{"id":11378,"date":"2019-08-29T13:19:27","date_gmt":"2019-08-29T16:19:27","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=11378"},"modified":"2019-08-27T18:25:38","modified_gmt":"2019-08-27T21:25:38","slug":"como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/","title":{"rendered":"Como as emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais nos manipulam e polarizam"},"content":{"rendered":"<p><strong>JAIME RUBIO HANCOCK<\/strong> &#8211; \u00c9 uma boa ideia contar at\u00e9 10 antes de tuitar.<\/p>\n<blockquote><p>Quando um tu\u00edte cont\u00e9m um termo emocional e moral, \u00e9 mais prov\u00e1vel que seja retuitado.<\/p><\/blockquote>\n<p>No\u00a0Twitter\u00a0(e nas demais redes sociais) t\u00eam mais sucesso as\u00a0mensagens que apelam \u00e0s nossas emo\u00e7\u00f5es. Um novo estudo mostra que n\u00e3o somente nos sentimos mais impulsionados a compartilhar esses tu\u00edtes, como al\u00e9m disso as palavras que se referem \u00e0s emo\u00e7\u00f5es e \u00e0 moral captam mais nossa aten\u00e7\u00e3o do que as neutras.<\/p>\n<p class=\"\">O trabalho dos psic\u00f3logos Ana P. Gantman, William J. Brady e Jay Van Bavel mostra que os termos que apelam ao que acreditamos que \u00e9 bom ou ruim \u201cs\u00e3o particularmente efetivos no momento de captar nossa aten\u00e7\u00e3o\u201d. Isso, como escrevem em um\u00a0artigo publicado na revista Scientific American, \u201cpode ajudar a explicar a nova realidade pol\u00edtica\u201d.<\/p>\n<p class=\"\">Na primeira experi\u00eancia de seu trabalho, foram mostrados aos participantes tu\u00edtes fict\u00edcios com diferentes tipos de palavras usadas como hashtags: as referidas \u00e0 moral (\u201ccrime\u201d, \u201cpiedade\u201d, \u201cdireito\u201d), \u00e0 emo\u00e7\u00e3o (&#8220;medo&#8221;, &#8220;amor&#8221;, &#8220;choro&#8221;) e \u00e0s duas coisas ao mesmo tempo (&#8220;abuso&#8221;, &#8220;honra&#8221;, &#8220;despeito&#8221;) captavam mais aten\u00e7\u00e3o do que as neutras.<\/p>\n<p class=\"\">Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m examinaram quase 50.000 tu\u00edtes reais sobre tr\u00eas assuntos: o\u00a0controle de armas, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a\u00a0mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Os mais compartilhados tendiam tamb\u00e9m a incluir termos emocionais e morais. De fato, e de acordo com outro estudo anterior dos mesmos autores, \u00e9 pelo menos 20% mais prov\u00e1vel compartilharmos um tu\u00edte se cont\u00e9m uma palavra dessa classe.<\/p>\n<p class=\"\">Os autores alertam que esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico motivo que explica o sucesso de uma publica\u00e7\u00e3o. Por exemplo, o fato de que est\u00e1 sendo muito compartilhada e j\u00e1 seja muito popular pode fazer com que seu sucesso aumente ainda mais.<\/p>\n<p class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\"><strong>\u00c9 mais f\u00e1cil se indignar<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">O papel das emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais j\u00e1 era conhecido, ainda que isso n\u00e3o tenha evitado que sejam usadas para nos manipular (ou tent\u00e1-lo) com boatos,\u00a0mensagens pol\u00edticas extremamente partidarizadas e provoca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"\">Jonah Berger, professor da Universidade da Pensilv\u00e2nia, explicou em seu livro\u00a0Contagioso, de 2013, que as emo\u00e7\u00f5es que nos impulsionam em maior medida a compartilhar conte\u00fados na\u00a0Internet\u00a0est\u00e3o ligadas ao espanto. Pode ser pela parte negativa, como a indigna\u00e7\u00e3o por um fato reprov\u00e1vel que nos surpreende, como em sua vertente positiva, como o humor.<\/p>\n<p class=\"\">A neurocientista norte-americana M. J. Crockett revisou recentemente na revista\u00a0Nature Human Behavior\u00a0os \u00faltimos estudos sobre o assunto, lembrando que nas redes encontramos mais a\u00e7\u00f5es que nos parecem censur\u00e1veis do que em pessoa. Talvez um dia vejamos um vizinho que n\u00e3o recicla e constatamos com aborrecimento que o prefeito colocou outra rotat\u00f3ria ca\u00f3tica, mas nas redes podemos encontrar in\u00fameros erros e m\u00e1s a\u00e7\u00f5es de qualquer parte do mundo sem sequer sair do sof\u00e1.<\/p>\n<p class=\"\">Al\u00e9m disso, \u00e9 mais f\u00e1cil mostrar nossa indigna\u00e7\u00e3o: n\u00e3o temos que discutir com nosso vizinho, nos manifestar nas ruas e escrever uma raivosa carta \u00e0 diretoria do jornal,\u00a0basta retuitar.<\/p>\n<p class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\"><strong>Os riscos da manipula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">Tudo isso n\u00e3o precisa ser negativo: a indigna\u00e7\u00e3o p\u00fablica tamb\u00e9m tem benef\u00edcios \u00e0 sociedade, ao permitir que todos n\u00f3s possamos castigar ou pelo menos recriminar comportamentos censurados pela maioria (como a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/corrupcion\" data-link-track-dtm=\"\">corrup\u00e7\u00e3o<\/a>), al\u00e9m de refor\u00e7ar nossa ades\u00e3o a uma causa e grupo social com o qual nos identificamos.<\/p>\n<p class=\"\">Mas tem riscos, como aponta Crockett. Pelo menos tr\u00eas: primeiro, a possibilidade de que nossa participa\u00e7\u00e3o em movimentos c\u00edvicos e sociais seja menos significativa. J\u00e1 n\u00e3o precisamos cooperar como volunt\u00e1rios e fazer doa\u00e7\u00f5es, nos satisfazemos somente retuitando.<\/p>\n<p class=\"\">Segundo, tamb\u00e9m diminui o n\u00edvel da indigna\u00e7\u00e3o: como \u00e9 f\u00e1cil nos indignar, pode chegar um momento em que n\u00e3o distinguiremos entre as ofensas reais e as coisas que nos s\u00e3o somente desagrad\u00e1veis. Para dar um exemplo pr\u00f3ximo: \u00e9 realmente t\u00e3o indignante que uma conta an\u00f4nima e quase sem seguidores do Twitter publique piadas ouvidas\u00a0milhares de vezes sobre Carrero Blanco?<\/p>\n<p class=\"\">Terceiro, nossas opini\u00f5es tendem a se polarizar. As pr\u00f3prias redes permitem que nos agrupemos em c\u00e2maras de eco com audi\u00eancias semelhantes. E, como escreve o psic\u00f3logo Jonathan Haidt em\u00a0A Mente dos Justos, nos unimos a \u201cequipes pol\u00edticas que compartilham narrativas morais\u201d. Ou seja, o famoso filtro bolha de Eli Pariser.<\/p>\n<p class=\"\">Por fim nos acostumamos a falar a um p\u00fablico com o qual concordamos, procurando principalmente \u201crecompensas de reputa\u00e7\u00e3o\u201d ou, nas palavras de Berger, \u201cdivisa social\u201d. Ou seja, queremos ganhar pontos com os nossos, n\u00e3o iniciar uma conversa.<\/p>\n<p class=\"\">Isso faz com que a troca de opini\u00f5es com pessoas que pensam diferente (e que simplesmente se enganaram) seja midiatizada (e caricaturizada) por outros membros do grupo. Como escreve o professor de Direito da Universidade Harvard Cass Susstein em seu livro\u00a0#Republic, as conversas profundas que cruzam barreiras ideol\u00f3gicas s\u00e3o extremamente escassas nas\u00a0redes sociais.<\/p>\n<p class=\"\">Consequentemente, corremos o risco de ver os outros como pessoas malvadas e est\u00fapidas em vez de, simplesmente, como pessoas que opinam que h\u00e1 outra maneira de se fazer as coisas que n\u00e3o coincide com o que n\u00f3s consideramos mais adequado.<\/p>\n<p class=\"\">Al\u00e9m disso, essas mec\u00e2nicas nos fazem mais vulner\u00e1veis \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o: \u00e9 f\u00e1cil provocar uma onda de indigna\u00e7\u00e3o com o objetivo de potencializar uma polariza\u00e7\u00e3o que o pol\u00edtico e o grupo da vez consideram ben\u00e9fica aos seus interesses, como diz Susstein. De fato, \u00e9 um dos motivos que ajudam a entender que\u00a0Donald Trump\u00a0dedique tanto tempo ao Twitter, diz o linguista George Lakoff. Soltar uma barbaridade nessa rede social o ajuda a marcar o debate: n\u00e3o importa que as mensagens sejam de apoio ou contr\u00e1rias, seu objetivo \u00e9 simplesmente pautar a agenda e o faz provocando a indigna\u00e7\u00e3o e o confronto. Seu caso n\u00e3o \u00e9 \u00fanico, evidentemente.<\/p>\n<p class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\"><strong>Mas isso pode ser evitado?<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">O panorama parece desolador, mas os autores do estudo apontam algumas quest\u00f5es que d\u00e3o um certo otimismo.<\/p>\n<p class=\"\">De entrada, ainda que se costume prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 indigna\u00e7\u00e3o e \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o, pelo perigo que significam, somos movidos tanto pelas emo\u00e7\u00f5es negativas como pelas positivas. A experi\u00eancia n\u00e3o oferecia somente etiquetas como \u201cinimigo\u201d, \u201c\u00f3dio\u201d e \u201cvergonha\u201d, e sim tamb\u00e9m \u201cbom\u201d, \u201cher\u00f3i\u201d e \u201chonra\u201d. De fato, em seu artigo d\u00e3o o exemplo real da difus\u00e3o da hashtag #lovewins em 2015: o dia em que os\u00a0Estados Unidos\u00a0legalizaram o\u00a0casamento homossexual\u00a0em seus 50 Estados, a hashtag teve mais de 2,5 milh\u00f5es de mensagens no Twitter.<\/p>\n<p class=\"\">Uma segunda quest\u00e3o \u00e9 que entender como as emo\u00e7\u00f5es nos motivam (indigna\u00e7\u00e3o inclu\u00edda) pode nos ajudar a parar segundos antes de compartilhar e tuitar certos conte\u00fados.<\/p>\n<p class=\"\">Chris Wetherell, o programador do bot\u00e3o de retuitar no Twitter, introduzido em 2009, se manifestou de maneira semelhante. Recentemente falou sobre essa inova\u00e7\u00e3o, afirmando que \u201cprovavelmente\u00a0demos uma arma carregada a uma crian\u00e7a de 4 anos\u201d. Antes era preciso escrever esse RT \u00e0 m\u00e3o, o que nos dava alguns segundos para refletir sobre o que ir\u00edamos compartilhar.<\/p>\n<p class=\"\">Em seu editorial da publica\u00e7\u00e3o de setembro a\u00a0Scientific American sugereimaginar que ao lado do bot\u00e3o de retuitar h\u00e1 um bot\u00e3o de pausa. Clicar nele poderia nos servir para pensar se estamos respondendo a um tu\u00edte que somente quer causar barulho, se vale a pena ler o artigo e n\u00e3o somente a manchete, e se s\u00f3 queremos ficar bem diante de nossos amigos e seguidores, demonstrando-lhes que, mais uma vez, somos os bonzinhos.<\/p>\n<p class=\"\">Precisamos imaginar esse bot\u00e3o porque o Twitter dificilmente o incorporar\u00e1. Como disse a jornalista Delia Rodr\u00edguez, \u201cse a essa altura as plataformas n\u00e3o desenvolveram redes menos nocivas \u00e9 pela mesma raz\u00e3o pela qual as f\u00e1bricas tabagistas n\u00e3o criaram cigarros de plantas medicinais. Vai contra a pr\u00f3pria ess\u00eancia de seu neg\u00f3cio\u201d. Quanto mais conte\u00fado publicarmos e compartilharmos, melhor para elas. Mesmo que nos custe uma \u00falcera.<\/p>\n<p>https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/08\/22\/tecnologia\/1566480798_855818.html<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JAIME RUBIO HANCOCK &#8211; \u00c9 uma boa ideia contar at\u00e9 10 antes de tuitar. Quando um tu\u00edte cont\u00e9m um termo emocional e moral, \u00e9 mais prov\u00e1vel que seja retuitado. No\u00a0Twitter\u00a0(e nas demais redes sociais) t\u00eam mais sucesso as\u00a0mensagens que apelam \u00e0s nossas emo\u00e7\u00f5es. Um novo estudo mostra que n\u00e3o somente nos sentimos mais impulsionados a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6017,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[8],"tags":[54,24],"class_list":["post-11378","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-comportamento","tag-rede-social"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Como as emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais nos manipulam e polarizam - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Como as emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais nos manipulam e polarizam - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"JAIME RUBIO HANCOCK &#8211; \u00c9 uma boa ideia contar at\u00e9 10 antes de tuitar. Quando um tu\u00edte cont\u00e9m um termo emocional e moral, \u00e9 mais prov\u00e1vel que seja retuitado. No\u00a0Twitter\u00a0(e nas demais redes sociais) t\u00eam mais sucesso as\u00a0mensagens que apelam \u00e0s nossas emo\u00e7\u00f5es. Um novo estudo mostra que n\u00e3o somente nos sentimos mais impulsionados a [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Controversia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-08-29T16:19:27+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/redes-sociais.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"350\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"headline\":\"Como as emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais nos manipulam e polarizam\",\"datePublished\":\"2019-08-29T16:19:27+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/\"},\"wordCount\":1389,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/11\\\/redes-sociais.jpg?fit=800%2C350&ssl=1\",\"keywords\":[\"Comportamento\",\"Rede Social\"],\"articleSection\":[\"Sociedade\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/\",\"name\":\"Como as emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais nos manipulam e polarizam - Controversia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/11\\\/redes-sociais.jpg?fit=800%2C350&ssl=1\",\"datePublished\":\"2019-08-29T16:19:27+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/11\\\/redes-sociais.jpg?fit=800%2C350&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2017\\\/11\\\/redes-sociais.jpg?fit=800%2C350&ssl=1\",\"width\":800,\"height\":350},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/08\\\/29\\\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Como as emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais nos manipulam e polarizam\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\",\"name\":\"Controversia\",\"description\":\"Um site de leitura e debate\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\",\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"width\":1015,\"height\":1024,\"caption\":\"Ricardo Alvarez\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\"},\"description\":\"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/controversia.com.br\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/Controversiascontemporaneas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/controversia\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/contro_versia\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Como as emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais nos manipulam e polarizam - Controversia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Como as emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais nos manipulam e polarizam - Controversia","og_description":"JAIME RUBIO HANCOCK &#8211; \u00c9 uma boa ideia contar at\u00e9 10 antes de tuitar. Quando um tu\u00edte cont\u00e9m um termo emocional e moral, \u00e9 mais prov\u00e1vel que seja retuitado. No\u00a0Twitter\u00a0(e nas demais redes sociais) t\u00eam mais sucesso as\u00a0mensagens que apelam \u00e0s nossas emo\u00e7\u00f5es. Um novo estudo mostra que n\u00e3o somente nos sentimos mais impulsionados a [&hellip;]","og_url":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/","og_site_name":"Controversia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_published_time":"2019-08-29T16:19:27+00:00","og_image":[{"width":800,"height":350,"url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/redes-sociais.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Ricardo Alvarez","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia","twitter_site":"@contro_versia","twitter_misc":{"Escrito por":"Ricardo Alvarez","Tempo estimado de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/"},"author":{"name":"Ricardo Alvarez","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"headline":"Como as emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais nos manipulam e polarizam","datePublished":"2019-08-29T16:19:27+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/"},"wordCount":1389,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/redes-sociais.jpg?fit=800%2C350&ssl=1","keywords":["Comportamento","Rede Social"],"articleSection":["Sociedade"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/","url":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/","name":"Como as emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais nos manipulam e polarizam - Controversia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/redes-sociais.jpg?fit=800%2C350&ssl=1","datePublished":"2019-08-29T16:19:27+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/redes-sociais.jpg?fit=800%2C350&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/redes-sociais.jpg?fit=800%2C350&ssl=1","width":800,"height":350},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/08\/29\/como-as-emocoes-nas-redes-sociais-nos-manipulam-e-polarizam\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/controversia.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Como as emo\u00e7\u00f5es nas redes sociais nos manipulam e polarizam"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website","url":"https:\/\/controversia.com.br\/","name":"Controversia","description":"Um site de leitura e debate","publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/controversia.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2","name":"Ricardo Alvarez","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","contentUrl":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","width":1015,"height":1024,"caption":"Ricardo Alvarez"},"logo":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png"},"description":"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.","sameAs":["http:\/\/controversia.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/controversia\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/contro_versia"]}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/redes-sociais.jpg?fit=800%2C350&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11378","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11378"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11378\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11379,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11378\/revisions\/11379"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6017"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11378"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11378"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}