{"id":11362,"date":"2019-08-27T09:32:48","date_gmt":"2019-08-27T12:32:48","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=11362"},"modified":"2019-08-24T11:42:51","modified_gmt":"2019-08-24T14:42:51","slug":"sucesso-da-tv-critica-a-cultura-workaholic-do-japao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/08\/27\/sucesso-da-tv-critica-a-cultura-workaholic-do-japao\/","title":{"rendered":"Sucesso da TV critica a cultura workaholic do Jap\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ben Dooley e Eimi Yamamitsu<\/strong> &#8211; No m\u00eas passado, enquanto os norte-americanos assistiam ao epis\u00f3dio final de &#8220;Game of Thrones&#8221;, o Jap\u00e3o curtia seu pr\u00f3prio universo fict\u00edcio na TV.<\/p>\n<p>Nesse mundo, uma mulher se atreve a sair do trabalho \u00e0s 18h em ponto.<\/p>\n<p>A determina\u00e7\u00e3o de Yui Higashiyama, gerente de projetos de 30 e poucos anos que s\u00f3 pensa em sair do escrit\u00f3rio e ir para um happy hour em seu bar favorito, perturba o escrit\u00f3rio de webdesign fict\u00edcio onde ela trabalha.<\/p>\n<p>Um supervisor calculista e colegas de trabalho ambiciosos tentam frustrar seus planos. Quando sua equipe enfrenta um prazo aparentemente imposs\u00edvel no Epis\u00f3dio 9, ela deixa de lado sua obstina\u00e7\u00e3o em conciliar vida pessoal e trabalho, declarando dramaticamente: &#8220;Eu fa\u00e7o hora extra!&#8221;<\/p>\n<p>Higashiyama \u00e9 a protagonista de &#8220;I Will Not Work Overtime, Period!&#8221; (n\u00e3o farei hora extra e ponto final!), um modesto sucesso televisivo do Jap\u00e3o que tocou um pa\u00eds que acredita no trabalho \u00e1rduo de uma forma perigosamente intensa e, por vezes, letal.<\/p>\n<p>O programa levou trabalhadores a falarem sobre suas pr\u00f3prias dificuldades em conciliar vida pessoal e profissional, ainda que as grandes corpora\u00e7\u00f5es e o governo japon\u00eas venham tentando cada vez mais incentiv\u00e1-los a diminu\u00edrem o ritmo.<\/p>\n<p>Os criadores do programa dizem conhecer bem o problema.<\/p>\n<p>&#8220;Eu estava bem ciente de que fazer uma pausa era o mesmo que ser relapsa&#8221;, disse Kaeruko Akeno, escritora cujo romance inspirou o programa de mesmo nome. &#8220;Demorei muito para aceitar o fato de que n\u00e3o tem problema n\u00e3o trabalhar aos finais de semana ou at\u00e9 a noite durante a semana&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 deprimente, mas hist\u00f3rias similares s\u00e3o comuns. Os japoneses est\u00e3o entre os que mais trabalham no mundo. Em 2017, mais de um quarto dos empregados em per\u00edodo integral do pa\u00eds trabalhavam em m\u00e9dia acima de 49 horas semanais, de acordo com informa\u00e7\u00f5es do governo, o que equivale na pr\u00e1tica a seis dias em uma semana.<\/p>\n<p>Em alguns casos extremos, essa dedica\u00e7\u00e3o ao emprego pode levar \u00e0 morte. Em 2017, segundo dados do governo, o excesso de trabalho custou 190 vidas, na forma de exaust\u00e3o, ataques card\u00edacos ou suic\u00eddios, um n\u00famero que se manteve mais ou menos constante ao longo da \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Os motivos para as pessoas trabalharem tanto s\u00e3o complexos, segundo Yoshie Komuro, CEO da Work Life Balance, consultoria que ajuda os empregadores a reduzirem as horas extras de seus funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ela afirma que al\u00e9m da postura cultural em rela\u00e7\u00e3o ao valor do esfor\u00e7o no trabalho, alguns empregadores reduzem os custos ao contarem com as horas extras, e os funcion\u00e1rios trabalham mais horas pela remunera\u00e7\u00e3o extra e para agradar o chefe, as promo\u00e7\u00f5es muitas vezes dependem mais do tempo que se passa no escrit\u00f3rio do que da produtividade de fato.<\/p>\n<p>O governo japon\u00eas adotou medidas para reduzir o n\u00famero de horas trabalhadas e para mudar as normais culturais em torno do trabalho.<\/p>\n<p>Em abril, bem a tempo da estreia da s\u00e9rie de TV, uma nova lei entrou em vigor, limitando as horas extras a 45 horas por m\u00eas e a 360 horas por ano, salvo circunst\u00e2ncias especiais. E o Minist\u00e9rio da Economia, Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria do Jap\u00e3o promoveu um programa chamado Premium Fridays, pelo qual pede aos empregadores que deixem seus funcion\u00e1rios sa\u00edrem algumas horas mais cedo na \u00faltima sexta-feira de cada m\u00eas.<\/p>\n<p>A ideia de que o trabalho exige sacrif\u00edcios pessoais est\u00e1 profundamente arraigada na cultura japonesa, e exacerba muitas das outras quest\u00f5es sociais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O fato de o principal personagem da s\u00e9rie ser uma mulher cria ainda mais dramaticidade, em um pa\u00eds onde as mulheres, especialmente as m\u00e3es, enfrentam discrimina\u00e7\u00e3o no trabalho. As mulheres que querem ter sucesso no Jap\u00e3o corporativo costumam se sentir ainda mais pressionadas a provarem que s\u00e3o capazes, ao mesmo tempo em que tentam atender \u00e0s demandas familiares, dilema enfrentado por uma das personagens do programa.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3 de dizer &#8216;N\u00e3o vou fazer hora extra&#8217;, a hero\u00edna da s\u00e9rie&#8221; est\u00e1 cometendo um ato radical, escreveu no Twitter o famoso cr\u00edtico de cinema Tomohiro Machiyama. Referindo-se \u00e0 personagem Higashiyama, ele disse: &#8220;Ela est\u00e1 claramente mostrando uma estrat\u00e9gia para resolver os problemas que o Jap\u00e3o vem enfrentando, desde os baixos sal\u00e1rios at\u00e9 os baixos \u00edndices de natalidade&#8221;.<\/p>\n<p>No romance, a decis\u00e3o de trabalhar horas extras leva \u00e0 sua derrocada: ela se torna viciada em trabalho, vai parar no hospital e perde um namorado, que tem uma postura decididamente mais descontra\u00edda em rela\u00e7\u00e3o ao seu pr\u00f3prio trabalho. Mas na s\u00e9rie, que estreou em abril, Higashiyama deve ser contemplada com um destino mais feliz, segundo os produtores, que n\u00e3o quiseram contar spoilers mais detalhados.<\/p>\n<p>Os espectadores ter\u00e3o de esperar para descobrir o que acontece com ela. Depois que um terremoto atingiu a regi\u00e3o noroeste da principal ilha do Jap\u00e3o (n\u00e3o houve relatos de grandes danos), um notici\u00e1rio extraordin\u00e1rio interrompeu o \u00faltimo epis\u00f3dio. Os f\u00e3s logo foram ao Twitter para brincar que o elenco havia sa\u00eddo mais cedo do trabalho.<\/p>\n<p>Akeno, que adota um pseud\u00f4nimo para proteger a privacidade de sua fam\u00edlia, se inspirou na sua pr\u00f3pria experi\u00eancia em escrit\u00f3rios no Jap\u00e3o. Em seu primeiro emprego, ela trabalhou para algo que ela descreve como uma &#8220;empresa negra&#8221;, express\u00e3o japonesa para firmas que exploram seus funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Embora o governo e trabalhadores mais jovens venham fazendo press\u00e3o por jornadas de trabalho menores, empregados mais velhos que foram criados com a ideia de que o trabalho \u00e9 mais importante do que tudo simplesmente n\u00e3o parecem conseguir se sentir \u00e0 vontade com a ideia de trabalhar 40 horas semanais.<\/p>\n<p>Akeno disse que essa cultura permeia outras partes da vida no Jap\u00e3o. Quando ela deixou seu emprego para se tornar escritora, ela se viu trabalhando praticamente sem parar. Quando teve seu segundo filho, ela chegou a escrever at\u00e9 ser levada para a sala de parto.<\/p>\n<p>Ela conta que s\u00f3 parava para cuidar de seu beb\u00ea. Seu corpo acabou sucumbindo, e ela demorou dois anos para se recuperar totalmente.<\/p>\n<p>&#8220;O que se considera honroso n\u00e3o \u00e9 o quanto se conquista, mas sim como se consegue nunca descansar&#8221;, ela disse.<\/p>\n<p>Os produtores do programa t\u00eam suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias de trabalho. Kasumi Yao, que foi a primeira a apresentar a ideia da s\u00e9rie para a emissora japonesa TBS, conta que n\u00e3o tira f\u00e9rias h\u00e1 12 anos. Yao teve a ideia do programa depois de se deparar com o romance de Akeno em uma livraria e se apaixonar por seu t\u00edtulo, que em japon\u00eas carrega um tom insolente e enf\u00e1tico.<\/p>\n<p>Quando a TBS anunciou o t\u00edtulo da s\u00e9rie, alguns comentaristas de internet ficaram chocados.<\/p>\n<p>&#8220;Eles diziam coisas como &#8216;Mas ir para casa no hor\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 normal?'&#8221;, disse Junko Arai, produtora do programa. &#8220;Quando algo t\u00e3o \u00f3bvio serve como base para um drama, quer dizer que o Jap\u00e3o est\u00e1 com s\u00e9rios problemas&#8221;.<\/p>\n<p>https:\/\/noticias.uol.com.br\/midiaglobal\/nytimes\/2019\/06\/24\/sucesso-da-tv-critica-a-cultura-workaholic-do-japao.htm<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ben Dooley e Eimi Yamamitsu &#8211; No m\u00eas passado, enquanto os norte-americanos assistiam ao epis\u00f3dio final de &#8220;Game of Thrones&#8221;, o Jap\u00e3o curtia seu pr\u00f3prio universo fict\u00edcio na TV. 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