{"id":11862,"date":"2019-10-29T18:12:21","date_gmt":"2019-10-29T21:12:21","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=11862"},"modified":"2019-10-27T15:14:52","modified_gmt":"2019-10-27T18:14:52","slug":"o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/","title":{"rendered":"O \u201cvelho capitalismo\u201d e seu f\u00f4lego para domina\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Jo\u00e3o Vitor Santos &#8211;<\/strong> O \u201cVelho Cap\u201d, como diz Luiz Gonzaga Belluzzo, ainda se mostra potente, capaz de recuperar sua natureza inquieta e criativa para chamar a si um protagonismo no mundo de hoje.<\/p>\n<p>A plasticidade do capitalismo permite que ele assuma o esp\u00edrito do tempo e, com isso, v\u00e1 se transmutando e se tornando senhor do tempo e do espa\u00e7o. \u201cO velho capitalismo reconciliou-se com sua natureza inquieta e criativa. T\u00e3o inquieta e criativa que rapidamente transmutou a concorr\u00eancia perfeita em concorr\u00eancia monopolista\u201d, observa o economista Luiz Gonzaga Belluzzo. Se antes o capitalismo era ruim, ao menos gerava recursos para o Estado, podendo se pensar um Estado de bem-estar a partir de suas bases. No entanto, agora se faz ainda mais perverso pela perspectiva individualista que assume. \u201cLivre, leve e solto em seu peculiar dinamismo, amparado em suas engrenagens tecnol\u00f3gicas e financeiras, o \u2018Velho Cap\u2019 promoveu e promove a acelera\u00e7\u00e3o do tempo e o encolhimento do espa\u00e7o. Esses fen\u00f4menos g\u00eameos podem ser observados na globaliza\u00e7\u00e3o, na financeiriza\u00e7\u00e3o e nos processos de produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria 4.0\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Na entrevista a seguir, concedida por e-mail \u00e0\u00a0<strong>IHU On-Line<\/strong>, Belluzzo analisa essa \u201c nova fase da digitaliza\u00e7\u00e3o da manufatura\u201d, que, na vis\u00e3o dele, \u201c\u00e9 conduzida pelo aumento do volume de dados, amplia\u00e7\u00e3o do poder computacional e conectividade, a emerg\u00eancia de capacidades anal\u00edticas aplicada aos neg\u00f3cios, novas formas de intera\u00e7\u00e3o entre homem e m\u00e1quina, e melhorias na transfer\u00eancia de instru\u00e7\u00f5es digitais para o mundo f\u00edsico, como a rob\u00f3tica avan\u00e7ada e impressoras 3D\u201d.<\/p>\n<p>Na sua perspectiva, ter consci\u00eancia dessa pot\u00eancia do capital pode ser um primeiro passo para a tomada de consci\u00eancia da necessidade de transforma\u00e7\u00e3o, de concep\u00e7\u00e3o de outros paradigmas. \u201c\u00c9 preciso intensificar o esfor\u00e7o no trabalho na busca do improv\u00e1vel equil\u00edbrio entre a incessante multiplica\u00e7\u00e3o das necessidades e os meios necess\u00e1rios para satisfaz\u00ea-las, buscar novas emo\u00e7\u00f5es, cultivar a ang\u00fastia porque \u00e9 imposs\u00edvel ganhar a paz\u201d, sugere. E por isso passa, at\u00e9 mesmo, a concep\u00e7\u00e3o de outras matrizes de pensamento econ\u00f4mico, pois, como observa, \u201cos f\u00e2mulos da ci\u00eancia econ\u00f4mica se entregam \u00e0 farsa pseudocient\u00edfica dos modelos engalanados por matem\u00e1tica de segunda classe\u201d, resignando a ci\u00eancia econ\u00f4mica a uma racionalidade que a engessa e concebe um \u00fanico caminho.<\/p>\n<p><strong>Luiz Gonzaga Belluzzo<\/strong>\u00a0\u00e9 graduado em Direito pela Universidade de S\u00e3o Paulo &#8211; USP, mestre em Economia Industrial pelo Instituto Latino-Americano e Caribenho de Planejamento Econ\u00f4mico e Social \u2013 Ilpes\/Cepal e doutor em Economia pela Universidade de Campinas &#8211; Unicamp. Foi secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda. \u00c9 um dos fundadores da Faculdades de Campinas &#8211; Facamp, onde \u00e9 professor. Publicou recentemente Manda quem pode, obedece quem tem preju\u00edzo (S\u00e3o Paulo: Facamp-Editora Contracorrente, 2017). Tamb\u00e9m \u00e9 autor de Capital e suas metamorfoses (S\u00e3o Paulo: Unesp, 2013), Os antecedentes da tormenta: origens da crise global (Campinas: Facamp, 2009), Temporalidade da Riqueza &#8211; Teoria da Din\u00e2mica e Financeiriza\u00e7\u00e3o do Capitalismo (Campinas: Oficinas Gr\u00e1ficas da Unicamp, 2000), entre outras obras.<\/p>\n<p><strong>Confira a entrevista um trecho da entrevista. A vers\u00e3o completa ser\u00e1 publicada em Cadernos IHU ideias.<\/strong><\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Vivemos o \u00e1pice de um liberalismo econ\u00f4mico no Brasil e no mundo? E quais os riscos dessa perspectiva econ\u00f4mica que p\u00f5e o financeiro no centro da vida?<\/strong><br \/>\n<strong>Luiz Gonzaga Belluzzo \u2013<\/strong>\u00a0Na assim chamada Era Dourada \u2013 entre o fim da Segunda Guerra e o in\u00edcio dos anos de 1970 do s\u00e9culo passado \u2013 conviveram em harmonia o crescimento r\u00e1pido, a baixa infla\u00e7\u00e3o, reduzidas taxas de desemprego, aumento dos sal\u00e1rios reais e integra\u00e7\u00e3o das massas aos padr\u00f5es modernos de consumo e de conviv\u00eancia. Na d\u00e9cada dos 1970, o jogo virou. Entrou em campo a funesta combina\u00e7\u00e3o entre infla\u00e7\u00e3o e baixo crescimento. O bloco ideol\u00f3gico que se opunha \u00e0s pol\u00edticas \u201cintervencionistas\u201d e ao Estado do Bem-Estar tratou de atribuir o desarranjo \u00e0 decrepitude das pol\u00edticas e das pr\u00e1ticas que buscavam controlar a instabilidade do capitalismo e impedir que o destino dos cidad\u00e3os ficasse \u00e0 merc\u00ea das incertezas do mercado. Depois de 30 anos de desempenho brilhante, as economias capitalistas emitiam sinais de fadiga estrutural. A Golden Age agonizava.<\/p>\n<p>No limiar dos anos 1980, a elei\u00e7\u00e3o de Thatcher e Reagan refletiu o desconforto das classes abastadas e m\u00e9dias com a estagfla\u00e7\u00e3o. As cargas tribut\u00e1rias elevadas, o excesso de regulamenta\u00e7\u00e3o e o poder dos sindicatos eram, sem d\u00favida, os respons\u00e1veis pelo mau desempenho das economias.<\/p>\n<p>A famosa curva de Laffer garantia que a sobrecarga de impostos sufocava os mais ricos e desestimulava a poupan\u00e7a, o que comprometia o investimento e, portanto, reduzia a oferta de empregos e a renda dos mais pobres. As pr\u00e1ticas neocorporativistas, diziam os ide\u00f3logos do neoliberalismo, criavam s\u00e9rias deforma\u00e7\u00f5es \u201cmicroecon\u00f4micas\u201d, ao promover, deliberadamente, interven\u00e7\u00f5es no sistema de pre\u00e7os \u2013 nas taxas de c\u00e2mbio, nos juros e nas tarifas. Com o objetivo de induzir a expans\u00e3o de setores escolhidos ou de proteger segmentos empresariais amea\u00e7ados pela concorr\u00eancia, os governos distorciam o sistema de pre\u00e7os e, assim, bloqueavam os mercados em sua nobre e insubstitu\u00edvel fun\u00e7\u00e3o de produzir informa\u00e7\u00f5es para os agentes econ\u00f4micos. Tal viola\u00e7\u00e3o das regras de ouro dos mercados competitivos culminava na dissemina\u00e7\u00e3o da inefici\u00eancia e na multiplica\u00e7\u00e3o dos grupos \u201cpredadores de renda\u201d, que se encastelavam nos espa\u00e7os criados pela prodigalidade financeira do Estado.<\/p>\n<p>Ainda nos anos de 1950, tempo de esplendor e gl\u00f3ria das pol\u00edticas keynesianas e do Estado do Bem-Estar, o libertarianismo de Friedrich Hayek e o monetarismo de Milton Friedman formaram a comiss\u00e3o de frente da ofensiva contra \u201cos inimigos da liberdade econ\u00f4mica\u201d. Para Hayek, o mercado \u00e9 um processo de troca e de acumula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e n\u00e3o um ambiente est\u00e1tico dotado de for\u00e7as que o reconduzem ao equil\u00edbrio. As interven\u00e7\u00f5es do Estado s\u00e3o nefastas, pois s\u00f3 o processo de mercado torna poss\u00edvel a inova\u00e7\u00e3o nos m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o e de organiza\u00e7\u00e3o, a partir do continuado fluxo de informa\u00e7\u00f5es que surge da intera\u00e7\u00e3o entre os indiv\u00edduos livres.<\/p>\n<p>O importante nesta concep\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00eanfase na capacidade do mercado, livre de empecilhos, de mobilizar e fluidificar os recursos individuais. O corpo de propostas &#8220;reformistas&#8221; rotuladas de neoliberais est\u00e1, portanto, comprometido com a ideia de que \u00e9 preciso liberar as for\u00e7as criativas do mercado. A renova\u00e7\u00e3o do capitalismo, em gesta\u00e7\u00e3o desde o crep\u00fasculo da era keynesiana, tinha o prop\u00f3sito de abrir caminho para a preemin\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es entre indiv\u00edduos livres, dispostos aos objetivos do ganho monet\u00e1rio. Essa \u00e9 a sociedade dos neoliberais.<\/p>\n<p><strong>Estado muda de agenda<\/strong><\/p>\n<p>Mas, na verdade, as reformas liberalizantes, empreendidas desde o crep\u00fasculo dos anos 70 do s\u00e9culo passado, trataram de mobilizar os recursos pol\u00edticos e financeiros dos Estados Nacionais para fortalecer os respectivos sistemas empresariais envolvidos na concorr\u00eancia global. O Estado n\u00e3o saiu da cena, apenas mudou de agenda. Em sua obra maior, Civiliza\u00e7\u00e3o Material e Capitalismo , o historiador Fernand Braudel escreveu: \u201co erro mais grave (dos economistas ) \u00e9 sustentar que o capitalismo \u00e9 um sistema econ\u00f4mico&#8230; N\u00e3o devemos nos enganar, o Estado e o Capital s\u00e3o companheiros insepar\u00e1veis, ontem como hoje.\u201d<\/p>\n<p>Na esteira do apoio decisivo do Estado, as corpora\u00e7\u00f5es globais passaram a adotar padr\u00f5es de governan\u00e7a agressivamente competitivos. Entre outros procedimentos, as empresas subordinaram seu desempenho econ\u00f4mico \u00e0 \u201ccria\u00e7\u00e3o de valor\u201d na esfera financeira, repercutindo a amplia\u00e7\u00e3o dos poderes dos acionistas. Aliados aos administradores, agora remunerados com b\u00f4nus generosos e comprometidos com o exerc\u00edcio de op\u00e7\u00f5es de compra das a\u00e7\u00f5es da empresa, os acionistas exercitaram um individualismo agressivo e exigiram surtos intensos e recorrentes de reengenharia administrativa, de flexibiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho e de redu\u00e7\u00e3o de custos.<\/p>\n<p><strong>Muta\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es organizacionais<\/strong><\/p>\n<p>As estrat\u00e9gias de localiza\u00e7\u00e3o da corpora\u00e7\u00e3o globalizada introduziram importantes muta\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es organizacionais: constitui\u00e7\u00e3o de empresas-rede, com centraliza\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es de decis\u00e3o e de inova\u00e7\u00e3o e terceiriza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es comerciais, industriais e de servi\u00e7os em geral. A individualiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas promoveu a intensifica\u00e7\u00e3o do ritmo de trabalho, conforme estudo recente da OIT e de outras institui\u00e7\u00f5es que lidam com o assunto. O trabalho se intensificou, sobretudo, entre os que se tornaram independentes das rela\u00e7\u00f5es formais, os que negociam diariamente a venda de sua capacidade de trabalho nos mercados livres.<\/p>\n<p>Isso aconteceu no mesmo per\u00edodo em que as novas formas financeiras contribu\u00edram para aumentar o poder das grandes corpora\u00e7\u00f5es em suas rela\u00e7\u00f5es com os empregados e terceirizados. As fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es suscitaram um maior controle dos mercados e promoveram campanhas contra os direitos sociais e econ\u00f4micos, considerados um obst\u00e1culo \u00e0 opera\u00e7\u00e3o das leis de concorr\u00eancia. A abertura dos mercados e o acirramento da concorr\u00eancia coexistiram com a tend\u00eancia ao monop\u00f3lio e, assim, impediram que os cidad\u00e3os, no exerc\u00edcio da pol\u00edtica democr\u00e1tica, exercitassem o direito de decidir sobre a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Os neorreformistas, na realidade, cuidaram de transferir os riscos para os indiv\u00edduos dispersos, ao mesmo tempo em que buscaram o Estado e sua for\u00e7a coletiva para limitar as perdas provocadas pelos epis\u00f3dios de desvaloriza\u00e7\u00e3o da riqueza. A intensifica\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia entre as empresas no espa\u00e7o global n\u00e3o s\u00f3 acelerou o processo de financeiriza\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o da riqueza e da renda como submeteu os cidad\u00e3os \u00e0s ang\u00fastias da inseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Na era do capitalismo \u201cturbinado\u201d e financeirizado, os frutos do crescimento se concentraram nas m\u00e3os dos detentores de carteiras de t\u00edtulos que representam direitos \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o da renda e da riqueza. Para os demais, perduram a amea\u00e7a do desemprego, a crescente inseguran\u00e7a e precariedade das novas ocupa\u00e7\u00f5es, a exclus\u00e3o social.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Como conceber uma outra economia, descentrada do mundo do mercado financeiro e que leve em conta as necessidades humanas e a preserva\u00e7\u00e3o do planeta?<\/strong><br \/>\n<strong>Luiz Gonzaga Belluzzo \u2013<\/strong>\u00a0Para come\u00e7o de conversa, digo que as quest\u00f5es suscitadas nas origens da vida moderna ainda n\u00e3o obtiveram resposta. Nos tempos de prosperidade, elas hibernam e ai dos que ousam despert\u00e1-las. Mas no fragor das crises elas voltam a assombrar o mundo dos vivos. Nesses tempos, a inc\u00f4moda pergunta n\u00e3o quer calar: em que momento homens e mulheres \u2013 sob o manto da liberdade e de igualdade \u2013 v\u00e3o desfrutar da abund\u00e2ncia e dos confortos que o capitalismo oferece em seu desatinado desenvolvimento?<\/p>\n<p>O capitalismo da grande ind\u00fastria, da finan\u00e7a e da constru\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o global, entre crises e recupera\u00e7\u00f5es, exercitou os poderes de transformar e dominar a natureza \u2013 at\u00e9 mesmo de reinvent\u00e1-la \u2013 suscitando desejos, ambi\u00e7\u00f5es e esperan\u00e7as. A vers\u00e3o panglossiana desses prod\u00edgios nos ensina que a admir\u00e1vel inclina\u00e7\u00e3o para revolucionar as for\u00e7as produtivas h\u00e1 de aproximar homens e mulheres do momento em que as penas do trabalho subjugado pelo mando de outrem seriam substitu\u00eddas pelas del\u00edcias e liberdades do \u00f3cio com dignidade.<\/p>\n<p>Para muitos, estaria prestes a se realizar a utopia de trabalhar menos para viver mais. Os avan\u00e7os da microeletr\u00f4nica, da inform\u00e1tica, da automa\u00e7\u00e3o dos processos industriais j\u00e1 permitem vislumbrar, dizem os otimistas, a liberta\u00e7\u00e3o das fadigas que padecemos em nome de uma \u00e9tica do trabalho que s\u00f3 engorda os cabedais dos que nos dominam. Alguns cidad\u00e3os j\u00e1 podem trabalhar em casa, longe dos constrangimentos da hierarquia da grande empresa e assim escolher \u00e0 vontade entre o tempo livre e as fadigas do labor.<\/p>\n<p>Esses enredos foram contados nos bons tempos da globaliza\u00e7\u00e3o e das bolhas financeiras e de consumo: a economia da inova\u00e7\u00e3o e da intelig\u00eancia estaria prestes a substituir a economia da f\u00e1brica, dos ru\u00eddos atormentadores e dos gases t\u00f3xicos. As transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e suas consequ\u00eancias sociais ensejariam a proeza de realizar o projeto da autonomia do indiv\u00edduo, aquele inscrito nos p\u00f3rticos da modernidade. A autonomia do indiv\u00edduo significa a sua autorrealiza\u00e7\u00e3o dentro das regras das liberdades republicanas e do respeito ao outro. O projeto da autonomia do sujeito \u00e9 uma cr\u00edtica permanente e inescap\u00e1vel da submiss\u00e3o aos poderes \u2013 p\u00fablicos e privados \u2013 que o cidad\u00e3o n\u00e3o controla. At\u00e9 mesmo os cr\u00edticos mais impiedosos reconhecem que a economia capitalista engendrou formas de sociabilidade que descortinaram a possibilidade de libertar a vida humana e suas necessidades das limita\u00e7\u00f5es impostas pela natureza e pela submiss\u00e3o pessoal. A ind\u00fastria moderna, essa formid\u00e1vel m\u00e1quina de elimina\u00e7\u00e3o da escassez, oferece aos homens e mulheres a \u201crealidade poss\u00edvel\u201d da satisfa\u00e7\u00e3o dos carecimentos e da liberta\u00e7\u00e3o de todas as opress\u00f5es pelo outro.<\/p>\n<p><strong>Da realiza\u00e7\u00e3o pessoal a estruturas t\u00e9cnico-econ\u00f4micas<\/strong><\/p>\n<p>Mas qual \u00e9 a realidade que se esconde sob os pretextos dessa fantasia? Na marcha de sua realidade real, o capitalismo incitou os anseios de realiza\u00e7\u00e3o pessoal, mas tamb\u00e9m fez emergir estruturas t\u00e9cnico-econ\u00f4micas e formas de depend\u00eancia que agem sobre o destino dos protagonistas da vida social como for\u00e7as naturais que frequentemente destroem a natureza, colocando em s\u00e9rio risco a sobreviv\u00eancia humana.<\/p>\n<p>Em Eros e Civiliza\u00e7\u00e3o , Marcuse falou da m\u00fatua e estranha fecunda\u00e7\u00e3o entre liberdade e domina\u00e7\u00e3o na sociedade contempor\u00e2nea. Para ele, a produ\u00e7\u00e3o e o consumo reproduzem e justificam a domina\u00e7\u00e3o. Mas isso n\u00e3o altera o fato de que seus benef\u00edcios s\u00e3o reais: amplia as perspectivas da cultura material, facilita a obten\u00e7\u00e3o das necessidades da vida, torna o conforto e o luxo mais baratos, atrai \u00e1reas cada vez mais vastas para a \u00f3rbita da ind\u00fastria. Mas, ao mesmo tempo, o indiv\u00edduo paga com o sacrif\u00edcio de seu tempo, de sua consci\u00eancia e de seus sonhos nunca realizados. A concorr\u00eancia generalizada se imp\u00f5e aos indiv\u00edduos como uma for\u00e7a externa, irresist\u00edvel. Por isso \u00e9 preciso intensificar o esfor\u00e7o no trabalho na busca do improv\u00e1vel equil\u00edbrio entre a incessante multiplica\u00e7\u00e3o das necessidades e os meios necess\u00e1rios para satisfaz\u00ea-las, buscar novas emo\u00e7\u00f5es, cultivar a ang\u00fastia porque \u00e9 imposs\u00edvel ganhar a paz.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 Que perspectivas e vertentes te\u00f3ricas podem nos inspirar a pensar uma outra economia?<\/strong><br \/>\n<strong>Luiz Gonzaga Belluzzo \u2013<\/strong>\u00a0Na Inglaterra, Jeremy Corbyn ganhou a lideran\u00e7a do Partido Trabalhista. Em sua campanha, ele ofereceu ao partido um programa econ\u00f4mico que causou urtic\u00e1ria n\u00e3o somente nos conservadores, mas tamb\u00e9m na turma do Novo Trabalhismo de Tony Blair .<\/p>\n<p>Corbyn criticou duramente a austeridade expansionista: \u201cA Inglaterra clama por um programa de investimento p\u00fablico em novas moradias, ferrovias, energia e infraestrutura digital e, por isso, sugerimos os meios para que isso aconte\u00e7a. Uma das op\u00e7\u00f5es, conhecida como a Facilita\u00e7\u00e3o Quantitativa do Povo, foi prontamente acolhida por Sir Robert Skidelsky , Ann Pettifor e outros renomados economistas\u201d. O programa foi apoiado por 41 economistas de prest\u00edgio, entre eles o ex-membro do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco da Inglaterra, David Blanchflower , al\u00e9m de Mariana Mazzucato , Steve Keen e Victoria Chick .<\/p>\n<p>Os economistas assinaram um manifesto em defesa do programa, acusado pela m\u00eddia de extremista de esquerda. Retrucam os signat\u00e1rios: \u201cA despeito do fogo de barragem disparado pela cobertura da m\u00eddia, extremistas s\u00e3o as pol\u00edticas e objetivos da pol\u00edtica econ\u00f4mica atual. J\u00e1 falhou no \u00faltimo mandato a tentativa de produzir um reequil\u00edbrio or\u00e7ament\u00e1rio mediante cortes nos gastos. \u00c9 injustific\u00e1vel o aumento da pobreza infantil e a redu\u00e7\u00e3o do apoio aos mais vulner\u00e1veis. Cortar o investimento p\u00fablico em nome da prud\u00eancia \u00e9 errado porque afeta negativamente o crescimento, a inova\u00e7\u00e3o e o aumento da produtividade, al\u00e9m de elevar a d\u00edvida do governo, por causa da queda das receitas fiscais\u201d.<\/p>\n<p>Corbyn defende duas medidas azedas para o paladar conservador:<\/p>\n<p>1. A reestatiza\u00e7\u00e3o das empresas de utilidade p\u00fablica e das ferrovias privatizadas nos governos conservadores de Thatcher &amp; Cia. e nas administra\u00e7\u00f5es do Novo Trabalhismo de Tony Blair.<\/p>\n<p>2. A cria\u00e7\u00e3o de um banco nacional de desenvolvimento incumbido de financiar a reconstru\u00e7\u00e3o da infraestrutura degradada e apoiar a reindustrializa\u00e7\u00e3o da Velha Albion, hoje um pigmeu manufatureiro.<\/p>\n<p><strong>Estado do Bem-Estar brit\u00e2nico<\/strong><\/p>\n<p>Corbyn n\u00e3o esconde: seu programa econ\u00f4mico \u00e9 descendente da experi\u00eancia trabalhista do p\u00f3s-Guerra. Na primeira elei\u00e7\u00e3o realizada depois de 1945, o conservador Winston Churchill foi derrotado pelo trabalhista Clement Attlee . Acompanhado por Aneurin Bevan , seu ministro da Sa\u00fade, pai do National Health Service , Attlee desenhou a arquitetura do Estado do Bem-Estar brit\u00e2nico, inspirado no relat\u00f3rio preparado pelo liberal William Beveridge e por John Maynard Keynes , tamb\u00e9m liberal.<\/p>\n<p>Em 1942, na Inglaterra ainda maltratada pela guerra, pelo racionamento e pela debilidade econ\u00f4mica, o liberal Sir William Beveridge, em seu lend\u00e1rio Relat\u00f3rio, fincou as estacas que iriam sustentar as pol\u00edticas do Estado do Bem-Estar. O Relat\u00f3rio Beveridge recebeu a colabora\u00e7\u00e3o das concep\u00e7\u00f5es da Teoria Geral do Juro, do Emprego e da Moeda \u2013 obra magna do liberal, por\u00e9m iconoclasta, John Maynard Keynes.<\/p>\n<p>O liberal Beveridge apontou os \u201cDem\u00f4nios gigantes da vida moderna\u201d que os governos estavam obrigados a enfrentar: car\u00eancia, doen\u00e7a, ignor\u00e2ncia, mis\u00e9ria e inatividade. Em seu Relat\u00f3rio, Beveridge proclamou que a ignor\u00e2ncia \u00e9 uma erva daninha que os ditadores cultivam entre seus seguidores, mas que a democracia n\u00e3o pode tolerar entre seus cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Socializa\u00e7\u00e3o do investimento<br \/>\nAs pol\u00edticas econ\u00f4micas da Teoria Geral est\u00e3o ancoradas profundamente nas convic\u00e7\u00f5es de Keynes a respeito da instabilidade intr\u00ednseca do capitalismo. Maynard chamou de \u201coportunistas e danosas\u201d as pol\u00edticas fiscais e monet\u00e1rias de curto prazo, \u201cformas grosseiras\u201d de enfrentar as flutua\u00e7\u00f5es do investimento e seus efeitos sobre a renda e o emprego.<\/p>\n<p>Keynes advogou a \u201csocializa\u00e7\u00e3o do investimento\u201d, entendida como a coordena\u00e7\u00e3o pelo Estado das rela\u00e7\u00f5es entre o investimento p\u00fablico e privado. Ela envolve n\u00e3o somente a defini\u00e7\u00e3o de um \u201cor\u00e7amento de capital\u201d de longo prazo, mas a a\u00e7\u00e3o das empresas semip\u00fablicas. Tanto o or\u00e7amento de capital quanto as empresas deveriam ser administradas e avaliadas por comit\u00eas p\u00fablico-privados.<\/p>\n<p>As pol\u00edticas de longo prazo preconizadas por Keynes jamais foram executadas, sequer compreendidas por quem se autoproclama keynesiano. N\u00e3o vale a pena comentar os que se julgam antikeynesianos.<\/p>\n<p><strong>IHU On-Line \u2013 O papa Francisco tem insistido na necessidade de se conceber \u201cuma economia que n\u00e3o mate\u201d e, agora, chama economistas para juntos pensarem em alternativas. Como o senhor compreende esse desafio proposto? Como compreender as quest\u00f5es de fundo por tr\u00e1s dessas assertivas de Bergoglio?<\/strong><br \/>\n<strong>Luiz Gonzaga Belluzzo \u2013<\/strong>\u00a0Em 2015, durante uma audi\u00eancia no Vaticano, o papa Francisco disse que &#8220;o dinheiro \u00e9 esterco do diabo&#8221;, acrescentando que, quando o capital se torna um \u00eddolo, ele &#8220;comanda as escolhas do homem&#8221;. O documento Oeconomicae et pecuniariae quaestiones elaborado pela Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9 , cont\u00e9m \u00abconsidera\u00e7\u00f5es para um discernimento \u00e9tico acerca de alguns aspectos do atual sistema econ\u00f4mico-financeiro\u00bb. Aprovado pelo papa Francisco, que ordenou a sua publica\u00e7\u00e3o, o documento foi apresentado na Sala de Imprensa pelo arcebispo Luis Francisco Ladaria Ferrer e pelo cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson .<\/p>\n<p>J\u00e1 na introdu\u00e7\u00e3o, o texto revela seu prop\u00f3sito de avaliar a supremacia dos mercados financeiros e suas consequ\u00eancias sobre a vida de homens e mulheres que habitam o mundo dos vivos. \u201cA recente crise financeira poderia ter sido uma ocasi\u00e3o para desenvolver uma nova economia mais atenta aos princ\u00edpios \u00e9ticos e para uma nova regulamenta\u00e7\u00e3o da atividade financeira, neutralizando os aspectos predat\u00f3rios e especulativos, e valorizando o servi\u00e7o \u00e0 economia real. Embora muitos esfor\u00e7os positivos tenham sido realizados em v\u00e1rios n\u00edveis, sendo os mesmos reconhecidos e apreciados, n\u00e3o consta, por\u00e9m, uma rea\u00e7\u00e3o que tenha levado a repensar aqueles crit\u00e9rios obsoletos que continuam a governar o mundo. Antes, parece \u00e0s vezes retornar ao auge um ego\u00edsmo m\u00edope e limitado a curto prazo que, prescindindo do bem comum, exclui dos seus horizontes a preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de criar, mas tamb\u00e9m de distribuir a riqueza e de eliminar as desigualdades, hoje t\u00e3o evidentes. Est\u00e1 em jogo o aut\u00eantico bem-estar da maior parte dos homens e das mulheres do nosso planeta, os quais correm o risco de serem confinados de maneira crescente sempre mais \u00e0s margens, se n\u00e3o de serem \u00abexclu\u00eddos e descartados\u00bb do progresso&#8230; se queremos o bem real para os homens, o dinheiro deve servir e n\u00e3o governar!\u201d<\/p>\n<p><strong>Destrui\u00e7\u00e3o de realidades<\/strong><\/p>\n<p>A nova economia comandada pela finan\u00e7a excita as esperan\u00e7as e destr\u00f3i as realidades. As novas formas financeiras contribu\u00edram para aumentar o poder das corpora\u00e7\u00f5es internacionalizadas sobre grandes massas de trabalhadores, permitindo a \u201carbitragem\u201d entre as regi\u00f5es e nivelando por baixo a taxa de sal\u00e1rios. As fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es acompanharam o deslocamento das empresas que operam em m\u00faltiplos mercados. Esse movimento n\u00e3o s\u00f3 garantiu um maior controle dos mercados, mas tamb\u00e9m ampliou o fosso entre o desempenho dos sistemas empresariais \u201cglobalizados\u201d e as economias territoriais submetidas a regras jur\u00eddico-pol\u00edticas do Estados Nacionais. A abertura dos mercados e o acirramento da concorr\u00eancia coexistem com a tend\u00eancia ao monop\u00f3lio e debilitam a for\u00e7a dos sindicatos e dos trabalhadores \u201caut\u00f4nomos\u201d, fazendo periclitar a sobreviv\u00eancia dos direitos sociais e econ\u00f4micos, considerados um obst\u00e1culo \u00e0 opera\u00e7\u00e3o das leis de concorr\u00eancia.<\/p>\n<p>A liberaliza\u00e7\u00e3o da finan\u00e7a e a domin\u00e2ncia do rentismo tamb\u00e9m produziram efeitos negativos nas finan\u00e7as p\u00fablicas. Primeiro, estimularam a multiplica\u00e7\u00e3o dos para\u00edsos fiscais. A fuga sistem\u00e1tica das obriga\u00e7\u00f5es fiscais foi acompanhada da crescente regressividade dos sistemas de tributa\u00e7\u00e3o. A predomin\u00e2ncia dos impostos indiretos conferiu maior sensibilidade das receitas fiscais \u00e0s flutua\u00e7\u00f5es da economia. Os sistemas fiscais tornaram-se desagradavelmente pr\u00f3-c\u00edclicos: quando a economia desacelera, os pobres aprisionados em seus territ\u00f3rios consomem pouco e pagam menos impostos. Enquanto isso, os enriquecidos globalizados aceleram as remessas para os para\u00edsos fiscais.<\/p>\n<p><strong>Revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e financeiriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No livro Phenomenology of The End , Franco Bifo Berardi cuida das rela\u00e7\u00f5es entre a nov\u00edssima revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e financeiriza\u00e7\u00e3o: \u201cEm suas etapas mais recentes, a produ\u00e7\u00e3o capitalista reduziu a import\u00e2ncia da transforma\u00e7\u00e3o f\u00edsica da mat\u00e9ria e a manufatura f\u00edsica de bens industriais, ao propiciar a acumula\u00e7\u00e3o de capital mediante a combina\u00e7\u00e3o entre as tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e a manipula\u00e7\u00e3o das abstra\u00e7\u00f5es da riqueza financeira. A inform\u00e1tica e a manipula\u00e7\u00e3o da abstra\u00e7\u00e3o financeira na esfera da produ\u00e7\u00e3o capitalista tornam a visibilidade f\u00edsica dos valores de uso (bens materiais) apenas uma introdu\u00e7\u00e3o na sagrada esfera abstrata do valor de troca\u201d.<\/p>\n<p><strong>Cristianismo<\/strong><\/p>\n<p>Em 2013, o papa Francisco ofereceu aos cat\u00f3licos e crist\u00e3os a Primeira Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Evangelii Gaudium . Assim como as enc\u00edclicas Rerum Novarum de Le\u00e3o XIII , Mater et Magistra e Pacem in Terris de Jo\u00e3o XXIII , a exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica de Francisco abordava as vicissitudes e alegrias da vida crist\u00e3 no mundo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Os olhares do nosso tempo perderam de vista a ideia de comunidade crist\u00e3, express\u00e3o tantas vezes repetida no texto do Papa e incrustrada nas origens do cristianismo. Jacques Le Goff diz com raz\u00e3o que no cristianismo primitivo e no juda\u00edsmo a eternidade n\u00e3o irrompia no tempo (abstrato) para &#8220;venc\u00ea-lo&#8221;. A eternidade n\u00e3o \u00e9 a &#8220;aus\u00eancia do tempo&#8221;, mas a dilata\u00e7\u00e3o do tempo ao infinito.<br \/>\nDepois da encarna\u00e7\u00e3o, o tempo adquire uma dimens\u00e3o hist\u00f3rica. Cristo trouxe a certeza da eventualidade da salva\u00e7\u00e3o, mas cabe \u00e0 hist\u00f3ria coletiva e individual realizar essa possibilidade oferecida aos homens pelo sacrif\u00edcio da cruz e pela ressurrei\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00e3o nos \u00e9 pedido que sejamos imaculados, mas que n\u00e3o cessemos de melhorar, vivamos o desejo profundo de progredir no caminho do Evangelho, e n\u00e3o deixemos cair os bra\u00e7os&#8221;.<\/p>\n<p>O cristianismo \u2013 o mist\u00e9rio libertador da Encarna\u00e7\u00e3o \u2013 foi um divisor de \u00e1guas na hist\u00f3ria da humanidade, um movimento revolucion\u00e1rio, nascido das crueldades e das sabedorias do mundo greco-romano. Em uma entrevista sobre seu filme Satyricon , Fellini desvelou a alma que se escondia no rosto de seus personagens no crep\u00fasculo do imp\u00e9rio romano. As m\u00e1scaras se debatiam entre o t\u00e9dio das concupisc\u00eancias e as ang\u00fastias da desesperan\u00e7a. Para o grande Federico, o filme escancarava &#8220;a nostalgia do Cristo que ainda n\u00e3o havia chegado&#8221;.<\/p>\n<p>Tal como nos personagens do Satyricon, percebo nos cat\u00f3licos de hoje a nostalgia do Cristo que n\u00e3o voltou. Mas, creia-me o leitor, ele j\u00e1 esteve entre n\u00f3s encarnado na simplicidade e na sabedoria camponesa de Jo\u00e3o XXIII e parece ter retornado no reformismo de Francisco.<\/p>\n<p>http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/artigo\/7585-o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Vitor Santos &#8211; O \u201cVelho Cap\u201d, como diz Luiz Gonzaga Belluzzo, ainda se mostra potente, capaz de recuperar sua natureza inquieta e criativa para chamar a si um protagonismo no mundo de hoje. A plasticidade do capitalismo permite que ele assuma o esp\u00edrito do tempo e, com isso, v\u00e1 se transmutando e se tornando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8130,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[5],"tags":[57,58],"class_list":["post-11862","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-capitalismo","tag-financeirizacao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O \u201cvelho capitalismo\u201d e seu f\u00f4lego para domina\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O \u201cvelho capitalismo\u201d e seu f\u00f4lego para domina\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Jo\u00e3o Vitor Santos &#8211; O \u201cVelho Cap\u201d, como diz Luiz Gonzaga Belluzzo, ainda se mostra potente, capaz de recuperar sua natureza inquieta e criativa para chamar a si um protagonismo no mundo de hoje. A plasticidade do capitalismo permite que ele assuma o esp\u00edrito do tempo e, com isso, v\u00e1 se transmutando e se tornando [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Controversia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-10-29T21:12:21+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/crise-globo-dinheiro-lucro.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"620\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"349\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"22 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"headline\":\"O \u201cvelho capitalismo\u201d e seu f\u00f4lego para domina\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o\",\"datePublished\":\"2019-10-29T21:12:21+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/\"},\"wordCount\":4330,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/05\\\/crise-globo-dinheiro-lucro.jpg?fit=620%2C349&ssl=1\",\"keywords\":[\"Capitalismo\",\"Financeiriza\u00e7\u00e3o\"],\"articleSection\":[\"Economia\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/\",\"name\":\"O \u201cvelho capitalismo\u201d e seu f\u00f4lego para domina\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o - Controversia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/05\\\/crise-globo-dinheiro-lucro.jpg?fit=620%2C349&ssl=1\",\"datePublished\":\"2019-10-29T21:12:21+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/05\\\/crise-globo-dinheiro-lucro.jpg?fit=620%2C349&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/05\\\/crise-globo-dinheiro-lucro.jpg?fit=620%2C349&ssl=1\",\"width\":620,\"height\":349},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/10\\\/29\\\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O \u201cvelho capitalismo\u201d e seu f\u00f4lego para domina\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\",\"name\":\"Controversia\",\"description\":\"Um site de leitura e debate\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\",\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"width\":1015,\"height\":1024,\"caption\":\"Ricardo Alvarez\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\"},\"description\":\"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/controversia.com.br\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/Controversiascontemporaneas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/controversia\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/contro_versia\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O \u201cvelho capitalismo\u201d e seu f\u00f4lego para domina\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o - Controversia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"O \u201cvelho capitalismo\u201d e seu f\u00f4lego para domina\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o - Controversia","og_description":"Jo\u00e3o Vitor Santos &#8211; O \u201cVelho Cap\u201d, como diz Luiz Gonzaga Belluzzo, ainda se mostra potente, capaz de recuperar sua natureza inquieta e criativa para chamar a si um protagonismo no mundo de hoje. A plasticidade do capitalismo permite que ele assuma o esp\u00edrito do tempo e, com isso, v\u00e1 se transmutando e se tornando [&hellip;]","og_url":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/","og_site_name":"Controversia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_published_time":"2019-10-29T21:12:21+00:00","og_image":[{"width":620,"height":349,"url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/crise-globo-dinheiro-lucro.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Ricardo Alvarez","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia","twitter_site":"@contro_versia","twitter_misc":{"Escrito por":"Ricardo Alvarez","Tempo estimado de leitura":"22 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/"},"author":{"name":"Ricardo Alvarez","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"headline":"O \u201cvelho capitalismo\u201d e seu f\u00f4lego para domina\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o","datePublished":"2019-10-29T21:12:21+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/"},"wordCount":4330,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/crise-globo-dinheiro-lucro.jpg?fit=620%2C349&ssl=1","keywords":["Capitalismo","Financeiriza\u00e7\u00e3o"],"articleSection":["Economia"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/","url":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/","name":"O \u201cvelho capitalismo\u201d e seu f\u00f4lego para domina\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o - Controversia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/crise-globo-dinheiro-lucro.jpg?fit=620%2C349&ssl=1","datePublished":"2019-10-29T21:12:21+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/crise-globo-dinheiro-lucro.jpg?fit=620%2C349&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/crise-globo-dinheiro-lucro.jpg?fit=620%2C349&ssl=1","width":620,"height":349},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/10\/29\/o-velho-capitalismo-e-seu-folego-para-dominacao-do-tempo-e-do-espaco-2\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/controversia.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O \u201cvelho capitalismo\u201d e seu f\u00f4lego para domina\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website","url":"https:\/\/controversia.com.br\/","name":"Controversia","description":"Um site de leitura e debate","publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/controversia.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2","name":"Ricardo Alvarez","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","contentUrl":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","width":1015,"height":1024,"caption":"Ricardo Alvarez"},"logo":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png"},"description":"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.","sameAs":["http:\/\/controversia.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/controversia\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/contro_versia"]}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/crise-globo-dinheiro-lucro.jpg?fit=620%2C349&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11862","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11862"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11862\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11863,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11862\/revisions\/11863"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11862"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11862"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11862"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}