{"id":11429,"date":"2019-09-05T13:04:34","date_gmt":"2019-09-05T16:04:34","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=11429"},"modified":"2019-09-03T16:08:11","modified_gmt":"2019-09-03T19:08:11","slug":"etiopia-a-eterna-marcha-da-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/09\/05\/etiopia-a-eterna-marcha-da-humanidade\/","title":{"rendered":"Eti\u00f3pia: a eterna marcha da humanidade"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fernando Ayala<\/strong> &#8211;\u00a0Desde Lucy, homo sapiens caminha da \u00c1frica ao mundo. Agora, \u00e9 a desigualdade que expulsa popula\u00e7\u00f5es, v\u00edtimas da barb\u00e1rie colonial, em uma caminhada por outro futuro. Hip\u00f3crita Europa reconhecer\u00e1 responsabilidade pelas migra\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>H\u00e1 3,2 milh\u00f5es de anos, Lucy, o primeiro de nossos antepassados do qual temos conhecimento, nascia de uma m\u00e3e primata, se diferenciando dela gra\u00e7as \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o de seus genes. Isto lhe permitiu se erguer sobre dois p\u00e9s e come\u00e7ar a caminhar pela \u00c1frica, em Hadar, Vale de Awash, a 159 quil\u00f4metros de Adis Abeba, na atual Eti\u00f3pia. Todos n\u00f3s descendemos de Lucy \u2014 inclusive os escravocratas, colonialistas e supremacistas brancos de hoje e de antigamente. Seus restos, encontrados em 1974 pelo paleoantrop\u00f3logo estadunidense Donald Johansson, s\u00e3o preservados no museu de Adis Abeba, onde tive a oportunidade de conhecer os parentes desta\u00a0<em>Australophitecus afarensis<\/em>. Os descendentes de Lucy sa\u00edram caminhando, atravessaram continentes, e seus genes evolu\u00edram at\u00e9 virar o que \u00e9 nossa esp\u00e9cie hoje em dia: o\u00a0<em>homo sapiens<\/em>ou \u201chomem s\u00e1bio\u201d; t\u00e3o \u201cs\u00e1bio\u201d que, inclusive, temos a capacidade de eliminar toda a esp\u00e9cie humana e parecemos travar uma luta fren\u00e9tica para destruir o planeta.<\/p>\n<p>Essa hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o do ser humano poderia ser muito mais bonita se as diferen\u00e7as entre os descendentes de Lucy fossem menores. Enquanto hoje, no mundo desenvolvido, s\u00e3o poucos os que precisam caminhar, na maior parte da \u00c1frica, os seres humanos continuam a caminhar enormes dist\u00e2ncias, carregando a \u00e1gua e os cereais nas costas, principalmente por causa da pobreza \u2014 fato que encontra explica\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria deste continente subjugado e explorado por poderes coloniais, somado \u00e0s guerras, aos conflitos \u00e9tnicos, lutas religiosas, falta de institucionalidade, fragilidade dos sistemas pol\u00edticos e, ainda por cima, \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Eti\u00f3pia, com uma superf\u00edcie de 1.104.300 km\u00b2, que equivale a 36 vezes a superf\u00edcie da B\u00e9lgica, concentra pouco mais de 100 milh\u00f5es de habitantes. Segundo proje\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas, em 2050 ser\u00e3o 188,5 milh\u00f5es. A maior parte da popula\u00e7\u00e3o, o 41%, t\u00eam menos de 14 anos \u2014 porcentagem que \u00e9 de 13% na Alemanha. As quatro etnias principais (oromos, amharas, somalis e Tigray) comp\u00f5em cerca de 70% de sua popula\u00e7\u00e3o que, ao todo, engloba 140 grupos diferentes, em que se falam 83 l\u00ednguas e, aproximadamente, 200 dialetos.<\/p>\n<p>Crist\u00e3os, mu\u00e7ulmanos e animistas convivem juntos com outras cren\u00e7as menores. Na realidade, a maioria pratica, al\u00e9m de sua religi\u00e3o, numa forma de sincretismo religioso, o animismo at\u00e1vico: que \u00e9 a cren\u00e7a nas almas ou nos esp\u00edritos. O cristianismo ortodoxo\u00a0<em>tewahedo<\/em>\u00a0(palavra que significa \u201cunidade\u201d) et\u00edope \u00e9 a religi\u00e3o oficial desde o ano 330, aproximadamente, desde o reino de Aksum (s\u00e9culo IV a.C. at\u00e9 VII d.C.), e, portanto, o segundo mais antigo do mundo, ap\u00f3s o arm\u00eanio. \u00c9 praticado fervorosamente pelo 61,56% da popula\u00e7\u00e3o e inclui neste n\u00famero protestantes e cat\u00f3licos, ou seja, mais de 60 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Em Roma, essa vertente crist\u00e3 \u00e9 chamada de \u201ccristianismo primitivo\u201d ou paleocristianismo, provavelmente, porque seus ritos est\u00e3o mais pr\u00f3ximos das origens ou porque \u00e9 praticada uma quaresma de verdade, com jejum desde o jantar at\u00e9 as tr\u00eas da tarde de cada dia, com abstin\u00eancia absoluta de alimentos de origem animal e de \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Na realidade, devemos nos perguntar se existe alguma religi\u00e3o que n\u00e3o seja primitiva. Qual explica\u00e7\u00e3o teria nossa av\u00f3 Lucy cada vez que acordava de algum sonho? Acredito que \u00e9 ali que nasce o animismo, os esp\u00edritos bons e maus que nos ajudavam ou perturbavam na luta di\u00e1ria pela sobreviv\u00eancia, somado \u00e0 cren\u00e7a de uma vida ap\u00f3s a morte. Com efeito, o mesmo animismo continua presente na atualidade, por meio das tradi\u00e7\u00f5es e das supersti\u00e7\u00f5es que acompanham as pessoas no dia a dia.<\/p>\n<p>Mu\u00e7ulmanos sunitas comp\u00f5em a segunda religi\u00e3o com mais seguidores na Eti\u00f3pia, com 34,4%. Seguem-nos os animistas, com 3,7%, e outras religi\u00f5es menores. Vale destacar que 99,8% da popula\u00e7\u00e3o declara ter cren\u00e7as espirituais. Na Alemanha, essa porcentagem chega somente a 67,1%.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, existe na Eti\u00f3pia uma maravilhosa toler\u00e2ncia e conviv\u00eancia religiosa, existente h\u00e1 s\u00e9culos; sem guetos, ou bairros ou cidades que se identifiquem com uma religi\u00e3o. Os problemas na Eti\u00f3pia surgem do pertencimento a uma determinada etnia, e \u00e9 ali que tudo se complica.<\/p>\n<p>As rivalidades entre oromos (maioria) e amharas (minoria) se percebem ciclicamente, provocando enfrentamentos e mortes. As tens\u00f5es entre a Eti\u00f3pia e a Eritreia come\u00e7aram poucos anos depois de que este \u00faltimo pa\u00eds conseguisse sua independ\u00eancia, em 1993. Entre 1998 e 2000, estourou uma guerra que se prolongou at\u00e9 2018, quando foi assinado um tratado de paz e houve o reconhecimento das fronteiras. Calcula-se ao redor de 100 mil mortos e mais de 600 mil refugiados, entre as v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Diferentemente de outros pa\u00edses africanos, a Eti\u00f3pia nunca foi col\u00f4nia. Na reparti\u00e7\u00e3o do continente, durante a Confer\u00eancia de Berlim em 1884-85, este territ\u00f3rio, conhecido como Abiss\u00ednia, foi designado como um Protetorado da It\u00e1lia (que tinha presen\u00e7a ativa na Eritreia). Por\u00e9m, as for\u00e7as italianas foram derrotadas pelos et\u00edopes em 1896, na batalha de Adua, o que se comemora a cada ano como uma vit\u00f3ria militar que criou as bases para a sua independ\u00eancia. Mussolini conseguiu ocupar a Eti\u00f3pia entre 1935 e 1941, para sua ef\u00eamera gl\u00f3ria pessoal, criando a prov\u00edncia da \u00c1frica Oriental Italiana, que inclu\u00eda Eti\u00f3pia, Eritreia e Som\u00e1lia. Transferiu para Roma o simb\u00f3lico obelisco de Aksum, datado do s\u00e9culo IV, que foi instalado como trof\u00e9u de guerra na entrada do Minist\u00e9rio das Col\u00f4nias, atual FAO (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura), at\u00e9 que foi devolvido em 2008 \u00e0 Eti\u00f3pia. O imperador Haile Selassie \u00e9 reconhecido e venerado com tanto respeito que a principal universidade de Addis Abeba porta o seu nome e abriga um museu em sua homenagem.<\/p>\n<p><strong>As odiosas, mas necess\u00e1rias compara\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A realidade econ\u00f4mica e social da Eti\u00f3pia \u00e9 dram\u00e1tica, apesar de que as pessoas sinalizam estar melhores e ter confian\u00e7a no futuro. Pela primeira vez, h\u00e1 uma presidenta mulher e um primeiro ministro pacifista, que conta com amplo apoio e est\u00e1 empenhado em criar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para as pessoas. No entanto, em cada esquina de Addis Abeba, os carros s\u00e3o cercados por mulheres com beb\u00eas em seus colos, idosos e crian\u00e7as pedindo esmola. \u00c0 noite, \u00e9 poss\u00edvel ver grupos de pessoas que dormem nas ruas.<\/p>\n<p>Em 2017, 27,3% da popula\u00e7\u00e3o vivia com 1,9 d\u00f3lares por dia, 23,5% se encontrava abaixo da linha de pobreza e o PIB per capita corrigido (PPP) estava em U$ 1.890. Na Alemanha, o PIB chegava em U$ 51.680. De acordo com o Banco Mundial, 80% da popula\u00e7\u00e3o et\u00edope vive no campo, mas os jovens come\u00e7am a emigrar das cidades, atra\u00eddos pelos celulares e as oportunidades de come\u00e7ar uma nova vida. Em 2017, em torno de 900 mil et\u00edopes viviam fora de seu pa\u00eds, principalmente nos Estados Unidos e na Ar\u00e1bia Saudita, o que representa uma importante fonte de remessas. Da mesma maneira que a maioria dos pa\u00edses africanos, a taxa de mortalidade infantil estimada alcan\u00e7ava 49,6 em cada mil crian\u00e7as vivas em 2016. Na Alemanha e outros pa\u00edses ditos desenvolvidos, a mesma taxa alcan\u00e7ava 3,4 por mil. A expectativa de vida de um rec\u00e9m nascido et\u00edope \u00e9 de 65,4 anos, enquanto que a de um alem\u00e3o chegava a 81 em 2017.<\/p>\n<p>Assim como reconhecemos que aumentaram as diferen\u00e7as entre ricos e pobres dentro de cada pa\u00eds, vale a pena lembrar que a lacuna entre os pa\u00edses desenvolvidos e os em desenvolvimento tamb\u00e9m continua aumentando. As compara\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas entre ingressos e qualidade de vida deveriam fazer-nos refletir sobre o que estamos fazendo para reduzir-las de maneira efetiva.<\/p>\n<p><strong>Uma nova Confer\u00eancia de Berlim<\/strong><\/p>\n<p>O destino dos africanos foi selado pelas pot\u00eancias na Confer\u00eancia de Berlim do s\u00e9culo XIX. As fronteiras foram criadas de acordo com a for\u00e7a de cada imp\u00e9rio. N\u00e3o houve livre-arb\u00edtrio para seus povos, nem uma m\u00e3o divina que os protegesse.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es de crescimento demogr\u00e1fico da ONU para o mundo mostram que enquanto na Europa dos anos 2050 a popula\u00e7\u00e3o diminuir\u00e1 em 4,3%, a da \u00c1frica aumentar\u00e1 em 1,3 bilh\u00f5es, ou seja, dobrar\u00e1 sua atual popula\u00e7\u00e3o. Que futuro espera a essas gera\u00e7\u00f5es que est\u00e3o por nascer? Seguramente, caminhar, tal como fizeram as gera\u00e7\u00f5es posteriores a nossa av\u00f3 Lucy. O mais prov\u00e1vel \u00e9 que muitos tentar\u00e3o imigrar, \u00e0 Europa ou Estados Unidos, para buscar um futuro melhor, a n\u00e3o ser que as condi\u00e7\u00f5es atuais de pa\u00edses como a Eti\u00f3pia n\u00e3o melhorem substancialmente. Nem a independ\u00eancia alcan\u00e7ada nos anos 60, nem o fato de nunca ter sido col\u00f4nia, fizeram diferen\u00e7a em termos reais, em que pese as boas inten\u00e7\u00f5es de muitos mandat\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00c9 hora de uma \u201cnova Confer\u00eancia de Berlim\u201d, inclusive com as mesmas pot\u00eancias que escravizaram, saquearam e repartiram o continente. Ao revisar a ata de tal confer\u00eancia, datada de 26 de fevereiro de 1885, se l\u00ea: \u201c\u2026 Regular as condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis para o desenvolvimento de com\u00e9rcio e a civiliza\u00e7\u00e3o em certas regi\u00f5es da \u00c1frica, e para assegurar todas as na\u00e7\u00f5es as vantagens da livre navega\u00e7\u00e3o dos dois principais rios da \u00c1frica, que fluem ao Oceano Atl\u00e2ntico\u201d.<\/p>\n<p>Transcorridos 135 anos, sabemos muito bem quais foram os resultados civilizat\u00f3rios. Por isso, um sentido de realismo deveria convocar esses mesmos pa\u00edses para buscar solu\u00e7\u00f5es globais que v\u00e3o mais al\u00e9m da amea\u00e7a demogr\u00e1fica e desenvolver um grande plano de invers\u00e3o com responsabilidade compartilhada para evitar o mau uso de recursos e refor\u00e7ar os organismos multilaterais para que possam acompanhar um processo que ser\u00e1 a longo prazo. \u00c9 hora de investir seriamente para proteger o futuro e, para isso, deveriam reunir-se novamente os participantes da Confer\u00eancia de Berlim para buscar fazer realidade o sonho de gera\u00e7\u00f5es de africanos que esperam uma vida melhor em seus pa\u00edses, sem ter que ir busc\u00e1-la nos de seus antigos colonizadores.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"KmtUMsMBlm\"><p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/descolonizacoes\/etiopia-a-eterna-marcha-da-humanidade\/\">Eti\u00f3pia: a eterna marcha da humanidade<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Eti\u00f3pia: a eterna marcha da humanidade&#8221; &#8212; Outras Palavras\" src=\"https:\/\/outraspalavras.net\/descolonizacoes\/etiopia-a-eterna-marcha-da-humanidade\/embed\/#?secret=WLEaJJmDo4#?secret=KmtUMsMBlm\" data-secret=\"KmtUMsMBlm\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernando Ayala &#8211;\u00a0Desde Lucy, homo sapiens caminha da \u00c1frica ao mundo. 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