan\u00e7ados nela.<\/p>\n<p>\u201cTemos que convocar esses policiais que est\u00e3o lutando na contram\u00e3o para o debate, e quem sabe formar uma associa\u00e7\u00e3o, uma liga de policiais pela democracia, contra o fascismo, porque o fascismo est\u00e1 crescendo e pondo suas asas dentro das institui\u00e7\u00f5es policiais. Por isso \u00e9 um momento importante para ampliarmos essa discuss\u00e3o\u201d, encerra o delegado Zaccone.<\/p>\n<p>http:\/\/ponte.org\/eles-querem-uma-nova-policia\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiza Sans\u00e3o &#8211;\u00a0\u201cA institui\u00e7\u00e3o da qual fazemos parte \u00e9 assassina\u201d, afirma o investigador Denilson Neves. 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